Ficha Corrida

01/10/2016

Amanhã, na URNA, não esqueça de retribuir ao PSOL, PSDB, PMDB, PP pelo GOLPE dado no seu emprego e de seus familiares.

Filed under: Desemprego,Golpe,Golpe Paraguaio,Manipulação,Michel Temer,Rede Globo — Gilmar Crestani @ 9:17 am
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OBScena: para a Rede Globo, 4,7% de desemprego no governo Lula era um inferno; 11,8% no governo de seus ventríloquos, Michel Temer & Eduardo CUnha, é um paraíso

Desemprego, 4,7 é maior que 5,7Nossa mídia abraçou os autores do golpe paraguaio mas está tentando esconder a própria responsabilidade no desastre anunciado. Quem diria, depois da bonança dos governos Lula e Dilma que viveríamos para voltar aos tempos do José Sarney.

Não esqueça, amanhã, na hora de votar, de agradecer à quadrilha que deu o GOLPE no seu emprego e de seus familiares. A assinatura da sua demissão tem as digitais do PSOL, PMDB, PSDB, PP, da Rede Globo, RBS, pato da FIESP.

Se já chegamos a 11,8% de desemprego antes das eleições deste domingo, imagine depois.

Não sei como os grupos mafiomidiáticos vão fazer para esconder da mídia estrangeira o paraíso que o golpe nos deu.

Doce millones de desempleados en Brasil

En relación con el número del mismo trimestre del año pasado, la cifra actual representa incluso un aumento del 36,6 por ciento, con 3,2 millones más de desocupados que entonces.

El número de desempleados en Brasil aumentó a 12 millones de personas en el último trimestre, la cifra más alta registrada en los últimos años, según informó ayer el estatal Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE). La cifra corresponde a una tasa de desempleo del 11,8 por ciento en el trimestre cerrado en agosto. Según la medición, 583.000 personas más estaban sin empleo en relación con el periodo anterior (marzo-mayo).

En relación con el valor del mismo trimestre del año pasado, la cifra actual representa incluso un aumento del 36,6 por ciento, con 3,2 millones más de desempleados que entonces en la primera economía de América Latina. Entre junio y agosto de 2015, en el primer año cerrado con una recesión económica tras varios de crecimiento ininterrumpido, Brasil registró una tasa de desempleo del 8,7 por ciento.

De la población económica activa, unos 90,1 millones de personas tenían empleo en el último trimestre, según la estadísticas del IBGE.

Brasil cerrará 2016 con una recesión de más del tres por ciento por segundo año consecutivo. Los últimos cálculos parten de una contracción del Producto Interno Bruto (PIB) del 3,16 por ciento, después del retroceso del 3,8 por ciento registrado en 2015.

El país más grande de América Latina, con unos 200 millones de habitantes, tuvo hasta 2014 durante varios años un fuerte crecimiento que lo convirtió en una de las primeras economías del mundo y lo consolidó como potencia regional.

El desgaste de su modelo económico y la caída de los precios del petróleo han sumido a Brasil sin embargo en una dura crisis económica, a la que se suman varios escándalos de corrupción en el aparato estatal y una grave crisis política e institucional.

La destitución de la presidenta Dilma Rousseff a finales de agosto por acusaciones de haber cometido irregularidades fiscales puso fin entonces formalmente a más de 13 años de gobierno del izquierdista Partido de los Trabajadores (PT).

Los mercados esperan que la política más liberal del antiguo vicepresidente y sucesor de Rousseff, Michel Temer, del centroderechista Partido del Movimiento Democrático Brasileño (PMDB), contribuya a la reactivación de la economía brasileña.

Página/12 :: El mundo :: Doce millones de desempleados en Brasil

24/01/2015

Pior ano petista(2014) foi melhor que o melhor ano do PSDB (2002)

DesempregooPara constatar isso bastaria saber fazer comparação.  Segundo dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados ontem, foram criados 396.993 postos de trabalho formais em 2014. Mesmo tendo sido o pior ano, criou. E se levarmos em conta que ainda assim vivemos com taxa de pleno emprego (4,6% de desemprego), mesmo que não crie mais nenhum, a estabilidade projetada para 6% continua sendo a mais baixa taxa de desemprego da história.

Considerando a crise que assola dos demais países, notadamente da zona do Euro, não há do que reclamar. Na Espanha, mesmo com a melhora em 2014, o desemprego continua em torno de 26%.

Não há como não notar que a situações do desemprego cresce em São Paulo em virtude do fechamento de empresas por falta d’água. Neste caso não há tom pejorativo. A migração de empresas de São Paulo para outros locais tem grande participação no baixo crescimento.

Há um parâmetro para se ler a ênfase no “pior” da Folha. Se pegarmos um litro e completarmos de 600 ml para 900 ml (de 2002 a 2013) verifica-se que colocar apenas 1 ml é pouco, “pior”, mais ainda será 901 ml. Muito distante dos 600 ml…

Segundo dados obtidos via RAIS, nos anos de 1994/2002 foram criados 5 milhões, já nos anos 2003/2013 foram criados 20,4 milhões de empregos.

Para bom entendedor, os subtítulos da matéria da Folha são suficientemente claros: as contas externas por pior que tenha sido também foi melhor que melhor ano de FHC, em 2001. Da mesma forma o desemprego, o pior ano de Dilma foi melhor que o melhor ano de FHC, em 2002.

O tom negativista, o torcidômetro dos fracassomaníacos é autoexplicativo.

 

Geração de empregos em
2014 foi a pior dos anos PT

Governo também registrou o maior deficit nas contas externas desde 2001

Criação de vaga formal é a menor na era PT

Com demissões da indústria e na construção, mercado de trabalho tem pior ano de geração de emprego desde 2002

Economia não tem mais fôlego para manter um ritmo aquecido de geração de emprego, diz ministro do Trabalho

DE BRASÍLIA

O mercado de trabalho brasileiro teve em 2014 o pior ano de criação de vagas formais nos anos de PT no comando do Palácio do Planalto, iniciado em 2003 com a posse de Luiz Inácio Lula de Silva.

Refletindo a desaceleração da economia, as contratações de trabalhadores com carteira assinada superaram as demissões em 396,9 mil vagas, um terço do dado de 2013 e o pior resultado desde 2002, o início da atual série histórica.

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

As demissões na indústria e na construção civil foram as principais responsáveis pelo fraco desempenho do mercado de trabalho em 2014.

Em sua última previsão, em meados de dezembro, o governo esperava fechar 2014 com 700 mil vagas de trabalho criadas no ano.

No entanto, as demissões do último mês de 2014, que tradicionalmente é marcado pelo fechamento de postos criados para atender a demanda de fim de ano, excederam o esperado –foram 555,5 mil vagas fechados.

Foi o pior dezembro desde 2008, quando foram fechadas 654,9 mil vagas extintas.

O ministro Manoel Dias (Trabalho) afirmou que o mercado de trabalho, com índice de desemprego baixo, não tem mais fôlego para manter um ritmo aquecido de geração de emprego.

Com as incertezas da economia no ano passado, com Copa do Mundo, eleição e a Operação Lava Jato, muita gente adiou investimentos, o que teve impacto na geração de empregos, afirmou.

Dias não fez previsões para 2015. Afirmou que será preciso acompanhar os impactos dos ajustes fiscais que estão sendo adotados pelo governo para arrumar as contas públicas. Mesmo assim, ele afirma que haverá aumento no emprego formal neste ano.

SETORES

Os setores que sustentaram a criação de vagas em 2014 foram os de serviços (476,1 mil postos) e comércio (108,8 mil postos).

Na indústria, 163,8 mil vagas foram fechadas em 2014. No ano anterior, a indústria havia ampliado em 122,8 mil vagas força de trabalho.

O setor de material de transporte, afetado pela crise global e pela retração na demanda de importantes compradores, como Argentina, registrou a maior perda, com 41,4 mil postos fechados.

As indústrias metalúrgica e mecânica, que compõem a cadeia automobilística, demitiram 29,9 mil e 18,5 mil trabalhadores, respectivamente.

A indústria automotiva teve queda de 15% na produção em 2014, consequência dos problemas da economia brasileira, com aperto do crédito, e da crise argentina.

TAXA DE DESEMPREGO

Apesar da menor geração de vagas no ano, a taxa de desemprego de novembro (dado mais recente de seis regiões metropolitanas) permaneceu baixa: 4,8%.

A expectativa de analistas, porém, é que ela suba neste ano, chegando a 6%, refletindo o PIB fraco.

    04/11/2014

    No El País, duas notícias do porquê Espanha está quebrada

    Filed under: Desemprego,Espanha,Grandes Fortunas,PIBe — Gilmar Crestani @ 10:03 am
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    espanhaxbrasilEl paro registrado aumenta en 79.154 personas en octubre

    Se trata del menor repunte del desempleo en octubre desde 2010

    Suben en 28.817 los afiliados a la Seguridad Social

     

     

    Las 100 grandes fortunas de España suman el 15,6% del PIB

    Amancio Ortega, Rafael del Pino y Juan Roig, las tres mayores fortunas

    Los más ricos del país han elevado su fortuna un 9,2 % en un año, según la revista ‘Forbes’

    Las 100 grandes fortunas aglutinan el equivalente al 15,6 % del PIB

    01/11/2014

    Para não esquecer onde o PSDB nos levaria

    Filed under: Crise Financeira Européia,Desemprego,Espanha,Neoliberalismo — Gilmar Crestani @ 11:13 pm
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    Pensão alimentícia até os 31 anos

    Crise leva Justiça espanhola a obrigar que pais sustentem filhos maiores e formados

    Natalia Junquera Madri 31 OCT 2014 – 17:38 BRST

    Escritório de emprego em Collado Villalba, Madri. / CARLOS ROSILLO

    A crise na Espanha, dizem vários escritórios de advocacia especializados em direito familiar, multiplicou o número de processos contrapondo pais e filhos – os primeiros por não conseguirem mais pagar as pensões alimentícias fixadas após o divórcio, devido ao desemprego ou a reduções salariais, e os segundos por serem incapazes de se sustentarem sozinhos, num país que tem a segunda maior taxa de desemprego juvenil da Europa, atrás apenas da Grécia. Nos últimos meses, várias sentenças obrigaram pais divorciados a continuarem pagando essa pensão a filhos maiores, em alguns casos com mais de 30 anos, por causa da complicada situação econômica.

    mais informações

    O Código Civil espanhol não especifica uma idade máxima para que um filho continue recebendo dinheiro do seu progenitor. Mas estabelece as causas que eximem do pagamento dessa pensão: que o pai careça de renda suficiente; que o filho possa exercer um ofício que lhe garanta a subsistência; ou que sua falta de renda provenha de “má conduta ou falta de aplicação ao trabalho”.

