Ficha Corrida

20/04/2014

Se correr o bicho pega, se parar o bicho come

cp20042014A Folha não dá trégua. Se as prefeituras não investirem em obras de infraestrutura, que são o “legado da copa”, é porque a Copa não deixará legado. Se investem, aumentam a dívida pública. Afinal, quem faz obras sem contrair dívidas? E obra pública não é gasto, é investimento. Nestas horas a dívida social não conta?

Agora, vá dizer isso a quem torce contra o Brasil e, por extensão, contra a COPA!? Tudo seria informação jornalística se a Folha se preocupasse em apontar mau uso, ou desvio. Não, simplesmente porque as prefeituras resolveram investirem em obras de mobilidade urbana. E aí, vem outra confirmação por vias transversas. Se as obras estão sendo financiadas pelo Governo Federal, por que as constantes acusações contra o Governo Federal. E tudo isso poderia ser simplesmente concluído apontando qual será o ganho das cidades que investiram em obras de infraestrutura. Será que as pontes, ruas, avenidas, viadutos irão embora com o término da Copa? E os demais ganhos, com vinda de turistas, gastos no comércio, hotéis e imagem das cidades? ´

Ocupar a metade superior da capa para promover a rainha do medo, a conde drácula das oposições, em oposição à manchete relativa ao crescimento da dívida com a União, convenhamos, é coisa típica de ditabranda!

E levar demais ao pé da letra as orientações de D. Judith Brito. O torcidômetro do contra, a pedido das oposições, já que esta é a única bandeira que a direita tem para as eleições, a torcida contra o Brasil, eis o último refúgio dos fracassomaníacos. Nunca o complexo de vira-lata ficou tão evidente!

Dívida pública sobe mais em cidades-sedes da Copa

As 12 capitais que receberão evento elevaram débitos em 51%, em média

Municípios investiram principalmente em projetos de transporte desengavetados com o pretexto do Mundial

FELIPE BÄCHTOLDDE PORTO ALEGRE

Às vésperas da Copa do Mundo, o torneio apresenta mais uma conta: as cidades que receberão os jogos se endividaram em ritmo bem superior ao de capitais que ficaram fora do evento.

Levantamento da Folha em dados do Banco Central aponta que, em dois anos, as dívidas das 12 sedes do Mundial com o Tesouro Nacional ou bancos públicos cresceram, em média, 51%.

Nas capitais sem Copa, no mesmo período, a taxa cresceu 20%. Dos municípios com jogos, apenas um –Salvador– conseguiu baixar sua dívida com o governo federal no período. Nas demais capitais, quatro reduziram.

No período pré-Copa, os municípios investiram, sobretudo, em projetos de transporte desengavetados com o pretexto do Mundial.

O governo federal estima os custos dessas obras em aproximadamente R$ 8 bilhões –valor equivalente ao que foi gasto na construção e na reforma dos 12 estádios.

A construção das arenas ficou majoritariamente com os governos estaduais. Já na área de mobilidade urbana, a maior parte dos gastos é financiada com recursos do governo federal.

MAIOR PROPORÇÃO

Em 11 capitais, o endividamento com a União subiu entre 3% e 256% desde o início de 2012. Em cinco das 12 cidades também houve expressiva mudança na proporção da dívida em relação à receita.

Em Fortaleza, por exemplo, o município tem hoje débito equivalente a 15% de sua receita corrente. No fim de 2011, o índice era zero.

Em Porto Alegre, a dívida zerada foi bandeira da campanha do prefeito reeleito José Fortunati (PDT).

Agora o débito caminha para alcançar 30% da receita –o próprio balanço do município atribui a alta ao "crescimento nos financiamentos visando a Copa".

CONSEQUÊNCIAS

Para o professor de administração pública José Matias-Pereira, da Universidade de Brasília, o endividamento preocupa porque as capitais terão pouca capacidade de investimento à frente.

