Ficha Corrida

27/11/2014

FRIBOI, “do Lulinha”, doou R$ 40 milhões ao Aécio

veja-lulinhaDaniel Graziano, filho do Xico Graziano, foi o autor e o espalhador dos boatos entorno do filho do Lula, o Lulinha. Entre castelos, aviões e tantas outras fanfarronices, também espalhou, com apoio da Veja, que Lulinha era o verdadeiro dono da FRIBOI

Hoje a Folha de São Paulo traz dados a respeito das doações milionárias ao Aécio Neves, colocando a Friboi como o principal doador, com R$ 40 milhões. Embora não seja o escopo do texto da Folha, por ele pode-se entender porque o PSB é contra o financiamento público. E aí, nas entrelinhas, também aparece as digitais de Gilmar Mendes. É mais do que sabido que o STF votou pelo financiamento público, mas quando o escore já estava em 6 x 1, Gilmar Mendes simplesmente, mesmo não podendo mais mudar o resultado, pediu vistas e sentou encima do processo. Enquanto não extirparem este câncer do STF, inoculado pelo FHC, o Poder Judiciário (tapetão voador do PSDB) está para o PSDB como o ponto de apoio para alavanca de Arquimedes.

A tática do PSDB e seus aliados do Instituto Millenium é por de demais conhecida: tudo o que eles fazem eles acusam os demais. E, com a ajuda das cinco irmãs (Veja, Estadão, Folha, Globo & RBS), dá certo.

Consulte dos dois links abaixo para ver como funciona a máquina de difamação do PSDB assoCIAda aos grupos mafiomidiáticos.

https://www.google.com.br/search?q=friboi+lulinha&client=firefox-a&hs=rmc&rls=org.mozilla:pt-BR:official&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=3fF2VIDvEoGlgwT7jYPYAg&ved=0CAoQ_AUoAw&biw=1920&bih=912

http://www.viomundo.com.br/denuncias/dono-da-friboi-lulinha-nao-decidiu-se-processa-filho-de-graziano.html

Campanha de tucano arrecadou R$ 201 mi, 83% a mais que 2010

JBS, Andrade Gutierrez, Cutrale e Odebrecht doaram R$ 77 mi

DE SÃO PAULO

A campanha presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado na disputa pelo Palácio do Planalto, arrecadou cerca de R$ 201 milhões, 83% a mais do que em 2010, quando o candidato tucano era o ex-governador de São Paulo José Serra, eleito senador.

Os dados fazem parte da prestação final de contas eleitorais entregue pela campanha tucana ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Por um problema técnico, os dados foram divulgados apenas nesta quarta-feira (26).

Na sucessão presidencial de 2010, a campanha de Serra arrecadou R$ 110 milhões, em valores atualizados pela inflação oficial do período.

A empresa que mais doou recursos para a candidatura de Aécio Neves foi a JBS, dona do frigorífico Friboi, com R$ 40 milhões.

Na sequência, figuram com destaque a Andrade Gutierrez (R$ 19 milhões), a Cutrale (R$ 9,8 milhões) e a Odebrecht (R$ 8 milhões).

As contribuições de pessoas jurídicas somaram R$ 193,1 milhões (96% do total arrecadado neste ano).

A análise da Folha levou em conta os recursos arrecadados pelo comitê financeiro da campanha presidencial.

As receitas e despesas estimadas ""serviços prestados e calculados como doações"" não foram considerados.

A candidatura do tucano teve uma despesa total de cerca de R$ 216 milhões, deixando, assim, uma dívida em torno de R$ 15 milhões.

Os gastos foram inferiores ao teto previsto no início da corrida presidencial pelo tucano, de R$ 290 milhões.

Os maiores gastos foram os referentes a despesas com marketing e comunicação da campanha eleitoral.

O tesoureiro da candidatura tucana, José Gregori, acredita que novos recursos sejam doados nas próximas semanas. Ele espera quitar tudo "até meados do ano que vem".

21/10/2014

Voto a cabresto, não: colunista da Folha fura bloqueio e declara voto em Dilma

Filed under: Dilma,Eleições 2014,Raquel Rolnik — Gilmar Crestani @ 8:03 am
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RAQUEL ROLNIK

TENDÊNCIAS/DEBATES

Voto em Dilma no segundo turno

Tenho certeza que eleger Aécio é consolidar no poder interesses que até agora têm impedido mudanças. Por isso, voto em Dilma no 2º turno

Pela primeira vez na vida, não votei no PT no primeiro turno das eleições. Sei que não fui a única a me desiludir, depois de acreditar que o PT seria capaz de reverter a velha forma de fazer política no Brasil.

Mas Aécio Neves tenta nos convencer de que representa a mudança. O que vai mudar com a coalizão liderada pelo PSDB? Na velha forma de fazer política, absolutamente nada. São os mesmos pactos pela governabilidade, a distribuição de benefícios mediada por grupos políticos, o favorecimento de indivíduos (e grupos) dentro e fora do governo.

Esses não são temas que se resolvem com a substituição de um grupo por outro. Então não há diferença alguma entre Aécio e Dilma? Há, sim. Ela se situa em dois temas da maior importância: a política econômica e a forma de relacionamento com a luta social.

Na economia, Dilma defende que o país vai crescer mais se a renda e o poder de consumo da população aumentar. Para isso, pratica aumento dos salários, distribuição de renda, controle dos juros e uma grande presença do Estado, investindo em infraestrutura e gastos sociais.

Aécio Neves, com seu projeto neoliberal, acredita que o mercado dá conta da totalidade da vida social. Cortando gastos públicos, reduzindo subsídios e aumentando os juros, o país vai atrair a confiança do capital financeiro e, assim, alavancar o crescimento econômico.

Essas diferenças têm repercussões na vida das pessoas que vão além do salário e da renda. Para a política urbana, por exemplo, esse é um debate fundamental. Lembremos que, em junho de 2013, a primeira reivindicação que levou milhares de pessoas às ruas foi a da redução das tarifas do transporte público.

Que a eficiência, a qualidade e o preço do transporte público são desafios de nossas cidades ninguém tem dúvida. Mas não há mágica para universalizar o transporte público de qualidade: isso só se faz com investimentos e grandes subsídios.

Isso vale para outros temas centrais da política urbana, como saneamento e habitação. Se o pressuposto –representado pela visão neoliberal de Aécio– é o de abrir mais um campo de exploração mercantil, então saneamento e moradia não vão atender quem mais precisa, pois quem mais precisa não tem dinheiro para pagar sequer o custo do serviço, quanto mais com lucro! Dilma tanto sabe disso que aumentou exponencialmente os subsídios diretos nessas áreas.

Nos governos do PT, ilhas, brechas e espaços de interlocução foram abertos para dialogar com os setores mais excluídos da população: catadores, quilombolas, sem-terra, sem-teto e muitos outros. Se isso não foi capaz de reverter o centro das políticas, teve o efeito de apoiar experiências e afirmar a legitimidade da luta social e por direitos de cidadania plena no Brasil, ainda inconclusa. Já para o PSDB, governo deve ser território de tecnocratas e movimentos sociais são caso de polícia.

A radicalização da democracia exige mudanças. Tenho dúvidas se seremos capazes de fazê-las sob a liderança de Dilma, mas tenho certeza de que eleger Aécio é consolidar no poder a influência de poderosos interesses que até agora têm impedido essas mudanças. Por isso, meu voto no segundo turno é, sem dúvida, de Dilma Rousseff.

RAQUEL ROLNIK, 56, urbanista, é professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e colunista da Folha

15/10/2014

Quem já foi golpeado não vota em quem ajudou a golpear

 

“Eleger Dilma virou minha missão”, diz neto de João Goulart

João, no segundo sepultamento de Jango, após a exumação dos restos mortais / Foto DivulgaçãoJoão, no segundo sepultamento de Jango, após a exumação dos restos mortais / Foto Divulgação

João Alexandre Goulart, neto de Jango, o presidente deposto em 1964 por um golpe civil militar deixou um incisivo depoimento nas redes sociais, no domingo à noite, 12/10, declarando voto em Dilma:

“Jamais me calarei! Na vida deve-se tomar posições! A minha agora virou missão!! Eleger Dilma 13!”

De acordo com João Alexandre, o mesmo papel golpista que a mídia exerceu em 1964 contra o seu avô, faz agora contra a reeleição de Dilma Rousseff.

Na foto, João Alexandre Goulart, no segundo sepultamento de João Goulart (1919-1976), após a exumação dos restos mortais por peritos a pedido da Comissão da Verdade. Os restos mortais do presidente João Goulart foram sepultados novamente em 07/12/2013, no município de São Borja (RS), no dia em que a morte dele completou 37 anos.

João Alexandre Goulart em seu Facebook

12/10/2014

Tenho ouvido recomendações de amigos próximos amigos estes que votam em Aécio, que não me pronuncie a respeito, que eu vote em quem eu quiser mas que fique calado.

JAMAIS ME CALAREI! NA VIDA DEVE-SE TOMAR POSIÇÕES! A MINHA AGORA VIROU MISSÃO!! ELEGER DILMA 13!

Quando falo que está em marcha um golpe midiático para derrubar Dilma, algo parecido quando o IPÊS agiu para derrubar meu avô o Presidente João Goulart em 64, falo com preocupação.

Preocupação ao neoliberalismo que fará de tudo para manipular e distorcer informações. O mesmo neoliberalismo que no governo FHC tapou com seus bilhões investidos os furos dos bancos quebrados. Bancos estes que jamais estiveram ao lado do governo. Isso eles podem!! E ainda se atrevem a chamar o Bolsa Família de “Bolsa Esmola” ou seja: dar bilhões para bancos falidos pode, ajudar no combate a fome quem vive na pobreza não pode!!

Vejam vocês que tudo isso é tão contraditório que ainda hoje ouvi um depoimento ATREVIDO de Aécio dizendo que: VÃO APRIMORAR O BOLSA FAMÍLIA! Mas o que acontece com essa gente? O que eles entendem de bolsa família?

Finalmente deixo para reflexão estas questões reafirmando que sim eles estão muito preparados para dar um “Golpe branco” em Dilma, seja agora mesmo ou após as eleições.

Mais uma prova desse golpe midiático deixo aqui com vocês para análise. Mais uma prova do que esta gente é capaz!

“Eleger Dilma virou minha missão”, diz neto de João Goulart | Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

03/10/2014

Cardápio do PT

Filed under: Cardápio,Eleições 2014,Nominata,PT — Gilmar Crestani @ 9:45 pm
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Presidente

Aécio Neves é candidato ao cargo de Presidente da República pelo PSDB. Natural da capital mineira de Belo Horizonte, Aécio Neves da Cunha nasceu em 1960 e é formado em Economia pela Pontifícia Universidade …

Dilma 13Dilma 13

PT/BR

Dilma é candidata à reeleição ao cargo de Presidente da República pelo PT. Nascida na capital mineira de Belo Horizonte em 1947, Dilma Vana Rousseff é formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do …

Candidato a Governador do Rio Grande do Sul

Tarso Genro 13Tarso Genro 13

PT / RS

Tarso Genro é candidato à reeleição ao cargo de Governador do Rio Grande do Sul pelo PT. Natural do município gaúcho de São Borja, Tarso Fernando Herz Genro nasceu em 1947, é formado em Direito pela …

Candidato a Senador pelo Rio Grande do Sul

Vagas para Senador pelo RS em disputa: 1. Estão listados os candidatos ao Senado Federal:

Olívio Dutra 131Olívio Dutra 131

PT / RS

Olívio Dutra é candidato ao cargo de Senador do Rio Grande do Sul pelo PT. Olívio de Oliveira Dutra nasceu em 1941 no município gaúcho de Bossoroca, é formado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do …

Candidatos a Deputado pelo PT no Rio Grande do Sul

Vagas para Deputados Estaduais do RS em disputa: 55. Estão listados os candidatos à Assembléia Legislativa pelo Partido dos Trabalhadores:

Aldacir Oliboni 13580Aldacir Oliboni 13580

PT / RS

Aldacir Oliboni é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Sananduva, Aldacir Oliboni tem 57 anos.

