Ficha Corrida

14/12/2015

Se fosse no Brasil, viraria funcionário da Globo

Alexandre GarciaAlexandre Garcia é a prova disso. Aliás, se for toxicômano, golpista ou mau caráter tem grandes chances de arrumar emprego nos assoCIAdos do Instituto Millenium.

Ex-militar chileno confessa crimes da ditadura em programa de rádio e é preso

Postado em 14 de dezembro de 2015 às 7:23 am

Da BBC Brasil:

Os chilenos se surpreenderam por uma ligação a um programa de rádio em que um ex-militar relatou, com detalhes, os crimes que cometera durante a ditadura militar no país (1973-1990).

Tudo começou no último dia 9 de dezembro, com uma insuspeita chamada ao programa popular El Chacotero Sentimental (“O piadista sentimental”, em tradução livre), da rádio Coração, de Santiago.

O ouvinte ligou para falar sobre um romance frustrado e logo começou a confessar mortes de presos políticos pouco após o golpe de Estado do general Augusto Pinochet.

O homem no ar dizia se chamar Alberto, e contou ao apresentador Roberto Artiagoitía como havia participado do assassinato de 18 presos políticos depois do golpe que derrubou o governo de Salvador Allende (1908-1973).

Dois dias depois, a polícia prendeu “Alberto”, na verdade Guillermo Reyes Rammsy, taxista de 62 anos e morador de Valparaíso, a 116 km de Santiago.

Os crimes que Rammsy confessou ocorreram no norte de Chile, região em que ele prestou serviço militar obrigatório.

“Atirávamos e depois os dinamitávamos, os corpos se desintegravam, não sobrou nada”, afirmou.

Diário do Centro do Mundo » Ex-militar chileno confessa crimes da ditadura em programa de rádio e é preso

13/09/2015

Os assassinos estão soltos e tem ódio de Dilma, Lula e o PT

ditadura militarPara os midiotas que perambulam com a Marcha dos Zumbis pedido o afastamento da Presidenta e espumando pela boca palavras de ódio ao Lula, ao mesmo tempo em que pedem a volta da ditadura, bastaria este único  caso para mostrar como funciona um governo aos moldes do que propugnam. Aos desavisados que ainda não se deram conta dos reais motivos de ódio e perseguição ao PT e seus líderes, eis aí a prova de como eles entendem como deve funcionar a vida em sociedade. Com isso não estou querendo dizer que o PT não tenha cometido erros, mas não há nada que se possa atribuir aos dois, Lula e Dilma, a perseguição diuturna dos perdedores das últimas eleições. Até porque graças ao republicanismo deles já não há lugar para Geraldo Brindeiros, porque, se quisessem, haveria ainda hoje candidatos a Engavetador Geral. Rodrigo de Grandis está aí para provar o que estou dizendo.

Não podemos nos esquecer que havia finanCIAdores ideológicos, os mesmos que hoje patrocinam o golpe, nos porões do DOI-CODI. E eles participavam nas sessões de tortura e estupro. Depois também emprestavam peruas para transportarem os corpos violados e mutilados ao Cemitério de Perus.

Convém lembrar que este tipo de acontecimento tinha a proteção de todos os atuais associados do Instituto Millenium. Lei Rubens Ricúpero veio à luz durante o governo Itamar Franco, via Carlos Monforte, mas a prática já era rotina nos grupos mafiomidiáticos. O exemplo mais contundente desta prática foi o comício das Diretas Já, no Vale do Anhangabaú, que reuniu 1,5 milhões de manifestantes, mas que a Rede Globo noticiou como se tivesse sido comemoração pelo aniversário da cidade. Hoje, quando vemos personagens obtendo espaço na Rede Globo para exporem seus desrespeito à democracia temos o mau costume de criticar as personagens, não aquela que a convocou. Não, não é Aécio o golpista, é a Rede Globo que o usa para golpear. Não é Sartori que é uma mequetrefe, é a RBS que o enfia pela goela dos midiotas gaúchos.

O “agente Guarany”, a bomba e o poder da foto

Por Fernando Brito · 12/09/2015

riocentro

A conclusão – 35 anos depois – da apuração sobre a autoria, intelectual e material, do torpe assassinato de D. Lyda Monteiro, secretária da Ordem dos Advogados do Brasil, na explosão da carta-bomba dirigida ao presidente da instituição, Eduardo Seabra Fagundes, já nos estertores da ditadura no Brasil, não é o ponto final desta chaga na história brasileira recente.

Agora, cabe à Procuradoria Geral da República – mais especificamente ao Dr. Rodrigo Janot – decidir se o caso vai ou não à Justiça, porque não está coberto sequer pela Lei da Anistia – promulgada no ano anterior ao crime – mas por uma alegação de prescrição que, afinal, só pode ser alegada se aceitar-se como legítima toda a “operação-abafa” que envolveu o episódio por décadas.

Antes de reproduzir um trecho do post de Auler – a íntegra está aqui – não posso deixar de prestar uma homenagem a Aníbal Philot – já morto – com quem trabalhei no início de minha carreira, em 1978, cuja foto histórica do atentado do Riocentro, meses depois da bomba na OAB, permitiu identificar com certeza o autor material daquele crime: o ex-sargento do DOI-CODI Magno Cantarino Motta, o “Agente Guarani”, visto no elevador que conduzia ao escritório do presidente da corporação por um ex-colega de quartel.

Dos olhos da testemunha e das lentes de Philot, que não se esmaeceram, saiu a verdade que tantos tentaram apagar.

O Mensageiro da Morte

Marcelo Auler (trecho)

Ao longo destes 35 anos, muitas pessoas apontaram para o agente “Guarany” como o portador da carta-bomba. O próprio, em 2014, ao ser procurado pela jornalista e pesquisadora da CEV-Rio, Denis Assis, parecia querer falar sobre o caso, mas recuou por interferência de sua mulher.

Havia evidências e testemunhos, faltava, porém, quem o reconhecesse como o homem visto com a carta-bomba na sede da OAB. Isto foi conseguido pela CEV-Rio, na semana passada, quando uma testemunha que se encontrava no prédio da Avenida Marechal Câmara, centro do Rio, e cruzou com o portador da carta-bomba, o reconheceu nas fotos apresentadas por Denise de Assis, na presença de Felipe Monteiro.

O agente paraquedista não agiu sozinho. Segundo depoimento do ex-delegado de Policia Civil do Espírito Santo, Claudio Guerra, o chamado autor intelectual do plano foi o já  falecido coronel Freddie Perdigão Pereira, que por muito tempo atuou no CIE (Centro de Informações do Exército), mas também teve participação ativa no DOI-CODI/RJ e na agência do Rio de Janeiro do Serviço Nacional de Informações (SNI), onde estava quando decidiu pelo envio da carta-bomba.

O terceiro militar envolvido também já está morto. Trata-se do sargento Guilherme Pereira do Rosário, paraqudeista da turma de Guarany, especialista em explosivos. Ele montou o artefato levado por Guarany à OAB, em uma oficina de um primo seu, como revelou à CEV-Rio o ex-delegado Guerra,  que convivia com todos eles, principalmente com Perdigão.

Rosário faleceu ao tentar executar um novo atentado que, pelas evidências levantadas, partiu do mesmo grupo de militares: a explosão de uma bomba no show em comemoração ao dia do trabalhador, no Riocentro, Zona Oeste do Rio, em 30 de abril de 1981. Acabou sendo a única vítima fatal da bomba que ele próprio montou. Com ele estava o então capitão Wilson Dias Machado, que mesmo bastante ferido conseguiu sobreviver.

Na noite do atentado do Riocentro, Guarany estava no local. A foto dele acima  é um recorte de uma foto maior em que ele aparece ao lado do Puma onde seu colega de farda e de quartel, Rosário, faleceu com a bomba no colo. Segundo explicou à CEV-Rio o coronel Paulo Malhães, o artefato explodiu quando a corrente do relógio do sargento fez o contato com os polos positivo e negativo do artefato.

Como nesta sexta-feira lembrou o jornalista Chico Otávio em reportagem em O Globo, Rosário, dias depois do atentado à OAB, foi encontrado por duas parentes de Lyda Monteiro na beira do túmulo dela, chorando, como se estivesse pedindo desculpas. As duas senhoras só vieram a saber a identidade daquele estranho visitante quando da sua morte no Riocentro, através das fotos divulgadas pelos jornais.

Nas entrevistas dadas à CEV-Rio nos meses de fevereiro e março de 2014, Paulo Malhães, ao ser questionado sobre a possível participação de Guarany na morte de Lyda, admitiu o envolvimento, apenas ressalvando que ele não seria o autor da ideia.

– Eu conheço o Guarany. Pode até ter sido enviado por alguém para colocar essa bomba. Partir dele, não.

Além de Guerra, dois outros companheiros de Guarany revelaram  à CEV-Rio que é ele quem aparece no retrato falado feito na Policia Federal, em 1990, em um segundo inquérito o qual, controlado pelo próprio Perdigão, tentou jogar a responsabilidade no americano  Ronald James Watters, que acabou inocentado pela Justiça por falta de provas.

Valdemar Martins, também paraquedista da turma de Guarany e Rosário, no último dia 3 confirmou o que já havia dito em 2014 à Denise Assis:

-Na época em que eu estive ai dando o depoimento para vocês, vi algumas fotos. Falei que era o Magno Cantarino Motta. Um agente que era sargento paraquedista, que serviu na mesma unidade que eu, junto com o Guilherme Rosário, ai no Rio de Janeiro. Era o agente Guarany. Confirmo que era o Magno Cantarino Motta, sargento paraquedista que serviu na minha unidade.

-Então podemos considerar um depoimento oficial para a CEV-Rio, uma declaração sua de que reconheceu aqui na sede da Comissão o paraquedista Magno Cantarino, o agente Guarany, como autor da entrega?