"São muitos anos para pagar, e débitos ficam para gerações futuras. Por isso, é preciso um freio para que, no futuro, não paguem por descontrole de um ou outro gestor", afirmou Aécio Prado Júnior, vice-presidente do Conselho Federal de Contabilidade.

O caso mais emblemático é o de Curitiba, governada por Gustavo Fruet (PDT).

Com o empenho de recursos nas obras, a prefeitura contraiu outros empréstimos para bancar dívidas com fornecedores. O endividamento foi de 3,2% da receita no fim de 2011 para 9,8% hoje.

O Planalto diz que as intervenções em mobilidade urbana serão o legado do evento. A lista de obras, contudo, sofreu sucessivas alterações nos últimos anos. Projetos foram excluídos e outros continuam pendentes a menos de dois meses do evento.

DEBATE POLÍTICO

Se durante a eleição de 2012 o tema Copa foi destaque nos debates municipais, passada a onda de protestos de 2013, as prefeituras tentam evitar a vinculação dos gastos com o Mundial.

"O BRT passa a um quilômetro do [estádio] Mineirão. Não tem sentido dizer que [a obra] é por causa da Copa", disse o secretário das Finanças de Belo Horizonte, Marcelo Piancastelli.

Em Porto Alegre, durante o auge das manifestações do ano passado, o município tirou do pacote para o evento a maior parte dos projetos –a liberação de recursos atrasou e a cidade passou meses com vias interditadas devido a obras paralisadas.

Nas 12 cidades, a única que ultrapassa o limite de endividamento previsto em lei é São Paulo. A cidade hoje tem dívida equivalente a 200% da receita corrente líquida, enquanto o limite é de 120%.

A prefeitura, no entanto, não buscou financiamento federal para as obras de mobilidade urbana.

07/01/2014

Ou o Brasil acaba com os rentistas ou os rentistas acabarão como Brasil

Até que enfim alguém dos grupos mafiomidiáticos vê e diz o óbvio: os problemas do Brasil passam longe da produção ou dos programas sociais. Estão muito bem localizados nos Bancos. Não foi por acaso que o otimismo deles foi ao auge quando, no Governo FHC, os juros chegaram a 45%. Quando, no governo Dilma, os juros chegaram a 6%, ouve o golpe do tomate. A inflação do tomate foi o mote para desencadear uma campanha incessante pelo aumento dos juros. Os que vivem de aplicações e poupança, festejaram. Quem produz, não.

CLÓVIS ROSSI

Quem deveria ficar "nervosinho"

Um estranho país em que os ricos batem recorde de pessimismo, mas os pobres parecem contentes

Há algo de profundamente errado em um país, um certo Brasil, em que os ricos choram (e de barriga cheia), ao passo que os pobres parecem relativamente felizes. Na ponta dos mais ricos, refiro-me à pesquisa da consultoria Grant Thornton que o caderno "Mercado" publica hoje, páginas adiante, e que mostra um absurdo recorde de pessimismo entre os executivos brasileiros.

Na ponta dos pobres, valem as sucessivas pesquisas que mostram satisfação majoritária com o governo Dilma Rousseff, a ponto de 11 de cada 10 analistas apostarem, hoje por hoje, na reeleição da presidente. Como ninguém vota em governo que o faz infeliz, só se pode concluir que uma fatia majoritária dos brasileiros, especialmente os pobres, está rindo.

Que a economia brasileira tem problemas, ricos, pobres e remediados estão cansados de saber. Problemas conjunturais (o crescimento medíocre dos anos Dilma ou a forte queda do saldo comercial, por exemplo). Problemas estruturais que se arrastam há tantos séculos que nem é preciso relacioná-los aqui. Daí, no entanto, a um pessimismo recorde vai um abismo. Um país em que há pleno emprego e crescimento da renda não pode ser campeão de pessimismo nem pode ficar em 32º lugar, entre 45, no campeonato mundial de pessimismo. É grotesco.

