Ficha Corrida

26/12/2015

Moral de cuecas

gilmar  e o processo da campanhaCheio de receitas para a classe política, mas um silêncio ensurdecedor em relação ao seu orientador intelectual, Gilmar Mendes. Toffoli não forneceu um fiado de ideia do que ele pensa a respeito do fato de seu parceiro de cavalgada ter sentado por mais de ano sobre o processo que trata do financiamento privado. E isso quando a decisão já era favas contadas. A decisão já não dependia dele, mas a retenção do processo visava exclusivamente vitaminar uma parceria com o personagem mais execrável que o sistema eleitoral comandado por Toffoli já elegeu, Eduardo Cunha. É muita cara de pau querer falar em “cláusula de desempenho” fora de casa. O “mediador” do Tóffoli sentou num processo com a mesma desfaçatez de quem apaga fogo jogando gasolina. Aliás, quanto tempo o mensalão mineiro ficou parado no STF até retornar à primeira instância, em Minas?! Foram 17 anos para primeira sentença. Que “mediador” é este que admite ser cabresteado pela mídia?!

Aliás, tivesse a mínima noção de desempenho e respeito institucional, o órgão que ele preside teria acionado a justiça contra quem chamou o TSE de “Tribunal Nazista”. E o que fez Tóffoli? Seu silêncio é de quem concorda com isso. O que leva o país a ingovernabilidade não é o sistema eleitoral nem os políticos, são os engavetadores, Gilmar Mendes e Rodrigo de Grandis. Não só porque engavetam temas relevantes, mas porque esta atitude vem endereçada para uma seara alheia ao seus metiers.

O que torna o sistema político ingovernável são os pesos e medidas do Poder Judiciário, que condena adversário com a importação alienígena da teoria do domínio do fato, e para os parceiros ideológicos, ou engaveta ou, depois de sentar anos sobre o processo, devolve-o para a primeira instância. O que torna um país ingovernável é desprezar um helipóptero com 450 kg cocaína e focar na apreensão de um baseado. Tóffoli precisa responder por que José Genoíno foi preso mas os banqueiros, Daniel Dantas e André Esteves, ou não vão presos, ou logo são soltos.

O pior disso tudo é que ele só vai levantar daquela cadeira somente com ajuda de bengala, ao completar 75 anos… HiPÓcrita!

 

Entrevista. José Antonio Dias Toffoli, presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal

Presidente do TSE defende a instituição de uma cláusula de desempenho para as legendas e a adoção do voto proporcional misto para eleição de parlamentares

‘Sistema eleitoral e partidário leva o País à ingovernabilidade’

Marcelo de Moraes e Adriano Ceolin / Brasília – ESTADÃO 

25 Dezembro 2015 | 03h 00

O ministro do Supremo e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, José Antonio Dias Toffoli, fala do atual sistema político e da Lava Jato em entrevista ao ‘Estado’

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Antonio Dias Toffoli, afirma que “o País continuará ingovernável” se os sistemas eleitoral e partidário não forem alterados. Em entrevista ao Estado, ele defende a instituição de uma cláusula de desempenho para os partidos e o estabelecimento do voto proporcional misto para eleição de parlamentares.

“Hoje, o atual sistema – de base proporcional, sem cláusula de barreira com acesso de maneira muito igualitária ao direito de antena (aparição em rede de rádio e TV) e ao fundo partidário – leva à ingovernabilidade”, disse.

Ainda na entrevista, Toffoli fala sobre as expectativas para eleições municipais de 2016, em que doações empresariais serão proibidas. O ministro do STF faz também uma análise sobre a Operação Lava Jato e a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS).

“O que mais chocou no caso do Delcídio não foi citar o ministro A, B ou C. O que verificamos foi uma interferência no processo, oferecendo ajuda material para que um colaborador protegesse A ou B na sua delação. Alguém que tente interferir no processo investigatório está atentando contra o Estado”, afirmou Toffoli.

Qual foi a principal marca do Judiciário neste ano de 2015?

Cada vez mais fica claro que o Poder Judiciário, principalmente o Supremo Tribunal Federal, vai ocupando o espaço de Poder Moderador. Aliás, para o qual ele foi criado com a República. Sua função, portanto, é mediar as grandes crises da sociedade sob a guarda da Constituição e das leis.

Que avaliação o senhor faz da Operação Lava Jato? Quais são os pontos positivos e os pontos negativos?

Minha avaliação é que as instituições estão funcionando. O Poder Judiciário, o Ministério Público e Polícia Judiciária estão em plena atividade. Não é uma questão de balanço positivo ou negativo. Porém, fora do trabalho normal, o que ela pode gerar de positivo é mostrar que o atual sistema eleitoral partidário tem de ser modificado, pois leva uma relação promíscua entre Estado e setor privado.

E o uso da colaboração premiada?

É fundamental para o esclarecimento de crimes que sejam praticados em situações mais complexas, que envolvam pessoas muito poderosas. Nesses casos, sem a ajuda de alguém de dentro do esquema, fica muito difícil desvendar esses crimes. Pois quase sempre tais crimes possuem uma roupagem lícita. O instituto da colaboração premiada ainda é muito novo no Brasil e talvez precise de alguns ajustes.

Quais ajustes, ministro? Houve algum exagero?

Até agora, o Supremo não anulou nenhum acordo de colaboração. Parece que os resultados são bons. O que não podemos deixar de observar é que um colaborador não deixa de ser um criminoso. Tem que se apurar se não está fazendo um despiste, desviando a atenção. Mas há coisas a melhorar. Eu penso que um mesmo advogado não pode atuar em várias colaborações. Porque isso pode ser um mecanismo de combinação. E esse é um tema que a lei não previu.

Como foi o momento de decidir sobre a prisão do senador Delcídio Amaral, sobretudo depois que o senhor e outros ministros ouviram aquela gravação em que são citados por ele?

Em primeiro lugar, um ministro tem de estar acostumado a receber pedidos. Quando alguém entra com uma ação, ele está pedindo algo ao juiz. O que o juiz não pode é se deixar seduzir. Precisa seguir as leis e a Constituição. O que mais chocou no caso do Delcídio não foi citar o ministro A, B ou C. O que verificamos foi uma interferência no processo, oferecendo ajuda material para que um colaborador protegesse A ou B na sua delação. Alguém que tente interferir no processo investigatório está atentando contra o Estado. Por isso houve unanimidade na decretação da prisão.

Como o senhor avalia o TSE ainda analisando questões das eleições presidenciais de 2014?

Cada vez mais vamos conviver com isso, que não é algo específico do Brasil. No mundo democrático ocidental, cada vez mais a ebulição pela disputa do poder é mais constante e aguerrida. Tem sido assim na França, nos Estados Unidos. Os resultados eleitorais também estão ficando cada vez mais parelhos. Vimos isso agora mesmo na eleição na Argentina.

No Brasil, essas disputas acirradas deixaram as campanhas mais caras e a cada eleição aparecem financiamentos com recursos de origem ilícita. Como evitar?

Em 2012, 75% das doações vieram de empresas. E, em 2014, 93% dos candidatos foram financiados por pessoas jurídicas. Nas eleições municipais de 2016, faremos um teste importante, que é a vedação de doações de empresas – decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal. Além disso, o Congresso aprovou um limite. O máximo que poderá ser gasto é 70% daquilo que foi a maior despesa na campanha respectiva nas últimas eleições.

Mesmo com a vedação das doações de empresas, haverá problemas?

O fim da doação das empresas traz uma equidade. Porém traz uma segunda preocupação: que o dinheiro venha de áreas ilícitas, como o crime organizado e o narcotráfico. Acho que a Ordem dos Advogados do Brasil junto com a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Associação Brasileira de Imprensa e outras entidades da sociedade civil deveriam se unir e montar comitês de acompanhamento das eleições, inclusive para denunciar irregularidades. A Justiça não age de ofício. Ela precisa ser provocada.

O senhor acha que há muitos partidos no País?

Um dos nossos problemas é o sistema proporcional para escolha de deputados. O sociólogo francês Maurice Duverger (1917-2014) já dizia, nos anos 1940, que países que adotam esse sistema proporcional aumentam o número de partidos a cada eleição. No Brasil, foi assim até 1964, quando a ditadura criou o bipartidarismo. Em 1981, quando isso acabou, foram criados cinco partidos. Hoje, em 2015, já temos 35 siglas. No Congresso, temos parlamentares de 28 partidos. Cada deputado quer ter seu próprio partido, para ter acesso à rádio, ao fundo partidário. Sem cláusula de barreira, isso não muda. Eu propus fazer uma coisa progressiva. Começando com 1,5% dos votos conquistados e depois ir a 3%. Nos EUA e na França, são 5%.

Qual sistema poderíamos adotar?

Poderíamos adotar o sistema alemão em que o cidadão vota duas vezes. Primeiro no candidato do seu distrito, da região ou localidade e depois na lista de um partido. E esse voto em lista é que deve ser proporcional. Metade das vagas é escolhida pelo voto em lista e outra metade pelo voto distrital. Hoje, o atual sistema – de base proporcional, sem cláusula de barreira com acesso de maneira muito igualitária ao direito de antena (aparição em rede de rádio e TV) e ao fundo partidário – leva à ingovernabilidade. Em 2014, o partido que fez mais deputados obteve 12% das cadeiras do Parlamento. Então, esse sistema eleitoral, se não for atacado, continuará ingovernável. O sistema atual fragiliza os governos.

18/09/2015

Fuga de Gilmar Mendes prova que nossos golpistas não sabem perder

OBScena: perdeu, playboy!

gilmarmendesGilmar Mendes teve mais de ano para digerir o fato de que era minoria. Ainda assim perpetrou um libelo de arrogância e ódio que só fez por desmascara-lo. A sua ensandecida caça ao PT revela o verdadeiro caráter, não só dele, mas de quem o pôs lá.

A direita brasileira quis se vangloriar de nossa democracia quando disse que, no Brasil, até um operário pode chegar à presidência. Poder pode, só não pode fazer políticas sociais. As poucas e pequenas políticas de inclusão social foram de imediato torpedeadas pelos porta-vozes dos golpistas. A própria Judith Brito admitiu. E nem precisaria. As políticas de cotas raciais mereceram de Ali Kamel, o chefe do jornalismo do Rede Globo, um calhamaço buscando convencer seus midiodas de que “Não somos racistas”.

A reformulação do Ensino fez com que o Instituto Millenium gastasse tempo, papel e nossa paciência torpedeando o ENEM por anos. Por que ninguém mais fala nisso? Por que é sucesso. O Bolsa Família foi utilizado para atacar os beneficiários. A Rede Globo e parceiros defenderam que nãos e deve dar o peixe mas ensinar a pescar. A começar pela Rede Globo, porque no Governo FHC o BNDES deu dinheiro para a Globopor, ao invés de ensinar os irmãos Marinho a pescar? A mesma coisa aconteceu com a RBS. Na hora do socorro foram os bancos públicos que lhe estenderam a mão. Isso explica porque aspones de FHC desembarcaram na RBS após a saída do amante da Miriam Dutra do governo…

Gilmar Mendes foi posto lá por FHC para fazer exatamente o que vem fazendo desde sempre. E não foi por falta de aviso. Dalmo Dallari já havia dito que Gilmar Mendes no STF seria uma tragédia. Foi. Joaquim Barbosa, que entende tudo de jaguncismo, chamou-se de “jagunço de Diamantino”. Gilmar Mendes, tomando a si por medida, sendo membro do TSE, chamou-o de Tribunal Nazista… Pior de tudo isso é que fazendo parte da mais alta Corte do país, seu exemplo faz escola.

