Ficha Corrida

24/02/2015

Empresas espanholas trazidas por FHC só trouxeram corrupção

Alguém ainda há de lembrar que o processo de privatizações começou com a entrega da CRT por Antonio Britto aos seus ex-patrões da RBS que formaram consórcio com a Telefônica de Espanha. A tentativa de apropriação do Estado pela RBS não começava aí, mas foi com a entrega da CRT que ficou escancarado que a RBS estava determinada a se infiltrar no Estado. Se a Telefônica passou a perna nos donos da RBS também é verdade que não desistiram de terem a chave dos cofres do Estado nas mãos de seus funcionários. O cavalo do comissário perdeu para Olívio Dutra, saiu pela porta dos fundos escondido no manto do capacho Pedro Simon, e foi se desintoxicar do mal das alterosas que também acomete Aécio Neves, na Espanha. Por mera coincidência, terra que entrara cisplatina via RBS mas que também arrematara por algumas bananas o Meridional.

A Zara, da Inditex, e outras espanholas já estiveram também envolvidos em trabalho escravo. Agora é a vez da rede de supermercados se envolverem em sonegação. Aliás, esta deve ter sido a razão pela qual o PSDB resolvera trazer de fora tantas empresas corruptas e corruptoras. São de mesma natureza. Nem em dez mandatos o PT conseguirá se livrar da herança maldita espalhada nos vários níveis do Estado de esqueletos espalhados pelo PSDB. Por falar nisso, quando sairá Gilmar Mendes, exemplo maior da herança maldita deixada por FHC.

Está aí uma boa pauta para colonista do El País, Juan Árias, puxa-saco da direita tupiniquim. Ele que ficou famoso nas altas rodas por reclamar que os brasileiros não reagem contra a corrupção, poderia começar explicando se a Espanha tem outros produtos, além da corrupção e do trabalho escravo para exportar. Nem precisa comentar a diferença entre o nível de desemprego (27%) na Espanha em relação ao Brasil (4,6%) por que aí já seria esperar demais de um ventríloquo, de uma pena de aluguel.

Rede espanhola Dia tem disputas milionárias com o fisco de três países

O Brasil exige da rede de supermercados mais de 90 milhões por questões fiscais

A França exigiu pagamentos por arredondar o IVA e a Espanha, pelo imposto de sociedades

Cristina Delgado Madri 23 FEB 2015 – 20:00 BRT

Unidade do supermercado Dia em Madri. / JUAN MEDINA (REUTER

A rede de supermercados Dia está envolvida em várias disputas fiscais em diferentes países. A mais cara delas é no Brasil. O grupo reconhece em seu relatório anual, entregue à Comissão Nacional do Mercado de valores, que recebeu duas notificações das autoridades fiscais brasileiras.

A primeira, na qual exigem 13,34 milhões de euros (mais de 40 milhões de reais), é por “discrepância do imposto referente às receitas com descontos recebidos de fornecedores”. A segunda, de 77,65 milhões de euros (cerca de 253 milhões de reais), “em relação ao reflexo dos movimentos de mercadorias e sua repercussão em inventários”. A empresa qualifica como “remota” a possibilidade de perder o litígio e não disponibilizou os recursos.

mais informações

O Dia já teve de pagar no Brasil “2,2 milhões de euros por processos trabalhistas e 1,7 milhões relativos a outros riscos operacionais”. Além disso, a empresa reservou dinheiro para outras disputas: 4,46 milhões para o Dia França, “pelo custo financeiro associado a litígios pelo arredondamento do IVA (imposto sobre valor agregado) nos decimais do euro dos exercícios 2006, 2007 e 2008”.

A rede reconhece, além disso, que pagou, na Espanha, 3,86 milhões de euros pelo Imposto de Sociedades de 2008 e 2,85 milhões depois de uma inspeção do mesmo tributo de 2008, 2009 e 2010.

Por outro lado, a empresa também suspendeu os fundos que tinha guardado para outros possíveis pagamentos que considera que já não serão necessários. Por exemplo, 3,54 milhões de euros “correspondentes à anulação parcial do fundo criado no exercício 2013 para enfrentar riscos derivados da venda do Dia à Turquia”. Também 2,17 milhões que tinha reservado “para enfrentar inspeções dos exercícios 2008, 2009, 2010 e 2011. Além disso, o exercício inclui a anulação de outros recursos criados para cobrir outros riscos fiscais no valor de 1,26 milhão e depois da saída dos resultados do Dia França “foram cancelados os riscos fiscais, legais e sociais” no montante de 9,23 milhões de euros.

Economia: Rede espanhola Dia tem disputas milionárias com o fisco de três países | Economia | EL PAÍS Brasil

21/05/2014

O Adão dos colonistas apareceu. Sem a parra…

Filed under: Alexandre Schwartsman,Colonista,Economia,Pena de Aluguel — Gilmar Crestani @ 8:08 am
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Descubra, antes que seja tarde, onde está a mão invisível do homem nu paraíso!

adao_eva1Vou começar esta ficha corrida do meliante pelo final. Ele tem um blog intitulado “mão invisível”. Fez parte de um governo cuja mão invisível pagou R$ 200 mil reais bem visíveis para conseguir a reeleição… A tese da mão invisível é irmã gêmea daquela de que devemos deixar o bolo crescer para só então dividir. A mão invisível é aquela que vence licitações da Alstom e Siemens levando para a Suíça milhões de reais dos cofres públicos e, de lambuja, põe o dono das mãos invisíveis na Presidência do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. O elemento foi Secretário de Assuntos Internacionais do Banco Central quando o mão invisível do patrão criou um tal de PROER para dar aquela mão amiga aos bancos. São parentes de um velho axioma jurídico: “dar a cada um o que é seu”, ainda hoje muito bem empregado por velhos Ministros do STF: dão ao pobre a pobreza, ao ricos, a riqueza!

Quem usa a mão leve e invisível odeia a transparência no uso dos recursos.

Sejamos claros. A mão invisível quer terminar com as políticas sociais como a Bolsa Família para ressuscitar o PROER. Continuar financiando com políticas fiscais de isenção para as grandes empresas que financiam seus correligionários que, uma vez eleitos, colocam novamente sua mão invisível para mexer com assuntos bancários. Odeia que o governo faça intervenção para introduzir políticas compensatórias, segure preços de tarifas de energia elétrica ou não aumente o preço dos combustíveis. O patrão que assina sua carteira de trabalho comemora quando empresas tucanas tenham lucro com a tarifa de energia elétrica encima do bolso da população. A mão invisível do porta-voz do 1% vai encher a Cantareira de água ou vai reduzir a tarifa da população da periferia que já sofre com a falta de água?

Para quem não entende a mão invisível, vou mostrar como funciona. O Hotel Plaza de Porto Alegre tem 9 (nove!) poços artesianos dentro da cozinha do hotel. Isso mesmo. Os hóspedes do Plaza tomam banho com água mineral. Se o DMAE ou a CORSAN não conseguirem, por qualquer carga d’água, fornece-la aos porto-alegrenses, a mão invisível do mercado garantirá aos hóspedes do Plaza sombra e água mineral fresca…

Adão Smith cunhou sua teoria para que gente como a Eva do colonismo se regozijasse com frases como esta: “Meus sinceros agradecimentos pela criação desse paraíso.

O paraíso perdido da mão invisível significa um pouco, migalhas, quase esmolas, para quem antes era apenas serviçal dos banquetes de que o colonista da Folha participava. Hoje, muitos destes já têm os filhos do colégio, viajam de avião e, vejam só, tiram férias. A torcida dos fracassomaníacos é igual àquele ditado gaúcho: “praga de urubu em cavalo gordo!”

QUE HORROR!

 

ALEXANDRE SCHWARTSMAN

Paraíso nada perdido

Escrever a coluna toda semana se torna mais fácil graças à (falta de) qualidade da gestão econômica

Vivo no paraíso dos colunistas econômicos. Vejam só: na semana passada, duas das principais autoridades do governo vieram a público, cometeram afirmações contraditórias e conseguiram a proeza de estarem, ambas, erradas.

Começou com o ministro da Casa Civil admitindo que, sim, o governo controla preços para evitar que a inflação rompa de vez o teto da meta de inflação (6,5%). Justiça seja feita, o ministro não usou a expressão "controle de preços", mas "administração de preços", o que, obviamente, seria algo totalmente distinto, exceto por se tratar rigorosamente da mesma coisa.

A tese original do ministro é o "controle anticíclico" dos preços, inexplicada, todavia, talvez pela virtual impossibilidade de justificar a manutenção, por exemplo, de preços de energia baixos quando a demanda cresce à frente da oferta e os riscos de racionamento aumentam.

Pelo contrário, como se apren- de nos cursos de introdução à economia, o papel "anticíclico" dos preços é subir quando a demanda supera a oferta e vice-versa, certamente não o oposto, como defendido pelo ministro.

Já o ministro da Fazenda contestou a afirmação de seu colega, dizendo não haver controle de preços no Brasil. Se um desafiou a lógica, o outro desafiou os fatos. A expressão óbvia desse acontecimento é a inflação de preços administrados pelo governo ficar em patamar inferior à inflação dos preços não controlados desde março de 2010, mas não é sequer a face mais importante da questão.

A despeito das afirmações ministeriais sobre reajustes recentes de gasolina e mesmo energia elétrica (apesar das promessas de redução de tarifas), qualquer analista minimamente informado sabe que a Petrobras perde dinheiro porque vende combustíveis a preço inferior a que os compra no mercado internacional.