– Sim.
Sim, o autor da entrega. Mas não o único autor do crime.

O “agente Guarany”, a bomba e o poder da fotoTIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

31/01/2015

Como no velho oeste, a justiça só chegará quando os bandidos estiverem mortos

Na imagem, Roberto Marinho a tiracolo de seus capangas

Roberto-Marinho-e-Figueiredo-e-ACMAos poucos vai se descobrindo todos os matizes de um grupo de bandidos que tomou, por assalto a mão armada, o poder no Brasil em 1964. Só não ocultavam o caráter… porque não tinham. Se houvesse qualquer razão, não precisariam fazer de tocaia, às escondidas, ao arrepio da lei, assassinando, estuprando e escondendo os restos dos corpos esquartejados. Estes foram os animais que O Globo saudou a chegada em editorial. Graças a esta parceria um jornal de fundo de quintal deu origem ao maior império de exploração econômica da informação no Brasil. A famiglia Marinho deve aos trogloditas de armas na mão a construção de seu império. Hoje, os três filhos de Roberto Marinho são os três homens mais ricos do Brasil.

Literalmente, um império construído à bala!

Procuradoria acusa agentes por crimes no Araguaia

Militares teriam matado e ocultado os cadáveres

ESTELITA HASS CARAZZAIDE CURITIBA

O Ministério Público Federal no Pará denunciou dois militares sob a acusação de homicídio qualificado e ocultação de cadáver durante a Guerrilha do Araguaia.

Lício Ribeiro Maciel, 84, conhecido como Major Asdrúbal, foi acusado por três homicídios e ocultação de cadáver. Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o Major Curió, 76, por ocultação de cadáver.

A Guerrilha ocorreu entre 1968 e 75, quando militantes estabeleceram-se às margens do rio Araguaia, entre Pará, Maranhão e Tocantins para reunir camponeses para uma revolução socialista. Militares descobriram o plano e mataram dezenas de guerrilheiros.

Na atual denúncia, as vítimas são os guerrilheiros André Grabois, João Gualberto Calatrone e Antônio Alfredo de Lima, mortos numa emboscada em outubro de 1973.

Segundo o MPF, as mortes são qualificadas por motivo torpe, com uso de violência, abuso de autoridade e do aparato estatal. Os procuradores pedem o cancelamento das aposentadorias dos militares, além do pagamento de danos às famílias das vítimas.

Os advogados dos militares classificaram a acusação de "estapafúrdia", com o argumento de que a Lei da Anistia extinguiu a punibilidade de agentes de Estado por crimes cometidos na ditadura.

28/12/2014

Ary Fontoura: minibiografia de um capacho

Na piada, o Parkinson é melhor que Alzheimer: é melhor derramar umas gotas que esquecer a garrafa. Ary Fontoura está com Alzheimer. Seus pingos de sabedorias decorrem do seu nutridinho salário. Vespasiano, ao criar o imposto sobre latrinas, justificou-se dizendo: “pecunia non olet”.

O dinheiro obtido com imposto sobre os dejetos humanos não cheira (nenhum alusão ao candidato do seu Ary….). O salário pago ao capacho, apesar de vindo da sonegação, também não cheira. Vai limpinho e cheiroso para a conta.

E, você, seu Ary, cheirou ou bebeu, ou é só o Alzheimer de seus anos de sabujismo?!

Ary Fontoura deveria renunciar à Globo?

:

Texto do ator Ary Fontoura, em que ele pede que a presidente Dilma Rousseff renuncie ao PT, provoca indignação nas redes sociais; em resposta, leitores defendem que o ator renuncie à Globo; "Em sua carta há uma nebulosa ausência do período pós-1964 e seus Presidentes-Generais (sempre de braços dados com seu patrão, Roberto Marinho). Também omite que a Globo apoiou até o fim o regime de torturas e assassinatos", diz o leitor Reinaldo Luciano; "Ari Fontoura, porventura você pediu a seus patrões para renunciar à SONEGAÇÃO?", questiona Gilson Rasian; "camarada Ary Fontoura, renuncie a Globo, pois a mesma estava de braços dados com a ditadura que assassinou e torturou brasileiros, enquanto você encenava na vida e ainda assim era remunerado, bem remunerado", completa o engenheiro Lino Moura

28 de Dezembro de 2014 às 07:10

247 – Em texto recentemente postado no Facebook, o ator Ary Fontoura tentou se colocar como reserva moral da nação e representante de 200 milhões de brasileiros. Nele, aparentemente inconformado com a vitória da presidente Dilma Rousseff nas eleições, ele pede que ela, ao menos, renuncie ao PT – que seria, na visão do ator, sinônimo de corrupção (leia mais aqui).

O texto, publicado no 247, provocou uma onda de indignação nas redes sociais. Muitos leitores defendem que o ator renuncie à Globo, que apoiou abertamente o golpe militar de 1964 e dele se beneficiou, fazendo com que os Marinho, sempre de braços dados com generais, se transformassem na família midiática mais próspera do planeta.

Eis o texto postado pelo leitor Reinaldo Luciano, que foi curtido por outros 150 leitores:

Em resposta ao Sr. Ary Fontoura.

Fui ler sua "Carta Aberta" e ela não me pareceu tão aberta assim. Como você entende de "elenco" vou elencar algumas razões:

Curiosamente você mudou-se para o Rio em 31 de Março de 1964. Então deve lembrar-se de que em 1º de Abril as tropas de Minas chegaram ao Rio.

Não foi um movimento espontâneo, mas um acerto entre a poderosa CIA, o Jornal O Globo e coligados, com a anuência de alguns generais (há quem cite malas e mais malas de dólares).

Você omite que Jango não renunciou, mas foi derrubado do poder por seu patrão (futuro) et caterva. Também é fato que sua carta omite o presente dado ao seu futuro chefe e amigo Roberto Marinho pelos generais que se apossaram do poder: A TV GLOBO onde você construiu esta longa carreira (nenhuma referência a seu candidato).

Em sua carta há uma nebulosa ausência do período pós-1964 e seus Presidentes-Generais (sempre de braços dados com seu patrão, Roberto Marinho). Também omite que a Globo apoiou até o fim o regime de torturas e assassinatos. Omite inclusive que Globo colocou lá Collor de Mello, numa das mais escabrosas manipulações eleitorais da história… e ajudou a apeá-lo quando deixou de ser interessante. Omite que FHC elegeu-se porque sua Globo fez um tácito acordo com uma certa jornalista que teria um filho bastardo com ele.

Continuemos com sua carta fechada e a manipulação da história pela empresa a quem você dedicou anos e anos de sua vida. Seus patrões-herdeiros não são bilionários à custa de seu trabalho como ator. Sua "empresa querida" tentou impedir a eleição de Lula em 2002 e em 2006. Repetiu a façanha (digo: patranha) em 2010 e em 2014, tanto que rendeu a William H(B)omer o prêmio "Mário Lago" por sua "isenção e lisura".

Assim sendo, do alto dos seus 81 anos procure um médico e peça-lhe que lhe prescreva "MEMORIOL". Quem sabe a Globo não lhe dê o comercial para estrelar e você possa fazer uma nova carta em 2018. Mas que esta realmente seja aberta e as verdades sejam realmente ditas: Doa em quem doer!
ReinaldoLuciano©

Leia ainda a mensagem de Gilson Rasian:

Coitado do Ari Fontoura. De ator consagrado a pau mandado dos marinhos. Ele é leal a seus patrões, mas manda Dilma trair seu seguidores a sugerir que ela governe com a oposição e renuncie ao partido que a elegeu.
Ari Fontoura, porventura você pediu a seus patrões para renunciar à SONEGAÇÃO?

… e a do engenheiro Lino Moura:

CARTA ABERTA A ARY FONTOURA: camarada Ary Fontoura, renuncie a Globo, pois a mesma estava de braços dados com a ditadura que assassinou e torturou brasileiros, enquanto você encenava na vida e ainda assim era remunerado, bem remunerado.

Ary Fontoura deveria renunciar à Globo? | Brasil 24/7

01/11/2014

Todas as ditaduras são iguais…

… já as democracias são cada uma a sua maneira! No Brasil, graças a um Poder Judiciário cúmplice, principalmente em função do legado de FHC, os crimes continuam impunes.

Na ditadura, estas eram figurinhas colecionáveis. Na democracia, são arlequins servos de dois patrões:

Alexandre Garcia Augusto Nunes com a mão na bunda do Figueiredo, ao lado dele, Roberto Civita, e atrás do Civita, o Mesquita do Estadão
Augusto Nunes
ditadura com dor Marinho&Figueiredo

Chile: condenação de pai violador de Direitos Humanos atinge apresentadora de TV

Frederico Füllgraf

sex, 31/10/2014 – 20:34

Frederico Füllgraff

Frederico Füllgraf

Exclusivo para Jornal GGN

Ivette Vergara é um dos mais belos rostos do Chile, e os fotógrafos indiscretos costumam registrar closes de suas pernas cruzadas, não menos esculturais. Faz parte do tititi, Ivette gosta.

Ex-modelo, “Miss Paula 1990” (organizado pela revista homônima) e animadora do programa de variedades "Mucho Gusto", no canal privado Mega TV, nestes dias de outubro estourou uma bomba nos meios de comunicação, salpicando com seus destroços a imagem do símbolo sexual chileno: a Corte Suprema sentenciou a três anos e um dia de reclusão o capitão reformado do exército, Aquiles Muñoz Vergara, como autor de homicídio qualificado, perpetrado em 1973 no interior de uma delegacia de polícia de Puerto Aysén, na Patagônia. Além deste, o ex-militar pinochetista foi indiciado por outros dois assassinatos de simpatizantes do então presidente Salvador Allende, fuzilados a sangue frio e enterrados clandestinamente em valas anônimas. A falta de sorte de Ivette Vergara: o militar sentenciado é seu pai. Sua primeira reação à notícia foi: “Estamos tranquilos, porque sabemos que meu pai é inocente”.

