Ficha Corrida

21/10/2015

Globo dá pontapé na bunda de seu vira-lata

Cuspir pra cima dá nisso. A Rede Globo ensaiou, com o MBL e toda sorte de vira-latas, a convocação de seus midiotas para, mais uma vez, derrubar um governo legitimamente eleito. Resultou na marcha dos zumbis. Seus amestrados vestiram a camisa padrão FIFA/CBF. É tudo o que eles conseguem arregimentar, ou são completos descerebrados, ou são corruptos inveterados.

Notem toda hiPÓcrisia do editorial: Eduardo CUnha, só agora, não tem mais condições de presidir a Câmara. E o que eles dizem a respeito da mulher e da filha? Nada. Elas não presidem, não têm foro privilegiado mas, por não serem petistas, continuam soltas. Silêncio total. Depois de presas, se forem presas, virá um outro editorial dizendo que elas não tinham condições continuarem soltas. Realmente, o PCC terá de melhorar seus métodos para um dia se parecer tão profissional como o Grupo Globo. Comparando com os irmãos Marinho, Marcola até parece um bom sujeito. Tanto que o Geraldo Alckmin prefere sentar para negociar com ele do que com os professores estaduais.

A marcha da insensatez da Rede Globo é longa e faz parte de seu DNA golpista. Apoiou o golpe de 1964, com o antológico editorial saudando a chegada dos estupradores. Apoiou todos os ditadores que vieram com o golpe. No arvorecer da democracia, lutaram até o último momento, contra as Diretas-Já. A tentativa de esconder o comício do Anhangabaú se inscreve na pela da famiglia Marinho como esta agora de apoiar o gangsterismo de Eduardo CUnha e agora chutar o cachorro morto. Com a primeira eleição, cavalgou a candidatura Collor. Fez das tripas coração para eleger o caçador de marajás. Aliás, pelo domínio do fato, quem escolheu Collor também é responsável pelo PC Farias e Eduardo CUnha. Fez todas as cachorradas imagináveis e inimagináveis contra Leonel Brizola. Capturou, usando a funcionária Miriam Dutra, o governo de FHC. Fez do professor Cardoso, para gáudio deste, gato e sapato. Aliás, para elegê-lo editou a Lei Rubens Ricúpero: “o que é bom para FHC a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. Não contavam com o vazamento da Parabólica.

A Rede Globo tem em seu DNA o cromossoma nefasto que a faz lutar contra os movimentos sociais para encher as burras dos corruptos. Depois de pegos, dá um pontapé na bunda, como está fazendo agora.

A mim não engana!

Em editorial, Globo atira Eduardo Cunha ao mar

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Para os irmãos Marinho, Eduardo Cunha não pode mais presidir a Câmara; “Independentemente de pedidos de impeachment da presidente, se eles fazem ou não sentido, o princípio da ética na vida pública impõe o afastamento do deputado”; além de defender a saída do peemedebista do cargo, eles também repreendem o PSDB, “que se posiciona de forma oportunista para faturar dividendos”; dizem que os tucanos em geral fingem não saber que a própria legitimidade do impeachment será prejudicada por ter partido de um muito provável beneficiário do esquema de corrupção montado na Petrobras

21 de Outubro de 2015 às 05:08

247 – O jornal ‘O Globo’, dos irmãos Marinho, cobrou a saída de Eduardo Cunha da Presidência da Câmara: "Independentemente de pedidos de impeachment da presidente, se eles fazem ou não sentido, o princípio da ética na vida pública impõe o afastamento do deputado", diz.

Além disso, repreendeu a postura do PSDB no caso. Afirma que a oposição se posiciona de forma oportunista neste caso para “faturar dividendos” e que tucanos fingem não saber que a própria legitimidade do impeachment será prejudicada por ter partido de um muito provável beneficiário do esquema de corrupção da Petrobras.

Leia no editorial abaixo:

Eduardo Cunha não pode mais presidir a Câmara

Independentemente de pedidos de impeachment da presidente, se eles fazem ou não sentido, o princípio da ética na vida pública impõe o afastamento do deputado

Há um estranha anestesia na sensibilidade do mundo político. Se, em 2005, o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), foi enxotado ao se confirmar que recebia um “mensalinho” de R$ 10 mil de um concessionário de restaurante, a semana começou sob o impacto do noticiário das milionárias contas na Suíça do atual presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sem que houvesse a mesma indignação de há dez anos.

Pode-se gastar muita tinta e papel em debates sobre o porquê da letargia. O importante, porém, é estabelecer-se que Severino não poderia continuar. Nem Cunha deve se manter na cadeira que já foi de Severino — mas principalmente de Ulysses Guimarães —, depois de revelada a existência das contas, abastecidas por milhões desviados do esquema de corrupção instalado na Petrobras — salvo sólido desmentido do deputado.

Depois de todas as provas divulgadas, o mínimo que se espera é seu afastamento da presidência da Casa. Isso teria de ocorrer com o país na normalidade. E num momento como o atual, em que uma crise política turbina a debacle econômica, o afastamento precisa ser ainda mais rápido.

O Congresso tem de estar a salvo de outras injunções para aprovar o que é necessário, a fim de que o país saia da turbulência, com o mínimo de danos. Mas, não. Oposição e a base fragmentada da situação se posicionam na questão Cunha de forma oportunista, para faturar dividendos.

No caso do PT, o deputado Luiz Sérgio (RJ), por exemplo, relator da encenação de CPI sobre a Petrobras, livrou Cunha nas suas conclusões, algo anedótico. Mesmo que o presidente da Casa tenha mentido na comissão, ao garantir não manter contas no exterior. Perjúrio omitido pelo petista na esperança de que Eduardo Cunha não deflagre um processo de impeachment contra Dilma. Por motivo oposto, a oposição também é leniente com o presidente da Câmara: torce para que o troco de Cunha no governo, a quem responsabiliza por seus problemas, sejam a aceitação de um pedido de impedimento e a consequente instalação da comissão especial para avaliá-lo.

Tucanos em geral e aliados fingem não saber que a própria legitimidade do ato será prejudicada por ter partido de um muito provável beneficiário do esquema de corrupção montado pelo lulopetismo na Petrobras. Além de outras gazuas.

É preciso cobrar do Legislativo que não vire as costas à sociedade. Ela está informada sobre as transações bilionárias e subterrâneas de desvios de dinheiro do Erário por meio do assalto a empresas públicas — Petrobras à frente —, de que se beneficiaram partidos, parlamentares, Cunha entre eles, militantes, executivos, empresários.

Isso não significa fazer qualquer juízo de valor dos pedidos de impeachment de Dilma. Tenham eles substância ou não, macula o próprio Congresso manter com o poder de decidir, não apenas sobre o impedimento da chefe do Executivo, mas também vários outros assuntos estratégicos para o país, alguém sob tantas suspeitas e evidências.

Em editorial, Globo atira Eduardo Cunha ao mar | Brasil 24/7

12/08/2015

A d(f)elação premiada da Globo em editorial

rede globo compensaSe alguém ainda tinha dúvida de onde partia a força propulsora do golpismo deixou de ter a partir da publicação do editorial de 07/08/2015. A confissão, com um passo atrás e um credo na democracia, sedimenta que o golpismo faz parte do DNA da Rede Globo. Não foi uma desistência, foi um freio de arrumação. A Rede Globo sabe que a parceria com figuras notórias do bas-fond do Poder Judiciário, da Polícia Federal e do Ministério Público, que se aliaram aos gangsteres da política, não poderia dar em boa coisa. Uma hora a conta apareceria às portas da Globo. Por isso essa felação premiada em horário nobre.

O repentino arrefecimento não diminuiu sua carga de manipulação, apenas desviou o curso d’água. Ou alguém que clamou e apoiou uma ditadura de 20 anos, se envolveu no Escândalo da Proconsult para derrotar Leonel Brizola ou manipulou o debate entre Lula e Collor, a promulgação da Lei Rubens Ricúpero sob os auspícios do Carlos Monforte,  deixaria de ser, de uma hora para outra, o que sempre foi, golpista?!

Qualquer energúmeno com meio neurônio sabe que com a distribuição de mais duas ou três estatuetas pagas com o dinheiro da sonegação, a Rede Globo compra meia dúzia de Ministros dos Tribunais Superiores.

Não há nada mais paradoxal do que a Globo entregar ao sócio majoritário da Assas JB Corp uma estatueta em reconhecimento à capacidade de investidora revelada na compra de um apartamento por U$ 10 dólares…. Cadê o escândalo da mídia? Nenhum. Derrubaram Ministros porque compraram tapioca com cartão corporativo, mas a Direita Miami escondeu sua ojeriza à fraude no esgoto.

Em editorial surpreendente, Globo pede sustentação ao governo Dilma

Em editorial surpreendente, Globo acusa PSDB de inconsequente e pede esforço pela governabilidade de Dilma. Também causou espanto a edição do Jornal Nacional desta sexta-feira. O que teria levado a família Marinho a cravar posição contra o impeachment da presidente e chamar de irresponsáveis os que querem tirá-la do cargo para o qual foi eleita até 2018?

