Ficha Corrida

21/07/2014

UNASUR x Unabomber

Filed under: BRICS,Equador,EUA,Rafael Correa,Terrorismo de Estado,Unabomber,UNASUR — Gilmar Crestani @ 8:47 am
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A América Latina tem a UNASUR. Os EUA têm o UNABOMBER!

tio samENTREVISTA DA 2ª RAFAEL CORREA

Restauração conservadora ameaça ciclo progressista

Presidente do Equador diz que esquerda da América latina pode ser derrotada por direitas que ‘superaram aturdimento’

MÔNICA BERGAMOCOLUNISTA DA FOLHA

O presidente do Equador, Rafael Correa, 51, diz que uma "restauração conservadora" está em marcha na América Latina e que ela pode "pôr fim a esse ciclo de governos progressistas" no continente caso eles não estejam "atentos".

"As direitas nacional e internacional já superaram o aturdimento. Estão claramente articuladas", diz ele.

Correa esteve no Brasil na semana passada para participar da reunião da Unasul, que reúne países da América do Sul, com os Brics, integrados por China, Rússia, Brasil, África do Sul e Índia.

Diz que as medidas anunciadas pelos Brics podem "marcar o início de uma ordem social menos injusta" e que, para os EUA, a iniciativa "deve ser preocupante".

Defendeu a lei do Equador que regula os meios de comunicação. E afirmou que pode voltar a se candidatar à reeleição em 2017 –ele está no poder desde 2007 e segue com alta popularidade.

Correa recebeu a Folha em Brasília na quinta, dia do acidente com o Boeing que matou 298 pessoas na Ucrânia.

Leia, a seguir, um resumo da conversa:

Folha – Há poucas horas um avião caiu na Ucrânia e ainda não está claro em que condições. Há a suspeita de que tenha sido derrubado. Como vê a situação na região?

Rafael Correa – É um fato gravíssimo [a queda do avião]. O que ocorre na Ucrânia é um jogo geopolítico de grandes potências. Há o interesse da Europa no país, por seus recursos naturais. Com a Rússia ocorre algo similar. Esperamos que se solucionem os problemas.

Foi pura coincidência os EUA anunciarem novas sanções à Rússia bem no dia em que o presidente do país, Vladimir Putin, se reunia no Brasil com outros líderes dos Brics e da América do Sul?

Não quero elucubrar e tampouco tenho informações a respeito. Mas o que, sim, se deve ressaltar, é a dupla moral. Sancionam a Rússia, entre aspas, como se a humanidade tivesse nomeado um árbitro mundial. E onde estão as sanções por mais de meio século de embargo dos EUA a Cuba? Isso, sim, rompe todo o direito internacional.

Os EUA ficaram incomodados com a reunião dos Brics?

Se queremos um mundo multipolar, temos que conformar e aproximar blocos. Foi o que ocorreu agora, entre os Brics e a Unasul. Para o país hegemônico de um mundo unipolar, deve ser preocupante. Não me cansei de felicitar a [presidente] Dilma [Rousseff]. A reunião foi uma ideia brilhante. E pode marcar o início de uma ordem mundial menos injusta.

Mas as medidas anunciadas conseguirão criar de fato um contraponto à hegemonia dos EUA e seus aliados?

A união faz a força. Os Brics são 40% da população e 25% da produção mundial. Criaram uma nova arquitetura financeira para não depender do FMI nem do Banco Mundial. A Unasul deve fazer o mesmo –criando até, no futuro, a moeda única regional, para sermos menos dependentes dos centros de poder. Por que um juiz nos EUA pode quebrar a Argentina? Porque por eles passam todos os pagamentos [do mundo], que podem bloquear. Com um sistema alternativo, o sistema hegemônico perderia poder.

O senhor fala de moeda única desde 2006. O Banco do Sul, da Unasul, foi criado em 2007 e não funciona. A integração energética mal sai do papel.

Há coisas teoricamente impecáveis. Outra coisa é na prática, quando o tema envolve várias nações. Os Brics atuam há dez anos, são só cinco países e recém estão executando as coisas. Mas de fato não temos tempo a perder [na América Latina]. Temos que fazer coisas rapidamente. E não vamos rápido.

O senhor diz que há presidentes de países no continente que não têm interesse na integração sul-americana.

Não nos enganemos: a integração da América Latina, com visão independente, soberana e digna, é uma preocupação para os EUA. E já há uma restauração conservadora, da direita, das elites de sempre do continente, para brecar estes processos integracionistas e progressistas no interior de nossos países. E aí surgem contrapropostas à Unasul, como a Aliança do Pacífico [integrada por Chile, Peru, México e Colômbia], que é neoliberalismo puro.

Na última década, a bonança econômica mundial coincidiu com a chegada ao poder de lideranças de esquerda carismáticas como Lula e Hugo Chávez. Agora tudo mudou. A economia piorou. As lideranças não são as mesmas. O modelo não pode estar esgotado?

Começou um novo ciclo na América Latina quando Chávez chegou ao poder, em 1999, em plena noite liberal. Logo vieram Lula, Evo Morales na Bolívia, Tabaré Vázquez no Uruguai, Michelle Bachelet no Chile, Néstor Kirchner na Argentina, a revolução cidadã no Equador. Quem poderia imaginar, nos anos 90, que esses progressistas chegariam ao poder, quando a América Latina era puro Fujimori, Collor de Mello, Menem? Foi uma mudança de época. Mas temos dito: há uma restauração conservadora. A direita nacional e a internacional já superaram o aturdimento com a debacle do liberalismo e com nossos governos. Estão claramente articuladas. A direita equatoriana tem contato com a venezuelana, com a americana, que financia supostas ONGs, não sei se com a brasileira, tudo para nos combater.

Mas há os problemas reais internos de cada país.

Somos vítimas de nossos próprios êxitos. Olhe os espetaculares avanços no Brasil, sociais, de redução da pobreza. E veja os protestos que ocorreram contra Dilma e contra o Partido dos Trabalhadores. Há uma nova classe média que nos exige cada vez mais. Os meios de comunicação, que são instrumentos da direita, se aproveitam para dizer que nada vale, que o passado era melhor. Claramente há uma restauração conservadora que pode pôr fim a esse ciclo de governos progressistas. Precisamos estar muito atentos.

O senhor já disse que é preciso evitar personalismos na política. Pode concorrer a uma nova reeleição?

É preciso evitar. Mas, precisamente por essa restauração conservadora, há uma imensa responsabilidade sobre nossos ombros. Mas creia-me: como último recurso de nosso projeto está a minha reeleição em 2017.

A questão da imprensa é um tema sensível em qualquer parte do mundo e também na América Latina. Vários países, inclusive o Equador, aprovaram leis de regulação da comunicação.

O poder midiático se converteu em um poder político. Nossos adversários no Equador não são a direita, mas sim seus meios de comunicação. Nos apresentam como governos autoritários que perseguem jornalistas patrióticos que só querem dizer a verdade. E isso não é certo. Enfrentamos dia a dia a manipulação de informação de certos meios de comunicação em mãos da oligarquia. Sem nenhuma legitimidade democrática, querem impor a agenda política, querem submeter os governos, caluniam, manipulam. A sociedade tem que se defender disso.

O PT, que no Brasil lidera essa discussão, diz que se trata de garantir pluralidade, regulando concessões audiovisuais, o negócio, mas jamais o seu conteúdo. No Equador a lei não interfere também no conteúdo quando diz, por exemplo, que uma pessoa não pode ser "desprestigiada" na imprensa ou sofrer "linchamento midiático"?

Talvez nosso erro tenha sido não utilizar a palavra acosso em vez de linchamento. Mas está claramente descrito na lei o que é linchamento. E isso tem que ser regulado. Você não imagina os excessos que havia na imprensa do Equador. Se o diretor de uma empresa municipal cobrasse taxa de água de uma rádio, sofria um linchamento até ser tirado do cargo.

O excesso de um lado não pode criar, do outro, um desequilíbrio? O poder midiático é forte, mas o poder do Estado também o é.

Por isso há escrutínio público, há instâncias, uma Superintendência de Comunicação [Supercom], todos [os meios de comunicação] têm direito a defesa. E o que criticam? "Nos obrigaram a retificar [informações] 82 vezes." Não dizem que não mentiram! Estavam acostumados a mentir, a não dar direito de resposta, a ter o controle, a que os presidentes tremessem diante deles. Um projeto político ganhava as eleições, mas eles é que governavam, legislavam e julgavam. Acabou a festa. Quando lhe convém, a imprensa se denomina o quarto poder. E todo poder deve ser regulado pela sociedade, por meio de lei. Imagine-se o poder financeiro sem regulação, o poder político sem fiscalização. E até o poder religioso: de repente surge uma religião que permite sacrifícios humanos. E o único poder em que não se pode tocar é o midiático? Temos que superar esses tabus.

28/06/2013

Acordos made in USA são paraguaios

Filed under: Equador,Isto é EUA! — Gilmar Crestani @ 9:13 am
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Ecuador renuncia a acuerdos aranceralios con EE UU debido al caso Snowden

El Congreso no parecía dispuesto a renovar unos acuerdos que expiraban el 31 de julio, más allá de las complicaciones añadidas por la petición de asilo de filtrador

Eva Saiz Washington 27 JUN 2013 – 18:14 CET128

charge-eua-latuff

Ecuador ha anunciado este jueves que ha renunciado a renovar los acuerdos comerciales con el Congreso de Estados Unidos que le otorgaban beneficios y preferencias arancelarias sobre la exportación de determinados productos a este país. La decisión, anunciada por el ministro de Comunicación ecuatoriano, Fernando Alvarado, se produce un día después de que el presidente del comité de Asuntos Exteriores del Senado, el influyente demócrata Bob Menéndez, advirtiera por escrito al Gobierno de Rafael Correa de que, si consentía en dar asilo a Edward Snowden, se encargaría de no reautorizar esos pactos.

La ruptura de estos acuerdos comerciales se produce en medio de una escalada de tensión entre ambos países a cuenta del caso Snowden. “El Gobierno de Ecuador no va a aceptar amenazas de nadie. Nosotros no nos supeditamos a los intereses económicos”, ha asegurado Alvarado. Aunque el gobierno de Ecuador sostiene que EE UU está utilizando la baza de los tratados con este país para influir en la decisión de otorgar asilo al exanalista estadounidense, el hecho es que el Congreso de este país parecía decidido a no renovar unos acuerdos que expiran el próximo 31 de julio mucho antes de que saltara el escándalo de las filtraciones. Ecuador era consciente y ha aprovechado una situación casi inevitable para sumarla a sus gestos beligerantes hacia EE UU.

El Congreso estadounidense mantiene con Ecuador dos acuerdos comerciales, el del Sistema Generalizado de Preferencias, (GSP en sus siglas en inglés) y el de Erradicación de las Drogas y Promoción del Comercio Andino (TPA). Ambos son tratados de carácter global que abarcan a muchos más Estados, a través de los que el Gobierno estadounidense potencia el crecimiento económico de países en desarrollo. En el caso concreto del TPA, en un primer momento, incluía también a Perú, Bolivia y Colombia, pero la firma de convenios de libre comercio con los tres ha dejado a Ecuador como el único miembro de ese pacto comercial. En 2012, gracias al GSP, Ecuador se benefició de 107 millones de dólares y las exportaciones de flores, atún y frutas y hortalizas le reportaron 318 millones de dólares debido a las rebajas arancelarias del TPA, de acuerdo con los datos de la oficina del Representante Comercial de EE UU.