    “O normal era que essa pensão se extinguisse quando o filho finalizava seus estudos, com uma prorrogação até que encontrasse trabalho, no máximo até 26 anos”, explica Ana Sáiz, do escritório Aba Advogadas. Nesse sentido, uma conhecidíssima sentença do Tribunal Supremo negou em 2001 a pensão alimentícia a duas irmãs de 26 e 29 anos, formadas em Direito e Farmácia, alegando que mantê-la “seria favorecer uma situação passiva de luta pela vida, o que poderia chegar a significar um parasitismo social”.

    Mas o mesmo Tribunal Supremo acumula neste ano várias sentenças sobre a obrigação do progenitor de continuar pagando uma pensão a filhos maiores de idade. Assim, a principal instância judicial espanhola obrigou em 12 de julho um pai a voltar a pagar pensão à sua filha, porque, apesar de ela ter 27 anos e diploma superior (professora de educação especial), ela carece de trabalho e de renda suficiente para ser independente. Outra sentença, de janeiro, recordava a obrigatoriedade de pagar essa pensão quando a situação de dependência “não é imputável” ao filho. Por exemplo, quando este não encontra trabalho porque a crise fez o desemprego disparar.

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    Em casa até os 29.. 

    Estes são os argumentos dos juízes que prolongaram essas pensões além da maioridade:

    “Penoso mercado de trabalho” e pensão até os 31. Ángel (nome fictício) pediu ao tribunal de Arcos de la Frontera (Cádiz) que fosse eximido de pagar uma pensão de 500 euros (1.535 reais) mensais a Elena (nome fictício), a filha de seu primeiro casamento, que agora tem 29 anos. Ángel, que tem três filhos menores em uma segunda união, “aguentou pagar até janeiro”, afirma seu advogado, Fernando Ursina. “Ou seja, pagou a pensão durante 21 anos desde que se divorciou. Mas hoje entende que esse dinheiro não ajuda sua filha a concluir a faculdade [de Psicologia] e encontrar um trabalho, pelo contrário. É um incentivo para que seja uma parasita.”

    A Justiça não lhe deu a razão. O juiz admitiu “a indubitável demora” de Elena em concluir a faculdade e observou que ela “não provou circunstâncias extraordinárias que justificassem esse evidente atraso”. Acrescenta, além disso, que “o desinteresse por completar a formação é um fator de primeira ordem” na hora de analisar o pedido de suspensão da pensão alimentícia. Mas, depois disso, o juiz argumenta que hoje em dia é normal que uma pessoa de 29 anos não seja economicamente independente. “A incorporação dos jovens ao mercado de trabalho na época atual é extraordinariamente penosa, e as atuais circunstâncias socioeconômicas, especialmente no âmbito desta comarca judicial [o desemprego em Cádiz é o mais elevado da Espanha, 41,26%] tornam quase impossível para um jovem menor de 30 anos a busca por um emprego que seja suficiente para suprir suas necessidades.”

    O juiz recorda que o pai de Elena tem vários carros, entre eles uma BMW, “o que indica certo desafogo patrimonial”, e rejeita a alegação de que a existência de outras filhas menores exima Ángel de pagar a pensão à mais velha. O autor da ação, argumenta o juiz, “optou por conduzir sua vida dessa maneira, (…) e todos os filhos têm o mesmo direito a alimentos em relação ao seu progenitor”.

    Ángel vai recorrer da sentença, que o obriga a pagar 500 euros por mês durante mais dois anos à sua filha, ou seja, até ela ter 31.

    400 euros de pensão, 30 anos. A Audiência Provincial de A Coruña obrigou em julho que Amador (nome fictício) pagasse uma pensão de 400 euros (1.230 reais) por mês à sua filha Clara, de 30 anos, a quem ele não via desde 1990, quando sua mulher morreu. Clara, que tinha então sete anos, foi viver com o avô materno. Com a morte do avô, e como ela não recebesse pensão por ser órfã de mãe, Clara processou seu pai em 2005, solicitando que pagasse uma pensão alimentícia. “O tribunal o condenou a entregar 500 euros por mês, mas ele se recusou, e será preciso embargar sua conta”, conta sua advogada, Rosalía Bello. Em 20 de fevereiro, Amador moveu ação contra a filha para deixar de pagar a pensão, argumentando que ela já havia completado 30 anos e concluído seus estudos universitários, e que, além do mais, ele não tinha relação alguma com ela, razão pela qual não considerava justo “precisar pagar alimentos pelo mero fato de ser familiar”.

    Mas a Audiência Provincial (tribunal de segunda instância) deu a razão à filha, acatando o argumento de que, apesar das tentativas – a ré apresentou 20 contratos trabalhistas, dos que só três superavam um mês de duração –, Clara “não tem uma possibilidade concreta de encontrar um trabalho que permita sua independência econômica”. O pai havia amparado seu recurso na sentença de 2001 do Supremo Tribunal que alertava para o perigo de “parasitismo social”.

    A Audiência Provincial respondeu que essa mesma sentença do alto tribunal cita o artigo 3.1 do Código Civil, segundo o qual as normas devem ser aplicadas “observando-se a realidade social do tempo em que tiverem de ser aplicadas”, e que a situação de 2001 era de “pujança econômica”, ao passo que agora a Espanha enfrenta uma “profunda crise”, com desemprego elevado. “Um diploma universitário não é garantia de encontrar trabalho”, diz a sentença, e hoje ter 30 anos e estar sem emprego “não pode ser considerado parasitismo social”. “Lamentavelmente”, acrescenta o tribunal, “são conhecidos os casos de casais jovens com filhos pequenos que se veem obrigados a se recolherem à casa de seus ascendentes, a custa destes, por se acharem em desemprego, ou de jovens outrora independentes que agora voltam para a casa de seus pais por não poderem mais pagar o aluguel”.

    A Audiência Provincial condenou o pai a pagar uma pensão de 400 euros por mês à sua filha, sem limite de tempo. “Enquanto não encontrar um trabalho, precisará de alimentos.” Hoje Clara tem 31 anos, está desempregada e ganha essa pensão.

    O desconcerto de um equatoriano. Em 26 de setembro, Enrique (nome fictício) teve uma surpresa e tanto ao perder a ação movida por sua ex-mulher por não pagamento de pensão alimentícia aos filhos de 18 e 20 anos. “Ele é equatoriano, e lhe custava muito entender que precisaria manter os meninos maiores de idade, porque dizia que ele, com 14 ou 15 anos, já estava ganhando a vida, e achava muito estranho que na Espanha, com essa idade, eles continuassem sendo economicamente dependentes”, recorda uma das advogadas do caso, Margarida Pastor. O juiz estipulou a pensão em 450 euros (1.383 reais), sendo metade para cada filho.

    Dislexia ou desinteresse. Em novembro de 2010, a 71ª. vara da Justiça de Madri condenou um pai a pagar mensalmente 850 euros (2.612 reais, em valores atuais) ao seu filho de 24 anos. Pedro (nome fictício) estava no quarto ano de Educação Física e no segundo de Fisioterapia. Sua mãe argumentou que Pedro precisava dessa ajuda porque, sendo disléxico, acabou se atrasando nos estudos. O pai alegava que o atraso “não se deve a uma suposta dislexia, e sim à falta de aplicação e ao desinteresse”. Pai e filho apresentaram diferentes laudos, um deles de um especialista que atestava ter diagnosticado a dislexia de Pedro aos sete anos, e que ele tinha dificuldades “narrativas de compreensão”. O relatório pericial apresentado pelo réu argumentava que ser disléxico “não é incompatível com ser inteligente”. Sem entrar nesse mérito, o juiz decidiu que não era “desproporcional” continuar cursando duas faculdades aos 24 anos, e que, além disso, o pai, ginecologista com consultório próprio, tinha meios suficientes para continuar pagando essa pensão ao filho.

    Crise na Europa: Pensão alimentícia até os 31 anos | Internacional | EL PAÍS Brasil

    24/10/2014

    Desemprego em baixa, Brasil em alta

    Filed under: Desemprego,Desespero da Veja,Economia — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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    DesempregooSem contar com o baixo desemprego, a Folha traz outra informação, talvez até mais importante: “Parte dessas pessoas são jovens que, com a melhora do nível da renda dos chefes de família, postergam a entrada no mercado de trabalho para estudar por mais tempo.” Como então dizer que o Brasil ficou pior e que a inflação corroeu os salários? O Brasil não está quebrado, a inflação galopante e o futuro incerto?

    A informação se torna ainda mais relevante se nos compararmos com os países da Europa, como Espanha, Portugal, França, Itália, Grécia e até a Alemanha. Comparar que o desastre que foi FHC neste tema seria até covardia. Quem sobreviveu sabe.

    Desemprego cai para 4,9% em setembro

    Aumenta, porém, para 19,1 milhões o número de pessoas em idade ativa que deixam de procurar trabalho

    Rendimento médio real do trabalhador em setembro foi de R$ 2.067,10, com alta de 0,1% sobre o de agosto

    LUCAS VETTORAZZODO RIO

    A taxa de desemprego no Brasil em setembro ficou em 4,9%, no seu menor nível para o mês desde 2002, segundo a PME (Pesquisa Mensal de Emprego) divulgada nesta quinta (23) pelo IBGE.

    A taxa de desocupação teve queda tanto em relação à de agosto passado (5%) e quanto sobre a verificada em setembro de 2013 (5,4%).

    Por outro lado, o número de ocupados teve uma leve queda de 0,2% ante agosto e ficou em 23,10 milhões de pessoas no país em setembro –o IBGE considera a variação como estabilidade.