Retronarrativa: fuzilamentos na Patagônia

Outubro de 1973.

Poucas semanas após o golpe militar contra o governo Salvador Allende, chega a Puerto Aysén – que à altura mal contava 5.000 habitantes, mas hoje é o principal núcleo de aquicultura de salmão do Chile, localizado 2.300 quilômetros ao sul de Santiago – um batalhão de artilharia comandado pelo capitão do exército Aquiles Vergara Muñoz, “para contribuir à manutenção da ordem interna ante eventuais insubordinações e violações do toque de recolher”, segundo a linguagem eufemística da ditadura Pinochet.

A rigor, naquelas semanas estava aberta a “temporada de caça” aos simpatizantes allendistas. Realizar prisões arbitrárias, torturar e matar estavam na ordem do dia. Foi em suas rondas ostensivas que no dia 2 de outubro de 1973, o capitão prendeu o jovem Julio Cárcamo e seu amigo apelidado “Cachorro [filhote] Alvarado”, que supostamente teriam insultado e ameaçado o funcionário da polícia, Oscar Carrasco Leiva.

Debaixo de coronhadas de fuzil e chutes em todo o corpo, ambos foram arrastados à segunda delegacia de Carabineiros de Aysén e jogados numa cela imunda.

Madrugada alta, os dois presos foram retirados da cela e conduzidos a uma baia de cavalos, onde os esperava Vergara Muñoz. Primeiro, o capitão descarregou sua pistola nos presos, em seguida formou um pelotão irregular e ordenou fogo, que crivou de balas Cárcamo e o “Filhote” – em flagrante assassinato a sangue frio de dois presos ilegais, sem acusação formal, sem tribunal nem direito à defesa.

Completada a chacina, os corpos das vítimas foram levados para a morgue, onde um médico emitiu o laudo sem qualquer autópsia. Porém, o atestado de óbito de 20 de outubro de 1973 atesta “anemia aguda” e “ferida de projétil” como causas mortis dos dois patagoneses, que foram colocados nus em um jipe, conduzidos até o cemitério local e jogados em uma vala anônima, devidamente preparada.

A selvageria do “Caso Aysén” é emblemática porque tortura, fuzilamento e ocultação de cadáveres foi o modus operandi da repressão não apenas pinochetista, mas da posterior Operação Condor, em todo o continenente.

Negando evidências durante 40 anos

Ninón Neira de Órdenes, uma senhora em provecta idade e presidente da Comissão de DDHH da Região de Aysén, protestou em alto e bom som contra a sentença dos ministros da segunda turma do Supremo, por considerá-la tímida: o septuagenário Muñoz Vergara é notório assassino e merecia pena mais drástica do que três anos de liberdade vigiada.

Embora muito mais criativa e eficiente do que a brasileira, a Justiça chilena tem sabido contornar e esvaziar a Lei da Anistia pinochetista ainda em vigor, julgando violadores de DDHH pelo viés dos “crimes comuns”, tais como formação de quadrilha, sequestro e homicídio, contudo, em casos como o de Muñoz Vergara, atropelando a jurisprudência internacional, ao reduzir a pena em primeira instância, alegando “meia prescrição”. Tanto a Corte Internacional de Justiça como a Corte Interamericana de Direitos Humanos estabeleceram que crimes de lesa-humanidade não prescrevem.

Detido pela primeira vez em 2009, o ex-capitão Aquiles Vergara negou tudo. Afirmou que não teve “faculdade legal para determinar nenhuma detenção”, não constituiu pelotões de fuzilamento e que, ademais, sequer teve conhecimento do nome ou da fisionomia dos executados.

“¡Yo no sé de nada!”, insistiu o ex-capitão pinochetista – simples assim.

Inesperadamente, em setembro de 2014, o ministro Sepúlveda Coronado o indiciaria em novo processo, desta vez pelo homicidio qualificado de Elvin Alfonso Altamirano Monje, “detido à margem de qualquer processo legal” e também assassinado em uma delegacia dos Carabineiros de Puerto Aysén.

Como você reagiria, se seu pai fosse condenado por violação de DDHH?

No início de 2014, um caso semelhante ao de Ivette Vergara derrubou a recém-nomeada Subsecretária do ministério da Defesa do governo Michelle Bachelet, Carolina Echeverría Moya. Em 2009, durante a primeira administração Bachelet (2006-2010), a funcionária já articulara o arquivamento de um processo por violação de DDHH, iniciado por ex-marinheiros allendistas, e em janeiro de 2014 omitiu em seu currículo o parentesco com o coronel da reserva do exército, Víctor Echeverría Henríquez, seu pai. Vivendo em liberdade impune, Echeverría Henríquez foi reconhecido por ex-presos políticos como comandante do famigerado Regimento de Infantería N°1 “Buin”, que durante a ditadura Pinochet funcionou como centro clandestino de detenção e tortura.

A sublimação dos crimes paternos por Ivette Vergara e Carolina Moya pode ser considerada uma síndrome.

Indagado sobre a reação de familiares de militares processados por violações de DDHH, o psicólogo chileno Marco Antonio Grez aponta um curiosa racionalização: ”Quando familiares diretos são confrontados com fatos acobertados por mentiras, delitos ou ilícitos envolvendo seus pais, em sua mente costuma ocorrer uma contradição. Quando crescemos, habituando-nos a justificar uma situação que nos faz sofrer, tratamos de dar um sentido às justificativas, inventando o pretexto de que o pai teve que cumprir ordens, deste modo conseguindo restabelecer um estado de equilíbrio".

Somente arrependimento redime imagem dos filhos

Em entrevista ao semanário Cambio21, o sociólogo Manuel Antonio Garretón adverte contra generalizações: “A única solução para estas coisas são sociedades  mais educadas, menos familísticas, menos fechadas em grupos estanques, até mesmo religiosamente, já que a tendência é atribuir aos filhos as características que têm os pais ou parentes”.

Contudo, até quando mulheres como a musa da TV ou a secretária de Estado continuarão a tampar o sol com a peneira, escondendo-se onde não há mas refúgio?

Garretón é taxativo:”A única maneira de superar esta situção é que os que cometeram os crimes os admitam, peçam perdão e deem mostra de seu arrependimento. Só assim ninguém mais poderá insinuar que ´tal pai, tal filho´”.

Talvez ão seja exatamente este o ponto: se o capitão assassino admitisse a verdade, talvez aliviasse a dor de sua filha Ivette Vergara e ela não precisasse mais encobri-lo.

Talvez.

Chile: condenação de pai violador de Direitos Humanos atinge apresentadora de TV | GGN

OEA proteção a criminosos da ditadura

 

OEA entende que Brasil tem o dever de julgar responsáveis pela ditadura

sab, 01/11/2014 – 10:41

Sugestão de Henrique O

da Agência EFE

CIDH afirma que Brasil tem o "dever" de julgar responsáveis pela ditadura

EFE WASHINGTON

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) lembrou nesta sexta-feira que o Brasil tem o "dever" de julgar os responsáveis pelos desaparecimentos forçados ocorridos durante a ditadura militar para proporcionar "verdade, justiça e reparação" às vítimas.

O organismo internacional disse que o país tem a obrigação de cumprir a condenação emitida em 2010 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) relativa ao desaparecimento de pelo menos 62 dos 80 membros da guerrilha de Araguaia, que combateu o regime militar entre 1972 e 1974.

Manifestantes mostram retratos de desaparecidos durante o regime militar. EFE/Arquivo

Manifestantes mostram retratos de desaparecidos durante o regime militar. EFE/Arquivo

Em sua sentença, a CorteIDH pediu ao Brasil que punisse os culpados pelo desaparecimento, tortura e execução de Julia Gomes Lund e outros integrantes desta guerrilha e, para evitar que o Estado se livrasse de suas responsabilidades, lhe proibiu de invocar a Lei de Anistia.

Hoje, quatro anos depois desta sentença, o caso voltou ao palanque da CIDH, organismo autônomo que vela pelos direitos humanos no continente americano e que promoveu hoje duas audiências sobre o Brasil na quarta jornada de sessões públicas dentro de seu 153º período de reuniões, realizado em Washington.

Em uma das audiências, cinco associações de advogados expressaram sua "preocupação" pelas dificuldades para avançar na investigação e punição das torturas, agressões e desaparições que assolaram o Brasil durante a ditadura.

Quatro anos depois da sentença da CorteIDH, estas violações de direitos seguem sem investigação, segundo afirmou à Agência Efe Viviana Krstcevic, diretora do Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL).

Krstcevic argumentou que o Poder Judiciário "parou a maior parte das investigações que se iniciaram", de modo que, segundo seus dados, das entre 20 mil e 30 mil denúncias de torturas durante a ditadura, apenas 180 avançaram na via judicial e só 10 se traduziram em ações penais.

Destas 10, todas as ações, exceto uma, foram enfreadas pelo Judiciário e várias delas se encontram pendentes de resolução no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo Krstcevic.

"Não queremos que se prolongue mais o calvário das vítimas", ressaltou a advogada, especialmente preocupada com a posição do STF, a favor da Lei de Anistia e contra a resolução da CIDH, ou vice-versa.

"Se o Supremo se afastar da força vinculativa da Corte Interamericana e se aproximar da Lei de Anistia, então se debilitará o sistema ibero-americano de direitos humanos e os brasileiros ficarão órfãos na hora de reivindicar", alertou Marlon Weichert, procurador da República.

