Ficha Corrida

11/01/2013

Jus Esperneandis

Filed under: Cursinhos Pré-Vestibular,ENEM,Palhaços — Gilmar Crestani @ 7:45 am

Os estudantes, com dinheiro para pagar advogado mas que não têm para pagar mensalidade, querem melar o programa que democratiza o acesso ao ensino superior. Nenhum vestibular de qualquer instituição dá acesso às redações, porque exatamente este que envolve o país todo teria de dar acesso? O que há é uma inconformidade para que o acesso ao ensino superior se dê de forma republicana. A República dos Doutores, como já foi chamado o Brasil, porque todos eram formados em Direito, e só existiam faculdades de Direito, chegavam a posições proeminentes. Estamos em pleno século XXI e ainda continuam as resistências à derrubada do patrimonialismo. Haveria que se mudar o foco da questão: porque todos querem estudar na UFRGS? Por que querem fugir das particulares, se as particulares, como dizem os de nariz de palhaço dos cursinhos particulares, é “tudo de bom”?! Se é verdade que há alunos com dificuldade para pagar uma particular, é mais verdade que o acesso à UFRGS sempre se deu a quem conseguiu proporcionar aos filhos os melhores colégios de segundo grau, que, de tão bons, exigem cursinhos pré-vestibulares… E quem é que pode pagar, além de um colégio particular, um cursinho “resolve questão”? Cursinho pré-vestibular não prepara ninguém para outro coisa que não seja conseguir uma boquinha nas melhores universidades, as públicas! São caça níqueis que usam estudantes para continuarem faturando alto.

Justiça suspende uma das liminares que tranca inscrições no Sisu

Aluna de Bagé poderá revisar prova do Enem e recorrer caso não concorde com nota da redação

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) suspendeu, em parte, uma das liminares da Justiça Federal de Bagé, o que possibilitaria o prosseguimento das inscrições regulares para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). No entanto, o caso ainda depende de outra ação de Lucas Almeida Figueiredo, que também apresenta ordem de suspensão das inscrições. A liminar do segundo estudante será analisada por um desembargador nesta sexta-feira.
A decisão foi publicada no final da tarde desta quinta-feira, em resposta aos recursos impetrados por Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e Advocacia-Geral da União (AGU). O responsável por analisar o caso foi o juiz federal João Pedro Gebran Neto.
Gebran manteve a parte da liminar que assegura vista da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e garante à estudante/autora Thanisa Ferraz de Borba o direito a recorrer caso não concorde com a nota obtida. O magistrado também determinou que o Inep dê a ela o direito de escolha prévia de duas instituições de ensino superior de sua preferência, com indicação de ordem de prioridade, e reserve as vagas.
Conforme a decisão, o Inep terá até as 12h desta sexta-feira para tomar as proviências cabíveis. Para o magistrado, a questão deve ficar restrita às partes que ajuizaram ações, não podendo influenciar a situação dos estudantes em geral. “As tratativas acordadas se restringem aos envolvidos que aderiram ao processo, não tendo o condão de vincular os candidatos que se submeteram ao Enem", explicou Gebran.
O MEC havia recorrido, na tarde desta quinta-feira, da decisão liminar da Justiça Federal em Bagé. De acordo com a AGU, o recurso segue a justificativa apresentada nas ações anteriores sobre o tema. Entre os argumentos usados está o de que vários vestibulares e exames comumente aplicados não preveem recurso das provas de redação, tal como ocorre com o Enem.
O MEC obteve duas decisões favoráveis sobre ações semelhantes, mantendo o acesso das correções das redações no dia 6 de fevereiro, conforme o edital do Enem. Na terça-feira (8), o Tribunal Regional Federal da 2ª Região suspendeu pelo menos 150 liminares da Justiça Federal no Rio de Janeiro que determinavam a divulgação imediata dos espelhos da correção das redações do Enem, acompanhados das justificativas da pontuação. A decisão abrangeu os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
As inscrições para o Sisu, de acordo com o MEC, continuam sendo aceitas normalmente na internet e o cronograma continua mantido. A previsão é de que sejam encerradas na sexta. A primeira chamada dos selecionados está marcada para o dia 14 de janeiro. A primeira edição de 2013 do Sisu oferece 129 mil vagas em 101 instituições públicas de educação superior.