    Em relação a setembro do ano passado, quando a população ocupada esteve em 23,13 milhões, a queda do pessoal ocupado foi de 0,4%.

    A PME verifica seis regiões metropolitanas do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.

    De acordo com analistas ouvidos pela Folha, em um cenário normal, o recuo, ainda que pequeno, na criação de vagas teria reflexo no aumento da taxa de desemprego. A taxa de desocupação só não avançou porque aumentou o número de pessoas que não estão trabalhando, mas também não estão procurando emprego.

    Quando o desempregado para de procurar emprego, ele deixa o índice de desocupação e entra na chamada Pnea (População Não Economicamente Ativa). Esse contingente aumentou em setembro e atingiu 19,1 milhões de pessoas.

    Na passagem de agosto para setembro, 133 mil pessoas entraram nessa condição, uma alta de 0,7%.

    Na comparação com setembro de 2013, a alta foi de 3,7%, com 690 mil novas pessoas nessa situação.

    Parte dessas pessoas são jovens que, com a melhora do nível da renda dos chefes de família, postergam a entrada no mercado de trabalho para estudar por mais tempo.

    RENDIMENTOS

    O rendimento médio real do trabalhador em setembro foi de R$ 2.067,10 –0,1% mais alto ante agosto e 1,5% diante de setembro de 2013.

    "O crescimento da renda está abaixo da média do ano passado e a indústria fecha vagas à medida que a economia desacelera. Apesar da baixa taxa de desocupação, o cenário não é positivo", afirmou o economista da Tendências, Rafael Bacciotti.

    No mês passado, houve uma redução de 59 mil postos de trabalho na indústria em relação ao verificado em agosto. Esse volume representa uma queda de 3,5% do número de ocupados no setor, que fechou setembro com 3,4 milhões de empregados.

    Na comparação com igual período do ano passado, a quantidade demissões disparou, com recuo de 6,4% da força de trabalho para 3,6 milhões de empregados.

    Analistas chamam a atenção para a desaceleração do crescimento da renda e das demissões nos setores da indústria e da construção.

    "O desavisado pode achar que o desemprego está em um nível bom, mas o dinamismo do mercado parou e a tendência é a renda diminuir ao longo dos próximos meses", disse Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV.

    01/09/2014

    Armínio Fraga: “Não vamos arrochar salários nem assassinar velhinhas”, o resto tá liberado

    Manchete d’O Globo, de 05 de março de 1999, logo após a reeleição de FHC: BC eleva juros a 45% ao mês para conter inflação! E o mais engraçado é que esta informação O Globo tirou do ar, como se a internet não tivesse encurtado ainda mais as pernas da mentira.O Clipping que a Radiobras fazia dos jornais da época não me deixam mentir!

    arminio fragaA melhor frase, se não a única aproveitável, do economista do PSDB: "Arminio Fraga não resolve nada." Ele tem virtude em reconhecer que é um inútil, que sempre resolveu os problemas com mais juros e arrocho salarial. O desemprego foi a política de quando assessorou FHC. Subjaz na filosofia  do desemprego a lógica de que um desempregado não consome. E se não há consumo, não há inflação. Foi assim que FHC resolveu o problema da inflação. A condenação ao aumento real do salário mínimo só pode ser brincadeira de quem nunca recebeu salário mínimo. Em contrapartida, não vi nenhuma proposta para taxar a grandes fortunas nem cobrar mais impostos dos bancos, os maiores beneficiados com inflação alta.

    Dilma e Lula provaram que é possível ter melhoria com pleno emprego. Até porque, como disse a economista Maria da Conceição Tavares, o povo não come PIB!

    Recordar para não cometer o mesmo erro, veja reportagem da Revista Istoé de fevereiro de 1999: Ao mestre com carinho, a respeito das ligações de Armínio Fraga com o mega especulador George Soros! Mais atual, hoje na Folha, professor da Unicamp detona o economista que conseguiu a proeza de elevar a taxa de juros a 45% ao mês! Taí onde mora o amor dos bancos aos candidatos Aécio e Marina!

    • ENTREVISTA DA 2ª ARMINIO FRAGA:  Não vamos arrochar salários nem assassinar velhinhas

      Economista aliado do tucano Aécio Neves reclama de patrulhamento no debate sobre problemas do país

      ÉRICA FRAGAMARIANA CARNEIROENVIADAS AO RIO

      "Nomeado" futuro ministro da Fazenda, caso Aécio Neves (PSDB) vença a eleição, Arminio Fraga, 57, reclama do aparente patrulhamento, na sua opinião, do atual debate sobre problemas econômicos.

      Ele diz que precisa "fazer um discurso" antes de tratar de temas relevantes, como o reajuste do salário mínimo e as mudanças na previdência. "Senão, você é acusado de ser assassino de velhinhas, o que obviamente não é o caso."

      Falar da discussão muda a fisionomia do (quase sempre pacato) economista: "Eu tenho que fazer um preâmbulo. Se não, imediatamente, o PT vai falar: Eles vão arrochar os salários, arrochar os aposentados’", afirmou.

      Nesta entrevista à Folha, Arminio fala sobre uma das bases de maior apoio político de Aécio: a diminuição da oferta de empréstimos do BNDES. "O empresariado tem que se engajar numa posição mais moderna."

      Para ele, sua "nomeação", sozinha, não representa um choque de confiança. "Arminio Fraga não resolve nada."

      Folha – Se Aécio Neves vencer, qual será a regra de reajuste do salário mínimo?

      Arminio Fraga – O Aécio já declarou que a política de aumento real do salário mínimo continua. A regra, no mínimo, vale por um ano e a essa altura não vejo por que mudar –a preocupação é que ele [o reajuste] fique até baixo neste momento.

      Eu disse, e fui mal interpretado, que os salários em geral tinham subido muito, e que para continuar a subir, o que é totalmente desejável e alcançável, o Brasil teria que mostrar também um crescimento da produtividade. Como acredito que, com Aécio, os salários vão subir, sinceramente, não tenho problema com essa fórmula.

      Economistas próximos do sr. dizem que a regra atual onera a Previdência e desequilibra as contas do governo.

      O papel de um futuro ministro da Fazenda não é tanto ter uma opinião a respeito disso, mas mostrar qual é o orçamento e qual é a tendência no médio prazo. Eu acho que isso está fazendo falta, o Brasil está voando no escuro, em um ambiente de um populismo exacerbado.

      Vocês são críticos à atuação do BNDES, mas o banco oferece crédito barato para parte do empresariado. Como dizer para eles que isso tem de mudar?

      O empresariado hoje entende que esse mercado de crédito dual, onde alguns privilegiados recebem crédito e a maioria não recebe, não é bom. Indiretamente põe pressão no juro, tem implicações distributivas perversas e, no fundo, existe porque outras coisas não estão funcionando.

      Se outras coisas forem postas para funcionar, todo esse aparato de UTI pode ser removido. Fazer uma reforma tributária que desonere a exportação, o investimento, simplifique o sistema [tributário], tem um impacto enorme. Mobilizar capital para infraestrutura e arrumar a casa para ter um juro mais baixo para todo mundo tem um impacto enorme também.

      Essas políticas, não só o crédito subsidiado, mas muitas das desonerações e do aparato protecionista, não são a resposta ideal.

      À medida que se possa corrigir essas falhas, será possível desfazer esse caminho que não está dando certo. Alguém acha que a indústria no Brasil está indo bem, com todo esse crédito, subsídio e proteções?

      Um ajuste fiscal envolveria cortar quais gastos?

      A sociedade tem que fazer opções. O nosso papel é colocar essa discussão na mesa, de uma maneira que ela possa ser concluída com mais consciência dos custos e benefícios e quais são os efeitos do ponto de vista do crescimento, da distribuição de renda. Há um imenso espaço para fazer políticas que teriam impacto redistributivo relevante. O caminho a seguir foi mapeado pelo FHC. Ele tomou a decisão de delegar áreas que naquele momento faziam parte do governo para o setor privado, sob supervisão, para focar em saúde e educação. Foi um pacto extraordinário. Essa discussão tem que ser permanente.

      O sr. falou em tirar subsídios e focar na redução da desigualdade. Como os empresários reagiriam?

      Eles temem que a correção dos fundamentos [da economia] não ocorra e eles fiquem no pior dos mundos. Mas acho que o empresariado tem de se engajar numa posição mais moderna. O melhor exemplo é o Pedro Passos [sócio da Natura e colunista da Folha], que com muita coragem está quebrando todos os tabus e defendendo posições muito parecidas com essas. Acho que esse esgotamento do modelo já é entendido pela maioria. Ninguém gosta de ficar indo a Brasília negociar alguma coisa. Mesmo os que se beneficiavam mais disso estão vendo o Brasil parando.

      Eu tenho a convicção de que arrumar a casa, fazendo ajustes, vai gerar crescimento. A recessão já chegou.

      Se o crescimento se recuperar, não diminui o ímpeto por reformas?

      Só vai haver choque de confiança se o governo mostrar serviço. No gogó não vai.

      O seu nome sozinho não basta para recuperar a confiança?

      Arminio Fraga não resolve nada. Quem tem de resolver é o Brasil. Se o governo não atrapalhar, já ajuda bastante.

      O programa do PSDB não trata de problemas da Previdência como a necessidade de aumentar a idade mínima, acabar com as pensões. Vocês vão enfrentar essas questões?

      Nossa estratégia já está bem mapeada. Começar com uma reforma política, uma reforma administrativa, e colocar na mesa uma proposta já bem amarrada de reforma tributária. Fazer uma blitz na infraestrutura, mobilizar capital privado e, com isso, deslanchar uma primeira etapa do investimento no Brasil que nos parece ser urgente.

      Em paralelo, acho que temos que declarar a guerra ao custo Brasil.

      O tema da Previdência é importante, mas ele se presta também ao populismo. A nossa posição é que esse tema precisa ser debatido. Mas tenho de fazer um preâmbulo, se não imediatamente o PT vai falar: "Eles vão arrochar os salários, vão arrochar os aposentados". Isso tudo é mentira. Mas é, assim, nós não temos medo de discutir.