A esse respeito, o embaixador interino do Brasil perante a Organização dos Estados Americanos (OEA), Breno Dias da Costa, argumentou que o Brasil "em nenhum caso procura descumprir a sentença da CorteIDH, mas tenta cumpri-la dentro de suas próprias leis".

Neste sentido, ressaltou que "existem dúvidas entre os juristas do Estado em relação à capacidade de executar a sentença no caso Gomes Lund".

No entanto, um dos sete membros da CIDH, Felipe González, considerou que "está fora de discussão" o cumprimento da sentença por parte do Estado e, para isso, disse que devem de determinar-se as vias no Executivo ou no Legislativo.

"A prescrição destes crimes representaria uma violação dos direitos do passado, mas também do futuro", declarou o comissário, que insistiu na importância que os Estados cumpram com as obrigações contraídas no plano do direito internacional humanitário.

Outra das audiências protagonizadas hoje pelo Brasil versou sobre as denúncias de violência policial e desaparições forçadas no estado de Goiás, onde 43 pessoas desapareceram nos últimos 13 anos "seguindo um padrão similar", segundo Bruno Arruda, da Defensoria Pública da União.

Os peticionários fizeram especial insistência na "impunidade" destas desaparições contra as quais não se ditou sentença condenatória, mas que, segundo o Estado, estão sendo investigadas em nível policial ou judicial.

Além disso, as associações denunciaram a contratação por parte das autoridades de Goiás de policiais "sem nenhum concurso público", o que "pode levar a que pessoas imaturas realizem ações inesperadas e indesejáveis".

Perante isto, a CIDH pediu ao Brasil mais informação sobre a contratação destes policiais e sobre os motivos que podem ter causado este tipo de agressões.

OEA entende que Brasil tem o dever de julgar responsáveis pela ditadura | GGN

28/09/2014

A ditadura só perdura onde não há punição

Na imagem, Augusto Nunes passando a mão na bunda do ditador João Batista Figueiredo, que disfarça acendendo o cigarro. Ao lado do Augusto, Roberto Civita.

Augusto NunesA lei de anistia feita por ditadores para proteger ditadores só continua sendo aceita porque tem muita gente importante que participou da ditadura e hoje não quer ver seu nome envolvido. Para impedir que o Poder Judiciário revise uma posição retrógrada de manter intacta a tortura, o Instituto Millenium, um “puteiro” mantido pelos velhos Grupos MafioMidiáticos, criou um site para patrulhar o Poder Judiciário.

Se fossem abertos processos para esclarecer tudo o que houve na ditadura, certamente seriam ouvidos os membros da cinco famílias que mais lucraram com a ditadura.

Sem a ditadura, Folha, Estadão, Abril, Globo & RBS seriam empresas de fundo de quintal. Rever e revelar os crimes da ditadura importaria em trazer para o banco dos réus todos os cúmplices.

Como fazer isso se Augusto Nunes, Elio Gaspari, Alexandre Garcia e tantos outros  foram porta-vozes e lambe-botas dos ditadores e hoje prestam serviço a velhos grupos de mídia?!

Elias Stein, torturado durante o regime militar

“O Governo me monitorou até 1989, depois do fim da ditadura”

Elias Stein, um dos nomes da ‘lista negra do ABC’, foi sindicalista ao lado do ex-presidente Lula

Beatriz Borges São Paulo 24 SEP 2014 – 18:20 BRT

Elias Stein, ex-sindicalista. / BOSCO MARTÍN

Em 2005, Elias Stein, hoje com 75 anos, pediu todos os documentos onde constasse seu nome ao Arquivo Público do Estado de São Paulo. Sindicalista durante boa parte de sua vida, foi preso e torturado pela ditadura militar em 1974 e, por isso, queria saber o que a polícia sabia sobre ele. Ficou surpreso com o resultado da pesquisa. "Veio um calhamaço assim", indica, distanciando o polegar do dedo indicador. Entre os papéis, que comprovavam que havia sido monitorado até 1989, depois do final da ditadura, havia uma lista que chamou sua atenção. Nela constava seu nome, endereço e o nome da empresa Toshiba, fábrica de aparelhos eletrônicos onde trabalhou entre setembro de 1979 e maio de 1980. Se tratava da lista negra do ABC, em referência às cidades da região metropolitana de São Paulo, Santo André, São Bernardo e São Caetano. Nela havia cerca de 450 nomes de trabalhadores de empresas destes municípios. Todos os nomes tinham algo em comum: haviam participado da greve dos metalúrgicos do ABC, que durou 41 dias, em 1980. E, uma segunda coincidência: nunca mais voltaram a encontrar trabalho na área depois de terem sido demitidos ao voltar da cessação coletiva, que terminou no dia 12 de maio. “Quem tinha o 12 de maio na carteira como data de demissão estava condenado a não trabalhar mais”, explica Stein. E o desemprego, para o trabalhador qualificado, segundo ele, “é uma tortura”.

O PT tirou do programa de governo a revisão da lei de Anistia. Não se trata de vingança, mas de não repetir os mesmos erros. Quem torturou tem que pagar, nós torturados já pagamos por isso"

Durante esta greve, Stein foi um dos 16 escolhidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anteriormente líder sindical, para acompanhar a paralisação enquanto ele estivesse preso. Tanto ele como Lula foram parar na tal lista negra. Mas os nomes que estavam nela não sofreram torturas físicas, pois a situação na década de 1980 já era diferente da dos anos de chumbo da ditadura, o período mais repressivo (de 1968 a 1974). O castigo, porém, era psicológico. “Todos tiveram que mudar de profissão ou até de cidade. Eu mesmo deixei de ser metalúrgico para trabalhar na prefeitura de Santo André entregando IPTU (imposto)”, conta, com pesar. Stein explica que muitos só souberam do boicote há pouco tempo, quando a lista negra foi divulgada pela Comissão Nacional da Verdade, que está investigando as empresas que colaboraram com o regime. Ele, no entanto, descobriu sobre a represália enquanto procurava trabalho. “Fui até uma agência de emprego e, enquanto o responsável pelo departamento pessoal foi atender o telefone, peguei a ficha para ver o salário. E lá estava o aviso: ‘Não mandar nenhum candidato cuja data de demissão seja 12 de maio’. Aí eu falei: tá explicado".

Vão contar a história só daqui a 20, 30 anos, quando todos tiverem morrido. Tem gente que na época era sargento, hoje é general, coronel, e eles não querem que isso apareça”

Os papéis do Arquivo Público também registraram o monitoramento que o Governo fez sobre seus passos, mesmo após o final do regime militar, que acabou em 1985. "Na ficha da Abin [Agência Brasileira de Inteligência, antigamente Serviço Nacional de Inteligência (SNI)] constava que eu tinha ido trabalhar no Centro Pastoral Vergueiro [organização que difundia informações para os sindicalistas], em 86; que tinha participado de congresso da CUT [Central Única do Trabalhador, sindicato] no mesmo ano em São Bernardo; que em 89 eu tinha sido assessor da administração regional do Waldemar Rossi [sindicalista] na Mooca durante o governo da Luiza Erundina [prefeita de São Paulo entre 1989-1993]", lista, enquanto se indigna ao não conseguir explicar como eles conseguiam essas informações – todas verdadeiras – nem qual era o propósito de continuar investigando sua vida.

Ditadura militar

Em 1972, durante a ditadura (1964-1985), Stein foi preso. O levaram ao Departamento de Ordem Política e Social, o DOPS, que tinha Sérgio Fleury na função de delegado, um representante da dura repressão policial da época. "Cada vez que eu olhava para ele [Fleury], me sentia frio na alma. Ele era um demônio". Stein passou por choques, incontáveis tapas na cara e "muito telefone", um tipo de agressão que consistia em bater as duas mãos em forma de concha nas orelhas do torturado. "É uma luta interna do seu corpo, que não quer sofrer, com sua consciência dizendo que você não pode falar nada".

mais informações

Stein está contente com o resultado das oitivas realizadas pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), que entrevistou torturados e torturadores. No entanto, é muito cético quanto aos esclarecimentos que a CNV conseguiu. “Vão contar a história só daqui a 20, 30 anos, quando todos tiverem morrido. Tem gente que na época era sargento, hoje é general, coronel, e eles não querem que isso apareça”. Critica Lula, dizendo que ele sim tinha força política para obrigar os militares a abrir essas caixas pretas. “Em 25 de fevereiro deste ano o comandante Enzo Peri [comandante do Exército brasileiro] emitiu um comunicado proibindo os quartéis de repassar informações sobre o período. Quer dizer, isso em 2014 e passando por cima da lei de acesso à informação da Dilma”. Esta semana, no entanto, as Forças Armadas, que aglutinam o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, emitiram um comunicado dizendo que não tinham como negar as torturas, um passo em direção ao sonho de Stein.

Hoje, se tivesse que voltar no tempo, não tem dúvida alguma de que tomaria as mesmas decisões. “Faria tudo de novo”, disse. No fundo, acredita que a ditadura segue viva, evidenciada "pelas ações violentas da polícia" em manifestações e no tratamento à população. "Eu acho que a direita ganhou essa guerra ideológica faz tempo. Com a Carta aos brasileiros do Lula em 2002 [que o ex-presidente escreveu para acalmar o mercado financeiro, que tinha receio sobre sua candidatura], provamos que abrimos as pernas para a direita, que seguimos a cartilha deles". E isso permanece no Governo Dilma, afirma. "O PT tirou do programa de Governo a revisão da lei de Anistia [de 1979, que perdoou os crimes da ditadura]. Não se trata de vingança, mas de não repetir os mesmos erros. Quem torturou tem que pagar, nós torturados já pagamos por isso".