Ecuador ha renunciado a unos importantes beneficios económicos que EE UU tampoco parecía tener mayor interés por renovar y su decisión en ningún modo perjudica a los intereses de este país ya que el único beneficiario de esos programas es el Estado sudamericano. La no renovación del acuerdo puede suponer para la industria floral ecuatoriana, que ha experimentado un crecimiento importante bajo el amparo del TPA, la pérdida de 100.000 puestos de trabajo.

“Nuestro Gobierno no recompensa a los países por su mal comportamiento. Los beneficios comerciales son un privilegio para las naciones, no un derecho. Urjo al presidente Correa a que haga lo correcto para EE UU y Ecuador y deniegue la petición de asilo a Snowden”, decía el comunicado del senador Menéndez. La decisión de renovar esos privilegios con otros países la adopta el Congreso de EE UU por razones eminentemente económicas y no políticas, advierten desde la Administración, y esa decisión, insisten, ya parecía que no iba a ser favorable para Euador en todo caso.

El caso Snowden ha provocado, sin embrago, un aumento de la retórica beligerante por parte de ambos países. El miércoles, la Embajada de Ecuador en EE UU emitía un comunicado en el que informaba de que su Gobierno había solicitado a EE UU que le remitiera por escrito las razones por las que no debía otorgar asilo a Snowden. “Mientras el Ejecutivo de Ecuador cumple con sus obligaciones, la Embajada rechaza las declaraciones de los miembros del Gobierno estadounidense con contenido dañino, falso e improductivo sobre Ecuador”.

Ecuador renuncia a acuerdos aranceralios con EE UU debido al caso Snowden | Internacional | EL PAÍS

Acordos made in USA são paraguaios

Filed under: Equador,Isto é EUA! — Gilmar Crestani @ 9:10 am
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Ecuador renuncia a acuerdos aranceralios con EE UU debido al caso Snowden

El Congreso no parecía dispuesto a renovar unos acuerdos que expiraban el 31 de julio, más allá de las complicaciones añadidas por la petición de asilo de filtrador

Eva Saiz Washington 27 JUN 2013 – 18:14 CET128

charge-eua-latuff

Ecuador ha anunciado este jueves que ha renunciado a renovar los acuerdos comerciales con el Congreso de Estados Unidos que le otorgaban beneficios y preferencias arancelarias sobre la exportación de determinados productos a este país. La decisión, anunciada por el ministro de Comunicación ecuatoriano, Fernando Alvarado, se produce un día después de que el presidente del comité de Asuntos Exteriores del Senado, el influyente demócrata Bob Menéndez, advirtiera por escrito al Gobierno de Rafael Correa de que, si consentía en dar asilo a Edward Snowden, se encargaría de no reautorizar esos pactos.

La ruptura de estos acuerdos comerciales se produce en medio de una escalada de tensión entre ambos países a cuenta del caso Snowden. “El Gobierno de Ecuador no va a aceptar amenazas de nadie. Nosotros no nos supeditamos a los intereses económicos”, ha asegurado Alvarado. Aunque el gobierno de Ecuador sostiene que EE UU está utilizando la baza de los tratados con este país para influir en la decisión de otorgar asilo al exanalista estadounidense, el hecho es que el Congreso de este país parecía decidido a no renovar unos acuerdos que expiran el próximo 31 de julio mucho antes de que saltara el escándalo de las filtraciones. Ecuador era consciente y ha aprovechado una situación casi inevitable para sumarla a sus gestos beligerantes hacia EE UU.

El Congreso estadounidense mantiene con Ecuador dos acuerdos comerciales, el del Sistema Generalizado de Preferencias, (GSP en sus siglas en inglés) y el de Erradicación de las Drogas y Promoción del Comercio Andino (TPA). Ambos son tratados de carácter global que abarcan a muchos más Estados, a través de los que el Gobierno estadounidense potencia el crecimiento económico de países en desarrollo. En el caso concreto del TPA, en un primer momento, incluía también a Perú, Bolivia y Colombia, pero la firma de convenios de libre comercio con los tres ha dejado a Ecuador como el único miembro de ese pacto comercial. En 2012, gracias al GSP, Ecuador se benefició de 107 millones de dólares y las exportaciones de flores, atún y frutas y hortalizas le reportaron 318 millones de dólares debido a las rebajas arancelarias del TPA, de acuerdo con los datos de la oficina del Representante Comercial de EE UU.

Ecuador ha renunciado a unos importantes beneficios económicos que EE UU tampoco parecía tener mayor interés por renovar y su decisión en ningún modo perjudica a los intereses de este país ya que el único beneficiario de esos programas es el Estado sudamericano. La no renovación del acuerdo puede suponer para la industria floral ecuatoriana, que ha experimentado un crecimiento importante bajo el amparo del TPA, la pérdida de 100.000 puestos de trabajo.

“Nuestro Gobierno no recompensa a los países por su mal comportamiento. Los beneficios comerciales son un privilegio para las naciones, no un derecho. Urjo al presidente Correa a que haga lo correcto para EE UU y Ecuador y deniegue la petición de asilo a Snowden”, decía el comunicado del senador Menéndez. La decisión de renovar esos privilegios con otros países la adopta el Congreso de EE UU por razones eminentemente económicas y no políticas, advierten desde la Administración, y esa decisión, insisten, ya parecía que no iba a ser favorable para Euador en todo caso.

El caso Snowden ha provocado, sin embrago, un aumento de la retórica beligerante por parte de ambos países. El miércoles, la Embajada de Ecuador en EE UU emitía un comunicado en el que informaba de que su Gobierno había solicitado a EE UU que le remitiera por escrito las razones por las que no debía otorgar asilo a Snowden. “Mientras el Ejecutivo de Ecuador cumple con sus obligaciones, la Embajada rechaza las declaraciones de los miembros del Gobierno estadounidense con contenido dañino, falso e improductivo sobre Ecuador”.

Ecuador renuncia a acuerdos aranceralios con EE UU debido al caso Snowden | Internacional | EL PAÍS

12/03/2013

Elementar, caro Watson

Filed under: Equador,Isto é EUA!,Rafael Correa — Gilmar Crestani @ 9:12 am
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Como registra o Operamundi, “os Estados Unidos, onde está sediada a entidade, não assinou nenhum” dos instrumentos que compõem a CIDH… Queriam o quê? Que os EUA praticassem o que exigem dos seus capachos? Fosse no tempo de FHC, e já estaríamos tirando os sapatos para entrar nos EUA. Pensando bem, quem, dentre tantos lugares melhores para ir, ainda assim vai aos EUA tem mais que ser tratado como ser inferior e de tirar os sapatos…

"Equador não aceitará mais neocolonialismo”, diz Correa sobre reformas na CIDH

Para presidente equatoriano, entidade deve ter sede e orçamento próprios, entregue por Estados parte da convenção

O presidente equatoriano Rafael Correa voltou a defender, nesta segunda-feira (11/03), profundas reformas na CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) da OEA (Organização dos Estados Americanos) e a mudança da sede do órgão, atualmente nos Estados Unidos, para a Argentina.
“O Equador é um dos apenas sete países que subscreveram a todos os instrumentos interamericanos dos direitos humanos. Assinou todos e cada um, e pode falar sobre direitos humanos com muita propriedade”, afirmou Correa, esclarecendo, que ao contrário do afirmado pela imprensa de seu país, apontar falhas na estrutura da comissão não significa atentar contra os direitos humanos.
Agência Efe

O presidente do Equador, Rafael Correa, em discurso em Guayaquil, sobre reformas na CIDH
O discurso foi realizado durante a Conferência dos Estados Participantes da Convenção Americana de Direitos Humanos, na cidade equatoriana de Guayaquil, no qual se discute a reforma no regulamento da CIDH propostas há meses, principalmente pela Venezuela e pelo Equador, e apoiada pelos países da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América).

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Ao defender a mudança da sede da comissão, operante em Washington, Correa afirmou que “não é possível que no século XXI”, o continente tolere que esta seja abrigada pelo “país do embargo criminoso contra Cuba, que atenta completa e abertamente contra o direito internacional”. 
Para o presidente equatoriano, o bloqueio norte-americano à ilha caribenha “constitui o maior atropelo aos direitos humanos” no continente, mas que isso “nem sequer aparece nos relatórios” da CIDH, que o encara, segundo Correa “como parte da paisagem”. “Basta, o Equador não aceitará mais neocolonialismo”, afirmou o mandatário. 
Em mais uma alusão direta aos Estados Unidos, Correa se dirigiu aos diplomatas e delegados dos 23 países presentes, afirmando que estes “estão em um país onde não se permite a tortura, onde não há pena de morte, que não invadiu ninguém, que não tem aviões não-tripulados, matando supostos terroristas”, ressaltou.
No último sábado (09/03), o chanceler equatoriano Ricardo Patiño afirmou à imprensa local que o governo argentino "considerou a possibilidade” de que Buenos Aires seja a nova sede da CIDH, e defendeu reformas no organismo, que segundo ele, se “converteu em um ente inquisitor contra os Estados".
O Equador impulsiona reformas no estatuto da comissão para que os integrantes da mesma sejam eleitos de uma lista de candidatos de países que ratificaram ou aderiram aos instrumentos interamericanos de direitos humanos, para que o financiamento do organismo não provenha de países não signatários, além da implementação de um código de conduta para a elaboração de relatórios da comissão, entre outros.
Correa ressaltou que seu país é um dos apenas sete países, entre os 34 integrantes do Sistema Interamericano que aderiu a todos os instrumentos, acordos e convenções de Direitos Humanos, enquanto os Estados Unidos, onde está sediada a entidade, não assinou nenhum. Destes 34, apenas 23 ratificaram Convenção Americana dos Direitos Humanos, à qual pertence a CIDH.
“A América Latina está se livrando deste costume dos países que mais falam de Direitos Humanos e menos os respeitam”, afirmou o presidente equatoriano, destacando que 96,5% do orçamento da comissão são financiados por países que não ratificaram a Convenção Americana dos Direitos Humanos e por “supostos organismos observadores para impor suas condições”.
Para o presidente equatoriano, a CIDH deve ter “sede própria, orçamento próprio, entregue por Estados que são parte da convenção”, explicando que são necessários 15 milhões de dólares para cobrir as necessidades tanto da Comissão como da Corte de Direitos Humanos.
"Podemos fazer este esforço e se algum [país] tem dificuldades, não se preocupe, o Equador suprirá essa cota, mas financiaremos o sistema entre aqueles que assinarem a Convenção”, propôs.

