Ficha Corrida

06/12/2016

Diretas-já

Filed under: Democracia,Diretas-Já,Golpe,Golpe Paraguaio — Gilmar Crestani @ 10:57 pm
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Não há democracia sem eleições, sem respeito à soberania popular. O problema é que saber perder é uma virtude que só acompanha os honestos. O mau-caratismo não liga para a essência da democracia (demos, povo; cratein, governo).

Queremos democracia, mas queremos muito mais. Queremos respeito.

Numa democracia, os que perdem respeitam o vitorioso. E o vitorioso governa a todos, sem distinção de raça, religião ou sexo.

Será que é pedir demais?!

diretas-já-editadas

Ivan Consenza Souza, filho do cartunista Henfil, relançou as camisetas que fizeram sucesso na Campanha das Diretas Já de 1983/84. 

Foto: Marcelo Auler – See more at: http://marceloauler.com.br/joaquim-barbosa-uma-voz-pelas-diretas-ja/#sthash.HVjjSPPn.dpuf

diretasja

Se tudo está de cabeça para baixo é porque os que não têm cabeça brincam de roleta russa com nossa inteligência.

Como disse o filósofo Duvivier, não adianta limpar o chão com merda. O cheiro fica, é o perfume do golpe.

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27/01/2014

Folha: da "ditabranda" às Diretas-Já

Filed under: Diretas-Já,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 9:07 am
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Altamiro  Borges

ALTAMIRO BORGES 27 de Janeiro de 2014 às 07:17

Até hoje, o jornal da famiglia Frias não se penitenciou deste grave crime histórico. Mesmo a Globo já fez autocrítica do seu apoio ao golpe e ao regime militar num editorial matreiro

A Folha até hoje não fez qualquer autocrítica do seu apoio ao golpe militar de 1964, da sua aliança com o setor linha dura dos generais ou da cedência de suas peruas para os órgãos de tortura. Na fase mais recente, ela também nunca se penitenciou da ficha policial falsa de Dilma Rousseff ou de outros factoides plantados para servir aos interesses da direita. Mas ela adora se jactar dos seus feitos jornalísticos. Na edição desta sábado (25), o diário golpista da famiglia Frias se apresentou como o “Jornal das Diretas”, relembrando o seu papel na cobertura dos comícios em defesa da emenda do deputado Dante de Oliveira que restabelecia as eleições diretas para presidente da República.
De fato, como lembra a matéria de Ana Estela, a Folha teve importante participação neste episódio. Enquanto a TV Globo omitia as mobilizações no país e outros veículos adotavam postura recuada, o jornal deu históricas capas para os comícios – em especial para o de 25 de janeiro de 1984, na Praça da Sé, que reuniu 300 mil pessoas. O texto lembra que “o evento cristalizou a imagem da Folha como o ‘jornal das Diretas’. O envolvimento do jornal com as eleições para presidente, porém, começara em março de 1983, dias depois de o deputado federal Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresentar ao Congresso sua proposta de emenda constitucional”. Em corajoso editorial, a Folha defendeu a volta das eleições diretas.
Além de sentir que a ditadura estava moribunda, outro fator pode ter levado o jornal a mudar de lado. “A Folha colhia dividendos externos – não por acaso no final de 1985 conquistou a maior circulação do país”, registra, de raspão, Ana Estela. Vários estudiosos do período já afirmaram que a mudança de postura do jornal – de entusiasta do golpe militar e dos generais carrascos à líder na cobertura das “diretas-já” – ocorreu também por razões mercadológicas. Com seu senso de oportunidade, para não dizer de oportunismo, o direitista Octavio Frias de Oliveira, dono da Folha, percebeu que aquele era o momento para desbandar os concorrentes, em especial o Estadão, e tornar-se líder em circulação no país.
No livro “Do golpe ao Planalto”, o jornalista Ricardo Kotscho insinua – também de raspão – que “seu Frias” soube aproveitar o momento de turbulência política no país para dar uma guinada no jornal. Ele lembra como se deu o acalorado debate sobre a campanha na redação da Folha. “Redigi uma proposta para o jornal: por que a Folha de S.Paulo não empunhava de vez a bandeira das eleições diretas, como fazia a imprensa, antigamente, quando se apaixonava por uma causa? ‘Seu’ Frias convocou imediatamente a cúpula da Folha à sala dele, leu o texto para os editores e mandou tocar pau na máquina… Na edição seguinte já se abria espaço para a campanha das Diretas”. 
Seja qual for o motivo – político ou mercadológico – não dá para negar a contribuição da Folha neste rico momento histórico. Isto, porém, não alivia a barra do jornal e nem deve gerar falsas ilusões. A mesma Folha que se empenhou nas “diretas-já” foi uma das responsáveis pela criação do clima político para o golpe militar de 1964. Na fase mais sombria da ditadura, o jornal também ficou conhecido por sua “tiragem” – que não tinha relação com os exemplares vendidos, mas sim com o número de “tiras” – de policiais – nas suas redações. Neste sentido, vale sempre reler o livro “Cães de guarda”, de Beatriz Kushnir, que descreve em detalhes como a Folha apoiou a ditadura, suas torturas e assassinatos.
Até hoje, o jornal da famiglia Frias não se penitenciou deste grave crime histórico. Mesmo a Globo já fez autocrítica do seu apoio ao golpe e ao regime militar num editorial matreiro. No caso da Folha, ela ainda insiste em rotular a sanguinária ditadura de “ditabranda”, num desrespeito aos que morreram na luta pela democracia e aos que se empenharam, sem oportunismos, na campanha das “diretas-já”.