STF proíbe doações de empresas a partidos políticos e candidatos

Segundo o presidente do tribunal, decisão já terá validade nas eleições municipais de 2016

Entendimento do Supremo deve ser usado por Dilma Rousseff para vetar lei aprovada pelo Congresso

MÁRCIO FALCÃODE BRASÍLIA

Em uma decisão que terá forte impacto nas disputas eleitorais, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu, por 8 votos a 3, que empresas façam doações para partidos e candidatos. A decisão já terá validade para as eleições municipais de 2016.

Hoje, as empresas são as maiores financiadoras de políticos e legendas.

O entendimento do Supremo deve ser usado pela presidente Dilma Rousseff para vetar lei aprovada pelo Congresso na semana passada que permite doações de empresas para partidos até o limite de R$ 20 milhões.

Em meio à crise política, Dilma é pressionada por aliados a dar aval ao texto. Um possível veto à medida pode complicar ainda mais a relação dela com o Congresso. A petista tem até o dia 30 para avaliar o projeto.

Se não vetar, a norma será questionada no STF e ministros ouvidos pela Folha dizem que o texto do projeto da Câmara será considerado inconstitucional.

Uma possível alternativa para a liberação das doações empresariais seria a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para retomar o sistema atual.

Atualmente, a lei permite a doação de empresas e fixa o limite em até 2% do faturamento bruto do ano anterior ao da eleição. Nas eleições de 2014, mais de 70% do arrecadado pelos partidos e candidatos veio de empresas.

Os ministros do Supremo decidiram ainda que fica mantida a atual previsão para que pessoas físicas possam fazer doações para campanhas até o limite de 10% dos rendimentos.

A ação que questiona a legalidade das doações de empresas foi apresentada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em 2011, mas começou a ser julgada na corte em 2013, sendo interrompida por duas vezes.

O ministro Gilmar Mendes chegou a pedir vista e ficou com o caso por um ano e cinco meses. Ele defendia que o Congresso tratasse do tema.

A maioria dos ministros seguiu o voto do relator do caso, ministro Luiz Fux, defendendo que as contribuições de empresas desequilibram o jogo político, ferindo o principio da isonomia, diante da influência do poder econômico.

Além de Fux, votaram nesse sentido os ministros Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa –antes de se aposentar da corte.

Em outra frente, os ministros Teori Zavascki, Gilmar Mendes e Celso de Mello defenderam a manutenção do financiamento privado sob o argumento de que a Constituição não veda expressamente a possibilidade de empresas doarem.

"Chegamos a um quadro absolutamente caótico, em que o poder econômico captura de maneira ilícita o poder político", argumentou Fux.

Doações de empresas a partidos estão na mira dos investigadores da Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos na Petrobras.

QUESTIONAMENTO

A sessão do STF foi encerrada em meio a um mal-estar. Gilmar Mendes deixou o plenário sem deliberar sobre quando a proibição teria efeito. A postura incomodou Lewandowski, que decidiu anunciar que o entendimento valeria a partir de 2016. Mendes pode apresentar um questionamento na próxima semana sobre a aplicação da regra nas próximas eleições.

14/04/2015

Mais uma derrota do Grupo Clarín

Filed under: Cristina Fernández de Kirchner,Direita,Eleições,Grupo Clarin — Gilmar Crestani @ 10:01 am
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saltaA parceria do Grupo Clarín e da Revista Veja acaba de sofrer mais uma derrota acachapante na Argentina. A união, via SIP, dos grupos mafiomidiáticos para acatar Dilma e Cristina Kirchner foi nocauteada nas primárias na Província de Salta. Quem conta é o El País. Também há no Pagina12, mas o silêncio na grupos brasileiros é retumbante e, por isso, sintomático.

Depois de tantas armações, que uniu a direita aos extremistas de esquerda, todos sob a bandeira golpista ianque, que davam o kirchnerismo por morto, eis que a realidade dá um soco no estômago de todos.

Se é verdade que a CIA consegue maneiras sofisticadas de conduzir panelaços/cacerolazos, também é verdade que a união com o Mossad para jogar o cadáver de Nisman para cima de Cristina foi um tiro pela culatra. Hoje em dia a internet não deixa mais em branco acusações do tipo que sai no Clarín, Veja, Folha ou Globo.

Em oposição à manada facilmente arregimentada em virtude do déficit civilizatório que vendem existe uma massa que serem que fazem questão de usar os próprios neurônios e não os alugam por qualquer trinta dinheiros. Nem todo mundo vive de MBL. Quem tem a decência de usar o próprio cérebro descobre logo as armadilhas. A terceirização que acaba afetando a classe média é mosto da marcha dos zumbis. A classe média que se perfilou incondicionalmente à direita está tendo de engolir o próprio fel. E não adiante joga-lo no colo de Dilma, pois cego é só o que não quer ver.

As eleições na Argentina vão acabar acelerando as manifestações de ódio no Brasil. E tanto mais insensatos se mostram, maior será a derrota. Já não há mais espaço para recrutar milicos, nem o STF é uma corte paraguaia, apesar da PEC da Bengala e a presença renitente de Gilmar Mendes por lá.

O kirchnerismo arrasa no primeiro teste: as primárias de Salta

Candidato governista vence o da oposição nas primeiras eleições de longo ano eleitoral

Carlos E. Cué Buenos Aires 13 ABR 2015 – 14:44 BRT

  • Elecciones 2015 Salta

Urtubey e Scioli (segundo à direita), no domingo. / Julian Alvárez (EFE)

O primeiro teste de um longo ano eleitoral que mudará o mapa político da Argentina trouxe uma boa notícia para Cristina Kirchner e o governo. As primárias em Salta, uma província do norte da Argentina com 1,2 milhão de habitantes, terminaram com uma clara vitória do atual governador, o kirchnerista Juan Manuel Urtubey, sobre o ex-governador e senador Juan Carlos Romero, peronista dissidente apoiado por Sergio Massa. Urtubey ganhou por 47,2% contra 33,6%.

A eleição tem evidentes chaves locais – os dois principais opositores governaram a província nos últimos 20 anos – mas também nacionais, tanto que todos os presidenciáveis fizeram dela um teste importante para conferir o estado de ânimo dos eleitores argentinos depois do caso Nisman, que causou comoção e afetou negativamente os governistas, e depois do grande pacto entre vários opositores para formar um bloco mais sólido de alternativa ao peronismo.

As primárias (PASO) na Argentina são uma espécie de primeiro turno, a votação é obrigatória a todos os cidadãos, e não só aos militantes e simpatizantes. Por isso constituem um teste importante antes das eleições definitivas, que no caso de Salta serão em 17 de maio. As primárias presidenciais, previstas para agosto, são consideradas a eleição chave que marcará as eleições definitivas de 25 de outubro.

Para mostrar a importância do teste de Salta basta assinalar que parte importante do Governo foi até lá celebrar a vitória do candidato governista, além dos dois candidatos que brigam para ser os sucessores de Kirchner, Daniel Scioli e Florencio Randazzo. “Este é o apoio à gestão de Urtubey, que sempre apoiou as políticas da presidência da nação. É um bom começo para o calendário eleitoral”, afirmou Randazzo, ministro do Interior argentino, que se esforça para ser o escolhido da presidenta. Ninguém queria deixar de aparecer na foto da vitória.

O peronismo, oficial (Kirchner ou Scioli) ou dissidente (Massa), mantém uma enorme força eleitoral

O vencedor, Urtubey, também quis aproveitar para lançar uma mensagem de agradecimento à presidenta: “Enfrentou firmemente o poder econômico contra a expressão da pluralidade democrática através dos partidos”, disse logo após saber o resultado. Kirchner, muito criticada por importantes setores da sociedade, mantém uma boa avaliação nas pesquisas, mais de 40% de votos positivos, e é muito popular especialmente entre as classes mais desfavorecidas da sociedade, que aplaudem sua política social.

A eleição mostra outra constante que as pesquisas em todo o país também indicaram nas últimas semanas: o peronismo, oficial (Kirchner ou Scioli) ou dissidente (Massa), mantém uma enorme força eleitoral. A única alternativa importante, liderada pelo prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, encontra sérias dificuldades fora da capital e em províncias como Salta e outras. Nas primárias da capital provincial, Salta, havia na última hora um triplo empate entre os candidatos de Scioli, Massa e Macri, similar ao que as pesquisas apontam entre eles nas presidenciais, mas também ficou evidente que a união destes dois últimos, que acontecerá em Salta – mas não nas presidenciais – levará claramente a capital ao governo.

Eleições argentinas 2015: O kirchnerismo arrasa no primeiro teste: as primárias de Salta | Internacional | EL PAÍS Brasil

23/01/2015

Evoé, Evo viu uva na vulva da Eva

Filed under: Bolívia,Eleições,Evo Morales — Gilmar Crestani @ 9:46 am
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Saudemos a reeleição de Evo Morales com a saudação com que os gregos aclamavam Baco: Evoé! Até porque demorou para nação de maioria indígena pudesse ter um presidente de origem indígena. Veja-se o caso do Paraguai, onde também há uma maioria indígena e, salvo engano, é o único país das Américas ainda tem a língua indígena (Guarani) como língua oficial. Mas pode ter toda sorte de bandido golpista na presidência, menos alguém de origem indígena. As três eleições seguidas de Evo Morales vai consolidando e provando que os índios têm uma visão muito diferente dos colonizados pelo Consenso de Washington

Mostra que é possível governar para todos sem ter de se submeter a teorias alienígenas, de exploração interna para favorecimento externo. Que as quinquilharias andinas são de melhor qualidade daquelas chinesas compradas em Miami…

Evo, presidente record

Por Alfredo Serrano Mancilla *

Parece haber transcurrido más de un siglo desde aquellos momentos en los que el presidente boliviano Evo Morales estaba sometido a eso que el mismo vicepresidente Alvaro García Linera llamara el “empate catastrófico”. Se habían ganado las elecciones de finales del 2005 por mayoría absoluta y las elecciones a la Asamblea Constituyente del 2006, pero esto, de ninguna manera iba a significar que la disputa política se hubiese decantado definitivamente a favor de la Revolución Democrática y Cultural propuesta por el MAS. Eran meses en los que los constituyentes masistas tuvieron que salir literalmente huyendo después de ser perseguidos en Sucre o en los que el propio presidente no podía ni aterrizar en aeropuertos del propio territorio nacional. Eran años difíciles en los que la otra mitad del país, esa llamada media luna, desconocía a un presidente que había llegado para iniciar un proceso acelerado de cambio a favor de la mayoría social boliviana. Fueron momentos complicados propios de la política, con su esencia confrontativa, en esa etapa inicial en la que Bolivia venía mal acostumbrada, de una larga época donde el consenso venía a ser realmente un disenso, en los que una minoría imponía cualquier “acuerdo” en contra de la mayoría.