O Jornal Nacional da noite desta sexta-feira causou estranheza: longa sonora favorável à Dilma, crítica à Eduardo Cunha e matéria sobre o aeroporto de Claudio, de Aécio Neves

Em editorial publicado nesta sexta-feira (7), O Globo surpreendeu os observadores da política nacional e cravou posição contra o impeachment de Dilma Rousseff. O texto Manipulação do Congresso Ultrapassa Limites, que chama o PSDB de ‘inconsequente’, também faz críticas às ‘manipulações’ do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Também causou estranheza a edição do Jornal Nacional desta noite. O telejornal de maior audiência da televisão brasileira dedicou mais de 3 minutos veiculando sonoras de Dilma Rousseff rebatendo críticas durante um discurso e sendo aplaudida por populares. (Vídeo do JN aqui)

Além disso, o jornal mostrou um protesto que reuniu centenas de manifestantes contra o ataque a bomba que atingiu o Instituto Lula na última semana. (Vídeo do JN aqui)

Houve, ainda, matéria a respeito do aeroporto de Claudio, de Aécio Neves, e críticas ao suposto atropelo de Eduardo Cunha por colocar em votação a aprovação das contas dos ex-presidentes Itamar, FHC e Lula. (Vídeo do JN aqui)

Leia abaixo trechos do editorial de O Globo:

“Há momentos nas crises que impõem a avaliação da importância do que está em jogo. Os fatos das últimas semanas e, em especial, de quarta-feira, com as evidências do desmoronamento da já fissurada base parlamentar do governo, indicam que se chegou a uma bifurcação: vale mais o destino de políticos proeminentes ou a estabilidade institucional do país?

Mesmo o mais ingênuo baixo-clero entende que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), age de forma assumida como oposição ao governo Dilma na tentativa de demonstrar força para escapar de ser denunciado ao Supremo, condenado e perder o mandato, por envolvimento nas traficâncias financeiras desvendadas pela Lava-Jato. Daí, trabalhar pela aprovação de “pautas-bomba”, destinadas a explodir o Orçamento e, em consequência, queira ou não, desestabilizar de vez a própria economia brasileira.

A Câmara retomou as votações na quarta, com mais uma aprovação irresponsável, da PEC 443, que vincula os salários da Advocacia-Geral da União, delegados civis e federais a 90,25% da remuneração dos ministros do Supremo. Espeta-se uma conta adicional de R$ 2,4 bilhões, por ano, nas costas do contribuinte. Reafirma-se a estratégia suicida de encurralar Dilma, por meio da explosão do Orçamento, e isso numa fase crítica de ajuste fiscal. É uma clássica marcha da insensatez.

[…]

Até há pouco, o presidente do Senado, o também peemedebista Renan Calheiros (AL), igualmente investigado na Lava-Jato, agia na mesma direção, sempre com o apoio jovial e inconsequente dos tucanos. Porém, na terça, antes de almoço com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Renan declarou não ser governista, mas também não atuar como oposicionista, seguindo o presidente da Câmara, e descartou a aprovação desses projetos-bomba pelo Congresso. Um gesto de sensatez.

Se a conjuntura já é muito ruim, a situação piora com o deputado Eduardo Cunha manipulando com habilidade o Legislativo na sua guerra particular contra Dilma e petistas. Equivale ao uso de arma nuclear em briga de rua, e com a conivência de todos os partidos, inclusive os da oposição.

É preciso entender que a crise política, enquanto corrói a capacidade de governar do Planalto, turbina a crise econômica, por degradar as expectativas e paralisar o Executivo. Dessa forma, a nota de risco do Brasil irá mesmo para abaixo do “grau de investimento”, com todas as implicações previsíveis: redução de investimentos externos, diretos e para aplicações financeiras; portanto, maiores desvalorizações cambiais, cujo resultado será novo choque de inflação. Logo, a recessão tenderá a ser mais longa, bem como, em decorrência, o ciclo de desemprego e queda de renda.

Tudo isso deveria aproximar os políticos responsáveis de todos os partidos para dar condições de governabilidade ao Planalto.”

Em editorial surpreendente, Globo pede sustentação ao governo Dilma

26/02/2015

A privada da Folha

gilmar  e o processo da campanhaA Folha admite em editorial, pela primeira vez, que privada faz mal. Ao afirmar que a “Comissão nasce com reputaçã arruinada pela presença de deputados que receberam doações de empreiteiras investigadas”, a Folha endossa o luta do PT pelo financiamento público das eleições. Ao invés de achincalhar o Congresso, o pior Congresso depois de redemocratização, a Folha deveria cobrar de Gilmar Mendes, o estafeta do FHC no STF, que devolva o processo que engavetou. Apesar de a votação estar irreversível, Gilmar Mendes pediu vistas e engavetou, a pedido do PSDB, o processo de interesse da OAB. Gilmar Mendes pediu vistas quando a votação já estava em 6 x 1, portanto, irreversível. Por quê? Esta é a pergunta que a Folha deveria se fazer neste editorial.

Ora, se o financiamento é privado, e, como dizia o ultraconservador norte-americano, Milton Friedman, não existe almoço grátis, então é lógico que as empresas vão buscar construir suas bancadas financiando afins ideológicos. Foi assim por exemplo, que a RBS já conseguiu emplacar três senadores: Sérgio Zambiase, Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. É claro que contou com o apoio da massa bovina de um povo que ela conduz a cabresto. Mas não teriam sido eleitos se não fizesse de seus mais fiéis escudeiros mariposas dos múltiplos holofotes da empresa. Para se viabilizar candidato, Lasier Martins ganhou da RBS um programa itinerário pelo RS, onde pode, com o auxílio dos microfones, construir toda sorte de alianças e finanCIAmentos. Já fizera isso com Ana Amélia. E depois dizem que seu jornalismo é isento. Sim, de honestidade!

Não é mero acaso que Folha, RBS, Estadão, Veja e Globo estejam mancomunados no Instituto Millenium. É ali que traçam o programa de moer gente adversária e divinizar seus ladrões.

A Folha, que é de São Paulo, ainda deve um editorial para explicar porque não há CPI em São Paulo, justamente onde o PSDB manda e desmanda, com o auxílio de milhares de assinaturas dos grupos mafiomidiáticos espalhadas pelas escolas públicas…

O que fica do editorial da Folha é a mensagem de que a privada faz mal à saúde, e por aí se explica todo ódio à Petrobrás!

EDITORIAIS

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CPI privatizada

Comissão nasce com a reputação arruinada pela presença de deputados que receberam doações de empreiteiras investigadas

Foi-se o tempo em que a simples instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito deixava em pânico o governante de turno. Após uma época por assim dizer amadora, os dirigentes partidários aprenderam com a prática democrática a bloquear ou domesticar esse instrumento de investigação.

Nada disso é novidade. A CPI da Petrobras que deve começar a funcionar nesta quinta-feira (26) na Câmara dos Deputados, contudo, leva a um novo patamar a ideia de profissionalização da política.

Até agora, agindo em nome da própria legenda ou saindo em defesa do governo do qual faziam parte, deputados federais e estaduais, bem como vereadores, mobilizavam-se para impedir a implantação de CPIs indesejadas, ou, caso falhassem nessa missão, buscavam tornar inócuos os seus trabalhos.

Um bom exemplo do primeiro tipo de esforço pode ser encontrado na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde tais comissões são sistematicamente boicotadas no nascedouro. As gestões tucanas no Estado há anos se beneficiam desse expediente.

No Congresso Nacional, sobram exemplos de articulações destinadas a esterilizar a ferramenta de investigação. Basta olhar para as duas CPIs que já se dedicaram à Petrobras para perceber o quanto suas atuações terminaram manietadas pelo governo petista.

Ainda que reprováveis e contrárias ao interesse público, tais manobras em certa medida obedeciam a uma lógica política. Situação e oposição sempre podiam argumentar que uma estava instrumentalizando a CPI contra a outra, em geral com fins eleitorais.

O que poderão dizer, entretanto, alguns dos partidos que indicaram integrantes da nova comissão criada para apurar os desvios na estatal? Como tem sido noticiado nos últimos dias, vários desses deputados obtiveram doações expressivas de empreiteiras investigadas no escândalo da Petrobras.

Para piorar, Hugo Motta (PB), que o PMDB quer na presidência da CPI, teve 60% de sua última campanha paga com recursos dessas empresas, enquanto Luiz Sérgio (RJ), nome sugerido pelo PT para a relatoria dos trabalhos, recebeu o equivalente a 40% de seus gastos.

Entre os financiadores e os eleitores, entre o dinheiro e o voto, de qual lado cada congressista ficará? A pergunta, válida em diversas circunstâncias, torna-se ociosa nesse caso. Sua mera pertinência, pouco importando a resposta, arruína a reputação da CPI.

Bastaria escolher outros congressistas para corrigir o erro. Mas não houve equívoco, obviamente. Cada um desses nomes foi pensado com o mesmo esmero que teriam os melhores profissionais, cientes de que precisam entregar aquilo para o que foram contratados.

Mesmo para os rebaixados padrões da política brasileira, a nova CPI da Petrobras vai representando um aviltamento sem precedentes.

03/12/2014

Eureca: Folha descobre que não há PSDB no Uruguai

Filed under: Editorial,Folha de São Paulo,José "Pepe" Mujica,Uruguai — Gilmar Crestani @ 7:38 am
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Mujica_nA Folha se escandaliza porque as disputas políticas uruguaias são tranquilas. Lá os políticos que perdem não buscam vencer no tapetão mediante jogada com Ministro da Suprema Corte. Para a Folha, saber perder só é bonito no país vizinho. Aqui, os políticos aliados do Instituto Millenium se comportam como o garoto dono da bola. Se não joga, não tem bola.

Quando Vázquez promete “ampliar a assistência social”, a Folha não fala em assistencialismo, nem em bolsa esmola. Não tira da toca a velha lição moralista dos higienistas sociais: ao invés de dar o peixe é melhor ensinar a pescar. Por que no Uruguai pode e no Brasil não, seu FRIAS?!

O que a Folha não é diz é que o pior do Uruguai está em Punta del Este: é lá que está o produto da sonegação da Argentina e do Brasil, mas os sonegadores, por não serem cidadãos uruguaios, lá não votam…

EDITORIAIS

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Tranquilo Uruguai

Em 1° de março, o Uruguai trocará de presidente. José Mujica, que conquistou simpatia mundo afora por despachar em sandálias, passará a faixa ao aliado Tabaré Vázquez, que, um dia depois de eleito, atendeu aos seus pacientes na clínica onde trabalha como médico.