Não se trata, aliás, apenas do custo de oportunidade, que continuaria uma preocupação válida ainda que o país fosse (como não é) autossuficiente em combustíveis; é perda de caixa na veia, o que tem levado a um aumento expressivo do endividamento da companhia.

Fosse o ministro membro do conselho de administração da empresa, ele saberia, creio, dos problemas que isso causa. Opa; parece que ele é… Será que não explicam também essas coisas no conselho de administração da Petrobras?

Analistas minimamente informados poderiam alertá-lo também para o fato de que as empresas distribuidoras de energia passam pelo mesmo problema, ao serem obrigadas, por mais uma barbeiragem de política, a comprar energia no mercado à vista por preços muito superiores ao que vendem.

É segredo de polichinelo que as tarifas de energia têm que aumentar, sob pena de quebrar o setor, ou aumentar ainda mais o custo do Tesouro Nacional, mas que esse aumento não poderá ser realizado neste ano para não estourar o teto da meta, ainda mais no período eleitoral. É possível –se bem que não esteja 100% certo, confesso– que até o ministro da Fazenda consiga entender o problema, ainda que não tenha a coragem de expô-lo em público, muito menos de encaminhar uma solução.

É reveladora a paralisia administrativa do governo, que se recusa tenazmente a lidar com qualquer dificuldade, por mais urgente que possa ser, com receio das consequências eleitorais de políticas corretivas, seja no campo da inflação, dos preços controlados –perdão, "administrados"!– ou ainda dos gastos públicos.

Com a cabeça devidamente enterrada, o governo empurra todas as decisões relevantes com a barriga, na esperança de que os problemas se resolvam sozinhos. Enquanto a realidade se recusa a colaborar, ministros batem cabeças com gosto.

Por mais que meu lado economista torça pelo predomínio da racionalidade, tenho que admitir que minha tarefa de escrever uma coluna por semana se torna muito mais fácil graças à (falta de) qualidade da gestão econômica governamental. Meus sinceros agradecimentos pela criação desse paraíso.

aschwartsman@gmail.com

@alexschwartsman

ALEXANDRE SCHWARTSMAN, 51, é doutor em economia pela Universidade da Califórnia (Berkeley), ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil, sócio-diretor da Schwartsman & Associados Consultoria Econômica e professor do Insper. Escreve às quartas nesta coluna.

www.maovisivel.blogspot.com

17/03/2014

Luiz Zini Pires, um funcionário exemplar para sonegadores

O funcionário da RBS traz informação importante a respeito do cidadão alemão, Uli Hoeness. O ex-jogador foi pego pelo fisco e resolveu cumprir a pena. Pena que a Rede Globo, a quem o patrão do Zeni se filia, não cumpre. Aliás, no final zombeiteiro, esqueceu-se providencialmente do patrão, e do patrão do patrão. Há anos circula a informação de que a RBS possui empresas em paraísos fiscais. No auge da CPI contra Olívio, veio a informação de que a RBS tinha uma empresa nas Ilhas Cayman… A RBS não negou, apenas disse que se tratava de algo legal. É legal, tri-legal… Tenho guardado um exemplar da Folha de São Paulo, imagem acima, do tempo em que a Folha ainda não havia formado consórcio com a Globo para lançar o jornal Valor Econômico, que traz a informação de como a parceria da Globo com a RBS envolvia sonegação fiscal em paraíso fiscal.

Aliás, nem Globo, nem Maluf (Sentença judicial diz que Maluf tratou de dinheiro no exterior) nem RBS seria alguém sem um paraíso fiscal à mão. Há uma campanha na internet para a Globo apresentar o darf de recolhimento dos mais de 650 milhões de sonegação. Zini ainda não passou o Pires pra recolher da Globo…

É por essas e outras que é até engraçado ler o celetista da RBS jogando a culpa da sonegação fiscal do patrão, do patrão do patrão, e dos amigos do patrão, no Governo Federal. Ele recebe um mensalinho, religiosamente, todos os meses para perpetrar isso!

Uli Hoeness, um presidente alemão fora da lei

15 de março de 20143

15uli

Na terça-feira, acomodado na tribuna de honra da Allianz Arena, Uli Hoeness (foto acima, AFP, BD), 62 anos, presidente do Bayern de Munique, bateu palmas para o time no final da decisão contra o Arsenal londrino. O empate classificou a superesquadra alemã para disputar as quartas de final da Copa dos Campeões, em abril. Na noite gelada da Baviera, no mais exclusivo dos lugares do portentoso estádio da Copa do Mundo de 2006, quase todos estavam felizes.

Na próxima partida do campeão europeu e mundial da temporada passada, Hoeness precisará ligar a TV da cadeia. Ele foi condenado a 41 meses de cárcere por sonegação fiscal. A dívida tributária atinge R$ 88,4 milhões. Os compromissos financeiros com o fisco alemão são resultado de lucros por especulação em bolsas de valores, obtidos através de uma conta secreta em bancos suíços.

Ontem, ele renunciou ao estratégico posto no clube que arrecadou R$ 1,3 bilhão em 2013 – atrás só de outros gigantes, Real Madrid e Barcelona.

Em um comunicado breve, ele explicou:

– Depois de conversar com minha família, decidi aceitar a decisão do tribunal. Pedi a meus advogados que não recorram. Isto corresponde ao meu conceito de decência. Esta fraude fiscal é o erro da minha vida. Enfrento as consequências deste erro.

Uli Hoeness é um nome popular no país. Começou de chuteiras, atacante do grande Bayern dos anos 1970. Foi campeão com a seleção no Mundial de 1974, destruindo a mítica Holanda, de Cruyff, na decisão, e ganhou três edições da atual Copa dos Campeões.

No final da carreira, trocou de posição. De terno e gravata ajudou a inovar a Bundesliga. Ganhou o prêmio de executivo do ano em diferentes momentos. Sua foto, só sorrisos, está no “hall of fame” do futebol alemão, como atacante, depois como gerente geral do Bayern (1979 e 2009) e então presidente.

Paralelo a vida de quarta e sábado nos estádios lotados, Hoeness construiu uma sólida empresa no ramo dos alimentos. Ganhou milhões de euros. Sua proximidade com a chanceler Angela Merkel estava em capas de revistas, em páginas de jornais e em encontros privados. Atuava como consultor informal da maior autoridade política do país. Merkel se disse chocada ao descobrir que seu aliado era um especulador financeiro com contras secretas no Exterior.

Quando percebia um jornalista nas redondezas, antes de fuzilar sua imagem no maior escândalo do esporte alemão do século 21, Hoeness insistia em criticar os gastos sem fronteira dos dirigentes europeus, especialmente de ingleses e de espanhóis, com jogadores, a má gestão financeira, as dívidas astronômicas dos clubes e a deslealdade com o fisco dos países. No interior do seu luxuoso escritório em Munique, se transformava. Atuava como um fora da lei.

A boa vida do cidadão alemão se sustenta numa pesada carga de impostos, mas, quando um milionário é descoberto fraudando o Leão, a condenação da sociedade é imediata. Antes mesmo do julgamento, ele já havia sido sentenciado pela mídia e pelas redes sociais. Sua queda não demorou, nem a torcida, que o idolatrava, ficou em silêncio.

A Justiça tem sido severa com os dirigentes do futebol europeu em 2014. O espanhol Sandro Rosell pediu demissão da presidência do Barcelona por irregularidades na contratação de Neymar. Jose María Del Nido, ex-Sevilla, passará sete anos preso por sonegação.

O governo federal do Brasil e seus diferentes braços, que não conseguem fazer com que os grandes clubes paguem os R$ 2,31 bilhões que devem em impostos, ainda não alcançaram alguns obscuros gabinetes do nosso futebol.

Ninguém sabe se um dia irão escalar os postos mais altos. A torcida, mesmo cansada, confia no time da Justiça.

08/01/2014

Colonista nervosinho

Filed under: Alexandre Schwartsman,Clóvis Rossi,Colonista,Janio de Freitas,Nervosinho — Gilmar Crestani @ 8:14 am
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O ex-estafeta de FHC vive de publicar o que seus senhores pede. Vassalo de interesses privados, Janio de Freitas, colega dele na Folha, fez, na “A campanha da moda”, seu retrato definitivo:

“A propósito: com as alterações do Bolsa Família pelo Brasil sem Miséria, retiraram-se 22 milhões de pessoas da faixa dita de pobreza extrema. Com o Minha Casa, Minha Vida, já passam de 1 milhão as moradias entregues, e mais umas 400 mil avançam para a conclusão neste ano. A cinco pessoas por família, são 7 milhões de beneficiados com um teto decente, água e saneamento.

Da mesma linhagem de economistas – a que domina nos meios de comunicação–, Alexandre Schwartsman dá à política que produziu aqueles resultados o qualificativo de “aposta fracassada”, porque só deu em “piora fiscal, descaso com a inflação e intervenção indiscriminada, predominando a ideologia onde deveria governar o pragmatismo”.

“Infelizmente” e “aposta fracassada” para quem? Para os 22 milhões que saíram da pobreza extrema, os 7 milhões que receberam ou receberão um teto em futuro próximo, os milhões que obtiveram emprego, os milhões ainda mais numerosos que tiveram melhoria salarial?”

lula fhc collorOutro colega de Schwartsman, Clóvis Rossi, também na Folha, sob o título “Quem deveria ficar "nervosinho", descreveu:

“Há algo de profundamente errado em um país, um certo Brasil, em que os ricos choram (e de barriga cheia), ao passo que os pobres parecem relativamente felizes.”