      Na medida em que as pessoas vivem mais, você tem de pensar na idade de aposentadoria e na viabilidade atual do sistema. Outra coisa estranha são as pensões. E acho que também merece ser discutido, sem prejuízo de quem já tem o benefício. E outros temas: como um país que está com desemprego baixo tem um aumento colossal no seguro-desemprego?

      São ótimos temas, mas para falar deles é preciso fazer um discurso antes, senão você vai ser acusado de "assassino das velhinhas", o que obviamente não é o caso.

      O governo diz que está fazendo um ajuste gradual e que chegaria aos mesmos objetivos sem dor.

      Que ajuste? As contas fiscais estão piorando. Eles estão fazendo um desajuste gradual na área fiscal, e a inflação está em 6,5%, apesar dos preços reprimidos. Qual a credibilidade que o governo tem para dizer que vai fazer um ajuste gradual? Eu também acredito que o ajuste fiscal pode ser feito em dois anos. Eu também acredito que a meta de inflação não precisa ser reduzida da noite para o dia, mas tem que acontecer. Não é incorreto o que o governo diz, mas não corresponde ao que eles praticam.

      Por que a independência do Banco Central não é bandeira do PSDB?

      Esse é um tema antigo e polêmico dentro do PSDB. O partido sempre gostou da ideia de dar autonomia ao Banco Central, mas com algum mecanismo de proteção em relação a problemas extremos, como o Banco Central trabalhar mal. O Aécio deixou claro que vai dar a chamada autonomia operacional ao Banco Central e não está fechado discutir a lei.

      Olhando de fora, o atual Banco Central é autônomo?

      Menos do que seria desejável. Sou amigo do [presidente do BC Alexandre] Tombini, mas acho que ele vem sofrendo porque há de fato uma percepção de que ele está sob muita pressão.

      Para aprovar uma reforma tributária precisa construir uma maioria. Como vocês fariam?

      Precisa. Acho que o Aécio trabalharia isso.

      Com quem?

      Acho que com o país todo. É tal a emergência nessa área que eu acho que tanto o Congresso quanto a sociedade, os empresários em particular, iam dar muito apoio. Acho que é algo que seria muito bacana. E, se o Executivo estiver disposto a trabalhar isso dando um mínimo de garantia para os Estados, a coisa é bem viável.

      O que a proposta de reforma tributária de vocês tem de diferente?

      Correndo o risco de soar um pouco agressivo, a nossa é a única. Teve proposta [do governo] de unificar as alíquotas do ICMS. Nós estamos falando em consolidar esses impostos, acabar com a cumulatividade, simplificar as regras. Estamos bem avançados nesse trabalho. Nossa ideia é abrir a discussão.

      Vocês ofereceriam propostas para uma reforma em um eventual governo Marina?

      Sim, sim, claro. Acho que qualquer coisa que nós façamos não é segredo.

      Você participaria de um eventual governo Marina Silva?

      Estou discutindo esses temas com Aécio há quase dois anos e acredito que ele é o caminho. Eu não vou. Não pretendo ir se não for com ele.

    10/08/2014

    O boom do jornalismo desqualificado e fracassomaníaco

    O inacreditável jornalismo da Folha desqualifica emprego de quem não teve o privilégio de se qualificar. Quanta maldade, ou seria despeito, dar publicidade ao fato de que obteve emprego  ate quem não teve condições de se qualificar!

    Será que a Folha torce para que continuassem desempregados? A Folha,  mesmo escalando quatro jornalistas, não viu na desqualificação dos trabalhadores empregados de hoje origem na proibição de que investisse em ensino técnico?!

    Tivesse FHC investido em educação, como fizeram Lula e Dilma, talvez os trabalhadores de hoje fossem melhores qualificados. Mas FHC, além de proibir a criação de escolas técnicas, não criou nenhum universidade e, pior, inventou o famigerado PDV, que pôs no olho da rua um monte de professores qualificados. Não bastasse isso, ao mexer com o tempo de aposentadoria dos professores universitários públicos, retirou do mercado de trabalho, numa tacada, os mais antigos, que resolveram se aposentar logo, no auge da produtividade, sob pena de perderem o direito de se aposentarem. Fui, como muitos outros estudantes, da brusca mudança do perfil de professores universitários. Lembrem-se, FHC também tentou privatizar todo o ensino público. Como um país pode crescer sem investimento pesado em educação de qualidade e gratuita.

    Nesta questão da educação, a grande diferença entre FHC e Lula é que enquanto aquele via como gasto, Lula e Dilma veem como investimento.

    Lula criou o PROUNI que colocou mais de dois milhões de estudantes carentes em cursos de nível superior. Ao contrário de FHC, que não só não criou como proibiu, Lula criou 214 escolas federais de nível técnico, além 14 novas universidades e 126 campi.

    Se voltar contra a criação de trabalhadores de “chão de fábrica”, é também ser contra fábrica, porque sem aqueles está não existiria. A alegada diminuição de supervisores administrativos é facilmente explicável pelo efeito tecnológico. Hoje, com a automação, aspones estão em vias de extinção. Teria sido melhor explicar onde foram parar os supervisores, mais bem preparados que os operários de chão de fábrica. Pelo viés dado pela Folha, até parece que os mais qualificados perderam o emprego. Seria porque não haveria emprego para eles?

    Pelo menos reconhece que houve mais formalização do mercado de trabalho e que “O aumento da renda da classe média alimentou a demanda por serviços e comércio.” Ué, então como fica aquela acusação de que Lula e Dilma haviam acabado com a renda da classe média?! Se aumentou a renda da classe média, e, com isso a demanda por serviços e comércio, não teria aumentado a demanda por produtos no comércio? E de onde vem o produto do comércio que atende às novas demandas? De Marte, de onde também caiu, por obra e graça do acaso, o “bom de empregos no país”.

    Que tal uma comparaçãozinha com a situação das economias mais antigas como a espanhola, francesa, italiana ou norte-americana neste período?!

    Que dificuldade em admitir que o Brasil cresceu, com inflação controlada, com aumento da renda da classe média e com emprego formal para quem antes frequentavam as estatísticas do desemprego?!

    cp10082014O BRASIL QUE TRABALHA

    Expansão na base reduz abismo social mas limita economia

    Mudanças no mercado afetam produtividade e refletem falta de profissional preparado em setores que crescem

    Nos últimos cinco anos, país contratou serventes, auxiliares, vigias e recepcionistas e eliminou postos médios

    ÉRICA FRAGA, MARIANA CARNEIRO, INGRID FAGUNDEZ, DE SÃO PAULO

    Dez profissões de pouca qualificação e salário baixo foram responsáveis por metade dos 9,4 milhões de empregos formais criados no país entre 2007 e 2013.

    O cargo de servente de obras foi o campeão de vagas geradas: 921 mil, quase 10% do saldo total entre contratações e demissões no período.

    Trabalhadores de chão de fábrica, faxineiros, vendedores, vigilantes e recepcionistas também tiveram os maiores saldos de postos criados.

    Na outra ponta, entre as carreiras que demitiram muito mais do que contrataram, estão supervisores administrativos, trabalhadores do setor de cana-de-açúcar e operadores de máquinas fixas.

    As informações são parte de um levantamento feito pela Folha nas bases de dados do Ministério do Trabalho e revelam um quadro de intensa mudança estrutural no mercado brasileiro.

    O aumento da renda da classe média alimentou a demanda por serviços e comércio. A expansão salarial e os incentivos ao setor habitacional também explicam o aquecimento da construção civil.

    Essas tendências levaram a uma maior formalização de quem antes trabalhava sem carteira assinada e a um forte aumento nas contratações por parte desses setores.

    Mas a maioria das vagas criadas foi de baixa qualificação, já que os serviços demandados são pouco sofisticados, a oferta de mão de obra educada é limitada, e o setor de construção não se modernizou.

    "O setor de construção civil no Brasil ainda é muito atrasado. Com pouca modernização, a demanda por serventes é alta", afirma o economista Anselmo Luís dos Santos, da Unicamp.

    A intensa contratação de mão de obra pouco qualificada ajuda a explicar a queda do desemprego e da desigualdade. "Ganho muito mais do que muita gente que passou muito tempo estudando", diz o pedreiro Valdionor Santos Silva, 27, que completou apenas o ensino fundamental.

    EFICIÊNCIA

    O aumento do emprego tão concentrado em postos de baixa qualificação explica o lento avanço da eficiência da economia brasileira. E a baixa produtividade limita a capacidade de crescimento.

    As empresas adotaram medidas para melhorar. Um sinal disso foi o forte crescimento nas contratações de profissionais com perfil técnico. O aumento de especialistas é acompanhado por um significativo corte dos cargos intermediários de gestão.

    Também na busca por mais produtividade, máquinas têm substituído empregos no campo e nas empresas.

    Mas a indústria, que poderia dar impulso à contratação de profissionais mais qualificados, está em crise –o que afeta a demanda por mão de obra no próprio setor e por serviços sofisticados que poderiam atendê-lo, como pesquisa e desenvolvimento.

    Outro empecilho ao avanço da produtividade é a falta de mão de obra qualificada nos setores em expansão.

    "Um monte de engenheiro júnior virou sênior. Um monte de encarregado virou mestre. Mestres passaram a ser pagos como nunca. Mas muitos não estavam preparados, e isso causou problemas", diz Antonio Setin, presidente da construtora Setin.

    As tendências do mercado de trabalho são tema de uma série de reportagens da Folha a partir deste domingo.

    Colaborou MARCELO SOARES

    04/06/2014

    Brasil dá péssimo exemplo, dá emprego!

    Filed under: Desemprego,FHC,Fracassomaníacos,PSDB,Torcidômetro — Gilmar Crestani @ 8:19 am
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    desemprego tucanoO emprego é péssimo. Ele eleva a autoestima. E isso é péssimo. Mas péssimo para quem, cara pálida? Para quem estava desempregado ou para quem torce contra o Brasil? Para os que torcem pelo quanto pior melhor?! Se hoje a população, principalmente a mais jovem, pode pedir mais, é porque sabe que AGORA o Brasil pode mais. Ninguém quer voltar atrás, a não ser o PSDB e seus parceiros do Instituto Millenium. Os Grupos MafioMidiáticos estão na torcida contra o Brasil como única forma de viabilizar, pelo mau humor do eleitorado, de colocar quem impediu que chegássemos antes onde estamos hoje. Se não é tudo, é muito mais do que tínhamos, e com perspectiva de melhora.