Calculados ou não, os gestos de ambos condizem com o tranquilo clima político uruguaio. O segundo turno, realizado no domingo (30), não provocou maiores turbulências sociais ou econômicas.

A vantagem folgada dos governistas decerto contribuiu para isso. Candidato da agremiação esquerdista Frente Ampla, Vázquez derrotou, por 53% a 41%, Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional (Blanco). Voltará ao cargo que ocupou de 2005 a 2010 e do qual saiu com aprovação de 70% –não é permitida a reeleição imediata no país.

A continuidade da Frente Ampla resulta, em parte, do bom desempenho econômico. O PIB deve crescer 2,8% neste ano, mais que o dobro da América Latina (1,3%).

A violência é a principal preocupação da população, mas o Uruguai tem a menor a taxa de homicídios da região: 8 por 100 mil habitantes, um terço da brasileira.

O Uruguai também destoa em relação à verborragia que toma conta das eleições latino-americanas. As promessas de Vázquez são modestas: ampliar a assistência social, aumentar os recursos para a educação e melhorar o acesso à saúde.

Ainda caberá ao novo presidente a espinhosa tarefa de administrar a legalização da maconha aprovada na gestão de Mujica –o Estado produzirá, distribuirá e venderá a droga, após regulamentação a ser definida no começo de 2015. Trata-se de medida ousada que, se bem-sucedida, será referência na busca por alternativas ao fracassado modelo de repressão ao narcotráfico.

Estável e capaz de promover debates maduros, não é surpresa que, no âmbito do Mercosul, o Uruguai seja o país que menos preocupação causa ao Brasil –aliado na crítica ao protecionismo argentino, ajuda a pressionar o bloco por acordos econômicos com o mundo.

As reduzidas dimensões do Uruguai, é claro, dificultam comparações com Brasil e Argentina –seu território é menor que o do Paraná, e sua população de 3,4 milhões cabe na zona leste de São Paulo.

As diferenças de escala e as especificidades não permitem que o Uruguai seja um modelo, mas bem que poderia servir de inspiração.

17/07/2014

Entenda porque Joaquim Barbosa adiou sua aposentadoria…

Joaquim Barbosa pediu adiamento à sua aposentadoria para resolver as últimas providências de livrar o PSDB dos últimos entraves judiciais. Além de ter postergado o julgamento de fatos que antecederam os da Ação 470, Joaquim Barbosa viveu um compadrio com o PSDB, Aécio, Rede Globo, com quem mantém relações umbilicais.

PSDB e MidiaEDITORIAIS

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Nova manobra tucana

É difícil deixar de ver na renúncia do senador Clésio Andrade (PMDB-MG), réu do chamado mensalão tucano, um artifício para postergar a conclusão do julgamento do caso, em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

Embora tenha alegado problemas de saúde, Clésio repetiu a estratégia adotada pelo ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que abdicou de seu mandato em fevereiro. Abandonando a função, deixam de figurar na lista de autoridades que, segundo a Constituição, devem ser julgadas pelo STF.

O objetivo é transferir o processo para a primeira instância da Justiça, onde o amplo repertório de recursos permite que a análise do caso se estenda. Faz parte desse cálculo a expectativa de eventual prescrição dos crimes.

Empresário do ramo de transporte, Clésio Andrade, à época filiado ao PFL (atual DEM), foi vice-governador mineiro de 2003 a 2006, durante mandato de Aécio Neves, atual candidato tucano à Presidência da República.

Ainda na década de 1990, tornou-se sócio, em agências de publicidade, de Marcos Valério –que viria a ser condenado por participar do esquema de corrupção petista.

Essa associação tornou-se peça central da engrenagem do mensalão tucano, que, segundo a Procuradoria-Geral da República, envolveu empréstimos fraudulentos, lavagem de dinheiro e desvio de verbas estatais com vistas a financiar a campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas, em 1998.

Por tais razões, o escândalo mineiro é considerado precursor, em menores proporções e valores, do petista –e mesmo assim não teve um desfecho. Tudo leva a crer que o desenlace ainda demorará.

Quando Azeredo renunciou, o STF, embora estivesse prestes a julgá-lo, remeteu os autos do tucano à primeira instância. Num episódio também recente, mas anterior, a corte decidiu de forma diversa, com o que Natan Donadon (ex-PMDB-RO) logo foi condenado.

Quanto a Clésio Andrade, o mais provável é que seu caso vá parar na Justiça mineira. Logo ele, que começou a ser julgado em Minas e viu seu processo ser transferido para o Supremo depois de assumir a vaga de senador como suplente de Eliseu Resende (DEM-MG), morto em 2011.

Sem um critério objetivo para se balizar nessas circunstâncias, o STF estimula manobras como a de Azeredo e Clésio; ao permitir o vaivém procrastinador, encoraja enunciados segundo os quais o Judiciário não atua, no mensalão tucano, com a mesma diligência demonstrada no esquema petista.

31/10/2013

Após anos de diversionismo, Folha se entrega

PSDB irmaos metralhasEDITORIAIS

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O trem tucano

Nas investigações sobre a CPTM, um escândalo engata-se a outro, e a omissão das autoridades paulistas tem garantido a impunidade geral

Tornam-se cada vez mais comprometedoras as notícias em torno da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e seus contratos milionários. As suspeitas incidem sobre sucessivos governos tucanos no Estado.

O caso já é antigo, mas foi reavivado recentemente pela empresa alemã Siemens, que, em troca de imunidade nas investigações, levou às autoridades brasileiras documentos que indicam a existência de um cartel no sistema metroferroviário paulista –com a partilha de encomendas e elevação de preço das concorrências.

Ao menos seis licitações teriam sido fraudadas, segundo documentos internos da Siemens, que apontavam conluios durante as administrações de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra.

Diante das denúncias, o governador Alckmin não apenas anunciou diligências –que se revelaram bem menos rápidas do que o prometido– mas também acentuou que, até aquele momento, não havia indicações de participação de autoridades públicas no esquema.

Pois bem. Enquanto se bloqueavam as tentativas de realizar uma CPI sobre o escândalo, surgiram nomes de possíveis beneficiários de propina no governo.

Outra empresa associada ao cartel, a francesa Alstom, vinha sendo acusada de corromper governos em diversos países. Documentos obtidos por autoridades suíças sugerem que João Roberto Zaniboni, ex-diretor da CPTM, teria recebido US$ 836 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) da Alstom.

Revela-se agora que, em 2011, as autoridades suíças pediam ao Ministério Público brasileiro investigações sobre quatro suspeitos, inclusive o próprio Zaniboni.

Nenhuma investigação foi feita, entretanto. E o motivo alegado para a omissão é de molde a desafiar a credulidade até mesmo dos mais ingênuos. É que o pedido vindo da Suíça foi arquivado numa pasta errada. Assim declara o responsável pelas investigações no Brasil, o procurador Rodrigo de Grandis.

Como esta Folha revelou no sábado, passados três anos, a Suíça desistiu de prosseguir no caso; as suspeitas foram arquivadas.

Não bastassem as notórias dificuldades brasileiras para julgar, condenar e aplicar penas aos suspeitos de corrupção, vê-se, no caso Alstom, a intervenção de um fator acabrunhante: o engavetamento puro e simples.

Desaparece o pedido, perde-se o prazo, enterra-se o assunto, reconhece-se a "falha administrativa". Que não fique por isso mesmo, para que o trem tucano não prossiga até a muito conhecida estação chamada Impunidade.

19/10/2013

Rede Globo e a natureza do escorpião

Desde o berço, de rabo preso com o golpismo! É da sua natureza difundir valores anti-democráticos. A Caso Procunsult foi outro momento glorioso do ativismo golpista da Globo. E por aí se explica porque o PDT, após a morte de Brizola, buscou em Lasier Martins renovar sua cara…

São três momentos de uma mesma prática: dando as boas vindas aos gorilas, festejando a truculência de seus pares, e a manipulação pra cima dos movimentos sociais.

A Rede Globo já admitiu em editorial que foi um erro apoiar a ditadura. Não pediu perdão. Pior, permanece praticando o mesmo tipo de golpe que a caracteriza.

Diga-me  com quem andas e direi quem és!

publicado em 18 de outubro de 2013 às 5:02

da página dos organizadores no Facebook

“É inaceitável o tipo de cobertura que faz o jornal O Globo sobre os protestos por melhorias na educação pública. Ao invés de discutir com mais profundidade a questão colocada pelo SEPE, dá mais espaço à violência gerada nos confrontos entre civis e PMs, gerando medo na população e esvaziando o debate sobre uma questão importantíssima que é a melhoria de condições de trabalho do professor público.

A capa deste jornal na quinta-feira, 17 de outubro de 2013, em que chama de “vândalo” quem foi preso arbitrariamente pela PM nas escadarias da Câmara Municipal e expõe três personagens com infames trocadilhos (Sininho do barulho, defende anarquistas), brincando com estereótipos (Baiano volta à cadeia, músico, maconhão), e chegando ao cúmulo de ironizar o envolvimento político com “engajado e baleado”.

Há poucas semanas O Globo apresentou uma tímida “mea culpa” sobre o apoio à ditadura militar. Não pensem que os olhos de quem sabe ler, interpretar e refletir vão passar desatentos por suas manchetes e artigos. A história é tão clara que vocês mesmos tiveram que reconhecer quem sempre apoiaram, e essas pessoas estão aí, vivas e atuantes.

Quem esteve no protesto do dia 15/10, quem compartilha material nas redes sociais, sabe o quanto a cobertura de vocês está deturpada.

Pedimos que vocês se retratem desta capa absurda e que apurem verdadeiramente pelo que foram presas as 70 pessoas levadas a presídios de segurança máxima.”

