Ficha Corrida

26/06/2016

Depois da BROI, PSDB & Rede Globo preparam Petrobrax

20160626_095344Algum gaúcho ainda há de lembrar como foi a entrega da CRT à RBS. Enquanto Britto preparava o sucateamento administrativo, a RBS adestrava a manada de midiotas de que só a iniciativa privada sabe administrar. O delírio da massa privatista com os ensinamentos da RBS foi tamanho que sequer se deram conta que a Telefónica era… estatal. Espanhola, sim, mas administrada pelo Governo Espanhol. Há uma coincidência que derivou do negócio. Apeado do poder, Antonio Britto foi se desintoxicar na…. Espanha! Quer outra coincidência? Onde FHC e Rede Globo esconderam Miriam Dutra? Se alguém disse Espanha, acertou…

Em 2001 publiquei um artigo no Observatório da Imprensa RBS & PT – Os negócios, a política e a esquerda. Portanto, há muito tempo que venho denunciando a promiscuidade dos grupos mafiomidiáticos com seus finanCIAdores ideológicos. Os ataques obsessivos e insanos, diuturnamente, ao Governo Olívio Dutra fazem parte de uma estratégia que deu certo, razão pela qual vem sendo empregada em relação a Lula e Dilma. Caçam Lula da mesma forma que caçaram Olívio Dutra. A criminalização da esquerda trouxe ao RS três gestões extremamente desastrosas: Germano Rigotto, Yeda Crusius e José Ivo Sartori. Desastrosas para o Estado, mas extremamente benéfica aos cofres da RBS. Sem uma esquerda atuante, a RBS se uniu a GERDAU, Augusto Nardes e à manada de midiotas gaúchos e conseguiu eleger dois senadores: Ana Amélia Lemos e Lasier Martins. Eles ajudaram cumpriram com os designios dos patrões e ajudaram a dar o golpe. A  RBS aparece na Operação Zelotes mas quem liga pra sonegação? Como diziam os cartazes dos “Somos Todos CUnha”, “sonegação não é crime”….

Os mantras dos afiliados ao Instituto Millenium são manjados. O modus operandi é o mesmo desde sempre. Meritocracia, choque de gestão, demonização das esquerdas e endeusamento da iniciativa privada. Por isso a privataria. A entrega da CRT à RBS, agora BROI poderia ser emblemático da falácia do discurso privatista tanto quanto a criminalização do Olívio Dutra ou do cumprimento das obrigações fiscais. Mas, não. A imbecilidade coletiva não liga para as falácias da velha mídia. Pelo contrário, como bovinos, deixa-se conduzir pela égua madrinha.

O pedido de recuperação judicial pela BROI mostra o quanto a iniciativa privada, que pratica preços escorchantes, é má administradora. Tão predadora que só poderia ser…. privada! Depois de sugarem, dão descarga. Mas vê se tem algum dos donos pobre, de Sirotsky a Carlos Jereissati, passando pelo portador de dois velozes Habeas Corpus, Daniel Dantas.

O golpe em andamento é comandado pela plutocracia e seus testas de ferro formam uma verdadeira cleptocracia. A destruição do Estado e dos seus defensores é seu único fim.

O Xadrez dos fantasmas de Temer e as eleições indiretas

sab, 25/06/2016 – 21:23  – Atualizado em 25/06/2016 – 22:06 – Luis Nassif

Definição 1 – os novos inquilinos do poder

Há dois grupos nítidos dentre os novos inquilinos do poder.

Um, o PMDB de Michel Temer, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Geddel Vieira de Lima e Romero Jucá, grupo notório.  O outro, um agrupamento em que se somam grupos de mídia, Judiciário, Ministério Público Federal e mercadistas do PSDB. Vamos chama-los de PSDB cover, pois inclui as alas paulistas e os mercadistas cariocas do PSDB. A banda de Aécio Neves é carta fora do baralho.

Por vezes, o PSDB cover provoca indignação. Já o grupo de Temer provoca vergonha, um sentimento amplo de humilhação de assistir o país governado por grupo tão suspeito, primário e truculento. E menciono esse sentimento não como uma expressão individual de repulsa, mas como um ingrediente político que será decisivo nos desdobramentos políticos pós-impeachment, que rabisco no final.

O grupo de Temer quer se apropriar do orçamento com vistas às próximas eleições. O PSDB cover quer se valer da oportunidade para reeditar as grandes tacadas do Real.

Temer e seu grupo são mantidos na rédea curta, com denúncias periódicas para mostrar quem tem o controle do processo. Deles se exige espaço amplo para as articulações financeiras do PSDB cover e o trabalho sujo para desmontar qualquer possibilidade da oposição nas próximas eleições.

Definição 2 – a estratégia econômica

Ao longo de 2013 e 2014 Dilma perdeu o foco da política econômica e deu início à sequência de isenções fiscais, arrebentando com as contas públicas. No final de 2014 havia um grande passivo das chamadas “pedaladas”.

Um pouco antes de vencer as eleições, Dilma anunciou publicamente a substituição do Ministro da Fazenda Guido Mantega por Joaquim Levy, provocando ressentimentos em Mantega.

Passadas as eleições, foi aconselhada a zerar os passivos ainda em 2014.

Demitido em público, mas ainda Ministro, Mantega recusou-se a tomar as medidas necessárias. Indicado Ministro, mas ainda não empossado, Joaquim Levy também preferiu postergar.

Assumindo Levy, Dilma anuncia a estratégia da chamada contração fiscal expansionista. Ou seja, um enorme choque fiscal que devolveria a confiança aos agentes econômicos que voltariam a investir.

Os empresários ficariam tão encantados com o choque fiscal que nem ligariam para a queda da demanda, aumento da capacidade ociosa, taxas de juros estratosféricas. Como diria Gil, “andar com fé eu vou”. E fomos.

O primeiro desastre foi o anúncio do plano a seco, como primeira manifestação de Dilma. Foi um suicídio político.

No meio do ano estava claro o fracasso da estratégia que, ao derrubar ainda mais a economia, ampliou a recessão, a queda de receitas e, consequentemente, os desajustes fiscais.

Passou-se todo o segundo semestre discutindo a revisão da política, sem que nada fosse feito. Levy acabou saindo antes deixando armada a bomba fiscal e a política.

Mudou-se a estratégia para a flexibilização fiscal reformista.

Consistiria no governo assumir um resultado fiscal menor no curto prazo, para absorver a perda de receita. E, para reconquistar a confiança do mercado, em vez do ajuste fiscal, uma reforma fiscal.

Flexibilizaria no curto prazo, para devolver um pouco de fôlego à economia. E acenaria com reformas de médio prazo, visando devolver a confiança no equilíbrio fiscal.

Em dezembro de 2015 a fogueira política parecia ter refluído. A proposta foi apresentada em janeiro de 2016, com os seguintes ingredientes:

1.     Pedido de autorização do Congresso para um déficit maior.

2.     Limites de gastos orçamentários.

3.     Reforma da Previdência.

Na proposta Nelson Barbosa, os limites de gastos orçamentários seriam definidos a cada quatro anos pelo Congresso. Substituir-se-iam os gastos obrigatórios por metas obrigatórias a serem alcançadas. Seja qual fosse o resultado, haveria a possibilidade de correção de rumos a cada quatro anos.

Em relação à Previdência, haveria um aumento na idade mínima, mas com uma longa regra de transição, de maneira a poupar quem já tivesse ingressado no mercado de trabalho.

Mas, àquela altura, a governabilidade já tinha ido para o espaço, graças à combinação da Lava Jato com Eduardo Cunha. A cada semana, a Lava Jato soltava uma bomba política e, após o recesso, Cunha soltava uma bomba fiscal.

A equipe de Meirelles pegou as propostas e turbinou com Red Bull.

Hiperflexibilizou no curto prazo obtendo autorização para um déficit de R$ 170 bilhões para pagar a conta do impeachment. Produzindo um buraco maior, pressionaria por reformas muito mais radicais do que as previstas pelo governo Dilma.

Em relação ao limite de gastos pretende amarrar o orçamento por 20 anos, em cima dos gastos de 2016, espremidos por dois anos de quedas de receitas. Se passar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional), um grupo que não recebeu nenhum voto nas últimas eleições, membros interinos da junta de poder, definirá o orçamento para os próximos três presidentes da República.

Não é apenas isso.

A deterioração das contas públicas abrirá espaço para as famosas “tacadas” – termo que Rui Barbosa utilizava para as jogadas do encilhamento; e que os economistas do Real praticaram na política cambial e nas privatizações.