Opera Mundi – "Equador não aceitará mais neocolonialismo”, diz Correa sobre reformas na CIDH

24/08/2012

El pecado de Julian Assange

Filed under: Equador,Exílio,Julian Assange,WikiLeaks — Gilmar Crestani @ 8:36 am

Adolfo Gilly

Desde el alto Himalaya de su proverbial perfidia, el imperio británico a- menaza a la República del Ecuador con invadir su embajada en Londres porque el presidente Rafael Correa está cumpliendo en el caso de Julian Assange con una de las más nobles tradiciones entre las repúblicas de América Latina: el asilo a los perseguidos políticos, cualesquiera sean las ideas y las razones de éstos en cada caso.

Lo que Gran Bretaña amenaza una vez más no es sólo la libertad y la integridad física de Assange. Es el principio universal del derecho de asilo, ese territorio inmaterial que las grandes potencias y los pequeños dictadores siempre han tratado de abolir.

Dos directores de cine estadunidenses reconocidos por sus trayectorias en defensa de los derechos humanos contra las acciones de los gobiernos de su país, Michael Moore y Oliver Stone, publicaron en The New York Times del 21 de agosto pasado una razonada y encendida denuncia en el caso de Assange: “Ecuador ha actuado en conformidad con importantes principios internacionales de derechos humanos.

“Desde su fundación, Wikileaks ha revelado la filmación Asesinato colateral, que muestra el evidente asesinato indiscriminado de civiles en Bagdad por un helicóptero de ataque Apache estadunidense; otros precisos detalles adicionales sobre el verdadero rostro de las guerras en Irak y Afganistán; la complicidad con la dictadura de Yemen para ocultar nuestra responsabilidad por bombardeos en ese país; la presión del gobierno de Obama sobre otras naciones para que no incriminaran por tortura a funcionarios de la era de Bush, y mucho más.

“Como era de prever, la respuesta de quienes preferirían que los estadunidenses fuéramos mantenidos en la ignorancia fue feroz. Dirigentes de primera fila de ambos partidos han calificado a Assange como ‘un terrorista de alta tecnología’ (a high-tech terrorist)”, dicen Moore y Stone.

Suecia, que en el siglo pasado mantuvo una generosa política de asilo a los perseguidos por las dictaduras latinoamericanas, registra ahora casos recientes en sentido opuesto. La historia indica que Suecia puede ceder a cualquier presión de Estados Unidos para entregar a Assange, agregan Oliver Stone y Michael Moore: En 2001 el gobierno sueco entregó a la CIA a dos egipcios que buscaban asilo, la cual los entregó al régimen de Mubarak, que los torturó.

* * *

El caso ha motivado un torrente de intervenciones en las redes, la mayoría en defensa de Assange, aunque no todas. Digna de ser mencionada es una reflexión de Naomi Wolf, quien durante años ha trabajado en defensa y apoyo de mujeres víctimas de violación y malos tratos. El texto, ahora en nutrida circulación, es del pasado 11 de febrero. Se titula Algo está podrido en el Estado de Suecia: ocho grandes problemas en el ‘caso’ contra Assange. Escribe la autora:

Basada en mis veintitrés años de informar sobre la legislación global acerca de la violación y en mis cinco años de apoyo a las mujeres en los centros de crisis por violación y en los refugios de mujeres golpeadas, puedo decir con certidumbre que este caso no se está tratando como un caso normal de violación o de violencia sexual. Los nuevos detalles de la policía sueca lo muestran claramente. Su informe contra Assange es sorprendentemente diferente de los informes sobre estos temas que he leído durante años como defensora de víctimas de crímenes sexuales.

La autora enumera y analiza ocho características de ese informe por las cuales lo considera fuera de las normas establecidas por la policía y la justicia suecas en casos de violación o agresión sexual. “El informe en el caso Assange –sostiene– es anómalo, pues en ningún modo sugiere que alguna de las dos mujeres negó su consentimiento o se sintió amenazada. Nomás sobre esta base, por tanto, el informe sobre Assange es totalmente aberrante”.

En el octavo punto de su argumentación afirma que, en Suecia, la policía y los fiscales nunca filtran los informes policiales durante una investigación en curso porque pueden ser castigados si lo hacen. Los informes completos de los alegatos de las mujeres fueron filtrados a los medios de Estados Unidos. Los únicos que tienen acceso a esos documentos son la policía, los fiscales y los abogados. […] Cualquier funcionario que filtra tales documentos confidenciales incurre en severas penas. […] Parece muy verosímil que los documentos del caso Assange fueron filtrados por la policía o los ministerios públicos porque desde las alturas les llegó señal de que podrían hacerlo impunemente. Policía y fiscales se manejan así, dice Wolf, porque saben que no se trata de juzgar a Assange en Suecia, sino de traerlo para entregarlo a Estados Unidos.

El escrito íntegro de Naomi Wolf puede encontrarse en:

http://markcrispinmiller.com/2011/02/eight-big-problems-with-the-case-against-assange-must-read-by-naomi-wolf/

* * *

Entre los varios artículos sobre el tema, Anita Isaacs, profesora de ciencia política especializada en América Latina en Haverford College, Pennsylvania, publicó uno singular, también en The New York Times, el pasado 20 de agosto. Se titula: No se trata de Assange. Después de registrar cómo la decisión de dar asilo a Julian Assange ha colocado a Ecuador en una confrontación política con Gran Bretaña, la autora argumenta:

Foto

El fundador de Wikileaks durante su mensaje del domingo pasado en un balcón de la embajada de Ecuador en LondresFoto Ap

“Pero la confusión en Londres en realidad tiene poco o nada que ver con las relaciones Ecuador-Gran Bretaña, y todo que ver con la política regional y local en el hemisterio occidental. Y tiene poco que ver con la protección del derecho de Assange a un juicio justo o con la libertad de prensa –que el presidente de Ecuador, Rafael Correa, ha pisoteado en su país. En cambio, es un intento de Correa para ajustar viejas cuentas con Estados Unidos, mostrar su valentía política en la carrera hacia la elección presidencial el año próximo y jugarse una apuesta de poder hacia un papel dirigente en la izquierda latinoamericana.

“El estilo populista de confrontación típico de Correa –concluye la autora– sirve para fortalecer su prestigio en un país con una larga tradición de política autoritaria” y para mostrar sus posibilidades para un papel dirigente regional más allá de las fronteras ecuatorianas.

El artículo no es sutil y tampoco inocente. Tal vez su autora no lo sepa, pero alguien más importante que su persona quiere recordarnos desde Estados Unidos que Rafael Correa se está pasando de la raya, que Ecuador es demasiado pequeño para tales audacias y que su presidente está desafiando a Gran Bretaña y a Estados Unidos juntos, y dando al mismo tiempo un mal ejemplo a otros gobiernos latinoamericanos.

* * *

Al menos hasta 1982 México mantuvo una tradición de asilo político que, aun con altibajos, dio cobijo y protección a los perseguidos por las dictaduras militares latinoamericanas. Chilenos, argentinos, brasileños, bolivianos, uruguayos, colombianos, guatemaltecos, nicaragüenses, salvadoreños, la entera geografía de la persecución política en América Latina, encontró asilo y refugio en este país, bajo gobiernos mexicanos que no dejaban de ejercer aquí sus propias modalidades represivas.

Esa política de asilo venía de lejos, desde los años 1920 al menos, cuando encontraron refugio y libertad en México el nicaragüense César Augusto Sandino, el venezolano Carlos León, el peruano Víctor Raúl Haya de la Torre, los cubanos Julio Antonio Mella y Antonio Guiteras, y otros muchos de menor nombradía. Tradición singular, tuvo su momento culminante en la apertura de México al exilio republicano español en los tiempos del presidente Lázaro Cárdenas.

Pero ya en diciembre de 1936, antes de que estallara la tragedia española, dio el general Cárdenas asilo político a León Trotsky, a quien ningún gobierno quería proteger contra el de su país, la entonces Unión Soviética. No entiendo comparar casos y situaciones tan distintas. Pero se trataba también de un perseguido solitario cuyos poderosos enemigos no temían sus armas, que no las tenía, sino su pluma, sus ideas y el ejemplo de libertad en el pensar y en el decir.

Ese perseguido fue por fin asesinado en Coyoacán –allí está aún su casa de entonces– el 21 de agosto de 1940, por orden y acción del gobierno de aquella gran potencia hoy desaparecida. Esta historia está incomparablemente contada por el escritor cubano Leonardo Padura en su libro El hombre que amaba a los perros.

El presidente Cárdenas, que sabía medir sus palabras, esa vez no quiso contener su indignación. El 29 de agosto de 1940, en un Mensaje a los Trabajadores del País, acusó a los asesinos de haberse aliado con un poder extraño contra la soberanía mexicana: “estos elementos han cometido el delito de traición a la patria […] cometiendo un crimen que la historia censurará como deshonroso para quien lo haya inspirado y como nefasto para quienes lo consumaron. Al señor León Trotsky –agregó el presidente– México había otorgado protección en su suelo, sin más interés que cumplir con sus postulados de dar asilo a todo perseguido político y hacer patente con ello, ante el mundo entero, el derecho soberano de la nación mexicana”.

Segundas y terceras intenciones atribuyeron los gobiernos y sus escribas al gesto del presidente Cárdenas de conceder ese asilo. No lo hizo, como alguno dijo, por acuerdo con las ideas del revolucionario perseguido, sino por un simple acto de coherencia con sus propios principios.

Los tiempos pueden ser distintos. Pero la hipocresía de las grandes potencias me resulta invariable cuando se trata de perseguir a aquellos que, con razones y sin armas, documentan la esencia de sus políticas de dominación y guerra.

* * *

Contra quienes atribuyen a Rafael Correa ambiciones regionales y le lanzan el ambiguo epíteto de populista, yo prefiero creer que su decisión de recibir y proteger a Julian Assange en la embajada ecuatoriana en Londres obedece, cambiando tiempos y personajes, a las mismas razones del presidente Cárdenas: otorgar protección en su suelo, sin más interés que cumplir con sus postulados de dar asilo a todo perseguido político y hacer patente con ello, ante el mundo entero, el derecho soberano de la nación ecuatoriana.

Pues el haber revelado las verdades con fehacientes documentos hallados en los archivos y haber así mostrado que los reyes y los magnates están desnudos, ha sido el verdadero pecado de Julian Assange.

Enlaces:

Los cables sobre México en WikiLeaks

Sitio especial de La Jornada sobre WikiLeaks

La Jornada: El pecado de Julian Assange

02/08/2012

En el caso Assange hay una doble moral internacional, señala Correa

 

Asegura que Ecuador tomará una decisión soberana sobre el pedido de asilo político

En el caso Assange hay una doble moral internacional, señala Correa

Preocupante, la situación síquica y física del fundador de Wikileaks: Baltasar Garzón

Foto

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, recibió ayer a Christine Assange (a la izquierda), madre del fundador de Wikileaks, en el palacio de gobierno en QuitoFoto Reuters

Dpa y Afp

Periódico La Jornada
Jueves 2 de agosto de 2012, p. 30

Quito, 1º de agosto. El presidente ecuatoriano, Rafael Correa, aseguró este miércoles en reunión con la madre de Julian Assange, Christine, que hay una doble moral internacional en el caso del creador de Wikileaks, pero subrayó que Ecuador tomará una decisión soberana respecto del pedido de asilo político recibido en Londres.