    RETROCEDER, JAMAIS!

    IBGE mostra mercado de trabalho mais favorável em 2014

    Para economista, pesquisa revela que desaquecimento na geração de empregos está mais concentrado nas regiões Sul e Sudeste

    MARIANA CARNEIRODE SÃO PAULOPEDRO SOARESDO RIO

    "A economia está crescendo em setores que são intensivos em mão de obra e criam empregos, porém são menos produtivos e geram menor valor agregado os empresários estão contratando, é porque estão confiantes. O bem-estar está crescendo mais que o PIB.

    Dados sobre o emprego, divulgados nesta terça-feira (3) pelo IBGE, mostram que o desânimo verificado na atividade econômica, registrado no PIB do primeiro trimestre, não está contaminando o mercado de trabalho.

    A taxa de desemprego do país entre janeiro e março foi de 7,1%, o que representa uma queda em relação à verificada no mesmo período do ano passado (8%).

    Os dados fazem parte da Pnad Contínua, pesquisa sobre o mercado de trabalho em 3.500 cidades do país que o IBGE chegou a suspender, há dois meses, mas voltou atrás depois da repercussão negativa da decisão.

    Entre o início de 2013 e este ano, o número de empregados no país aumentou 2% (mais 1,8 milhão de pessoas).

    O resultado é mais positivo do que o observado na pesquisa restrita às seis maiores regiões metropolitanas do país, em que a ocupação aparece estagnada.

    Segundo o economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, da Fundação Getulio Vargas, as informações das duas pesquisas revelam que o desaquecimento do mercado de trabalho parece mais intenso no Sul e Sudeste.

    Nessas regiões, o número de empregados cresceu 0,8% no primeiro trimestre de 2014, ante o mesmo período de 2013. Já no Nordeste, Norte e Centro-Oeste, o crescimento foi de 4,9%, 1,8% e 2,6%.

    Para o ministro Marcelo Neri (Secretaria de Assuntos Especiais), o resultado sugere uma contradição entre a baixa confiança na economia descrita por empresários em sondagens recentes e o nível de emprego.

    "Se os empresários estão contratando, é porque estão confiantes no futuro", disse.

    O IBGE detectou ainda uma saída de pessoas da força de trabalho, ou seja, na procura por emprego ou já ocupados. Esse efeito também ajuda a reduzir a taxa de desemprego.

    O contingente de trabalhadores que deixou o mercado no intervalo de um ano cresceu 1,6%. Deixaram a força de trabalho no país quase 1 milhão de pessoas entre o primeiro trimestre de 2013 e igual período deste ano.

    A tendência já era observada na pesquisa de emprego concentrada nas seis maiores regiões metropolitanas.

    Mas, argumenta Barbosa, a redução da força de trabalho é mais intensa nessas capitais do que o retratado nas demais regiões do país investigados pela Pnad contínua.

    DESAQUECIMENTO

    Apesar do resultado positivo na comparação com o observado nas principais regiões metropolitanas do país, os números do início do ano indicam uma desaceleração mais recente do emprego.

    Na comparação com os últimos três meses de 2013, a taxa de desemprego aumentou de 6,2% para 7,1%. Neste início de ano, o PIB cresceu 0,2% ante o últimos três meses de 2013.

    "A economia está crescendo em setores que são intensivos em mão de obra e criam empregos, porém são menos produtivos e geram menor valor agregado", disse Barbosa.

    18/04/2014

    Onde está a crise?

    Filed under: Desemprego,Eleições 2014,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 8:21 am
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    desemprego tucanoA Folha perde o jogo mas não o rebolado. A manchete poderia ser simples e contundente: “Cai desemprego”, ou “Menor taxa de desemprego desde 2003”. Mas não.

    A Folha precisa criar uma justificativa para o sucesso da política econômica dos seus adversários.

    Menor busca por vagas… Meus Deus. Como é que o mundo sobreviveu sem a informação de que quando o sujeito está empregado ele não está a procura de uma vaga?

    Já consigo imaginar a manchete da reeleição da Dilma: “Dilma só venceu porque Aécio perdeu”…

    Com menor busca por vagas, cai desemprego

    Taxa medida pelo IBGE foi de 5% em março, a mais baixa para o mês desde 2003

    PEDRO SOARESDO RIO

    Apesar da economia desaquecida neste início de ano, a taxa de desemprego segue em patamares historicamente baixos. Em março, o índice de 5% foi o menor para o mês desde 2003, segundo o IBGE. No mesmo mês de 2013, a taxa havia sido de 5,7%.

    Essa taxa é calculada pela PME (Pesquisa Mensal de Emprego), que levanta dados apenas nas seis maiores regiões metropolitanas do país.

    A pesquisa tem metodologia e cobertura diferentes da Pnad Contínua, que é divulgada trimestralmente e também investiga o desemprego, mas em 3.460 cidades.

    O objetivo do IBGE é que, a partir do ano que vem, apenas a Pnad Contínua seja divulgada. Nas divulgações mais recentes dessa pesquisa, o índice de desemprego era superior ao da PME.

    MENOS PROCURA

    A contradição entre uma economia que patina e desemprego reduzido nas seis maiores metrópoles do país se explica com a saída de pessoas do mercado de trabalho.

    O aumento praticamente contínuo da renda familiar nos últimos anos e a exigência por maior qualificação dos jovens (que estão mais escolarizados) têm adiado a entrada no mercado de trabalho. O rendimento mais elevado permite também que mulheres saiam para ter filhos, por exemplo.

    Os dados mostram que um terço de quem está inativo tem menos de 25 anos e 64% são mulheres, perfil que reforça a tese, dizem analistas.

    Aumentou em 4,2% o contingente dos chamados inativos entre março de 2013 e o mesmo mês deste ano.

    Vista por um outro ângulo, a tendência de menos pessoas no mercado de trabalho se traduz na redução, por seis meses seguidos, da População Economicamente Ativa (PEA), que soma os empregados e desempregados à procura de emprego.

    Em março, a PEA caiu 0,6%, alcançando 24,138 milhão de pessoas nas seis regiões metropolitanas –o menor desde março de 2012.

    Com isso, o desemprego declinou em março, apesar de o número total de vagas não ter aumentado –ficou estável ante março de 2013.

    RENDIMENTO

    Para o IBGE, a inflação mais elevada em março –quando o IPCA bateu em 0,92%, pico para o mês desde 2003– corroeu a renda do trabalhador, que caiu 0,3% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2013, houve alta de 3%.

    "A taxa de desemprego em patamares baixos indica pouca ociosidade no mercado de trabalho. Desta forma, os salários continuam em expansão, embora alguma moderação tenha ocorrido em março", diz Luka Barbosa, do Itaú.

    31/01/2014

    “Não vai ter desemprego”

    Filed under: Ódio de Classe,Complexo de Vira-Lata,Desemprego,Folha de São Paulo,Vira-bosta — Gilmar Crestani @ 7:52 am
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    FolhaSe existir uma adversativa no meio de uma notícia  boa, então a manchete é da Folha de São Paulo. É inacreditável, mas o país que Lula e Dilma quebraram está com a taxa de desemprego em 4,3%. Para comparar, a Espanha onde se onde se refugiaram Antonio Britto em busca de desintoxicação e onde a Rede Globo escondeu sua funcionária e a amante do então Presidente FHCMiriam Dutra, que era a Meca dos que não têm rumo, está com taxa 26% de desemprego.

    O emprego está em alta a renda cresce, embora não mais de maneira acelerada, o que deixa os celerados da Folha babarem de ódio e raiva. Então, se temos alta de emprego com renda subindo, mesmo que devagar, porque usar o catastrofismo do “mas”? Porque isto é o que resta aos fracassomaníacos que torcem contra o Brasil. Só o ódio a Lula e Dilma explica o desespero dos incompetentes e invejosos. Todo frustrado por sua limitações improdutivas tem ódio visceral a quem desmontou a máquina de vender patrimônio público por ordem do neoliberalismo e, mesmo com a Crise de 2008, que devastou emprego e rende e muitos benefícios sociais por toda Europa, continua distribuindo emprego e renda. Não fosse o espírito vagabundo de manada, que segue bovinamente os professores do Complexo de Vira-latas, e talvez estivéssemos em situação ainda melhor. Para se ter uma pitada do que são capazes os gerentes do fracasso como norte, veja-se o crescimento do último reduto dos que se alimentam de ódio e inveja a Lula: São Paulo teve a menor criação de empregos e de renda. Depois de mais de 20 anos destruindo São Paulo em benefício dos grupos mafiomidiáticos, o PSDB ainda continua morando nos corações dos que só pensam em dólar e no que é bom para os EUA e ruim para os brasileiros. Não há outra atitude mais representativa dos que torcem contra o Brasil do que, por inveja de Lula ter conseguido trazer Copa e Olimpíadas, criarem o movimento de facebook, inspirado em colunista vira-bostas,  “não vai ter copa”. O verdadeiro problema da copa é que, se criar mais empregos, vamos ter de importar desempregados da metrópole dos vira-latas, EUA, onde o desemprego continuam em alta…

    Aos energúmenos deste movimento em prol do fracasso falta conhecimento histórico. Desde os tempos gregos, guerras eram interrompidas para que os povos pudessem se reunir em competições esportivas. De Olímpia, na Grécia, passando pela Paris do Barão de Cubertin, a prática de esportes existe para o congraçamento entre os povos, como moeda de troca de cultura. Mas como cultura é algo que passa batido pela cabeça dos anencefálicos, o ódio encontra o crânio vazio, se apropria do lugar e comanda as “reações”. É por isso também que são reacionários, cuja espírito animal retrocede aos tempos pré-civilizatórios.

    “Mas” (para usar um termo caro aos jornalismo do ódio de classe) enquanto os cães ladram, emprego e renda crescem!