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02/11/2012

Cadê os mauricinhos com nariz de palhaço?

Filed under: Cursinhos Pré-Vestibular,ENEM,Palhaços — Gilmar Crestani @ 9:37 am

A verdade é que o ENEM substituiu a fábrica de cursinhos pré-vestibular. Em 2010, publiquei aqui: A prova do ENEM. O que disse à época continua valendo agora diante do reconhecimento, até pelo mais tradicional membro dos grupos mafiomidiático, do sucesso do ENEM: “O problema com os erros do ENEM, menos de 1%, nem de longe deveriam ter a repercussão que tiveram. E o tiveram por uma razão muito simples. As provas do ENEM eliminaram os cursinhos caça-níqueis. Todos são caça-níqueis. A gritaria, por exemplo, da RBS, é que com o término dos cursinhos, não há mais “simulão”, propagandas enganosas de um sem-número de cursinhos pré-vestibulares sem-vergonha nos seus mais variados veículos.  (Veículos de tração animal!!)”

Enem dá acesso a 91% das vagas em federais

Mais da metade das 59 instituições federais usará exclusivamente o exame em sua seleção no início de 2013

Diante do peso no acesso ao ensino superior, total de inscritos na prova já cresceu quase 37 vezes desde a 1ª edição

FLÁVIA FOREQUE

DE BRASÍLIA

ANDRESSA TAFFAREL

DE SÃO PAULO

LILO BARROS

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Em sua 15ª edição, que ocorre neste fim de semana, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) se tornou a principal porta de acesso às universidades federais do país.

Segundo levantamento feito pela Folha, das 165.854 vagas que devem ser oferecidas pelas federais no fim do ano, 150.774 poderão ser disputadas com auxílio do Enem, o que corresponde a 90,9% do total.

Os números ainda podem sofrer alterações porque algumas universidades ainda não publicaram o edital de seleção -nesses casos, a Folha tomou como referência as vagas ofertadas na edição do vestibular do final de 2011.

Pelo levantamento, 34 das 59 instituições federais usarão exclusivamente a nota da prova no processo de seleção para ingresso no início de 2013.

Outras 23 universidades utilizam o desempenho do candidato no Enem de três formas na seleção: para substituir o vestibular de parte dos cursos ofertados, para substituir a primeira etapa de seleção ou como bônus na composição da nota final.

Apenas duas instituições usam o Enem somente para as vagas remanescentes no processo seletivo.

Diante do peso do Enem para o acesso ao ensino superior, o número de inscritos na prova tem sido crescente. Entre 1998, data da primeira edição, e 2012, o número de candidatos aumentou quase 37 vezes -saltou de 157,2 mil para 5,79 milhões.

VESTIBULAR NACIONAL

"O Enem está se transformando crescentemente num vestibular nacional", conclui Ocimar Alavarse, professor de Educação da USP. Essa foi a intenção do MEC (Ministério da Educação) ao reformular a prova, em 2009.

Na ocasião, a pasta encaminhou uma carta à Andifes (associação de reitores) defendendo a nova política. Entre os argumentos estavam a indução a um currículo do ensino médio mais homogêneo e maior democratização do acesso às vagas.

"Exames descentralizados favorecem aqueles estudantes com mais condições de se deslocar pelo país", alegou o MEC.

NÍVEL SOCIOECONÔMICO

Para alguns especialistas em educação, o Enem não atendeu esse objetivo.

"O fato de eu poder disputar em mais universidades não necessariamente aumenta minha chance de ingresso. O desempenho está fortemente associado ao nível socioeconômico do candidato", afirma Alavarse.

Ele pondera, entretanto, que a lei de cotas deve provocar uma mudança no perfil do aluno das federais.

A nova regra, já em vigor neste processo de seleção, destina 50% das vagas em instituições federais para alunos que cursaram o ensino médio integralmente na escola pública.

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