Alfredo Tatto 13654Alfredo Tatto 13654

PT / RS

Alfredo Tatto é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Nova Pádua, Alfredo Tatto tem 52 anos.

Ana Affonso 13813Ana Affonso 13813

PT / RS

Ana Affonso é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de ZZ-MALDONADO – URUGUAI, Ana Affonso tem 41 anos.

Ari Thessing 13510Ari Thessing 13510

PT / RS

Ari Thessing é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santa Cruz do Sul, Ari Thessing tem 51 anos.

Aurio Scherer 13690Aurio Scherer 13690

PT / RS

Aurio Scherer é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Arroio do Meio, Aurio Scherer tem 47 anos.

Bara-Exu Olumide Betinho 13877Bara-Exu Olumide Betinho 13877

PT / RS

Bara-Exu Olumide Betinho é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Gravataí, Bara-Exu Olumide Betinho tem 40 anos.

Bira 13285Bira 13285

PT / RS

Bira é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Três Passos, Bira tem 41 anos.

Carlito Nicolait 13313Carlito Nicolait 13313

PT / RS

Carlito Nicolait é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Cachoeirinha, Carlito Nicolait tem 46 anos.

Carol 13888Carol 13888

PT / RS

Carol é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Carol tem 39 anos.

Casagrande 13666Casagrande 13666

PT / RS

Casagrande é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Bento Goncalves, Casagrande tem 61 anos.

Claudia Antonini 13200Claudia Antonini 13200

PT / RS

Claudia Antonini é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Claudia Antonini tem 47 anos.

Clemente 13190Clemente 13190

PT / RS

Clemente é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Uruguaiana, Clemente tem 49 anos.

Cristiano Aquino 13607Cristiano Aquino 13607

PT / RS

Cristiano Aquino é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Tupanciretã, Cristiano Aquino tem 38 anos.

Daniel Bordignon 13456Daniel Bordignon 13456

PT / RS

Daniel Bordignon é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Nova Prata, Daniel Bordignon tem 55 anos.

Denis Remi 13600Denis Remi 13600

PT / RS

Denis Remi é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Denis Remi tem 51 anos.

Dr. Link 13130Dr. Link 13130

PT / RS

Dr. Link é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santa Maria, Dr. Link tem 54 anos.

Duda Calvin 13051Duda Calvin 13051

PT / RS

Duda Calvin é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Duda Calvin tem 43 anos.

Eberson Fernandes 13777Eberson Fernandes 13777

PT / RS

Eberson Fernandes é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santo Angelo, Eberson Fernandes tem 39 anos.

Edegar Pretto 13655Edegar Pretto 13655

PT / RS

Edegar Pretto é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Tenente Portela, Edegar Pretto tem 43 anos.

Ediana Krohn 13088Ediana Krohn 13088

PT / RS

Ediana Krohn é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Novo Hamburgo, Ediana Krohn tem 27 anos.

Fernando Menezes 13070Fernando Menezes 13070

PT / RS

Fernando Menezes é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Restinga Seca, Fernando Menezes tem 47 anos.

Giovane Wickert 13213Giovane Wickert 13213

PT / RS

Giovane Wickert é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT. O vice-prefeito de Venâncio Aires renunciou o cargo de secretário de Cultura, Esporte e Turismo em abril de 2014, em virtude das …

Helen Cabral 13307Helen Cabral 13307

PT / RS

Helen Cabral é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Uruguaiana, Helen Cabral tem 44 anos.

Jeferson Fernandes 13120Jeferson Fernandes 13120

PT / RS

Jeferson Fernandes é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santo Angelo, Jeferson Fernandes tem 43 anos.

João da Moto 13700João da Moto 13700

PT / RS

João da Moto é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, João da Moto tem 46 anos.

Júlio Garcia 13323Júlio Garcia 13323

PT / RS

Júlio Garcia é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santiago, Júlio Garcia tem 57 anos.

Laura Sito 13300Laura Sito 13300

PT / RS

Laura Sito é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Laura Sito tem 22 anos.

Lelinho Lopes 13800Lelinho Lopes 13800

PT / RS

Lelinho Lopes é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Bage, Lelinho Lopes tem 28 anos.

Loreni Maciel 13614Loreni Maciel 13614

PT / RS

Loreni Maciel é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – São Pedro do Sul, Loreni Maciel tem 51 anos.

Luciana Alvez 13142Luciana Alvez 13142

PT / RS

Luciana Alvez é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santana do Livramento, Luciana Alvez tem 37 anos.

Luisa Stern 13163Luisa Stern 13163

PT / RS

Luisa Stern é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Luisa Stern tem 48 anos.

Lunelli 13913Lunelli 13913

PT / RS

Lunelli é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Bento Gonçalves, Lunelli tem 47 anos.

Mainardi 13555Mainardi 13555

PT / RS

Mainardi é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Sobradinho, Mainardi tem 53 anos.

Maninho Fauri 13789Maninho Fauri 13789

PT / RS

Maninho Fauri é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Viamao, Maninho Fauri tem 32 anos.

Marcio Espindola 13077Marcio Espindola 13077

PT / RS

Marcio Espindola é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Osorio, Marcio Espindola tem 44 anos.

Marcos Daneluz 13010Marcos Daneluz 13010

PT / RS

Marcos Daneluz é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Caxias do Sul, Marcos Daneluz tem 52 anos.

Marilei de Araujo 13031Marilei de Araujo 13031

PT / RS

Marilei de Araujo é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Esteio, Marilei de Araujo tem 43 anos.

Marisa Formolo 13123Marisa Formolo 13123

PT / RS

Marisa Formolo é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Caxias do Sul, Marisa Formolo tem 67 anos.

Miriam Marroni 13631Miriam Marroni 13631

PT / RS

Miriam Marroni é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Pelotas, Miriam Marroni tem 58 anos.

Monica Dias 13751Monica Dias 13751

PT / RS

Monica Dias é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Pelotas, Monica Dias tem 47 anos.

Nelsinho Metalúrgico 13630Nelsinho Metalúrgico 13630

PT / RS

Nelsinho Metalúrgico é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Esteio, Nelsinho Metalúrgico tem 54 anos.

Nelson Spolaor 13000Nelson Spolaor 13000

PT / RS

Nelson Spolaor é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Mata, Nelson Spolaor tem 46 anos.

Nestor Schwertner 13413Nestor Schwertner 13413

PT / RS

Nestor Schwertner é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de SC – Itapiranga, Nestor Schwertner tem 56 anos.

Otto Gerhardt 13011Otto Gerhardt 13011

PT / RS

Otto Gerhardt é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Carazinho, Otto Gerhardt tem 44 anos.

Reginete Bispo 13477Reginete Bispo 13477

PT / RS

Reginete Bispo é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Marau, Reginete Bispo tem 51 anos.

Rene Cecconello 13001Rene Cecconello 13001

PT / RS

Rene Cecconello é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT. Natural do município gaúcho de Sertão, Rene Luiz Cecconello nasceu em 1966 e é formado em Filosofia pelo Instituto Superior de …

Ricardo Carpes 13131Ricardo Carpes 13131

PT / RS

Ricardo Carpes é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Itaqui, Ricardo Carpes tem 34 anos.

Rodrigo Beltrao 13333Rodrigo Beltrao 13333

PT / RS

Rodrigo Beltrao é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Caxias do Sul, Rodrigo Beltrao tem 35 anos.

Serginho 13100Serginho 13100

PT / RS

Serginho é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Chapada, Serginho tem 53 anos.

Sergio Kniphoff 13714Sergio Kniphoff 13714

PT / RS

Sofia Cavedon 13400Sofia Cavedon 13400

PT / RS

Sofia Cavedon é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Veranopolis, Sofia Cavedon tem 51 anos.

Spotorno 13132Spotorno 13132

PT / RS

Spotorno é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Rio Grande, Spotorno tem 57 anos.

Stela 13113Stela 13113

PT / RS

Stela é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Ibirubá, Stela tem 49 anos.

Tâmara Biolo Soares 13773Tâmara Biolo Soares 13773

PT / RS

Tâmara Biolo Soares é candidata ao cargo de Deputada Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Tâmara Biolo Soares tem 33 anos.

Tarcisio Zimmermann 13003Tarcisio Zimmermann 13003

PT / RS

Tarcisio Zimmermann é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santo Cristo, Tarcisio Zimmermann tem 60 anos.

Tortelli 13030Tortelli 13030

PT / RS

Tortelli é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Jacutinga, Tortelli tem 49 anos.

Valdeci Oliveira 13713Valdeci Oliveira 13713

PT / RS

Valdeci Oliveira é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santa Maria, Valdeci Oliveira tem 57 anos.

Villa 13013Villa 13013

PT / RS

Villa é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Alegrete, Villa tem 56 anos.

Vilson Roberto 13513Vilson Roberto 13513

PT / RS

Vilson Roberto é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Cruz Alta, Vilson Roberto tem 50 anos.

Zé Nunes 13500Zé Nunes 13500

PT / RS

Zé Nunes é candidato ao cargo de Deputado Estadual do Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – São Lourenço do Sul, Zé Nunes tem 49 anos.

Vagas para Deputados Federais pelo RS em disputa: 31. Estão listados os candidatos à Câmara dos Deputados pelo Partido dos Trabalhadores:

Bohn Gass 1320Bohn Gass 1320

PT / RS

Bohn Gass é candidato à reeleição ao cargo de Deputado Federal do Rio Grande do Sul pelo PT. Nascido no município de Santo Cristo no Rio Grande do Sul em 1962, Elvino José Bohn Gass é formado em História pela …

Clarice Araguaia 1340Clarice Araguaia 1340

PT / RS

Clarice Araguaia é candidata ao cargo de Deputada Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Clarice Araguaia tem 46 anos.

Claudia Kohler 1323Claudia Kohler 1323

PT / RS

Claudia Kohler é candidata ao cargo de Deputada Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Bom Retiro do Sul, Claudia Kohler tem 46 anos.

Fabiano Pereira 1373Fabiano Pereira 1373

PT / RS

Fabiano Pereira é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santa Maria, Fabiano Pereira tem 41 anos.

Fernando Marroni 1345Fernando Marroni 1345

PT / RS

Fernando Marroni é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Pelotas, Fernando Marroni tem 58 anos.

Henrique Fontana 1313Henrique Fontana 1313

PT / RS

Henrique Fontana é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Porto Alegre, Henrique Fontana tem 54 anos.

Ivar Pavan 1330Ivar Pavan 1330

PT / RS

Ivar Pavan é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Aratiba, Ivar Pavan tem 62 anos.

João Sem Medo 1388João Sem Medo 1388

PT / RS

João Sem Medo é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de AL – Maceio, João Sem Medo tem 26 anos.

Lauro Alemão 1390Lauro Alemão 1390

PT / RS

Lauro Alemão é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Amaral Ferrador, Lauro Alemão tem 53 anos.

Luci Mari Jorge 1303Luci Mari Jorge 1303

PT / RS

Luci Mari Jorge é candidata ao cargo de Deputada Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santana do Livramento, Luci Mari Jorge tem 47 anos.