    Desemprego cai para menor nível em 2013; alta da renda desacelera

    Inflação e juros mais altos contribuíram para o menor crescimento do rendimento desde 2005

    Maior mercado de trabalho do país, SP freou a queda da taxa de desocupação; pesquisa vai mudar

    PEDRO SOARESDO RIO

    Apesar do fraco crescimento da economia em 2013, a taxa de desemprego das seis maiores regiões metropolitanas do país caiu para 5,4% na média no ano, a menor da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, iniciada em 2002.

    Em 2012, a taxa foi de 5,5%.

    Em dezembro, o desemprego ficou em 4,3%, menor patamar do indicador mensal.

    A renda, no entanto, não cresce mais com o vigor de antes. O rendimento médio em 2013 ficou em R$ 1.929,03, alta de apenas 1,8% sobre 2012, a menor desde 2005. No ano anterior, o avanço sobre 2011 alcançara 4,1%. De novembro para dezembro, houve queda de 0,7% na remuneração dos trabalhadores.

    A desaceleração resulta da freada do crédito para o consumo, do menor reajuste do salário mínimo, da confiança reduzida de empresários, além de inflação (que corrói a renda) e juros mais altos.

    Segundo Adriana Araújo, técnica do IBGE, a inflação mais elevada teve "impacto" na evolução do rendimento em 2013. Para a LCA, porém, a "perda de fôlego" da inflação acumulada em 12 meses a partir de julho "contribuiu para estancar o movimento de perda real" dos salários.

    Diante disso, a criação de novas vagas perdeu força e avançou somente 0,7% em 2013, chegando a um contingente de 23,3 milhões de ocupados nas seis regiões.

    Trata-se do menor crescimento desde 2009, ano mais agudo da crise global, quando o ritmo de expansão igualou o do ano anterior. Os números do IBGE indicam que a pequena redução da taxa de desemprego se deu pela menor procura de trabalho, pois não foram criadas vagas em quantidade expressiva.

    "O arrefecimento do mercado de trabalho já vinha ocorrendo e se intensificou no final do ano. É um movimento natural numa economia que cresce pouco há três anos", diz Gabriel Ulyssea, economista do Ipea.

    SÃO PAULO FREIA

    Principal mercado de trabalho do país, São Paulo teve taxa de desemprego média em 5,9% em 2013, praticamente estável em relação aos 6% de 2012. Mas, por concentrar 42% de todos os ocupados nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE, São Paulo puxou para cima a taxa média do desemprego.

    O emprego cresceu pouco na maior metrópole do país –0,8% em 2013, ante 1,7% em 2012. Tal fenômeno impediu uma redução mais firme do desemprego, segundo o IBGE.

    NOVA PESQUISA

    O ano de 2014 será o último da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE. Paralelamente, ocorre a coleta dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio). Contínua, cuja abrangência chega a 3.500 cidades. As pesquisas não são comparáveis devido à mudança metodológica e de abrangência.

    23/01/2014

    Para matar vira-lata do coração

    Filed under: Crise Financeira Européia,Desemprego,Espanha — Gilmar Crestani @ 9:01 am
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    O governo do direitista espanhol, Mariano Rajoy, é o resultado do que seus parceiros direitistas receitaram  e continuam pedindo ao Brasil: corte nos investimentos públicos, nos salários, e aumento do desemprego. Desde a Crise de 2008, ao invés de investir, o governo espanhol só fez cortar. Lá já não há mais adicional de férias nem gratificação natalina. E os primeiros a sofrerem cortes foram os aposentados. Receitas que foram aplicadas no Brasil no tempo em que o marionete do Neoliberalismo fazia o que lhe mandavam.

    Se a situação atual da Espanha se apresentasse no Brasil, os grupos mafiomidiáticos convocariam sua manada de amestrados para destituir a Presidente. Lembro de um tempo em que dor de barriga nos “tigres asiáticos” levava o Brasil a passar o pires ao FMI. Se faltava sol no México, o FMI vinha ao Brasil e mandava o magarefe da sociologia vender mais um banco. Alguém notou que sumiu das notícias econômicas e política a sigla FMI?!

    El empleo cierra en 2013 su sexto año de caída y el paro sube al 26%

    La EPA arroja un mínimo descenso de las personas sin empleo de 8.400 desempleados

    La población activa se reduce en 74.300 personas en el trimestre y baja a niveles de 2008

    Manuel V. Gómez Madrid 23 ENE 2014 – 08:55 CET459

    Por sexto año consecutivo España ha vuelto a tener un mal año en su mercado laboral. 2013 ha acabado destruyendo empleo, como 2008, 2009, 2010… Han sido menos que en todos esos años precedentes. Pero la bajada de 198.900 puestos de trabajo en 12 meses se acumula a las caidas anteriores hasta acumular 3,75 millones, según la Encuesta de Población Activa que ha publicado este jueves el INE. En cambio, descendió el paro. En el último trimestre del año pasado había 65.000 personas sin trabajo menos que en el mismo periodo del año anterior, quedó en 5.896.300.

    Con estos ingredientes en la ecuación, la respuesta lógica sería que desciende la tasa de paro. Pues no. Sube hasta el 26,03%. ¿Por qué? Cae la población actica, el colectivo de personas en edad y disposición para trabajar. Descendió en 267.900. Prolonga así su retroceso hasta los casi dos años. La duración de la crisis se nota en el ánimo de la gente, que cansada de no encontrar empleo, acabar por desistir (por lo que el INE deja de contarlos como parados) o por irse fuera de España para probar suerte.

    La cara de la moneda hay que buscarla en los datos desestacionalizados de empleo que, por primera vez desde comienzos de 2008, respunta. Creció un 0,29%. Este dato parece apuntar un cambio de tendencia. Algo que el Gobierno espera que se confirme a lo largo de este año. "En el año 2014, las proyecciones que tenemos en el Ministerio de Economía es que va a haber creación neta de empleo, incluso superior de la que habíamos proyectado cuando elaboramos los presupuestos", dijo el ministro de Economía, Luis de Guindos, hace unas semanas.

    Empleo en agricultura y a tiempo parcial

    Bajando al detalle de la EPA, los ocupados aumentan en la Agricultura con un alza de 85.200 personas. Por el contrario, desciende en servicios (–109.100),un sector en el que se nota la caída del empleo tras la temporada turística. construcción (–35.200) e industria (–6.000).

    2013 acaba con un aumento del empleo a tiempo parcial, 140.400 más en un año. La tendencia, que viene de largo, se ha agudizado y contrasta con el significativo retroceso de los trabajos a tiempo completo, que retrocedieron en 339.300. Así, el porcentaje de personas que trabaja a tiempo parcial se incrementa casi un punto, hasta el 16,34%.

    Lo más probable, dada la tendencia de fondo, y las medidas adoptadas por el Gobierno es que el empleo a tiempo parcial prosiga su tirón este año. Solo así se explica que el Ejecutivo prevea una creación de empleo "significativa" con el raquítico comportamiento que espera de la actividad económica.

    El número total de trabajadores por cuenta propia se reduce en 51.500 personas en el cuarto trimestre de 2013. Por su parte, el número de asalariados baja en 10.400. Los que tienen contrato indefinido aumentan en 45.600 y los de contrato temporal disminuyen en 56.000. La tasa de temporalidad baja 39 centésimas, hasta el 23,92%. En los 12 últimos meses el número de asalariados ha bajado en 188.200 y el de trabajadores por cuenta propia ha descendido en 9.000. El empleo privado desciende este trimestre en 30.200 personas, situándose en 13.962.400. Por su parte, el empleo público disminuye en 34.800 personas.

    La cara más amarga del mercado laboral sigue estando en los hogares que tienen todos sus miembros en paro. Llegó hasta los 1,832 millones de empleo. Lo prolongado de la crisis y la falta de empleo, han provocado que en muchos de estos hogares sus integrantes hayan agotado la prestación y subsidio por desempleo. Esto ha provocado que el número de hogares en los que nadie percibe ingresos está en su máximo histórico: 686.600.

    El empleo cierra en 2013 su sexto año de caída y el paro sube al 26% | Economía | EL PAÍS

    21/01/2014

    Mais um motivo para odiar Lula e Dilma

    Filed under: Crise Financeira Européia,Desemprego,Lula Seja Louvado,Marolinha — Gilmar Crestani @ 8:51 am
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    Desde a crise de 2008, 62 milhões de pessoas perderam o emprego mundo afora. No Brasil, graças ao Lula e, depois, ao seu poste, aconteceu tudo ao contrário.

    Pleno emprego, é tudo o que os senhores de escravo odeiam.

    Afinal, por que pagar um salário mínimo se poderia ter pago meio? Mesmo pequena, também houve distribuição de riqueza. Milhões saíram da miséria absoluta para um vida menos indigna.Tudo bem, não viraram milionários nem passaram a ter uma vida dos sonhos, mas será que alguém ainda preferiria que continuassem onde estavam?!

    Sim, infelizmente, a se julgar pelo que se lê nos grupos mafiomidiáticos, Lula e Dilma deram um golpe comunista e destruíram o Brasil. Como prova a declaração da dona do Magazine Luíza: “mídia só vê o copo do lado vazio”. Seria engraçado não fosse trágica a desfaçatez destes energúmenos. Como reza a lenda nas redações, se os fatos não estiverem de acordo com os interesses deles, pior para os fatos!

     

    Mundo perde 62 milhões de empregos

    Desde 2008, número de desempregados cresceu e concentração de riqueza aumentou: 85 pessoas têm renda equivalente a 50% da população global

    20 de janeiro de 2014 | 22h 07

    Jamil Chade – O Estado de S. Paulo

    A crise financeira iniciada em 2008 expulsou do mercado de trabalho 62 milhões de pessoas no mundo e, hoje, 202 milhões de pessoas estão desempregadas, o equivalente a um Brasil inteiro. Enquanto isso, uma elite composta por apenas 85 indivíduos controla o equivalente à renda de 3,5 bilhões de pessoas no mundo.

    Dados divulgados nesta segunda-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pela entidade Oxfam revelam o impacto social da crise de 2008. Meia década depois do colapso dos mercados, os ricos estão mais ricos e a luta contra a pobreza sofreu forte abalo. Hoje, 1% da população mundial tem metade da riqueza global.