Os negócios estão caminhando a mil por hora.

1.     De cara, haverá a rentabilíssima operação de vendas de ativos públicos depreciados. O Projeto de Lei apresentado pelo senador Tasso Jereissatti vai nessa direção, ao inviabilizar qualquer recuperação de empresa pública e colocá-la à venda sem nenhuma estratégia setorial ou de valorização dos ativos.

2.     Nessa panela entrarão as vendas de participação do BNDES, com o mercado no chão.

3.     Se acelerarão as concessões com margens altas de rentabilidade, abandonando de vez as veleidades de modicidade tarifária.

4.     No caso da participação externa em companhias aéreas, por exemplo, havia estudos para autorizar até 49% podendo chegar a 100%, mas apenas dentro de acordos de reciprocidade com outros países. Já se mudou para autorização para 100%, sem qualquer contrapartida. Altas tacadas e altas comissões.

Estão no forno duas outras medidas complicadas. Uma, visando retirar do BNDES R$ 150 bilhões de recursos não aplicados; outra vendendo R$ 100 bi em ativos do Fundo Soberano.

No caso do BNDES, o governo Dilma tinha pronto medida colocando à disposição dos bancos comerciais os recursos não aplicados pelo BNDES, nas mesmas condições. Seria uma maneira de impedir o travamento dos investimentos.

Mesmo assim, a flexibilização do orçamento e a perspectiva do fundo do poço ter sido alcançado no primeiro trimestre, promoverá algum desafogo na economia nos próximos meses.

Definição 3 – os desdobramentos políticos

E aí se chega no busílis da questão, no xeque pastor – o mais rápido do xadrez. Vamos compor esses quebra cabeças com as peças que se tem à mão.

Lembre-se: não são apostas cravadas nas hipóteses abaixo, são  possibilidades. Ou seja, tendo determinadas peças no tabuleiro, abre-se espaço para determinadas estartégias.

Peça 1 – o reino da democracia sem voto

Hoje em dia, se está no mundo que o PSDB cover pediu aos céus: uma democracia sem votos. O exército das profundezas, organizado por Eduardo Cunha, está prestes a ser desbaratado. O poder de fato é exercido hoje pela combinação da mídia com o Ministério Público, Judiciário e Tribunal de Contas, substituindo o sufrágio popular.

Essa combinação está permitindo mudanças constitucionais, derrubada de presidentes sem obedecer às determinações constitucionais, destruição de setores e empresas em torno da bandeira genérica da luta contra a corrupção.

Peça 2 – Michel Temer é um interino inviável.

A última edição da revista Época revela mais uma ponta da parceria de Temer com o  coronel da reserva da PM paulista João Baptista Lima Filho, sócio da Argeplan, incluído em obras da Eletronuclear sem possuir experiência para tal. Lima foi citado pelo presidente da Engevix como receptador de R$ 1 milhão cujo destinatário final seria Temer.

Não é a primeira menção à parceria Lima-Temer.

Anos atrás, em um processo de divórcio de um ex-gestor do porto de Santos, ao detalhar as formas como o ex-marido amealhou patrimônio, foi mencionado especificamente o que ele recebia de propinas e o que era encaminhado para Lima e Temer.

Na época, o MPF e o Judiciário pediram arquivamento do caso. Agora, Lima reaparece na delação da Engevix. À esta altura, jornalistas e procuradores estão juntando mais elementos das parcerias.

Mais que isso: se a parceria com a mídia não impediu a denúncia das relações tenebrosas de Temer, o que impedirá a colheita no manancial de escândalos protagonizados por Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima? E ainda não se chegou ao tema central, da delação de Marcelo Odebrecht.

Não haverá blindagem capaz de garantir Temer. É uma relação ampla de delações com seu nome obrigatoriamente envolvido. Mesmo em nome da governabilidade, não será possível passar ao largo das evidências.

Em dezembro de 2014, por exemplo, a Secretaria de Aviação Civil (SAC), não mais sob controle de Moreira Franco, anulou licitação para contratação de empresa consultiva de engenharia, para monitorar todas as atividades do Fundo Nacional de Aviação Civil. O consórcio vencedor era formado pela Engevix e pela Argeplan Arquitetura e Engenharia.

Peça 3 – as eleições indiretas

Chega-se, finalmente, à perspectiva mais imediata de xeque, que não inclui a volta de Dilma.

Primeiro, tem-se o desafio da votação do impeachment. Passando ou não, tem-se a segunda barreira, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Nos últimos dias, ventilou-se a tese Gilmar Mendes, de montar uma operação para supostamente legitimar Temer. Consistiria no TSE barrar Dilma e Temer. Pela Constituição, um mês depois haveria eleição indireta pelo Congresso, sem obrigatoriedade de candidaturas de parlamentares, mas com a promessa de Temer poder se candidatar e ser eleito.

Isto é o que se diz.

Se o custo Temer estiver muito alto, nada impedirá o PSDB cover de lançar Henrique Meirelles, abolindo os intermediários ou alguma articulação mais ampla passar pelo presidente do Senado Renan Calheiros.

O Xadrez dos fantasmas de Temer e as eleições indiretas | GGN

14/12/2015

Vidas Privadas

Filed under: CRT,Privada,Privataria Tucana,Privatas do Caribe,Privatidoações,RBS — Gilmar Crestani @ 7:33 am
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poremQuando chegou a internet em Porto Alegre, 1995, antes mesmo de ficar disponível, fiz um curso com o pessoal da UFRGS que criaria a PLUGIN, que depois também criaria o ZAZ, comprado pela RBS. Consegui minha primeira conexão através da Associação dos Ex-Alunos da UFRGS, em linha discada.

Três anos depois a RBS abocanhava, via Antônio Britto, a CRT. Morria assim a possibilidade de que tivéssemos internet de qualidade e a custo honesto. As privatizações, segundo a seita do Neoliberalismo, era a solução…

Devo à parceria do Antônio Britto com a RBS ter ficado 20 dias sem internet. Mesmo com custo exorbitante, o serviço é de péssimo humor. Funciona tanto quanto um sujeito bipolar, com altos e baixos: alto custo, baixa velocidade conexão.

Para quem quer conhecer a biografia não autorizada dos assaltantes do erário público do RS, acesse a Revista Porém, de saudosa lembrança, disponibilizada pelo blog Zero Fora em formato PDF. Destaque para as matérias "Milionárias operações no exterior e A origem das contas CC5.

No RS, nossas vidas são privadas de serviços porque não tivemos coragem de jogar a RBS na privada.

21/04/2015

CRT, um assalto à mão leve, com participação especial da RBS

Para quem pensa que a Operação Zelotes desmascara de modo indelével a face oculta da RBS não sabe da missa a metade. Para começar, a RBS é fruto de primeira hora da ditadura. Como a Fênix da Mitologia, a RBS nasceu das cinzas. E todo mundo sabe que onde há cinzas havia fogo… Ainda no alvorecer, a ditadura botou fogo no Última Hora. É destas cinzas que brota a parceria da RBS com a ditadura.

O Grupo RBS manteve uma simbiose prolífica para ambos, ela e a ditadura. Jamais foi censurada, ela jamais censurou seus mecenas. Ao contrário do Grupo Globo, que admitiu que errou, a RBS mantém-se em silêncio. O jornal Zero Hora mantém a marca de nunca ter sofrido qualquer reprimenda dos ditadores. Há dois fatos que ajudam a explicar o silêncio de um grupo em relação ao período de arbítrio mas que espalha aos ventos sua defesa do Fórum da Liberdade: na democracia o Jornal Zero Hora foi suspenso por decisão judicial. Não bastasse isso, também está marcada na paleta da RBS a suspensão do colunista Luís Fernando Veríssimo por ter chamado Fernando Collor de Mello de “ponto de interrogação bem penteado”.

A RBS não se cansa de atacar os movimentos sociais ao mesmo tempo em que faz às vezes de porta-voz do suprassumo do atraso, como o mega sonegador Gerdau. Fez das tripas coração para derrubar Olívio Dutra, um homem inatacável sob qualquer ângulo. Isso porque Olívio ousou derrotar o cavalo do comissário, Antonio Britto, exatamente aquele que entregou a CRT à RBS. Depois a RBS foi preparando funcionários e, eleição após eleição, vem desovando-os na política. Toma a cautela de ir distribuindo isonomicamente entre os vários partidos que atuam sob sua batuta. Britto, no PMDB; Sérgio Zambiasi, no PTB; Yeda Crusius, no PSDB; Ana Amélia Lemos, no PP gaúcho; e Lasier Martins, no PDT

Para quem tiver interesse em aprofundar no que foi a RBS no Governo Olívio Dutra há um livro na praça que traz detalhes: Diógenes, o Guerrilheiro, do Diógenes de Oliveira. Diógenes foi o primeiro a apontar a existência de lavagem de dinheiro em paraíso fiscal. A RBS teria uma subsidiária nas Ilhas Cayman para fazer triangulações. A Operação Zelotes, assim como os crimes do HSBC, são assuntos familiares à famiglia Sirotsky. Quanto cunhei a expressão “coronelismo eletrônico”, tinha em mente a face nefastas de Maurício Sirostky Sobrinho e seus múltiplos recursos de silenciar ou retumbar naquilo veio a se revelar como método Rubens Ricúpero.