Marco Maia 1314Marco Maia 1314

PT / RS

Marco Maia é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Canoas, Marco Maia tem 48 anos.

Marcon 1355Marcon 1355

PT / RS

Marcon é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Ronda Alta, Marcon tem 50 anos.

Maria do Rosário 1370Maria do Rosário 1370

PT / RS

Maria do Rosário é candidata ao cargo de Deputada Federal do Rio Grande do Sul pelo PT. Natural do município de Veranópolis no Rio Grande do Sul, Maria do Rosário Nunes nasceu em 1966, é formada em Pedagogia pela …

Paulo Ferreira 1351Paulo Ferreira 1351

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Paulo Ferreira é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santiago, Paulo Ferreira tem 55 anos.

Paulo Pimenta 1307Paulo Pimenta 1307

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Paulo Pimenta é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santa Maria, Paulo Pimenta tem 49 anos.

Pepe Vargas 1301Pepe Vargas 1301

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Pepe Vargas é candidato à reeleição ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT. Natural do município de Nova Petrópolis, no Rio Grande do Sul, Gilberto José Spier Vargas, o Pepe Vargas, é …

Ronaldo Zulke 1300Ronaldo Zulke 1300

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Ronaldo Zulke é candidato ao cargo de Deputado Federal pelo Rio Grande do Sul pelo PT (Partido dos Trabalhadores). Natural de RS – Santa Rosa, Ronaldo Zulke tem 59 anos.

28/09/2014

Quem não tem ideias, ataca!

O portal do Estadão deste domingo confirma a coluna do Janio de Freitas, na Folha. Aécio e Marina têm, coincidentemente, um único propósito, tirar Dilma e o PT do poder. Nada dizem a respeito do que têm a oferecer, do que pretendem por no lugar. É muita pobreza, mas atende perfeitamente o que o Instituto Millenium abraçou para si. A desconstrução contínua do PT (de Lula e Dilma) visa unicamente devolver a chave do tesouro aos bancos (Banco Itaú via Neca Setúbal a futura Ministra da Economia se Marina ganhar). O Banco Itaú é o maior financiador ideológico deste modelo de desconstrução. Via Rede Globo, Itaú patrocina qualquer coisa que sirva para transferir dinheiro a quem propague sua ideologia de desmonte do Estado.

D. Judith Brito já tinha avocado para os Grupos MafioMidiáticos o papel de partido político de oposição ao PT. A ANJ endossou e hoje não há nas cinco famiglias (Marinho, Frias, Mesquita, Civita & Sirotsky) um texto que não vise de alguma forma promover seus funcionários e candidatos em detrimento de tudo que seja de investimentos feitos pelo PT.

Há um ditado árabe que as mais recentes pesquisas comprovam: enquanto os cães ladram, a caravana passa…

ataques

JANIO DE FREITAS

Feia, grossa e errada

Vê-se que o fracasso da agressividade de José Serra, na disputa com Lula, não serviu de ensinamento

Aí estão os dias finais de uma campanha feia. Antecipada por Eduardo Campos e Aécio Neves, que em maio já tinham atitudes eleitoreiras, nos cinco meses até agora não deixou nem um só instante de brilho pessoal ou de criatividade política. Não é menos notável que, em se tratando de candidaturas à Presidência, também não aparecesse nem uma só proposta capaz de distinguir-se do que tem composto o palavrório trocado entre oposições e governos.

Em compensação, não faltou grossura. Desde sua queda na pesquisa anterior à de agora, Marina Silva consumiu muito das oportunidades de atração eleitoral com o discurso de vítima na campanha baseada em ataques. É claro que algum efeito o tiroteio político sempre produz, em quem é alvo e no atirador. Mas ninguém sai desta campanha na condição de devedor de ataques aos adversários diretos. E daí vem uma ameaça às eleições futuras.

Vê-se que o fracasso da agressividade de José Serra, na disputa com Lula, não serviu de ensinamento aos políticos que os sucedem em confrontos iguais. E com os mais afortunados marqueteiros parece ter ocorrido o mesmo, sendo que, no seu caso, também nada aprenderam com o mestre marqueteiro, Duda Mendonça, e o seu Lula cativante e proponente.

A grossura foi até institucionalizada agora, como técnica marqueteira, sob o nome enganoso e enganado de "desconstrução" do adversário. Agressão e desconstrução são coisas diferentes. Mas como ao final da batalha verbal haverá, necessariamente, vencedor que praticou a "desconstrução", é grande o risco de que a nova "técnica" fique consagrada como chave do sucesso eleitoral.

O ataque como campanha não fará a vitória nem as derrotas nesta eleição. Explicar as suas quedas nas pesquisas pelos ataques recebidos, como fazem Marina e seus correligionários, equivale a dizer que os ataques eram fundados, porque ela decaiu, em apenas um mês, dos 50 pontos que tinha no fim de agosto para os 27 do fim de setembro.

Da mesma maneira, se "desconstruir" por ataques levasse ao êxito, Aécio Neves teria hoje outra situação. E Dilma Rousseff não poderia estar na liderança, porque durante os cinco meses foi o alvo principal de Aécio, inaugurador da campanha baseada na "desconstrução" e divulgador desse nome.

Aécio tem motivos para lamentar sua campanha. As perspectivas que o levaram à candidatura caíram com o avião de Eduardo Campos, mas as últimas pesquisas mostram que errou duplamente. Primeiro, ao relaxar por causa da entrada impetuosa de Marina na disputa e nas pesquisas. Segundo, por se limitar aos ataques. Quando viu o movimento descendente de Marina, há duas semanas, Aécio reanimou a campanha e, para isso, afinal fez um pouco mais do que atacar. A resposta veio nos dois últimos Datafolha: subida equivalente a 20% do total anterior.

A campanha de Marina não foi capaz de demonstrar ser ela o tal novo, que lhe fora atribuído pela mistura de aversão ao PT, rescaldo de votações passadas, escassa identificação de Aécio e morte de Eduardo Campos. Marina preferiu aderir aos ataques, e leva o troféu do mais violento deles, na acusação aos governantes do PT de "nomear diretores para assaltar a Petrobras". A expectativa do novo refluiu, à falta de sua exibição, e várias contradições tornaram Marina mais vulnerável. Na queda, à sua fixação no ataque juntou apenas a lamentação de vítima. Será pouco para explorar os próximos e últimos dias.

Dilma entrou na campanha com um patrimônio único. Se bem trabalhadas, muitas das ações do seu governo traziam um potencial grande de atração do eleitorado. Mas sua campanha pendeu, de início, para um populismo barato, levado a extremos no horário eleitoral. Depois, entrou e ficou no jogo dos ataques, escolhido pelos adversários.

Só nas duas últimas semanas Dilma adotou o papel de candidata diante dos eleitores. E recebeu, como resposta, o aumento de sua vantagem no primeiro turno e a liderança no eventual segundo, perdida por Marina. E, a depender dos próximos dias, até a hipótese de encerrar a eleição no primeiro turno.

    27/09/2014

    Saiba por que Ana Amélia é um 7 no meio do 11!

    Tenho 11 Motivos Para Não Votar em Ana Amélia. E explico. Se tens apenas um motivo para votar nela, te exponhas, tchê! Deixe que seus amigos saibam porquê.

    1. CONEXÕES PERIGOSAS

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    Não reconheço nos poucos eleitores dela com os quais já conversei, capacidade intelectual, visão de futuro muito menos discernimento político. São apenas pessoas que compraram a ideia da RBS de que o ódio ao PT é suficiente. Não agregam, desagregam. Não amam, odeiam. Se não são todos, alguns exemplares que fazem parte de seu manicômio ideológico, de comportamento nitidamente fascistas, são suficientes para me manterem ao largo dela e de pessoas como ela: Jair Bolsonaro, Luis Carlos Heinze. O comportamento deles em relação aos homossexuais, negros e índios sugere que devamos guardar deles a mesma distância regulamentar que se recomenda em relação ao esgoto.

    Afinal, ninguém põe o banheiro dentro da cozinha!

     

    2. ALIADA DA DITADURA

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    Poucas pessoas sabem e seus eleitores muito menos, como alguém vira da noite para o dia, e nunca do dia para a noite, Senador Biônico. Como tudo o que sai da cabeça de ditadores, a truculência fala mais alto. No popular, Senador Biônico era um lambe-botas de gorila, como Octávio Cardoso. Um Senador Biônico e suas circunstâncias preenchiam o fetiche da ex-miss-Lagoa Vermelha. Para se ter uma idéia do nível da manada que seguiam os gorilas, se fosse hoje, Beto Albuquerque, por ser do PSB, seria preso, torturado, estuprado, morto, esquartejado e seus pedaços escondidos. Ou não foi exatamente isso que fizeram com o Deputado Rubens Paiva!!! Por ação ou omissão, o marido da Ana Amélia tinha as mãos machadas de sangue. Os que não conseguiram fugir do Brasil, foram presos sem ordem judicial, torturados para excitar os sádicos, estuprados por que a mente suja não tem limite, mortos para não denunciarem, esquartejados para não serem reconhecidos pelos familiares e seus pedaços ou jogados no mar ou espalhados em valas clandestinas como por exemplo o famoso Cemitério de Perus, em São Paulo.

    É dessa gente que estamos falando!

     

    3. FUNCIONÁRIA FANTASMA DO SENADO

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    CC é a abreviação de Cargo em Confiança, que deveriam ser ocupados por pessoas COMPETENTES, e não pelas pessoas com as quais somos CASADOS!

    Os candidatos ao Senado pouco ou nada são cobrados em relação ao seu cabedal de honestidade. Passam anos batidos, sem serem lembrados, como por exemplo Pedro Simon, cuja presença no Senado só foi notada quando apareceu de dentadura nova, paga com dinheiro público.

    Ana Amélia é desta estirpe. Do moralista de cueca, popularmente também conhecido como Santo do Pau Oco. Vivem de dedo em riste para apontar a sujeira dos outros com o único intuito de esconder a própria. Daí seu programa de governo batizado de “fim dos CC”.

    CC, no caso da Ana Amélia, é um forma apocopada de CCC. Uma espécie de abreviação derivada de sua fixação ideológica. A obsessão em acabar com os CC denota apenas um ato falho, que teria passado batido fosse ela apenas candidata ao nada, ao Senado. Ao enfiar esta ladainha na mala de garupa que trouxe de Brasília, a funcionária da RBS e dublê de CC fantasma no Senado, contava apenas com a memória curta de boa parcela dos gaúchos.

    Há pelo mens um caso paradigmático deste modus operandi na política brasileira, que foi Collor de Mello. O tal de Caçador de Marajás também tinha esta sanha moral ditada apenas pelas pesquisas. Quando uma pesquisa qualitativa diz que falar mal de servidor dá IBOPE é o que gente do biotipo Ana Amélia fazem. Não medem a verdade nem a coerência, muito menos a ética.

    Vejam a base moral da qual deriva todo o comportamento da Ana Amélia Lemos. Tendo casado com um Senador Biônico, este, que ascendeu pelo língua, como todo lambe-botas, este arruma um CC (Cargo de Casada) no Senado por R$ 9.000,000 (nove mil mensais). Um “salariozinho”, disse ela.

    Só para lembrar, o teto para a aposentadoria no INSS é de R$ 4.390,00… Cinquenta por cento do salariozinho que ela recebia como funcionária fantasma.

    Se esta prática nociva, mas muito comum na ditadura, já era suficientemente condenável, há outra ainda de maior monta: ganhar e não fazer nada!