    Os levantamentos foram publicados na véspera do Fórum Econômico Mundial, que começa amanhã em Davos. Pela primeira vez nos mais de 40 anos da entidade, os organizadores reconhecem a desigualdade como o maior risco para o planeta.

    Para a OIT e a Oxfam, a crise mundial gerou uma concentração de renda inédita no mundo rico nos últimos 70 anos e fez o número de desempregados bater recorde. O que mais preocupa as entidades é que a recuperação da economia não está sendo seguida por uma geração de postos de trabalho e a previsão é de que, em 2018, 215 milhões de pessoas não terão emprego. "A crise é muito séria e o número de desempregados continua a subir", disse Guy Ryder, diretor-geral da OIT. "Precisamos repensar todas as políticas. A crise não vai acabar até que as pessoas voltem a trabalhar."

    Em 2013, mais 5 milhões perderam o emprego, principalmente na Ásia. Desde 2008, um volume extra de 32 milhões de pessoas busca trabalho, sem sucesso. Mas outras 30 milhões de pessoas simplesmente abandonaram o mercado de trabalho e desistiram de procurar empregos. Só em 2013, foram 23 milhões. "Essas são taxas inaceitáveis", disse Ryder. Hoje, a taxa de desemprego global é de 6%. Por enquanto, não há sinal de queda do desemprego na Europa, enquanto outras regiões começaram a registrar aumento.

    Jovens. Outra preocupação da OIT é com o fato de que 13,1% dos jovens do mundo continuam sem emprego – 74,5 milhões de pessoas. Apenas em 2013, 1 milhão de jovens perderam seus trabalhos. Mesmo entre os empregados, a situação nem sempre é adequada. Segundo a OIT, 375 milhões de pessoas ganham menos de US$ 1,25 por dia. Outros 839 milhões ganham menos de US$ 2.

    O que a OIT registrou ainda é que os esforços de redução da pobreza foram afetados pela crise. Em média, o número de pessoas que ganhavam menos de US$ 2 por dia caía em média 12% ao ano. Em 2013, a redução foi de apenas 2,7%.

    Enquanto a luta contra a pobreza perde força, dados da Oxfam mostram que a disparidade social no planeta ganhou força desde 2008, quando a crise mundial afetou em especial as classes médias. Hoje, as 85 maiores fortunas do mundo somam US$ 1,7 trilhão, a mesma renda de metade da população. O grupo de 1% mais rico tem renda 65 vezes superior aos 50% mais pobres. 70% da população vive hoje em países onde a desigualdade aumentou nos últimos 30 anos. "As elites globais estão mais ricas e a maioria da população mundial está excluída", diz o informe.

    Cerca de 10% da população mundial controla 86% dos ativos do planeta. Os 70% mais pobres controlam apenas 3%. Nos EUA, 95% do crescimento gerado após a crise de 2008 ficou nas mãos de 1% da população. Os dez mais ricos da Europa mantêm fortunas equivalentes a todos os pacotes de resgate aos países da região entre 2008 e 2010 – cerca de 200 bilhões.

    No que se refere ao Brasil, a Oxfam aponta para o "significativo sucesso" em reduzir as desigualdades graças a investimentos públicos e aumento de salário mínimo em mais de 50% desde 2003. Ainda assim, o Brasil é a economia onde a renda dos pais mais determina o sucesso dos filhos. A Dinamarca e Suécia estão no lado oposto da tabela.

    Para Winnie Byanyima, diretora da Oxfam, o controle da economia mundial por um pequeno grupo não ocorreu por acaso. "A concentração de renda aconteceu por um processo em que a elite levou o processo político a desenhar regras no sistema econômico que a favorecessem."

    05/01/2014

    Se achas ruim 4,6%(Brasil) de desemprego, imagine com 17%(Portugal) ou 26% (Espanha)

    Filed under: Desemprego,Trabalho Escravo — Gilmar Crestani @ 7:34 am
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    O PIB brasileiro cresceu pouco, mas cresceu, e com pleno emprego e distribuição de renda. Na Europa, desde 2008 muitos países já deixaram de pagar o décimo terceiro e aumentaram a jornada de trabalho. Pior, com diminuição de salário. Dá-se por satisfeito, contudo, quem ainda assim tiver um emprego para se sustentar. O pleno emprego só é ruim para quem quer explorar o mercado de trabalho. Fica mais difícil de oferecer um salário de miséria e empregar trabalho escravo, como faziam Zara e outras grandes empresas.

    O pleno emprego traz pelo menos duas vantagens embutidas: primeiro, a dignidade de se viver graças ao próprio emprego, e, segundo, alternativas às ameaças do subemprego. Só não dá valor ao pleno emprego quem nunca esteve desempregado

    El Robin Hood del becario

    Francisco Ferreira, un joven portugués que se había quedado en paro, crea una web exitosa en la que denuncia las miserables condiciones laborales de los licenciados de su generación

    Antonio Jiménez Barca Oporto 5 ENE 2014 – 00:00 CET5

    Francisco Ferreira, en el centro de Oporto. / A. J. B.

    Francisco Ferreira, un licenciado en Comunicación y Publicidad de 30 años de Oporto se quedó en paro en diciembre. Comenzó entonces a rastrear los anuncios de trabajo por Internet y a facturar currículos y cartas de presentación a cientos de ellos. En Portugal, el paro escala por encima del 17%, una cifra jamás alcanzada en el país, así que Ferreira no se limitó a las convocatorias relacionadas con su profesión. Con sorpresa comprobó que nadie le respondía. Nadie. Ferreira supuso que era demasiado mayor para ser becario, demasiado universitario para algunos trabajos y demasiado reivindicativo para los tiempos que corren.

    Descubrió que el mercado laboral portugués, a juzgar por muchos de los anuncios que encontraba, rayaba a veces la pura miseria, lleno de becarios obligados a trabajar meses enteros sin sueldo o empleadores que pedían a sus trabajadores que se hicieran autónomos (y que se pagaran el coche, el ordenador y el teléfono) para luego obligarlos a hacer turnos de más de ocho horas de oficina. También que existía una especie de mercado paralelo al de los anuncios de trabajo: que bastaba que él enviara un currículo a una empresa (teóricamente) interesada en sus conocimientos y aptitudes para que, pasadas unas horas, comenzara a recibir en su correo electrónico tal cantidad de publicidad engañosa que le hizo sospechar que muchos de esos anuncios no eran sino estrategias de bases de datos para recaudar información.

    Algo harto y rodeado de amigos también hartos, con mucho tiempo libre (aún andaba en el paro) y crecientemente indignado, concibió un blog precario y muy rudimentario en el que comenzó a denunciar esos anuncios que ofrecían trabajos directamente ilegales y apeló a otras personas a que le enviaran testimonios de esta moderna explotación laboral que consiste, sobre todo, en ponerle el título de becario a todo el que no cobra un sueldo digno.

    Pronto el blog creció hasta transformarse en una web con más de 12.000 seguidores en Facebook. Se denomina Ganhem Vergonha, algo así como “avergüéncense”, y subtitulada “plataforma de denuncia de empleadores sin vergüenza”. Un vistazo a la página permite localizar algunas de las perlas con las que se encuentra Ferreira cada vez que escruta el mercado laboral. Por ejemplo, una tienda de un centro comercial de Oporto que solicita “una becaria no remunerada con incorporación inmediata”. O una empresa que busca ingenieros (con menos de cinco años de experiencia) dispuestos a trabajar como becarios, durante cuatro meses, sin cobrar un euro. Al comentar lo de los cinco años, Ferreira se pregunta: “¿Cuánto tiempo tiene uno que trabajar para dejar de ser becario?”.

    La página comenzó a ganar lectores, adeptos y denuncias. El correo electrónico se llenó de testimonios que Ferreira (todavía en el paro) se lanzaba a investigar. Porque desde el principio se obligó a no colgar ninguna denuncia que no hubiera sido comprobada. Y a las denuncias les siguieron las amenazas: “Ya he recibido por lo menos cuatro llamadas de abogados de cuatro empresas que aseguran que me van a llevar a los tribunales. Naturalmente, ninguno lo ha hecho”.

    Su página recoge casos como el de una empresa que busca ingenieros dispuestos a trabajar cuatro meses sin cobrar

    Hubo un caso paradigmático: una empresa de diseño creativo de Oporto que empleaba a becarios (sin pagarles nada, por supuesto) durante más de cuatro meses, a razón de más de ocho horas al día, fines de semana incluidos y, encima, con un ambiente de trabajo que, según supo Ferreira tras hablar con cinco testigos, rayaba el acoso laboral. “Además, si los llamados becarios hacían un diseño de algo que rindiera beneficios, estos, por supuesto, iban a parar a la empresa”. El caso llegó hasta la televisión pública portuguesa, la RTP, que se basó en el trabajo de Ganhem Vergonha para denunciar a la empresa en cuestión.

    La página ganó aún más adhesiones, registró aún más denuncias y salió del anonimato. Pero Ferreira, al principio, se escondió detrás de un colectivo ficticio: “Pensaba que si decía en la televisión o en los medios que era yo solo el que había montado todo, no me tomarían en serio. Así que contaba que éramos una agrupación de jóvenes y que yo era solo el representante”.

    Asegura que, pese a todo, solo ha denunciado el 10% de los casos que le llegan. “La inmensa mayoría no tienen pruebas, y yo carezco de medios y de tiempo para investigar”, dice, sonriendo, encogiéndose de hombros. Porque, mientras su web crecía y le llovían los mensajes (“ahora tengo decenas sin leer del otro día”), Ferreira encontró trabajo en una agencia de publicidad y ya no dispone de tantas horas para ocuparse de las condiciones laborales de los otros. Confiesa que le encantaría, porque hay sectores jugosos en los que casi ni ha pisado: “En el del Derecho, por ejemplo, donde también recibo denuncias de muchos becarios que trabajan sin recibir un euro”. Trató de que su página web rindiera algún beneficio, pero las donaciones se atascaron en los 130 euros.