Como filial fiel e submissa às premissas da Rede Globo, a RBS jamais contestou a tese de que “Não somos racistas”. Sim, porque somos hiPÓcritas. Somos a terra do homofóbico Luis Carlos Heinze, do racista Lasier Martins (vide frase antológica sobre os índios: “— Quantos índios no Brasil, e em especial no Rio Grande do Sul, deixaram de ser índios e são hoje profissionais respeitados, qualificados?” Mas para a RBS é apenas uma “frase polêmica”, não é racismo.

Assim foi feita privatização no Brasil, com o apoio dos grupos mafiomidiáticos, e em detrimento aos interesses dos verdadeiros donos. Seja os acionistas, seja o povo brasileiro. Assim fica fácil entender porque a RBS defende as privatizações, e a manada que ela cabresteia mantém a mesma ladainha.

80 mil gaúchos vão à Justiça contra calote das ações da antiga CRT

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Por Paula Bianca Bianchi

Alô? Seu número de telefone é ainda do tempo da antiga CRT? Então você pode, sem saber, ter R$ 30 mil para receber de indenização de sua companhia telefônica. Isto acontece porque até 1996 o consumidor era obrigado a comprar ações da CRT para ter acesso a uma linha telefônica, o que o transformava num acionista minoritário. Mas, quando a empresa foi vendida pelo governo, os novos compradores “esqueceram” de recomprar as ações dos minoritários, hoje avaliadas em R$ 2.4 bi.

Estima-se que mais de 80 mil pessoas estão na Justiça lutando para resgatar os valores pagos à época – eles podem ser cobrados da empresa sucessora, a Brasil Telecom. Como cada lote de ações da CRT/Brasil Telecom (BT) vale 14 reais – e eram necessários 2 mil lotes para a compra de uma linha – o consumidor pode ter hoje ações avaliadas em até 30 mil reais por telefone antigo.

É óbvio que a BT não faz propaganda da recompra. E para complicar mais o caso, a própria BT já revendeu a companhia para a OI. Como há milhares de ações na Justiça, a BT conseguiu do Judiciário o privilégio de ter uma sala no 3ºandar do Forum Central de Porto Alegre, onde tenta fazer acordo com os interessados.

Por que não há uma ampla divulgação pelos jornais e TVs desta situação? Porque as grandes empresas de telefonia são fortes anunciantes – e nenhuma delas tem interesse em anunciar que está devendo dinheiro atrasado aos consumidores (a recompra das ações é um direito quando a companhia é negociada).

“A maior parte das pessoas nem sabe que tem ações”, diz o advogado Gabriel Garcia, especializado no assunto. “Todas as pessoas que compraram um telefone até o fim dos anos 90 por mais de R$ 50,00 tem direito a esses papéis”.

Como é que as coisas aconteceram?

A história começa em 1962, quando o então governador Leonel Brizola encampou a norte-americana ITTC e criou a Companhia Riograndense de Telecomunicações, a CRT. Como não havia capital para expandir a empresa, o governo criou uma sociedade mista em que toda pessoa que quisesse adquirir uma linha telefônica era obrigada a adquirir também um conjunto de ações. Assim, todo proprietário de linha telefônica era também acionista da empresa.

Tudo funcionou bem até meados dos anos 1980, apesar dos preços exorbitantes e da espera de até cinco anos por uma linha.

Um telefone custava quase o equivalente a um automóvel. Financiamentos para conseguir uma linha eram comuns. Muitas pessoas viviam desse comércio. Havia até empresas especializadas na compra e venda de telefones, como carros.

Desde que começou o sistema de subscrição, a CRT fechava o contrato com o usuário do telefone em uma data, mas só entregava as ações meses depois. Nesse meio tempo, os papéis valorizavam e a inflação dava saltos. Resultado. O dinheiro de quem comprava, por exemplo, 100 ações em março, podia ser suficiente para apenas 25 em dezembro, data real da subscrição.

No entanto, foi a partir de 88 que essa prática se agravou. “Hoje, devido à prescrição, só podem pleitear essa diferença aqueles que adquiriam o telefone após 03/01/1986”, explica o advogado Garcia.

Ainda assim, mais de 80 mil clientes estão na Justiça contra a CRT/Brasil Telecom com processos de ordem societária. O número só não é maior porque as pessoas desconhecem o assunto.

Na Justiça, começaram a sair sentenças reconhecendo que os usuários da antiga CRT tinham direito a um número maior de ações do que receberam até que 2003 houve uma trégua. As pessoas entravam contra a CRT para receber essa diferença e eram indenizadas.

O parâmetro era o preço das ações que constava no Balanço Patrimonial do ano anterior à última assembléia geral de acionistas na época da compra, conforme define a Lei das Sociedades Anônimas.

Entretanto, após cinco anos de decisões favoráveis aos clientes, em outubro de 2007 um caso menor, que não tratava especificamente da retratação do número de ações da CRT, mas de uma multa, chegou ao STF. Ele deu origem a um parecer do falecido ministro Hélio Quaglia Barbosa e mudou a forma como o valor dos papéis era calculado.

Ao invés de usar o Balanço Anual (conforme a lei), passou-se a usar o balancete mensal da empresa como referência. O argumento principal de ministro Barbosa foi o “fardo negativo do tempo”, o que tornaria mais razoável a definição do valor das ações através dos balancetes.
E lá se foram os clientes da CRT/Brasil Telecom à Justiça mais uma vez, agora para definir a forma correta de calcular o valor das ações.

Esse entendimento foi se consolidando e ganhou força com a súmula 371, editada no dia 12 de março pelo STF. Ela determina que “nos contratos de participação financeira para aquisição de linha telefônica, o valor patrimonial da ação (VPA) é apurado com base no balancete do mês da integralização” – acatando e tornando definitiva a sentença do ministro Barbosa.

O problema do uso do balancete mensal é que ele “não existe no mundo jurídico”, como define o professor de Direito da USP Modesto Carvalhosa. O balancete é um documento interno da empresa, basicamente a soma do ativo e do passivo. Além de não ser auditado, ele não segue nenhuma regra, é unilateral e de uso exclusivo da companhia. “Uma aberração”, nas palavras do professor.

“Ninguém nunca viu esses balancetes”, argumenta o advogado Mário Madureira, presidente da Associação Justiça e Legalidade (Juslegal), criada em agosto do ano passado por um grupo de cidadãos descontentes com os rumos da Justiça no país – e em especial com o caso CRT: “Até papel de pão vai valer daqui a pouco”, alfineta.

Madureira diz que “esse caso é uma afronta contra normalidade democrática”. A Juslegal considera a sentença de Barbosa e a súmula 371 um favorecimento claro à Brasil Telecom.

Para Madureira muitos magistrados julgam de forma preconceituosa causas referentes a CRT. “Eles argumentam que as pessoas queriam um telefone, não ações”, afirma.

O fato é que não é uma questão de calcular nada, apenas de verificar o valor da ação na época conforme o balanço patrimonial, não conforme o balancete. “Fazer diferente seria como querer mudar a data de nascimento de alguém”, exemplifica o presidente da Juslegal. Ele vai além e afirma que qualquer estudante de Direito que respondesse dessa forma a uma prova de concurso seria reprovado na hora.

Que fim levaram as ações

Você teve a sua linha de telefone instalada antes de 1986 e quer saber de suas ações? Ligar pra Brasil Telecom não funciona. É provável que você acabe sendo passado de atendente para atendente, fique um bom tempo na espera, receba ao menos umas quatro informações diferentes e neca. Também não tente ir a uma sede da empresa. Lá eles sabem tanto ou menos que os atendentes.

Para quem tem linhas de 1986 até 1997: ligar pra a Brasil Telecom também não funciona. Vai percorrer a mesma via crucis dos clientes de antes de 86.