Con buena letra y a fuego lento, Evo Morales fue logrando que una propuesta contrahegemónica fuese transitando hacia una sólida hegemonía posneoliberal en múltiples dimensiones. En lo económico, se cuestiona el modelo venido de afuera al mismo tiempo que se viene construyendo otra organización económica en base a la recuperación de los sectores estratégicos; se fueron sustituyendo paulatinamente a los Chicago Boys por los Chuquiago Boys (economistas formados en las universidades bolivianas). En estos años, la democratización económica y la mejora microeconómica han venido acompañadas de una incuestionable bonanza macroeconómica. En lo social, Morales trajo consigo una política de redistribución que abandona la vieja e ineficaz teoría del goteo; fue enterrando el viejo Estado aparente (un Estado de Bienestar en miniatura) a cambio de un nuevo Estado integral del Vivir Bien que ha centrado toda su atención en erradicar la deuda social heredada a la mayor velocidad posible. Cuando las urgencias coyunturales son tan destructivas para la vida cotidiana del pueblo boliviano (hambre, desnutrición), éstas no pueden ni deben tener demasiada paciencia para ser resueltas. En este sentido, el presidente aymara planteó desde el primer momento una economía humanista del ahora, economía del ya, en la que los derechos sociales constituyen la centralidad innegociable de la nueva política económica del Estado. Y en relación con lo internacional, el nuevo proceso de cambio ha considerado desde siempre que sólo es posible una transformación adecuada hacia adentro si ésta viene acompañada por una reinserción afuera a partir de criterios reales de soberanía, con una clara apuesta por una emancipada integración latinoamericana y buscando resituarse virtuosamente en la actual transición geoeconómica que permita definitivamente revertir los patrones de intercambio desigual del pasado.

Es así como Morales afronta el reto de asumir un nuevo mandato presidencial tanto simbólicamente en Tiwanaku como institucionalmente. Este período no puede ser concebido como un período cualquiera; Evo Morales será el presidente que habrá estado más tiempo ininterrumpido como presidente a partir de finales de año llegando a superar a Andrés de Santa Cruz (entre 1829 y 1839). No es un dato menor en un país que presumía de tener el record en el número promedio de presidentes por año en las últimas décadas. Es realmente una muestra inequívoca del nuevo sentido común en Bolivia, propio de un cambio de época en el que se avanza de forma irreversible. No hay marcha atrás; el neoliberalismo está muerto en Bolivia. Y desde ese logro, en adelante, Morales encara estos próximos años con renovados desafíos en lo productivo y en lo tecnológico, con la necesidad de ir sorteando el amenazante rentismo importador del siglo XXI que constituye una nueva forma de neodependentismo del capitalismo mundial. Seguramente también será necesario anticiparse a las nuevas preguntas que vendrán de un sujeto social mayoritario cambiante que ya no es aquel de las décadas perdidas; esta década ganada en curso afortunadamente comienza a enterrar viejas demandas para reabrir nuevos horizontes. Y será Evo Morales, con amplio respaldo popular, quien tenga que pilotear este camino con el objetivo de que el “vamos bien” de la última campaña electoral pueda volver a repetirse en la próxima contienda.

* Director del Centro Estratégico Latinoamericano de Geopolítica (Celag). Doctor en Economía.

Página/12 :: El mundo :: Evo, presidente record

27/09/2014

Saiba por que Ana Amélia é um 7 no meio do 11!

Tenho 11 Motivos Para Não Votar em Ana Amélia. E explico. Se tens apenas um motivo para votar nela, te exponhas, tchê! Deixe que seus amigos saibam porquê.

1. CONEXÕES PERIGOSAS

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Não reconheço nos poucos eleitores dela com os quais já conversei, capacidade intelectual, visão de futuro muito menos discernimento político. São apenas pessoas que compraram a ideia da RBS de que o ódio ao PT é suficiente. Não agregam, desagregam. Não amam, odeiam. Se não são todos, alguns exemplares que fazem parte de seu manicômio ideológico, de comportamento nitidamente fascistas, são suficientes para me manterem ao largo dela e de pessoas como ela: Jair Bolsonaro, Luis Carlos Heinze. O comportamento deles em relação aos homossexuais, negros e índios sugere que devamos guardar deles a mesma distância regulamentar que se recomenda em relação ao esgoto.

Afinal, ninguém põe o banheiro dentro da cozinha!

 

2. ALIADA DA DITADURA

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Poucas pessoas sabem e seus eleitores muito menos, como alguém vira da noite para o dia, e nunca do dia para a noite, Senador Biônico. Como tudo o que sai da cabeça de ditadores, a truculência fala mais alto. No popular, Senador Biônico era um lambe-botas de gorila, como Octávio Cardoso. Um Senador Biônico e suas circunstâncias preenchiam o fetiche da ex-miss-Lagoa Vermelha. Para se ter uma idéia do nível da manada que seguiam os gorilas, se fosse hoje, Beto Albuquerque, por ser do PSB, seria preso, torturado, estuprado, morto, esquartejado e seus pedaços escondidos. Ou não foi exatamente isso que fizeram com o Deputado Rubens Paiva!!! Por ação ou omissão, o marido da Ana Amélia tinha as mãos machadas de sangue. Os que não conseguiram fugir do Brasil, foram presos sem ordem judicial, torturados para excitar os sádicos, estuprados por que a mente suja não tem limite, mortos para não denunciarem, esquartejados para não serem reconhecidos pelos familiares e seus pedaços ou jogados no mar ou espalhados em valas clandestinas como por exemplo o famoso Cemitério de Perus, em São Paulo.

É dessa gente que estamos falando!

 

3. FUNCIONÁRIA FANTASMA DO SENADO

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CC é a abreviação de Cargo em Confiança, que deveriam ser ocupados por pessoas COMPETENTES, e não pelas pessoas com as quais somos CASADOS!

Os candidatos ao Senado pouco ou nada são cobrados em relação ao seu cabedal de honestidade. Passam anos batidos, sem serem lembrados, como por exemplo Pedro Simon, cuja presença no Senado só foi notada quando apareceu de dentadura nova, paga com dinheiro público.

Ana Amélia é desta estirpe. Do moralista de cueca, popularmente também conhecido como Santo do Pau Oco. Vivem de dedo em riste para apontar a sujeira dos outros com o único intuito de esconder a própria. Daí seu programa de governo batizado de “fim dos CC”.

CC, no caso da Ana Amélia, é um forma apocopada de CCC. Uma espécie de abreviação derivada de sua fixação ideológica. A obsessão em acabar com os CC denota apenas um ato falho, que teria passado batido fosse ela apenas candidata ao nada, ao Senado. Ao enfiar esta ladainha na mala de garupa que trouxe de Brasília, a funcionária da RBS e dublê de CC fantasma no Senado, contava apenas com a memória curta de boa parcela dos gaúchos.

Há pelo mens um caso paradigmático deste modus operandi na política brasileira, que foi Collor de Mello. O tal de Caçador de Marajás também tinha esta sanha moral ditada apenas pelas pesquisas. Quando uma pesquisa qualitativa diz que falar mal de servidor dá IBOPE é o que gente do biotipo Ana Amélia fazem. Não medem a verdade nem a coerência, muito menos a ética.

Vejam a base moral da qual deriva todo o comportamento da Ana Amélia Lemos. Tendo casado com um Senador Biônico, este, que ascendeu pelo língua, como todo lambe-botas, este arruma um CC (Cargo de Casada) no Senado por R$ 9.000,000 (nove mil mensais). Um “salariozinho”, disse ela.

Só para lembrar, o teto para a aposentadoria no INSS é de R$ 4.390,00… Cinquenta por cento do salariozinho que ela recebia como funcionária fantasma.

Se esta prática nociva, mas muito comum na ditadura, já era suficientemente condenável, há outra ainda de maior monta: ganhar e não fazer nada!

Ana Amélia exercia o cargo de direção na RBS, como chefe da Sucursal de Brasília, onde permanece por 40 anos, só voltando agora, atendendo interesse da RBS em ter alguém de confiança com a chave do tesouro do RS (Banrisul e verbas de publicidade). Se tudo isso já é muito, pasme, não é tudo. A empresa que diz viver de informação jamais informou seu público a respeito da dupla vida de sua funcionária. Ah, pode ser pior? Pode. Em se tratando de RBS, claro. Ela não só exercia um CC fantasma como ocupava tv, jornal e rádio do Grupo RBS para dar show de moral, diretamente de Brasília, para cima de nós gaúchos. Todos estes anos a ladina passou por paladina da moral de dos bons costumes. É a tal de informação isenta da RBS (isenta de tributos, isso sim!)

 

4. FAZENDA FANTASMA

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Como uma desgraça nunca sem só, mas acompanhada de outras, o DNA da candidata vai se construindo a cada cromossoma revelado. No direito penal há dois tipos de crime, por omissão ou por “comissão”. Quando se omite de praticar ato que deveria, ou por cometer ato que não deveria. “Comissão” é uma palavra que faz parte da “cadeia” do seu DNA. Foi “comissão” no Senado”, “omissão” no papel jornalista. Por isso que a Rádio Gaúcha às vezes entra em … cadeia… Deve ser em ato falho em relação a este tipo de comportamento.

À “comi$$ão” no Senado se soma a “omi$$ão” de uma fazenda, avaliada em R$ 4 milhões, localizada em Goiás. Também teria “omitido”, ou “esquecido”, de informar um terreno em Brasília no valor de mais ou menos R$ 1,4 milhões. Não é proibido ter, mas a legislação pede que se informe. Deve ser por estas omissões que a RBS a contratou para informar… É desse tipo de profissional que se constrói empresas como a RBS. Ou será mero acaso que daquela casa saia gente como Antonio Britto, Yeda Crusius, Lasier Martins?!

Como se vê, na família do seu Octávio Cardoso, transparência é traz parente!

 

5. TENTATIVA DE CENSURA

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Em 2002 publiquei no Observatório da Imprensa o artigo “Mídia e o dicionário da intolerância”. Naquele dicionário Ana Amélia já era verbete:

(No sábado, 2/2/02, foi a vez da "porte-parole" do ministro Pratini de Moraes e da Fiergs, Ana Amélia Lemos, voltar à carga: "Intolerância e solidariedade". A articulista da RBS, que mora em Brasília, não tomou conhecimento da intolerância do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB/DF), que, segundo os jornais, pediu uma "salva de vaias ao crioulo petista". Também lhe passou batido o incitamento do prefeito de Presidente Prudente em solidariedade ao pecuarista que atirou pelas costas em José Rainha e que, segundo a Folha de S.Paulo, declarou, a respeito do líder do MST: "Mato ele a tapas". A mesma intolerância que a RBS tentou usar contra os organizadores do Fórum Social Mundial no sentido de exigir condições especiais para a instalação de um canal televisivo, no centro de eventos da PUC-RS, pois a alternativa seria o boicote puro e simples de todo o conglomerado a respeito do Fórum.)

Trazia a baila uma reflexão de Paulo Leminski: quando usamos um termo de forma obcecada é porque seu sentido aponta para a direção contrária. Quando Ana Amélia levanta a bandeira da transparência é porque está com o mastro enfiado na traseira.

O vezo autoritário herdado, se não de outra forma, pelo menos por osmose, de seu marido, é parte de seu DNA. Quem tanto se dizia defensora da liberdade de expressão, que rechaçava qualquer crítica ao seu trabalho de jornalista, de repente viu-se no papel de quem ela tantas vezes enxovalhou. Imagine se cada um que teve de ouvir calado, porque não tinha jornal, tv, rádio nem internet ao seu lado para se defender, tivesse entrado na justiça da censurá-la. Teria gritado aos quatro ventos chamando de comunistas e o escambau. O seu comportamento autoritário não espanta, porque está no seu DNA. Ela está sendo o que sempre foi. Aliás, foi esta arrogância que a levou a ocupar tanto espaço na RBS. Veja bem, arrogância com alguns e lambe-botas com outros. Complacente com os grandes, autoritária com os pequenos.

