Ficha Corrida

09/12/2012

Dadá, o araponga de Veja, pega 19 anos de prisão

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Dadá,Policarpo Júnior,Veja — Gilmar Crestani @ 10:04 am

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A sentença que condenou Carlinhos Cachoeira a 39 anos de prisão também reservou um capítulo especial ao detetive Idalberto Matias; ele foi condenado a 19 anos de prisão por realizar grampos ilegais; a revista Veja, dirigida por Policarpo Júnior em Brasília, era o principal "cliente" da dupla Dadá & Cachoeira

9 de Dezembro de 2012 às 06:42

247 – O relatório da CPI do caso Cachoeira ainda não foi apreciado pelo plenário da comissão, mas já se sabe que o jornalista Policarpo Júnior, diretor de Veja em Brasília, não será indiciado. Pressionado por um movimento em peso dos grandes veículos de comunicação e por aliados do PMDB, o deputado Odair Cunha (PT-MG) retirou de seu relatório as referências feitas a Policarpo Júnior e a outros jornalistas.

Hoje, Odair teria motivos para, eventualmente, rever sua posição. Isso porque a sentença que, ontem, condenou Carlos Cachoeira a 39 anos de prisão, do juiz Alderico Rocha Santos, também atingiu o araponga Idalberto Matias, o Dadá, condenado a 19 anos. Segundo o juiz, Dadá era responsável pela realização de grampos ilegais.

Sem Dadá, o esquema de Cachoeira jamais teria a mesma força. Dadá grampeava e produzia denúncias que eram publicadas na revista Veja, dirigida por Policarpo Júnior, e amplificadas no Congresso pelo "mosqueteiro da ética" Demóstenes Torres. Com esse instrumento de pressão poderoso, Cachoeira fortalecia sua atividade tradicional – de jogos ilegais – e pavimentava novos negócios, como a parceria com a empreiteira Delta, de Fernando Cavendish.

Dadá foi fonte de diversos jornalistas em Brasília, mas era com Veja e Policarpo que Cachoeira construiu uma parceria mais sólida. Houve até um momento, captado pelas operações Vegas e Monte Carlo, em que Policarpo pede a Cachoeira para levantar ligações de um político goiano, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Cachoeira concorda e diz que o "neguinho" procuraria Policarpo para tratar do assunto (leia mais aqui).

Dadá, o araponga de Veja, pega 19 anos de prisão | Brasil 24/7

28/05/2012

Cachoeira grampeou o Supremo?

Filed under: Arapongas,Carlinhos Cachoeira,Dadá,Gilmar Mendes,STF — Gilmar Crestani @ 9:24 am

Enviado por luisnassif, dom, 27/05/2012 – 22:47

Autor: Luis Nassif

À medida em que as peças do quebra-cabeça Cachoeira vão se juntando, vislumbra-se um quadro inédito na história do país. Tão inédito que ainda não caiu a ficha de parte relevante da opinião pública e, especialmente, do Judiciário. O desenho que se monta é uma conspiração contra o Estado brasileiro (não contra o governo Lula, especificamente), através de três vértices principais.

Havia o chefe de quadrilha Carlinhos Cachoeira. Sua principal arma era a capacidade de plantar matérias e escândalos, falsos ou verdadeiros, na revista Veja – o outro elo da corrente.

Durante algum tempo, graças ao Ministro Gilmar Mendes, seu principal operador – o araponga Jairo Martins – monitorou o sistema de telefonia do Supremo. E Cachoeira dispunha da revista Veja para escandalizar qualquer conversa, fuzilar qualquer reputação.

Essa é a conclusão objetiva dos fatos revelados até agora.

O que não se sabe é a extensão das gravações. Veja demonstrou em várias matérias – especialmente no caso Opportunity – seu poder de atacar magistrados que votavam contra as causas bancadas pela revista.

A falta de discernimento das denúncias, o fato da revista escandalizar qualquer conversa, a perspectiva de virar capa em uma nova denúncia da revista, seria capaz de intimidar o magistrado mais sólido.