Segue uma transcrição da capa com alguns comentários. Alguém consegue uma imagem da capa?

” CRIME E CASTIGO – LEI MAIS DURA LEVA 70 VÂNDALOS PARA PRESÍDIOS. PRESOS EM PROTESTO SÃO ENQUADRADOS POR CRIME ORGANIZADO, QUE É INAFIANÇÁVEL”

Eles seguem com os perfis de alguns personagens:

“SEM MÁSCARAS

JAIR SEIXAS – BAIANO VOLTA À CADEIA – Músico conhecido como Baiano ou Maconhão é figura fácil em atos violentos. Em julho, foi preso por danificar carro da polícia no Leblon.

ELISA DE QUADROS – SININHO DO BARULHO – De aparência frágil, produtora de cinema conhecida como Sininho lidera o acampamento Ocupa Câmara, há dois meses na Cinelândia, e defende anarquistas.

RODRIGO AZOUBEL – ENGAJADO E BALEADO – Jovem baleado nos braços durante a manifestação de terça-feira coleciona participações em protestos e defende ações de vândalos.”

Não é possível que, à essa altura do campeonato, século XXI, quase trinta anos depois da volta da democracia, nego ainda sustente e consuma esse discurso!!!!!!!!

“CRIME E CASTIGO”? Quais foram os crimes dos “vândalos” presos? Estarem na escada da Câmara quando os PMs juntaram?

SEM MÁSCARAS? A própria foto do jornal do momento em que a polícia cerca os manifestantes, na página 10, não mostra NINGUÉM de máscara! NINGUÉM! Esses presos daí das fotos NÃO estavam mascarados quando foram presos!!!

E os estereótipos? O primeiro é clássico né! Nordestino reincidente, músico e maconheiro! A outra é mulher e, PASMEM!, DEFENDE ANARQUISTAS!”ÓÓÓÓÓÓÓ”, desmaios pela redação do Grobo!!!

E no terceiro o recado tá dado:

ENGAJADO E BALEADO

É isso mesmo? Se eu me engajar, tenho que tomar cuidado pra não ser baleado? É condição “sine qua non”? Quem diria que a porra do Globo, que se diz imparcial e se auto-define como jornalismo de primeira, faria trocadilhos tão desprezíveis em sua primeira página!

O protesto de manifestantes contra a capa de O Globo – Viomundo – O que você não vê na mídia

 

Declaração de princípios da Globo, versão 1984

publicado em 1 de abril de 2013 às 14:49

Veja aqui a declaração de princípios da Globo de 1989

E aqui, leia sobre o jornalista da Globo que prevê ataques da emissora a Celso Amorim

Declaração de princípios da Globo, versão 1984 – Viomundo – O que você não vê na mídia

 

Mais uma declaração de princípios, esta de 1964

publicado em 9 de agosto de 2011 às 0:21

Primeiro de abril: Segundo “O Globo”, nascia um paraíso

Publicado em 30 de março de 2008 às 21:47, no Viomundo antigo

editorial de “O Globo”, em 02/04/1964

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

Mais uma declaração de princípios, esta de 1964 – Viomundo – O que você não vê na mídia

27/09/2013

As falácias da Folha

Filed under: Editorial,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 7:11 am
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Uma frase que Judith Brito endossaria: “Sendo conhecidos os predicados históricos e o inegável alcance político da ação penal 470, parece natural que Celso de Mello tenha percebido, nesse julgamento, pressão maior que a de costume.”  Por que pressão maior que a de “costume”? Aliás, porque pressão? E “costume” de quem, cara pálida? A pesquisa fajuta que a Folha publicou um dia antes pinçando meia dúzia de paulistanos da cracolância? Quem publicou a “opinião pública”? Ou foram a opinião dos donos dos jornais e de seus funcionários? Quem disse que a Eliane Cantanhêde é a opinião pública? A Folha, como todos os grupos mafiomidiáticos, estão convencidos que a opinião que publicam é pública. Com base em que eles podem afirmar isso? A Folha pratica diuturnamente generalizações contra petistas e pontualiza quando se trata do PSDB, se possível esconde, como prova matéria de hoje: O Pai foi condenado, mas ainda não chegou no STF A Folha não gosta da generalização do Ministro Celso de Mello, mas o que é isso senão uma generalização? “Se muitos opinaram contra o cabimento do recurso, tantos outros manifestaram-se a favor dele.” Quem publicou contra e quem a favor? Generalidades. Aliás, a Folha é um genérico do Instituto Millenium. Fica evidente que a Folha vestiu a carapuça, e ficou do tamanho certo.

EDITORIAIS

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Falácias do decano

Sobre os ombros do ministro Celso de Mello pesaram, entre os dias 12 e 18 deste mês, as esperanças, as aflições e os desejos dos réus do mensalão e de milhões de brasileiros que acompanharam, com interesses variados, a longa novela em que se transformou o julgamento.

Coube ao decano do Supremo Tribunal Federal, como se sabe, proferir o voto de desempate na questão dos embargos infringentes, permitindo a alguns condenados apresentar mais um recurso –decisão que esta Folha apoiou no editorial "Não é pizza" (19/9).

Sendo conhecidos os predicados históricos e o inegável alcance político da ação penal 470, parece natural que Celso de Mello tenha percebido, nesse julgamento, pressão maior que a de costume. Não se trata, sob nenhum ponto de vista, de processo corriqueiro, e os próprios ministros deixaram isso claro durante as sessões.

Tivessem ficado por aí, as declarações de Celso de Mello à jornalista Mônica Bergamo, veiculadas ontem nesta Folha, seriam apenas o desabafo de um juiz que se viu objeto das atenções –e das críticas– de boa parte da opinião pública.

O ministro, no entanto, deu um passo adiante. Embora diga que se sentiu "absolutamente livre" para decidir, afirma ter observado, nos "meios de comunicação", uma insólita intenção de "subjugar a consciência de um juiz".

Há dois aspectos preocupantes na assertiva. Primeiro, a generalização apressada –um tipo bastante comum de falácia, mas incômodo quando contamina o argumento de um ministro do Supremo.

Ainda que houvesse a tal tentativa de subjugação, seria impróprio tratar todos os veículos de comunicação como um corpo monolítico. Se muitos opinaram contra o cabimento do recurso, tantos outros manifestaram-se a favor dele.

Segundo –e mais importante–, a confusão entre a legítima manifestação de opinião na esfera pública e a perniciosa tentativa de intimidar magistrados.

Celso de Mello tem razão ao lembrar que, pelo bem do Estado de Direito, os juízes não podem ver sua atuação cerceada. Isso significa que não devem ser objeto de suborno ou de ameaças. Nada que se confunda, portanto, com o direito de crítica –ou de elogio– exercido sob a luz do sol.

O próprio Celso de Mello diz não questionar a liberdade da imprensa. Se é assim, não deveria equiparar as críticas –a que um ministro do STF naturalmente está exposto– àquele comportamento inaceitável. Fazê-lo, além de ser outra falácia, configura um desserviço ao debate público.

01/09/2013

Globo de merda demora 50 anos para reconhecer sua cumplicidade com a ditadura

A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura. Mas não só. E o escândalo da Proconsult foi o que com quem mesmo? Para quem ainda não leu, eis o editorial da Globo saudando a abertura da jaula que soltou os gorilas pra cima do povo: Editorial

Globo se desculpa pelo passado. Mas e o presente?

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Em editorial histórico, jornal O Globo reconhece que errou ao apoiar o golpe militar de 1964, mas diz que outros veículos de comunicação, como Folha e Estado, fizeram o mesmo; mea culpa acontece um dia depois de a emissora ser alvo de um protesto violento de Black Blocs, que atiraram esterco na emissora; ao longo de sua história, Roberto Marinho andou de mãos dadas com os generais, como na foto com João Batista Figueiredo; será mesmo que a Globo se arrependeu ou são lobos que se vestem de cordeiros para aplacar a fúria das ruas?

31 de Agosto de 2013 às 21:58

247 – Quase meio século depois do golpe militar de 1964, a poderosa Globo fez um mea culpa histórico. Reconheceu que errou ao apoiar a ditadura, mas disse que seu erro foi compartilhado por outros meios de comunicação, como Folha e Estado de S. Paulo.

O reconhecimento ocorre um dia depois de a Globo ser alvo de um protesto violento, em São Paulo, quando um grupo de Black Blocs atirou esterco na sede da emissora. "À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original", diz o texto, divulgado hoje pelo grupo editorial da família Marinho.

No mesmo texto, a Globo afirma que a democracia "é um valor absoluto". Mas será que a Globo de hoje, de fato, respeita a soberania popular ou continua combatendo, com a mesma ênfase de sempre, governos trabalhistas, como fez com João Goulart, antes de 1964, Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, e, agora, com o projeto Lula-Dilma?

Terá mesmo a Globo se arrependido ou são lobos que se vestem de cordeiros para aplacar a fúria das ruas?

Abaixo, o editorial do Globo:

Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro

RIO – Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura.

Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro.

Há alguns meses, quando o Memória estava sendo estruturado, decidiu-se que ele seria uma excelente oportunidade para tornar pública essa avaliação interna. E um texto com o reconhecimento desse erro foi escrito para ser publicado quando o site ficasse pronto.

Não lamentamos que essa publicação não tenha vindo antes da onda de manifestações, como teria sido possível. Porque as ruas nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário.

Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas.

De nossa parte, é o que fazemos agora, reafirmando nosso incondicional e perene apego aos valores democráticos, ao reproduzir nesta página a íntegra do texto sobre o tema que está no Memória, a partir de hoje no ar:

1964

“Diante de qualquer reportagem ou editorial que lhes desagrade, é frequente que aqueles que se sintam contrariados lembrem que O GLOBO apoiou editorialmente o golpe militar de 1964.