Como na época da privatização as ações foram desassociadas das contas de telefone, a empresa alega não ter mais acesso a elas. “Por muitos anos foi preciso entrar com medidas cautelares para conseguir as informações”, diz o advogado Júlio Sá. Segundo ele, depois de tantas ações na Justiça, a Brasil Telecom resolveu terceirizar o serviço e permitir o acesso às informações.

Tudo se faz através do escritório Eduardo Fernandes Advogados. O cliente deve preencher um protocolo de “pedido de informações cadastrais de acionistas da CRT – incorporada a Brasil Telecom S/A” – 30 dias é o prazo prometido para uma resposta.

Claro que até chegar nesse ponto você já vai ter levado uma canseira.

Segundo Paulo Salami, um dos advogados da Brasil Telecom, em 2006 a empresa tinha em torno de 113 mil demandas no Estado, sendo 80 mil apenas sobre a questão societária. E a tendência é que esse número cresça cada vez mais.

As ações contra empresas telefônicas ocupam um espaço tão grande do Judiciário que no Fórum central de Porto Alegre foi criada uma área especial para Brasil Telecom. Antes de registrar queixa contra a empresa no Procon ou no Juizado Especial Cível, as pessoas são encaminhadas para a sala 321, carinhosamente chamada de “Solução Imediata”.

Sem identificação na porta além do apelido, a SI é um posto da empresa. Lá atendentes simpáticos tentam evitar que mais um processo contra a Brasil Telecom vá para os tribunais.

Ações hoje estão com a OI

1 – Com a privatização da CRT, quem tinha ações da companhia passou a ter ações da empresa compradora, um consórcio da Telefônica e a RBS.

2 – Pouco depois, a Telefônica vendeu tudo para a Brasil Telecom comprada em janeiro pela multinacional OI.

80 mil gaúchos vão à Justiça contra calote das ações da antiga CRT – Jornal Já | Porto Alegre | Rio Grande do Sul

10/03/2014

Neocolonialismo

Britto Pasquim O Pasquim de 07/01 a 14/01/87 traz Listão dos Melhores do Sul em 1986. Antônio Britto ganhou o título de “Vivo do Ano”. Para o Pasquim, Britto foi o vivo do ano anterior. Para a RBS, foi o cavalo de tróia que introduziu no Palácio Piratini para que pudesse ter, só pra si, aquele que viria lhe dar de bandeja, a CRT.

Com a desculpa da privatização, Antônio Britto sucateou a CRT. Enquanto isso, a RBS usava de seu poderia mafiomidiático para atacar os serviços públicos para, ao cabo, ela, a RBS, se aliar a uma empresa pública Telefónica. O consórcio ganhou, num jogo de cartas marcadas, a CRT. Foi a primeira empresa pública brasileira privatizada na onda do neoliberalismo trazido no bojo do Consenso de Washington. Mas não parou por aí, na sequência o Meridional foi entregue ao Santander. O fato de a Telefônica ter passado a perna da RBS só prova que ladrão que rouba de ladrão não tem lá muita razão.

Hoje, o lucro destas duas multinacionais espanholas leva dos gaúchos, em forma de remessa de divisisas, 1/3 (um terço) da produção gaúcha. Vamos lembrar que eles também queriam privatizar o Banrisul, como fizeram com a grande maioria dos bancos estaduais. Veja se os estados que privatizaram seus bancos estão melhores do o RS! A ironia da história é que os compradores eram empresas públicas no país de origem, e hoje sustentam a matriz. A Espanha, em retribuição, acolheu dois dos de seus principais aliados: Miriam Dutra foi escondida pela Rede Globo, como forma de sacramentar a captura de FHC, na Espanha; Antônio Britto, saído pelos fundos do Piratini, também se internou na Espanha, por um motivo muito nobre: desinTOXICAção!

Teles só ligam para as matrizes e mandam cada vez mais para o exterior

9 de março de 2014 | 13:44 Autor: Fernando Brito

Ótima matéria de Bruno Rosa, hoje, em O Globo, mostra que, apesar do chororô que vivem fazendo, as multinacionais de telecomunicação – que ganharam o Brasil de presente de Fernando Henrique e ainda levaram a “garantia estendida” dos ministros das Comunicações dos governos petistas – vão passando á tripa forra no Brasil e enchendo as burras de suas matrizes no exterior, que cambaleiam com a crise europeia.

Diz Bruno que “as subsidiárias brasileiras de telefonia vêm aumentando o envio de seus lucros para fora do país, impedindo um avanço maior nos investimentos aqui. Em alguns casos, a alta na remessa de dividendos atingiu 150% entre 2009 e 2013. E há empresas que “exportaram” até 95% de seus ganhos anuais.”

O ministro Paulo Bernardo, em lugar de apertar as empresas a cumprirem suas obrigações com o Brasil – como as matrizes as apertam para aliviar sua situação no exterior com os lucros daqui, continua dizendo acreditar na “boa vontade” delas em investirem espontaneamente.

E, para isso, lhes desonera impostos e anistia multas.

Salvo por uma ou outra matéria como esta de Bruno Rosa, a imprensa brasileira as trata – grandes anunciantes que são – como empresas “modernas e enxutas”, embora os usuários de telefonia se desacabelem com seus maus serviços.

Raro ver o que ele escreve na reportagem:

Na TIM, 67% dos dividendos vão para o caixa da Telecom Italia.

A Telefônica (dona da Vivo) destina 73,8% de seus dividendos para a Espanha.

Até 2012, os lucros das empresas de telefonia, desde 2005, crescia a uma média de 8,3% ao ano.

E os investimentos, apenas 3%.

O Ministro Paulo Bernardo tem gordos motivos para ser considerado “um petista que presta” pela mídia.

Teles só ligam para as matrizes e mandam cada vez mais para o exterior | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

31/05/2013

Agora só falta fazer a RBS devolver a CRT

Filed under: Antonio Britto,CRT,Grupo RBS,Pedágios,Tarso Genro — Gilmar Crestani @ 10:41 pm
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Antonio Britto não conseguiu usufruir dos ganhos na venda da CRT porque não houve venda nem ganho, foi transfusão. Como bom ex-funcionário da RBS, Antonio Britto fez das tripas coração para que os patrões ficassem com a parte do leão. E foi bem recompensado. A RBS queimou muito incenso para tentar embalsamar e entronizar no panteão dos deuses neoliberais o dileto funcionário dos grupos mafiomidiáticos. Quem, com mais de quarenta, não lembra Antonio Britto abrindo o Jornal Nacional declarando: “– Senhores, trago-vos boas notícias!”  E Tancredo Neves já estava morto, só esperando pela posse de José Sarney. De Papa defunto virou governador pelas mãos da RBS, onde deu as cartas e jogou de mão em benefício dos patrões. Saído pela porta dos fundos do Piratini, foi desintoxicar-se na Espanha, matriz da Telefônica e Santander, dois grupos que se deram muito bem no RS de Antonio Britto & RBS. Tarso deu o troco, mas “Olívio é o caminho e Brito é o pedágio…”

O fim do modelo de pedágios criado no governo Britto

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou que reduzirá os pedágios entre 26% e 30%.

No final da madrugada fria desta sexta-feira, por volta das 5 horas da manhã, as cancelas de praças de pedágio administradas pelo consórcio Univias começaram a ser liberadas para os usuários das respectivas estradas, em Caxias do Sul e Lajeado. Durante o dia, o ato se repete em outras estradas, atingindo, ao todo, nove polos de pedágio, que passarão a ser administrados pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). As estradas federais deverão ficar a cargo da União. São eles:

Na ERS 122 entre Farroupilha e Caxias do Sul, entre Caxias do Sul e Antônio Prado e entre Caxias do Sul e Nova Milano;

Na RSC 453 entre Caxias do Sul e Nova Milano;

Na ERS 130 e na ERS 129, entre Lajeado e Guaporé;

Na RST, entre Estrela e Garibaldi;

Na RST 453, entre Lajeado e Venâncio Aires;

Na ERS 128, nos entroncamentos com a BR 386 e RST 453.

Na manhã desta sexta-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, levantou simbolicamente a cancela da praça de pedágio de Farroupilha, na ERS 122, que já havia sido liberada na madrugada. O ato marcou oficialmente o fim do modelo de pedagiamento privado nos polos de Caxias do Sul e Lajeado, concedidos em abril de 1998 pelo então governador Antônio Britto. No início da tarde de quarta-feira (29), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região revogou as liminares que asseguravam às concessionárias Convias e Sulvias o direito de cobrança de pedágio nos dois polos até o final deste ano.