Pelo jeito, só anda nervosinho na Folha o vira-bostas de um governo que foi uma bosta, campeão apenas em rejeição. FHC conseguiu ser mais impopular que Collor… Claro, mas os beneficiários do PROER, os banqueiros, estavam e continuam com ele até hoje.

ALEXANDRE SCHWARTSMAN

O ministro nervosinho

A falta de compostura do ministro compromete mais sua já escassa capacidade de formulação de política

Muito embora o ministro da Fazenda tenha afirmado que sua decisão de antecipar o anúncio do resultado fiscal do ano passado (presumindo que não esteja errado, como esteve em outubro) fosse destinada a "acalmar os nervosinhos", não é preciso muito esforço para perceber que são seus próprios nervos que se encontram à flor da pele.

Caso não estivessem, talvez lhe fosse possível perceber a futilidade da sua iniciativa. A começar porque só alguém muito divorciado da realidade poderia acreditar que a divulgação de um número tão conspurcado quanto o dado oficial do superavit primário poderia moderar os receios do mercado.

Ainda que, segundo o ministro, este tenha atingido um valor em torno de R$ 75 bilhões, sabe-se que apenas em novembro o montante de receitas não recorrentes atingiu nada menos do que R$ 35 bilhões, quase metade do saldo do ano. Na verdade, até novembro do ano passado, as receitas de concessões, dividendos e o Refis (o refinanciamento de dívidas tributárias em condições favoráveis) chegaram a R$ 59 bilhões. Assim, enquanto o número oficial do governo registra um superavit federal equivalente a 1,9% do PIB nos 12 meses terminados em novembro, o número corrigido –reflexo mais fiel do esforço fiscal– mal alcança 0,3% do PIB.

Nesse sentido, como todos os analistas sérios são capazes de corrigir tais dados (com pequenas diferenças de abordagem), ninguém deve ter ficado particularmente impressionado com o anúncio autolaudatório. Se o ministro esperava fanfarras em resposta à sua entrevista, deve ter ficado muito decepcionado.

Mais decepcionado, porém, ficou o mercado. Ao antecipar um resultado que nada vale e se esquivar de qualquer comprometimento mais firme acerca do desempenho fiscal futuro, a mensagem passada ao setor privado não poderia ser mais clara: não há nenhum plano que contemple a possibilidade de um ajuste fiscal neste ano que se inicia, nem talvez sequer nos próximos, dadas as convicções do governo sobre o tema.

A reação negativa, expressa na desvalorização da moeda e na elevação das taxas de juros, não ocorreu, assim, nem por acaso nem por força de fatores internacionais, mas sim em razão da percepção cada vez mais disseminada de piora dos fundamentos do país. Mais um tiro, enfim, que saiu pela culatra, marca registrada hoje em dia da gestão de política econômica no país.

Isto dito, o nervosismo do ministro também se escancara em sua relação com o mercado. Ao contrário de seus antecessores imediatos, que reagiam de forma serena mesmo quando divergiam da análise do setor privado, o ministro quase sempre busca o enfrentamento, apenas para mais tarde reconhecer –forçado pelas circunstâncias– seus equívocos crescentes, como, mais recentemente, no que se refere às mudanças de regras para as concessões de infraestrutura.

É natural, em face do desempenho medíocre da economia, que o ministro da Fazenda esteja sujeito a toda sorte de pressões, inclusive do próprio governo, cujos objetivos políticos dependem, em certa medida, de crescimento mais vigoroso do que o ostentado pelo Brasil nos últimos anos.

O que se espera, contudo, é que o titular do cargo tenha as condições de suportar essas tensões e que seja capaz de formular respostas efetivas aos problemas enfrentados no front econômico. Em particular, que suas falas não contribuam para o aprofundamento da crise de confiança que hoje assola o país.

Nesse último aspecto, a falta de compostura do ministro da Fazenda, mesmo depois que quase oito anos no cargo, revela sua inabilidade para trabalhar sob pressão e compromete ainda mais sua já escassa capacidade de formulação de política.

Num mundo caracterizado por preços elevados de commodities e liquidez mundial abundante, é mais fácil controlar os nervos; quando essas condições, porém, alteram-se para pior, quem não tem preparo fica mesmo "nervosinho".

alexandre.schwartsman@hotmail.com

ALEXANDRE SCHWARTSMAN, 50, ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil no governo FHC.

05/01/2014

Nervosismo ou estrabismo ideológico, d. Cantanhêde?

Filed under: Colonista,Eliane Cantanhêde,Vira-bosta,Vira-latas — Gilmar Crestani @ 10:40 am
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Vá entender a porta-voz do PSDB, ELIANE CANTANHÊDE. Num dia profetiza a “tentação hegemônica”, no outro, o caos. Por que ela não se ocupa um pouco de São Paulo, dos trens, da Alstom e da Siemens? Porque não escreveu uma linha para comentar o helipótero do pó? Este estrabismo ideológico não me cheira bem…

O caldeirão dos ‘nervosinhos’

BRASÍLIA – O ano começou fervendo, com sensação de 50 graus no Rio, previsões tórridas na economia e borbulhas na política. Caldeirão perfeito para Copa e eleições.

Mantega tratou de jogar água na fervura anunciando na primeira semana do ano que, ufa!, o governo deve fechar 2013 superando a meta do superavit fiscal em R$ 2 bilhões.

Segundo ele, o anúncio, que costuma ser no final de janeiro, foi antecipado para "acalmar os nervosinhos". Cá para nós, também foi para contrabalançar outros resultados: o Brasil teve o menor saldo comercial em 13 anos; o melhor investimento de 2013 foi o dólar, que entrou 2014 em forte alta; e, segundo manchete do UOL na sexta, o valor da Petrobras encolheu pela metade desde 2010.

E vem aí o anúncio do pibinho, com agentes do governo, e de fora do governo, tremendo diante da perspectiva de rebaixamento do Brasil nas agências de risco. Sem falar nas críticas sobre os jeitinhos e as plataformas de petróleo para reduzir o estrago (inclusive político) do resultado da balança comercial.

Na política, o PMDB ataca o parceiro PT, repetindo um script manjado em ano eleitoral. Os ministérios do PT seguram as emendas peemedebistas, os do PMDB ameaçam retaliar com a mesma moeda, todos se xingam em público. Tudo isso no calor das disputas estaduais. Aliados em Brasília, os partidos de Dilma e do seu vice Temer estão em guerra em Estados como Rio, Bahia, Rio Grande do Sul, Ceará, Maranhão e Amazonas.

E vem aí a reforma ministerial, ateando fogo à base aliada e com os palanques desmontando o tripé feminino do Palácio do Planalto: Gleisi Hoffmann concorre ao governo no Paraná, Ideli Salvatti vai para o Senado em Santa Catarina. Os substitutos deverão ser homens e do PT. Mas a guerra com o PMDB continua.

Dilma e Mantega vão precisar de bem mais que RS 2 bilhões a mais de superavit para acalmar tantos e tão esquentados "nervosinhos".

elianec@uol.com.br

06/11/2013

Depois de Willian Waack, Fernando Rodrigues

Filed under: Capacho,Colonista,Complexo de Vira-Lata,Vira-bosta — Gilmar Crestani @ 7:43 am
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A Folha fez uma tentativa de defender a agência norte-americana. Divulgou que  a ABIN espionava também. Assim como a Folha. E aí a conclusão. Todo mundo espiona. O repórter da Veja que foi pego tentando invadir o quarto do José Dirceu num hotel em Brasília nunca mereceu da Folha o epíteto de espião. Claro, a Veja é parceira. Também não se preocupou com a espionagem da NSA, claro, é sua parceira.  A tentativa de vender a idéia de que todo mundo espiona, como faz agora o estafeta Fernando Rodrigues, é exatamente o primeiro e único argumento da NSA. Coincidência, sim, mas de bolsos cheiros… A pergunta que os defensores da arapongagem made in USA não se fazem é se a ABIN está espionando dentro dos EUA cidadãos norte-americanos, ou, dentro dos EUA, Obama… Simples assim, o resto é colonismo!

Por que Fernando Rodrigues nunca falou do livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, do Fernando Moraes? Está aí um bonito exemplo de como os EUA tratam os que espionam dentro de sua casa.

FERNANDO RODRIGUES

Espionagem e eleição

BRASÍLIA – A melhor observação que ouvi sobre a espionagem de diplomatas estrangeiros por parte do governo brasileiro foi uma pergunta: "Você acha que a Abin é a NSA?". O questionamento veio de dentro da administração Dilma Rousseff.

De fato, a Agência Brasileira de Inteligência não é a Agência de Segurança Nacional (o nome traduzido da NSA, dos EUA). A começar pelo orçamento e pelo acesso à tecnologia.

Mas não é esse o ponto. A indagação adicional a ser feita é a seguinte: como atuaria a Abin se tivesse todos os recursos da NSA? Ou mais: resistiria a bisbilhotar a tudo e a todos como faz a contraparte norte-americana? Essas perguntas, é claro, não têm repostas. Teriam de ser testadas na prática –num cenário hoje inexistente. Só que ninguém está proibido de imaginar como seria o serviço secreto brasileiro desfrutando dos mesmos meios da NSA.