A lembrança é sempre um incômodo para o jornal, mas não há como refutá-la. É História. O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e o “Correio da Manhã”, para citar apenas alguns. Fez o mesmo parcela importante da população, um apoio expresso em manifestações e passeatas organizadas em Rio, São Paulo e outras capitais.

Naqueles instantes, justificavam a intervenção dos militares pelo temor de um outro golpe, a ser desfechado pelo presidente João Goulart, com amplo apoio de sindicatos — Jango era criticado por tentar instalar uma “república sindical” — e de alguns segmentos das Forças Armadas.

Na noite de 31 de março de 1964, por sinal, O GLOBO foi invadido por fuzileiros navais comandados pelo Almirante Cândido Aragão, do “dispositivo militar” de Jango, como se dizia na época. O jornal não pôde circular em 1º de abril. Sairia no dia seguinte, 2, quinta-feira, com o editorial impedido de ser impresso pelo almirante, “A decisão da Pátria”. Na primeira página, um novo editorial: “Ressurge a Democracia”.

A divisão ideológica do mundo na Guerra Fria, entre Leste e Oeste, comunistas e capitalistas, se reproduzia, em maior ou menor medida, em cada país. No Brasil, ela era aguçada e aprofundada pela radicalização de João Goulart, iniciada tão logo conseguiu, em janeiro de 1963, por meio de plebiscito, revogar o parlamentarismo, a saída negociada para que ele, vice, pudesse assumir na renúncia do presidente Jânio Quadros. Obteve, então, os poderes plenos do presidencialismo. Transferir parcela substancial do poder do Executivo ao Congresso havia sido condição exigida pelos militares para a posse de Jango, um dos herdeiros do trabalhismo varguista. Naquele tempo, votava-se no vice-presidente separadamente. Daí o resultado de uma combinação ideológica contraditória e fonte permanente de tensões: o presidente da UDN e o vice do PTB. A renúncia de Jânio acendeu o rastilho da crise institucional.

A situação política da época se radicalizou, principalmente quando Jango e os militares mais próximos a ele ameaçavam atropelar Congresso e Justiça para fazer reformas de “base” “na lei ou na marra”. Os quartéis ficaram intoxicados com a luta política, à esquerda e à direita. Veio, então, o movimento dos sargentos, liderado por marinheiros — Cabo Ancelmo à frente —, a hierarquia militar começou a ser quebrada e o oficialato reagiu.

Naquele contexto, o golpe, chamado de “Revolução”, termo adotado pelo GLOBO durante muito tempo, era visto pelo jornal como a única alternativa para manter no Brasil uma democracia. Os militares prometiam uma intervenção passageira, cirúrgica. Na justificativa das Forças Armadas para a sua intervenção, ultrapassado o perigo de um golpe à esquerda, o poder voltaria aos civis. Tanto que, como prometido, foram mantidas, num primeiro momento, as eleições presidenciais de 1966.

O desenrolar da “revolução” é conhecido. Não houve as eleições. Os militares ficaram no poder 21 anos, até saírem em 1985, com a posse de José Sarney, vice do presidente Tancredo Neves, eleito ainda pelo voto indireto, falecido antes de receber a faixa.

No ano em que o movimento dos militares completou duas décadas, em 1984, Roberto Marinho publicou editorial assinado na primeira página. Trata-se de um documento revelador. Nele, ressaltava a atitude de Geisel, em 13 de outubro de 1978, que extinguiu todos os atos institucionais, o principal deles o AI5, restabeleceu o habeas corpus e a independência da magistratura e revogou o Decreto-Lei 477, base das intervenções do regime no meio universitário.

Destacava também os avanços econômicos obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara a sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia e, depois, para conter a irrupção da guerrilha urbana. E, ainda, revelava que a relação de apoio editorial ao regime, embora duradoura, não fora todo o tempo tranquila. Nas palavras dele: “Temos permanecido fiéis aos seus objetivos [da revolução], embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir a autoria do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o marechal Costa e Silva, ‘por exigência inelutável do povo brasileiro’. Sem povo, não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento’ ou ‘golpe’, com o qual não estaríamos solidários.”

Não eram palavras vazias. Em todas as encruzilhadas institucionais por que passou o país no período em que esteve à frente do jornal, Roberto Marinho sempre esteve ao lado da legalidade. Cobrou de Getúlio uma constituinte que institucionalizasse a Revolução de 30, foi contra o Estado Novo, apoiou com vigor a Constituição de 1946 e defendeu a posse de Juscelino Kubistchek em 1955, quando esta fora questionada por setores civis e militares.

Durante a ditadura de 1964, sempre se posicionou com firmeza contra a perseguição a jornalistas de esquerda: como é notório, fez questão de abrigar muitos deles na redação do GLOBO. São muitos e conhecidos os depoimentos que dão conta de que ele fazia questão de acompanhar funcionários de O GLOBO chamados a depor: acompanhava-os pessoalmente para evitar que desaparecessem. Instado algumas vezes a dar a lista dos “comunistas” que trabalhavam no jornal, sempre se negou, de maneira desafiadora.

Ficou famosa a sua frase ao general Juracy Magalhães, ministro da Justiça do presidente Castello Branco: “Cuide de seus comunistas, que eu cuido dos meus”. Nos vinte anos durante os quais a ditadura perdurou, O GLOBO, nos períodos agudos de crise, mesmo sem retirar o apoio aos militares, sempre cobrou deles o restabelecimento, no menor prazo possível, da normalidade democrática.

Contextos históricos são necessários na análise do posicionamento de pessoas e instituições, mais ainda em rupturas institucionais. A História não é apenas uma descrição de fatos, que se sucedem uns aos outros. Ela é o mais poderoso instrumento de que o homem dispõe para seguir com segurança rumo ao futuro: aprende-se com os erros cometidos e se enriquece ao reconhecê-los.

Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país.

À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”

Globo se desculpa pelo passado. Mas e o presente? | Brasil 24/7

21/06/2013

Golpe Militar, já!

Filed under: Editorial,Golpe Militar,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 8:53 am
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Até a Folha tucana e golpista percebeu o golpe da Globo.

Editorial do jornal “O Globo” de 2 de abril de 1964, celebrando o Golpe Militar

Capa do jornal O Globo, celebrando o "ressurgimento da democracia", um dia após o Golpe Militar.

Editorial de “O Globo” do dia 02 de abril de 1964:

Exatamente como está acontecendo agora. A cobertura exclusiva que a Globo está  fazendo sobre as  manifestações é uma tentativa de golpe. É notório que ela tenta formar a opinião pública (a maioria das pessoas que estão em casa, na frente da TV), que as manifestações são contra a corrupção, e como na pauta da Globo corrupção no Brasil está ligada a um partido só… Sabemos onde ela quer chegar, né?!


Leia o editorial da Globo de 1964

Ressurge a Democracia
Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.
Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.
Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.
Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.
As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”
No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.
Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.
Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.
A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.
Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.” – Acerto de Contas

10/05/2013

Para quem saudou a chegada da ditadura, pedir desemprego nem causa surpresa

Filed under: Editorial,Juros Bancários,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 8:49 am
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A Globo preparou o golpe e saudou a chegada da ditadura em editorial. Que agora, patrocinada pelo Banco Itaú que comprou do Citibank a Credicard, patrocine desemprego só para ter juros altos, nem chega a ser surpresa. Mostra que a Globo está onde sempre esteve, a favor do bancos e contra o povo.

Jornal O Globo pede desemprego em editorial

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Jornal comandado por João Roberto Marinho diz que a inflação persiste, que o governo deve fazer escolhas e que manter o mercado de trabalho aquecido é uma "tentação" a ser evitada

10 de Maio de 2013 às 06:53

247 – O Globo quer desemprego. E explicitou seu desejo em editorial publicado nesta sexta-feira, em que comenta a "persistência da inflação". Leia abaixo:

A persistência da inflação

Na visão otimista de Brasília, a inflação, depois de ultrapassar o limite superior da meta (6,5%), com 6,59%, recuará. De fato, mas o 0,55% do IPCA de abril veio acima das previsões, subiu em relação a março (0,47%) e, assim, o índice em 12 meses recuou menos que o esperado, estacionando na fronteira dos 6,49%. O centro da meta, de 4,5%, continua distante, e as melhores expectativas apontam para um índice pouco acima de 5% este ano, ainda alto.

O Banco Central saiu da letargia na última reunião do Copom, elevou os juros básicos (Selic) em 0,25 ponto, para 7,5%, por não desconhecer como a persistência de uma inflação elevada, numa economia ainda bastante indexada, pode deteriorar as expectativas e manter os preços sob pressão.

O momento é cada vez mais de escolhas do governo. É evidente a tentação de manter o mercado de trabalho aquecido com vistas às eleições do ano que vem. Porém, num quadro de quase pleno emprego, o crescimento dos salários acima da produtividade deprime a indústria — o setor deu sinais de vida em março, porém, em relação ao mesmo mês do ano passado, continua com números negativos (retração de 3,3%). Faz com que "vaze" demanda para as importações, ajudando a desequilibrar a balança comercial. E, por paradoxal que seja, isto contribui para mais um "pibinho".

Além de tudo, impulsiona a inflação nos serviços. Em abril, este item do IPCA subiu 0,54%, mais que a média. Em bases anualizadas, a alta é de 8,13%. Com os salários em ascensão, e sem que haja concorrência externa — não se importam manicures, oficinas etc —, os serviços ostentam razoável fôlego para se tornar mais caros.

Pelo menos até agora, a aposta oficial na redução da pressão vinda dos alimentos ainda não se confirma na dimensão esperada. Há retrações, mas o encarecimento de vários produtos funciona como um anteparo às quedas. Só em abril, por exemplo, a batata inglesa deu um salto de 60,4%.