O governador disse que o governo tinha a “obrigação moral, política e cívica de devolver essas estradas para a livre circulação da população”. O atual modelo de pedágios, acrescentou, atingem “não apenas o direito de ir e vir, como ainda oneram a produção”. Tarso Genro classificou os contratos que sustentavam esse modelo como “a síntese do escárnio dos governos anteriores e de sua visão política, com o apoio de seus partidos e de importantes órgãos de comunicação”.

O chefe do Executivo gaúcho lembrou que, na campanha eleitoral de 2010, assumiu três compromissos em torno desse tema: baratear os pedágios, não prorrogar as concessões e respeitar os contratos. No modelo anterior, defendeu, os pedágios eram excessivamente caros, o que deve mudar com a administração, pela EGR, por meio do sistema comunitário.

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) anunciou que reduzirá os pedágios entre 26% e 30%. Automóveis particulares terão o valor reduzido de R$ 7,00 para R$ 5,20 e a maior taxa cobrada será de caminhões com 16 ou mais eixos, que pagarão R$ 18,50. “Cada centavo será reinvestido na estrada onde for cobrado”, garantiu o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto.

O Estado entrará com ações na Justiça para que as concessionárias devolvam os recursos arrecadados nos pedágios desde 16 de abril, quando se considera que completaram-se os 15 anos previstos nos contratos. Na avaliação do governo, o Estado não só não deve nada às concessionárias, como estas sequer teriam cumprido as obrigações previstas em seus contratos. As concessionárias, por sua vez, discordam dessa avaliação e pretendem ser ressarcidas por supostos prejuízos em sua relação com o Estado.

O novo modelo de pedágios no RS

Segundo o projeto aprovado no dia 12 de junho, na Assembleia Legislativa gaúcha, a EGR será pública, com 90% de seu capital pertencente ao Estado e o restante aberto a autarquias, empresas públicas e municípios. Uma emenda incluída no projeto estabelece que toda a malha rodoviária gaúcha deve ser administrada exclusivamente por pedágios comunitários, um modelo bem sucedido no Estado e aprovado pelos usuários. Ao todo, o Rio Grande do Sul tem1,8 mil quilômetros de rodovias pedagiadas, sendo a maior parte (cerca de 1.000 km) em estradas federais. A Univias – por meio das empresas Metrovias, Sulvias e Convias – manteve a exploração da maior parte dessa rede (1.000 km).

No dia 15 de fevereiro, a EGR assumiu a gestão dos pedágios comunitários de Portão, Coxilha e Campo Bom. As três praças – que estavam sob responsabilidade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) desde 1994 – administram 220 quilômetros de malha viária no Estado. Ao assumir as primeiras praças de pedágio, desde que a empresa foi criada, o presidente da EGR, Luiz Carlos Bertotto, defendeu o modelo dos pedágios comunitários, destacando que eles foram os únicos que investiram recursos para duplicar rodovias e seguem investindo, como no trecho entre Taquara e Rolante. Com as novas praças de pedágios liberadas, a empresa projeta um faturamento de R$ 120 milhões por ano. Somadas às três praças comunitárias, o Estado será responsável, assim, por 14 praças de pedágios e uma malha viária de 821 quilômetros.

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26/01/2013

Quem é viúva sempre aparece

Filed under: Antonio Britto,CRT,Energúmenos,Telefônica,Telefones,Valdisnei da Silva — Gilmar Crestani @ 9:58 am

Não costumo liberar comentário que ficaria melhor na RBS, na Veja ou n’O Globo. Vou fazer uma exceção porque também não é o único nem a primeira vez. Como recebi um e-mail de uma viúva do Britto, como muitas nestes anos todos, vou responder abaixo. Minhas considerações vão, como sempre faço neste espaço, em azul:

sinal-timValdisnei da Silva
b1891052@rmqkr.net
143.54.102.14

Dei uma olhada por cima no seu folhetim e achei muito lixo aqui. O senhor tem cheiro de ser um daqueles ex-funcionários da CRT que devem ter aderido ao PDV do Brito a agora chora pelos cantos.

Para saber disso não precisa ter sido funcionário da CRT nem vítima de um mequetrefe. Se tu querias um bom folhetim deverias ter lido Memórias de um Sargento de Milícias… Mas, fazer o que. Quem sai do lixo, procura lixo. E tudo o que encontra, mesmo que não for, transforma em lixo. Teu faro, talvez contaminado pelo ambiente que frequentas, não permite outro cheiro senão aquele do teu habitat. Como na fábula da rã e o escorpião, é da tua natureza…

Porém o senhor poderia divulgar em seu blog que ainda a época da privatização uma linha de telefono fixo custava em torno US$ 3.000, isso mesmo, três mil
dólares norte-americanos, e chegou a custar mais de US$ 5.000 alguns anos antes.

Sim, é verdade. Eu comprei. Mas eu comprei ações! Tu sabes o que é isso? O dinheiro eu recebi na via judicial, porque teus comparsas não nos pagaram. Deu para comprar um carro zero, dos melhores… A linha que tu tens hoje, que não vale nada, e nem funcionada, de graça eu não quero. Não falou na diferença da tarifa básica, mensal, por quê?!

Sem contar que a fila de espera para instalação de uma linha poderia levar mais de 4 anos em algumas cidades. Então não precisa ter mais do que os seus dois neurônios para chegar a conclusão de que quem tinha uma linha telefônica até meados dos anos 90 eram APENAS e TÃO SOMENTE uma PEQUENA PARCELA da população gaúcha, que o senhor chama de ELITE.

Meados de 90 tu tinhas computador? Qual era o percentual da população gaúcha que tinha computador? O fato de os governos serem incompetentes, tanto o eram que uma empresa pública nossa não servia, mas uma espanhola, pública,  sim. Além disso, se hoje o governo do Estado cobrar um taxa absurda pela água da Corsan, não trata-la e ainda por cima não fizer nenhum investimento em modernização, sucatear a empresa, é claro que se a Telefônica vier assumir a Corsan, pode até cobrar taxas maiores mas manter o serviço vai parecer um milagre, não é mesmo!? Para entender isso não precisa ser inteligente, basta não ser burro.

Isso acaba com o seu discurso idiota de que o Brito vendeu uma ‘empresa do povo gaúcho’.

De fato, o Britto não vendeu uma ‘empresa do povo gaúcho’, vendeu minha empresa. Como disse acima, eu tinha ações da CRT. E ele não vendeu, doou, aos seus ex-patrões, os Sirotsky da RBS. Quem disse isso, em primeira página e em editorial, foi o Correio do Povo. Tanto doou que eu tive de buscar na justiça as minhas ações. Podes me chamar de idiota, mas com a boca, não com a bunda.

Eu falo isso com muita experiência, pois lá no centrinho de Alvorada onde me criei, meu pai tinha uma das poucas linhas telefônicas da região, porquê tinha um comércio e precisa dela para trabalhar, mas acabava que desde a faxineira da loja até um mecânico que tinha ali perto chegavam na loja do meu pai e pediam se podiam dar o telefone do papai para recados, o que gentilmente fazia.

Entendi, seu pai tinha o telefone mas o moleque de recados era você. Aí dá para entender o porquê da revolta com o tempo. Era o tal de telefone molecular, ô moleque vai lá avisar avisar a faxineira…

Hoje tenho certeza que ambas estas pessoas, se estiverem vivas devem ter um celular da Vivo.

Não vou dizer bem feito, porque, felizmente, com a melhora da economia, devem estar ganhando mais e quem em emprego melhor! Em um ou dois anos pagam à Vivo o equivalente ao que teu pai pagou por ações da CRT que lhe davam direito inclusive de voto.

Ou da TIM. Ou da Claro. Ou da Oi. E não o celular da CRT que no seu lançamento aqui custava perto de US$ 7.000, lembra disso? Certo que sim né? Você devia ter um.

E quanto custava um computador à época? Não venha comparar momentos distintos de tecnologia. Se tiveres capacidade, compare a inteligência das pessoas. Queres saber, Cuba tem telefone celular… É o momento tecnológico… Não foi porque privatizou. Entendeu ou quer que desenhe!?

E se a operadora ABC está ruim, você migra de plano, ou pra operadora XYZ, compra chip em boca-de-caixa de mercado, é descartável, assim como é no primeiro mundo.

Quem diz que uma operadora está ruim ou não não sou eu, são todos aqueles que procuram o PROCON, e as multas da ANATEL. Já ouviste falar de cartel? Cartel, não carretel…. Quer dizer que migrar de uma operadora ruim para outra pior é uma vantagem. Pô, meu, não demonstre tanta ignorância em público, vai pegar mal até para a faxineira amiga do seu pai.