A dúvida que fica: qual a extensão das conversas do STF monitoradas e gravadas por Jairo? Que Ministros podem ter sido submetidos a ameaças de denúncia e/ou constrangimento?

Gilmar colocou a mais alta Corte do país ao alcance de um bicheiro.

Cachoeira grampeou o Supremo? | Brasilianas.Org

25/05/2012

Doni: Dadá, a gente se vê na Globo!

Dá + Dá, dá Dadá. É Dadando que se Doni!

Diálogos apontam esquema Cachoeira abastecendo TV Globo

No dia 10/08/2011 às 19:39hs, o araponga Dadá, do esquema Cachoeira, teve um telefonema interceptado pela Polícia Federal, durante as investigações da Operação Monte Carlo.
Do outro lado da linha, uma pessoa identificada como "Doni" no relatório, agradecia uma informação passada por Dadá, e confirmava que o "Jornal Nacional" iria falar sobre o grampo:

Cerca de 15 minutos depois, Dadá ligou para o ex-diretor da Delta Construções, Cláudio Abreu, dizendo que "o grampo" iria sair na Globo.

Logo mais, naquela noite, entrava no ar a edição do Jornal Nacional, mostrando o grampo:

http://goo.gl/ARvs3

Após o fim do telejornal, Dadá liga novamente para Doni às 21:56hs, e comentam sobre o diálogo acima:

Como no relatório só tem o resumo dos diálogos, falta a transcrição completa para elucidar mais detalhes. Mas já tem informação suficiente para indicar que o esquema Cachoeira, através do araponga Dadá, abasteceu o Jornal Nacional com grampos sigilosos da Polícia Federal.
Uma das funções de Dadá, dentro do esquema Cachoeira, era obter informações sobre operações policiais, segundo o inquérito.
Quem é Doni?
Não há nenhum DONI identificado na redação do Jornal Nacional, mas talvez o diretor de jornalismo no DF, Mariano BONI, pudesse ajudar a esclarecer quem é.

Os Amigos do Presidente Lula

Suruba: Rede Globo dá com Dadá

Filed under: Carlinhos Cachoeira,Corrupção,Dadá,Eumano Silva,Rede Globo de Corrupção — Gilmar Crestani @ 10:44 pm

O Conversa Afiada publica e-mail do infatigável Stanley Burburinho, que o Ali Kamel poderia contratar para a equipe “investigativa” da Globo:

Atualização que, realmente, o Jornal Nacional publicou a notícia sobre o Ministério do Turismo conforme o araponga do Cachoeira, Dadá, falou no grampo da PF da Operação Monte Carlo.

Abaixo, nos itens 1 e 2, as transcrições do grampo da PF. No item 3, a edição do edição do dia 10/08/2011, mesma data do grampo (items 1 e 2), que mostra o diálogo do Dadá dizendo que a notícia sairia no Jornal Nacional, falando sobre o Ministério do Turismo.