O fato é que o sentimento geral do governo brasileiro foi de desalento ao ler a reportagem de Lucas Ferraz, na Folha, relatando como atuou a Abin no início do governo Lula. Não porque haverá alguma repercussão de grande monta no cenário internacional. Tratou-se de uma espionagem mambembe. O problema maior é a erosão do discurso eleitoral interno, já em uso e a todo o vapor.

Dilma Rousseff havia tirado a sorte grande com o caso de espionagem dos EUA. Nada mais popular do que uma presidente da República se levantar, indignada, contra a intrusão ilegal dos norte-americanos nos telefonemas privados do governo brasileiro. Quem há de ser contra? Para melhorar as coisas, a petista maquinou uma aliança com a Alemanha na formulação de um plano mundial contra a violação de comunicações.

Tudo ainda poderá ser usado na campanha eleitoral do ano que vem. Mas sempre haverá o contraponto da Abin seguindo estrangeiros no Brasil. A Abin, vá lá, não é a NSA. Já a espionagem é espionagem em qualquer lugar.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

23/03/2013

Conluio, em casa

Filed under: Colonista,Joaquim Barbosa — Gilmar Crestani @ 8:38 am
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Os grupos mafiomidiáticos saem em defesa de Joaquim Barbosa, o genérico. Fosse séria a intenção de Joaquim Barbosa em terminar com o “conluio” entre advogados e magistrados, começaria pela instituição que preside. Até porque, como diria minha avó, o exemplo vem de cima. É do conhecimento até do reino mineral que Gilmar Mendes é o King do Air, seja com seu amigo Demóstenes Torres, para ir à formatura do Marconi Perillo (PSDB/GO), ou, com Carlinhos Cachoeira, para ir à Alemanha… Nestas horas, os sempre "bem informados” colonistas do PIG esquecem de fazer a lição básica, de casa. Cobrar coerência dos outros e de si mesmos. Até porque, ninguém pega mais carona do que jornalista… E seu Hélio pegou carona na orientação do Instituto Millenium para levantar a bola do rei do mensalão… É tal de teoria do “domínio do fato”!

HÉLIO SCHWARTSMAN

O conluio

SÃO PAULO – O ministro Joaquim Barbosa tende a ser enfático em suas colocações. "Conluio" talvez seja um termo forte demais para definir as relações entre juízes e advogados, mas não há dúvida de que Barbosa levantou um problema importante que não vem recebendo a devida atenção: julgadores costumam ser paparicados não apenas por defensores como também por empresas e associações de diversas naturezas e esses gestos não são desinteressados nem sem efeitos.

É claro que, num mundo inteiramente racional, nenhum magistrado se deixaria influenciar por brindes, gentilezas ou elogios. A questão é que o ser humano é tudo menos "inteiramente racional" e juízes, a exemplo de médicos, jornalistas e consumidores em geral são facilmente sugestionáveis, sucumbindo a truques simples, como mandar um e-mail por ocasião do aniversário, custear um congresso, enviar alguma lembrancinha etc. O que torna esse gênero de manipulação um crime perfeito é o fato de ela ser legal e passar por baixo do radar da consciência. O profissional "comprado" está intimamente convencido de que agiu com total imparcialidade.

Está claro, porém, que não agiu. No caso dos médicos, que são mais afeitos à ciência, os resultados desse tipo de interação já foram mapeados e mensurados. Numa metanálise de 2000, publicada no "Jama", que já é considerada um clássico, Ashley Wazana mostrou que pagar uma viagem para um profissional de saúde, por exemplo, aumenta entre 4,5 e 10 vezes a probabilidade de ele receitar as drogas da empresa patrocinadora.

Resolver esse tipo de situação é muito difícil, senão impossível. Não podemos simplesmente proibir juízes de conviver com advogados, entre os quais podem estar seus cônjuges e filhos. Mas podemos e devemos tornar os relacionamentos institucionais tão transparentes quanto possível e, mais importante, admitir que o problema existe.

helio@uol.com.br

20/01/2013

De raposas e toupeiras

Filed under: Colonista,FHC,Lula — Gilmar Crestani @ 10:05 am

Esses colonistas do PIG não têm vergonha na cara mesmo, nem respeito à inteligência alheia. FHC pode, Lula não. Por quê? Talvez a toupeira não saiba, mas deu na Veja: Apoio de FHC a Aécio Neves em 2014 em entrevista a “The Economist” é bomba que afetará a eleição presidencial

fhc-aecio-serra

Fernando Henrique, Aécio e Serra.

SÉRGIO DÁVILA

Homem novo, raposa velha

SÃO PAULO – Foi bom para o Fernando Haddad candidato a prefeito que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecesse a seu lado durante a campanha, chancelando-o e o levando pelas mãos em sua estreia na disputa por um cargo majoritário.

É ruim para o Fernando Haddad prefeito que Lula reúna-se com seu secretariado e saia dando ordens e definindo diretrizes de governo, como fez na última quarta.

A ingerência dá um ar de República de Bananas à prefeitura da maior cidade do país e apequena aquele que foi escolhido pela maioria do povo para comandar a metrópole.

Lula retornava das férias e planeja reeditar em 2013 suas "Caravanas da Cidadania" (1993-1996) pelo país, não se sabe ao certo com que objetivo.

Os norte-americanos resolveram o problema dos ex-presidentes em 1951, quando foi aprovada a 22ª Emenda à Constituição dos EUA, proibindo que eles voltem ao cargo depois de exercidos dois mandatos, consecutivos ou não.

Desde então, todos respeitam a regra não escrita segundo a qual ex-presidente também não disputa outro cargo eletivo após deixar a Casa Branca. Nem dá palpites na gestão dos outros, sejam presidentes, governadores ou prefeitos.

Geralmente, dedicam-se a causas humanitárias, como Jimmy Carter e Bill Clinton, ou recolhem-se à vida privada, como George W. Bush, reaparecendo apenas em época de eleição, para apoiar os candidatos de seus partidos.

Por aqui, por falta de lei e de costume, nossos ex-presidentes ficam boiando num perigoso limbo político, sempre tentados a voltar a uma disputazinha nas urnas.

Fernando Haddad é prefeito dos paulistanos, não dos petistas -menos ainda dos lulistas. Deveria ouvir eventuais sugestões do ex-presidente em privado, seja na prefeitura, seja no Instituto Lula, seja no gabinete da Presidência em São Paulo.

02/01/2013

De vira-latas e vira-bostas

Filed under: Colonista,Complexo de Vira-Lata,Santiago,Vira-bosta,Vira-latas — Gilmar Crestani @ 7:50 pm

Os problemas do bolsa-família americano

Postado por Juremir em 31 de dezembro de 2012

A direita brasileira adora falar mal do Bolsa-Família.

Tenta fazer crer que é uma invenção do populismo e do assistencialismo tipicamente latino-americanos. Sempre vem com aquela conversa mole:

– Só no Brasil mesmo!

Viaja, mas não aprende.

Todo país com alguma seriedade e certo grau de riqueza tem Bolsa-Família.

A Europa desenvolvida tem diversas modalidades de ajuda social.

Nem a liberal Inglaterra escapa.

Os Estados Unidos, apesar da oposição ferrenha do direitismo republicano, seguem a mesma balada. Distribuem bolsa-família, enfrentam os efeitos perversos produzidos por esse mecanismo, convivem com a crítica fácil ao assistencialismo, não sabem como inserir os beneficiados no mundo do trabalho – pois falta emprego – e tocam em frente do jeito que dá.

Podiam aprender com o Brasil cujo modelo é mais avançado.

O modelo americano privilegia o analfabetismo em certos casos.

O brasileiro obriga a estar na escola.

A direita brasileira americanófila não conta essa parte.

Vai um artigo direitoso do New York Times, publicado pelo UOL, como presente de fim de ano para a turma que adora os leopardos desdentados de plantão na mídia nacional, os Pondé, Demétrio Magnoli, Marco Antônio Villa, Merval Pereira, Ricardo Noblat, Ferreira Gullar, Ricardo Setti, Lauro Jardim, Dora Krammer, Eliane Cantanhede e outros felinos que usaram as patinhas para publicar centenas de textos com ou sem marcas de presas, fazendo-se de autônomos por corresponderem plenamente à ideologia visionária dos seus patrões e aos interesses isentos dos seus veículos, sendo pisoteados o tempo todo pelo talento e a independência de Jânio de Freitas, Elio Gaspari, Clóvis Rossi, Carlos Heitor Cony, Paulo Henrique Amorim e até do eterno, barroco, permanente e irrefreável Mino Carta, um italiano casca grossa que tenta ser romancista em português com a leveza, a elegância, a sutileza e os passos de balé de um tigre aposentado.

A mídia brasileira é sempre a mesma. O promissor Alberto Dines, seguindo o refrão dos colegas mais experientes e acompanhando o tom dos patrões, logo depois do golpe de 1º de abril de 1964, atolando-se em elogios aos golpistas: “Golpe ou contragolpe? Minas marcha contra Goulart. Enfim, apareceu um homem para dar o primeiro passo. Este homem é o mais tranquilo, o mais sereno de todos os que estão na cena política. Magalhães Pinto, sem muitos arroubos, redimiu os brasileiros da pecha de impotentes”.

Só não era a origem do PIG por ser uma continuação do jornalismo lacerdinha.

Nada mudou.

Só o meu espírito de final de ano.