Grotesca igualmente é uma das aparentes razões para o surto de pessimismo que vem grassando desde meados do ano passado. Seria a diminuição do superavit primário, ou seja, do que sobra de dinheiro nos cofres públicos depois de descontadas as despesas e tem servido exclusivamente para o pagamento dos juros da dívida. Foi por isso que o ministro Guido Mantega apressou-se a divulgar os dados de 2013, para acalmar os "nervosinhos".

Quem deveria ficar nervoso, mas muito nervoso, não apenas "nervosinho", é exatamente quem está contente com o governo.

Basta fazer a comparação: os portadores de títulos da dívida pública (serão quantos? Um milhão de famílias? Cinco milhões no máximo?) receberam do governo, no ano passado, R$ 75 bilhões. É exatamente quatro vezes mais do que os R$ 18,5 bilhões pagos às 14 milhões de famílias (ou 50 milhões de pessoas) que recebem o Bolsa Família.

Quatro vezes mais recursos públicos para quem tem dinheiro para investir em papéis do governo do que para quem não tem renda. Seria um escândalo se os pobres tivessem voz. Mas quem a tem são os rentistas que ficam reclamando da redução do que recebem, como se houvesse de fato a mais remota hipótese de que o governo deixe de honrar sua dívida. Fazem um baita ruído com os truques contábeis que permitiram o superavit, mas não dizem que, com truque ou sem truque, a dívida líquida diminuiu este ano, de 35,16% do PIB em janeiro para 33,9% em novembro, última medição disponível.

Ou, posto de outra forma: o governo, supostamente irresponsável, gasta menos do que arrecada e ainda pinga 1,3% de tudo o que o país produz de bens e serviços na conta dos mais ricos e apenas 0,4% na dos pobres entre os pobres. E os ricos ainda choram.

crossi@uol.com.br

07/07/2012

Baja deuda pública, alta deuda social

Filed under: Dívida Pública,Dívida Privada,Dívida Social — Gilmar Crestani @ 9:37 pm

Vá explicar isso para os boçais da RBS, que preferem atacar o serviço público em prol do lumpenpresariado.  Atacam os gastos públicos apenas quando são destinados aos mais necessitados. Quando beneficia bancos, grandes empresas como a Gerdau, eles piam fininho e até justificam. Aliás, eles mesmos se beneficiam, sempre que podem e encontram encastelado no poder um ex-funcionário, como Antonio Britto, quando tentaram ficar com a CRT. Com a Yeda Crusius, conseguiram senha do sistema guardião para terem informação privilegiada de forma absurdamente ilegal, prática corriqueira em organizações mafiosas. Alias, os aparelhos da Nextel dada por Carlinhos Cachoeira a Demóstenes Torres e Policarpo Junior tem tudo a ver com as vantagens obtidas pela RBS junto à pior governante que este Estado já teve.

A crise financeira de 2008 e esta que está dizimando a Europa não tem nada a ver com a dívida pública. Quem estão quebrando são os bancos e os Estado naõ estão tendo condições de salva-los sem cortar nos investimentos sociais. É claro que  se os Estados não fizessem investimentos públicos teriam mais dinheiro para ajudar os bancos… Vá explicar isso para este bando à manada de sicários.

Baja deuda pública, alta deuda social

Por: Alejandro Rebossio| 07 de julio de 2012

La deuda pública de los países latinoamericanos se encuentra en niveles históricamente bajos. No por nada muchos gobiernos siguen pudiendo emitir bonos en los mercados a tipos de interés bajos. No obstante, nunca hay que olvidar que una deuda sana de pronto puede convertirse rápidamente en algo insostenible cuando irrumpe una crisis que disminuye los ingresos fiscales o provoca una devaluación que acreciente los pasivos nominados en divisas. Uruguay, que este año ha recuperado el grado de inversión de su deuda, había gozado de ese categoría hasta febrero de 2002 y apenas un año después debió reestructurarla para evitar la suspensión de pagos.