Desafio-lhe aqui a citar um país decente qualquer que tenha uma sistema de telefonia tão dinâmico como o nosso e ainda estatal.

Sistema de telefonia tão dinâmico… Sim, tão dinâmica que a Telefónica recibe 450 millones de Brasil… Então tu achas que, à época, a Telefônica de Espanha ou a Telecom Italiana eram privadas? Lembras-te de Aznar e Berlusconi?! Se for para citar só os decentes, não vou citar a Espanha, terra da Telefônica, nem os EUA, porque pedistes para citar países decentes. Então vou citar Cuba e China, que tem telefones celulares e funcionam, sem contar o preço… A Coréia do Norte não sei, nem me interessa. E nem é esta a questão. Até porque a CEF e o BB não foram privatizados e estão puxando os juros e tarifas dos serviços dos demais para baixo. Por acaso o Santander é melhor que o Meridional?!

Sabia que somos o 7o no mundo em número de linhas? E naquela época? 100 alguma coisa.

Ou nascer em Alvorada te fez mal, ou não adiantou o mundo ter progredido, afinal continuas com um raciocínio pré-histórico. No final dos anos 80 a fabricação e venda de computadores também era da iniciativa privada. Você por acaso tinha um CP400? Não, nem seu pai, nem a faxineira. Nem em Cuba. Aliás, você acha que na Espanha todos tinham telefone celular? Todos tinham linha telefônica? Todos tinham computador? E aí entra outra variável que jamais vais entender, o momento tecnológico. Hoje a Telefônica ganha todos os dias clientes no Brasil e perde milhares na Espanha. Abaixo veja alguns links de notícias que saiu no El País. E a tal de economia, estúpido!

Não cita Cuba nem Coréia do Norte. China ok, pois como disse Den Xiao-Peng: ‘um país, dois sistemas’ (legenda: capitalismo na economia e comunismo na política). Para finalizar, feche sua boca antes de falar, ou escrever tanta bobagem aqui, caso você seja velho, ou se for novo, vá estudar o passado recente do teu estado e país. E se nada disso adiantar, o suicídio é um caminho.

Uma passagem da vida de Alexandre o Grande, descrita por Plutarco, mostra porque não sigo tuas recomendações:

Dario escreveu a Alexandre Magno e também a alguns de seus amigos para pedir-lhes consentisse em receber dele dez mil talentos como resgate das pessoas prisioneiras em seu poder, com todos os países, terras e senhorias aquém do rio Eufrates e uma de suas filhas em casamento para daí por diante ser aliado e amigo. Ele comunicou essa proposta aos amigos, entre os quais Parmênion lhe disse: “Se eu fosse Alexandre, aceitaria”. “Também eu com certeza o faria, respondeu Alexandre, se eu fosse Parmênion”.

Eu, se me chamasse Valdisnei, mandava fechar a boca. Por enquanto prefiro que a laves bem antes de vir me dar lição de moral. Se eu me chamasse Valdisnei também teria saudades de Britto, mas eu me chamo Gilmar.

Entendo tua amargura, pois teu destino deve ser voltar todas as noites para Alvorada e sonhar com a faxineira que usava o telefone de seu pai, ou quem sabe poluções noturnas em homenagem a Antônio Britto…

Algumas notícias recentes do El Pais:

Telefónica recibe 450 millones de Brasil
El pago corresponde a la retribución por beneficios de la filial de la multinacional española en 2012

Competencia expedienta a Telefónica por restringir la portabilidad a las pymes
La compañía exigía condiciones de permanencia a las pequeñas y medianas empresas para impedir el cambio de operador

2012: primer año negro del móvil
Dos millones de líneas desaparecen por el recorte de segundos números. Caen los ingresos, la penetración y hasta el tráfico

Nuevo récord de caída de líneas de teléfonos móviles en octubre
Casi medio millón de líneas menos por la renuncia a líneas de prepago y a los ‘pinchos’ USB

La telefonía móvil pierde abonados por octavo mes consecutivo
Movistar perdió 253.000 líneas y Vodafone, 178.300, mientras ganan las operadoras móviles virtuales

Telefónica tiene ya más ingresos en Latinoamérica que en Europa
Telefónica España ya supone menos de la cuarta parte de los ingresos El beneficio sube un 26%, pero sin los extraordinarios se reduce un 17% La empresa reduce la deuda en más de 5.000 millones El grupo ya prepara la OPV para la salida a Bolsa de su negocio latinoamericano

17/01/2013

Quem é Vivo sempre (des)aparece

Filed under: Antonio Britto,CRT,Privataria Tucana,Privatidoações,Telefônica,Vivo — Gilmar Crestani @ 7:17 am

Vamos relembrar que não custa nada. Antônio Britto foi eleito governador do RS com apoio irrestrito e incondicional da RBS. Tinha como antecedentes na sua ficha ter sido porta-voz de um morto. Era ele que entrava ao VIVO no Jornal Nacional para anunciar: “Srs, trago boas notícias!” E aí lia um boletim médico igual ao Hugo Chávez. E Tancredo Neves já estava morto. Tudo para ajeitar a posse de José Sarney como Presidente do Brasil, sem nenhum voto. Mas Sarney tinha (e tem) a retransmissão da Rede Globo no Maranhão. Assim como a RBS tinha (e tem) a retransmissão no RS. Pois bem, a venda era casada. Antonio Britto postergava o velório enquanto a Rede Globo negociava o Ministro das Comunicações, o sempre lembrado estuprador do painel eletrônico do Senado, Antonio Carlos Magalhães, vulgo ACM. Com a fama de animador de velório, Antonio Britto chegou para cavalgar os gaúchos e, a pedido da famiglia Sirotsky, se desfazer do patrimônio do RS, como CEEE e CRT. E, adivinhem quem levou a CRT? Lógico, um consórcio da RBS com a Telefônica de Espanha… A CRT foi sucateada para poder ser entregue aos ex(?) patrões de Antonio Britto, a RBS. Foi pelas mãos de Antônio Britto e com o conluio da RBS, que a Telefônica, dona da Vivo, entrou no Brasil. Depois Antônio Britto foi se assessor do Opportunity e continuou aprontando das suas (vide a derrubada de Ricardo Boechat..). A única coisa que não da pane da Vivo é o sistema que transfere seus lucros, o dinheiro extorquido dos consumidores brasileiros, à matriz, na Espanha.

Nem vou falar do Meridional, que também foi transferido por trinta dinheiros e uma estadia numa clínica de desintoxicação na terra da Opus Dei, ao Santander…

É tal de administração privada!

Pane deixa Vivo fora do ar por 5 horas

Falha fez aparelho entrar em "parafuso", derrubando serviços em 4 Estados entre as 12h15 e as 17h de ontem

Empresa diz que vai ressarcir os danos; Anatel, responsável pela supervisão do setor, não comenta

DE SÃO PAULO

Uma pane ocorrida em um equipamento da rede móvel de dados da Vivo em São Paulo deixou milhões de clientes sem serviço no Estado, afetando ainda assinantes pré-pagos em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

As falhas ocorreram entre as 12h15 e as 17h. A empresa informou que ressarcirá os clientes pela interrupção do serviço de voz e internet.

A operadora tem 27,6 milhões de acessos ativos nas regiões atingidas. O impacto é medido por acessos, e não por clientes, porque um mesmo usuário pode ter mais de um chip ou conexão.

A Anatel, agência que tem a responsabilidade de regulamentar e supervisionar o setor, foi procurada no começo da tarde, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

Segundo o diretor de planejamento da Vivo, Leonardo Capteville, o problema de ontem foi localizado: um único switch (equipamento parecido com um roteador) derrubou a rede em uma reação em cadeia, porque não foi devidamente configurado.

O switch faz as conexões dos diversos equipamentos que integram uma central de comunicação da operadora e possui um programa que precisa ser configurado para que funcione adequadamente.

"Ele tinha configuração para funcionar em determinado tráfego de dados e, com o aumento ao longo do dia, ele entrou em looping [parafuso], derrubando as conexões com as outras centrais", disse Capteville.

A pane fez com que clientes em São Paulo não conseguissem efetuar nem receber chamadas. Também não podiam navegar na internet. Nos demais Estados, pelo menos metade dos clientes pré-pagos teve problemas e houve falhas na rede fixa.

"Os sistemas de recarga e de checagem de saldos também ficaram comprometidos", disse Antônio Carlos Valente, presidente do grupo Telefônica, que controla a Vivo.