Agregó que su régimen apoya la verdadera libertad de expresión, que se sepa todo lo que hacen los gobiernos y las personas políticas, siempre y cuando no se ponga en riesgo la seguridad del Estado y no se metan en cosas privadas.

Christine Assange aseguró que Ecuador es un país con alto nivel de respeto a los derechos humanos y las libertades.

Al solicitar nuevamente al gobernante que conceda asilo político a su hijo, Christine Assange denunció que existen servicios internacionales que contratarían periodistas para fines políticos. Correa subrayó que es necesario revelar esta información al público.

Julian Assange se encuentra en la embajada de Ecuador en Londres desde el pasado 19 de junio, fecha en la que formalizó su solicitud de asilo político a Ecuador, con el argumento de que su posible extradición a Suecia podría resultar en un posterior traslado a Estados Unidos para ser juzgado por sus actividades al frente de Wikileaks.

El ex juez español Baltasar Garzón, quien lidera el equipo de defensa de Assange, afirmó desde Madrid que le preocupa la situación síquica y física de su cliente, refugiado en la embajada de Ecuador en Londres. La tensión a la que es sometido es muy grande, pero además está muy preocupado, declaró Garzón.

Assange se encuentra en la embajada de Ecuador en Londres desde que perdió la batalla legal para evitar una extradición a Suecia, en donde se le acusa de abuso sexual. El gobierno de Ecuador anunciará su decisión sobre dar asilo a Assange cuando terminen los Juegos Olímpicos de Londres, el 12 de agosto.

Enlaces:

Los cables sobre México en WikiLeaks

Sitio especial de La Jornada sobre WikiLeaks

La Jornada: En el caso Assange hay una doble moral internacional, señala Correa

23/03/2012

Ecuador exige que se discuta con EE UU el bloqueo de Cuba en la cumbre regional

Filed under: Bloqueio contra Cuba,Democracia made in USA,Equador,Rafael Correa — Gilmar Crestani @ 7:35 am

E porque não uma “pena Talião”, olho por olho, dente por dente: um bloqueio regional contra os EUA?! Será que os EUA suportariam tanto quanto Cuba vem suportando?

Ecuador exige que se discuta con EE UU el bloqueo de Cuba en la cumbre regional

El canciller ecuatoriano considera la situación de la isla y la disputa por la soberanía de las Malvinas deben ser temas prioritarios en la reunión en Colombia

Pablo Ximénez de Sandoval Madrid 21 MAR 2012 – 19:14 CET115

Los cancilleres de Ecuador y España, Ricardo Patiño y José Manuel García-Margallo, el martes en Madrid. / Fernando Alvarado (EFE)

A pesar de las múltiples ocasiones en que le ha preguntado públicamente al respecto, el presidente de Ecuador, Rafael Correa, sigue manteniendo la incógnita sobre su presencia en la próxima Cumbre de las Américas, que se celebrará en Cartagena de Indias los días 14 y 15 de abril próximos. Ecuador considera imprescindible que en la reunión se traten dos temas que considera “importantísimos como región”, en palabras del canciller Ricardo Patiño: el bloqueo a Cuba y la disputa por las islas Malvinas.

“No son condiciones”, aseguró Patiño el pasado martes en una entrevista con EL PAÍS. “cada país tiene derecho a ir a aquellas reuniones en las que crea que puede ser útil”. Estos dos asuntos “no son los únicos, pero no pueden ser soslayados”, dijo Patiño. “Hay otros que se tratan siempre, como el narcotráfico, la democracia o la seguridad. Pero hay otros que no se tratan porque hay países a los que no les interesa [en referencia a Estados Unidos]. Deben ser parte de la agenda”.

El Gobierno de Ecuador está alineado en la llamada Alianza Bolivariana (Alba), un grupo de países liderado por Venezuela opuesto a la zona de libre comercio con Estados Unidos. El mes pasado, todos los países del Alba condicionaron su presencia en la Cumbre de las Américas a la presencia de Cuba, país que nunca ha participado en la reunión por el veto estadounidense. El anfitrión de la cumbre, el colombiano Juan Manuel Santos, acudió a La Habana para dar explicaciones en persona a los presidentes Raúl Castro y Hugo Chávez (convaleciente de su dolencia) de las razones por las que no puede invitar a Cuba a la cumbre.

Los países del Alba no han cumplido su amenaza de no acudir, lo que dejaría tiritando el nivel institucional de la cumbre y supondría un desaire a Santos, pero sus declaraciones públicas indican que están presionando para que el bloqueo a Cuba, del que este año se cumple el 50 aniversario, se trate oficialmente con Estados Unidos delante.

“El presidente Correa ha conversado personalmente con Santos y se lo ha manifestado”, aseguró Patiño el lunes. “Esperamos que la reacción sea positiva y se incluya en la agenda. Hemos sido informados informalmente de que formará parte de la agenda de la reunión de los presidentes”.

El canciller ecuatoriano considera que el bloqueo a Cuba y la reciente vuelta al primer plano de la disputa de Argentina con Reino Unido por la soberanía de Malvinas son dos temas fundamentales. Malvinas es un caso de “colonialismo”, dice Patiño. “Eso no es incumbencia de un país, sino de la humanidad. Es como si me pregunta qué nos importa del apartheid en Suráfrica. A América Latina le hiere la existencia del colonialismo en Malvinas”.

Patiño no considera que el asunto de Cuba tenga que formar parte, sin embargo, de la agenda de la próxima Cumbre Iberoamericana que se celebrará en Cádiz los próximos 16 y 17 de noviembre por que “allí no estará Estados Unidos”. Pero no descarta el asunto de Malvinas, porque “involucra a Europa y Latinoamérica”.

En cuanto a su relación con el nuevo Gobierno español, Patiño aseguró que es “muy buena”. El presidente Rafael Correa se reunió con Mariano Rajoy el pasado sábado y “fue una reunión muy cordial”. Correa y Patiño han estado el pasado fin de semana en Europa para avanzar en la negociación del tratado comercial entre Ecuador y la Unión Europea, una figura jurídica para incrementar el intercambio comercial que ya tienen países vecinos como Perú o Colombia.

Las conversaciones entre Ecuador y la UE ya van para año y medio y todavía no ha empezado la negociación del tratado como tal. Patiño explicó que Ecuador no puede firmar un tratado de libre comercio como los de sus vecinos porque Ecuador dolarizó su moneda en el año 2000 y por tanto no tiene política monetaria ni cambiaria, por lo que necesita ciertos niveles de protección para su industria. “El objetivo de la UE, que lo entendemos, es tratar de abrir las puertas de la economía ecuatoriana a sus productos y sus inversiones. Quisieran no tener ningún tipo de restricciones. Nosotros necesitamos considerar las especificidades de nuestro nivel de desarrollo”.

En sus condiciones generales, la UE propone el mismo tipo de tratado que con Colombia o Perú. “Europa quiere que si, por ejemplo, hay un proyecto de central hidroeléctrica todo el mundo compita en condiciones de igualdad en una licitación internacional. Nosotros decimos que no. En primer lugar, para las licitaciones establecemos prioridades para las empresas nacionales. Incluso si el concurso lo gana una empresa extranjera, planteamos que se haga una desagregación tecnológica de parte del proyecto para que sea atendido por empresas nacionales”. Patiño reconoce que “se ha avanzado”, pero advierte que Ecuador no se sentará a negociar “sin cierto nivel de certeza de que vamos a firmar un acuerdo”.

Ecuador exige que se discuta con EE UU el bloqueo de Cuba en la cumbre regional | Internacional | EL PAÍS

18/03/2012

Correa plantea a Rajoy; Equador chama Espanha nos tentos

Filed under: Bancos,Equador,Espanha,Mariano Rajoy,Rafael Correa — Gilmar Crestani @ 8:12 am

 

Correa plantea a Rajoy la insuficiencia del código ético para la banca

El presidente de Ecuador se plantea denunciar a España ante tribunales de derechos humanos

"Si no hay una flexibilización vamos al peor de los mundos", dice el mandatario

Pablo Ximénez de Sandoval Madrid 18 MAR 2012 – 01:15 CET140

  Correa y Rajoy tras la rueda de prensa en la Moncloa. / GORKA LEJARCEGI

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, afirmó este sábado por la noche en Madrid que su Gobierno estudia fórmulas para llevar las leyes hipotecarias españolas ante las instituciones europeas de derechos humanos. "No quiero ser grosero con el país anfitrión, pero me parece increíble, como economista, como humanista". Se refería a la ley hipotecaria española en la que la entrega de la casa al banco no sirve para saldar la deuda. "Es increíble que haya leyes que pasan todo el riesgo a los seres humanos y no al capital, que es el principio básico de la economía. Es intolerable. Estamos estudiando acciones para denunciar esto ante los organismos de derechos humanos a nivel europeo e internacional".

Correa dijo estas palabras ante unos 3.000 compatriotas en el exterior de la Facultad de Medicina de la Universidad Complutense porque no cabían en el interior, donde estaban convocados. Entre el público destacaban decenas de pancartas de protestas por los desahucios y contra la banca. "Eso sí son atentados contra los derechos humanos. ¿Dónde está la campaña de prensa para denunciarlo?", dijo Correa en referencia a las críticas internacionales por su enfrentamiento judicial con la prensa.

El presidente de Ecuador dijo ante los migrantes a voces lo que unas horas antes había dicho delante de Mariano Rajoy, con el que no fue menos duro aunque no hizo referencia a la posibilidad de denunciar a España pro violaciones de los derechos humanos. En rueda de prensa al lado de Rajoy, al término de un encuentro entre ambos en el palacio de la Moncloa, Correa cargó contra las leyes hipotecarias españolas que "van contra todos los principios de la economía" porque "hacen recaer todo el riesgo en la persona y no sobre el capital". Mientras Rajoy puso el código ético bancario como ejemplo de cómo enfrenta este asunto, el presidente Correa reclamó una "flexibilización", en lo que fue un claro mensaje de que las medidas le parecen insuficientes.

La crisis de las hipotecas que está afectando a la comunidad inmigrante tanto como a los españoles es una preocupación del Gobierno de Ecuador desde que en el año 2010 el paro masivo en la construcción empezó a llenar las asociaciones de inmigrantes de toda España de casos dramáticos de desahucios. El Gobierno de Ecuador llamó la atención entonces del Banco de España sobre lo que calificó de "drama hipotecario" y lleva desde entonces pidiendo medidas intermedias para aquellos que no pueden pagar sus hipotecas. Las asociaciones de inmigrantes calculan que un 10% de los 150.000 desahucios que se han producido en España desde 2009 afectan a sus nacionales.

"Hemos hablado con Rajoy para buscar una solución", dijo Correa, que quiso aprovechar la rueda de prensa conjunta para extenderse especialmente sobre este asunto. La Embajada de Ecuador en España ha puesto a disposición de sus nacionales un equipo de seis abogados exclusivamente para asesorar a los inmigrantes frente a los bancos. Es el primer y único país que lo ha hecho hasta ahora. "Es todo cuanto podemos ayudar", dijo Correa.