    Ana Amélia exercia o cargo de direção na RBS, como chefe da Sucursal de Brasília, onde permanece por 40 anos, só voltando agora, atendendo interesse da RBS em ter alguém de confiança com a chave do tesouro do RS (Banrisul e verbas de publicidade). Se tudo isso já é muito, pasme, não é tudo. A empresa que diz viver de informação jamais informou seu público a respeito da dupla vida de sua funcionária. Ah, pode ser pior? Pode. Em se tratando de RBS, claro. Ela não só exercia um CC fantasma como ocupava tv, jornal e rádio do Grupo RBS para dar show de moral, diretamente de Brasília, para cima de nós gaúchos. Todos estes anos a ladina passou por paladina da moral de dos bons costumes. É a tal de informação isenta da RBS (isenta de tributos, isso sim!)

     

    4. FAZENDA FANTASMA

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    Como uma desgraça nunca sem só, mas acompanhada de outras, o DNA da candidata vai se construindo a cada cromossoma revelado. No direito penal há dois tipos de crime, por omissão ou por “comissão”. Quando se omite de praticar ato que deveria, ou por cometer ato que não deveria. “Comissão” é uma palavra que faz parte da “cadeia” do seu DNA. Foi “comissão” no Senado”, “omissão” no papel jornalista. Por isso que a Rádio Gaúcha às vezes entra em … cadeia… Deve ser em ato falho em relação a este tipo de comportamento.

    À “comi$$ão” no Senado se soma a “omi$$ão” de uma fazenda, avaliada em R$ 4 milhões, localizada em Goiás. Também teria “omitido”, ou “esquecido”, de informar um terreno em Brasília no valor de mais ou menos R$ 1,4 milhões. Não é proibido ter, mas a legislação pede que se informe. Deve ser por estas omissões que a RBS a contratou para informar… É desse tipo de profissional que se constrói empresas como a RBS. Ou será mero acaso que daquela casa saia gente como Antonio Britto, Yeda Crusius, Lasier Martins?!

    Como se vê, na família do seu Octávio Cardoso, transparência é traz parente!

     

    5. TENTATIVA DE CENSURA

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    Em 2002 publiquei no Observatório da Imprensa o artigo “Mídia e o dicionário da intolerância”. Naquele dicionário Ana Amélia já era verbete:

    (No sábado, 2/2/02, foi a vez da "porte-parole" do ministro Pratini de Moraes e da Fiergs, Ana Amélia Lemos, voltar à carga: "Intolerância e solidariedade". A articulista da RBS, que mora em Brasília, não tomou conhecimento da intolerância do governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB/DF), que, segundo os jornais, pediu uma "salva de vaias ao crioulo petista". Também lhe passou batido o incitamento do prefeito de Presidente Prudente em solidariedade ao pecuarista que atirou pelas costas em José Rainha e que, segundo a Folha de S.Paulo, declarou, a respeito do líder do MST: "Mato ele a tapas". A mesma intolerância que a RBS tentou usar contra os organizadores do Fórum Social Mundial no sentido de exigir condições especiais para a instalação de um canal televisivo, no centro de eventos da PUC-RS, pois a alternativa seria o boicote puro e simples de todo o conglomerado a respeito do Fórum.)

    Trazia a baila uma reflexão de Paulo Leminski: quando usamos um termo de forma obcecada é porque seu sentido aponta para a direção contrária. Quando Ana Amélia levanta a bandeira da transparência é porque está com o mastro enfiado na traseira.

    O vezo autoritário herdado, se não de outra forma, pelo menos por osmose, de seu marido, é parte de seu DNA. Quem tanto se dizia defensora da liberdade de expressão, que rechaçava qualquer crítica ao seu trabalho de jornalista, de repente viu-se no papel de quem ela tantas vezes enxovalhou. Imagine se cada um que teve de ouvir calado, porque não tinha jornal, tv, rádio nem internet ao seu lado para se defender, tivesse entrado na justiça da censurá-la. Teria gritado aos quatro ventos chamando de comunistas e o escambau. O seu comportamento autoritário não espanta, porque está no seu DNA. Ela está sendo o que sempre foi. Aliás, foi esta arrogância que a levou a ocupar tanto espaço na RBS. Veja bem, arrogância com alguns e lambe-botas com outros. Complacente com os grandes, autoritária com os pequenos.

    Vários blogs postaram informações a respeito de sonegação da informação da Fazenda. Havia lido no Cloaca, depois no Sociedade Política. Depois saiu no Sul21 e na Folha. Por que Ana Amélia só quis calar os pequenos e não deu um pio em relação aos grandes? Simples, este é o comportamento típico de vira-lata. A covardia não tem limites!

    Outra prova de sua faceta autoritária deu-se com a tentativa de censurar o página no Facebook da Associação Nacional dos Procuradores Municipais (ANPM). Por que será que todo funcionário da RBS, que passa tantos anos cobrando transparência dos outros, se lança na política com o mote da transparência mas na primeira informação que aparece querem ver tudo opaco?

    Por que a defensora da liberdade de expressão virou Mãos de Tesoura? Seria porque tem medo que todos os seus podres venham à tona, então é melhor podar desde logo quem tenta trazer à luz suas incoerências?!

     

    6. ENRIQUECIMENTO SUSPEITO

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    Mesmo considerando apenas o patrimônio declarado pela senadora ao TSE, seus bens dobraram de valor entre 2010 e 2014, saltando de R$ 1,2 milhão para mais de R$ 2,5 milhões. O aumento em questão é incompatível com seu salário no Senado. De novo, vem a tona seu mote da transparência. Logo ela que sempre cobrou transparência deveria ser a primeira a ser transparente. Se ela dobrou seu patrimônio sendo apenas Senadora, imagine tendo as chaves do cofre do tesouro do RS…

     

    7. CORTE DE PROGRAMAS SOCIAIS

    Ana Amélia votou contra política de aumento do salário mínimo

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    Em entrevista à Zero Hora, no dia 17 de Setembro, a candidata do PP anunciou sua disposição em cortar recursos das Secretarias responsáveis pela implementação do Programa RS Mais Renda. O programa, criado no Governo Tarso, beneficia mais de 80 mil famílias em situação de pobreza extrema com um complemento de renda ao Bolsa-Família. Desde 2011, mais de 500 mil gaúchos saíram da miséria. Ana Amélia quer acabar com isso.

    Quando a candidata diz que vai cortar CC para investir no social, monta uma meia verdade que se revela mentira inteira. Chuta números da mesma forma de quando era jornalista, sem conferir, sem ter o menor apreço a verdade. Os números estão todos no portal da transparência, goste-se ou não deles, são os números. Ela diz que iria acabar com 5 mil CCs. Como política, 10, por achar todo mundo é ignorante. Como candidata a governadora, ela deveria se lembrar que hoje as pessoas não dependem mais da RBS para se informar. Basta ter internet. Existem 6444 vagas providas no quadro de funções do estado. O detalhe que ela omite é que dessas vagas, 3398 são de Funções Gratificadas, ou seja, 52,7% das vagas de funções são “FG” (os CCs, 2134, representam 33,12% do quadro de funções e somente 1,39% do total de servidores em exercício).

    Que ela minta, como ex-funcionária da RBS e como candidata, vá lá. Que o eleitor entre nesta peta aí já são outros 500…

     

    8. MENOS RECURSOS PARA A DEFESA CIVIL

    Eis a equipe que não defende civis, só militares!

    Entre os cortes de gastos anunciados por Ana Amélia, estão as diárias utilizadas por servidores que trabalham fora do seu município de residência. O maior volume de gastos com as diárias, hoje, sustenta a ação dos agentes da Defesa Civil e da Brigada Militar. A medida comprometeria o trabalho de socorro e assistência realizado pela Defesa Civil em enchentes e outras situações de calamidade. Não é novidade que durante a Copa milhares de soldados foram deslocados do interior para a capital. Isso custa dinheiro em forma de diárias. Negar isso seria pedir que o contingente fosse deslocado sem receber por isso.

    Vindo de onde veio, até porque é o uso do cachimbo que entorta a boca, todo centavo economizado com o corte de salário dos servidores públicos, que já ganham pouco, é dinheiro que será drenado, de forma legal, como propaganda nos veículos da RBS. É a forma como muito governantes fazem um cala-boca, uma espécie de mensalão para elogios. Quando Olívio Dutra cortou as verbas publicitárias, investindo nos pequenos veículos do interior onde as obras estavam sendo realizadas, a RBS em parceria com Vieira da Cunha inventaram a CPI da Segurança. Nestas eleições refizeram a parceria da RBS colando Lasier Martins no Vierinha. Só não vê quem não quer.

    9. CONTRA CONCURSOS PÚBLICOS

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    A senadora propôs emenda à PEC 17, que trata da realização de concurso público para procurador municipal, sugerindo que concursos fossem realizados somente em cidades com mais de 100 mil habitantes, o que representa apenas 4% dos municípios brasileiros. A posição abre um precedente perigoso, que pode levar à extinção do concurso público para provimento em outras carreiras.

    Não é só total incoerência com seu mote de transparência e corte de CC. É também uma total irracionalidade. Até porque, se não fizer concurso público, como as prefeituras vão preencher os cargos? Criando CCs… O concurso público pode ter lá seus defeitos, mas serve pelo menos para dar transparência de verdade e não só para propaganda. Quem quer o emprego, se candidata junto com os demais, e prove estar melhor preparado com os demais. O que Ana Amélia quer é a volta do patrimonialismo, aquele mesmo que a levou a ocupar um CC fantasma no Senado.

    10. ANA AMÉLIA = YEDA CRUSIUS

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    Os gaúchos merecem pelo menos serem governados por gaúchos. A RBS emplacou Antonio Britto que já não vivia no RS e hoje vive mais quieto que gato cagando na chuva. Ninguém sabe por onde anda. Depois enfiou goela abaixo dos gaúchos a paulista Yeda Crusius, talvez a pior governante deste Estado em toda sua história. Tudo isso contraria a gauchada que canta desassombradamente “sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra”. Que façanhas são estas que esta terra que Sepé Tiarajú disse não ter dono hoje é comandada pela RBS, impondo caciques de fora da aldeia?

    O PP, partido de Ana Amélia Lemos, fez parte do desgoverno de Yeda Crusius, que desmontou o Estado e passou quatro anos envolvido em escândalos como a fraude do Detran. Além disso, Ana Amélia defendia o déficit zero quando jornalista da RBS e já declarou, publicamente, que o governo Yeda foi bom para o Rio Grande.

    Ana Amélia é parte importante do descalabro que foi sua colega de RBS, Yeda Crusius. Os filhos dos gaúchos não querem mais voltar a estudar em escolas de lata.

     

    11. Ana Amélia é um 7 no  meio do 11

    ANA RBS LEMOS

    A melhor definição para o que significa a candidatura da Ana Amélia e sua plataforma de governo até aqui dada a conhecer é colocar  sua nota de ex-miss Lagoa Vermelha no meio da legenda de seu partido: 1(7)1! Querer tomar os cofres do Estado para, com isso, salvar a pele dos patrões é coisa de 171!

    A RBS pode resolver sozinha sua decadência sem precisar de uma governadora que drene recursos para suprir a incompetência administrativa dos Sirotsky. É um absurdo que uma empresa do tamanho da RBS dependa de governante submissos que invistam mais em propaganda em seus veículos do que na educação e nos pequenos agricultores.

    Até o Correio do Povo já denunciou a forma indisfarçável da RBS de se apropriar do RS. Já tivemos o cavalo do comissário, agora querem nos impingir uma segunda égua-madrinha!