No saldo final deste surto de inflação são punidas as famílias mais pobres, clássicas vítimas da carestia na alimentação. Aquelas, por ironia, com as quais o governo conta para a reeleição de Dilma.

Diretores do BC têm procurado reafirmar o compromisso da instituição com a defesa do poder aquisitivo da moeda — é o que se espera de um banco central. Justifica-se, porém, o mantra devido ao déficit de credibilidade na autonomia da instituição. A próxima reunião do Copom, na última semana do mês, será novo teste para o BC.

Fica claro que se trata de uma falácia o argumento de que a inflação brasileira foi impulsionada pela quebra de safras americanas e em outras regiões do mundo. Afinal, este impacto inflacionário não se observou nos demais países. As causas são mais internas que externas.

Jornal O Globo pede desemprego em editorial | Brasil 24/7

22/11/2012

A máfia vai retaliar

cagando_na_folha_de_sao_paulo-300x269O início não poderia ser mais canhestro e, ao mesmo tempo, revelador: “Quando nada mais se esperava da CPI do caso Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da comissão, encontrou um modo canhestro de surpreender a todos”. Como assim "quando nada mais se esperava da CPI”? Quem eram os membros da torcida da pizza?

A Folha, como os demais a$$oCIAdos do Instituto Millenium, aliás, para isso foi criado, partiram para a defesa do meliante quadrilheiro da Veja: “Cunha alegou que as "investigações" sobre Junior teriam permitido estabelecer que a relação entre ele e Carlos Cachoeira (condenado anteontem, em primeira instância, por formação de quadrilha e tráfico de influência) não era apenas a de um jornalista com sua fonte.” Simples, muito simples. Basta aplicar a teoria do domínio do fato, forte na jurisprudência do STF, ainda cheirando à nova. Todas as gravações não eram nada, não servem de prova. Tudo ao contrário da Ação 470 que tanto festejaram.  E aí vê-se comprovado que pimenta no dos outros é refresco. E aí, como Pilatos no credo, a editorialista saca da caixa de pandora esta máxima: “O mais provável é que o petista estivesse fazendo uma mesura à ala liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ávida por fustigar opositores e imprensa.” Com base em que a Folha pode trazer o nome de Lula à baila? Se é provável, a Folha que prove! A Folha, com este editorial, entra definitivamente na turma do Demóstenes Torres, sempre de dedo em riste para acusar os outros, quando sabemos exatamente, pelo cheiro, onde o dedo estava enfiado. O editorial não foi escrito à tinta, mas com o dedo cheiroso recém saído do lugar que não ousa dizer seu nome. Tudo em nome da parceria e da proteção à bandidagem.

Este editorial da Folha entra definitivamente, juntamente com aquele da Globo (AQUI) saudando a chegada da ditadura, para a história do editorialismo de proteção à bandidagem nacional

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

CPI da insensatez

Quando nada mais se esperava da CPI do caso Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da comissão, encontrou um modo canhestro de surpreender a todos.

No relatório final que começou a ler ontem, Cunha conferiu a essa CPI duas características inusitadas: as conclusões atestam que os parlamentares foram incapazes de avançar em relação às apurações da Polícia Federal; e seu relator lhe dá o arremate insensato de pedir o indiciamento de pessoas que nem sequer foram investigadas.

Esse é o caso de Policarpo Junior, redator-chefe e diretor da sucursal brasiliense da revista "Veja". Cunha alegou que as "investigações" sobre Junior teriam permitido estabelecer que a relação entre ele e Carlos Cachoeira (condenado anteontem, em primeira instância, por formação de quadrilha e tráfico de influência) não era apenas a de um jornalista com sua fonte.

Como o deputado chegou a essa conclusão é difícil dizer, já que Policarpo Junior, repita-se, não foi investigado nem chamado a depor no Congresso -o que seria uma inaceitável tentativa de intimidação.

O mais provável é que o petista estivesse fazendo uma mesura à ala liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ávida por fustigar opositores e imprensa.

Se essa razão explica o desatino, em nada contribui para melhorar a imagem de Cunha. O deputado aceitou desmoralizar de vez a CPI, rebaixando um poderoso instrumento de investigação a mecanismo de vingança política.

Não é por outro motivo que o relatório final pede o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mas poupa o do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).

A mesma lógica decerto presidiu a inclusão, no documento, do procurador-geral da República, Roberto Gurgel -ele redigiu as alegações finais da denúncia do mensalão.

Com tanto desequilíbrio, não surpreende que diversos parlamentares tenham pedido a interrupção da leitura do relatório. Diante das discordâncias, Cunha admitiu alterar alguns pontos de sua peça.

É bom que o faça. Seria ingenuidade, porém, esperar que o documento afinal venha a espelhar o propósito oficial dessa CPI: averiguar as ligações de Carlinhos Cachoeira com políticos de várias legendas -algo que não interessa a quase ninguém no Congresso.

O que não interessa à sociedade, contudo, é ver a desfaçatez institucionalizada: a irrelevância já é um final lamentável para a CPI, mas seu completo desvirtuamento será um desserviço ainda maior.

21/10/2012

Antes tarde do que nunca

Filed under: Editorial,Eleições,Fernando Haddad,Folha de São Paulo,José Serra — Gilmar Crestani @ 9:10 am

Como o editorial é longo, vou, ao longo da leitura, oferecendo, em azul,  meus comentários à posição da Folha de São Paulo.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Antes tarde que nunca

O título do editorial é apropriado e se aplica inclusive ao jornal que o publica. Por que  só agora a Folha não falou “em programa de governo”. Será porque antes Serra não havia apresentado o dele?

Divulgação do programa de Serra e debate com Haddad na TV enfim permitem uma comparação menos superficial de suas propostas

Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) parecem enfim ter-se dado conta do óbvio: o que São Paulo espera dos candidatos são propostas para resolver os problemas da cidade, e não o bate-boca que predominou na campanha.

Serra terceirizou o bate-boca para Silas Malafaia, Reinaldo Azevedo e Eliane Cantanhede. 

No debate promovido quinta-feira pela TV Bandeirantes, esteve visível algum esforço de ambos para apresentar detalhes de compromissos eleitorais. Mesmo assim predominaram as acusações e o fraseado genérico dos publicitários.

Haddad e Serra têm, no entanto, algumas ideias para São Paulo. Os respectivos programas de governo são documentos que coincidem na maioria dos diagnósticos, mas oferecem estratégias distintas de solução.

O plano de Haddad, de agosto, tem 125 páginas e 728 propostas. O de Serra, apresentado segunda-feira, abrange 72 páginas e 239 propostas. O nível de detalhes do programa petista pode ser maior, mas ambos pecam pelo baixo índice de metas mensuráveis e pela parca referência a custos.

E não vai nenhum comentário ao fato de Serra ter lançado somente agora. Serra poderia ter sido eleito no primeiro turno, sem um programa de governo. E a Folha acha isso normal? Por que não cobrou de seu candidato um programa de governo? A direita em geral e a Folha/Veja dizem que Serra é o mais preparado. Sem programa de governo. E Serra já foi prefeito, governador, mas Haddad, não. E quando faz, o economista renomado mas sem diploma, não apresenta “metas mensuráveis”.

Qualquer cidade brasileira tem de ser administrada sob a lógica do cobertor curto. Sem poder ponderar quanto cada candidato pretende investir em seus projetos, o eleitor tem menos condições de avaliar os planos. Eis aqui um elenco sucinto de necessidades em áreas prioritárias da administração:

Transportes/trânsito – Congestionamentos figuram entre os maiores problemas de São Paulo. Haddad e Serra, corretamente, dizem que uma das causas é o fato de a cidade ter se espraiado demais. Faz sentido, como propõem, estimular novos polos de desenvolvimento para desafogar regiões centrais -onde estão metade dos empregos e 12% dos habitantes.

Além disso, é crucial investir em transporte público de qualidade. A melhor solução são os corredores de ônibus, que podem ser construídos em menos tempo e a um custo mais baixo que linhas de metrô.

Tanto Haddad quanto Serra prometem investir nos dois modais, mas a ênfase do petista são os ônibus, e a do tucano, o metrô. O candidato do PT, porém, não explicou de onde tirará dinheiro para subsidiar o Bilhete Único Mensal, uma de suas principais bandeiras.

Esta frase é emblemática da Síndrome da Parabólica que assola o jornalismo golpista: “O candidato do PT, porém, não explicou de onde tirará dinheiro”. E o candidato do PSDB e PIG por acaso disse. Não. Então porque a Folha não faz o mesmo com ele e cobra?  Por que só cobra do candidato do PT?

Educação – Os dois maiores nós são as filas nas creches (deficit de 145 mil vagas) e a qualidade precária do ensino fundamental (até o nono ano). Os dois candidatos prometem enfrentar ambos os problemas, embora não seja claro como pretendem executar as propostas.

Em vez de avançarem nessas questões, Haddad e Serra recorrem a iniciativas acessórias, como ensino técnico -que não é prioridade da prefeitura-, ou desejáveis mas discutíveis do ponto de vista do custo, como a jornada integral.

O prefeito deveria, ainda, tirar melhor proveito das avaliações e garantir maior autonomia para diretores de escolas -duas medidas de baixo custo e alta eficácia.

De fato, deve-se tirar proveito das avaliações e garantir maior autonomia para diretores de escolas. Haddad fez isso com o ENEM, que a Folha e Serra tanto combatem.

Saúde – Carência de médicos e especialistas, dificuldade para marcar exames, demora em atendimentos e falta de comunicação entre as diversas portas de entrada no sistema são deficiências que tornam a saúde a área mais mal avaliada. Haddad e Serra dedicam boa parte das promessas ao setor, mas com algumas divergências.