Correa cargó directamente contra las leyes hipotecarias españolas, en las que el deudor responde con todos sus bienes y rentas presentes y futuros del préstamo total que pidió para comprar la casa. Se trata de una anomalía comparado con las leyes americanas. "Desde Ecuador estamos asombrados de que el riesgo recaiga sobre la persona y no sobre el capital. Va contra los principios de la economía. Hemos hablado de esas leyes", dijo.

Dentro del proceso de ejecución hipotecaria en España, Correa destacó como "difícil de entender" que la valoración de la casa para la subasta la haga "el propio banco". "He expresado mis inquietudes al presidente", dijo midiendo sus palabras. Hace dos años, en un encuentro con inmigrantes en Madrid, ya dijo que su Gobierno se planteaba llevar el sistema hipotecario español ante los tribunales internacionales de derechos humanos.

Mariano Rajoy, por su parte destacó ante el presidente ecuatoriano que "en tres meses de Gobierno" ya ha abordado este asunto con la aprobación, hace una semana, del código de buenas prácticas bancarias para aceptar que la entrega de la casa salde la deuda. La adscripción a este código es voluntaria por parte de las entidades, aparte de otros condicionantes. "Siempre que se respete la legalidad de España estamos dispuestos a escuchar", dijo Rajoy.

A continuación, el presidente Correa no quiso dar el tema por cerrado a pesar de que ya le estaban preguntando por otro asunto. Recogió el guante e insistió ante Rajoy en lo que Ecuador considera un verdadero atropello. Primero, recordó que él es economista de profesión. "Rajoy me habló del código ético. Yo soy economista", dijo en lo que parecía una respuesta directa a Rajoy y no a la prensa. "Si no hay una flexibilización vamos hacia el peor de los mundos. Gente que necesita casas sin casa y bancos llenos de casas". Correa insistió en que "hay que repartir los costes de la crisis" y el sector financiero debe pagar su parte. En España, dijo, "todo el riesgo recae en el ser humano". Correa dijo que España saldrá de la crisis, pero no por su sector financiero, sino por "el talento y las personas".

Con flexibilización el Gobierno de Ecuador se refiere a soluciones intermedias en la rígida legislación española que hagan que un impago temporal desemboquen obligatoriamente en un desahucio, como alquileres con derecho a compra o moratorias de pago. Hace dos años, la Embajada envió una carta al gobernador del Banco de España proponiendo diversas fórmulas.

Correa plantea a Rajoy la insuficiencia del código ético para la banca | Política | EL PAÍS

16/03/2012

Equador tem, enfim, Presidente

Filed under: Equador,Rafael Correa — Gilmar Crestani @ 9:06 am

 

Ecuador asegura que Correa sopesa su asistencia a la cumbre de las Américas

Correa reiteró en Turquía su malestar por la exclusión de Cuba de la Cumbre de Jefes de Estado interamericanos

Paúl Mena Erazo Quito 15 MAR 2012 – 18:40 CET215

Correa, durante la visita oficial a Turquía. / UMIT BEKTAS (REUTERS)

La Cancillería ecuatoriana salió este jueves al paso de un cable enviado por la agencia EFE en la que se anunciaba que el presidente ecuatoriano, Rafael Correa, no asistiría a la Cumbre de las Américas que se efectuará en Colombia el 14 y 15 de abril próximos. Por medio de un comunicado titulado: “Presidente del Ecuador no define aún su asistencia a la Cumbre de las Américas en Colombia”, la Cancillería señala que el mandatario al ser consultado sobre el tema en Turquía, donde realiza una visita oficial, “no confirmó ni descartó su presencia en la reunión”.

El Ministerio de Relaciones Exteriores ecuatoriano publicó en su web un audio en el que el presidente Correa señala: “Tendremos que analizar si asistimos y seguimos asistiendo a esa clase de Cumbres, donde no se trata ni se busca resolver los problemas fundamentales de nuestra América, si no tan solo hacer y decir lo políticamente correcto, en función del establishment. Para eso, no nos vamos a prestar”.

Correa reiteró en Turquía su malestar por la exclusión de Cuba de la Cumbre de Jefes de Estado interamericanos “por el bloqueo de los Estados Unidos”. “Que a estas alturas de la historia de la humanidad, a este nivel de integración latinoamericana, aceptemos el bloqueo de un país por parte de otro, nos parece escandaloso, por decir lo menos”, manifestó el mandatario, quien también reprochó el que a su juicio "en esa clase de Cumbres" no se traten problemas como "la inadmisible colonización por parte de Inglaterra de las Islas Malvinas".

El mandatario ecuatoriano agregó: “Sinceramente y sin el ánimo de ofender a mis colegas americanos y menos aún al presidente (de Colombia) Juan Manuel Santos, a quien no queremos crearle ningún problema como anfitrión de esta Cumbre, sí tenemos miedo de que nuestros pueblos se cansen de que sus presidentes estén en cumbres y ellos estén en tantos abismos”.

El presidente Santos ha expresado su confianza en que Rafael Correa asista a la Cumbre de las Américas pese a la ausencia de Cuba. El mandatario colombiano habló telefónicamente con su par ecuatoriano tras visitar la isla caribeña el miércoles pasado para informar al presidente Raúl Castro que no hubo consenso entre los países miembros de la Organización de Estados Americanos (OEA) para que Cuba asistiera al encuentro continental. .

Ecuador asegura que Correa sopesa su asistencia a la cumbre de las Américas | Internacional | EL PAÍS

Correa puso en duda su participación en la cumbre de Cartagena por la exclusión de Cuba.

Correa no sabe si asistirá a la cumbre

“Tendremos que analizar si asistimos, si seguimos asistiendo a esa clase de cumbres”, dijo el mandatario ecuatoriano.

El presidente de Ecuador, Rafael Correa, no definió aún su participación en la Cumbre de las Américas que se celebrará en Cartagena de Indias el 14 y 15 de abril y aseguró que es una decisión que aún debe analizar, según indicó ayer un comunicado del Ministerio de Relaciones Exteriores ecuatoriano. En una conferencia de prensa durante una visita oficial a Turquía, Correa dijo que “tendremos que analizar si asistimos, si seguimos asistiendo a esa clase de cumbres donde no se tratan problemas fundamentales de nuestra América, sino decir lo políticamente correcto en función de lo establecido, para eso no nos vamos a prestar”.

El coordinador del encuentro de la Cancillería colombiana, Jaime Girón, dijo durante una conferencia en Washington que su país espera tener a todos los jefes de Estado del continente en la región y que confía en “que de aquí a la cumbre Correa pueda cambiar de opinión para tener una verdadera cumbre de las Américas”. Girón dijo haber recibido confirmación verbal sobre la asistencia de todos los jefes de Estado, pero señaló haber leído noticias según las cuales Correa había puesto en duda su participación.

Según el audio difundido por la presidencia ecuatoriana, Correa afirmó que “actuamos en función de principios, a estas alturas de la historia de la humanidad, a este nivel de integración latinoamericana, que aceptemos el bloqueo de un país por parte de otro nos parece escandaloso, por decir lo menos”. “¿Cuál es el problema? Esa cumbre no cuenta con Cuba, que es un estado americano. ¿Por qué no participa Cuba? Por un boicot de Estados Unidos” Y agregó: “Sin el ánimo de ofender a mis colegas latinoamericanos y menos aún al presidente (colombiano) Juan Manuel Santos, a quien no queremos crearle ningún problema como anfitrión de esa cumbre, tenemos miedo de que nuestros pueblos se cansen de que sus presidentes estén en cumbres y ellos en tantos abismos”.

El mandatario ecuatoriano destacó que en esas reuniones “no se tratan problemas fundamentales de nuestra América, los dos ejemplos más relevantes de esos problemas: el bloqueo a Cuba que lleva 50 años y rompe todos los principios del derecho interamericano y del derecho internacional, y la inadmisible, inaceptable colonización por parte de Inglaterra de las islas Malvinas. Colonialismo en nuestra América, pero en pleno siglo XXI”.

Por su parte, Girón explicó que si bien la presencia de Cuba no está incluida en la agenda oficial de la cumbre, “los jefes de Estado pueden decidir de aquí a la cumbre incluir éste u otro tema”. Señaló que a varios países les gustaría ver a Cuba en las cumbres del futuro, pero “es algo que debe trabajarse. Un tema tan difícil no puede ser resuelto en un período tan corto y cercano a la cumbre. Requiere mucho trabajo”. Al referirse a la propuesta sobre drogas, Girón dijo que “aún si no queda incluido en las conclusiones de la cumbre, su discusión es un punto positivo porque permitirá conocer la posición de cada presidente y cuán lejos están dispuestos a ir”.

El vicepresidente estadounidense, Joe Biden, dijo durante su reciente visita a América Central que su gobierno está dispuesto a conversar sobre el tema durante la cumbre, para explicar claramente por qué lo consideran una propuesta errada. Correa había invitado a los países de la Alternativa Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América a que no asistan a la cumbre en caso de que Cuba no fuera invitada. Tras ello, Santos viajó a La Habana para mediar en la situación, pero no obtuvo una respuesta positiva del gobierno cubano. Estados Unidos también había advertido que si Cuba asiste, no iría a Cartagena.

Página/12 :: El mundo :: Correa no sabe si asistirá a la cumbre

16/02/2012

La USAID en Ecuador

Filed under: Equador,USAID — Gilmar Crestani @ 9:36 am

No Brasil da ditadura também sabemos como a USAID “patrocinou” o MEC. A permissão para a infiltração norte-americana tinha uma contrapartida. O apoio dos EUA à ditadura. De lambuja, ainda patrocinava a privatização do ensino com o favorecimento do ensino do inglês e a diminuição do tempo escolar. Se é bom para os EUA, definitivamente, não é bom para mais ninguém. Ninguém me convence do contrário de que os movimentos grevistas das polícias militares, que se dizem tão disciplinadas, não têm um dedo e uma mala preta da CIA.

La USAID en Ecuador

José Steinsleger

En los proyectos y programas de la Agencia Internacional para el Desarrollo de Estados Unidos (USAID) aparecen vocablos que, a la larga, denotan lo contrario de lo que se proponían: fortalecimiento, oportunidades, capacitación, transparencia, participación, y un largo etcétera de verbos buena onda: promover, establecer, desarrollar, impulsar, educar, difundir…

Y, en paralelo, ciertos intelectuales y movimientos de la izquierda declarativa atacan con más énfasis la política económica extractivista de los gobiernos apenas progresistas, que el largo historial de organismos injerencistas como la USAID, al servicio de los grupos golpistas, oligárquicos y proimperialistas.

Entre los principales ejecutores de los programas USAID en Ecuador figura, por ejemplo, la misma empresa que en Bolivia opera con la derecha (Chemonics Inc) y la golpista Participación Ciudadana, clonada de la venezolana Súmate.

En junio de 2010, el presidente Rafael Correa convocó en Otavalo (ciudad indígena a 60 kilómetros al norte de Quito) a la décima cumbre de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (Alba), bloque que reúne a Venezuela, Cuba, Ecuador, Bolivia, Nicaragua y Surinam, más los caribeños estados de Antigua y Barbuda, San Vicente y Granadinas.