A designer paulista Marina Cardoso, 24, foi uma das afetadas. "É a segunda vez que isso acontece", disse. "Em novembro, fiquei sem sinal o dia inteiro." Desta vez, Marina teve o sinal estabilizado por volta das 14h.

INVESTIGAÇÃO

O superintendente de Serviços Privados, Bruno Ramos, pediu ao escritório regional da Anatel em São Paulo uma investigação do caso.

As primeiras análises indicavam que o problema fosse por erro humano na atualização dos switches.

Os técnicos querem ter certeza de que não há riscos de repetição de uma pane como a de 2008. Naquele ano, uma falha em um roteador de Sorocaba (a 100 km de SP) provocou um apagão da rede de dados, que atendia 68% das conexões do Estado. Os serviços levaram três dias para voltar ao normal.

12/01/2013

Onde está Antônio Britto?

Filed under: Antonio Britto,CRT,Telefônica — Gilmar Crestani @ 12:06 am

Não devemos nunca nos esquecer. A Telefônica de Espanha entrou nas privatizações da telefonia brasileira pelas mãos de Antonio Britto e em parceira com a RBS. Para os ignorantes de plantão, consumidores de Veja e outros detritos da maré baixa, nunca vão saber, mas basta consultar as edições do Correio do Povo denunciando, à época, o jogo de cartas marcadas entre a CRT & RBS. Em retribuição, depois que foi saído do Piratini, el jato precoce foi se desintoxicar na Espanha. Tudo coincidência, claro. Claro, não, VIVO. Tão vivo que depois foi prestar serviço (sujo) no Opportunity, de onde derrubou Ricardo Boechat, d’O Globo.

VIVO CONTRATA RATO E MANDA MAIS DE UM BILHÃO EM DIVIDENDOS PARA A EUROPA

Depois de pegar emprestados bilhões de reais a juros subsidiados com o BNDES nos últimos anos, a Telefónica Brasil (VIVO) aprovou,  ontem, o pagamento de um bilhão, seiscentos e cinquenta milhões de reais em dividendos, relativos apenas ao lucro auferido nos três primeiros trimestres de 2012. Setenta e quatro  por cento dessa quantia, ou o equivalente a quase 500 milhões de euros, vai direto para a matriz, na Espanha. 
Quanto ao cabide de empregos do Conselho da Telefónica – lembram que essa foi uma das desculpas para a  privatização das estatais, inclusive Telebras, na década  de 90 ? – continua lindo. 
Mal saiu Iñaki Undargarin, ex-jogador de basquete e genro do Rei Juan Carlos, o Caçador de Elefantes,  acusado de corrupção e contratado  por um milhão e quinhentos mil euros (quase 4 milhões de reais) por ano, como "conselheiro" para a América Latina, já entrou Rodrigo Rato, ex-presidente do FMI e  sob investigação por fraude no banco estatal Bankia, que vai receber  belíssima soma para atuar como "consultor externo" da multinacional espanhola.

Mauro Santayana: VIVO CONTRATA RATO E MANDA MAIS DE UM BILHÃO EM DIVIDENDOS PARA A EUROPA

25/07/2012

A RBS ganhou do Britto a CRT

Filed under: Antonio Britto,CRT,Privatas do Caribe,Privatidoações,RBS,Telefones — Gilmar Crestani @ 9:13 am

 

Ai, fone – 2

Blog do Kayser

26/04/2012

Deterioração completa; matéria, incompleta

Filed under: CRT,Telefônica — Gilmar Crestani @ 9:02 am

Memórias Póstumas: “Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis.

Faltou dizer que o magarefe chegou ao governo do Estado com o apoio ostensivo e repulsivo da RBS, a quem amou como a Marcela das Memórias Póstumas de Brás Cubas, a ponto de se empenhar pessoalmente para que a famiglia Sirotsky, em consórcio com a Telefônica de Espanha (onde depois, ao sair pela porta dos fundos do Piratini, foi se desintoxicar), adquirissem a CRT. Os orelhões estão sujos e inoperantes como a companhia que hoje administrar a ex-CRT, o atendimento é muito pior.

Sujo e inoperante
(24.04.12)

Há várias semanas está inoperante o telefone público (Oi), Localizado em Porto Alegre, na Rua Comendador Rodolfo Gomes, quase defronte ao nº 275, bairro Menino Deus.
Sujo, pifado, sem número indicado, ainda ostenta o logotipo da finada CRT (extinta em 1998)! No interior do Parque Marinha do Brasil há outros em condições semelhantes.
Para recordar: Cia. Riograndense de Telecomunicações era o nome da empresa de telefonia fixa e móvel no Estado do RS, exceto nas cidades de Pelotas e Capão do Leão, que eram atendidas pela Cia. Telefônica Melhoramentos. A CRT foi a primeira companhia telefônica brasileira a ser privatizada (19.6.1998), sendo vendida à Telefônica e, logo depois, revendida à Brasil Telecom, que foi vendida à Oi em 2008. O sistema celular seguiu nas mãos da Telefônica, que em 2003 abriu a Vivo.

ESPAÇO VITAL – sujo-e-inoperante

03/04/2012

Telefónica: ou o saque legal

Filed under: CRT,Neoliberalismo,RBS,Telefônica — Gilmar Crestani @ 9:06 am

Foi o ex-funcionário da RBS, Antônio Britto, a mando dos ex-patrões que abriu as portas para a entrada da Telefônica, com a privatização da CRT. No consórcio que adquiria o patrimônio dos gaúchos por trinta dinheiros, um cacho de bananas e dois espelhinhos, estava a impoluta RBS. Hoje, com o preços escorchantes dos serviços prestados, Telefônica ameniza a crise na matriz. Nunca é demais lembrar que os criminosos entram por onde a porta está aberta ou não foi devidamente fechada. Não raras vezes, entram com o conluio de colonistas e vira-latas.

Telefónica convierte a Latinoamérica en su principal motor de riqueza

La operadora batió el récord en 2011 de fondos netos repatriados al alcanzar los 3.074 millones

El resultado de las filiales españolas cae un 44,6%

Miguel Jiménez / Ramón Muñoz Madrid 3 ABR 2012 – 00:05 CET81

El presidente de Telefónica, César Alierta / EFE

Latinoamérica no es solo el principal motor de crecimiento de Telefónica en ingresos y clientes. También es su principal granero de fondos. La multinacional española batió el récord en 2011 de repatriación de fondos netos desde las compañías latinoamericanas hasta alcanzar los 3.074 millones de euros, un 44,6% más que el saldo neto de 2010 (2.125 millones), y por encima de los 2.491 millones de 2006, récord hasta la fecha, según figura en el informe anual de la compañía registrado el viernes en la Comisión Nacional el Mercado de Valores (CNMV).

Como una de sus políticas para mitigar el riesgo país, Telefónica repatría los fondos generados en Latinoamérica no necesarios para acometer nuevas oportunidades de desarrollo rentable del negocio en la región, según explica la empresa en su informe anual. En él, señala que en 2011 se recibieron 3.139 millones desde Latinoamérica (2.379 en concepto de dividendos, 402 millones por préstamos intragrupo —devolución de principal y pago de intereses—, 112 millones por inversiones financieras, 28 millones de euros por reducciones de capital y 219 por otros conceptos). Estos importes fueron en parte compensados por importes adicionales invertidos en Latinoamérica, fundamentalmente, en México (65 millones de euros).

Telefónica mantiene un fuerte compromiso en la región. En 2011, la inversión, incluyendo la compra de espectro radioeléctrico, ascendió a 5.299 millones de euros, consolidando a la operadora española como el principal inversor en la zona.

La compañía sigue sin lograr autorización para repatriar los dividendos de su filial en Venezuela. A 31 de diciembre de 2011, está pendiente por la Administración venezolana, a través de la Comisión de Administración de Divisas (CADIVI), de la aprobación de dos dividendos acordados por la compañía de 1.029 millones de euros (5.882 millones de bolívares fuertes).

Telefónica recibió ayer otra buena noticia de la región al llegar a un acuerdo con el Gobierno colombiano para fusionar sus negocios de telefonía fija y móvil en el país, una operación que le permitirá reducir su deuda financiera neta en unos 1.300 millones. La operación será efectiva a partir del próximo 24 de abril.

La operadora española fusionará Telefónica Móviles Colombia y Colombia Telecomunicaciones (controlada en un 52% por Telefónica y en un 48% por el Estado colombiano). La compañía que surja de la fusión será el segundo operador integrado del país, y estará participado en un 70% por Telefónica y en un 30% por Colombia.

