Ficha Corrida

26/12/2015

Rex Quæ Sera Tamen

AECIO ELEITOAécio Neves, enfim, coroado. Como diz o lema da bandeira mineira, antes tarde do que nunca, deve pensar o Napoleão das Alterosas. SQN! Tem mais chances de virar Miss Colômbia do que ser eleito para qualquer coisa que necessite de pessoas honestas.

O Pior Brasileiro do Ano. Por Paulo Nogueira

Postado em 25 dez 2015 – por : Paulo Nogueira

Não faltaram candidatos fortes, mas é de Aécio, com folga, o título de Pior Brasileiro do Ano.

Aécio só não fez o que deveria fazer: trabalhar no Senado. Fazer jus ao salário e mordomias que os brasileiros lhe pagam.

Ele consumiu seu tempo em conspirações contra a democracia em 2015. Tentou, e continua a tentar, cassar 54 milhões de votos, sob os pretextos mais esdrúxulos, cínicos e desonestos.

Adicionou um novo e definitivo rótulo a sua imagem de playboy do Leblon, adepto de esforço mínimo e máximas vantagens: o de golpista.

Para tanto, andou sempre nas piores companhias da República. Esteve constantemente junto de Eduardo Cunha, que só não levou o título de Pior Brasileiro porque Aécio existe.

Aécio foi vital para que Cunha se sagrasse presidente da Câmara dos Deputados. Depois, quando já eram avassaladoras as provas de ladroagem de Cunha, Aécio armou um esquema de blindagem para que ele não respondesse por seus crimes. Tudo isso para que suas pretensões de golpista obtivessem sucesso.

Aécio protegeu, preservou Cunha. E assim contribuiu decisivamente para que ele chegasse ao fim do ano ainda na presidência da Câmara, o que representa uma tonitruante bofetada moral no rosto da nação.

Pode-se dizer que Cunha é filho de Aécio. São sócios no crime de lesa democracia.

Tanto ele fez que teve acabou recebendo uma resposta espontânea da sociedade. Fazia muito tempo que um político não era motivo de tantas piadas.

2015 foi o ano do Aécio golpista, e também o ano do Aécio piada.

Sua incapacidade patológica de aceitar a derrota se transformou em gargalhadas nas redes sociais.

Qualquer pessoa que caísse no ano, a piada estava pronta. Se o Mourinho cair, assume o Aécio?

Houve humor de outra natureza, também. Memes brotaram em profusão, dias atrás, depois da coroação equivocada como Miss Universo da candidata da Colômbia. Nestes memes, Aécio aparecia como a Miss Colômbia.

O que todos lembravam, ali, eram os escassos momentos pelo qual Aécio se julgou vencedor das eleições presidenciais de 2014.

Ele recebera já informações segundo as quais ganhara de Dilma, e armara uma festa em Belo Horizonte. A comemoração foi brutalmente abortada quando foram anunciados os resultados oficiais.

A imagem da decepção ganhou as redes sociais numa das fotos mais compartilhadas das eleições.

Tivesse grandeza de espírito, Aécio faria o básico. Ligaria para Dilma para cumprimentá-la e tentaria entender onde errou para corrigir os equívocos, eventualmente, numa próxima vez.

Mas não.

Da derrota emergiu um monstro moral, um golpista sem limites e sem pudor, um demagogo que provoca instabilidade no país e depois fala, acusatório, da instabilidade como se não fosse ele o causador dela.

Por tudo isso, e por outras coisas, é de Aécio o título de Pior Brasileiro do Ano.

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Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » O Pior Brasileiro do Ano. Por Paulo Nogueira

04/07/2015

Veja como funciona o finanCIAmento ideológico

Desde o chamamento para a ditadura, a cobertura da ditadura, em todos os sentidos, o prazer com as torturas e os estupros da ditadura, os lucros com a corrupção na ditadura. É mais fácil encontrar provas da participação da Folha & Globo na tortura e estupro de presos políticos que gens de FHC num exame de DNA no filho da amante, Miriam Dutra. Lembremos, assim como a Rede Globo e a Folha se assoCIAram para criarem o jornal Valor, também se assoCIAram para convocarem a manada amestrada para derrubar Dilma. Como a Folha e suas peruas foram partícipes da ditadura, a Folha acha por bem chamar ditadura de ditabranda.

Do gerente comercial do DCM ao Fernando Rodrigues: uma carta aberta

Postado em 03 jul 2015 – por : Emir Ruivo

Eles querem tudo para eles

Eles querem tudo para eles

Fernando, tudo bem?

Sou gerente comercial do DCM e escrevo a você acerca da matéria em que nós somos citados. Gostaria de esclarecer algumas questões, bem como questionar outras.

Primeiro, gostaria de dizer que os números de audiência da Nielsen/Ibope estão errados. Simples: a contagem é feita com painelistas (pessoas que têm um painel da Nielsen), uma forma semelhante com que a Comscore e o Ibope (TV) trabalham. Isso é tratado erradamente há décadas pelo mercado como medição. Isso é projeção. Projeta-se um número, que é uma base de cálculo mais ou menos honesta.