Allí, y en vista de lo acontecido en Honduras un año antes, Correa denunció que estaba en marcha una conspiración para derrocar a su gobierno, y habló de la necesidad de evitar que enemigos de los pueblos manipulen reivindicaciones indígenas contra los gobiernos progresistas de la región.

Entonces, un impetuoso chamán de la superizquierda plebeya igualó las declaraciones del gobernante con los mismos argumentos de sus enemigos, cuando acusaban a los movimientos sociales de formar parte de la subversión comunista internacional, o de estar financiados por el oro de Moscú (sic).

Añadió: Dos errores: creer que los indios pueden ser manipulados, y que lo son desde fuera del país. No es extraño que hayan sentido las afirmaciones de sus presidentes como agravios que buscan desviar la atención de los verdaderos problemas.

Tres meses después, el 30 de septiembre, Correa fue detenido por un grupo de policías golpistas, mientras el diputado Cléber Jiménez, jefe de la bancada del partido Pachakutik (brazo político de la Confederación de Nacionalidades Indígenas, Conaie), exigía la renuncia del presidente con un argumento típico de la derecha: la crisis social y el estado de grave conmoción social.

A diferencia del chamán, el presidente fue claro: entre los movimientos sociales e indígenas existe un sector que recibe financiamiento y lineamientos para provocar situaciones de desestabilización en el país.

Uno de los líderes movimientistas más conocidos es la asambleísta Lourdes Tibán (Pachakutik), quien forma parte de un engendro de la USAID: la Corporación Empresarial Indígena del Ecuador, que junto con la Fundación Quellka, y la Fundación para el Avance de las Reformas y Oportunidades (FARO) apoyaron el intento de magnicidio y golpe de Estado.

Por otro lado, resulta ilustrativo ventilar la hoja de vida de Heather Hodges, quien fue subdirectora de la Oficina de Asuntos Cubanos, división del Departamento de Estado (1991), y enviada después a Nicaragua para consolidar el régimen derechista de Violeta Chamorro.

Más tarde, Hodges fue embajadora en Moldavia, y antes de su partida dejó minado el terreno para la fallida revolución de colores en aquel país socialista que antes formaba parte de la Unión Soviética (2009).

En Ecuador, la señora Hodges logró incrementar el presupuesto de la USAID para las organizaciones sociales y grupos políticos que promueven los intereses de Estados Unidos en el sector indígena. En 2010 el Departamento de Estado aumentó el presupuesto de la USAID a más de 38 millones de dólares.

Según El Telégrafo de Guayaquil (7/2/2011), la USAID repartió millones para asistir monetaria y logísticamente a 108 proyectos en biodiversidad, agua, petróleo, desarrollo municipal, empresas locales, la promoción de tratados de libre comercio, y la autonomía regional a través de la radio, tv y prensa ecuatorianas, junto con el Instituto Ecuatoriano de Economía Política.

La expulsión de la embajadora Hodges (abril 2011) fue a consecuencia de la filtración de un cable por Wikileaks, donde se afirma que el presidente Correa nombró en 2008 a un jefe de la policía, a pesar de que sabía que era corrupto.

El canciller Ricardo Patiño fue categórico: Ecuador ha decidido considerar a la señora Hodges como persona no grata para el gobierno nacional, y hemos pedido que abandone el país en el menor tiempo posible.

Sin embargo, restan las fundaciones y organismos no gubernamentales que conspiran con la derecha y reciben dinero de la USAID. En días recientes, el presidente Correa anunció que promueve un proceso de regularización de todas estas organizaciones “…porque en muchos casos –dijo– sus actividades se dedican a hacer política deliberadamente, para tratar de generar caos, imponer políticas foráneas y desestabilizar a gobiernos progresistas”.

La Jornada: La USAID en Ecuador

Hay jueces en Ecuador

Filed under: Equador,Grupos Mafiomidiáticos,Rafael Correa — Gilmar Crestani @ 8:33 am

 

Los jueces dan la razón a Correa en su batalla contra la prensa

El diario ‘El Universo’ anuncia que llevará el caso a los tribunales internacionales

Paúl Mena Erazo Quito 16 FEB 2012 – 10:52 CET

El presidente Correa, tras conocer el fallo que ratifica la condena a ‘El Universo’. / JOSÉ JACOME (EFE)

El presidente ecuatoriano, Rafael Correa, finalmente se impuso en su batalla legal contra El Universo, el diario más grande de Ecuador. Este jueves, tras más de 13 horas de audiencia, la Corte Nacional de Justicia resolvió ratificar la sentencia de 40 millones de dólares [30,7 millones de euros] y tres años de cárcel dictada en contra de El Universo y sus principales directivos. Y mientras el jefe del Ejecutivo celebró la resolución junto con sus ministros y funcionarios de Gobierno, organizaciones de prensa internacionales insistieron en que el fallo significa un duro golpe no solo en contra del rotativo, sino contra la libertad de expresión en Ecuador y el resto de la región.

El controvertido proceso legal inició hace menos de un año, cuando el presidente Correa interpuso una demanda por injurias tras la publicación de un artículo de opinión del columnista Emilio Palacio, en el cual se criticaban las acciones del mandatario durante la revuelta policial del 30 de septiembre de 2010. En su columna, Palacio, que ahora busca asilo político en Estados Unidos, señaló que: “El dictador debería recordar, por último, y esto es muy importante que, con el indulto, en el futuro, un nuevo presidente, quizás enemigo suyo, podría llevarlo ante una corte penal por haber ordenado fuego a discreción y sin previo aviso contra un hospital lleno de civiles y gente inocente”.

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Conocida la resolución de este jueves, Correa insistió en que las afirmaciones de Palacio afectaron a su honra, y añadió que con el fallo de la Corte se han logrado tres objetivos: demostrar “que El Universo mintió, que se puede juzgar no a los payasitos sino a los dueños del circo, y que los ciudadanos pueden reaccionar frente a los abusos de la prensa”. El presidente añadió: "Esto va a cambiar la historia, van a entender que la libertad de expresión es de todos, no solo de los que tienen plata para tener una imprenta".

De su parte, el abogado del diario, Joffre Campaña, manifestó que el fallo ratifica la “sumisión” de la justicia ecuatoriana al presidente de la República. Campaña adelantó que el caso El Universo será llevado a las cortes internacionales. Horas antes de conocerse el fallo, César y Nicolás Pérez, dos de los tres directivos del diario condenados, señalaron en la sede de la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), en Miami, que temen por su seguridad física y planean proseguir buscando en el exterior recursos jurídicos de protección.

La resolución del máximo tribunal ecuatoriano motivó además la inmediata reacción de organizaciones como el Comité para la Protección de Periodistas (CPJ, por sus siglas en inglés), por medio de un comunicado expresó que “este fallo con poca visión de futuro solo hará que los periodistas ecuatorianos dejen de investigar a los políticos poderosos”, y representa “un serio retroceso para la democracia en Ecuador".

Un editor está buscando asilo político, tres ejecutivos pueden ir pronto a prisión y uno de los principales diarios del país puede quedar en la bancarrota"

"Un editor está buscando asilo político, tres ejecutivos pueden ir pronto a prisión y uno de los principales diarios del país puede quedar en la bancarrota sólo porque al presidente Correa no le gustó un artículo de opinión", manifestó Carlos Lauría, coordinador del programa de las Américas del CPJ.

El fallo de este jueves constituye la primera resolución sobre un caso de envergadura que toma la nueva Corte Nacional de Justicia de Ecuador, que tomó posesión hace apenas tres semanas y que fue designada Consejo de la Judicatura de Transición presidido por un delegado del presidente Correa.

Otros dos periodistas, Juan Carlos Calderón y Christian Zurita, fueron sentenciados en primera instancia la semana pasada a pagar dos millones de dólares [1,5 millones] en un proceso legal también iniciado por el presidente Correa, en esta ocasión por daño moral originado en un libro que reveló supuestas irregularidades del hermano del mandatario. Esta sentencia ha sido apelada y es probable que en varios meses llegue a la Corte Nacional de Justicia.

Los jueces dan la razón a Correa en su batalla contra la prensa | Internacional | EL PAÍS

05/12/2011

“El pensamiento de la izquierda no puede ser estático”

Filed under: Equador,Esquerda,Galo Mora Witt,Rafael Correa — Gilmar Crestani @ 8:38 am

Imagen: Rolando Andrade

SUBNOTAS: El arte de la política – Por Mercedes López San Miguel y Natalia Aruguete

“El pensamiento de la izquierda no puede ser estático”

Es músico y fue el funcionario que más tiempo acompañó al presidente Rafael Correa. Ahora es el secretario ejecutivo de Alianza País. Desde ese lugar, Galo Mora Witt analiza las políticas de su gobierno y el nuevo contexto latinoamericano, la Unasur y la flamante Celac. La relación con la prensa y la urgencia de la comunicación popular.

Por Mercedes López San Miguel y Natalia Aruguete

¿Qué cambió a partir del intento de golpe de Estado contra el presidente Rafael Correa el 30 de septiembre de 2010?

–La amenaza está latente. Es una espada de Damocles que baila sobre la democracia. Lo que hicimos fue fortalecernos en la voluntad del pueblo ecuatoriano. Fueron tres los factores que impidieron el golpe: la respuesta de la gente, el comunicado de las fuerzas armadas respaldando a Correa y la reunión de los presidentes de América latina aquí, en Buenos Aires. Todo aquello confluyó. Quizá hay un cuarto factor: el secuestro del presidente evitó la caída. A partir de allí nos afianzamos en la radicalización el proceso, para erradicar la pobreza extrema y fortalecer las instituciones.

–El Informe Regional sobre Desarrollo Humano para América Latina y el Caribe (ONU) destacó el año pasado la alta desigualdad que había en Ecuador, ¿cuál es el desafío del gobierno de Correa en esa terreno?

–Alejar al pueblo de la pobreza es la mayor lucha de una izquierda renovada, nunca hay que olvidar, por el fragor del debate doctrinario, que la razón fundamental está allí: la miseria no puede existir junto a la ostentación. Hemos bajado diez por ciento la pobreza total en las comunidades indígenas. Esa es una cifra inmensa para nosotros. Son las comunidades más ultrajadas por todos los síntomas del racismo y de la explotación. Logramos un tema que es muy complejo: bajar de dos cifras el desempleo, cuando España tiene zonas en las que el nivel de desocupación llega al 40 por ciento y en Estados Unidos el 15 por ciento. Entonces la ciudadanización de la política está en la fuerza colectiva; de lo contrario seguirá habiendo un espíritu corporativo entre las élites de cada sociedad.

–¿Cómo interpreta que una potencia mundial como Estados Unidos no logre salir de la crisis económica?

–Es paradójico que el multimillonario Warren Buffet le pida a (Barack) Obama que le cobre más impuestos. El gobierno de (George) Bush exceptuó del pago de impuestos a los más ricos acentuando la contradicción. Ante esa alerta, hay una respuesta. No es una iniciativa del gobierno de Obama. Enhorabuena existen metáforas históricas como ésta. Aquí se necesita justicia, y la justicia no puede estar diversificando su voluntad: para unos sí, para otros no. Estados Unidos vive una crisis que nos quiere hacer pagar como la antigua: que los que no tenemos la culpa paguemos las crisis a los que las provocan. Afortunadamente, América latina tiene una posición absolutamente distinta. Bolivia, Ecuador y Perú, por sus políticas anticíclicas soportaron mejor la crisis de 2009, como lo señaló el Banco Mundial. Mientras que Perú tenía un gobierno de otra orientación ideológica.