Folha: da "ditabranda" às Diretas-Já | Brasil 24/7

19/03/2012

Ali acerta mais uma indireta

Filed under: Ali Kamel,Diretas-Já,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 8:31 am

 

Diretas Já – Kamel defende
o que nem a Globo defende


O amigo navegante deve estar preocupado, porque nestes últimos dias tivemos que interromper a publicação desta “Antologia da Treva”, que recupera textos do Diretor de Jornalismo da Globo, Ali Kamel, que estavam soterrados pelo tempo e a poeira num blog inativo.
É que o ansioso blogueiro meditou profundamente sobre a preocupação da Globo em aproximar-se da Classe C.
E como consegue ter um Diretor de Jornalismo que é contra o SUS, contra o Bolsa Familia, diz que não somos racistas e, portanto, não são necessárias cotas para entrar na universidade, e é a favor da remoção das favelas (mesmo onde há UPPs ?) ?
Talvez porque este Diretor de Jornalismo defenda a Globo em momentos cruciais – quando, por exemplo, ele ignorou o desastre da Gol, para que o jornal nacional levasse a eleição do Lula de 2006 para o segundo turno – clique aqui para ler “O primeiro Golpe já houve. Falta o segundo”.
Ou, talvez, porque o Diretor de Jornalismo da Globo, ali chamado de Ratzinger, defenda a Globo até quando a Globo não se defende.
Um prodígio !
Vejam o que o editor do Conversa Afiada, responsável pela seleta, selecionou para este domingo de sol.
É sobre a cobertura das Diretas Já, uma das paginas sombrias da Globo:
O Globo – 24/09/2003 – http://www.alikamel.com.br/upload/data/2003.09.24.pdf

Diz o nosso editor:

Kamel escreve um texto que talvez explique porque ele se tornou diretor geral de jornalismo na Globo.
Título: “A Globo não fez campanha, fez bom jornalismo”.
Trata-se da cobertura das Diretas Já.
Kamel abre o texto com elogios aos serviços que o JN prestou ao País ao longo de sua história e chega a ser ufanista com relação à cobertura em questão. O tom é muito mais simpático à emissora que o próprio institucional da Globo, que traz a seguinte reflexão de Boni sobre a cobertura:
“Naquele momento, a pressão sobre Roberto Marinho foi intensa. Foi uma frustração para mim e para toda a equipe de jornalismo, uma tristeza para o Armando Nogueira e a Alice-Maria, não poder fazer a cobertura de maneira adequada. Nós ficamos limitados pelo poder de audiência que a TV Globo tinha. Isso foi uma tristeza muito grande, mas naquele momento o Dr. Roberto não podia resistir.”
O mesmo texto institucional traz: “A Globo registrou esses comícios pelas Diretas nos seus telejornais locais. Naquele primeiro momento, as manifestações não entraram nos noticiários de rede por decisão de Roberto Marinho.”

A Globo e o Boni não sabem de nada !
Quem sabe é o Kamel !

Paulo Henrique Amorim

Diretas Já – Kamel defende o que nem a Globo defende | Conversa Afiada

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