A diferença do Ibope da TV e da internet é que na internet, os painelistas não são necessariamente divididos por faixa etária, renda, instrução, localização como mandam as boas práticas da pesquisa. É só querer ser painelista. Tente lá. É fácil. Também várias dessas ferramentas também não contam internet móvel, e isso significa metade da nossa audiência hoje.

Medição é o que nós fazemos aqui, em que cada visitante é contado. Os números de WordPress Stats e Google Analytics são quase idênticos, o que nos deixa bastante tranquilos em relação à veracidade desta medição. Este mês, deu 3,5 milhões de visitantes únicos. Veja bem: sem sites acoplados, sem “belas da torcida”, sem conteúdo erótico.

O DCM é um site de esquerda, e ninguém esconde isso. É um site que apoiou Dilma Rousseff no segundo turno, é verdade, mas tanto quanto apoio Luciana Genro no primeiro. É um site ligado a uma visão, não a um partido. Isso, com todas as críticas que possa pertinentemente vir a receber.

Me chateia é você escrever sobre nós sem sequer nos procurar. Meu telefone, ao contrário do seu, está no mídia kit, que pode facilmente ser baixado no site. Eu poderia ter dado tanta informação (se é que era isso que interessava).

Por exemplo, está errado dizer que nós simplesmente recebemos menos publicidade oficial e essa é a razão de estarmos abaixo da média. Não é verdade. Nós também praticamos um CPM muito competitivo. Se o UOL abrir seus números, eu abro os meus, mas já aposto um carregamento de sorvete que o nosso CPM final é mais baixo que o do UOL.

Quanto aos critérios técnicos, algumas empresas estatais seguem, eu poderia dizer que tenho certeza. Outras não, também digo com muita segurança. Todas dizem que seguem, e nada me deixa mais triste do que quando olham nos meus olhos e dizem que o DCM não entrou numa campanha por critérios técnicos quando eu sei e todos ali sabem que é mentira.

Mas garanto duas coisas. A primeira e mais importante é que, se fossem seguidos exclusivamente critérios técnicos, o DCM teria recebido muito mais publicidade. Se alguma manobra houve com o DCM, foi negativa – e não duvido que o UOL tenha ficado com alguma parte do quinhão que seria do DCM.

A outra é que os critérios técnicos do Governo Federal, com todos os seus problemas, são melhores, muito melhores que a de qualquer outro governo. Já tentou vender mídia a critério técnico para o governo do Estado de São Paulo? Nossa audiência em São Paulo é grande para caramba. Sabe quanto eu consegui vender pra SP? Zero.

Eu sei que seu texto mantém um tom sóbrio e neutro, mas você conhece as implicações que ele pode ter.

Eu poderia fazer coro a você em um monte de coisas. Os 6 bilhões da TV Globo, isso é uma grande coisa; os 3 milhões de um site pequeno de mais para valer isso é muito menor, mas também estranho, e eu estou com você nesta. Ao mesmo tempo, poderia criticar seu trabalho no caso HSBC, sonegando uma informação importantíssima sobre os Frias. Sabe-se lá quantas outras que não passaram pelo bizarro duopólio Folha-Globo neste caso.

Por falar em bizarro duopólio, é isso que faz ser necessário investir em sites alternativos. Para ter contraponto.

A necessidade de comprar publicidade em sites alternativos se intensifica quando você nota que, por se tratarem de sites de esquerda, e portanto serem, de modo geral, anti-status-quo vigente, isso assusta o empresariado, que limita muito os investimentos nesses sites (ao contrário do que fazem nos meios que defendem os interesses desse empresariado, UOL incluso).

Os sites de direita são protegidos pela iniciativa privada. “Não gostei do que vocês escreveram sobre a Veja”. Eu já ouvi isso tentando vender publicidade a um banco. Depois abro a Veja e vejo uma página dupla desse banco.

Se você está preocupado com custo por pessoa atingida, aliás, sugiro fazer as contas com a Veja. O nosso CPM relativo e absoluto, em comparação à Veja, é mais baixo. O tal banco prefere anunciar na Veja, que defende seus interesses, a anunciar no DCM, que defende os interesses de seus funcionários.

É direito deles, claro. Eles que anunciem onde quiserem. Não o governo. O governo tem a obrigação moral de fomentar a divergência. Faz isso pouco e faz isso mal, é bom que se diga. Mas não é anunciando no UOL que vai ter sucesso com isso, e a sua iniciativa de intimidar esse investimento é uma lástima para a sociedade.

Cordialmente,

Emir Ruivo

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Sobre o Autor

Emir Ruivo é músico e produtor formado em Projeto Para Indústria Fonográfica na Point Blank London. Produziu algumas dezenas de álbuns e algumas centenas de singles. Com sua banda, Aurélios, possui dois álbuns lançados pela gravadora Atração. Seu último trabalho pode ser visto no seguinte endereço: http://www.youtube.com/watch?v=dFjmeJKiaWQ

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