Feliz 2013!

*

Para continuar em programa de assistência a deficientes intelectuais, famílias carentes mantêm analfabetismo dos filhos nos EU

The New York Times Nicholas D. Kristof
Em Jackson, Kentucky (EUA

  • Jonathan Palmer/The New York Times Courtney Trent (dir.), da Save the Children, realiza visitas domiciliares a mães carentes nos EUA, com o  propósito de ajudá-las a estimular as habilidades de que elas necessitam para desempenhar a tarefa de criar um filho. As visitas domiciliares se iniciam durante a gravidez e continuam até que a criança complete 3 anos de idade
  • Courtney Trent (dir.), da Save the Children, realiza visitas domiciliares a mães carentes nos EUA, com o propósito de ajudá-las a estimular as habilidades de que elas necessitam para desempenhar a tarefa de criar um filho. As visitas domiciliares se iniciam durante a gravidez e continuam até que a criança complete 3 anos de idade

Às vezes, a cara da pobreza nos Estados Unidos se apresenta dessa forma: pais da região montanhosa dos Apalaches retirando seus filhos das aulas de alfabetização. As mães e os pais dessa parte do país temem que, caso seus filhos aprendam a ler, eles terão uma probabilidade menor de se qualificar para receber o cheque mensal entregue àqueles que têm algum tipo de deficiência intelectual.

Muitas das pessoas que moram em casas móveis nas encostas locais são pobres e desesperadas, e o cheque mensal no valor de US$ 698 por criança, pago pelo programa de Renda Previdenciária Suplementar, representa uma ajuda e tanto – e esses pagamentos continuam sendo enviados às famílias até que a criança complete 18 anos.

“As crianças são retiradas do programa de alfabetização porque os pais podem perder o cheque caso elas continuem”, disse Billie Oaks, que dirige um programa de alfabetização em Breathitt County, região pobre do Estado norte-americano do Kentucky. “É de partir o coração”.

É doloroso para um liberal admitir isso, mas os conservadores têm razão quando sugerem que a rede de proteção social norte-americana pode ocasionalmente aprisionar as pessoas em uma dependência avassaladora. Nossos programas de combate à pobreza resgatam muitas pessoas da miséria, mas, às vezes, produzem efeitos negativos.

Alguns jovens dessa região não servem as forças armadas (que representam a rota de fuga tradicional para os norte-americanos pobres e residentes em áreas rurais), pois é mais fácil contar com os vales-alimentação e os pagamentos relacionados a deficiências.

Os programas de combate à pobreza também desestimulam o casamento: em um programa como o como o Renda Previdenciária Suplementar, cujo critério básico repousa sobre as condições financeiras dos beneficiários, uma mãe que esteja criando seu filho pode receber uma quantia maior do governo se não se casar com aquele cara trabalhador de quem ela gosta. No entanto, o casamento é uma das melhores saídas para reduzir a pobreza. Nas casas mantidas por casais, apenas uma criança em 10 cresce na pobreza, enquanto que, nas casas mantidas apenas pela mãe, quase a metade das crianças cresce na pobreza.

Mais angustiante ainda são os pais que acreditam que é melhor que a criança permaneça analfabeta, pois, assim, a família conseguirá reivindicar um cheque-deficiência todos os meses.

“Uma das maneiras de entrar para esse programa é ter problemas na escola”, observa Richard V. Burkhauser, economista da Universidade de Cornell, um dos autores de um livro sobre os programas de subsídio a deficientes lançado no ano passado. “Se você vai bem na escola, você ameaça a renda dos pais. É um incentivo terrível”.

Aproximadamente quatro décadas atrás, a maior parte das crianças abrangidas pelo programa de Renda Previdenciária Suplementar tinha graves deficiências físicas ou retardo mental, condições que dificultavam que seus pais se mantivessem empregados. E elas perfaziam cerca de 1% de todas as crianças pobres dos EUA. Mas, atualmente, 55% das deficiências que o programa abrange são incapacidades intelectuais um tanto indefinidas, que não chegam a configurar retardo mental e para as quais o diagnóstico é menos claro. Mais de 1,2 milhão de crianças norte-americanas – um total de 8% de todas as crianças de baixa renda – estão atualmente inscritas no programa de Renda Previdenciária Suplementar como deficientes, o que gera um custo anual de mais de US$ 9 bilhões.

É claro que isso é um fardo para os contribuintes, mas pode ser ainda pior para as crianças cujas famílias têm um interesse enorme em seu fracasso escolar. Essas crianças podem não se recuperar nunca mais: um estudo de 2009 descobriu que, quando completam 18 anos, quase dois terços dessas crianças fazem a transição para o programa de Renda Previdenciária Suplementar para adultos deficientes. Elas podem nunca chegar a ter um emprego durante toda a vida e estão condenadas a uma existência de pobreza patrocinada pelo seguro-desemprego – e esse é o resultado de um programa destinado a combater a pobreza.

Não há dúvida de que, para algumas famílias que têm crianças com graves deficiências, receber os cheques do programa Renda Previdenciária Suplementar é vital. Mas a conclusão é que não deveríamos tentar combater a pobreza com um programa que, às vezes, é usado para perpetuá-la.

Uma funcionária do distrito escolar local, Melanie Stevens, explica a situação da seguinte maneira: “O maior desafio que enfrentamos no papel de educadores é descobrir como conseguiremos quebrar essa dependência do governo. Na segunda série, eles têm um sonho. Na sétima série, eles têm um plano”.

Sempre há o perigo de tirarmos conclusões inflexíveis demais a respeito de um problema – o combate à pobreza – que é tão complexo quanto os próprios seres humanos. Eu não sou especialista em pobreza doméstica. Mas, para mim, uma lição empírica que se pode tirar dessa questão é a seguinte: apesar de precisarmos de redes de seguridade social, o foco deve se voltar para a geração de oportunidades – e, o que é ainda mais difícil, para a criação de um ambiente que faça com que as pessoas aproveitem as oportunidades que lhes são apresentadas.

Para tentar descobrir o que isso pode significar, eu acompanhei o trabalho da Save the Children, uma organização de assistência que, na cabeça da maioria de nós, atua apenas em países como Sudão ou Somália. Mas a Save the Children também atua para criar oportunidades aqui nos Estados Unidos, em lugares como a casa móvel de Britny Hurley – e a organização oferece um modelo daquilo que realmente funciona.

Hurley, 19, é amável e fala rapidamente com um forte sotaque das colinas, de maneira que, às vezes, eu tinha dificuldade para entendê-la. Hurley diz que ela foi estuprada por um membro de sua família quando tinha 12 anos, e que, em seguida, outro membro da família a apresentou aos narcóticos. Hurley diz que ficou viciada principalmente em analgésicos, que são amplamente traficados na região.

Dotada de uma inteligência afiada, Hurley já quis ser médica. Mas seus vícios e sua natureza rebelde fizeram com que ela fosse expulsa da escola durante o ensino fundamental. E, aos 16 anos, ela se envolveu com um namorado e logo teve um bebê.

No entanto, existem formas de quebrar esse ciclo. Isso é o que a Save the Children está fazendo na região: a organização trabalha com as crianças enquanto elas ainda são maleáveis, numa abordagem que deve funcionar como peça central do programa de combate à pobreza dos EUA. Quando a questão é pobreza, a resposta quase sempre está nas crianças.

A Save the Children treina membros da comunidade para que façam visitas domiciliares a mães em situação de risco, como Hurley, e para que ajudem a estimular as habilidades de que elas necessitam para desempenhar a tarefa mais difícil do mundo: a tarefa de criar um filho. Essas visitas domiciliares se iniciam durante a gravidez e continuam até que a criança complete 3 anos de idade.

Acompanhei Courtney Trent, 22, que é uma das coordenadoras do programa para a primeira infância, em suas visitas a várias casas. Ela incentiva as mães (e os pais, caso eles estejam por perto) a ler para as crianças, a contar histórias, a conversar com elas e a abraçá-las. Se os pais não sabem ler, Trent os estimula a virar as páginas de livros ilustrados e falar sobre o que estão vendo.

Em cada visita, Trent leva alguns livros – e traz de volta aqueles que havia deixado em sua visita anterior. Muitas das casas visitadas por ela não possuem nenhum livro infantil.

Ela se sentou no chão da sala de estar de Hurley, tirou um livro de sua bolsa e incentivou-a a ler para seu filho de 20 meses, Landon. Hurley disse que, quando ela era criança, ninguém nunca leu para ela. E afirmou que está determinada a mudar esse padrão.

“Eu só quero que ele vá para a escola”, disse ela a respeito de Landon. “Eu quero que ele vá para a faculdade e que saia deste lugar”. Hurley disse que não está mais usando drogas e que está trabalhando em tempo integral em uma lanchonete fast food da rede Wendy’s. Além disso, ela espera voltar para a escola e se formar enfermeira. Eu apostaria nela – e em Landon.

“Quando as crianças vêm até nós por meio desse programa e frequentam nossa escola, conseguimos perceber uma grande diferença”, disse Ron Combs, diretor da escola primária Lyndon B. Johnson, também localizada na região dos Apalaches. “Dessa forma, elas ficam realmente preparadas. Caso contrário, as crianças ficam tão atrasadas que têm dificuldade para se recuperar depois”.

“Quando elas estão no segundo ou no terceiro ano do ensino básico, já dá para ter uma boa ideia de quem vai abandonar a escola”, acrescentou ele.