    Diferente do que diz a letra do hino rio-grandense, povo que não te virtude acaba sendo capacho amestrado da RBS!

    11/09/2014

    Educadora assume titularidade e bota Marina no Banco (Itaú)

    Freud tem explicações pra tudo. Por isso, Freud explica porque uma educadora só se refere a bancos e esquece o termo “educação”. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium, não contentes em patrulhar o Poder Judiciário, também começam a maquiar a imagem da filha pródiga dos Setúbal. Bastou a população se dar conta que a decisão da Neca Setúbal de autorizar ao Banco Itaú de administrar a independência do Banco Central era como botar a raposa para cuidar do galinheiro, o Banco Itaú exigiu, por ser o maior anunciante, e Folha e Estadão estão tentando vestir na loba uma pele de cordeiro.

    Há uma explicação tão simples quanto sintomática: a criação da CPMF por FHC pretendia financiar a saúde pública. Não financiou. Mas CMPF serviu para o Ministério Público rastrear dinheiro ilício, tráficos e outros crimes. Com a CPMF todo mundo pagava imposto, até bancos, criminosos de todos os tipos, donos de helicópteros cheios de cocaína, grupos mafiomidiáticos, jogadores de futebol, jogo do bixo. Bastou o PSDB perder a boquinha federal para todo mundo se voltasse contra a CPMF. E aí entra Marina Silva. Bastou acabar com a única contribuição dos maiores lavadores de dinheiro ilícito, incluindo aí os bancos, para que Marina angariasse o apoio de toda sorte de sonegadores, principalmente daqueles que vivem da financeirização da economia (especulação).

    Afinal, Neca Setubal é banqueira ou educadora?

    AYRTON VIGNOLA: Brasil, S„o Paulo, SP, 31/08/2010. Retrato da candidata ‡ PresidÍncia da Rep˙blica pelo Partido Verde (PV), Marina Silva(e), que se re˙ne com um grupo de mulheres de diferentes ·reas de atuaÁ„o para falar sobre as propostas do programa de governo e da lid

    Coordenadora do programa de governo de Marina Silva, Neca Setubal deflagra, nesta quinta-feira, uma operação midiática para sair das cordas e deixar de representar um peso para sua candidata; em entrevista ao Estado de S. Paulo, ela diz ser alvo de "preconceito"; na Folha, conta com uma generosa reportagem em que é sempre identificada como "educadora"; no entanto, ela própria diz que vive com os dividendos que recebe como acionista do Itaú e foi na condição de banqueira, não de educadora, que ela doou R$ 1 milhão ou 83% de todos os recursos do instituto de Marina Silva; na primeira entrevista que concedeu, após a morte de Eduardo Campos, a acionista do Itaú defendeu a agenda dos bancos e não mencionou a palavra educação uma única vez; até o fim da disputa, Neca não sairá da linha de tiro

    11 de Setembro de 2014 às 05:54

    247 – A coordenadora do programa de governo de Marina Silva, Maria Alice Setubal, conhecida como Neca, deflagrou, nesta quinta-feira, uma operação para tentar sair das cordas e deixar de representar um peso para sua candidata, depois que as pesquisas eleitorais desta semana apontaram os primeiros problemas na campanha do PSB. Em dois levantamentos, da CNT/MDA e do Datafolha, Marina perdeu pontos e passou a estar em empate técnico com a presidente Dilma Rousseff no segundo turno. Uma das razões é o fato de Marina estar extremamente associada a Neca, herdeira do Banco Itaú, que deu a ela R$ 1 milhão no ano passado (83% de toda a receita do seu instituto).

    A ação de imagem de Neca Setubal envolveu dois jornais paulistas. Ao Estado de S. Paulo, ela concedeu uma entrevista à colunista Sonia Racy, em que diz ser alvo de um preconceito contra banqueiros que vem desde a Idade Média. Na mesma entrevista, enfatiza sua condição de "educadora". Na Folha, ela contou com uma generosa reportagem, que vai na mesma linha. "Acionista do Itaú e colaboradora do Itaú viveu afastada dos negócios da família", diz o título (leia aqui).

    O tom da reportagem não poderia ser mais claro:

    Aos 63 anos, a educadora Maria Alice Setubal, mais conhecida como Neca, é dona de 1,3% das ações do grupo (o equivalente a 0,5% do Itaú Unibanco), mas nunca teve cargo nas empresas comandadas pela família.

    Ela já deu aula em escolas e numa faculdade, e trabalha há anos com educação, cultura e projetos sociais. Seus filhos também estão fora do Itaú. Os dois rapazes trabalham em bancos concorrentes. A filha é psicanalista.

    Neca não tem, praticamente, nada a ver com os destinos do Itaú. E a orientação interna da Folha, que talvez tenha marinado, parece ser tratá-la sempre como "educadora".

    O problema, no entanto, é que foi a própria Neca quem escolheu desempenhar o papel de banqueira e porta-voz da agenda dos bancos na campanha de Marina.

    Afinal, foi na condição de banqueira ou educadora que ela doou 83% dos recursos do instituto que se dedica a alimentar o mito Marina Silva?

    O ponto mais importante não é esse. Logo após a morte de Eduardo Campos, Neca Setubal passou a falar em nome da candidata Marina Silva, numa entrevista concedida ao jornalista Fernando Rodrigues, e defendeu a agenda dos bancos. O título da reportagem foi explícito: "Marina Silva acena ao mercado e promete autonomia para o BC" (leia aqui).

    Na longa entrevista, a "educadora" Neca Setúbal não menciona uma única vez a palavra "educação". No entanto, discorre longamente sobre metas de inflação, autonomia do Banco Central e outros temas econômicos. Diz, inclusive, que Marina concederá autonomia ao BC, mesmo sem concordar com esta tese. Eis um trecho:

    Eduardo Campos falou várias vezes que a meta de inflação seria perseguir 4,5% nos próximos quatro anos para assumir uma meta, de 3%, a partir de 2019. Isso vai estar explicitado no programa?

    Vai.

    Dessa forma?
    Dessa forma. Exatamente. A meta de inflação vai para o centro, para 4,5%, ao longo do governo de quatro anos. Para depois chegar a 3%. Isso está explícito.

    Economistas ortodoxos e alguns do governo dizem que para reduzir a inflação ao longo de quatro anos nesse nível seria necessário aumentar juros e produzir desemprego no país. Esse tema é tratado no programa?
    Não dessa forma, não vai dizer. Acho que não existe "vou aumentar juros". Nenhum programa vai colocar dessa forma.
    O capítulo de economia tem um olhar que combina com uma parte da gestão de recursos naturais. Busca-se um diálogo com o desenvolvimento sustentável.
    O Eduardo [Campos] tinha um compromisso com o social. Ao mesmo tempo que enfatizava a gestão, nunca perdia de vista o compromisso com a questão social. Ele dizia que conseguiria compor: trazer a inflação [para o centro da meta] e ter responsabilidade fiscal. No programa de governo tem o que ele falou. Ele já havia falado de ter um conselho de fiscalização.

    Marina, como o programa já está pronto, concordava com todos esses pontos e vai assumi-los?
    Vai assumi-los. Vai assumir todos os programas. Ela tinha se posicionado em alguns pontos de uma forma diferente do Eduardo. Por exemplo, o caso do Banco Central. Ela achava que não era necessário ter uma autonomia formal do Banco Central. Ela não achava que precisaria…

    De uma lei…
    …De uma lei para dar mais autonomia. Mas acho que são os consensos. Existiam diferenças e o programa reflete o que é de consenso. Então ela, enfim, aceitou isso.

    No caso do Banco Central, como Eduardo propunha autonomia, mandatos para o presidente e diretores, isso tudo está mantido e será assumido por Marina?
    Será assumido pela Marina. A declaração dela é que vai assumir todos os compromissos do Eduardo.

    No caso do Banco Central, uma lei seria proposta?
    Muitas vezes, Marina falava: "Bom, isso não era a minha posição, mas essa foi a posição do Eduardo e a gente concordou com isso". Então, ela vai assumir essas posições.

    A autonomia do Banco Central?
    É.

    A entrevista de Neca Setubal após a morte de Campos deixa absolutamente claro que ela não falava como "educadora", mas sim como "banqueira". Ou, na melhor das hipóteses, como herdeira de um grande banco, cujos dividendos a sustentam, assim como o instituto Marina Silva.

    Afinal, Neca Setubal é banqueira ou educadora? | Brasil 24/7

    08/09/2014

    Marcelo Tas saiu do hospício

    Filed under: Eleições 2014,Energúmenos,Ignorante!,Ignorância,Marcelo Tas — Gilmar Crestani @ 8:35 am
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    Marcelo Tas

    O ataque populista de Marcelo Tas a Eduardo Jorge

    Postado em 07 set 2014

    por : Kiko Nogueira

    Tas

    Tas que é um nojo, o pá!

    Em tempos de intolerância, truculência e intimidação — vide a ação que Aécio Neves move contra o Twitter para obter os dados cadastrais de 66 perfis, inclusive o do DCM –, Eduardo Jorge acaba de dar uma breve lição de civilidade.

    O apresentador do CQC Marcelo Tas quis, inexplicavelmente, crescer para cima do candidato do PV no Twitter. Uma cotovelada gratuita, vinda do nada, sabe-se lá para quê.

    “Eduardo Jorge sugere q paremos de usar carro. E quem não tem a vida mansa como ele, como fazer?”

    Bem, não apenas Eduardo Jorge, mas o mundo anda sugerindo transportes alternativos e discutindo a questão da mobilidade nas cidades. “Vida mansa” significa o quê? Que o homem é um vagabundo, ao contrário de Tas?

    Eduardo Jorge respondeu de maneira objetiva: “Uso metrô, trem, ônibus e bicicleta no dia a dia. Sou médico sanitarista, trabalho e me locomovo como a maioria dos brasileiros”.

    Tas não se deu por vencido. “Você é candidato a presidente do Brasil. Ao dizer que não usa carro, além de populista, você se torna um mentiroso”.

    “Não disse que não uso carro, e sim que uso transporte público e bike nos deslocamentos do dia a dia sempre que possível”, foi a resposta.

    A chantagem do apresentador prosseguiu com uma ameaça de publicar fotos de EJ num automóvel (!!), como se isso pudesse provar alguma coisa.

    O ataque de Tas é uma trolagem mal informada e mal intencionada, supostamente esperta, de um candidato “menor” à presidência da República.

    De alguma maneira, ele deve considerar que está combatendo um mal. É preciso desmascarar os “picaretas” propondo uma tese absurda e inaceitável como usar transporte público ou bicicleta.

    (É um sintoma de uma perda de estribeiras generalizada, também. Há dias, alguém deixou um comentário no DCM acusando o site de receber dinheiro ilegal. Acusar com provas ou qualquer coisa assim estão fora de questão).

    O populismo autoritário de gente como Marcelo Tas é muito mais nocivo e perigoso que o de Eduardo Jorge.

    Sobre o Autor

    Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

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    21/08/2014

    Contra o estafeta da RBS, voto Olívio Dutra!

    Filed under: Eleições 2014,Grupos Mafiomidiáticos,Lasier Martins,Olívio Dutra,RBS — Gilmar Crestani @ 10:17 pm
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    Por que ninguém merece esse monopólio em todos os ramos da vida pública. Non ducor duco, não sou manada para ser conduzido. Sou dono do meu nariz, conduzo!

    Ou acabemos com os tentáculos do polvo ou o Rio Grande do Sul vai se tornar um Sicília. Aqui a famiglia Corleone tem sobres Sirotksy.