1 – Resumo: Doni agradece a informação. Jornal Nacional vai falar sobre o grampo.
2 – Dadá diz que vai sair na Globo. Grampo da operação da Polícia Federal
Veja imagem do PDF localizado nos links abaixo:
http://3.bp.blogspot.com/-zOIxHo02H6U/T6H3Q6GgeJI/AAAAAAAABrw/ZpkyiGKvag0/s1600/Fullscreen+capture+05032012+001119.bmp.jpg
Link: INQ 3430 Apenso 01 Volume 06
ca.scribd.com/doc/91629993/INQ-3430-Apenso-01-Volume-06
28 abr. 2012 – RESUMO DONI AGRADECE A INFORMAÇÃO. JORNAL NACIONAL VAI FALAR SOBRE GRAMPO. TELEFONE 1623370420. NOME DO …
http://pt.scribd.com/doc/91629993/INQ-3430-Apenso-01-Volume-06
3 – Jornal Nacional, edição do dia 10/08/2011, mesma data do grampo acima, que mostra o diálogo do Dadá dizendo que a notícia sairia no Jornal Nacional, falando sobre o Ministério do Turismo.
10/08/2011 21h07 – Atualizado em 10/08/2011 21h07
Libertada metade dos presos na operação da PF no Turismo
Alguns negaram envolvimento no desvio de R$ 4 milhões em verbas. Um relatório do Ministério Público Federal afirmou que a cúpula do ministério foi responsável pelo pagamento dos convênios irregulares.
Um relatório do Ministério Público Federal afirmou que a cúpula do Ministério do Turismo foi responsável pelo pagamento de convênios irregulares, com base em prestações de contas fraudadas. Metade dos 36 presos na operação de terça-feira (9) da Polícia Federal já foi liberada.
Dezoito pessoas ainda estão presas no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá. Todos os detidos na Operação Voucher prestaram depoimento. Alguns negaram o envolvimento no desvio de verbas do Ministério do Turismo, outros se recusaram a responder às perguntas.
Segundo parecer do Ministério Público Federal, a quadrilha desviou recursos de uma emenda parlamentar que destinava R$ 4 milhões para a qualificação de profissionais de turismo do Amapá. O ministério assinou um convênio com uma ONG, o Ibrasi, para repassar o dinheiro.
O instituto deveria realizar o treinamento de 1,9 mil profissionais. Mas, segundo o Ministério Público, não fez isso e repassou o dinheiro para empresas de fachada, algumas de integrantes do próprio Ibrasi.

Um relatório do Ministério Público afirma que a cúpula do Ministério do Turismo autorizou pagamentos para o Ibrasi nos últimos dois anos com base em documentos fraudados. E acrescenta que “fica evidente a omissão dolosa do Ministério do Turismo”.

O Ministério Público concluiu que, em uma conversa gravada com autorização judicial, o secretário executivo, Frederico da Costa orientou o empresário Fabio de Mello a conseguir um imóvel para servir de fachada para outro convênio, que segundo a polícia, poderia ser usado pela quadrilha.

Segundo o Ministério Público, Fábio é dono de uma das empresas de fachada beneficiadas pelo Ibrasi. “Pega um prédio moderno, meio andar, fala que está com uma sede que está em construção”, afirma Frederico. “A gente tem um prédio de três andares, grande”, diz Fábio. “Mas o importante é a fachada, tem que ser uma coisa moderna que inspira confiança em relação ao tamanho das coisas que vocês estão fazendo”, explica Frederico.

O procurador investiga o caso diz que praticamente todo o dinheiro do convênio pode ter sido desviado: “É difícil imaginar que esse esquema tenha funcionado durante tanto tempo sem a conivência de servidores do ministério, justamente pela prestação de contas que foram todas elas prontamente aprovadas pelo ministério a despeito das irregularidades patentes”, afirma o procurador do Ministério Público Federal, Celso Leal.

O Ministério Público Federal vai pedir, nesta quinta-feira (11), o bloqueio de bens dos envolvidos e a suspensão de outros convênios do Ibrasi com o Ministério do Turismo. Afirmou ainda que os suspeitos deverão ser denunciados à Justiça na semana que vem por uma série de crimes. Entre eles, formação de quadrilha e corrupção ativa.

Os advogados do secretário-executivo Frederico da Costa declararam que a gravação obtida pelo Ministério Público não diz respeito às investigações e que o diálogo está fora de contexto. O empresário Fábio de Mello está entre os suspeitos que foram soltos nesta quarta. Ele não foi encontrado para comentar o caso.

Clique aqui para ler “Quem é esse Doni da Globo ?”.
Aqui para ler “Gilmar intimou Demóstenes para um jantar”.
E aqui para ler sobre o rumo que a CPI tomou: “Globo, Gilmar e Gurgel, os tres “G”s da CI que já deu excelentes resultados” – PHA

jn fez o que Dadá disse que ia fazer | Conversa Afiada

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