“O Governo me monitorou até 1989, depois do fim da ditadura” | Politica | Edição Brasil no EL PAÍS

20/09/2014

Agilidade militar: a mentira é na hora; já a verdade demora 50 anos

ditadura sanguináriaMilitares dizem não poder negar tortura

Em ofício à Comissão da Verdade, comandos das três Forças admitem não ter como contestar crimes na ditadura

Documentos são feitos por ordem da Defesa; para ministério, é 1º passo para reconhecer torturas e assassinatos

ELIANE CANTANHÊDECOLUNISTA DA FOLHA

O ministro da Defesa, Celso Amorim, encaminhou na sexta (19) à Comissão Nacional da Verdade (CNV) ofícios das três Forças Armadas admitindo, pela primeira vez, que não têm condições de negar a ocorrência de graves violações aos direitos humanos em instalações militares durante a ditadura (1964-85).

Conforme a Folha apurou, o Comando da Aeronáutica afirma não ter elementos para contestar que houve graves violações nem o reconhecimento da responsabilidade do Estado, e o da Marinha alega que não tem provas para negar nem confirmar as violações apontadas pela CNV.

O ofício do Comando do Exército não contradiz os dados de violações fornecidos pela comissão, alegando que não seria pertinente contestar decisões já tomadas pelo Estado brasileiro (que já reconheceu a existência de torturas e mortes no período) nem as circunstâncias configuradas em lei nesse sentido.

Foi uma referência à lei que concedeu indenização às vítimas e às famílias de mortos e desaparecidos e à que criou a Comissão da Anistia.

Na avaliação da Defesa, é um passo importante a mais no processo de reconhecimento público, pelas três Forças, de que houve torturas e mortes durante aquele regime e que o Estado brasileiro tem responsabilidade pelo ocorrido. A área civil dos sucessivos governos já reconhece essa realidade há anos.

Apesar disso, há certa prudência diante da repercussão na própria CNV. A expectativa é que, em público, a comissão reaja dizendo que é necessário algo mais afirmativo e entre com novo ofício. Nos bastidores, porém, a previsão é que verá boa vontade por parte de Defesa e comandos.

Em documento a subordinados em fevereiro, o general Enzo Peri, comandante do Exército, proibira que unidades militares dessem informações sobre crimes ou violências em suas dependências. No texto, Peri ordenou que qualquer informação referente ao tema só deveria ser respondida pelo gabinete.

A determinação foi criticada pelo Ministério Público Federal, que investiga crimes e violências ocorridas na ditadura, e por integrantes da CNV, que reclamam das dificuldades e obstáculos que seriam criados pelas Forças.

RESPOSTA

Os ofícios dos três comandos foram feitos por ordem do ministro Amorim e em resposta a um pedido da comissão em 13 de agosto, perguntando se a Defesa e as três Forças "confirmam ou negam as informações apresentadas e comprovadas pela CNV".

No pedido, a comissão listou 24 vítimas, as violações que sofreram, o local onde ocorreram e as provas –neste caso, processos na Justiça, documentos do Ministério Público ou inquérito policial.

Dois dias depois, Amorim repassou o pedido aos comandantes, antecipando sua posição: a de que o Estado brasileiro é unitário e só caberia à Defesa e às Forças Armadas, a ela vinculadas, corroborar o reconhecimento já feito antes por outras instâncias do mesmo governo.

Já era referência às leis dos mortos e desaparecidos e da Comissão da Anistia, agora também elencadas no ofício de resposta do Exército.

Para o governo, a Defesa teve papel fundamental na própria criação da CNV, mantém diálogo direto com seus membros, abriu as portas das organizações militares onde houve violações nas décadas de 60 e 70, não fez nenhuma gestão para desestimular depoimentos de militares e, por fim, tem respondido às requisições de informações.

16/05/2014

Bandido bom é bandido morto?

Juíza abre ação contra seis por atentado ao Riocentro 

Militares poderão ser levados a julgamento pela primeira vez após 33 anos

Juíza classifica atentado de 1981 como crime contra a humanidade e diz que ele não prescreveu

BERNARDO MELLO FRANCODO RIO

A Justiça Federal abriu processo contra seis ex-agentes da ditadura militar acusados de participar do atentado no Riocentro, em 1981. Com a decisão, eles poderão ir para o banco dos réus pela primeira vez depois de 33 anos.

A denúncia foi recebida pela juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal Criminal. Ela entendeu que os crimes não prescreveram e que seus responsáveis ainda podem ser condenados.

Entre os réus estão os generais reformados Newton Cruz, 89, que chefiava a agência central do SNI (Serviço Nacional de Informações), e Nilton Cerqueira, 83, que comandava a PM do Rio.

Também foram denunciados o coronel reformado Wilson Machado, que estava no carro em que uma das bombas do atentado explodiu, e o ex-delegado Cláudio Guerra, que admitiu ter participado da ação. Completam a lista o general reformado Edson Sá Rocha e o major reformado Divany Carvalho Barros, acusados de desempenhar papéis de apoio ao atentado.

O Ministério Público Federal pede que Cruz, Cerqueira, Machado e Guerra sejam condenados a penas de até 67 anos de prisão pela suposta prática dos crimes de tentativa de homicídio doloso, associação criminosa armada e transporte de explosivo.

Rocha foi denunciado por associação criminosa, e Barros, por fraude processual. Se condenados, cumpririam penas de até dois anos e meio.

A decisão não significa que os réus são culpados. Neste momento, a Justiça considerou apenas que a denúncia preencheu os requisitos para a abertura da ação. Os acusados terão prazo para se defender e também poderão recorrer a instâncias superiores para pedir o arquivamento da ação antes de serem julgados.

A juíza da 6ª Vara aceitou a tese de que a Justiça brasileira deve observar o princípio do direito internacional pelo qual crimes contra a humanidade não prescrevem: "Os fatos narrados na denúncia ocorreram em 30 de abril de 1981: há exatos 33 anos, portanto. Tenho, porém, que a prescrição não ocorreu".

Para ela, crimes "cometidos por agentes do Estado como forma de perseguição política" durante a ditadura militar "configuram crimes contra a humanidade".

A decisão, nesta terça (13), desconsiderou a tentativa dos acusados de se beneficiar da Lei da Anistia, de 1979, que perdoou crimes cometidos por agentes da ditadura, pois o atentado ocorreu em 1981.

OUTRO LADO

A defesa de Newton Cruz sustentou que ele estaria anistiado. "Vou reunir os elementos necessários para provar a inocência do general, sem descartar ir ao Supremo Tribunal Federal", disse o advogado Yuri Sahione.

Nilton Cerqueira negou ter participado do atentado e disse à Folha que a Justiça não deve agir por espírito de vingança: "Acho que é uma ação nefasta, remontando a situações que, graças a Deus, estão ultrapassadas". Os outros réus não foram localizados.

08/05/2014

Os Rebeldes do Futebol

Coisas que acontecem nas ditaduras mas que só se fica sabendo nas democracias

Nesta sexta, em São Paulo, haverá um debate sobre futebol e ditaduras. Muito embora o Brasil seja sede da Copa de 2014, você não encontrará informação a respeito deste assunto, espinhoso, na gloriosa imprensa das cinco irmãs (Civita, Frias, Mesquita, Marinho & Sirotsky). O ex-jogador do Colo Colo do Chile, Carlos Caszely, e Raí, irmão do Sócrates, da Democracia Corintiana, participarão de um debate que tem a ver com a exibição do filme Rebeldes do Futebol, escrito por Eric Cantona.

Rachel Clemens recusa cumprimento do ditadorfigueiredo 
Augusto Nunes acariciando a bunda do FigueiredoAugusto Nunes
Alexandre Garcia
Alexandre Garcia

O exemplo que vem do Chile, de Carlos Caszely, El Rey del Metro Cuadrado, recolhido do jornal esportivo argentino Canchallena, se repete nas ditaduras que se assoCIAram, sob coordenação dos EUA, na Operação Condor.

Caszely se recusou a apertar a mão cheia de sangue do ditador chileno, Augusto Pinochet.

Os defensores das ditaduras, por razões óbvias, não entendem porque uma simples menina recusa cumprimento do facínora. Acontece que crianças, como ninguém, conhecem a má índole pelo cheiro. Cães e crianças tem este dom da autenticidade, da intuição e feeling para detectar de onde vem o perigo, dos maus fluidos e da maldade…

A menina Rachel Clemens se negou a cumprimentar o ditador que o Folha e Globo continuam a chamar de “Presidente”.

O cavalariço que preferia o cheiro de cocô de cavalo ao cheiro do povo teve de engolir o que seu porta-voz e lambe botas, Alexandre Garcia, se esmerava em tornar palatável às hienas. Augusto Nunes é outro que vive do seu passado de confidente das noites mal dormidas do boçal fardado.

Se tirassem raio x dos sacos escrotais dos generais ditadores, lá estariam as mãos dos serviçais da casa grande (Alexandre Garcia e Augusto Nunes) que todo dia ainda gozam (que palavra!!) da nossa cara protegidos pelos capangas dos grupos mafiomidiáticos. São estes dois senhores empregados dos capos mafiosos que hoje dispõem de espaço nobre para nos ensinarem bons modos, ética, democracia…

A participação explícita da mídia na sustentação da ditadura ainda permanece mal esclarecida porque, se a mídia não conta, quem poderia contar?!

Não é só o silêncio a respeito da parceria formada pelos atuais sócios do Instituto Millenium, mas todo linguajar rebuscado que usam quando tratam da ditadura, que permanece ocultando o conluio da velha imprensa com os torturadores, estupradores, assassinos e ocultadores de cadáveres.

Afinal, por que continuam chamando ditadores de presidentes ao mesmo tempo que tentam nos vender a ideia de que foi apenas uma ditabranda?!