–En el terreno comunicacional, ¿cómo define la relación entre el gobierno de Rafael Correa y los medios?

–Es muy compleja, hay que admitirlo. Hace poco, la Justicia ratificó la condena contra el diario El Universo (de Guayaquil), el director y el editorialista (Emilio Palacio) que causó esta crisis. Palacio está en Miami y se considera un exiliado, para nosotros es un prófugo porque la irresponsabilidad no puede acompañar el supuesto libre albedrío de la profesión periodística sin información veraz y verificada; sin responsabilidad ulterior no se puede hablar.

–¿No es excesivo que por la publicación de ese artículo deban ir a prisión o pagar una multa tan alta?

–El presidente Correa les dijo que tuvieron seis meses y que el tiempo de la caballerosidad ya pasó para publicar una disculpa. Correa planteó que con una disculpa se acababa todo, no había ni prisión ni multa. En el origen es una injuria que pretende llevar a Correa a una Corte internacional que lo juzgue por “ordenar disparar contra un hospital lleno de civiles”. El presidente pidió que se rectifique la información y el columnista Emilio Palacio no lo hizo. Fue una injuria vergonzosa.

–Se les aplicó una multa de 40 millones de dólares.

–Vean cómo reaccionan los directivos del medio: soterráneamente envían mensajes de que quieren disculparse; por arriba, vociferan. ¿Dónde está la doble moral, en nosotros o en ellos? Creo que aquello de que las noticias sean veraces y justificadas, que consta en la Constitución, debe ser parte de todos los días. No se pueden lanzar injurias sin que nadie sea responsable. Las víctimas de esos ultrajes son seres humanos.

–¿Qué avances hubo a partir de la sanción de la ley de medios?

–Esa es otra muestra de la inutilidad de tanto esfuerzo. Desde que se aprobó, van dos años que reposa la ley de Comunicación bajo los intereses supuestos de asambleístas que deciden si hay quórum o no. Hoy estamos en el camino final porque el 7 de mayo el pueblo aprobó en una consulta tener una ley de comunicación y aprobó temas esenciales como que la banca no puede financiar a los medios. La prensa es el gran combatiente porque la derecha no tiene voz.

–Visto desde el recambio que hubo en los gobiernos de la región desde comienzos de este siglo, ¿cuáles deberían ser los rasgos de la nueva izquierda?

–Hemos planteado algunas diferencias con lo que se conoció como socialismo real, que en realidad creo que era irreal, se lo conoció también como socialismo del Este. Y muchos articulistas, editorialistas, escritores hablaron del fracaso del comunismo, incluso, con un absoluto desconocimiento histórico. Ni las comunidades primitivas ni el cristianismo, y mucho menos los gobiernos a los que hice referencia, pueden ser llamados comunismo porque ése es un estado absolutamente avanzado de la sociedad al que ninguno ha llegado. Por otro lado, creo que la izquierda, para poder sintonizar con el siglo XXI y aproximarse a los grandes avances de la humanidad, debe entender que su pensamiento no puede ser estático, tiene que volver a la dialéctica, pero no la dialéctica que la adormeció por su mala interpretación.

–¿Qué es lo que ha interpretado mal?

–Ha hecho una reducción de la idea de tesis, antítesis y síntesis, e ignoró que probablemente la síntesis podía ser menos trascendente que la tesis. Es decir que no hay resultados de consecuencia lógica en las historias porque la historia no es matemática.

–¿Cómo concibe la historia?

–La historia tiene demandas situacionales, históricas y temporales que las corrientes revolucionarias deben observar en profundidad y entender que lo que se está construyendo se construye con el aval de la gente.

–¿Cuáles cree que son las nuevas demandas situacionales?

–Voy a citar un tema que aparecía permanentemente en los discursos: la dictadura del proletariado. Sin responsabilidad se la repetía en países donde no había fase industrial, no había obrero industrial que es el que puede estar capacitado para entender ese proceso. Creo que ahí había un error de concepto y de eco, en el sentido de generar una mímesis de lo que había ocurrido en algún sitio. Si las revoluciones no son exportables, mucho menos se pueden exportar demandas que son características identificadas con determinado tiempo, con determinada sociedad y ciudadanía. Precisamente ese último término nos lleva a proponer una radicalización en el proceso de ciudadanización de la política donde los ejes no estén determinados por cúpulas, sino que sea la ciudadanía la que marque el destino, independientemente de que su ejercicio no esté ligado al poder, porque no es posible que toda la ciudadanía sea parte del Ejecutivo o el Legislativo.

–¿Cómo concretarían, entonces, esa ciudadanización?

–A través de sus demandas. Es decir, someter los criterios de la teoría y la doctrina a su voluntad, no a la voluntad de quienes ejercen el liderazgo.

–¿Qué mecanismos propone para ello?

–Hacer referéndum cuántas veces sea necesario. Yo he vivido en Suiza, aunque no voy a pregonar sobre el Estado suizo, pero la Confederación Helvética y los cantones realizan referéndum todas las semanas para decidir, incluso, presupuestos. Hay municipios volcados a la votación popular. Si la infraestructura básica se necesita para hospitales, escuelas, carreteras es el pueblo el que lo debe decidir.

–¿A qué otros mecanismos puede recurrir la ciudadanía para profundizar el proceso de politización?

–¿Por qué no confía en la política? Porque se sintió usurpada, usada y usufructuada en tantas ocasiones en las que los políticos la visitaban para ofrecerles algo y no volver nunca más. Creo que esas falacias fueron destruyendo la fe y la confianza. Ahora, recuperarlas deben ser metas fundamentales.

–¿De qué forma?

–Logrando alternativas al ejercicio del gobierno en la voluntad política de autoorganizarse, superando las taras del clientelismo y el asistencialismo. Pero para ello es necesario que se garantice que una población que puede volver al espíritu humanista y solidario no sea usufructuada, que los primeros grandes beneficios de las sociedades contemporáneas sean para ellos.

–¿Por ejemplo?

–Yanacocha es uno de los ejemplos vivos de la administración del presidente Rafael Correa. Por decreto específico –y ahora por ley nacional–, los primeros beneficiarios de la explotación petrolera son las comunidades donde está el petróleo, mientras que durante cuarenta años se habían llevado el petróleo y habían dejado la basura. Por eso, la Constitución ecuatoriana es la primera en el universo que no es constitución de derecho, sino de derechos, fundamentalmente, derechos a la natura. Doy otro ejemplo: el parque nacional Yasuni tiene garantías, en una franja del mismo que es pequeña afortunadamente, hay una gran cantidad de petróleo dormido bajo suelo. Ese petróleo le pertenece al Estado ecuatoriano y al pueblo ecuatoriano y ha sido la protesta más radical en términos de no emisión de carbono hacia la atmósfera en dar un paso hacia una nueva generación, ya no de pozos petroleros sino de nuevas matrices petroleras.

–¿Cómo es la relación actual entre el gobierno y los indígenas?

–Hemos asumido de ambas partes ciertas incomprensiones. Tratamos de superar las relaciones de asistencialismo y clientelismo de la época neoliberal. Hay también una influencia ideológica a través de organizaciones no gubernamentales de impulsar tesis que supuestamente responderían a la ultraizquierda, pero que finalmente confluyen en la Asamblea Nacional con posiciones que representan a la derecha política de Ecuador. Nosotros estamos determinados a caminar con una nueva dirigencia, con las demandas reales de los pueblos originarios. Es decir, al pueblo indígena no le interesa cuántos asambleístas tiene sino cuántos pobres menos hay. Uno es un poder de empoderamiento, lo otro es la realidad. Se tienen que bajar los niveles de pobreza y de miseria con un trabajo fecundo.

–¿Qué efectos tiene en la percepción de la sociedad ecuatoriana las decisiones políticas de Rafael Correa?

–Uno de los problemas mayores es poder divulgar. La verdad no es patrimonio de nadie, pero en el ejercicio político decir la verdad es fundamental, incluso, no aparentando que se ha ganado cuando se pierde. Decir la verdad cuesta mucho y no lo digo ni en el sentido figurado ni en el económico.

–¿En qué sentido lo dice?

–Si al frente tenemos todos los días rancias actitudes de cierto sector de la prensa, que ataca todo lo que se haga como en muchos otros países de América latina, es difícil la comunicación. Una de las decisiones más avanzadas, aunque más complejas y polémicas, fue haber incautado las empresas de quienes estancaron al Estado nacional. A través de esos medios estancados hay una oportunidad de llegar a cierto sector de la población. Pero es también justo reconocer que no son los medios más grandes. Estos ejemplos generan una apreciación de con quién y para quién está este gobierno. El apoyo popular del 79,6 por ciento, surgido de una encuesta no realizada para el gobierno, confirman que (Correa) no se equivocó, que ése era el camino por donde caminar. Pero no se puede hacer política a través de las encuestas, las definiciones no se juegan allí.

–¿Dónde se juegan?

–En la ética y la moral, a través de las decisiones mayoritarias del pueblo, de lo que consideramos política soberana. Esa es otra forma de comunicación y creemos que es un paso difícil y complejo. Nosotros no somos políticos de carrera, no nos hemos graduado en organizar nada, venimos de otros ámbitos. Yo vengo de la literatura y de la música, siempre viviendo los temas políticos. El presidente Correa viene de organizaciones populares, de la academia, de las luchas universitarias, fue el primer vencedor en las elecciones de la Federación de Universidades Católicas hace 25 años.

–¿Cómo analiza la situación actual de la Unión Sudamericana de Naciones (Unasur) en términos de integración regional?

–La muerte de Néstor fue un golpe muy duro porque, alrededor de su figura ecuménica, se invocaba una proyección mayor. Pero por dolorosa y dura que haya sido esa pérdida no puede frenar este proceso. Creo que el Banco del Sur, la Unasur y la Celac (Comunidad de Estados Latinoamericanos y del Caribe) son las grandes orientaciones actuales en la región. El Banco del Sur se encargará de crear esos fondos comunes e ir reemplazando al Banco Mundial y al Fondo Monetario, instituciones que explotaron a los pueblos. La Celac debe ser una entidad que otorgue una soberanía cualitativa y cuantitativa, que vaya desde México a Chile, formalizando la naturaleza de esta liberación en las compras de armas, la dependencia en la tecnología única. Creo que hacia allá hay un camino de diversificación y conducción responsable de la política internacional.