Vários blogs postaram informações a respeito de sonegação da informação da Fazenda. Havia lido no Cloaca, depois no Sociedade Política. Depois saiu no Sul21 e na Folha. Por que Ana Amélia só quis calar os pequenos e não deu um pio em relação aos grandes? Simples, este é o comportamento típico de vira-lata. A covardia não tem limites!

Outra prova de sua faceta autoritária deu-se com a tentativa de censurar o página no Facebook da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM). Por que será que todo funcionário da RBS, que passa tantos anos cobrando transparência dos outros, se lança na política com o mote da transparência mas na primeira informação que aparece querem ver tudo opaco?

Por que a defensora da liberdade de expressão virou Mãos de Tesoura? Seria porque tem medo que todos os seus podres venham à tona, então é melhor podar desde logo quem tenta trazer à luz suas incoerências?!

 

6. ENRIQUECIMENTO SUSPEITO

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Mesmo considerando apenas o patrimônio declarado pela senadora ao TSE, seus bens dobraram de valor entre 2010 e 2014, saltando de R$ 1,2 milhão para mais de R$ 2,5 milhões. O aumento em questão é incompatível com seu salário no Senado. De novo, vem a tona seu mote da transparência. Logo ela que sempre cobrou transparência deveria ser a primeira a ser transparente. Se ela dobrou seu patrimônio sendo apenas Senadora, imagine tendo as chaves do cofre do tesouro do RS…

 

7. CORTE DE PROGRAMAS SOCIAIS

Ana Amélia votou contra política de aumento do salário mínimo

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Em entrevista à Zero Hora, no dia 17 de Setembro, a candidata do PP anunciou sua disposição em cortar recursos das Secretarias responsáveis pela implementação do Programa RS Mais Renda. O programa, criado no Governo Tarso, beneficia mais de 80 mil famílias em situação de pobreza extrema com um complemento de renda ao Bolsa-Família. Desde 2011, mais de 500 mil gaúchos saíram da miséria. Ana Amélia quer acabar com isso.

Quando a candidata diz que vai cortar CC para investir no social, monta uma meia verdade que se revela mentira inteira. Chuta números da mesma forma de quando era jornalista, sem conferir, sem ter o menor apreço a verdade. Os números estão todos no portal da transparência, goste-se ou não deles, são os números. Ela diz que iria acabar com 5 mil CCs. Como política, 10, por achar todo mundo é ignorante. Como candidata a governadora, ela deveria se lembrar que hoje as pessoas não dependem mais da RBS para se informar. Basta ter internet. Existem 6444 vagas providas no quadro de funções do estado. O detalhe que ela omite é que dessas vagas, 3398 são de Funções Gratificadas, ou seja, 52,7% das vagas de funções são “FG” (os CCs, 2134, representam 33,12% do quadro de funções e somente 1,39% do total de servidores em exercício).

Que ela minta, como ex-funcionária da RBS e como candidata, vá lá. Que o eleitor entre nesta peta aí já são outros 500…

 

8. MENOS RECURSOS PARA A DEFESA CIVIL

Eis a equipe que não defende civis, só militares!

Entre os cortes de gastos anunciados por Ana Amélia, estão as diárias utilizadas por servidores que trabalham fora do seu município de residência. O maior volume de gastos com as diárias, hoje, sustenta a ação dos agentes da Defesa Civil e da Brigada Militar. A medida comprometeria o trabalho de socorro e assistência realizado pela Defesa Civil em enchentes e outras situações de calamidade. Não é novidade que durante a Copa milhares de soldados foram deslocados do interior para a capital. Isso custa dinheiro em forma de diárias. Negar isso seria pedir que o contingente fosse deslocado sem receber por isso.

Vindo de onde veio, até porque é o uso do cachimbo que entorta a boca, todo centavo economizado com o corte de salário dos servidores públicos, que já ganham pouco, é dinheiro que será drenado, de forma legal, como propaganda nos veículos da RBS. É a forma como muito governantes fazem um cala-boca, uma espécie de mensalão para elogios. Quando Olívio Dutra cortou as verbas publicitárias, investindo nos pequenos veículos do interior onde as obras estavam sendo realizadas, a RBS em parceria com Vieira da Cunha inventaram a CPI da Segurança. Nestas eleições refizeram a parceria da RBS colando Lasier Martins no Vierinha. Só não vê quem não quer.

9. CONTRA CONCURSOS PÚBLICOS

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A senadora propôs emenda à PEC 17, que trata da realização de concurso público para procurador municipal, sugerindo que concursos fossem realizados somente em cidades com mais de 100 mil habitantes, o que representa apenas 4% dos municípios brasileiros. A posição abre um precedente perigoso, que pode levar à extinção do concurso público para provimento em outras carreiras.

Não é só total incoerência com seu mote de transparência e corte de CC. É também uma total irracionalidade. Até porque, se não fizer concurso público, como as prefeituras vão preencher os cargos? Criando CCs… O concurso público pode ter lá seus defeitos, mas serve pelo menos para dar transparência de verdade e não só para propaganda. Quem quer o emprego, se candidata junto com os demais, e prove estar melhor preparado com os demais. O que Ana Amélia quer é a volta do patrimonialismo, aquele mesmo que a levou a ocupar um CC fantasma no Senado.

10. ANA AMÉLIA = YEDA CRUSIUS

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Os gaúchos merecem pelo menos serem governados por gaúchos. A RBS emplacou Antonio Britto que já não vivia no RS e hoje vive mais quieto que gato cagando na chuva. Ninguém sabe por onde anda. Depois enfiou goela abaixo dos gaúchos a paulista Yeda Crusius, talvez a pior governante deste Estado em toda sua história. Tudo isso contraria a gauchada que canta desassombradamente “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Que façanhas são estas que esta terra que Sepé Tiarajú disse não ter dono hoje é comandada pela RBS, impondo caciques de fora da aldeia?

O PP, partido de Ana Amélia Lemos, fez parte do desgoverno de Yeda Crusius, que desmontou o Estado e passou quatro anos envolvido em escândalos como a fraude do Detran. Além disso, Ana Amélia defendia o déficit zero quando jornalista da RBS e já declarou, publicamente, que o governo Yeda foi bom para o Rio Grande.

Ana Amélia é parte importante do descalabro que foi sua colega de RBS, Yeda Crusius. Os filhos dos gaúchos não querem mais voltar a estudar em escolas de lata.

 

11. Ana Amélia é um 7 no  meio do 11

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A melhor definição para o que significa a candidatura da Ana Amélia e sua plataforma de governo até aqui dada a conhecer é colocar  sua nota de ex-miss Lagoa Vermelha no meio da legenda de seu partido: 1(7)1! Querer tomar os cofres do Estado para, com isso, salvar a pele dos patrões é coisa de 171!

A RBS pode resolver sozinha sua decadência sem precisar de uma governadora que drene recursos para suprir a incompetência administrativa dos Sirotsky. É um absurdo que uma empresa do tamanho da RBS dependa de governante submissos que invistam mais em propaganda em seus veículos do que na educação e nos pequenos agricultores.

Até o Correio do Povo já denunciou a forma indisfarçável da RBS de se apropriar do RS. Já tivemos o cavalo do comissário, agora querem nos impingir uma segunda égua-madrinha!

Diferente do que diz a letra do hino rio-grandense, povo que não te virtude acaba sendo capacho amestrado da RBS!

29/11/2013

As vésperas e as víboras

Filed under: CADE,Eleições,Mídia Golpista — Gilmar Crestani @ 7:41 am
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O helicóptero é dos Perrela, a Fazenda é dos Perrela, o piloto é dos Perrela, só a cocaína não tem dono...

Esta frase abre uma matéria do Estadão de 20/09/2012: “Uma mudança de última hora deixou para as vésperas da eleição municipal o julgamento do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu pelo Supremo Tribunal Federal.”  Naquela oportunidade, quanto o STF, com a faca entre os dentes e monitorado por aparelhos de mídia, levou o julgamento da Ação 470 para as vésperas das eleições, a Folha não tratou da exploração “política do caso”.  Não só a Folha, mas todos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium fizeram prolongar a exploração política do caso para tentar melar a eleição de Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo.

Para os idiotas que pensam que a grande mídia era isenta fica agora sabendo de que lado estão suas preocupações. Antes tivessem cumprido com o papel de bem informar, com isenção, e não tivessem se desdobrado em esforços para demonizar os adversários políticos nem agora usar do mesmo esforço, só quem em sentido contrário. Afinal, imaginemos se os escândalos da Alstom e da Siemens tivessem acontecido em algum governo do PT? Ou se a apreensão de 450 kg de cocaína fosse em algum avião de algum aliado de Dilma? Para o velho coronelismo eletrônico é mais nefasto ser presidente do PT, como José Genuíno, do que traficante de cocaína, como a família Perrella, aliada de Aécio Neves. Aliás, quando as víboras brigavam, uma delas fez publicar no Estadão o profético artigo: Pó pará, governador! Quando o traficante tem proteção midiática, a história fica assim: o helicóptero é dos Perrela, a Fazenda é dos Perrela, o piloto é dos Perrela, só a cocaína não tem dono…

  • Cade adia para 2014 processo contra empresas de cartel

    O processo contra empresas que a Siemens acusa de ter integrado cartel em
    licitações de trens em São Paulo, em gestões do PSDB, ficou para 2014, ano
    de eleição presidencial, o que pode prolongar a exploração política do caso

Órgão afirma que não conseguiu analisar documentos apreendidos; equipe tem menos de dez profissionais

Volume de papéis apreendidos ocupa 30 Tbytes, o suficiente para guardar 20 mil filmes em alta definição

MARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULOJULIANNA SOFIADE BRASÍLIA

O processo contra as empresas que a Siemens acusa de participar de cartel no mercado de trens vai ficar para o ano que vem, quando ocorrem as eleições para governador e presidente, o que deve aumentar ainda mais a exploração política da investigação por PT e PSDB.

O adiamento do processo para 2014 será necessário porque o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão do governo federal que atua na defesa da concorrência, não conseguiu finalizar a análise do material apreendido em 13 empresas no último dia 4 de julho.

O material encontrado foi digitalizado e ocupa arquivos de 30 Tbytes (abreviação de terabytes, unidade de medida de memória que equivale a 1 trilhão de bytes).

É um arquivo tão grande que, com os mesmos 30 Tbytes, seria possível armazenar 20 mil filmes em alta definição ou 12 milhões de exemplares de "Guerra e Paz", do escritor russo Liev Tolstói (1828-1910), com suas 1.400 páginas. É um dos maiores volumes já apreendidos na história do Cade, órgão criado há 51 anos.

DELAÇÃO

A busca teve origem no acordo de leniência que a Siemens assinou com o Cade em maio deste ano, conforme revelou a Folha.

Em troca de uma punição menor, a multinacional alemã acusa empresas de conluio nas licitações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em São Paulo e no metrô do Distrito Federal. O objetivo das empresas com a divisão era elevar seus ganhos.

A busca foi feita em gigantes que atuam no mercado global de trens, como a Alstom, Bombardier e Mitsui.