Um grupo de professores estava na sala enquanto eu conversava com Combs, e todos eles concordaram com as afirmações do diretor. Wayne Sizemore, diretor de educação especial em Breathitt County, explica a situação dessa forma: “Quanto mais cedo nós conseguirmos atraí-los, melhor. É como construir o alicerce de uma casa”.

Eu não pretendo sugerir que os programas de combate à pobreza dos EUA são um fracasso total. Pelo contrário, eles estão fazendo uma diferença significativa. Hoje, quase todas as casas aqui da região montanhosa dos Apalaches têm energia elétrica e água corrente, e as pessoas não estão morrendo de fome.

O nosso sistema político criou uma rede de seguridade social especialmente sólida para os idosos, com foco na Previdência Social e no Medicare, pois os idosos votam. Essa rede de seguridade social fez baixar a taxa de pobreza entre os idosos de aproximadamente 35% em 1959 para menos de 9% hoje em dia.

Como as crianças não têm voz política, elas têm sido negligenciadas – e substituíram os idosos como o grupo etário mais pobre de nosso país. Hoje, 22% das crianças vivem abaixo da linha da pobreza.

Entre as famílias norte-americanas que hoje vivem na pobreza, oito de cada 10 têm ar condicionado e a maioria tem máquina de lavar e secadora. Quase todas as famílias têm fornos de micro-ondas. O que elas não têm é esperança. Dá para perceber isso aqui na cidade de Jackson, nas adolescentes que circulam pela ponte localizada sobre a bifurcação norte do rio Kentucky. Nesse local, elas tentam negociar seus corpos em troca de analgésicos ou metanfetaminas.

Um crescente conjunto de pesquisas realizadas com bastante rigor sugere que a estratégia mais eficaz para evitar esse tipo de situação é trabalhar desde cedo com as crianças e investir em sua educação – além de tentar estimular e apoiar o casamento. Aplausos ao prefeito Juliano Castro, de San Antonio, por ele ter apoiado uma iniciativa que se tornou referência: Castro determinou a adição de um oitavo de 1% ao imposto de consumo local para financiar um programa de pré-jardim de infância. Intervenções precoces não são uma bala de prata, e até mesmo programas que se mostram bem-sucedidos durante fases experimentais muitas vezes não funcionam quando ampliados para públicos maiores. Mas nós acabamos pagando pela pobreza de uma maneira ou de outra, e a educação precoce, adotada já na primeira infância, é muito mais barata do que o encarceramento de adultos. Eu espero que as negociações orçamentárias realizadas em Washington sejam capazes de nos oferecer uma oportunidade para retirar dinheiro do programa de Renda Previdenciária Suplementar e, em vez disso, investir em iniciativas de educação infantil. Uma das razões pelas quais as iniciativas anti-pobreza não avançam nos EUA é o fato de a questão ser simplesmente invisível.

“As pessoas não querem falar sobre a pobreza na América”, disse Mark Shriver, que gerencia os programas nacionais da Save the Children, enquanto percorríamos o estado do Kentucky. “Falamos mais sobre a pobreza na África do que sobre a pobreza na América”.

Na verdade, durante a campanha eleitoral de 2012, a questão da pobreza quase não foi mencionada. Um estudo realizado pela Fairness & Accuracy in Reporting, órgão de fiscalização liberal, conseguiu detectar discussões sérias a respeito da pobreza em apenas 0,2% das notícias de campanha.

Não existe uma solução mágica para a questão, e ajudar as pessoas é difícil. Uma mulher que conheci, Anastasia McCormick, me disse que seu carro de US$ 500 havia quebrado e que ela tinha de caminhar mais de 6 km para ir e voltar do trabalho em uma pizzaria. E essas caminhadas vão ficar cada vez mais difíceis, pois ela está grávida de gêmeos que devem nascer em abril.

Em algum momento da gravidez, McCormick não será capaz de manter seu emprego e, então, terá dificuldade para pagar suas contas. Ela alugou uma máquina de lavar roupa e uma secadora, mas está com os pagamentos atrasados e, por isso, os aparelhos poderão ser retirados de sua casa em breve. “Eu recebi um aviso de que eles vão cortar o fornecimento de energia elétrica para a minha casa”, acrescentou ele, “mas, quando isso acontece, eles dão um mês para que a gente pague a conta”. A vida dela é assim, uma montanha-russa que foi construída, em parte, por ela mesma.

Eu não quero descartar ninguém, mas admito que os esforços para ajudar McCormick podem ter um resultado não muito claro. E quanto aos gêmeos que ela está esperando? Há tempo para transformar a vida deles, e eles – assim como milhões de crianças como eles – devem ser uma prioridade nacional. Eles são pequenos demais para fracassar.

27/12/2012

Vá entender

Filed under: Colonista,Grupos Mafiomidiáticos,Incompetente,Isto é PSDB!,Oposição — Gilmar Crestani @ 8:57 am

O colonista da Folha encerra com chave de ouro dizendo assumindo a “profunda incompetência da oposição”. Falta justificar porque, sendo profundamente incompetente, ainda assim os grupos mafiomidiáticos se a$$oCIAm à oposição. Será que eles não gostam de pessoas e governos competentes. Isto atrapalharia os planos de quem quer mandar mesmo não estando no governo? É uma confissão estarrecedora, mas totalmente coerente.

VALDO CRUZ

Dez anos, êxitos e autocrítica

BRASÍLIA – O PT completa, neste final de 2012, dez anos no poder -oito de Lula e dois de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto.

Período de avanços inegáveis, especialmente na área social, com redução das desigualdades e emersão de nova classe média. Além da manutenção da estabilidade econômica, que muita gente achava que o PT jogaria pelos ares.

Mas também foi um período em que o partido revelou-se mais do que igual aos demais, loteando o governo entre amigos e aliados e com filiados flagrados em casos de corrupção.

Para que os petistas não digam que somos injustos, fiquemos com as palavras de um deles. Em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, o ministro Gilberto Carvalho listou êxitos sociais e econômicos do petismo, mas não deixou de fazer uma sincera autocrítica sobre o PT no poder.

"É muito doloroso para nós vermos companheiros nossos que foram se enriquecendo ao longo desses anos", disse o ministro de Dilma e amigo de Lula. Declaração grave vinda de assessor tão próximo do poder. Só faltou citar os nomes dos companheiros -o que, convenhamos, seria sinceridade demais.

Para ele, petistas foram tomados pela "vaidade" e pela "arrogância". Reconheceu ainda que houve, de fato, casos de corrupção. A diferença, diz, é que houve punição.

Gilberto foi além. Admitiu falhas na ocupação de cargos públicos no período petista. Citou o caso das agências reguladoras. "Houve um critério de baixa exigência [nas indicações], falhou o filtro."

A despeito dos erros e falhas do PT nesta década, que não foram poucos, o governo Dilma segue muito bem avaliado. E as pesquisas apontam a própria Dilma e o ex-presidente Lula como os dois candidatos mais fortes para a sucessão de 2014.

Sinal de que, no balanço de perdas e ganhos, a população ainda enxerga mais pontos positivos do que negativos no PT. E de profunda incompetência da oposição.

06/12/2012

Apagão mental, é a história se repetindo como farsa

Filed under: Colonista,Folha de São Paulo,Isto é PSDB!,Santiago — Gilmar Crestani @ 7:40 am

A Folha de São Paulo escalou todos os seus colonistas para defenderem o apagão mental do PDSB. Como se vê, aquela declaração do FHC exortando PSDB para “escutar o povo” deve ser ao melhor estilo PCC, com uma arma na mão.

VALDO CRUZ

Curto-circuito eleitoral

BRASÍLIA – Os insensíveis tucanos não toparam ajudar o governo a reduzir o valor das tarifas de energia elétrica e serão expostos em praça pública como inimigos dos interesses da indústria brasileira e dos consumidores residenciais.

Foi mais ou menos esse, numa leitura livre, o recado transmitido ontem pela presidente Dilma a uma plateia de empresários ao dizer que irá, sim, bancar a promessa de cortar em 20,2% as tarifas de energia.

No dia anterior, devido à recusa de empresas elétricas dos governos tucanos de São Paulo, Minas e Paraná de aderir a seu programa no setor elétrico, Dilma Rousseff havia conseguido uma redução menor, de 16,7% no ano que vem.

O discurso dilmista mostra que o Palácio do Planalto vai explorar politicamente o tema, transformando-o no primeiro embate da disputa presidencial de 2014.

A curto prazo, o vento sopra a favor do Planalto e contra os tucanos. Cortar o valor da conta de luz é pop e faz todo sentido econômico. Não por outro motivo, Dilma foi muito aplaudida quando tocou no assunto. A médio prazo, vai depender de o plano palaciano dar ou não certo.

O PSDB diz que o governo, ao forçar um corte elevado das tarifas em troca da renovação das concessões de usinas hidrelétricas, vai comprometer a capacidade de investimentos das empresas e afugentar investidores com seu intervencionismo.

Isso vai gerar, alegam os tucanos, um sistema elétrico ineficiente, com riscos de apagões constantes no futuro. Aqui e ali, analistas concordam com tal ponto de vista.

Dilma, porém, não admite rediscutir seu programa e confia na sua viabilidade. A decisão das elétricas tucanas levanta dúvidas a respeito. Afinal, ninguém abre mão de um negócio só por questões políticas.