 

 

Pinochet y el Colo Colo de 1973

Por Ezequiel Fernández Moores | Para canchallena.com

Foto: S.Domenech

"Esto -dice Carlos Caszely- pudo haber sido diferente." El ex crack del fútbol chileno, actor improvisado, habla en el mismo escenario en el que hace más de cuarenta años negó la mano al general Pinochet. Hace de sí mismo en ¿Quién es Chile?, la pieza teatral en el Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM), ex edificio Diego Portales, que fue sede gubernamental de la dictadura. Caszely tenía apenas 23 años cuando decidió dejar su mano baja. El dictador de capa, anteojos negros, gorro y bigote, despedía a la selección chilena que partía al Mundial de Alemania 74. En abril de 2014, el Caszely actor y sus compañeros de elenco muestran a personajes anónimos en los días previos al golpe. Y recuerdan también al DT Luis "Lucho" Alamos: "En este país -decía "el Zorro"- estamos acostumbrados a restar y dividir; a mí me gusta sumar y multiplicar". La obra habla en realidad del Colo Colo de 1973, el equipo que entusiasmó a todo un país y que fue derrotado por Independiente en final polémica de Copa Libertadores. Aparece la foto del presidente Salvador Allende recibiendo al equipo. "Si gana Colo Colo, Chicho (Allende) está seguro en La Moneda", dice el mítico jugador Francisco "Chamaco" Valdés. Hasta el 11 de septiembre, cuando comienzan a caer las bombas. ¿Quién es Chile? se basa en el libro de 2012 del periodista Luis Urrutia O’Neil (Chomsky): Colo Colo 1973. El equipo que retrasó el golpe.

"A pesar de mi juventud -me dice Caszely en Santiago-, te puedo decir que algo de razón tiene el libro, porque cuando jugaba Colo Colo el país se volcaba hacia el estadio, la radio y la TV." En los meses previos al golpe, Caszely veía desde las ventanas del hotel Carrera, concentración de Colo Colo, que de un lado de la calle protestaban miembros de Patria y Libertad gritando "no hay carne, no hay pollo?". Y del otro llegaban los de Unidad Popular cantando "el pueblo unido jamás será vencido". La confrontación cesaba cuando jugaba Colo Colo. Campeón chileno de 1972 con 90 goles y una media de 39.000 personas por partido, el Colo Colo de Caszely inició la Libertadores de 1973 aplastando 5-0 a Unión Española. Luego fue 5-1 a Nacional de Quito, 5-1 a Emelec, 4-0 a Cerro Porteño. Triunfo histórico 2-1 en el Maracaná ante el Botafogo de Jairzinho. Hay huelga salvaje del transporte, pero casi 80.000 hinchas colman el Estadio Nacional. Llegan a dedo, caminando, en camiones, como sea. Quieren ver los golazos de Caszely (goleador final de la Copa, con 9 tantos). Los tiros libres del Chamaco Valdés. Ese fútbol de ataque y fuerza colectiva. "Son las noches de Colo Colo, el equipo del pueblo", dice el libro La historia secreta del fútbol chileno.

Un agónico 3-3 en la vuelta contra Botafogo da el boleto a la final contra Independiente, que busca su cuarta Copa. Fue un robo, dicen en Chile. "Están las imágenes." En la Argentina -me dice Caszely-, el Loco Mario Mendoza empujó al arquero Adolfo Nef "con pelota y todo dentro del arco". Fue el empate 1-1 del Rojo, ante la pasividad del árbitro uruguayo Milton Lorenzo. Furioso, el defensor Alejandro Silva pegó una patada de expulsión en una acción siguiente a Eduardo Maglioni. Guillermo Páez contó que él mismo le sacó las tarjetas a Lorenzo, que Sergio Messen lo tomó del cuello y que Leonel Herrera le metió un cortito en las costillas. No pasó nada. Salvador Allende, que estaba en Buenos Aires por la asunción del presidente Héctor Cámpora, recibió al plantel en la embajada de Chile. En la revancha de Santiago (0-0), el árbitro brasileño Romualdo Arpi Filho, me dice también Caszely, "reconoció su equivocación" al marcarle offside "en un gol legítimo", porque lo habilitaban cuatro jugadores del Rojo. Y en el desempate de Montevideo fue el turno del árbitro paraguayo José Romei, aunque Independiente, con Bochini-Bertoni titulares en la parte final, ganó 2-1 en el alargue imponiendo autoridad. Chamaco Valdés asegura que "nos anticiparon que los árbitros aparecerían en nuestro hotel para ser sobornados. Íbamos a hacer una vaca en el plantel, pero el presidente Héctor Gálvez se opuso. La terna de jueces llegó, esperó y al ver que no pasaba nada se fue". Messen, aún más duro, afirmó que "la terna de árbitros estaba sobornada en las tres finales". Habló de cifras (33.000 dólares) y se declaró convencido de que "ese Independiente se inyectaba". Son leyendas comunes en la Copa de los 70, cuando había equipos, del país que fuere, que dopaban a los jugadores de todo el lateral izquierdo para un partido y, si la revancha era tres días después, a los de todo el lateral derecho para el siguiente.

Diez mil personas, que llegaron de cualquier modo porque seguía la huelga de transporte, recibieron a Colo Colo en el aeropuerto. Veintitrés días después de la final, el 29 de junio de 1973, se produjo el "Tanquetazo", un fallido golpe, que incluyó cerca de 500 balazos a La Moneda y, entre otras, la muerte del camarógrafo argentino Leonardo Henrichsen, y que fue abortado por el general constitucionalista Carlos Prats, asesinado por la DINA en 1974 en Buenos Aires. Leonardo Veliz, que junto con Caszely no ocultaba su pensamiento de izquierda, dijo alguna vez que, más que Colo Colo, fue tal vez la selección chilena la que retrasó el golpe. En la Roja, además del DT Alamos, jugaban once jugadores de Colo Colo, algunos de los cuales llegaron a disputar cerca de 80 partidos en 1973. El 5 de agosto, el Chile con base de Colo Colo venció en desempate de Montevideo 2-1 al Perú del Cholo Sotil y ganó el derecho a un repechaje con la entonces URSS para ir al Mundial 74. La ida, en Moscú, un partido sin registros de TV y que terminó 0-0 en el Estadio Lenin, se jugó quince días después del golpe. El avión partió el 18 de septiembre para jugar primero ante México. "¿Qué opina de que haya muertos flotando en el Mapocho?", preguntó un periodista a Caszely, autor de dos goles en el primer triunfo de Chile en el Azteca. "¿De qué estás hablando? Pregúntame por los goles, no tengo idea", respondió el jugador.

La URSS no se presentó a la revancha porque el Estadio Nacional, escenario del partido, era centro de detención, tortura y muerte. La farsa, se sabe, se celebró igual ante 15.000 hinchas, con árbitro FIFA y jugadores chilenos arrancando desde mitad de cancha y pasándose la pelota hasta que el Chamaco Valdés, capitán, hace el gol simbólico, que decreta el triunfo reglamentario. Es el mismo Chamaco que días antes había pedido la liberación de jugadores y vecinos que eran víctimas de la dictadura. Caszely, que en ese mismo 1973 fue transferido al Levante español por 130.000 dólares, conmovió cuando en 1988 participó de la célebre campaña por el no que condujo al fin de la dictadura. "Fui torturada y vejada brutalmente tantas veces que no las conté, por respeto a mi familia y a mí misma", dice en el spot Olga Garrido. "Sus sentimientos son los míos, esta señora es mi madre", añade Caszely, que aparece en la imagen, ante la sorpresa de millones de chilenos.

Caszely, que este viernes participará de un debate en San Pablo sobre fútbol, dictaduras y política junto con Raí y algunos presidentes sudamericanos, forma parte del filme francés Rebeldes del fútbol, escrito por Eric Cantona y que incluye, entre otros, al brasileño Sócrates y al marfileño Didier Drogba. También señalado por hinchas porque fue expulsado en Alemania 74 y falló un penal en España 82, Caszely ocupó fugazmente hasta hace unos días la representación de los socios ante Blanco y Negro, la empresa privada hoy dueña de Colo Colo, que tuvo como accionista inicial al hoy ex presidente Sebastián Piñera. "Ooooh, lo que quiere el pueblo, que se vaya, Blanco y Negro", cantaban los hinchas. Los coros cesaron cuando Colo Colo subió a la punta y, tres semanas atrás, salió campeón. Pero el fútbol es algo más que títulos e ídolos. La minigira de nueve días por Chile me deja otra imagen. La de otra camiseta de Colo Colo con el nombre de Alexis Sánchez, que brillaba en esas mismas horas en la cancha El Mugriental, de la población José Miguel Carrera, en Antofagasta, Chile profundo. El ex árbitro Héctor Baldassi contaba los pasos, el Tata José Luis Brown se alistaba en el arco y Pedro Monzón y el DT uruguayo Víctor Púa, invitados por la fundación Ganamos Todos, controlaban la acción. Braian, a los 11 años ya con problemas de drogas y cuyo padre se había colgado tiempo atrás en uno de los postes de luz, gritaba feliz tras anotarle el penal a un campeón mundial..

Pinochet y el Colo Colo de 1973 – Fútbol Internacional – canchallena.com

31/03/2014

Riocentro: crime premeditado!

Enquanto isso, os bandidos que iriam jogar uma bomba num show, no Riocentro, para matar milhares de inocentes não só estão soltos mas recebendo o solto em dia. Genoíno, que combatia os bandidos, preso!

Ditador Figueiredo soube do atentado terrorista do Riocentro um mês antes

Revelação dramática: Figueiredo soube do atentado do Riocentro um mês antes

Blog do Zé

A revelação política e trágica mais extraordinária dos 33 anos decorridos desde o atentado do Riocentro foi trazida ontem pelo jornal O Globo: no rodízio que a ditadura fazia a cada cinco anos com um general-presidente, o presidente da República de então, general João Baptista de Oliveira Figueiredo, soube um mês antes do atentado terrorista do Riocentro, praticado por agentes do DOI-Rio. E pode ter sabido até um mês e meio antes.