En España cae el beneficio

Al contrario de lo que ocurrió en Latinoamérica, la operadora que preside César Alierta sufrió en España los efectos de la crisis y la caída del consumo. Las dos grandes filiales de Telefónica en España lograron un beneficio neto de 1.733 millones, lo que supone un retroceso del 60,7% con respecto a los 4.412 millones que alcanzaron Telefónica de España y Telefónica Móviles España conjuntamente en 2010.

De las dos, la que más sufrió en su resultado de explotación fue la filial de fijo y banda ancha, cuyo beneficio neto cayó un 87,7% hasta los 298 millones de euros, debido fundamentalmente al impacto de los costes del expediente de regulación de empleo (ERE) pactado en julio pasado, que prevé la salida de 6.500 trabajadores en los próximos tres años, y cuyos gastos (incluyendo el desempleo) ha asumido la compañía. La filial de móviles vio descender su resultado neto en 2011 un 27,5% hasta los 1.435 millones, aunque en este caso por la caída de ingresos por el descenso de los precios.

más información

El informe anual de Telefónica recoge que la plantilla promedio del ejercicio 2011 fue de 286.145 personas, con un aumento neto de 17.098 respecto a 2010, sobre todo por Atento (servicios de atención telefónica). Sin Atento, la plantilla media se elevó a 122.472, con un aumento del 4,7%. La plantilla final a cierre de año alcanzó un récord de 291.027 empleados, con un aumento de 5.921.

En la memoria, también figura, que Telefónica está dispuesta a llegar hasta el final en el proceso que mantiene abierto para recuperar parte del desembolso que realizó de 8.400 millones de euros por la licencia de UMTS en 200 a través del consorcio Quam.

Tras haber sido desestimados sus recursos tanto ante el regulador como los tribunales ordinarios, en octubre pasado Quam GmbH presentó recurso de amparo ante el Tribunal Constitucional Federal de Alemania (Karlsruhe).

Telefónica convierte a Latinoamérica en su principal motor de riqueza | Economía | EL PAÍS

20/02/2012

CRT: concebida por Brizola, abortada por Britto

Filed under: Antonio Britto,CRT,Leonel Brizola,RBS,Telefônica — Gilmar Crestani @ 10:56 am

 

50 anos de uma “desprivatização”

O amigo Apio Gomes, de cujo olhar atento nada escapa, recolheu esta preciosidade aí ao lado na coluna “Há 50 anos” de O Globo.

Como se diz no recorte, a Companhia Telefonica Nacional, controlada pela americana IT&T – International Telephon and Telegraph – tinha o contrato de concessão vencido e exigia um novo prazo e  subsídios para investir na rede de comunicações gaúchas.

Ao contrário do que muitos pensam, a encampação não foi um ato de força de Leonel Brizola. Ele tentou um acordo, com a criação de uma empresa de economia mista, dividida em 25% para o Estado do Rio Grande do Sul, 25% por cento para a IT&T e 50% para os usuários – a linha telefonica dava ações da empresa, para quem se recorda.  A ITT não aceitou.

Foi nomeada, então, uma comissão arbitral, para apurar o valor da empresa. A ITT indicou um e Brizola indicou outro avaliador, o professor Luis Leuseigneur de Faria, diretor da Faculdade de Engenharia da UFRGS e seu adversário político. A IT&T recusou-se a aceitar o laudo arbitral e exigiu nova avaliação.

Só  então Brizola ajuizou uma ação judicial, desapropriando a empresa pelo valor arbitrado, do qual se descontou o valor dos investimentos do Estado na rede telefônica e as remessas de lucro obtidas fora do período da concessão. E foi naquele fevereiro de 1962 que, imitido na posse da empresa, o Governo gaúcho assumiu o controle do que seria a CRT, hoje.

Apesar de negociada e judicialmente amparada, a atitude de Brizola soou, para a direita, como um ato “revolucionário”. Já marcado pela desapropriação da elétrica Bond and Share, dois anos antes, Brizola foi transformado por isso, num perigoso “Fidel Castro” brasileiro, como se vê nos trechos do The Washington Post publicados no Jornal do Brasil de 27 de fevereiro daquele 1962, que recolho da dissertação do professor César Rolim.

E a IT&T, que não era “suversiva” ajudou a financiar os golpes que deporiam os governos eleitos do Brasil, em 64, e do Chile, em 19743, claro.

O processo de modernização da telefonia brasileira, iniciado por JK com a nacionalização parcial da Companhia Telefônica Brasileira, recebia ali um imenso impulso e seria um brizolista, o Coronel Dagoberto Rodrigues, que criaria as bases para a criação da Embratel.

Hoje, sem ela, e com a Telebras neste “será-que-vai-será-que-não vai”, o Brasil está desprovido de qualquer controle público sobre a atividade de telecomunicações, uma das mais importantes numa economia cada vez mais dependente dela.

Não, não está, porque temos a Anatel?

Bem, é carnaval, realmente é tempo de brincar.

Postado por Fernando Brito

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

10/11/2011

Santo de Casa não faz milagres

Filed under: CRT,RBS,Telefônica — Gilmar Crestani @ 8:03 am
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A CRT não agradava a Antonio Britto, mas provocava polução noturna na RBS… Copularam com a Telefônica, que na Espanha é isso aí, ó. Por culpa da RBS e sua fome em abocanhar de graça a coisa pública, até hoje os espanhóis gozam da cara dos gaúchos…

La sangría de clientes de Telefónica continúa pese a sus nuevas ofertas

Movistar perdió 2.380 clientes de banda ancha y 78.470 de móvil en septiembre pese a sus ofertas. -Orange y Yoigo ganan cuota en móviles y los alternativos, en ADSL

M. J. | Madrid 10/11/2011

La guerra de precios de Telefónica no ha conseguido frenar la sangría de clientes de la compañía, que perdió líneas de móvil y de banda ancha durante el mes de septiembre, en el que la compañía había puesto las esperanzas del inicio de la recuperación.

    • Telefónica perdió clientes de banda ancha fija en un mes en que se lograron 68.839 altas netas, lo que supone el segundo mejor registro del año y eleva el total hasta los 10,97 millones de líneas. La cifra registrada ese mes es la segunda mejor del año, sólo superada por las 108.017 altas de marzo, y sitúan la penetración en casi 24 líneas por cada 100 habitantes, siempre según datos de la Comisión del Mercado de las Telecomunicaciones (CMT).

      Toda esa ganancia se la llevaron los operadores de banda ancha alternativos a Telefónica (52.760 líneas) y las compañías de cable (14.470 líneas), mientras que Telefónica perdió en total 2.380 líneas pese a sumar unas 12.000 de fibra óptica directa al hogar. Y eso a pesar de que Telefónica lanzó una oferta, que en principio estaba limitada a septiembre, para contratar la conexión de ADSL de 10 megas a 24,9 euros al mes (más el IVA y la cuota de línea). La promoción solo era válida para los clientes que tuvieran (o contratasen) ADSL y móvil con Movistar y suponía un ahorro de 16 euros mensuales.

      La pérdida de líneas de Telefónica, sobre todo en ADSL (cerca de 164.000 líneas en los seis meses hasta septiembre), ha situado la cuota de mercado (medida por el número de líneas) de este operador en el 50,04%, lo que supone una pérdida de 3,5 puntos en 12 meses. Por su parte, los operadores alternativos que comercializan ADSL han ganado 3,4 puntos en ese mismo periodo, hasta ocupar el 30,4% del mercado.

      Orange gana en telefonía móvil

      La pérdida de clientes fue mayor en telefonía móvil, donde Telefónica se sumó a la guerra de pecios en junio. Los malos resultados están probablemente detrás de la nueva vuelta de tuerca comercial que ha dado la compañía en este mes de noviembre, con nuevas ofertas.

      En septiembre, Movistar perdió 78.470 líneas y Vodafone cedió 26.290 clientes, mientras que Orange fue el gran triunfador con 85.330 líneas, seguido por Yoigo con 55.240 y los operadores móviles virtuales con 19.050.

      En general, la telefonía móvil mostró en septiembre un crecimiento algo más moderado que en los tres meses anteriores (53.855 altas netas), principalmente por el mal comportamiento de las tarjetas de datos (líneas de banda ancha móvil), que perdieron 36.670 líneas.

      La telefonía fija continuó registrando pérdidas, con el descenso de 15.064 líneas. En los últimos 12 meses se han perdido un total de 326.368 líneas fijas, lo que deja el total en 19.425.716 líneas.

    • La sangría de clientes de Telefónica continúa pese a sus nuevas ofertas · ELPAÍS.com

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