Veamos entonces en qué niveles se encuentra la deuda pública de los países latinoamericanos. Y después observemos qué sucede con la otra deuda, la social, que también ha bajado, pero que sigue siendo alta. Los acreedores de la deuda social, los pobres, no pueden esperar ni un día. Cada 24 horas es un sufrimiento. Y así como la deuda pública puede crecer este año por la desaceleración económica regional y su impacto en la recaudación tributaria, también puede agravarse la carestía de los que menos tienen.

País                Deuda bruta en relación al PIB (%)          Deuda neta en relación PIB  (%)

Argentina            43,2                                                                      19,3

Bolivia                 31,4                                                                      8,3

Brasil                   65                                                                         36

Chile                    10                                                                         -6,9

Colombia              32,3                                                                      25,9

Costa Rica            32,3                                                                      32,3

R. Dominicana       29,8                                                                     29,8

Ecuador                 18,2                                                                     –

El Salvador             50                                                                        –

Guatemala             24,8                                                                     –

Honduras               31,1                                                                     –

México                   42,8                                                                    39,7

Nicaragua               68,7                                                                     –

Panamá                  35,9                                                                    35,9

Paraguay                13,5                                                                        –

Perú                       20,7                                                                     5,2

Uruguay                  49                                                                        34,6

Venezuela               51,5                                                                      –

Fuente: FMI y Econométrica Argentina

Recordemos que la deuda neta se obtiene de restarle a la bruta las obligaciones que ha contraído el Tesoro con otros organismos públicos del propio país. En la eurozona, por ejemplo, España tiene una deuda bruta del 79% del PIB y una neta del 67%. Grecia debe un 153,2% en ambos parámetros. Italia tiene un pasivo bruto del 123,3% y uno neto del 102,2%; Irlanda, 113,1 y 102,9%, respectivamente; y Portugal, 112,3% y 110,9%.

En el reciente Encuentro Santander América Latina, el director general del banco Santander para esta región, Jesús Zabalza, destacó que de este lado del Atlántico no hay peligro con la deuda: “Los niveles de endeudamiento se mantienen en niveles moderados y con tendencia a la baja, tanto en la deuda pública como en la deuda externa, con ratios sobre el PIB cercanos al 40% en el caso de la deuda pública, y cercanos al 20% para la deuda externa”. En el informe de coyuntura de mitad de año la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) señaló: “La mayor solvencia de las finanzas públicas y externas se expresa, en varios casos, en la tendencia decreciente de la deuda pública y la deuda externa total como proporción del PIB”. De todos modos, la desaceleración de la economía regional lleva a suponer que la relación entre la deuda pública y el PIB se incrementará levemente en el presente año, advierte la CEPAL.

En el caso de Argentina, un informe de la consultora local Econométrica, en general crítica con el Gobierno de Cristina Fernández de Kirchner, destaca que la deuda externa fue una “mochila” que este país heredó de la última dictadura militar (1976-1983), que la elevó del 13,8% del PIB al 46,6%, y que se profundizó hasta alcanzar el 165% tras la suspensión de pagos de 2001. “La exitosa renegociación de la deuda de 2005 y 2010, sumada a la estatización del sistema de pensiones y el pago de deuda primero con superávit fiscal y luego con reservas del Banco Central, llevó la deuda pública en manos de acreedores privados y organismos internacionales al 19,3% del PIB. Si Europa finalmente patea el tablero, el impacto de la crisis internacional sobre las economías emergentes se magnificará en aquellos países que tengan un elevado nivel de endeudamiento en moneda extranjera, dado el posible estrangulamiento del crédito externo junto con el colapso de las exportaciones. Argentina no evitaría la crisis, pero sí el colapso”, concluye el informe de Econométrica Argentina que redactó su analista Ramiro Castiñeira.

Bolivia planea volver a emitir deuda en los mercados después de 90 años. Las calificadoras de riesgo crediticio, que tantas veces se han equivocado en los últimos tiempos en el mundo desarrollado, han elevado la nota de la deuda boliviana por sus moderados coeficientes de deuda pública, una liquidez externa sólida y el crecimiento impulsado por una robusta inversión pública.