O petista é ambíguo em seu programa quanto a abandonar o modelo das organizações sociais (OS), pelo qual entidades privadas recebem dinheiro da prefeitura e gerenciam equipamentos municipais de saúde. Em entrevistas, Haddad tem negado a intenção, mas afirma que vai submeter a contratação de funcionários a concursos públicos -o que anularia muitos ganhos de eficiência das OS.

Serra não aborda o tema diretamente, mas já deixou claro que manterá o modelo atual.

Ué, mas o modelo atual não é “a área mais mal avaliada”? Por que Serra quer manter? Se a saúde é uma obrigação do município, que faça concurso para ter profissionais, e não delegar para a inicitiva privada que, como se sabe, trabalha com mais ênfase na “saúde de sua empresa”.

Há críticas à atuação das OS por exemplo, fiscalização insuficiente-, mas parece inegável que elas acrescentam agilidade a um serviço essencial para a população.

As OS não têm como resolver, porém, a desorganização estrutural da saúde municipal. Os diversos níveis de atendimento (básico, emergencial, hospitalar) não conversam entre si. Essa é uma questão central que Serra aborda de forma superficial, enquanto Haddad propõe medidas mais concretas.

Faltou memória à Folha. Como que depois de tantos anos o PSDB e seus aliados governando Estado e Capital ainda tenham “desorganização estrutural”? Alckmin e Kassab “não conversam entre si”?

Gestão – Do ponto de vista administrativo, há duas questões urgentes e consensuais. A primeira é renegociar a dívida da prefeitura com a União, que implica repasses anuais de quase 10% do Orçamento municipal. A segunda é reduzir o custeio da máquina.

A Folha, como não poderia deixar de ser, trata os servidores públicos municipais de máquinas. Mais, como “o mais bem preparado” e seus asseclas deixaram a prefeitura com uma dívida, só com a União, em 10% do orçamento municipal? Mesmo tendo privatizado 25% da Saúde, ainda assim o modelo defendido pela dupla Kassab & Serra comprometeu 10% do orçamento só com a União. E qual é o comprometimento com o Estado?

Um terceiro ponto crucial, entretanto, consta só do programa petista: a descentralização da administração, com recuperação do papel original das subprefeituras. Uma cidade com as dimensões de São Paulo precisa distribuir a gestão e o acompanhamento de necessidades específicas de cada região.

Dispensa comentários…

Haddad, candidato de oposição ao prefeito Gilberto Kassab (PSD), promete mudanças substanciais nas políticas, como para a saúde, mas soa enganoso com seu propagandístico Arco do Futuro, que rebatiza ações já previstas pela atual administração.

De novo, se são ações já previstas pela atual administração, porque “soa enganoso” quando Haddad as rebatiza?

Serra, de quem Kassab foi vice, torna-se refém dos projetos de seu afilhado. Por outro lado, o tucano não precisa se preocupar com restrições ideológicas a parcerias privadas, como ocorre com o partido de seu adversário.

E, por fim a revelação: “o tucano não precisa se preocupar com restrições ideológicas a parcerias privadas”. De fato, de privada ele entende. Só fez cagada! Ou a privatização de 25% da saúde não atinge exatamente a área mais mal avaliada da atual gestão?

Apesar das deficiências de cada programa, o eleitor ganha um pouco mais de condições para escolher o próximo prefeito, levando em conta não só os ataques de um candidato a outro, mas o que lhe parecer mais capaz de tornar São Paulo uma cidade melhor.

Só agora, na véspera do segundo turno, a Folha deu ao luxo de analisar as propostas e comparar com o que existe. Tudo bem. Antes tarde do que nunca…

09/06/2012

O jornalismo nativo entre a hipocrisia e a prepotência

Filed under: Editorial,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 12:46 pm

Enviado por luisnassif, sab, 09/06/2012 – 10:52

Por Marco Antonio L.

Da Carta Capital

Mino Carta: A Marcha dos Marcianos

Recebi de um leitor a imagem que ilustra este editorial. Primeira página de O Globo pós-golpe de 1964, Presidência interina de Ranieri Mazzilli, enquanto os donos do poder e seus gendarmes decidem o que virá. Treze dias depois o então presidente da Câmara volta a seu assento de congressista e a ditadura é oficialmente instalada. Comentário do amável leitor: eis aí os defensores midiáticos da democracia sem povo.

De fato, acabava de ser desferido um golpe de Estado, mas seus escribas, arautos e trompetistas declamam e sinfonizam a história oposta. O marciano que subitamente descesse à Terra, diante da página de O Globo, e de todas as dos jornalões, acreditaria que o Brasil vivera anos a fio uma ditadura e agora assistia à sua derrubada. Em editorial, nosso colega Roberto Marinho celebrava: “Ressurge a Democracia!”

….

É o jornalismo nativo em ação, entre a ficção e o sonho, a hipocrisia e a prepotência, sempre na sua função de chapa-branca da casa-grande. Vaticinava a invasão bárbara da marcha da subversão, passou, entretanto, a Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. A Marcha dos Marcianos, me arrisco a dizer. Não é que faltassem entre os marchadores os hipócritas e os prepotentes. A maioria, contudo, era marciana. Só mesmo um alienígena para acreditar em certos, retumbantes contos da carochinha.

Agora, observem. Quarenta e oito anos depois, a Marcha dos Marcianos ainda desfila, sem deixar de arrolar hipócritas e prepotentes. Ocorre que muitas mudanças aconteceram neste tempo longo. Inúteis ferocidades e desmandos a ditadura praticou, para esvair-se em suas próprias contradições enquanto fermentava a fortuna de empreiteiros, banqueiros e barões midiáticos. A pretensa redemocratização teve seus lances de ópera-bufa. Collor foi louvado por abrir os portos, mas cobrou pedágios nunca vistos. O governo tucano quebrou o País três vezes.

Fernando Henrique Cardoso contou de fio a pavio com os aplausos febris da mídia, seduzida pelo príncipe dos sociólogos disposto, oh, surpresa, a encarnar as preferências da reação, impávido ao conduzir a privataria tucana e a comprar congressistas para garantir a reeleição. A vitória de Lula é o divisor de águas, não somente porque um homem dito do povo chegou ao trono, mas também em virtude de um governo que elevou o teor de vida dos setores menos favorecidos da população e ganhou prestígio internacional nunca dantes navegado. A presidenta Dilma garante a continuidade. Para entender melhor, leiam nesta edição a coluna Vox Populi de Marcos Coimbra.

Sim, os bairros ricos, alguns dubaienses, ainda pululam de marcianos, assinantes fiéis e parvos dos jornalões, sem falar das pilhas de Veja que abarrotam no fim de semana os saguões dos seus prédios. Não enxergo, porém, a maioria dos brasileiros debruçados sobre estes textos sagrados e consagrados pela chamada classe A e parte da B. É possível que os da maioria ainda não tenham atingido o grau adequado de consciência da cidadania, de resto incomum em geral, mas estão maciçamente com Dilma como estiveram com Lula. E, quem sabe, pouco se preocupem com os destinos do processo do mensalão.

Leio e ouço até agora que a questão incomoda sobremaneira tanto Lula quanto Dilma, e que a CPI do Cachoeira foi excogitada para desviar as atenções da Nação. CartaCapital entende que é do interesse geral, inclusive do PT, que o julgamento se faça o mais rapidamente possível e que o assunto seja finalmente encerrado por sentença justa.

Insistimos na convicção de que o mensalão, conforme a denúncia original de Roberto Jefferson, como mesada oferecida a um certo número de congressistas, não será provado. Outros crimes, acreditamos, terão prova. Crimes igualmente gravíssimos, uso de caixa 2, lavagem de dinheiro, aquele que o ex-ministro Márcio Thomaz Bastos recebe do contraventor Cachoeira para defendê-lo. CartaCapital arrisca-se a prever condenações óbvias, e nem tanto, e espera que o conspícuo envolvimento do banqueiro Daniel Dantas venha à tona neste enredo. Difícil imaginar como a mídia se portará ao cabo. Vale acentuar apenas o silêncio que manteve sem pestanejar diante dos “mensalões” tucanos. De todo modo, limpar a mancha convém ao País.

O jornalismo nativo entre a hipocrisia e a prepotência | Brasilianas.Org

10/05/2012

Editoriais

Filed under: Editorial,Grupos Mafiomidiáticos,O Globo,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 8:20 am

Os editoriais d’O Globo são sempre ou a favor de ditaduras, cujo famoso editorial os blogs trouxeram à luz para que não se perca de vista, ou a favor de parceiros a$$oCIAdos do Instituto Millenium.

Miguel do Rosário: Instáveis, anárquicas, imprevisíveis e livres

publicado em 9 de maio de 2012 às 12:27

Globo ataca blogosfera

por Miguel do Rosário, no O Cafezinho (08.05.2012), sugerido pelo Tiago Tobias

Não é a primeira nem será a última vez que o jornal Globo ataca frontalmente a blogosfera. Tanto é que já estamos com casco duro e nem damos bola. Vale a pena analisar, porém, detidamente o editorial desta terça-feira do jornal O Globo, onde os platinados tentam matar dois coelhos de uma vez: blindar a revista Veja e desqualificar o pensamento que diverge da mídia corporativa em geral.

Usemos aquele método de fazer comentários intercalados. O editorial está em negrito, meus comentários em fonte normal:

Roberto Civita não é Rupert Murdoch
O Globo – 08/05/2012

Comecemos pelo título. Evidentemente, Civita não é Murdoch. É pior. Murdoch queria só ganhar mais dinheiro. Civita queria ganhar mais dinheiro e derrubar governos. Murdoch espezinhava celebridades, divulgando fofocas e intimidades. Civita aliou-se a um mafioso para espionar autoridades com objetivo de chantageá-las e obter vantagens financeiras e políticas. É como se descobrissem que a Fox aliou-se a Bin Laden para tentar derrubar Obama, ou que o Times aliou-se à máfia chinesa, que lhe fornecia vídeos oriundos de grampos ilegais, com objetivo de derrubar o primeiro-ministro inglês.