    Olívio Dutra: monopólio na Comunicação faz mal à democracia

    Olivio na coletiva de imprensa, ao lado do presidente da Federasul, Ricardo RussowskyOlivio na coletiva de imprensa, ao lado do presidente da Federasul, Ricardo Russowsky

    Por Sérgio Lagranha

    O ex-governador Olívio Dutra, candidato ao Senado pela “Unidade Popular” (PT – PTB – PCdoB – PPL – PR – PTC – PROS) entende que é preciso discutir no Congresso o papel da mídia no Brasil e regularizar o artigo 220 da Constituição Federal de 1988 que trata da Comunicação, principalmente seu parágrafo quinto, onde consta que os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio. “O monopólio na Comunicação faz mal à democracia”, disse nesta quarta-feira, 20, durante entrevista à imprensa antes do tradicional Tá na Mesa promovido pela Federasul.

    Como o seu principal oponente na campanha ao Senado é o jornalista Lasier Martins – candidato pela coligação O Rio Grande Merece Mais (PDT/DEM/PSC/PV /PEN) que trabalhou durante décadas na Rede Brasil Sul de Comunicação, só saindo para ser candidato – logo veio a pergunta se ele representava o trabalhismo de Getúlio Vargas ou o Grupo RBS. Sua resposta: “a postura ideológica do meu oponente nunca foi trabalhista, pois sempre defendeu os interesses dos anunciantes de seus programas na RBS. Além disso, durante seu período como comunicador desprezou a política e os políticos.” Olívio defende que o ser humano é essencialmente político, caso contrário fica incompleto.”

    Ele propõe uma redução dos valores pagos aos grandes veículos de comunicação pela publicidade oficial. “Quando fui governador do Rio Grande do Sul reduzi a verba das grandes redes e aumentei para os pequenos veículos.

    Mesmo o Senado sendo desacreditado pela população brasileira, visto como omisso e corrupto, Olívio acredita que ainda é um bom espaço para o debate sobre as reformas Política, Tributária, Urbana e Agrária. Sua prioridade é a reforma Política, mas reconhece que ela não sairá de cima para baixo.  Por isso, propõe uma grande mobilização para que aconteça um plebiscito e uma constituinte exclusiva que vai decidir as mudanças necessárias para o País. “Existe uma enorme distorção no sistema representativo”, acrescentou.

    Para ele, é necessário avançar também na criação de conselhos populares e acabar a predominância dos grandes grupos econômicos nas decisões no Congresso. “As receitas são decididas baseadas pelos interesses privados, como as renúncias fiscais enquanto as despesas ficam com o povo. Deve predominar o interesse público, sem esquecer o espaço para o privado executar determinadas obras públicas. Só não pode privatizar os lucros e socializar as despesas. É necessário conciliar o interesse público e o privado.”

    Olívio acha no mínimo estranho o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ainda no primeiro semestre deste ano eleitoral pedir vistas a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4.650 proposta pelo Conselho Federal da OAB, que se baseia no entendimento de que é inconstitucional a doação eleitoral por empresas porque cria uma desproporcionalidade no sistema político e dá às empresas um poder de atuação que não deveriam ter, pois não são agentes legalmente reconhecidos da vida política nacional.

    No momento do pedido de vistas, a votação já contava oficialmente com quatro votos e mais duas declarações prévias favoráveis, ou seja, seis dos 11 ministros, maioria necessária para a aprovação, já apoiam o fim das doações de empresas às campanhas eleitorais. A Adin 4.650 está no Supremo há três anos. O Tá na Mesa, da Federasul, terá ainda como palestrantes os candidatos ao Senado Lasier Martins (PDT), 27 de agosto; Simone Leite (PP), 3 de setembro, e o substituto de Beto Albuquerque, 10 de setembro.

    Olívio Dutra: monopólio na Comunicação faz mal à democracia | Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

    Faço destas minhas palavras

    É claro que sempre votei no PT! Ninguém ira querer que eu votasse no Fernando Collor, né. E depois, outro Fernando, que reputo ainda pior que o primeiro, jamais levou voto meu. Eu tenho uma fórmula muito simples de decidir meu voto. Olho para o posicionamento da Rede Globo e da RBS, e vou costeando o alambrado para o lado contrário. Jamais estaria ao lado destes grupos que não só saudaram a chegada da Ditadura como deram a ela o sustentáculo.

    A vespa se aproxima da Joaninha inocente; o objetivo é injetar um ovo em seu
    abdômen sem que a coitadinha perceba. Nem dói…

    Depois de algum tempo, a Joaninha passa a carregar a estrovenga, como um zumbi,
    uma morta-viva. Assim que a nova vespa nascer, a hospedeira morre… para valer

    A imagem não é minha mas server a contento para explicar a relação da RBS e Globo com a Ditadura. Troque Vespa por Ditadura e Joaninha por RBS/Globo e verás quem é o hospedeiro. Fizeram assim com Collor. A RBS chegou a suspender a publicação da coluna do Luis Fernando Veríssimo no jornal Zero Hora porque, simplesmente, chamou Collor de “Ponto de Interrogação bem penteado”.

    Aliás, a Zero Hora nunca foi censura durante a longa noite da ditadura, mas nas primeiras eleições livres foi recolhida por ordem judicial. Todos os anos a RBS desova insetos para depredarem o patrimônio público. Desde Antonio Britto, que teve a brilhante idéia de doar a CRT para a RBS, passando por Yeda Crusius, Sérgio Zambiasi, Ana Amélia Lemos e agora Lasier Martins. Como diria minha avó, somando tudo, não dá sabão. Como se sabe, sabão se faz até com qualquer pelanca…

    Até achava Eduardo Campos menos pior do que Aécio, mas Marina Silva é um retrocesso sem precedentes. A mistura de fundamentalismo religioso e ambiental só atende um único norte: os EUA. Além de nos imporem o fundamentalismo das igrejas ditas evangélicas, também querem nos amarrar ao atraso. Taí outro motivo. Se alguém é simpático aos EUA, tome cuidado. Coisa boa não é.

    Pablo Villaça declara seu voto

    Pablo Villaça

    Este é um ano fascinante para quem ama política como eu. Mas também um ano para destroçar os nervos.

    É também um ano no qual me vi constantemente jogado de um lado para o outro. Há algumas semanas, manifestei imenso descontentamento com Dilma em função da abertura à bancada evangélica e, inclusive, anunciei que não conseguiria votar nela naquelas circunstâncias.

    Embora seja comum que me chamem de "petista", não posso me considerar um. Há vários quadros do PT que me desagradam e que jamais teriam meu apoio. Não acho, por exemplo, que Lindbergh Farias seja um candidato digno de apoio ao governo do Rio (o que apenas deixa o povo do estado numa situação ainda mais desesperadora, já que não contam com um único candidato viável que preste). Lamentei imensamente ver Fernando Pimentel abraçando Newton Cardoso em MG e, por esta razão, não estou certo de que lhe concederei meu voto (mesmo abominando Pimenta da Veiga). Minha posição é sempre de esquerda – às vezes mais, às vezes menos -, mas o PT não é necessariamente minha primeira escolha nas eleições (e já cansei de votar em outros partidos para a prefeitura de BH e para os cargos de vereador e deputados estadual e federal).

    Por outro lado, defendi a candidatura de Lula em 1989 (mesmo quando não tinha título de eleitor) e votei nele em todas as campanhas subsequentes. Também votei em Dilma em 2010. E, até anunciar que não poderia mais votar nela, há algumas semanas, estava certo de que votaria por sua reeleição.

    Pois não sou político. Não consigo aceitar facilmente a ideia do pragmatismo. Opto sempre pela ideologia pura, mesmo que pouco prática. E, assim, mesmo que me dissessem que Dilma flertar com a bancada religiosa era um gesto eleitoral, eu não achava fácil aceitar isso.

    Aliás, ainda não acho.

    Porém, algo mudou. Este "algo" se chama Marina Silva.

    Quando falei que não me sentia à vontade para votar em Dilma, semanas atrás, vários leitores perguntaram se eu votaria então em Aécio ou Eduardo Campos. Respondi que jamais votaria em Aécio ou numa chapa que tivesse Marina Silva.

    E agora Marina é presidenciável. Não há mais o escudo da razão representado por Campos e por ótimos quadros do PSB. E a ameaça crescente da teocracia me assusta. Marina Silva diz que vai defender o Estado laico. Sei. Assim como Feliciano defendeu os Direitos Humanos – e vale lembrar que Marina DEFENDEU este último quando foi atacado por suas posições na CDH.

    Lembrando que Marina é a candidata que disse que não era criacionista, mas que Deus é responsável por tudo, até pelas ideias de Darwin. E também lembrando que Marina disse não ter entrado no avião por "providência divina". Providência esta que não ligou pra Campos, pelo visto – e se há algo que me apavora é alguém com complexo de Messias, de "predestinação".

    Assim, com Marina com chances de vitória (e a única alternativa viável sendo Aécio), volto a defender a candidatura de Dilma. Ciente, porém, de que, Dilma reeleita, vou bater insistentemente na tecla das portas fechadas para o lobby evangélico, que não deve ter espaço por representar um atraso social ao misturar dogmas irracionais com pautas de comportamento e jurisprudência inaceitáveis. (Alem disso, essa mídia reacionária é nojenta demais. Meu voto é também de oposição a ela.)

    Estamos em 2014. As mulheres DEVEM ter palavra final sobre o próprio corpo, os homossexuais não podem mais viver à margem da sociedade, os avanços científicos não podem ser impedidos por credos infantis.

    Mas volto a isso após as eleições.

    E por que torno meu voto público (prática que repito em todas as eleições)? Por respeito aos meus leitores.

    Abomino atitudes de certas celebridades/jornalistas/vlogers que insistem em se apresentar como "imparciais" enquanto criticam insistentemente apenas um candidato e elogiam outro. Isto é tratar aqueles que os seguem como imbecis, como massa de manobra.

    Prefiro desapontar aqueles que acreditam que meu voto é inaceitável (pois estes já tendem a se afastar de meus escritos mesmo) do que desrespeitar aqueles que, mesmo discordando, respeitam minha posição (e embora admire certas bandeiras de Luciana Genro, por exemplo, percebo que tenho que aprender certo pragmatismo e compreender que, neste momento, qualquer voto em outro candidato representa, na prática, um voto para Aécio ou Marina).

    Assim sendo, se você é leitor(a) do que escrevo, agradeço pela honra e, como sinal de respeito, deixo claro que meu voto em 2014 é de Dilma Rousseff. Se acha difícil lidar com isso… nos vemos após as eleições.

    Até lá, um grande abraço e bons filmes. E aos que ficam… obrigado mais uma vez por sua presença em minha vida profissional.

    SQN: Pablo Villaça declara seu voto

    06/07/2014

    Quinta coluna, Aloysio trocou a guerrilha pelo Paulo Preto

    aloysioUm tucano na querrilha

    Escolhido como vice na chapa de Aécio Neves, Aloysio Nunes lembra de sua atuação na luta armada para tentar derrubar a ditadura

    DANIELA LIMADE SÃO PAULO

    Na noite de 9 de agosto de 1968, Aloysio Nunes Ferreira dividia insone uma cama de casal com outras três pessoas, num pequeno apartamento próximo à praça Roosevelt, na capital paulista. Preparava-se para o assalto que se tornou uma das mais célebres ações de guerrilha durante a ditadura no Brasil.