O Cade não revela o número de funcionários envolvidos na análise dos papéis, mas aFolha apurou que são menos de dez funcionários.

A justificativa para o pequeno número de analistas é que questões concorrenciais exigem sigilo e que esse tipo de trabalho é feito por grupos pequenos em órgãos desse gênero no mundo todo.

O prazo original para a abertura do processo encerrou-se na última sexta-feira. O órgão pediu uma prorrogação de mais 60 dias.

Após a análise, o Cade deverá abrir processo contra as empresas e permitir que elas apresentem suas defesas.

O processo pode resultar em multas bilionárias se ficar comprovado que as empresas dividiam o mercado.

Polícia Federal e os Ministérios Públicos estadual e federal também investigam o cartel, bem como a suspeita de pagamento de propina.

25/10/2013

Estimulante para a inVeja

Filed under: Dilma,Eduardo Campos,Eleições,Estadão,José Serra,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 7:34 am
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Uma única observação. Com Serra no lugar de Aécio, a eleição iria para segundo turno. A pesquisa é patrocinada pelo Estadão, que, à serviço de Serra, perpetrou contra Aécio o artigo “Pó pará, governador!”

Dilma lidera com folga, diz pesquisa Ibope

Presidente venceria no 1º turno em 3 cenários considerados pelo instituto; só Serra e Marina forçariam segunda fase

Contra Aécio e Campos, petista chegaria a 41% ante 14% e 10% dos oponentes; ex-senadora é rival mais competitiva

DE SÃO PAULO

A presidente Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno das eleições para o Palácio do Planalto em três dos quatro cenários avaliados por pesquisa do Instituto Ibope divulgada ontem.

No cenário que hoje é o mais provável para a disputa do ano que vem, em que os adversários da petista são o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE), Dilma tem 41% dos votos contra 14% do tucano e 10% do socialista.

O levantamento, feito em parceria com o jornal "O Estado de S. Paulo", indica que a disputa iria para o segundo turno somente se os rivais de Dilma fossem José Serra (PSDB) e Marina Silva (PSB) –hoje o cenário menos provável para 2014. Nesse caso, a petista teria 39%, ante 21% de Marina e 16% de Serra.

Marina se filiou ao PSB depois de ter o registro de seu partido, a Rede Sustentabilidade, negado pela Justiça Eleitoral. Os socialistas, no entanto, já acenavam com a candidatura de Campos.

Já Serra enfrenta resistência dentro do PSDB, que tem Aécio como principal nome do para a sucessão de Dilma.

No segundo turno, Dilma venceria todos os adversários. Ela teria em Marina sua rival mais forte, mas ainda assim sairia vitoriosa, com 42% a 29%. O cenário mais favorável à petista é quando enfrenta Aécio: ela chega a 47% ante 19%. Contra Campos, o resultado seria 45% a 18%, e contra Serra, 44% a 23%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas de 17 a 21 de outubro. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais. Como não havia levantamentos com os mesmos nomes, não é possível fazer comparações.

DATAFOLHA

Pesquisa do Datafolha de 11 de outubro apontou vitória de Dilma no primeiro turno apenas no cenário mais provável: a petista alcançava 42%, Aécio tinha 21% e Campos, 15%.

Nos outros três cenários, com Serra e Marina, a presidente não venceria no primeiro turno, mas também saía vitoriosa em todas as simulações de segundo turno.

29/09/2013

Autoengano ou me engana q’eu gostcho!

Filed under: Eduardo Guimarães,Eleições — Gilmar Crestani @ 8:13 am
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No meio deste grupo dos auto enganados estão os gêmeos univitelinos “mal informado” e “mal intencionado”.

The Economist, Ibope, o Brasil e o autoengano da oposição

Eduardo Guimarães

EDUARDO GUIMARÃES 29 de Setembro de 2013 às 07:06

Ao que tudo indica, a oposição irá à campanha de 2014, mais uma vez, para tentar enganar o país e falar mal de um governo que, queiram ou não, tem mostrado resultados que todos sentem em seu cotidiano, sobretudo no bolso

Durante os últimos quatro meses, o Brasil passou por um vaivém político que constituiu a primeira grande novidade desde 2002, quando Lula destronou os grupos políticos que governaram o país desde sempre, inclusive durante a ditadura e em outros períodos em que viveu sem democracia. A novidade? O governo petista sofreu imensa perda de popularidade.

Antes de prosseguir, uma longa, mas necessária, digressão.

O grande feito político da era Lula – que prossegue sob Dilma Roussef – tem sido manter no poder por já quase uma década um grupo político ideológico com um projeto político-administrativo bem definido, voltado para o objetivo maior de resgatar a quase inacreditável – de tão grande – dívida social brasileira, sobretudo no que diz respeito à desigualdade.

Claro que, para chegar ao poder e operar tais mudanças, o PT “teve” que aderir a práticas tradicionais da política.

Em 2006, o ator-militante Paulo Betti definiu bem a mudança de estratégia adotada pelo partido em 2002, quando dobrou resistências e chegou ao poder com o outrora “temido” Lula, que a elite, a mídia e o capital diziam que transformaria o Brasil em uma espécie de super Cuba.

Não dá para fazer política sem botar a mão na merda”, disse Betti após uma reunião de apoio de artistas à candidatura de Lula, na casa do então ministro da Cultura, Gilberto Gil, no Rio. Criticado à exaustão pelos hipócritas de plantão, ele se referia justamente ao que foi o mensalão: caixa-dois.

O PT não comprou voto algum. Só um vigarista intelectual pode afirmar que o partido compraria seus próprios deputados, que receberam a grande maioria do dinheiro “não-contabilizado”. Mas usou, sim, caixa-dois porque, no Brasil, sem esse expediente ninguém vencia eleição, em 2002. Hoje, após o escândalo do mensalão, ficou mais difícil, mas todos sabem que continua sendo usado.

Voltando ao tema central do texto. Sob essa premissa de que os fins justificam os meios – execrada, mas que é usada inclusive pelos seus maiores críticos, muitas vezes sem que os fins sejam tão nobres quanto o de resgatar dívida social –, o PT logrou operar um avanço social inédito na história do país e o tornou resistente a crises externas.

A queda de popularidade de Dilma após os protestos cataclísmicos de junho, porém, animou a oposição de uma classe social, empresarial, financeira, étnica e, sobretudo, midiática.

No Congresso, os ratos de sempre se prepararam para abandonar o navio. A mídia, triunfante, passou a incentivar os protestos sob a premissa de que “agora, vai” – conseguiria, enfim, desmoralizar o governo petista e pavimentar o caminho, de preferência, para o PSDB, mas, na pior das hipóteses, para aquela que vem se oferecendo como a nova anti-Lula: Marina Silva.

Entre as traições que a queda episódica de popularidade de Dilma fez surgir, a de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, que vem se dispondo a atrapalhar a reeleição de Dilma em troca de se cacifar para voos futuros, porque não se elege presidente em 2014 nem que a vaca tussa.

Pesquisa Ibope divulgada na última quinta-feira, porém, mostra que a “morte” de Dilma foi comemorada cedo demais. Todos os prováveis adversários – Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos – caíram. Só ela subiu. E bem.

Contudo, os números do Ibope só confirmam o que outras pesquisas já vinham mostrando. Mas a oposição e a mídia, animadas com a queda estrondosa da popularidade e das intenções de voto de Dilma entre junho e julho, continua se autoenganando. Aécio, Marina, Eduardo Campos e a mídia vêm afirmando que está chegando ao fim a era petista, ou lulista.

Este analista político discorda. E muito. Por uma simples razão: o brasileiro, como já ficou provado, não dá bola a moralismo sobre corrupção, ao votar – sabe que os críticos do PT não têm moral pra acusar ninguém. Por isso, o brasileiro vota com o bolso. Ponto.

E quem diz isso não sou eu, mas o marqueteiro Renato Pereira – coordenador da campanha eleitoral derrotada de Herique Capriles na recente eleição presidencial na Venezuela. Ele irá coordenar a campanha tucana a presidente, ano que vem, e, em entrevista à Folha de São Paulo na semana que finda, afiançou que o “mensalão” não irá ajudar seu cliente.

O que derrubou a popularidade de Dilma, em junho e julho, foi a expectativa forjada pela mídia e referendada pelos protestos de rua de que o país estava indo para o buraco econômico. Inflação, emprego, salários e renda das famílias não sofreram nenhum grande baque, mas ver gente na rua quebrando tudo estimulou parte da sociedade a crer que o barco estaria afundando.

A 114ª rodada da pesquisa CNT/MDA, por exemplo, foi a campo entre 7 e 10 de julho e contrastou fortemente com a 113ª, levada a campo entre 1 e 5 de junho. Entre as datas de conclusão das duas pesquisas, passaram-se 35 dias. Nesse período, no cenário mais provável para a eleição de 2014, Dilma Rousseff perdera 19,4 pontos percentuais, Marina Silva ganhara 8,2 pontos, Aécio Neves perdera 1,8 pontos e Eduardo Campos ganhara 3,7 pontos.

A aprovação do desempenho pessoal de Dilma caiu 24,4 pontos, indo de 73,7% na pesquisa anterior para 49,3%, e a desaprovação ao seu governo subira de 20,4% para 47,3%, uma alta de 26,9 pontos, ou 131,8% de aumento.

Já a aprovação ao governo caíra de 54,2% para 31,3%, perda de 22,9 pontos devido, sobretudo, ao aumento dos percentuais de ruim (que foi de 5,5% para 13,9%) e péssimo (que foi de 3,5% para 15,6%).

A própria pesquisa explicou a razão de piora tão acentuada no capital político de Dilma Rousseff e de seu governo. Pioraram, então, pontos altamente sensíveis das expectativas do brasileiro em relação ao futuro, sobretudo na percepção do que ocorreria com o mercado de trabalho, no qual a expectativa de aumento do desemprego saltara de 11,5% em junho para 20,4% em julho.

Nada disso se confirmou. Na última quinta-feira, a taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5,3% em agosto, o que é considerado pelos analistas “pleno emprego”. Como se não bastasse, o rendimento médio dos salários voltou a subir, segundo o IBGE, indo a R$ 1.883.

Alguém com mais de 20 ou 25 anos de idade se lembra de semelhante situação em algum outro momento de sua vida?

Nem todos, obviamente, estão contentes com o governo Dilma. Segundo o pesquisador Renato Meirelles, do instituto Data Popular, informou em entrevista ao Portal IG, os serviços mais caros e o enriquecimento das classes C e D geraram desconforto entre os endinheirados.

O primeiro parágrafo da matéria resume por que as classes sociais mais abastadas sentem tanta ojeriza ao governo Dilma:

Na última semana, o lançamento do iPhone 5C levantou uma polêmica entre usuários nas redes sociais. Com a Apple dedicando esforços à popularização de seus produtos, houve quem reclamasse que os smartphones da marca, antes restritos a uma minoria privilegiada, virariam ‘coisa de pobre’ (…)”.

Mas não são apenas os endinheirados avulsos que odeiam Lula e Dilma por terem colocado pobres em aeroportos, shoppings e até em universidades que, antes, eram “coisa de rico”.

Os banqueiros, por sua vez, estão babando de raiva com a queda dos juros comandada pelo governo, que pôs bancos oficiais para reduzirem suas taxas, obrigando a concorrência a segui-los – e, mesmo com as altas recentes da Selic, o brasileiro, hoje, ainda paga juros muito menores graças à iniciativa do governo.