Página/12 :: Dialogos :: “El pensamiento de la izquierda no puede ser estático”

03/11/2011

Imprensa em campanha contra Rafael Correa

Filed under: Equador,Grupos Mafiomidiáticos,Rafael Correa — Gilmar Crestani @ 7:44 am
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Onde está o outro lado? Qual é, afinal, a versão do Presidente Equatoriano? Só há um lado, e escuro, unilateral, dos Grupos Mafiomidiáticos . E o El País, como todo membro cartelizado, mostra de que lado está. Por que não publica a campanha que os jornais equatorianos fizeram contra Rafael Correa. Será que o mundo não sabe de que lado El Universo estava. Os Grupos Mafiomidiáticos só aceitam as eleições quando eles vencem. Quando perdem, partem para o ataque. A América Latina está saindo do atoleiro das ditaduras, quando os Grupos Mafiomidiáticos estiveram muito bem, sem nenhum problema para se manifestarem. E no entanto, silenciaram.

Vídeos: Así se ataca a la prensa

El País

Breve recopilación de algunos momentos sonados de ataques e insultos del presidente de Ecuador, Rafael Correa, hacia la prensa

02/11/201112:20 CET

Mentirosos, criminales y enemigos de la nación

El País

El periodista del diario ‘El Universo’ cree que Correa trata de presentar a la prensa como culpable del fracaso del país

02/11/201111:56 CET

El ‘Estado de propaganda’

Diego Cornejo Menacho

El director de la Asociación Ecuatoriana de Editores de Periódicos asegura que Correa ha conseguido que cunda la autocensura

02/11/201111:40 CET

Los periodistas latinoamericanos toman la palabra

foto de la noticia

EL PAÍS consulta a profesionales sobre la libertad de prensa. Periodistas de Venezuela, Bolivia, Colombia, Ecuador, Nicaragua, Guatemala, México y Argentina cuentan su relación con el poder

Noticias sobre Latinoamérica | EL PAÍS

05/09/2011

Pedazos de Macondo

Filed under: Equador,Rafael Correa — Gilmar Crestani @ 9:02 am
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Por Miriam Cairo *

Sabemos de Ecuador que su presidente es Rafael Correa, que pudo resistir un intento de golpe, pesadilla recurrente de las democracias de América latina. Sabemos que sus principales fuentes de riqueza son el cacao, el café y el banano. Sabemos también que ha sufrido conflictos limítrofes. Sabemos que el Barcelona de Ecuador es el equivalente de Boca y que el Emelec es el equivalente de River, cuando River era equivalente. Pero, de su literatura, ¿qué sabemos? Yo, al menos, sabía tan poco que se parecía a nada. Por ello, cuando el escritor ecuatoriano Manuel Ismael Duarte Bravo me conectó, a través de las redes sociales, la curiosidad por la literatura de ese país me llevó a golpear las puertas del cielo global:

Google. Y aunque me considero una navegadora irreductible, perseverante, mejor dicho, porfiada, Google sólo ofrecía nombres de autores, datos bibliográficos, pero ninguna lectura.

El vínculo con Manuel me demostró una vez más que las contratapas de Rosario/12 son perforadoras: taladran las fronteras geográficas. Son dialógicas: nos ponen en comunión con todos los lectores hispanoamericanos. Son irreverentes, abren caminos subterráneos que transgreden el circuito oficial de la literatura, corroen los formatos, se ofrecen a lectores insospechados al ser posteadas en los infinitos blogs literarios. Por haberme leído en las contratapas, Manuel Duarte me invitó junto a dos escritores amigos al Primer Encuentro Internacional en Babahoyo, capital del núcleo de Los Ríos. Así fue que Eugenio Previgliano, Patricio Raffo y la que cuenta esta historia armamos las valijas, y el 22 de este mes ya estábamos alzando la mano en el aeropuerto de Guayaquil para que nos reconociera el anfitrión y nos llevara al corazón de la hermosa provincia que nos acogería.

Esa misma mañana, la ciudad de Babahoyo y su gente se nos entraba en el cuerpo y en el alma por el aroma y el sabor de sus comidas, por la exuberancia de sus paisajes, por la cadencia de su hablar, por los brillantes colores de sus ropas, por su hospitalidad y su calidez. Visitamos colegios y universidades para promover el encuentro, y el diálogo con los jóvenes se dio de manera espontánea. La literatura, sin ningún esfuerzo ni poses académicas, allanó caminos hasta llegar al profundo territorio humano de los muchachos, que nos abrieron sus almas.

El 23 conocimos por fin a toda la comitiva de escritores ecuatorianos y el prefecto de Los Ríos, Marco Troya Fuertes, junto al presidente de la Casa de la Cultura, el licenciado Gary Esparza, y al escritor Manuel Ismael Duarte Bravo, ideólogo y realizador del evento, dieron por inaugurado el encuentro en el auditorio de la Universidad Técnica. Entre ellos también dio su discurso de bienvenida el alumno de un colegio y quedó claro que la virtud oratoria es un bien que se cultiva, se atiende y se cosecha. El investigador e historiador Carlos Calderón Chico ofició como maestro de ceremonia y expusimos las ponencias ante un público heterogéneo, conformado por alumnos universitarios y secundarios, docentes, personajes de la vida política, social, cultural, artística y público en general.

Uno puede señalar el mundo de este a oeste, de norte a sur, de noche a día, pero, por mucho que se esmere, si a su conocimiento no le suma la literatura, anda por la vida dando pasos escasos. Lo digo con conocimiento de causa: insuficiente era mi experiencia hasta que llegué a Babahoyo porque no conocía a Jaime Galarza, verdadera gloria de las letras ecuatorianas, autor de una obra cumbre, El festín del petróleo. Su denuncia contra el imperialismo le valió la cárcel en su juventud, lo que movió a Julio Cortázar a visitarlo en prisión y a levantar firmas entre intelectuales y políticos de América y Europa para lograr su liberación. Este “hombre sin tiempo” (no quiso revelar su edad) enfrentó al público y a los colegas con la inquietante pregunta de “¿hay una guerra cultural?”, para referirse a la situación actual de Latinoamérica y los Estados Unidos.

Insuficiente era mi experiencia literaria porque el mercado editorial no me había permitido acceder a la obra de Raúl Pérez, autor de En la noche y en la niebla, premio Casa de las Américas en 1980 y autor de Papiro ciego, su obra más reciente, para nombrar sólo algunos de sus trabajos. Si no lo hubiera escuchado decir que “la literatura es una forma que tiene la historia para ensamblar la memoria” y que “el escritor lleva sobre su espalda la culpa del mundo y también la esperanza”, sin dudas a mi conciencia como escritora y como ciudadana le faltaría algo de luz. Rengo hubiera sido mi andar por los caminos del mito y la leyenda si a la lectura de Jung y de Mircea Eliade no le hubiera podido sumar la pasión de Wilman Ordóñez, investigador de la tradición oral y de la cultura originaria, quien hizo cantar al auditorio los picarescos cánticos populares y dijo que “la literatura sirve para que la imaginación desgrane el destino”.

Corta hubiera sido mi mirada sobre el fenómeno de las redes sociales si Gabriel Cisneros no hubiera profundizado sobre el papel de éstas en la difusión de la literatura y en la formación de contenidos, ideas que además se plasman en textos mínimos, en su libro 20 giros en la pólvora y otros textos.

Famélico habría quedado mi apetito literario si no hubiera leído los relatos de Manuel Bravo, entretejidos con los hilos de la denuncia.

A toda la poesía leída, respirada por cada partícula de mi cuerpo, le faltaban los versos de Luis Enrique Yaulema: “Soñaba con el mar / lo dibujó / cuando regresó / un barco velero ancló en su orilla”. Al aire que respiro le faltaban los versos de Luis Carlos Mussó: “Tiene el silencio / en metros y palabras / su fiel metáfora”.

Incluso a mi tarea docente le faltaba el bello grano de arena que aportó María Adelaida Jaramillo, acerca de su experiencia de talleres literarios con jóvenes y niños.

Pero nosotros también brindamos. Eugenio, con su fraseo argentino, aportó una reflexión sostenida por un irónico tono científico-filosófico acerca del futuro en la relación entre periodismo y literatura. Patricio, con su ponencia sobre el erotismo en la literatura y su acento desenfadado, que contrastaba poderosamente con el decir cuidadoso y protocolar de los lugareños, generó la participación ardiente y el debate del público, porque el erotismo es un tesoro humano, que, como bien señaló Raffo, trasciende los límites del cuerpo y nos conecta con el placer en todas las dimensiones de la vida. Por mi parte, aporté algo sobre esa forma textual indómita que tanto me inquieta: la minificción, género emergente en toda Latinoamérica que me lleva a plantear una ambiciosa hipótesis respecto del boom latinoamericano de la brevedad.

El público, en su mayoría no académico, por completo desacostumbrado a los eventos literarios, se mostraba atrapado por conocer la rara, loca, exhaustiva tarea de los escritores. Se fotografiaron con nosotros como si fuéramos estrellas de rock. Pero este acontecimiento cultural, inédito para Babahoyo y para el núcleo de Los Ríos, conmovió también al interior de la provincia, donde alcaldes de dos cantones –el abogado Clovis Alvarez, alcalde de Palenque, y el abogado Carlos Ortega Barzola, alcalde de Puebloviejo– organizaron actos protocolares y festejos populares para recibirnos. En Puebloviejo recibimos las llaves de la ciudad. El acto fue celebrado con danzas típicas y con la recreación de un personaje folklórico del lugar, “Don Toribio”, que arrancó sonrisas con su picardía. Pero las emociones no se agotaron allí, porque el alcalde con sus propias manos nos había preparado hallacas, una comida que sin dudas fue el manjar de los dioses incas y cuya receta le ha sido enviada, por vía divina, a Carlos Ortega Barzola. En Palenque, el alcalde también nos recibió con comidas típicas elaboradas por el comité de damas: caldo de gallina criolla con yuca, arroz con menestra y seco de pollo, y para brindar, sobre el final, una chicha helada joven y ancestral, como el mismo Ecuador. En Palenque visitamos la antigua casa del revolucionario Nicolás Infante, que no sólo empuñó las armas sino también la palabra en el periódico La Nueva Era.

A lo largo del viaje, desde las historias de resistencia contra el imperialismo hasta las profusas plantaciones de banana; desde el amorío de Nicolás Infante con su media hermana, con la que tuvo cinco hijos, hasta los 54 hermanos de Alejandro, el ángel guardián encargado de nuestra seguridad a lo largo de nuestra estadía; desde el color fucsia de ciertas hojas que en la Argentina son verdes hasta el espontáneo cordón que nos hacían a nuestro paso los hermanos montubios, con inmaculada ropa blanca, tuvimos conciencia de que Babahoyo, Palenque y Puebloviejo son pedazos de Macondo. Un Macondo vivo, mágico y real, joven y ancestral.

Manuel Duarte, promotor de esta empresa quijotesca, presentó en la Casa de la Cultura su libro de relatos y minificciones Trazos de vida, que terminó con un festejo íntimo en casa de Gary Esparza, donde el piano del anfitrión se dejó tentar por el tango y el jazz que propuso Previgliano. Todo regado con un buen whisky enriquecido con hojas de coca que Gary compartió generosamente porque la alegría del evento lo ameritaba.

Fue, al cabo, lo que anticipó Vignoli en la nota previa al encuentro, en Rosario/12: lo que se produjo en Ecuador fue, más que una integración cultural, una “hermandad de la palabra”.

* Columnista de Rosario/12.

Página/12 :: espectaculos

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