Enfim, criou-se o primeiro curto-circuito eleitoral, com troca de faíscas entre Dilma e o potencial candidato tucano Aécio Neves. Alguém sairá tostado dessa refrega.

30/11/2012

O Colonista

Filed under: Colonista,Folha de São Paulo,Santiago — Gilmar Crestani @ 7:49 am

O colonista da Folha de São Paulo confirma declaração da chefe, Judith Brito: “estamos programados para procurar as más notícias”. Desde que seja contra Lula e PT, claro, porque do PSDB/DEM, só depois que a casa cai e ainda assim são capazes de botarem a culpa em Lula. É uma revelação que não nos surpreende, vindo de um funcionário dos membros do Instituto Millenium, mas que confirma, textualmente, o que sempre dissemos: os funcionários dos grupos mafiomidiáticos são programados pelos patrões.

HÉLIO SCHWARTSMAN

As más notícias

SÃO PAULO – Em sua coluna do último domingo, a ombudsman Suzana Singer sugere que o jornal deveria destacar mais as boas notícias. Em princípio, concordo, mas me pergunto até que ponto é possível fazê-lo sem ir contra a natureza humana.

O problema é que fomos desenhados para ser otimistas locais e pessimistas globais, na feliz expressão de Peter Diamandis. Em relação a nós mesmos, objeto sobre o qual exercemos certo controle, é útil nutrir autoconfiança. Se eu imaginar que consigo pular o fosso tenho mais chance de ter sucesso do que se achar logo de saída que fracassarei. Somos descendentes diretos das pessoas que acreditavam em si próprias. Não é coincidência que 98% dos americanos julguem dirigir melhor do que a média dos compatriotas.

As coisas são mais sombrias em relação àquilo que não controlamos, isto é, a quase tudo no mundo. Aqui, a estratégia mais eficaz é esperar sempre o pior cenário. Se eu estiver errado, fiz o papel de bobo, mas, se estiver certo, aumentei minhas chances de sobrevivência. Ao longo do passado darwiniano, aqueles que não saíam em disparada ao ouvir um estalido no meio do mato não deixaram descendentes.

Hoje em dia, já não dependemos tanto de reações rápidas para continuar vivos, mas os mecanismos cerebrais que nos fazem monitorar possíveis ameaças e imaginar o pior seguem firmes e atuantes. Destacam-se aqui as amígdalas, estruturas localizadas nos lobos temporais associadas à memória e ao aprendizado emocionais, notadamente o medo.

Sem muitos perigos silvestres para vigiar, as amígdalas se voltam para o que estiver a seu alcance. E, num contexto em que centenas, talvez milhares de notícias disputam diuturnamente nossa atenção, são justamente aquelas que despertam nossos instintos de defesa -isto é, as negativas- que acabam vencendo.

Basicamente, estamos programados para procurar as más notícias.

helio@uol.com.br

22/11/2012

Pronto, descobriu!

Filed under: Canalhas,Colonista,Joaquim Barbosa,Jornalismo,Ricardo Noblat — Gilmar Crestani @ 11:19 pm

Não é jornalista que é canalha. Canalha é aquele que se acha jornalista só porque usa o crachá que o patrão deu com a condição de… ser canalha! Será que o Joaquim Barbosa que pensava que os colonistas da Globo seriam honestos? E por que seriam, se para lá estarem esta é uma não-condição? Barbosa serviu de capitão-de-mato e agora está sendo chutado. É seu Joaquim, não conhece aquele ditado: diga-me com quem andas e eu direi quem és?! Estes eram os seus parceiros na cobertura do julgamento da Ação 470.

"Canalhas!" É Joaquim, falando de jornalistas

:

Horas depois da cerimônia histórica, que festejou o primeiro negro no comando do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa voltou a ser Joaquim Barbosa. E explodiu quando soube que um comentário seu feito em off a alguns jornalistas foi publicado pelo blog de Ricardo Noblat; chefe do Judiciário estaria fora de controle?

22 de Novembro de 2012 às 22:02

247 – Um novo Joaquim Barbosa, agora presidente do Supremo Tribunal Federal, parecia estar emergindo nos últimos dias. Mais calmo, tolerante e aberto a eventuais questionamentos de seus próprios colegas e da sociedade. Vã ilusão. Nesta quinta-feira, dia de sua posse no comando da suprema corte, ele explodiu, mais uma vez, ao saber do vazamento de um comentário que fizera em off a alguns jornalistas. "Canalhas", disse o presidente da suprema corte, referindo-se aos profissionais da imprensa. Será que ele está fora de controle?

Leia na coluna de Ricardo Noblat:

‘Canalhas’, queixa-se Joaquim Barbosa dos jornalistas

Depois de ler neste blog a nota "Para o ministro Jaquim Barbosa, pergunta tem cor", o novo presidente do Supremo Tribunal Federal desabafou irritado em conversa com amigos:

– Canalhas.

Referia-se aos jornalistas com os quais conversara em "off". Detestou o vazamento da conversa.

Joaquim costuma ser antipático com jornalistas, embora seja paparicado por eles.

Quando se digna a dizer alguma coisa aos que cobrem rotineiramente as atividades do tribunal, quase sempre se despede com a advertência:

– É "off".

Quer dizer: se publicarem o que ele disse não podem lhe atribuir nada.

Dessa vez não foi assim.

Em outro post, Noblat elogiou o comportamento de Ricardo Lewandowski, que, curiosamente, foi alvo de ataques abaixo da cintura nos últimos meses:

Leia:

Lewandowski convida os rejeitados por Joaquim

O ministro Joaquim Barbosa riscou da sua lista de convidados os jornalistas que costumam cobrir as atividades do Supremo Tribunal Federal.

Não quis tê-los em sua posse, esta tarde. Muito menos na festa que três associações de magistrados lhe oferecem neste momento no Espaço Porto Vitória.

Os jornalistas foram se queixar ao ministro Ricardo Lewandoswki, que assumiu a vice-presidência do tribunal e que, como Joaquim, está sendo festejado pelos magistrados.

Lewandowski convidou os rejeitados por Joaquim.

Logo Lewandowski, o saco de pancadas de estimação dos jornalistas.

"Canalhas!" É Joaquim, falando de jornalistas | Brasil 24/7

09/10/2012

Mequetrefes de alguel

Filed under: Colonista,Eliane Cantanhêde,Reinaldo Azevedo — Gilmar Crestani @ 9:58 pm

 

Joaquim Barbosa não mudou. Mudaram os lacerdinhas da mídia em relação a ele, guindado a herói nacional

Postado por Juremir em 9 de outubro de 2012Política

Joaquim Barbosa não mudou.

Conversa a coerência, que sempre incomodou a mídia lacerdinha, de quando acusou Gilmar Mendes de ter capangas, de quando se pronunciou sobre as cotas raciais e de que se posicionou sobre a questão da extradição do italiano Cesare Battisti.

Na época, Reinaldo Azevedo, o lacerdinha mais lacerdinha da atualidade, não o perdoava.

“Por cinco a quatro, os ministros do Supremo decidiram dar continuidade ao julgamento sobre o processo de extradição de Cesare Battisti. Eros Grau já antecipou seu voto em favor da simples extinção do processo. O ministro Joaquim Barbosa pediu para antecipar o voto “por razões de saúde” — aquela coluna dele, vocês sabem… Acusou a “arrogância” da Itália. Foi além: diz que o embaixador da Itália lhe pediu audiência, e isso, segundo diz, caracteriza a arrogância do que chamou de “potência estrangeira”. O valente se tem em tão alta conta, que lhe pedir uma simples audiência já caracteriza uma espécie de ofensa. Num despropósito que me parece escandaloso, Joaquim Barbosa perguntou se o Brasil teria o direito de contestar, por exemplo, a política migratória da Itália, lembrando os famélicos que se lançam ao mar etc. De que diabos ele falava? De nada! Estava apenas praticando baixo proselitismo. O ministro falou em nome de uma espécie de pátria ofendida contra uma “potência estrangeira” — que é como ele insistiu em chamar a Itália. Até parece que foram os italianos que atacaram o Judiciário brasileiro. Não! Aconteceu o contrário! Foi Tarso Genro quem atacou a Justiça Italiana. O fato que fica mais claro, a cada dia, é que Barbosa é fraco. Muito fraco. Estou começando a concluir que o Supremo ganha quando ele tem dor na coluna. Quanto mais ele fala, mais absurda se torna a sua fala. Diz que o fato de a Itália ter recorrido da extradição daria a qualquer país o direito de recorrer de decisões soberanas tomadas pelo Brasil.”

Na questão das cotas, Reinaldo Lacerdinha Azevedo voltou a atacar o ministro:

“Joaquim Barbosa não parece ter muita paciência com aqueles de quem diverge. Ou as pessoas estão do lado do Bem — e concordam com Joaquim Barbosa — ou estão do lado do Mal e se dedicam apenas à defesa dos seus interesses mesquinhos. Não estamos falando de um daqueles tribunais que se simulam muitas vezes em escolas de ensino fundamental e médio. Estamos falando do Supremo Tribunal Federal. É surrealista! Qualquer ministro branco que eventualmente se opusesse às cotas, então, estaria, segundo Barbosa, defendendo um interesse pessoal. Já Barbosa, negro e pró-cotas, só tem esse pensamento porque é um amigo da humanidade. O Bem de um lado, o Mal de outro.