Blogs e veículos de imprensa chapa-branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista “Veja”, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.

Globo inicia o texto através de uma desqualificação grosseira. Baixou o nível. Blogs não tem obrigação de ser neutros, nem de apoiar, nem de ser críticos. Blogs políticos nascem do desejo pessoal de cidadãos brasileiros de expressarem sua opinião. Chamá-los de chapa branca é aplicar-lhes um conceito já meio anacrônico do jornalismo comercial. É ofensivo e equivocado. O Globo jamais chamou o blog da Veja, ou a própria Veja, que são notoriamente pró-tucanos, de chapa-brancas em relação ao governo de São Paulo. Na verdade, com o aumento do poder da mídia, somado às circunstâncias políticas e históricas da democracia brasileira, de repente ficou muito conveniente para a imprensa corporativa alardear sua ideologia de que “jornalismo é oposição”. Pena que não fez isso durante a ditadura brasileira, quando serviu à esta com submissão voluntária.

Além disso, Globo difunde uma inverdade ao atribuir a postura dos blogs a uma estratégia de “linha auxiliar de setores radicais do PT”. A indignação pública contra os desmandos de Rupert Murdoch não veio de setores esquerdistas radicais, assim como a indignação contra a Veja também funciona num diapasão muito acima do PT, quanto mais de suas alas radicais. É um movimento popular autêntico. O PT é que se identifica com ele, e não o contrário. E a campanha não é organizada, como são as campanhas “anti-corrupção” patrocinadas pela mídia e setores do conservadorismo. Aí sim, há dinheiro e espaço nos jornais, em ações coordenadas que usam oportunisticamente a luta contra a corrupção para fazer proselitismo ideológico barato.

A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo. É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Rousseff, com a liberdade de expressão.

O que o Globo chama de retaliação, seria mais apropriado chamar de reação natural. Reação não apenas de petistas, mas de amplos setores da intelectualidade, e da esquerda em geral, e não só do Brasil, mas de todas as Américas (incluindo aí os EUA), às consequências nocivas da concentração da mídia ao processo democrático. Esta é uma crítica que se faz desde Cidadão Kane, de Orson Welles, filmado em 1941. É uma crítica democrática, saudável. Ou o Globo acha que devemos achar muito normal que uma revista use, ao longo de vários anos, grampos clandestinos fornecidos por uma máfia sinistra, fazendo matérias que beneficiam financeiramente este grupo e a própria revista?

A mídia omite a si mesma de suas análises políticas. Ela se trata como uma espécie de deidade intocável, a “imprensa independente”, ou “imprensa livre”, quando na verdade sabemos que são empresas com interesses econômicos muito específicos. A Veja, por exemplo, tem empresas que vendem livros didáticos para o Estado, e tem faturado milhões com esse negócio, onde há uma relação promíscua entre política, imprensa e, como agora está claro, máfia.

A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta. As gravações registraram vários contatos entre o diretor da sucursal de “Veja” em Brasília, Policarpo Jr., e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.

Exatamente, a “manobra” se baseia em grampos legais. Quer dizer que o Globo defende que apenas ele pode “manobrar” grampos, de preferência ilegais?

A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria “desmascarar o mensalão”. Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de “Veja” com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas-brancas, devidamente replicadas na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal “News of the World”, fechado pelo próprio Murdoch.

Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia. Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento – sem o qual não existe notícia – têm destaque, pela sua importância. Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato. Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.

A comparação é válida, e Civita leva a pior, como já expliquei acima. Murdoch espionou a privacidade alheia. Civita aliou-se à uma máfia política.  Há várias gravações que mostram uma relação promíscua entre a revista e o bicheiro sim. Globo quer tapar o sol com peneira. Além disso, há muitas gravações que ainda não chegaram ao conhecimento do público. Há sim uma indignação muito grande de amplos setores da sociedade contra a ética jornalística da Veja. E contra o Globo também. Os platinados tentam blindar a Veja porque tem medo que sejam atingidos por algum petardo similar, visto que as reportagens que Civita publicava, a mando de Cachoeira, repercutiam imediatamente no Globo, em especial no temível Jornal Nacional. Na verdade, a Veja era apenas a porta de entrada para o noticiário televisivo, onde, aí sim, os estragos políticos contra os inimigos do esquema Cachoeira (honestos ou não) eram quase sempre fatais. Eu não engulo aqueles 7 a 8 minutos que o Globo deu a Rubnei Quicoli, bandidinho de terceira categoria, ex-presidiário, no Jornal Nacional, às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais, com base em matérias da… Veja.

Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: “(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia.” E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.

Os princípios editoriais do Globo são uma piada de mau gosto. O grupo Globo se transformou numa empresa que oprime ideologicamente seus jornalistas, violentando-lhes a liberdade de se manifestarem politicamente. O Globo é inimigo da liberdade de expressão de seus próprios empregados. Princípios não valem nada, além disso, se não correspondem à prática. O Globo escolhe despudoradamente suas fontes de acordo com seus interesses políticos, e sua lealdade não é com a notícia e sim com a ideologia dos patrões, mesmo que para isso precise sacrificar a notícia.

O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros. O “Washington Post” só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o Garganta Profunda, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas. Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.

Uma coisa é o vazamento ilegal de grampos realizados com autorização judicial. Não é um crime tão grave, embora também tenhamos aí uma situação muito irregular e, às vezes, perigosa, já que se formam conluios interessados entre setores da polícia e imprensa. Outra coisa é o vazamento de dados sigilosos bancários e fiscais. Aí temos um crime grave contra a privacidade, que tem sido muito raro nos últimos anos. O vazamento dos dados do caseiro Francenildo, por exemplo, derrubou um ministro da Fazenda. O Globo sempre atacou com muita virulência esse tipo de prática, então fica incongruente pregar o “locupletemo-nos todos” apenas para defender o uso de grampos clandestinos pela revista Veja.

Uma terceira coisa, porém, totalmente distinta, é usar grampos ilegais, pagos e realizados por uma máfia política, que tem naturalmente interesses financeiros escusos em divulgá-los. É um crime infinitamente mais grave. A comparação com o caso Watergate é descabida também por causa disso. A fonte era um alto funcionário do FBI, ou seja, alguém do Estado, não era um membro do esquema Cachoeira, um bandido corrupto, com interesses partidários, como eram as fontes de Veja.

A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de “Veja” que irritaram alas do PT. Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Rousseff, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.

Mais uma vez a mídia omite seu próprio poder, além de mentir. Houve sim desmentidos, fortes, dos envolvidos. A presidenta Dilma demitiu alguns ministros sem prova, por conta da instabilidade política provocada pela própria mídia. Alguns talvez tivessem culpa no cartório, como aliás quase todo ser humano tem, mas sua maior culpa consistia em serem ministros de um governo trabalhista. As crises ministeriais tinham início através de uma denúncia, mas depois nem importava que essas denúncias não fossem verdadeiras: iniciava-se uma campanha maciça, organizada, para derrubar aquele alvo específico, atacando membros do partido, mesmo que nada tivessem a ver com o acusado. Foi o caso de Orlando Silva, em que a mídia começou a atacar o PCdoB de forma generalizada, inclusive Manuela D’Ávila, quadro importante do partido e ao mesmo tempo vulnerável por ser candidata à prefeitura de Porto Alegre, disputando um eleitorado fortemente politizado e, por isso, sensível a campanhas de imprensa. A mídia não perdoa nem a família. No caso do Sarney, não escapou nem uma neta de menos de 20 anos, que cometeu o crime terrível de ligar para o avô e pedir emprego para o namorado. Quando os envolvidos são aliados da mídia, aí a blindagem é completa. Demóstenes Torres ligou para Aécio para pedir emprego para a prima de Cachoeira, foi atendido, e não se criou escândalo nenhum. Ou seja, os Princípios do Globo me parecem bem flexíveis.

O editorial do Globo, por outro lado, corresponde a mais um atestado de que a blogosfera vem se tornando cada vez mais influente. É um contrapeso importante à mídia corporativa. É um verdadeiro ombudsman coletivo e independente do trabalho da imprensa brasileira. Em nome da liberdade de expressão, da democracia, do jornalismo, o Globo deveria agradecer a blogosfera, que lhe presta um serviço, gratuitamente, permitindo-lhe aprimorar-se. A imprensa, pressionada pela blogosfera, se vê obrigada a frear um pouco o conservadorismo doentio, fanático e partidário para o qual parece eventualmente enveredar.

Nem sempre a blogosfera está certa. Mas ela não se pretende infalível. A blogosfera é, na maioria dos casos, assumidamente tendenciosa, ideológica, partidária, ou seja, totalmente oposta à neutralidade higiênica e hipócrita da imprensa corporativa. A blogosfera, todavia, é bem mais livre das amarras que prendem jornais a uma série de interesses econômicos. Blogueiros e comentaristas não são amordaçados pelos “códigos de conduta” que alguns meios impõem – tiranicamente – a seus empregados.  Como blogueiro, observo às vezes até meio estupefato como as mesmas massas que apoiavam a Dilma, de repente passam a criticá-la ferozmente no dia seguinte, para voltar a apoiá-la posteriormente, tendo como base sempre e exclusivamente a independência de seu juízo. As massas blogosféricas (hoje integradas em redes sociais) são instáveis, anárquicas, imprevisíveis e livres, como jamais a imprensa, ou a velha mídia, será. Ao detratá-la, portanto, o Globo ataca o próprio símbolo da contemporaneidade, e dá recibo de sua insegurança perante um novo mundo.

Miguel do Rosário: Instáveis, anárquicas, imprevisíveis e livres « Viomundo – O que você não vê na mídia

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