Ficha Corrida

30/11/2014

Gilmar Mendes e a operação tapa buraco

AlstomPSDBGilmar Mendes mostrou toda sua destreza jurídica ao emitir dois habeas corpus em menos de 24 horas para soltar banqueiro filmado corrompendo. Também foi veloz para livrar alcoviteiro das falcatruas do PSDB, Rodrigo De Grandis. Difícil está sendo para tirar o traseiro de cima do processo que trata do financiamento público das campanhas, e isso que a votação já está definida: 6 x 1.

Empreiteiras do Lava Jato e o buraco do metrô em São Paulo

29 de novembro de 2014 | 12:29 Autor: Miguel do Rosário

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Os procuradores que foram à Suíça buscar os documentos oferecidos pelo Ministério Público de lá, com informações ligadas ao escândalo da Petrobrás, estão de parabéns.

Merecem o destaque que tiveram na grande mídia.

Nada como termos um Ministério Público atuante, vigilante e corajoso, enfrentando os poderosos.

É de se lamentar, todavia, que, no caso do cartel dos metrôs em São Paulo, conhecido como o trensalão, a postura tenha sido diametralmente oposta.

Ninguém foi à Suíça pegar documentos.

A Suíça enviou documentos ao Brasil, e os mesmos foram “esquecidos” numa gaveta do MP federal de São Paulo.

O procurador que esqueceu os processos numa gaveta acaba de ser perdoado por Gilmar Mendes.

É bom lembrar que o trensalão tem conexões com o escândalo das empreiteiras, porque são elas que abrem os buracos e fazem as obras.

Vocês lembram do escândalo do “buraco do metrô“?

O Consórcio Via Amarela, formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez, era responsável pelas obras.

Em 12 de janeiro de 2007, um buraco gigante se abre em São Paulo, matando 7 pessoas, ferindo outras tantas e destruindo centenas de casas.

Ninguém foi punido até agora.

E olha que morreu gente, e tratava de um problema ainda maior do que pagar propina a funcionário de estatal.

O problema de usar material de baixa qualidade para fazer as obras.

Neste caso, nem sei se podemos acusar o MP de ter esquecido o processo numa gaveta.

A promotora Eliana Passareli, que assumiu o processo em 2009, explicou que a principal dificuldade está em ouvir as 112 testemunhas de defesa.

Pois é, mas dificuldade por que?

Teria faltado apoio da cúpula do Ministério Público?

O procurador-geral da República não quis dar declarações sobre o episódio?

Ou será porque a justiça, neste caso, não estaria sendo leniente, quase cúmplice?

Nem a mídia jamais fez pressão.

Não interessava, porque não atingia o PT.

Se houvesse investigação séria naquele momento, em 2007, talvez pudéssemos ter evitado alguns dos problemas vividos na Petrobrás.

As empreiteiras que tocavam as obras do metrô eram as mesmas flagradas, pela Operação Lava Jato, pagando propina a diretores ou ex-diretores da Petrobrás.

Seus comandos executivos eram os mesmos.

Possivelmente, o modus operandi na relação com o governo de São Paulo e as estatais era o mesmo.

Empreiteiras do Lava Jato e o buraco do metrô em São Paulo | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

28/09/2011

A obra da Opus Dei tucana

Filed under: A$$oCIAdos,Cratera do Metrô,Instituto Millenium,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:55 am

O jornal da famiglia Mesquinha noticia como se fosse um evento da natureza. Não há, por traz do buraco, uma incompetência administrativa, nem desvios de conduta, muito menos de negócios mal havidos. Os a$$oCIAdos do Instituto Millenium sabem como proteger seus correligionários.

TJ ouve mais duas testemunhas do caso da cratera do metrô

DE SÃO PAULO

O TJ (Tribunal de Justiça) vai ouvir nesta quarta-feira mais duas testemunhas de acusação na audiência que vai decidir se os réus do caso da cratera nas obras da estação Pinheiros do metrô (na zona oeste de São Paulo) vão a julgamento.

Raimundo Pacco – 10.jan.08/Folhapress

Mais duas testemunhas de acusação são ouvidas na audiência que vai decidir se os réus do caso da cratera do metrô vão a julgamento em SP

Duas testemunhas são ouvidas na audiência que decidirá se os réus do caso da cratera do metrô vão a julgamento em SP

Ontem (27), foi ouvido o chefe da Defesa Civil Municipal, coronel Jair Paca de Lima.

O acidente ocorreu no dia 12 de janeiro de 2007 e provocou a morte de sete pessoas. Ao todo, são 14 réus no processo.

Segundo o Tribunal de Justiça, a juíza Aparecida Angélica Correia vai ouvir, no total, cinco testemunhas de acusação até esta quinta-feira (29). Outras três pessoas prestarão depoimento por carta precatória nos Estados de Minas, Goiás e Rio de Janeiro. A audiência ocorre no Fórum Regional de Pinheiros.

Ainda não foi determinada a data em que serão ouvidas as testemunhas de defesa. Apenas após isso, será tomada a decisão se os réus –dentre eles funcionários do Consórcio Via Amarela e do Metrô– irão a julgamento. Eles são acusados por crimes contra a incolumidade pública.

Entre os acusados está o engenheiro Fábio Andreani Gandolfo, que na época do acidente era diretor do Via Amarela e responsável pelo contrato. A maioria dos acusados é de técnicos, como engenheiros, projetistas e fiscais. Nenhum membro da direção do Metrô foi alvo da denúncia.

A estação Pinheiros do metrô foi inaugurada em maio deste ano.

Folha.com – Cotidiano – TJ ouve mais duas testemunhas do caso da cratera do metrô – 28/09/2011

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