Os grandes grupos empresariais de geração de energia ou as multinacionais do setor petrolífero estão a reclamar do “intervencionismo” do governo, que reduziu a lucratividade das geradoras de energia elétrica e estabeleceu condições duras para os interessados em explorar nossas imensas reservas de petróleo”.

Empresas de planos de saúde, empreiteiras que querem explorar concessões de estradas e tantas outras. Enfim, o capital não anda nada satisfeito com Dilma.  Com um tucano no poder seria tudo tão mais fácil para essa gente…

Nesse aspecto, a recente capa da revista inglesa The Economist reflete justamente o descontentamento do grande capital nacional e transnacional com o governo “intervencionista” de Dilma. Não passa, pois, de politicagem, em parceria com o grande capital brasileiro.

A oposição e a mídia que lhe faz coro e que a mantém viva, assim, continuam entregues ao autoengano que as levou às eleições de 2006, de 2010 e até de 2012. Seguem apostando no moralismo contra a corrupção e em vender a um povo que está ganhando salários cada vez maiores, pondo filhos na faculdade e encontrando emprego com facilidade crescente que o Brasil estaria indo a pique, economicamente.

Não vai ser fácil. Sobretudo em época de campanha, quando os alvos da campanha oposicionista-empresarial-midiática terão horário na tevê para convencer as pessoas a refletirem se vale a pena arriscar a bonança econômica vigente em troca de moralismo de quinta e terrorismo econômico infundado.

A oposição tucano-marinista-midiático-empresarial continua apostando em que somos um país com 200 milhões de débeis mentais que não conseguem enxergar como as suas vidas melhoraram. E que viram muito bem quem é quem na polêmica sobre o programa Mais Médicos, quando a elite com plano de saúde tentou convencer um povo que sofre com falta de médicos de que não são médicos que faltam, mas “estrutura”, quando tantos estão cansados de ver hospitais montadinhos nas periferias e nas cidades dos grotões que não funcionam porque não têm… médicos.

Na mesma quinta-feira de tantas boas notícias na economia, inclusive no Jornal Nacional, vai o PPS à TV dizer que estamos no fundo do poço e, apesar de o mesmo PPS ser um partido cheio de denúncias de corrupção (vide o escândalo do Cachoeira), derramando-se em moralismo fajuto “contra a corrupção”.

Ao que tudo indica, a oposição irá à campanha de 2014, mais uma vez, para tentar enganar o país e falar mal de um governo que, queiram ou não, tem mostrado resultados que todos sentem em seu cotidiano, sobretudo no bolso.

O mais irônico é que foi um conservador do campo da mídia, dos grandes empresários, dos banqueiros e das multinacionais que melhor teorizou sobre o autoengano. Eduardo Giannetti da Fonseca é autor de Autoengano, livro sobre “as mentiras que contamos a nós mesmos”. A oposição destro-tucano-marinista-empresarial-midiática deveria lê-lo.

The Economist, Ibope, o Brasil e o autoengano da oposição | Brasil 24/7

Factoides da Folha? Só contra Lula e Dilma

Filed under: Eleições,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 7:16 am
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O sujeito se apresenta para o trabalho voluntário, assina uma declaração, e o culpado é quem, para se precaver, colhe a declaração. Há duas declarações, a motoboy do Piauí e a do Diretor Presidente da SIEMENS. Aquele tendo declarado e assinado uma coisa, agora diz outra, mas é contra a Dilma. Já o diretor da SIEMENS, entrega como se deu a inserção da empresa nos governos do PSDB em São Paulo, dá nomes e contas. Contra quem a Folha faz uma manchete de capa em edição dominical? Nem discuto se as duas informações são verdadeiras. Só discuto a parcialidade, assumida pela própria Judith Brito, o engajamento na corrente política dos governos que distribuem em sala de aula assinaturas da Folha. Só isso.

Cabos eleitorais de Dilma dizem ter recebido ‘por fora’

A Folha localizou 12 pessoas que negam ter sido ‘voluntárias’ em 2010

Prestação de contas de campanha da atual presidente não declarou pagamentos; PT nega caixa dois

AGUIRRE TALENTOENVIADO ESPECIAL A MATO GROSSO E AO PIAUÍ

Cabos eleitorais da presidente Dilma Rousseff que aparecem como "voluntários" na prestação de contas de campanha de 2010 afirmam que receberam dinheiro pelo trabalho realizado no segundo turno da eleição.

A Folha localizou 12 pessoas em Mato Grosso e no Piauí que dizem nunca ter atuado de graça, apesar de serem tratadas como prestadores de serviço sem remuneração nos papéis entregues pela campanha ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O motoboy Fernando Araújo Matos, 23, de Teresina (PI), é um desses "voluntários" de Dilma. Ele rodava a cidade em sua moto carregando bandeiras da candidata do PT.

"No segundo [turno] fiquei só com a Dilma. Recebi R$ 300 e o tanque de gasolina."

O nome dele e de outros cabos eleitorais aparecem em declarações individuais de "trabalho voluntário" assinadas, nas quais eles atestam estar cientes da "atividade não remunerada".

As declarações fazem parte da documentação entregue à Justiça Eleitoral, que considera "doador" quem presta serviço "voluntário".

A Folha identificou ao menos 43 "trabalhadores voluntários" na prestação de contas da campanha, totalizando "doações" de cerca de R$ 20 mil. No grupo, estão os 12 localizados pela reportagem.

Efetuar pagamentos de campanha e não declará-los é crime de caixa dois. O PT nega a prática e diz que suas contas foram aprovadas.

No total, a campanha da atual presidente registrou arrecadação de R$ 135 milhões e despesas de R$ 153 milhões.

Nas entrevistas com os cabos eleitorais, a Folha mostrou cópias das declaração de "trabalho voluntário". A maioria confirmou a assinatura, mas disse não ter lido o documento antes.

"[O trabalho] não foi de graça. Não sou otário para trabalhar de graça", disse Mariano Vieira Filho, que atuou como motoboy no PI.

Já Luís Fernando Barbosa Nunes, 25, também motoboy na campanha de Dilma em Teresina, disse que sua assinatura foi falsificada no documento entregue ao TSE. "Nunca ia assinar meu nome errado. Está escrito Luís com z e eu não escrevo assim".

Em Cuiabá, a tecnóloga em segurança do trabalho Cristine Macedo, 48, diz ter ganho cerca de R$ 600 para panfletagem. "As pessoas que trabalharam precisavam do dinheiro. Eu trabalhei pelo dinheiro. Se falar em voluntário, ninguém vai trabalhar."

Nas contas aprovadas pela Justiça Eleitoral não há registro de pagamento a nenhum deles no segundo turno. No primeiro turno, todos trabalharam para candidatos do PT ou aliados nos Estados e foram registrados como prestadores de serviço. No segundo turno, viraram "voluntários" de Dilma.

Especialistas em direito eleitoral afirmam que, se despesas foram realizadas e nada foi declarado, há indício de caixa dois.

"Se pessoas confirmam que receberam e o pagamento não aparece na prestação de contas, a hipótese é de caixa dois", diz o promotor eleitoral Edson Castro.

A advogada Deborah Guirra diz que caberia uma investigação por crime eleitoral. "[O registro] tinha que estar na prestação de contas do comitê ou do candidato."

Colaboraram FABIANO MAISONNAVE, em Cuiabá, e YALA SENA, em Teresina

27/09/2013

Dilma subiu de 30 para 38%, mas para a Folha…

Quando diz respeito a Dilma ou Lula, a Folha, mesmo quando há crédito, não dá. Dilma e Lula não sobem, eles “têm”. Já Aécio Neves, Marina e Eduardo Campos não caem, oscilam. São eufemismo, mas ditos com tanta falta de caráter, para usar de um eufemismo, que só poderiam ter sido publicados em veículo a$$oCIAdo ao Instituto Millenium.

Dilma tem 38%, e Marina cai a 16%, diz Ibope

Levantamento mostra que presidente cresceu 8 pontos percentuais em relação a julho, logo após onda de protestos

Apesar da alta, petista não voltou ao patamar de março, quando tinha 58%; ex-senadora perdeu seis pontos

DE SÃO PAULO

A presidente Dilma Rousseff (PT) recuperou parte das intenções de voto que perdeu durante os protestos que tomaram o país em junho, mostra pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada ontem.

A petista foi a única que cresceu no principal cenário: saltou de 30% para 38% na preferência dos eleitores para a corrida presidencial de 2014 e ampliou sua vantagem sobre a segunda colocada, a ex-senadora Marina Silva, de 8 para 22 pontos percentuais.

Marina, que tenta formar a Rede Sustentabilidade a tempo de concorrer ao Planalto, caiu de 22% para 16%.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), oscilaram negativamente no levantamento: o tucano passou de 13% para 11%, enquanto o presidente do PSB variou de 5% para 4%.

MANIFESTAÇÕES

Mesmo com o crescimento, Dilma não alcança o patamar que tinha na última pesquisa antes das manifestações. Em março, 58% declaravam voto na petista.

A pesquisa do Ibope foi feita em parceria com o jornal "O Estado de S. Paulo".

O levantamento mostra também que a variação do nome tucano na disputa não altera significativamente a distribuição dos votos.

No cenário em que o ex-governador de São Paulo José Serra substitui Aécio, Dilma segue à frente, com 37% das intenções. Marina se mantém em segundo, com os mesmos 16%. Serra atinge 12% –contra 11% do mineiro no cenário anterior– e Campos aparece com 4%. Não é possível fazer comparações porque esse cenário não foi pesquisado no último levantamento.

Aécio é hoje o principal nome do PSDB para concorrer à sucessão de Dilma, mas Serra ainda tenta ser lançado candidato ao Planalto.

Uma alternativa estudada pelo ex-governador paulista é migrar para o PPS, mas essa situação não aparece entre os resultados divulgados.

SEGUNDO TURNO

Em todas as hipóteses de segundo turno testadas na pesquisa, Dilma amplia sua marca e sai vencedora.

Contra Marina, a presidente atinge 43% contra 26% da rival. Em julho, as duas estavam tecnicamente empatadas –a petista tinha 35% e a ex-senadora, 34%.

A petista também vence nos cenários em que enfrenta os presidenciáveis tucanos. Nos dois casos, ela atinge 45%, contra 21% marcados tanto por Aécio como por Serra. Em julho, Dilma também vencia Aécio, mas com uma vantagem menor: 38% a 26%. O nome de Serra não havia sido testado naquela pesquisa.

A vantagem sobre Campos também se ampliou. Em julho, ela tinha 39% contra 19% do socialista. No levantamento atual, ela venceria com 46% ante 14% do governador. A pesquisa foi feita de 12 a 16 de setembro com 2.002 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

12/06/2013

Psico Análise

Filed under: Dilma,Eleições — Gilmar Crestani @ 8:33 am
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Uma pergunta singela: se a classe pobre é a mais numerosa, significa que ela sempre será também a que detém o maior número de votos, não é? Quando FHC foi eleito Presidente, ganhou maciçamente o voto da classe mais pobre. Quando Aécio, em Minas, Alckmin em São Paulo e Yeda Crusius chegaram ao governo nos respectivos estados, também contaram com votação dos mais pobres. Então porque uma vez instalados nos palácios passaram a adotar política de benefícios para classes mais ricas? Por que o Banco Itaú e a Gerdau merecem mais benefícios com dinheiro público do que aqueles que estão vivendo na faixa da miséria? O Bolsa Família  é melhor ou pior que o Bolsa Crack?!