    "Às vezes eu lembro da sensação, da incerteza", contou. "E se não der certo? E se eu for preso? E, se preso, for torturado? E se, torturado, eu falar? Sabe… Era um pavor. Muito medo. Me lembro disso, mas de ter dormido, não."

    O relato –feito pelo hoje senador tucano à Folha, dias depois de ter sido escolhido candidato a vice-presidente da República na chapa de Aécio Neves (PSDB-MG)– é sobre a noite que antecedeu o assalto ao trem pagador Santos-Jundiaí, em 10 de agosto.

    Aloysio, na época com 23 anos, integrava a ALN (Ação Libertadora Nacional), organização liderada por Carlos Marighella. A função do tucano foi dirigir o veículo –um Fusca roubado– usado na fuga dos parceiros.

    Na guerrilha, Aloysio teve muitos nomes. Notabilizou-se por "Mateus", mas usou outros, como "Lucas". "Eram sempre evangelistas", lembra. Abriu exceção aos codinomes bíblicos quando escreveu para a "Voz Operária", publicação do PCB (Partido Comunista Brasileiro), e assinou "Nicanor Fagundes".

    "Nicanor pela música do Chico Buarque [Onde andará Nicanor?’, diz o primeiro verso da canção] e Fagundes porque daí ficava NF [iniciais de Nunes Ferreira]."

    Aloysio nunca escondeu sua relação com a guerrilha. Iniciou a militância no PCB quando estudante de direito da USP. Dentro do "partidão", seguiu a ala de Marighella, que via como "herói", e partiu para a luta armada.

    AO LADO DE DILMA

    Na disputa presidencial de 2010, foi contra a exploração eleitoral da atuação da então candidata Dilma Rousseff (PT) na organização VAR-Palmares, também de guerrilha.

    "Fui mais longe do que ela. Mas isso não me impede de hoje ter uma visão absolutamente crítica, não só da tática, mas da concepção desses movimentos", avalia. "Atacávamos a ditadura por uma via que não era democrática."

    No regime militar, Dilma guardou armas e dinheiro para a VAR-Palmares, mas não há registro de que participou de assaltos e ações armadas.

    A revisão de Aloysio sobre sua atuação na guerrilha não é recente. Ironicamente, o próprio Marighella desencadeou esse processo ao providenciar a ida do tucano para Paris, em 1968. Com documentos falsos, embarcou com a missão de divulgar a guerrilha do Brasil na Europa.

    Passou a acompanhar o Partido Comunista Francês e diz ter visto ali que a saída estava na "revolução com as massas" e não com as armas.

    Na França, emplacou textos de Marighella na revista do filósofo francês Jean-Paul Sartre. "Aloysio tinha essa visão de guardar cartas do Marighella. A gente se preocupava, porque aquilo era fogo puro, dinamite [se fossem descobertas]", lembra a socióloga Ana Corbisier.

    Era ela quem traduzia para o francês os textos de Marighella. Amiga de infância do senador, foi quem o abrigou no pequeno apartamento na véspera do assalto ao trem.

    Hoje, os dois militam em campos opostos. Ana ficou pouco em Paris e partiu para Cuba. Tornou-se amiga do ex-ministro José Dirceu, exilado na ilha na época. Filiada ao PT, diz ter sido "uma pena" que Aloysio, de volta ao Brasil, tenha se filiado ao MDB, embrião do PMDB. Depois migrou para o PSDB.

    OPÇÃO

    No partido, aproximou-se daquele que viria a ser um dos amigos mais próximos, José Serra. A primeira vez que viu Serra, ele era presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) e fazia um discurso pela mobilização anti-golpe no Comício da Central do Brasil, em 13 de março de 1964.

    Depois, os dois se encontraram em Paris, na década de 1970, quando jantaram com um amigo em comum. Serra só lembra de Aloysio já no Brasil. "Tenho com ele grande afinidade eletiva. Quando nos conhecemos, depois do exílio, foi como se fôssemos amigos desde criancinha. Isso facilitou a aproximação política, que se desdobraria por décadas, naturalmente com flutuações", afirmou.

    Em sua gestão no governo de São Paulo (2007-2010), Serra fez de Aloysio chefe da Casa Civil e o homem mais poderoso de seu círculo.

    Cabia a ele negociar com prefeitos e deputados, além do acompanhar as principais metas do governo. Durante a eleição de 2010, quando Serra saiu candidato à Presidência, surgiram acusações de que um homem próximo a Aloysio, conhecido como Paulo Preto, havia desviado dinheiro da campanha.

    Nada ficou comprovado. Aloysio sai em defesa do engenheiro, a quem chama pelo nome: Paulo Vieira de Souza, ex-dirigente da Dersa.

    "O Paulo já era rico antes de entrar no governo e a acusação era absurda", afirma.

    O cacife acumulado durante a gestão Serra e a capilaridade de seus contatos com políticos no Estado o colocaram entre os cotados para a vaga de vice na chapa de Aécio. A aproximação do mineiro, com quem Serra disputou protagonismo no PSDB por anos, levou às "flutuações" mencionadas pelo ex-governador.

    "A trajetória do Aloysio foi marcada pela defesa da democracia. Como ele mesmo diz, é um jovem idealista. Não poderia estar em melhor companhia", disse Aécio.

    02/07/2014

    STF derrota Reis dos Camarotes

    Filed under: Copa 2014,Eleições 2014,Isto é PSDB!,PSDB,Rei dos Camarotes — Gilmar Crestani @ 7:09 am
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    joaquim-barbosa-luciano-huck

    Foi-se o fiel escudeiro do PSDB e da velha mídia. JB deixou o STF pela porta dos fundos não sem antes deixar um voto de apoio ao seus parceiros do PSDB. Sempre ele e Gilmar Mendes dando apoio aos Reis dos Camarotes

    Veja o que é a indigência mental de um Ministro que leva a vida com ódio. O ódio lhe tira resquícios de vida racional. Se é verdade que, por haver financiamento público, pode-se se usar os jogos para fazer protesto contra o governo, então porque o mesmo não permitiu protestos dentro do STF? O STF foi construído, não com FINANCIAMENTO, mas com dinheiro público.  E os Ministros são pagos também com dinheiro público. Já vai tarde quem nunca não mereceu estar lá.

    STF nega pedido do PSDB para garantir protestos em arenas

    DE BRASÍLIA – Por oito votos a dois, o Supremo Tribunal Federal negou nesta terça (1º) pedido do PSDB para garantir a realização de protestos "ideológicos" dentro dos estádios na Copa.

    A sigla pedia que a corte derrubasse o artigo da Lei Geral da Copa que proibia o uso de faixas e cartazes "para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável". Para a maioria dos ministros, porém, a lei não obstrui a liberdade de expressão.

    Na sua última sessão na corte, o presidente do STF, Joaquim Barbosa, votou a favor da ação do PSDB. Ele disse que a Copa foi feita com financiamento público e "não faria sentido limitar a expressão" daqueles que custearam o evento.

    09/06/2014

    Um terço do eleitorado é do contra

    Filed under: Eleições 2014 — Gilmar Crestani @ 8:04 am
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    ENTREVISTA DA 2ª – FERNANDO ABRUCIO

    Um terço do eleitorado não quer PT nem PSDB

    EDUARDO CAMPOS, DO PSB, NÃO CONSEGUIU SE COLOCAR COMO TERCEIRA VIA, O QUE EXPLICA TAXA RECORDE DE ELEITORES SEM CANDIDATO A QUATRO MESES DA ELEIÇÃO, DIZ CIENTISTA POLÍTICO

    RICARDO MENDONÇADE SÃO PAULO

    Para o cientista político Fernando Abrucio, o recorde de eleitores sem candidato a essa altura da disputa –30% que declaram branco, nulo ou indecisão, segundo o Datafolha– é sinal de um problema da campanha de Eduardo Campos, o pré-candidato à Presidência do PSB.

    Abrucio entende que esse eleitorado está sedento por um nome que não seja nem do PT nem do PSDB. Mas Campos, segundo sua visão, está sendo incapaz de se colocar como essa terceira via.

    Folha – Quase um terço do eleitorado não tem candidato, um recorde. Tem alguma hipótese para explicar isso?
    Abrucio – Há um conjunto grande de eleitores que não quer nem PT nem PSDB. As manifestações de junho de 2013 mostraram algo que algumas pesquisas qualitativas já vinham mostrando. Isso voltou. Explica esses 30% de indecisos, brancos e nulos.

    Ficam assim até a eleição?
    Difícil dizer. A dúvida é saber se Eduardo Campos vai conseguir pegar esse eleitor, que eu acho que é próximo de um terço do eleitorado. Teria que aparecer uma candidatura capaz de liderar esses, digamos, eleitores de terceira via. Mas por enquanto o Eduardo não conseguiu. E não está construindo um caminho para conseguir. O candidato do PSOL (Ranfolfe Rodrigues) também não. Não é um nome muito carismático.

    Em eleições passadas havia candidato de terceira via, mas não tinha eleitor. Agora tem eleitor de terceira via, mas não tem candidato. É isso?
    Houve mesmo várias tentativas. Cristovam Buarque, Heloísa Helena, Ciro Gomes. Há um bipartidarismo presidencial desde 1994. Algo próximo de 60% do eleitorado acompanha esse bipartidarismo. PT e PSDB, portanto, ainda têm uma legitimidade que não é pequena. Mas o que vem crescendo são os que não querem nem PT nem PSDB.

    Quais são os desafios para se tornar o nome de terceira via?
    Primeiro, discurso. Eduardo e Marina não conseguiram achar. Segundo, vitrines regionais. Há um grande conflito no PSB entre formar bancada no Congresso ou marcar posição na eleição presidencial mesmo perdendo cadeiras no Congresso. Não tem jeito. Se o PSB não lançar candidatos no Rio, em São Paulo e em Minas –nomes que representem algo diferente de PT e PSDB, mesmo se for para perder–, Eduardo não terá como fazer discurso de terceira via. Não adianta ir com Geraldo Alckmin [PSDB, em SP], Pimenta da Veiga [PSDB, MG] e Lindbergh Farias [PT, RJ]. O eleitor não vai reconhecer a terceira via.

    O que mais dá para dizer do eleitorado sem candidato?
    É um eleitor esperando candidato. Os 30% podem ser altos, mas a gente não sabe bem quão alto é. No fim, se não tiver esse nome de terceira via, podem anular, votar em branco ou nem comparecer. Mas, no limite, uma parte vai para Aécio e Dilma. Hoje, do jeito que a campanha do Eduardo está, fica difícil votar nele. Se não tem discurso diferente e anda com os mesmos, por que votar nele?

    PT e o PSB estão mantendo fora da eleição seus nomes mais competitivos, Lula e Marina. Isso também explica?
    Com Marina e Lula, claro que teria menos brancos e nulos. Acho mais difícil para o Lula substituir a Dilma do que para a Marina substituir o Eduardo. Porque a Dilma é a incumbente, é sua reeleição. Mas não dá para descartar. Se cair abaixo dos 30% ou se resolver desistir, Lula volta. E ganha, com todo o recall. Já Marina estaria colada em Aécio na pesquisa. Aí a vida do Aécio estaria bem mais difícil, com campanha mais agressiva. Ele tem tomado decisões tranquilas nas últimas semanas por causa disso. Eduardo tem sido o candidato que o Aécio sonhou.

    O Datafolha mostrou que Dilma, Aécio e Campos variaram para baixo. Como avaliar?
    Foram duas notícias boas para a oposição e duas ruins. As boas são que a Dilma já caiu faz tempo daquele piso que ela imaginava ter. O temor agora é que caia para 30%. A segunda é que embora os eleitores que saem da Dilma não optem imediatamente pela a oposição, isso pode ocorrer com a propaganda política na TV. Tem um espaço que pode ser aberto.