Não tomou nenhuma providência para impedi-lo. Não só não fez nada para impedir o atentado, como depois fez de tudo (ele e o governo dele) para encobrir e proteger os mentores e autores do atentado. Mais que isso, até os condecorou e promoveu os que eram das Forças Armadas, caso de um dos integrantes da equipe que levou as bombas ao Riocentro, o então capitão Wilson Machado, hoje coronel da reserva do Exército.

A revelação de que o presidente teve conhecimento com no mínimo um mês de antecedência está  em depoimentos prestados nos Inquéritos Policiais Militares (IPMs) arquivados no Superior Tribunal Militar (STM). IPMs sigilosos até O Globo divulgar agora.

Revelações surgiram em meio a briga de generais

As revelações só surgiram porque os generais que integravam a alta cúpula do poder no Palácio do Planalto brigaram – generais Octávio Aguiar de Medeiros, chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI); general Newton Cruz, comandante militar do Planalto, da Agência Central do SNI e depois do próprio serviço; e o general Danilo Venturini, chefe do Gabinete Militar da Presidência da República e depois ministro de Assuntos Fundiários do governo Figueiredo.

Diante das divergências surgidas entre eles sobre participação e como o governo deveria agir no caso Riocentro, o STM precisou fazer uma acareação entre os generais Newton Cruz e Octávio Medeiros, quando ambos trocaram acusações e os depoimentos que imaginavam que ficariam em sigilo para sempre, passaram a constar do IPM.

O presidente Figueiredo não só nunca puniu, como acobertou e protegeu os autores de um atentado terrorista que poderia ter matado muitos dos 20 mil jovens reunidos no Riocentro na noite de 30 de abril/madrugada do 1º de maio, num show de MPB alusivo ao Dia do Trabalho. No atentado, uma bomba explodiu um transformador, e outra estourou antes da hora, no colo do sargento Guilherme do Rosário, matando-o e ferindo o oficial que o acompanhava, o então capitão Wilson Machado. Investigações indicam que outros veículos transportavam outras bombas, mas eles desapareceram na confusão.

General não prendeu nem arrebentou. Ficou de cordeiro na história

Mentores  do atentado e generais que dele souberam com antecedência, como o general Newton Cruz (reformado) – então um dos principais integrantes do esquema militar e de inteligência da ditadura  -, insistem que a ação não era para matar ninguém, era só para estourar as casas de força, dar um susto nos jovens, estabelecer pânico no escuro dentro do centro de convenções e tumulto  na saída.

Como é que poderiam saber, ou ter imaginado que não ia morrer ninguém  na saída de 20 mil pessoas em pânico no tumulto que se estabeleceria no Riocentro?

O general Figueiredo, não se esqueçam, foi aquele presidente da República que  assumiu em meio a longa escalada que o antecessor, general Ernesto Geisel, não conseguira conter, de atentados e incêndios contra bancas de jornais e sede de entidades que lutavam contra a ditadura, promovidos por radicais da direita militar que não aceitavam a distensão política.

Figueiredo assumiu com a promessa de levar em frente uma abertura política. Numa entrevista em que foi lhe perguntado como faria pra levar adiante a abertura e o que faria contra os militares radicais da direita que eram contra, respondeu à la Figueiredo: “Prendo e arrebento”. No caso dos autores do atentado do Riocentro, não prendeu nem arrebentou, pelo contrário, acobertou, protegeu, promoveu e até condecorou os autores.

SQN

30/03/2014

Como era o ambiente que os ditadores odiavam

Filed under: Ditador João Baptista Figueiredo,Ditadura,Golpe Militar — Gilmar Crestani @ 6:30 pm
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A culpa recai sobre os militares porque empunharam as armas, mas penas usadas para atiça-los veio dos grupos mafiomidiáticos. A Globo saudou a chegada da ditadura. A Folha emprestou veículos para os ditadores desovarem os cadáveres para serem esquartejados a fim de impossibilitar o reconhecimento. A Globo admitiu o erro mas não pediu perdão nem devolveu o que tomou, a Folha achou por bem chama-la de ditabranda. A RBS não existiria sem o conluio dos gorilas. E são eles que agora vem querer nos ensinar ética, bons modos, honestidade, respeito, democracia…

1964

Nunca fomos tão felizes. Então veio o golpe

Paraíso não era, nunca foi, mas raras outras vezes tivemos a impressão de que o céu podia ser aqui

28 de março de 2014 | 16h 52

Sérgio Augusto – O Estado de S.Paulo

Paraíso não era, nunca foi, mas raras outras vezes tivemos a impressão de que o céu podia ser aqui mesmo como entre a segunda metade da década de 1950 e os primeiros anos da década seguinte. Democracia plena, otimismo econômico, industrialização acelerada, um presidente (JK) sonhador, sorridente e dinâmico, com a autoestima turbinada por duas Copas do Mundo, pelo reinado de Eder Jofre nos ringues internacionais e Maria Esther Bueno nas quadras de Wimbledon, o Brasil se descobriu contemporâneo, progressista e culturalmente relevante.

Veja também:
link Veja o especial completo sobre o especial de 1964
link Democracia requer aceitar contrariedade
link Esquerda tinha ditaduras como modelo
link Militares priorizam questão profissional
link O baixo prestígio da democracia no Brasil

Trazida por seu namorado marroquino, Brigitte Bardot passou 4 meses em Búzios - Denis Albanese/Mitisubishi Revista 1964

Denis Albanese/Mitisubishi Revista 1964

Trazida por seu namorado marroquino, Brigitte Bardot passou 4 meses em Búzios

Relevante e influente. Graças, sobretudo, à bossa nova, nosso maior produto de exportação depois do café, do futebol e de Carmen Miranda. Oficialmente apresentada aos americanos num histórico concerto no Carnegie Hall, em novembro de 1962, a bossa nova precisou de muito pouco tempo para conquistar os gringos e polinizar a música popular do mundo inteiro. Só entre 1961 e 1963, Samba de Uma Nota, de Tom & Newton Mendonça, foi gravada por 15 músicos americanos e europeus.

Vivíamos uma renascença musical, não por obra exclusiva da bossa nova e da "redescoberta" do samba do morro (primeiro no Zicartola e na Estudantina, mais tarde no show Opinião), mas também porque o protofunk de Jorge Benjor (então Ben, simplesmente) aos poucos enxotava das pistas de dança o twist e o hully gully. A Jovem Guarda ainda era pouco mais que um brilho nos olhos de Roberto Carlos quando as refinadas harmonias de Moacyr Santos, o nosso Duke Ellington, ganharam um LP (Coisas) com o selo de uma nova gravadora independente, Forma, tão exigente e elegante quanto a Elenco, que Aloisio de Oliveira, ex-parceiro de Carmen Miranda e Tom Jobim , criara para eternizar em disco o melhor da moderna música popular brasileira.

Elenco e Forma surgiram em 1963, ano especialmente marcante para a cultura do País. Líamos mais e melhor naquela época, tínhamos uma das mais sofisticadas revistas do mundo, a Senhor, que quatro anos antes chegara às bancas prometendo em editorial o que nunca deixaria de cumprir: publicar artigos, ensaios, cartuns, reportagens, entrevistas e fotos para os "elementos mais responsáveis da vida nacional, a fim de estimulá-los a considerar com mais seriedade os problemas culturais do País".

Desenhada por Carlos Scliar e Glauco Rodrigues, com textos da fina flor da intelectualidade (de Clarice Lispector a Paulo Francis, Ferreira Gullar, Ivan Lessa, José Guilherme Merquior, Luís Lobo) e cartuns de Jaguar, Senhor era a nossa Esquire, a The New Yorkercarioca, o complemento mensal perfeito para o banquete de inteligência e erudição que nos serviam os sabáticos suplementos literários do Jornal do Brasil (SDJB), do Estado e daTribuna da Imprensa.

Poesia. Não havia livros de autoajuda nem autores repetidos nas listas dos mais vendidos. Herbert Marcuse e Marshall McLuhan faziam a cabeça da massa pensante e nossos poetas de ponta (Drummond, Bandeira, João Cabral) ainda estavam vivos e ativos, assim como a arte da crônica e da narrativa curta, honradas naquele ano por Sérgio Porto (A Casa Demolida), Carlos Heitor Cony (Da Arte de Falar Mal), Dalton Trevisan (Cemitério de Elefantes) e pelo estreante Rubem Fonseca, cuja coletânea de contos, Os Prisioneiros, lançada por uma pequena editora, deixou a crítica extasiada.

Com a recém-fundada Escola Superior de Desenho Industrial formando seus primeiros quadros, iniciamos a década de 1960 ainda mais convencidos de que um bom visual podia até melhorar um mau produto. A revista Senhor era um bom exemplo. E o mesmo se diga do Jornal do Brasil depois de sua reforma gráfica no final dos anos 1950, das capas minimalistas dos discos da Elenco e dos livros da Civilização Brasileira, estas concebidas por Eugenio Hirsch, e dos lançamentos da exclusiva Editora do Autor, a cargo de Glauco Rodrigues e Bea Feitler.