Los bonos de Brasil gozan del favor de los inversores. Las calificadoras Fitch y Moody’s ven buenas perspectivas para su deuda, mientras que Standard & Poor’s (S&P) se ha mostrado más prudente y la ha puesto un neutral. Los títulos públicos de Brasil tienen el grado de inversión, al igual que los de Colombia, Costa Rica, Chile, México, Panamá, Perú y Uruguay.

S&P advirtió el mes pasado que Costa Rica, Guatemala y El Salvador enfrentan un creciente riesgo crediticio. Las finanzas públicas de los tres países "han empeorado por el aumento de sus déficits y sus deudas" porque sus economías se han recuperado con lentitud de la crisis mundial de 2008/2009.

Ecuador, en cambio, se benefició de una subida de calificación de S&P. Aunque sus bonos siguen siendo considerados chatarra, la nota de se elevó de B- a B y la perspectiva es estable porque la agencia observa una mayor voluntad y capacidad de pago del Gobierno de Rafael Correa. S&P también le subió la calificación a Honduras, de B a B+, porque considera que el país ha ganado en estabilidad política. Este mes además mejoró la nota de Panamá, de BBB- a BBB, con perspectiva estable porque “la flexibilidad de la política económica está fortaleciéndose, al mismo tiempo que la economía continúa creciendo, diversificándose y desarrollando su capacidad de recuperarse ante choques externos”.

México tiene grado de inversión, pero su deuda crece y crece. En un reciente artículo publicado por El Universal, el economista Gregorio Vidal, profesor de Universidad Autónoma Metropolitana, alertó que “hay un incremento apreciable de la deuda pública” del 22,6% en 2007 al 35,4% en 2011.

La deuda de Paraguay ha sido puesta en perspectiva negativa por S&P después de la destitución fulminante de Fernando Lugo como presidente de ese país. "La perspectiva negativa refleja el aumento de los riesgos crediticios ante las posibles ramificaciones políticas y económicas del brusco cambio en el Gobierno", dijo S&P.

Pese al grado de inversión, el Gobierno de Uruguay admitió en un reciente informe que el país "requerirá más de una década para retornar a niveles reducidos de endeudamiento público". No obstante, Fitch ha puesto sus bonos en perspectiva positiva, al igual que los de República Dominicana.

Por último, una consultora venezolana también llamada Econométrica advirtió en un reciente reporte que la agresiva estrategia de endeudamiento público en divisas mantenida por el Gobierno de Hugo Chávez desde 2007 empezará a reflejarse en un “preocupante” aumento de los pagos de capital e intereses en los próximos cinco años. Venezuela es el único país latinoamericano cuya deuda tiene perspectiva negativa, según Fitch.

Pero más allá de los pasivos con los acreedores, también queda pendiente una profunda deuda social. La desaceleración económica regional está haciéndose sentir, por ejemplo, en la provincia de Buenos Aires, donde el Gobierno local está racionando la distribución de leche en algunos barrios populares, según cuentan sus propios vecinos. A partir de datos oficiales de cada país reunidos por la Universidad de La Plata (Argentina) y el Banco Mundial, veamos los niveles de la población con ingresos por debajo de la línea de pobreza:

Argentina, 20,1% (según, el Centro de Investigación y Formación de la República Argentina, CIFRA);

Bolivia, 51,3%;

Brasil, 21,4%;

Chile, 15,1%;

Colombia, 30,4%;

Costa Rica, 24,2%;

Dominicana, 31,6%;

Ecuador, 28,6%;

El Salvador, 42,5%;

Guatemala, 53,7%;

Honduras, 66,2%;

México, 46,2%;

Nicaragua, 42,5%;

Panamá, 32,7%;

Paraguay, 35,1%;

Perú, 31,3%;

Uruguay, 18,6%;

Venezuela, 32,5%.

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