    E as más para a oposição?
    A primeira é que o Lula ainda é um grande eleitor. Os que declaram votar "com certeza" em alguém apoiado por ele (36%) e os que "talvez" votariam (24%) são muitos. Então pode recuperar um pouco a Dilma. A segunda, na verdade é pior para o Eduardo do que para o Aécio, é essa enorme dificuldade para pegar o eleitor de terceira via.

    Por que pior para o Campos?
    No plano regional, os três estão fazendo a mesma política: buscando TV e palanques. Isso é razoável para Dilma e Aécio, eles são os nomes do sistema. Já quem quer sair como candidato de fora do bipartidarismo não pode fazer o mesmo jogo. É facilitar a via para uma bipolarização.

    Qual deveria ser a estratégia de Campos?
    A chance dele é chegar próximo do Aécio no fim do primeiro turno e então pegar um voto útil. Já vi pesquisas que, de fato, mostram isso. E a oposição comemora. Mas só tem um detalhe: ele precisa chegar próximo do Aécio. Se não chegar, não tem voto útil. A Marina pode parecer sonhática, distante da "realpolitik", mas nisso ela fez um diagnóstico correto. Diz que no Rio, em São Paulo e em Minas é preciso ter candidatos que demarquem diferença com PT e PSDB.

    E as dificuldades do Aécio?
    Seus problemas têm a ver com o PSDB. Nordeste é uma situação desgraçada, um eleitorado muito grande, mas em alguns lugares eles não têm nada. Nem como ir. Tem também uma novidade, o pastor do PSC (Everaldo Pereira), que vai pegar um voto mais de direita que poderia ir para o PSDB. Antes, esse eleitor não tinha candidato e ia de PSDB. Agora pode ir para o pastor e ele ser um fenômeno como o Enéas em 1994 [que acabou em terceiro lugar].

    A vida do próximo presidente será mais difícil?
    Assumirá com boa parte da população descontente com o sistema político. Isso não aconteceu com FHC, Lula e Dilma. O próximo presidente, para construir legitimidade, vai ter de trabalhar mais que os anteriores. Num contexto em que precisará fazer um ajuste nas contas do Estado.

    O que explica esse mau humor geral? É justificado?
    Acho que há uma dissonância entre a melhoria da sociedade brasileira e a melhoria do sistema político. Um paradoxo. Sem dúvida, foram PT e PSDB que melhoraram o país. Mas eles não foram capazes de melhorar o sistema político na mesma medida. Então o sucesso agora gera essa pressão. Outra coisa: Lula é uma liderança muito importante, mas o PT precisa ter outras lideranças. O PSDB também. Não pode ter só dois candidatos eternamente em todas as eleições de São Paulo. Não pode ficar sem nome no Rio. Renovar.

    Outra pesquisa recente mostrou que cresce o apoio à não obrigatoriedade do voto.
    Sou contra o voto facultativo. Acho que a gente ainda tem de conquistar uma série de avanços antes. Há dois exemplos muito citados na ciência política mundial. Nos EUA, quem não vota é pobre, negro e latino. E regras vão sendo criadas para que votem cada vez menos.
    O Brasil ainda tem uma desigualdade muito grande, e isso pode ser um perigo. O outro caso é na União Europeia, a maioria com voto facultativo. Estão produzindo excrescências políticas muito grandes. Assusta olhar o caso francês. Quero ver se na próxima eleição os franceses irão optar por passar seu dia de voto na praia, e aí a família Le Pen vai para o segundo turno.

    E o princípio do facultativo?
    Temos que discutir qual é a ideia de cidadania e voto. Senão pode cair num princípio completamente individualista. A defesa absoluta do voto facultativo é acreditar que o cidadão é um mero consumidor, e a política é um conjunto de prateleiras no mercado. Eu não acredito nisso.

    Como tem visto a onda de protestos que vem desde 2013?
    Greves dos sindicatos são naturais. Aproveitar a véspera de Copa e ganhar um dinheirinho, né? (Risos.) Deve ter mais em setembro, véspera da eleição. Novidade é o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto). Esses impressionam. Estão conseguindo rediscutir a política do Minha Casa, Minha Vida, chamando a atenção. Podem conquistar espaço real na política de habitação do PT, que atua numa área que nunca teve organização social.

    E o Movimento Passe Livre?
    O MPL conseguiu baixar as tarifas do transporte, grande vitória, sem dúvida. Mas é mais difuso. Em transporte não tem como controlar o grupo de beneficiários. Então para eles é bem mais difícil fazer um debate sobre transporte para além da redução da tarifa. Não têm como mobilizar. Tanto que a ideia de tarifa zero não andou. Pressionaram o sistema político, mas não vão muito mais longe. E ideologia sem partido tem validade curta. O MTST é bem mais pragmático: organiza quem não tem casa.

    25/05/2014

    Entenda porque a Copa é ruim

    Filed under: Complexo de Vira-Lata,Copa 2014,Eleições 2014,Fracassomaníacos — Gilmar Crestani @ 8:44 am
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    Copa Custa quantoA Copa não é ruim. É péssima. Sem ela, haveria uma taxa mais lata de desemprego. E isso é péssimo. Para o PSDB, para as oposições em geral e a direita em particular. Com alta taxa de desemprego fica mais fácil contratar por salário menor. Tudo o que gera emprego é ruim…para quem quer derrotar quem consegue dar emprego e, via de consequência, renda. Se trabalhar já melhora a autoestima, imagina tendo aumento real. É de dar nó na garganta e embrulho no estômago dos fracassomaníacos.

    O complexo de vira-latas pira a direita hidrófoba

    Copa e eleição evitam demissões e adiam para 2015 piora do emprego

    Renda em alta ainda permite que parte da força de trabalho opte por ficar fora do mercado

    Economistas, porém, já veem desaceleração forte nos ganhos, que deve se acentuar com inflação acima de 6%

    PEDRO SOARESDO RIO

    O emprego ficou estagnado no primeiro quadrimestre e o cenário que se avizinha é turvo. As contratações só não vão cair neste ano por causa de vagas temporárias de Copa e eleições. Os eventos vão evitar demissões e adiar, assim, uma subida da taxa de desemprego para 2015.

    O número de trabalhadores nas seis maiores regiões metropolitanas deve crescer 0,7% e repetir de 2013, segundo cenário feito pela consultoria LCA a pedido da Folha.

    A taxa de desemprego ainda cairá –para 5%–, mas por causa da saída de pessoas da força de trabalho.

    "Vivemos uma situação parecida com a dos EUA após a crise de 2009, guardadas as proporções. Quem está perto de se aposentar, sai. Os jovens, com pouca experiência, não encontram trabalho e vão estudar mais", diz Sérgio Vale da MB Associados. A consultoria espera uma taxa de desemprego de 5,3% em 2015. A LCA estima 5,4%.

    Fábio Romão, da LCA, diz que salários ainda em alta e ganhos de anos anteriores (turbinados pela alta do salário mínimo e programas sociais) sustentam o baixo desemprego.

    A renda é uma peça-chave. Em alta, faz com que pessoas optem por ficar em casa em vez de aceitar empregos com baixos salários ou em vagas menos interessantes.

    Quando a renda começar a cair, mais pessoas tenderão a procurar trabalho, pressionado o mercado num momento de fraca geração de vagas.

    Já há, porém, uma clara desaceleração do rendimento, que tende, diz Romão, a se intensificar com a inflação. "A inflação vai corroer os reajustes, que já estão num patamar menor do que no ano passado para várias categorias."

    Como ainda tem menos gente disposta a trabalhar e alguns setores ainda se mantêm dinâmicos (serviços, em especial), diz, o rendimento ainda crescerá neste ano. A LCA projeta 2% de alta, mesmo patamar de 2013 –que fora o menor desde 2005.

    Para Fernando Holanda, da FGV, a renda tende a desacelerar ainda mais, mas será "regulada" pela oferta de trabalho. Ou seja, quando mais pessoas buscarem um emprego, ela tenderá a cair.

    "Não é fácil prever quando acontecerá porque a entrada e saída do mercado é uma decisão muito pessoal, mas com a economia crescendo pouco isso deve ocorrer por anos seguidos", afirma.

    18/04/2014

    Onde está a crise?

    Filed under: Desemprego,Eleições 2014,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 8:21 am
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    desemprego tucanoA Folha perde o jogo mas não o rebolado. A manchete poderia ser simples e contundente: “Cai desemprego”, ou “Menor taxa de desemprego desde 2003”. Mas não.

    A Folha precisa criar uma justificativa para o sucesso da política econômica dos seus adversários.

    Menor busca por vagas… Meus Deus. Como é que o mundo sobreviveu sem a informação de que quando o sujeito está empregado ele não está a procura de uma vaga?

    Já consigo imaginar a manchete da reeleição da Dilma: “Dilma só venceu porque Aécio perdeu”…

    Com menor busca por vagas, cai desemprego

    Taxa medida pelo IBGE foi de 5% em março, a mais baixa para o mês desde 2003

    PEDRO SOARESDO RIO

    Apesar da economia desaquecida neste início de ano, a taxa de desemprego segue em patamares historicamente baixos. Em março, o índice de 5% foi o menor para o mês desde 2003, segundo o IBGE. No mesmo mês de 2013, a taxa havia sido de 5,7%.

    Essa taxa é calculada pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que levanta dados apenas nas seis maiores regiões metropolitanas do país.

    A pesquisa tem metodologia e cobertura diferentes da Pnad Contínua, que é divulgada trimestralmente e também investiga o desemprego, mas em 3.460 cidades.

    O objetivo do IBGE é que, a partir do ano que vem, apenas a Pnad Contínua seja divulgada. Nas divulgações mais recentes dessa pesquisa, o índice de desemprego era superior ao da PME.

    MENOS PROCURA

    A contradição entre uma economia que patina e desemprego reduzido nas seis maiores metrópoles do país se explica com a saída de pessoas do mercado de trabalho.

    O aumento praticamente contínuo da renda familiar nos últimos anos e a exigência por maior qualificação dos jovens (que estão mais escolarizados) têm adiado a entrada no mercado de trabalho. O rendimento mais elevado permite também que mulheres saiam para ter filhos, por exemplo.

    Os dados mostram que um terço de quem está inativo tem menos de 25 anos e 64% são mulheres, perfil que reforça a tese, dizem analistas.

    Aumentou em 4,2% o contingente dos chamados inativos entre março de 2013 e o mesmo mês deste ano.

    Vista por um outro ângulo, a tendência de menos pessoas no mercado de trabalho se traduz na redução, por seis meses seguidos, da População Economicamente Ativa (PEA), que soma os empregados e desempregados à procura de emprego.

    Em março, a PEA caiu 0,6%, alcançando 24,138 milhão de pessoas nas seis regiões metropolitanas –o menor desde março de 2012.

    Com isso, o desemprego declinou em março, apesar de o número total de vagas não ter aumentado –ficou estável ante março de 2013.

    RENDIMENTO

    Para o IBGE, a inflação mais elevada em março –quando o IPCA bateu em 0,92%, pico para o mês desde 2003– corroeu a renda do trabalhador, que caiu 0,3% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2013, houve alta de 3%.

    "A taxa de desemprego em patamares baixos indica pouca ociosidade no mercado de trabalho. Desta forma, os salários continuam em expansão, embora alguma moderação tenha ocorrido em março", diz Luka Barbosa, do Itaú.

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