Presidente ainda tem muitos botões para apertar até 2014

FERNANDO RODRIGUESDE BRASÍLIA

O programa que Dilma Rousseff lança hoje é um dos muitos botões que o governo terá para apertar até 2014.

Ao beneficiar milhões de brasileiros de baixa renda com o que pode ser chamado de Meu Micro-Ondas, Minha Vida, a presidente espera neutralizar os reveses provocados pelo baixo crescimento econômico e uma taxa de inflação indômita.

Se o efeito não for suficiente para estancar a queda de popularidade presidencial, outras medidas serão tomadas para assegurar a fidelidade do eleitorado das classes mais pobres, a espinha dorsal das eleições de Dilma (2010) e de Luiz Inácio Lula da Silva (2002 e 2006).

O cálculo eleitoral dilmista se equilibra em dois pilares principais. Primeiro, manter a sensação de bem-estar da maioria do eleitorado. Segundo, fixar o quanto for possível a imagem de "Dilma na cadeira da rainha", na expressão criada pelo marqueteiro João Santana –ou seja, difundir uma mensagem: se as coisas não vão bem, só Dilma será magnânima para cuidar melhor dos brasileiros.

Apesar do avanço da classe média, uma massa de eleitores ainda deseja comprar equipamentos básicos para suas casas. Luiz Inácio Lula da Silva interpreta como ninguém essa aspiração dos brasileiros mais humildes.

Um comercial de João Santana para o PT na TV, em abril, foi um jogral com Lula e Dilma na tela. Em poucos segundos, o ex-presidente e a atual deram a receita do que vai guiá-los na longa campanha presidencial já em curso.

Lula começa: "Os brasileiros já aprenderam"¦". Dilma emenda: ""¦Que é possível ter sempre mais". E Lula: "Depois da geladeira, a casinha, o carro…". A presidente completa: "A casa mais confortável, com transporte, posto de saúde e escola perto".

Os bilhões de reais colocados hoje à disposição dos participantes do Minha Casa, Minha Vida fazem parte da estratégia geral. Como serão beneficiadas milhares de pessoas, a Caixa Econômica Federal em breve estará nas TVs, em horário nobre, anunciando o crédito barato para quem quiser comprar geladeira e micro-ondas.

Não é à toa que a Caixa já passou as cervejarias e é a terceira maior anunciante do país. Só perde para Casas Bahia e Unilever.

Dilma não aparece nesses comerciais, pois é proibido. Mas nem é necessário. De tempos em tempos ela surge na propaganda do PT como a "rainha" imaginada por João Santana que ajuda os desvalidos a equipar suas casas.

Infantilismo político em Rede

Filed under: Eleições,Política — Gilmar Crestani @ 7:55 am
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FERNANDO RODRIGUES

Infantilismo na campanha

BRASÍLIA – Mesmo o leitor que não acompanha a política de forma quase obsessiva como eu já terá topado com argumentos contrários à campanha eleitoral antecipada: "Não é bom para o Brasil" e "Esses políticos fariam melhor se trabalhassem um pouco e deixassem para cuidar da eleição só em 2014".

Nesta semana, recebi um comunicado da Rede, o novo partido em formação. O texto comenta com alegria a pesquisa Datafolha, na qual Marina Silva aparece numericamente em segundo lugar. O parágrafo final, em plural majestático, diz o seguinte: "Não consideramos oportuna ou benéfica para o país qualquer antecipação da disputa eleitoral de 2014. Somente após o cumprimento de todas as etapas de sua constituição, a Rede irá avaliar a oportunidade e a conveniência de uma candidatura nas eleições presidenciais".

Quero deixar registrado que sou totalmente favorável à campanha eleitoral eterna, antecipada, sem trégua, o tempo todo. Por um único e exclusivo motivo: não existe um político no planeta Terra que não esteja sempre em campanha, a cada minuto. O que alguns fazem é tergiversar, como no comunicado da Rede.

Alguém acredita que Marina Silva não esteja em campanha eleitoral? Claro que está. Assim como Dilma Rousseff, Aécio Neves e Eduardo Campos. Mas, como a política é uma atividade vilipendiada pelos próprios políticos, eles preferem fingir.

Em certa medida, essa atitude melíflua dos políticos é reflexo do atraso institucional do Brasil e das regras obsoletas para partidos e eleições. Hoje, um prefeito ou governador cometerá uma infração eleitoral se ousar postar algo assim no Twitter: "No ano que vem, vote em mim". A lei só permite tal tipo de manifestação a partir de julho de 2014.

Esse infantilismo político diz muito do nível dos governantes. O pior de tudo é que os políticos se acomodam e acham boas essas regras surreais. E fingem que não fazem campanha.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

20/04/2013

Paraguai vai às urnas: República ou máfia?

Filed under: Eleições,Paraguai — Gilmar Crestani @ 7:01 pm
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Chiqui Ávalos, um dos mais conhecidos jornalistas do Cone Sul, em artigo exclusivo para o Brasil 247, analisa as eleições presidenciais de amanhã, 21 de abril, em seu país, com a contundência e a coragem que o tornaram uma referência no jornalismo e na literatura paraguaia; depois de Fernando Lugo e Federico Franco, o favorito é o colorado Horácio Cartes, que propõe "roubar menos"

20 de Abril de 2013 às 15:13

Por Chiqui Ávalos, especial para o 247

A República vive suas horas mais difíceis. Em pouco tempo mais deverá eleger o condutor de seus destinos, em uma decisão que requer a participação de todos os cidadãos preocupados com o seu futuro. Os anos da ditadura adormeceram a consciência do povo, e os ares de liberdade do 2 e 3 de fevereiro de 1989 se perderam no pântano de uma dilatada transição que até agora não encontrou seu rumo.

Os diferentes mandatários que se sucederam não conseguiram responder as necessidades do país. O general Andrés Rodriguez, cujo único mérito foi o de acabar a canhonaços com uma quartelada, de forma alguma significou uma revolução, com a idéia de “blanquear” seu passado demasiadamente identificado com o narcotráfico. Co-sogro de Stroessner, o traiu depois de locupletar-se por décadas. Vivia numa mansão em bairro chique da capital, cópia em miniatura do Palácio de Versailles, um monumento ao mau gosto e um deboche à pobreza do povo. Não tinha nem talento nem imaginação para governar o Paraguai. Foi sucedido por um milionário herdeiro das negociatas de Itaipu, Juan Carlos Wasmosy. Começou a vida nos canteiros de obra de Itaipu, pouco mais que um mestre-de-obras protegido pelo coronel Gustavo Stroessner e pela empreiteira brasileira Camargo Correia, tornou-se empreiteiro milionário.   Através de trapaças nas prévias do Partido Colorado e com o apoio da camarilha militar, despojou de seu autêntico triunfo eleitoral o jurista Luis Maria Argaña e se refestelou no poder em meio a descalabros financeiros, expedientes lamacentos de apoio a bancos falidos, enredado numa disputa de poder e interesses econômicos com o general Lino Oviedo, seu ex-padrinho. Impediu a chegada de Oviedo à presidência mediante o uso arbitrário de normas legais e da cumplicidade de um tribunal eleitoral genuflexo, que não duvidou em buscar caminhos tortuosos para impedir tal candidatura.

OUTRA CONSPIRAÇÃO

Outra vez o infortúnio golpeou as portas do Paraguai, quando uma conspiração, até agora inexplicada pela conveniência dos fatos, derrubou o governo de Raul Cubas Grau, um técnico alheio aos meandros da política. Cubas assistiu – impávido – uma revolta popular com mortes nas ruas e praças, prisioneiro de sua própria inépcia, trancado em seu gabinete no Palácio de Lopez, sem comunicação com o mundo exterior, perdido em sua debilidade e imerso em seu computador, numa atitude autista e distante. Fernando Henrique Cardoso, ao receber um telefonema com pedido de ajuda, não se negou a fazê-lo: mandou-lhe um jato da Força Aérea Brasileira para que saísse do país…

Luis González Macchi foi o próximo presidente paraguaio. Fruto do azar das composições políticas, o então presidente do senado assumiu cargo que não conhecia e que não o merecia. As partidas de futebol às tardes, as alegres noitadas de sábado e sua displicência durante os dias, levaram a economia à beira do ‘default’. Enquanto isso, com atitudes circenses, ele dirigia uma BMW roubada no Brasil pelas ruas de Assunção, acompanhado da esposa, uma ex-miss, além de sua “displicência” em receber mais de US$ 1 milhão em sua conta bancária na Suíça em troca de graciosas concessões comprovadas pela Justiça.  Explicou sua rapinagem com uma saída esquizóide: “não sabia que isso era proibido”. Era, portanto, verdadeiramente um inimputável!

Quando um jornalista, que se supõe familiarizado com a verdade, chegou a Mburuvichá Rocha (“A Casa do Grande Chefe”, vetusta e austera residência oficial onde vivem os presidentes paraguaios), houve esperança. Teve uma equipe econômica formidável, que evitou a quebra do país. Nicanor Duarte Frutos, com seus pouco mais de quarenta anos, estava destinado a entrar para a história. Porém, logo as humanas debilidades foram invadindo sua complexa personalidade, dividida em uma bipolaridade que festejava tanto o influente embaixador norte-americano James Carson, qaunto Fidel Castro, vestindo uniforme e boina a lá Hugo Chávez… A salada ideológica que se instalou em sua cabeça – que nem os psicanalistas consultados resolveram – se completou com um implacável saqueio às arcas do tesouro público, tornando-se muito rico em poucos anos, depois de haver convivido com a pobreza total por décadas ao sobreviver com seu minguado salário de jornalista.

A CLEPTOCRACIA

Entretanto, essa voracidade pelo alheio, converteu o mandato de Nicanor Duarte Frutos em uma verdadeira cleptocracia, onde se beneficiaram impunemente os membros de seu círculo de áulicos. O descaramento, a obviedade do roubo, eram vergonhosos em todas as repartições públicas. Tentou, como Menem, FHC e Fujimori, mudar a Constituição e ficar mais um pouquinho. Mas, quando se desfez a quimera da continuidade, tentou impor sua sucessora, a quem manejaria como continuadora da cleptocracia, num governo títere. A escolhida foi Blanca Ovelar, opaca ministra da Educação e ex-jogadora de basquete. Milhões de dólares gastos em vão na primeira derrota do até então imbatível Partido Colorado… Seus dois últimos anos contemplaram um tour constante a especialistas, que com forte medicação o mantinham lúcido ainda que mais distante da realidade que de costume. A recomendação era a de que trocasse o palácio por uma clínica psiquiátrica, onde estaria melhor cuidado.