    Impulsa una campaña para que todos los anuncios incluyan  el nombre de la empresa y el sueldo que paga

    Con todo, aprovecha cualquier ocasión para seguir denunciando: “Hay una empresa que pide secretarias o administrativas, y luego, cuando llegas, te da un producto y te manda a que vayas puerta a puerta a vender. Te pasas todo el día así. Después, cuando vuelves, te dicen que de secretaria no hay nada, pero sí de vendedor”. También conoce otra empresa, compuesta por siete trabajadores, en la que solo cobra el jefe, esto es, el “emprendedor”, dado que los otros siete son solo becarios sin derecho a sueldo. “Uno de los becarios es responsable organizador de los otros”, cuenta.

    Obsesionado desde sus tiempos de buscador de empleo con los anuncios trampa, ha organizado en Internet una recogida de firmas a fin de que todos los que se publican incluyan el nombre de la empresa y el sueldo que está dispuesta a pagar.

    Y mientras algún avispado director le contrata para un periódico combativo, reflexiona sobre los efectos perversos de la crisis en Portugal y en su generación de buscadores de empleos mínimos: “Determinados trabajos cada vez están más restringidos a una élite: no solo porque han podido ir a la universidad, cada vez más cara, sino porque han podido estar un año o más de becarios de lujo, sin cobrar, y contra eso hay que luchar…”.

    El Robin Hood del becario | Sociedad | EL PAÍS

    26/12/2013

    Ainda?

    Filed under: Ódio de Classe,Desemprego,Economia — Gilmar Crestani @ 8:19 am
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    desempregosQuem lê, ouve ou vê jornalismo econômico no Brasil fica com a impressão que estamos à beira de um colapso, enquanto o mundo navega em águas cristalinas. Desde a crise de 2008 países como França, Itália, Grécia, Portugal e Espanha vêm deixando de pagar o 13º salário. Por aqui, além do baixo nível de desemprego, a renda melhorou e a desigualdade diminuiu. Mas o catastrofismo gerados nos ambientes com ar condicionado para continuar roubando dos mais pobres continua em alta. O ódio de classe é uma das principais características da direita brasileira. Quando a Folha usa o “ainda” com sentido de continuidade, mas pouco se fica sabendo das dificuldades do contexto mundial, que ainda mais valoriza a lenta mas contínua melhora do Brasil. Lembro perfeitamente bem quando um miado dos “tigres asiáticos” fez FHC rodar o pires no FMI. Todo e qualquer sopro em economias periféricas causava cataclismas no Brasil. Agora, dá-se exatamente o contrário. Mas tudo isso só faz aumentar o ódio à Lula  e Dilma.

    ANÁLISE PERSPECTIVAS GLOBAIS

    Economia mundial ainda patinará em 2014

    Nova Grande Depressão foi evitada, mas nada indica que haverá aumento na renda e queda na desigualdade

    Temos uma economia de mercado mundial que não está funcionando; e a perspectiva de melhora significativa para 2014 parece irrealista

    JOSEPH E. STIGLITZESPECIAL PARA O PROJECT SYNDICATE, EM NOVA YORK

    Há algo deprimente em escrever sumários anuais na meia década transcorrida desde que irrompeu a crise financeira mundial de 2008.

    Evitamos uma segunda Grande Depressão, mas terminamos contagiados por um grande mal-estar, com rendas que mal bastam para pagar as contas, no caso de muitos cidadãos das economias avançadas. E podemos antecipar que as coisas continuarão as mesmas em 2014.

    Nos EUA, a renda média manteve-se em declínio aparentemente inexorável. Para empregados do sexo masculino, ela caiu a níveis inferiores ao patamar que vinha mantendo há 40 anos.

    A recessão na Europa acabou em 2013, mas ninguém pode alegar, responsavelmente, que ela foi seguida de uma recuperação. Mais de 50% dos jovens estão desempregados na Espanha e na Grécia. De acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional), a Espanha deve contar com desemprego superior a 25% por muitos anos.

    O verdadeiro perigo para a Europa é que surja uma sensação de complacência.

    Conforme passava o ano, era possível perceber a desaceleração no ritmo das reformas institucionais vitais para a zona do euro e um compromisso renovado com as políticas de austeridade que incitaram a recessão. Há um risco significativo de nova crise em outro país do bloco em um futuro não tão distante.

    EUA

    Nos EUA, a desigualdade social é crescente –e maior do que em qualquer outro país avançado. A contração provável da próxima rodada de austeridade –que já custou de 1% a 2% em crescimento do PIB em 2013– significaria que o crescimento continuará anêmico, mal conseguindo acomodar os recém-chegados ao mercado de trabalho.

    O Vale do Silício e o próspero setor de hidrocarbonetos não bastam para compensar a austeridade econômica.

    Assim, mesmo com a reduções na compra de ativos de longo prazo pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), iniciada na semana passada, taxas de juros acima de zero não são esperadas para antes de 2015 ou depois.

    EMERGENTES

    Da mesma forma que a política de compra de títulos para estimular a economia alimentou valorizações cambiais, anunciar o seu fim causou desvalorizações. A boa notícia é que a maioria dos países emergentes acumulou reservas cambiais e suas economias estão fortes o suficiente para resistir ao choque.

    Ainda assim, a desaceleração no crescimento dos emergentes decepcionou e deve continuar em 2014.

    Cada país tinha sua história. A desaceleração econômica da Índia foi atribuída a problemas políticos em Nova Déli e um banco central preocupado com a estabilidade de preços.

    A inquietação social no Brasil deixou claro que, a despeito do progresso notável na redução da pobreza e da desigualdade ao longo dos últimos dez anos, o país ainda tem muito a realizar para que a prosperidade seja distribuída de maneira mais ampla.

    Ao mesmo tempo, a onda de protestos no país demonstrou a influência política da classe média em ascensão.

    A desaceleração da China teve impacto significativo nos preços das commodities. Mesmo reduzido, no entanto, seu ritmo de crescimento desperta inveja no resto do planeta, e seu avanço rumo ao crescimento sustentável, ainda que em patamar mais baixo, servirá bem ao país e ao mundo, no longo prazo.

    Temos uma economia de mercado mundial que não está funcionando. Temos necessidades não atendidas e recursos subutilizados. O sistema não está produzindo benefícios para grandes segmentos de nossas sociedades.

    E a perspectiva de melhora significativa em 2014 parece irrealista. Os sistemas políticos parecem incapazes de introduzir as reformas que poderiam criar a perspectiva de um futuro mais brilhante.

    Talvez a economia mundial apresente em 2014 desempenho melhor que o deste ano que termina, talvez não. Em um contexto amplo, os dois anos serão encarados como um período de oportunidades desperdiçadas.

    JOSEPH STIGLITZ, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, é professor catedrático na Universidade Columbia.

    Tradução de PAULO MIGLIACCI

    20/12/2013

    Corvos de aluguel

    Filed under: Complexo de Vira-Lata,Corvos de Aluguel,Desemprego,Vira-bosta — Gilmar Crestani @ 9:51 am
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    O emprego record
    e os corvos de aluguel

    A Folha é o “encosto”.

    O Conversa Afiada reproduz post do Partido dos Trabalhadores no Facebook:

    CORVOS DE ALUGUEL

    Divulgado, hoje pela manhã, pelo IBGE, o índice de desemprego no Brasil em novembro, de 4,6%, é um emblema dos tempos em que vivemos, em muitos sentidos.
    Na seara civilizatória, equivale dizer que em meio a um mundo assombrado pela falência múltipla das maiores nações capitalistas, o Brasil se impõe como um modelo econômico ao mesmo tempo sólido e solidário, com antenas voltadas para o futuro e raízes firmes na realidade presente.
    Somos um país que compra aviões de caça de última geração, mas que tem como bandeira fundamental a erradicação da fome, da pobreza e da injustiça social.
    No entanto, embora os dados de novembro do IBGE revelem a menor taxa de desemprego da história do Brasil, essa circunstância serve também para expor, ainda mais, o depositório de ressentimentos que virou boa parte da mídia brasileira.
    Conservadora, reacionária e alinhada ao antipetismo mais rasteiro em circulação nas redes sociais, a mídia brasileira embaralha os conceitos de liberdade de imprensa e de expressão para esconder suas verdadeiras intenções. Esconder que, ao se vender como oposição política, faz oposição ao Brasil.
    Não a qualquer Brasil, mas a este Brasil da última década, o Brasil de pleno emprego, o Brasil dos governo do PT.
    O Brasil de todos.
    É preciso ler o primeiro parágrafo da matéria publicada, hoje, na Folha de S.Paulo, sobre o menor desemprego da história do País, para se entender a dimensão desse ressentimento sem fim.
    Diz a Folha, primeiro:
    “Apesar do menor ritmo da economia no terceiro trimestre, da freada do consumo e do crédito restrito, as empresas não lançaram mão ainda de demissões e a taxa de desemprego segue em níveis baixos.”
    Trata-se de um “nariz-de-cera”, como se diz no jargão jornalístico, montado para desmerecer e desqualificar uma notícia que os pobres leitores da Folha ainda terão que procurar muitas linhas abaixo, até chegar na profecia da Cassandra escolhida para anunciar o fim da tragédia.
    Diz a matéria da Folha, em seu último parágrafo:
    “Um dos indicadores que já sinalizam uma piora é a renda. De outubro para novembro, o rendimento, estimado em R$ 1.965,20, subiu 2%. Já em comparação com novembro de 2012, houve expansão de 3%, num ritmo menor do que nos meses anteriores.”
    Ou seja, a piora virá porque, no último mês, a renda subiu 2% – ou 3%, se comparado a novembro de 2012.
    Não é só ridículo, é perigoso.
    Apesar dos pesares, quis dizer o jornal, no fim das contas, ainda não conseguimos destruir os sonhos nem restaurar o medo.
    Triste constatar que, levados a este inferno de mágoas eleitorais pelas mãos de seus patrões, muitos jornalistas brasileiros se transformaram em especialistas na arte de transformar boas novas em presságios de mau agouro.
    Parecem não perceber, mas vagam miseravelmente perdidos no vão ideológico em que se meteram, cada vez mais ignorados pela gente do País que mal disfarçadamente desprezam
    .
    Em tempo: ainda sobre os corvos, o Conversa Afiada recomenda a leitura de artigo de Miguel do Rosário, no Blog O Cafezinho:

    Mídia estaria “insuflando” revolta na Papuda?

    O emprego record e os corvos de aluguel | Conversa Afiada

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