Com suas estrelas (Cacilda Becker, Maria Della Costa, Tônia Carrero, Fernanda Montenegro, Sérgio Britto, Ítalo Rossi) no apogeu e ainda sem a concorrência das telenovelas, o teatro nacional exibia um vigor artístico que São Paulo (TBC) e Rio (Teatro dos Sete) em breve deixariam de ver. À margem da ribalta clássica, o Centro Popular de Cultura, núcleo de esquerda da União Nacional dos Estudantes criado em 1961 para levar teatro ao povo e discutir seus problemas com as lições de Marx e Brecht, entrou em cena cheio de entusiasmo, e na primeira oportunidade, aproveitando-se da maré favorável ao cinema da terra (O Pagador de Promessas conquistara a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 1962), meteu-se a produzir filmes; o primeiro, urbano, de episódios ambientados no que hoje chamam de comunidade carente (Cinco Vezes Favela), o segundo, rural, no coração dos conflitos agrários do Nordeste, inspirado num cordel de Ferreira Gullar e dirigido por Eduardo Coutinho, com o título de Cabra Marcado Para Morrer.

Símbolo. Ainda vendendo otimismo adentramos 1964, recebendo a visita, nos primeiros dias de janeiro, de um dos mais cobiçado símbolos sexuais do cinema, Brigitte Bardot, e, duas semanas depois, da atriz e cantora espanhola Sarita "La Violetera" Montiel. Sarita veio filmar Samba, uma bobagem carnavalesca; BB veio a lazer, trazida pelo noivo, Bob Zagoury, um playboy marroquino apaixonado pelo Brasil, que a levou para uma aldeia de pescadores, na região dos Lagos, no Estado do Rio. Nascia ali a mística de Búzios, a Saint-Tropez do Atlântico Sul, onde até hoje sua musa e padroeira é reverenciada, agora em forma de estátua de bronze. BB lá se enfurnou durante quatro meses, segundo ela própria, os mais felizes de sua vida.

Ela ainda era o grande assunto mundano da praça, quando Glauber Rocha fez a primeira exibição privada de Deus e o Diabo na Terra do Sol, para um seleto grupo de amigos, na manhã de uma sexta-feira 13. E fomos todos para o vetusto cinema Vitória, perto da Cinelândia, centro do Rio, adrede escolhido porque dali os convidados de Glauber identificados com o governo Jango rumariam para o ominoso Comício da Central do Brasil, programado para o final da tarde.

Estávamos a 18 dias do golpe militar. Deus e o Diabo só seria lançado em julho, depois de se consagrar em Cannes. Já Cabra Marcado Para Morrer, cujas filmagens, em Engenho da Galileia (Pernambuco), foram interrompidas pelos militares, teve de esperar pela anistia para poder ser concluído, exibido e várias vezes premiado. Apenas a ditadura estava marcada para morrer. Mas teríamos de esperar 21 anos.

28/03/2014

A Folha continua com seu Regime… Militar

Paulo MalhoesREGIME MILITAR, como diria Paulo Malhães, é o caralho! Sem eufemismo dona ditabranda, o que houve foi Ditadura Militar com apoio da Folha, Globo & RBS! O que importa não são as relações dos militares de hoje com os militares mortos, mas as ideias de que assassinar quem pensa diferente é coisa normal. Se fosse normal, o negócio seria assassinar os militares, só porque pensam diferente. É isso?

Regime Militar: Forças Armadas de hoje não têm relação com ditadura, diz ministro

DE BRASÍLIA – O ministro Celso Amorim (Defesa) afirmou ontem, durante audiência no Senado, não ver relação entre as Forças Armadas de hoje e a que atuou na ditadura militar.

Questionado sobre se a Defesa iria se manifestar sobre o caso do ex-deputado Rubens Paiva, morto em 1971 após ser preso por militares, o ministro afirmou que o Estado já pediu desculpas pelo ocorrido.

"O Estado brasileiro, ao pagar as indenizações já, de certa maneira, pediu desculpa por tudo que ocorreu. Agora, cabe sim esclarecer a verdade. Estamos plenamente de acordo e cooperando nisso em tudo que podemos", afirmou Amorim.

"As Forças Armadas de hoje não têm nada a ver com aquilo", acrescentou.

Rubens Paiva desapareceu em 1971, após ser preso em sua casa no Rio por agentes da Aeronáutica. Segundo a Comissão da Verdade, ele morreu sob tortura no DOI-Codi.

Na época, o Exército disse que Paiva havia sido resgatado por "terroristas" enquanto era transportado por agentes no Rio. A farsa foi desmontada há anos, mas as Forças Armadas se recusam a admitir que ele morreu no DOI-Codi.

22/02/2014

Para medir o nível dos gorilas de 64

Filed under: Ditador João Baptista Figueiredo,Ditadura,Golpe Militar — Gilmar Crestani @ 7:25 pm
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As versões da música "Tanto Mar", de Chico Buarque

sab, 22/02/2014 – 15:41

Por Jota A. Botelho

Ainda guardo renitente um velho cravo para mim…


Sei que estás em festa, pá

Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
(1975 – Tanto Mar – Chico Buarque – Letra original, escrita no tempo presente, vetada pela censura, gravação editada apenas em Portugal)

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Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta a primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim
(1978 – Segunda versão, escrita no tempo passado)
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"Tanto Mar" figura uma carta escrita por um português no Brasil para um amigo português em Portugal. Ambos os países sob o regime ditatorial.
Em 25 de Abril de 1974, o regime português foi derrubado por uma revolução popular que ficou conhecida como Revolução dos Cravos. Há várias histórias para o uso do cravo como símbolo da revolução. Umas delas é que, ao amanhecer, uma florista levava cravos para decorar um hotel quando foi surpreendida por um soldado, solidário à revolução, que colocou um de seus cravos na ponta da espingarda, e em seguida todos os outros fizeram o mesmo. Por isso, na letra, Chico fala da primavera, dos cravos, lá, em Portugal ("sei que estás em festa, pá, fico contente"). Porém cá, no Brasil, ele está doente pela ditadura ainda latente. Na segunda versão da letra, 1978, há uma mágoa referência ao término da Revolução, visto que em 25 de novembro de 1975, um golpe militar pôs fim ao Processo Revolucionário em Curso: "já murcharam tua festa, pá". Mas não com o ânimo revolucionário: "mas certamente esqueceram uma semente nalgum canto de jardim". Para quem não sabe: A expressão ‘pá’ no final das frases é uma corruptela de ‘rapaz’, em Portugal.
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[Fontes: Othon César / http://www.chicobuarque.com.br]
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1- Tanto Mar – 1ª. e 2ª. versão mais entrevista com Chico Buarque
2- Fado Tropical – A belíssima música de Chico Buarque e Ruy Guerra sobre a Revolução dos Cravos, em Portugal. Aqui a versão no filme "Fados", de Carlos Saura, cantada por Chico Buarque e poema recitado por Carlos do Carmo.

As versões da música "Tanto Mar", de Chico Buarque | GGN

18/02/2014

Riocentro: para a Folha, ditabranda!

Filed under: Ditabranda,Ditador João Baptista Figueiredo,Ditadura,Riocentro — Gilmar Crestani @ 7:27 am
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Sabe porque muita gente ainda continua apoiando a ditadura, porque a mídia tratava assim toda bandidagem praticada pelos gorilas:

A Folha, como não poderia deixar de ser, já que emprestava seus carros para que os agente da ditadura transportassem clandestinamente as vítimas que a ditadura prendia, torturava, estuprava e depois matava. As peruas da Folha davam, fisicamente, o suporte que o jornal dava, intelectualmente. A Rede Globo já admitiu que errou, mas não pediu perdão pelo que fez nem devolveu tudo o que roubou sob o manto da proteção ditatorial. A RBS, que nasceu, cresceu e se expandiu durante a ditadura ainda mais quieta do que gato cagando na chuva. Todos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium participaram de uma forma ou de outra na ditadura. E são exatamente eles que agora nos querem dar lição de civilidade, ética e honestidade. O Riocentro foi apenas um dentre muitos crimes da ditadura. Coitadinhos, eles só iam colocar umas bombas na festa de primeiro de maio do trabalhador…

Quem ainda defende a ditadura, para rever seus conceitos, bem que mereceria um cassetete no rabo, desde que enfiado quando a vítima estiver com as mãos presas e uma bola de tênis na boca, para ficar na especialidade dos tempos que defendem!

Procuradoria acusa 6 agentes da ditadura por atentado no Riocentro

Generais Nilton Cerqueira e Newton Cruz estão entre os denunciados pela explosão

Generais Newton Cruz, Nilton Cerqueira e Edson de Sá Rocha estão entre os denunciados pelos procuradores

DO RIO, para a FOLHA

O Ministério Público Federal denunciou seis agentes da ditadura militar por suspeita de participação no atentado do Riocentro, em 1981. Esta é a terceira investigação do caso. Em 33 anos, ninguém foi preso ou condenado.

Os procuradores dizem ter localizado novas provas que justificariam a abertura de uma ação penal. Eles sustentam que os crimes não devem ser considerados prescritos porque ocorreram num contexto de lesa-humanidade.

O atentado foi tramado pela linha-dura para causar pânico em um show que reuniu cerca de 20 mil pessoas no Rio. O plano deu errado, e uma bomba explodiu no colo do sargento Guilherme do Rosário, que morreu no local.

A intenção era culpar grupos de esquerda pelo tumulto e pressionar o regime a abortar a abertura política.

Os generais reformados Nilton Cerqueira e Newton Cruz, o coronel reformado Wilson Machado e o ex-delegado Cláudio Guerra foram denunciados por suspeita de tentativa de homicídio, associação criminosa armada e transporte de explosivo.

O Ministério Público pede que eles sejam condenados a penas de ao menos 36 anos de prisão. Segundo os procuradores, Newton Cruz admitiu em depoimento que soube previamente do atentado: "Ele tinha o dever de intervir, mas não fez nada", disse o procurador Antonio Cabral.

Além dos quatro, foram denunciados ainda o general reformado Edson de Sá Rocha e o major reformado Divany Carvalho Barros. Os seis acusados não foram localizados ontem.

(BERNARDO MELLO FRANCO)

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