A passagem do ex-bispo Fernando Lugo pela presidência foi um autêntico pesadelo. Não tinha a mínima idéia, nem tampouco queria sabê-lo, do que é um governo. Abandonou o poder em mãos de uns picaretas, aproveitadores e delinquentes, que manejavam as burras do Erário enquanto ele se preocupava em desfilar em possantes motocicletas levando “modelos” conhecidas e vulgares na garupa, mandou instalar uma enorme banheira Jacuzzi que compartilhava com elas, além de carregar as prediletas em suas 73 viagens presidenciais ao redor do mundo. Não trouxe sequer um investimento para o Paraguai, mas distribuiu dezenas de passaportes diplomáticos para prostitutas! De seu passado de pregações na distante e empoeirada prelazia de San Pedro à suíte do Plaza Atheneé, em Paris, reservada a xeques árabes e ladrões de paraísos fiscais, ficou a severa suspeita de que, sem muito esforço, o ex-bispo esquerdista já possa ser identificado entre os últimos. Foi um verdadeiro imbecil, com todo o significado etimológico da palavra. Vem do latim ´bacille´, ou ´bastão´. O prefixo ‘im’ significa negativa, ou seja, quem carece de sustentação, não para apoiar-se, mas de habilidade para manejar as coisas. Ainda agora, desacreditado, é figura secundária no cenário político, e divide seu tempo entre palanques em praças vazias na tentativa de ser senador e rápidas fugas de oficiais de justiça com ordens de levá-lo para vários exames de DNA. Fernando Lugo, um verdadeiro imbecil.

PARAGUAI, REPÚBLICA OU MÁFIA

Depois de tão dolorosas memórias, repito que a República passa por suas horas mais difíceis. E, lamentavelmente, um de nossos candidatos, o bilionário Horácio Cartes, tem todo o perfil do que NÃO deve ser um presidente da República. Soberbo, homofóbico (“se tiver um filho gay, dou um tirou nos testículos”, disse em recente entrevista), admirador confesso de Strossner. Sua biografia é um verdadeiro prontuário policial, onde se empilham processos judiciais, passagem pela penitenciária de Tacumbu, acusações de lavagem de dinheiro (no Paraguai e no Brasil), de tráfico de drogas, de homicídio culposo, de evasão de divisas. O DEA norte-americano o indica como cabeça de uma organização encarregada de lavagem do dinheiro do narcotráfico, conclusão a que chegou depois de uma paciente investigação de meses que chegou ao requinte de um informe produzido por agente infiltrado em sua “organização criminosa” (sic). Sua campanha, comandada pelo mefistofélico Francisco Javier Cuadra, ex-ministro do assassino Augusto Pinochet, é uma orgia de gastos, um acinte à pobreza de nosso povo.

Essas eleições serão um divisor de águas para a sociedade paraguaia. Os que pretendem construir com honestidade e transparência um país melhor que deixaremos para nossos filhos, de um lado. Do outro, os que continuarão preferindo os caminhos sombrios da delinqüência.

Shakespeare, um iluminado, sem saber, definiu com 500 anos de antecedência a situação que hoje vivemos em nosso país. Ser ou não ser, essa é nossa alternativa. Não há meio termo, ou seremos honestos e decentes, ou seremos malfeitores.

Paraguaios, República ou máfia.

(*) Chiqui Ávalos é jornalista e escritor paraguaio. Combateu a ditadura de Stroessner, tem vários livros publicados, um deles é o best-seller “A Outra Cara de Horácio Cartes”, e é um das personalidades mais conhecidas de seu país.

Paraguai vai às urnas: República ou máfia? | Brasil 24/7

19/04/2013

Recontagem a pedido dos EUA

Filed under: Eleições,Venezuela — Gilmar Crestani @ 9:07 am
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Daniel Paz & Rudy

DANIEL PAZ & RUDY

Venezuela aprueba auditar todos los votos de las elecciones presidenciales

La presidenta de Consejo Nacional Electoral anunció que el organismo contará los votos de las elecciones

Ewald Scharfenberg Caracas 19 ABR 2013 – 06:41 CET219

Después de un pulso de cuatro días, que incluyó cacerolazos diarios y graves disturbios callejeros, la presidenta del Consejo Nacional Electoral (CNE) de Venezuela, Tibisay Lucena, anunció que el organismo, con presencia de técnicos de las dos candidaturas, realizará una auditoría de los votos restantes hasta completar el total de los emitidos durante las elecciones presidenciales del pasado domingo.

La decisión responde a la solicitud principal de la oposición, cuyo candidato, Henrique Capriles Radonski, quedó en segundo lugar de acuerdo con los resultados oficiales del CNE, que dieron ganador, por un margen de un 1,7% (algo más de 200.000 votos) al oficialista Nicolás Maduro. La oposición, citando diversas irregulares ocurridas durante los comicios, declaró la misma noche del domingo que no reconocería esos resultados hasta que se produjera un recuento “voto a voto”.

La negativa de realizar la auditoría, esbozada inicialmente por voceros del CNE y otros poderes públicos, encendió la protesta de los seguidores de Capriles en todo el país. Los disturbios produjeron un saldo oficial de ocho muertes y 61 lesionados, así como 250 detenidos.

Lucena hizo el anuncio la noche del jueves por cadena nacional de radio y televisión, a la salida de una reunión de nueve horas con la Junta Directiva del CNE, conformada por cuatro rectoras cercanas al gobierno –incluyendo a la propia Lucena- y un representante de la oposición. De acuerdo con los términos de la decisión, la auditoría tardará 30 días, a razón de 400 urnas diarias. Representa un 46% de las cajas donde se depositaron las papeletas, toda vez que ya se había realizado una auditoría “en caliente” del 54% de los votos el mismo domingo de las elecciones.

La rectora principal del organismo quiso recalcar que la determinación se había adoptado “en aras de aportar a la preservación de un clima de armonía entre venezolanos y venezolanas”, y que se trataba de un derecho que desde el inicio de la crisis había asistido a la parte reclamante, solo que “el plazo de la impugnación daba inicio después de la proclamación del presidente electo”.

Minutos después, desde la sede de su comando, Capriles Radonski reaccionó favorablemente: “Aceptamos esta decisión”.

Felicitó a sus seguidores y al pueblo de Venezuela, a quienes atribuyó el logro, a la vez que les advirtió de que la nueva fase que se inicia “tomará un tiempo” al final del cual, confía, “la verdad no solo saldrá a flote, sino que tendrá consecuencias”.

La escueta declaración de la presidenta del CNE no ahondó en detalles técnicos que podrían resultar decisivos para el resultado de la inspección. Capriles, por su parte, dijo que esos detalles se conocerán pronto, pero que la parte opositora insistirá en que la auditoría contraste las papeletas depositadas en cada urna, con sus respectivas actas y cuadernos de votación. Asegura que en las 12000 cajas que serán objeto de conteo “están los problemas que hemos denunciado”.

Mientras tanto, instó al presidente electo, Nicolás Maduro, a cesar la persecución en organismos públicos contra supuestos simpatizantes de la oposición, recordando que el propio gobierno ha decretado la inamovilidad laboral. “El país espera diálogo, calma, paz”.

Al momento de cerrar esta nota, no se conocía la respuesta del gobierno al anuncio del CNE. El presidente electo, Nicolás Maduro, que debe tomar posesión de su cargo este viernes ante la Asamblea Nacional, se encontraba la noche del jueves en Lima, Perú, en una reunión de Presidentes de la Unión Sudamericana (Unasur) que trata la crisis venezolana.

Venezuela aprueba auditar todos los votos de las elecciones presidenciales | Internacional | EL PAÍS

Com recontagem, Maduro nocauteia os EUA

Filed under: CIA,Eleições,Isto é EUA!,Venezuela — Gilmar Crestani @ 7:10 am
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Orientado pelos EUA, Capriles não aceitou o veredito dos eleitores e partiu para o tapetão, uma especialidade made in USA. Por que os EUA não recontaram, apesar de constatada a fraude na Flórida, os votos que levou Bush ao poder. Como Maduro aceitou, a CIA já deu as diretrizes para outro discurso e os a$$oCIAdos do Instituto Millenium estão divulgando sem mudar uma vírgula: “a comissão eleitoral é chavista”. Veja, a CIA sequer se deu ao respeito de redigir novo discurso. Já estava escrito no tempo de Chávez, por isso continua chegando nas redações com o termo “chavista”. Ela ainda não se deu conta e os vira-latas locais publicam tudo de olhos fechados: “se vem da CIA estamos em boa companhia…” Como são inteligentes. Se a comissão eleitoral é chavista, porque estão pedido a recontagem? Seria porque os chavistas são honestos? Ou seria só para tumultuar o processo eleitoral? E se a comissão ratificar o processo, a CIA se retira da Venezuela e os grupos mafiomidiáticos irão reconhecer a legitimidade de Nicolás Maduro? A Venezuela não é o Paraguai, nem os venezuelanos são made in Paraguai mas o golpe permanece um eterno  “vir a ser”…

Venezuela aprova recontagem de votos

Justiça eleitoral aceita pedido de opositor, Henrique Capriles, para que 100% de cédulas eleitorais sejam checadas

Deputados de oposição perdem comissões que controlavam na Assembleia; Maduro tomará posse hoje

FLÁVIA MARREIROENVIADA ESPECIAL A CARACAS

O CNE (Conselho Nacional Eleitoral) da Venezuela aceitou auditar 100% da votação em sistema eletrônico do país, atendendo o pedido da oposição e após uma semana de tensão provocada pela vitória apertada do governista Nicolás Maduro na eleição presidencial de domingo.

Depois de mais de nove horas de reunião, a presidente do CNE, Tibisay Lucena, anunciou a decisão, precisando que passarão pela revisão 46% das urnas, já que 54% já foram auditadas no procedimento padrão realizado depois de cada votação.

Trata-se de uma vitória para o oposicionista Henrique Capriles, que anunciou no domingo que só reconheceria o triunfo de Maduro por uma diferença de menos de 1,7% dos votos se houvesse a auditoria –que ele chamou de "recontagem", termo rejeitado pelo CNE.

Na Venezuela, o sistema é eletrônico como no Brasil, mas lá cada voto gera um comprovante em papel que o eleitor deposita numa espécie de urna convencional, que é chamada de "caixa de resguardo".

Ao final da votação, as atas eletrônicas podem ser conferidas, na presença de fiscais dos partidos ou coalizões, com o resultado de urnas convencionais escolhidas por sorteio.

É esse o procedimento que agora vai ser estendido para 100% dos votos.

Na segunda, Lucena rejeitou a possibilidade de atender aos oposicionistas, mas anteontem recebeu o pedido de Capriles.

Maduro, que no discurso de vitória no domingo disse aceitar a recontagem, voltou atrás no dia seguinte.

Anteontem deixou o caminho aberto para aceitar a auditoria dizendo que aceitaria qualquer decisão do CNE, cuja cúpula é de maioria de chavistas.

A natureza da grande parte das denúncias de Capriles –menos inconsistências numéricas e mais casos de votação condicionada pelo governismo por violência ou coação de eleitores–, apontavam que dificilmente uma auditoria poderia modificar a vitória de Maduro.

Em tese, o procedimento não deve impedir a posse de Maduro, prevista para hoje.

A presidente Dilma Rousseff deve estar presente. A auditoria deve durar um mês, segundo o CNE.

CERCO

O presidente da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, decidiu vetar a palavra a deputados opositores e os destituiu da direção de comissões parlamentares. A oposição detém 41% das cadeiras da Casa (68 dos seus 165 deputados).

"Enquanto eu presidir a Assembleia e vocês não reconhecerem Nicolás, não os reconheço e não terão direito à palavra. Saiam daqui, se quiserem. Vão falar na Globovisión", provocou Cabello, citando emissora de TV crítica ao chavismo.

O chavismo também ameaça pedir "ausência" de Capriles do cargo de governador.

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