Conviva sem reação com esses absurdos retóricos e argumentativos quem quiser. Eu não convivo. E não venham com a história de que Barbosa disse ou quis dizer outra coisa. Está tudo gravado. Está lá. Ele disse e quis dizer o que disse”.

O fraco tornou-se milagrosamente forte.

Passou a ser aceito com representante do bem contra o mal.

O argumento da defesa de interesse pessoal, por discordância, agora recai sobre Ricardo Lewandowski.

O Bem de um lado, o Mal do outro.

Reinaldo Azevedo, agora, durante o julgamento do mensalão, descobriu, enfim, qualidades em Joaquim Barbosa:

“A VEJA desta semana traz na capa a imagem de um menino negro, de olhar severo e altivo. É Joaquim Barbosa, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal, aos 14 anos. Num país acostumado à impunidade, ao “isso não vai dar em nada”, ele se tornou uma justa referência. Segue trecho da reportagem de Hugo Marques e Laura Diniz. Lula estava certo: um ex-garoto pobre viria a simbolizar a esperança, e falta muito para que cheguemos lá, do fim da impunidade no Brasil. A mãe de Joaquim Barbosa, leitor amigo, a exemplo da sua e da minha, também “nasceu analfabeta”. Acabou dando à luz um futuro ministro do Supremo, obcecado pela leitura e pelo estudo, não um Messias de araque…

O ódio idelológico compromete qualquer argumentação.

*

Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S. Paulo, costuma ser mais comedida.

Mesmo assim, tem seus momentos lacerdinhas.

Sobre Joaquim Barbosa, quando da briga do ministro com o colega Gilmar Mendes, ela falou assim:

“Nunca antes neste país se viram ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) tão loquazes, muito menos trocando desaforos ao vivo. O fato é que a formalidade do tribunal e das próprias togas não combinou com o palavreado do ministro Joaquim Barbosa em plena sessão transmitida pela TV

Barbosa disse que Gilmar tinha capangas e estava “destruindo a credibilidade da Justiça brasileira”.

Eliane ficou chocada e não conteve a sua indignação com tamanho destempero: “Barbosa mais parecia o delegado Protógenes do que um magistrado da alta corte em uma sessão pública. Em bom português, isso é o fim da picada”.

O tom, nestes novos tempos, é outro.

Eliane adota agora o tom de novela de televisão:

” A semana que antecede as eleições é de Joaquim Barbosa, o menino negro do interior, filho de pedreiro, que se formou em direito, fez mestrado e doutorado nas melhores universidades, estudou línguas e está bagunçando o coreto do Supremo Tribunal Federal justamente no chamado “julgamento do século”. Ao nomeá-lo, Lula escreveu certo por linhas tortas. Dizem que está arrependidíssimo. Joaquim é ministro de amor e ódio, de ame-o ou deixe-o. Adorado pela opinião pública –sobretudo em Brasília, onde continua sendo o “Joca” dos tempos de UnB–, é odiado por petistas de cúpula e de base, mexendo com a solenidade fria do STF e com as emoções quentes dos colegas. Especialmente dos mercuriais”.

O que era linguajar indigno da corte tornou-se capacidade de mexer com a “solenidade fria do STF”.

Aquilo que maculava o ritual, virou virtude. As dores da coluna, que, segundo Reinaldo Azevedo, salvavam, por vezes, o STF das decisões de Barbosa, transformaram-se em sinais da coragem de um mártir, de um abnegado, de um salvador da pátria:

“Respaldado pela toga, justificado pelas dores de coluna, perdoado pelas origens e exposto pelas transmissões ao vivo, ele bateu boca e trocou adjetivos nada polidos com Gilmar Mendes (em outros julgamentos), com o revisor Lewandowski (virou uma guerra) e com o polemista Marco Aurélio (que ultrapassou limites, ao ver perigo na ascensão de Joaquim à presidência, em novembro)”.

O que era “o fim da picada” passou a ser apenas uma troca de “adjetivos nada polidos”, algo “perdoado pelas origens”.

O homem que mais parecia o “delegado Protógenes” passou a ser um um exemplo de neutralidade:

“Veja que a escolha de “adversários” por Joaquim não é ideológica nem partidária –é improvável que, na cabine indevassável, Gilmar e Lewandowski depositem o mesmo voto. Talvez seja mais por excesso de convicções e seu desdobramento quase natural: o voluntarismo. Pois será justamente Joaquim quem estará dissecando as entranhas do governo Lula e do PT nesta semana. Enquanto Lula e Dilma estiverem nos palanques e no horário nobre falando maravilhas de Haddad, Joaquim gastará tardes inteiras para contar os podres de José Dirceu e do partido do candidato. Guerra de audiências como nunca se viu”.

Barbosa não mudou.

Ainda bem.

A mídia lacerdinha é que muda de acorda com as conveniências.

Ou seja, também não mudou.

Salvo em relação a Joaquim Barbosa.

O “fraco, muito fraco” virou forte, muito forte.

Como sempre fora.

Juremir Machado da Silva – Blogs – Correio do Povo | O portal de notícias dos gaúchos

Desejo e ódio dos capangas na mídia não se traduziu em realidade

Filed under: Ódio de Classe,Colonista,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 8:15 am

 

Folha confessa: PSDB saiu fragilizado

Por Altamiro Borges

O jornalista Fernando Rodrigues, da Folha, não morre de amores pelas forças de esquerda. Muito pelo contrário. Mas ele tem o mérito de mexer com números, tabelas, dados concretos. Quando expõe o resultado destes estudos, sem partidarizar os seus textos, ele ajuda na complexão da realidade. Com base nestas pesquisas, ele hoje concluiu que o PT e o PSB foram os vencedores do primeiro turno das eleições municipais e que o PSDB saiu do pleito fragilizado. Vale conferir o seu "balanço preliminar":

*****

O PT e o PSB saem mais fortes das eleições municipais. Embora menor em tamanho, e até por isso conseguiu avançar mais, o PSB teve mais sucesso do que o PT.

O PSDB está mais frágil. Poderá minimizar esse fato com vitórias em disputas de segundo turno para as quais a legenda se qualificou – sobretudo em São Paulo.

Partidos que perderam em tamanho e devem fazer uma autocrítica: PMDB, PP, PDT, PTB e DEM. O Democratas é o que enfrenta a maior crise, pois perdeu mais de 200 prefeituras e quase 5 milhões de votos se comparado ao que obteve em 2008.

*****

O festival de besteiras dos "calunistas"

A conclusão de Fernando Rodrigues deveria servir de reflexão – ou de internação – para alguns outros “calunistas” da mídia, metidos a especialistas em política e eleições. Eles apostaram na derrota do PT e das esquerdas e no ressurgimento da direita nativa. Sem adotar o receita de FHC, a que tanto bajulam e veneram, eles não deviam esquecer as besteiras que escreveram durante a campanha. O blog do jornalista Luis Nassif ajudou neste esforço ao listar as previsões – ou torcida – destes “formadores de opinião”. Cito alguns delas:  

*****

1. Dora Kramer (Estadão – 4/10)

a) Citando "outros".

Lula não é mais aquele, sua liderança se esvai e sua influência míngua, constatam analistas, cientistas, especialistas em geral.

b) Opinando.

Verdade que ele [Lula] não inspira o mesmo entusiasmo entre os que até outro dia o consideravam um oráculo nem provoca o mesmo temor entre aqueles que, na oposição, evitavam enfrentá-lo. No ambiente dos políticos e partidos aliados tampouco priva da reverência de antes.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-posse-da-caneta-,939921,0.htm

2. Merval Pereira (7/10)

A “mais complicada” eleição paulistana pode acabar deixando de fora da disputa Fernando Haddad, o candidato que o ex-presidente tirou do bolso de seu colete, outrora considerado milagreiro. Terá sido a primeira vez em que o PT não disputará o segundo turno na capital paulista, derrota capaz de quebrar o encanto que se criou em torno das qualidades quase mágicas do líder operário tornado presidente.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/10/07/fragmentada-complicada-por-merval-pereira-469039.asp

3. Ricardo Noblat (27/9)

Enquete: Pesquisas mostram PT fraco nas capitais. Aponte o motivo

http://oglobo2.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/27/nova-enquete-pesquisas-mostram-pt-fraco-nas-capitais-aponte-motivo-467125.asp

4. Editorial do "Estado de S. Paulo": Lula está definhando? (30/9)

http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/09/plula-esta-definhando-editorial-o.html

5. João Ubaldo Ribeiro (30/9)

Ele [Lula] insistirá e talvez ainda o vejamos perder outra eleição em São Paulo. Não a do Haddad, que aparentemente já perdeu. Mas a dele mesmo, depois que o mundo der mais algumas voltas e ele quiser iniciar uma jornada de volta ao topo, com esse fito candidatando-se à prefeitura de São Paulo.

http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/09/a-hora-da-saideira-joao-ubaldo-ribeiro.html

6. Fernando Gabeira (28/9)

Ao longo de minhas viagens observei que o mensalão não havia afetado as eleições municipais. Mas o processo está em curso. Algumas cidades já estão afetadas, como São Paulo e Curitiba. Nesta ocorre algo bastante irônico: o candidato Gustavo Fruet (PDT) é acusado de ter o apoio do PT e por isso perde votos. Fruet foi um dos deputados que investigaram o mensalão na CPI dos Correios.

http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/09/o-pt-na-hora-do-lobo-fernando-gabeira.html

7. José Roberto de Toledo – Consumismo, mensalão e voto (24/9)

Um resultado possível a sair das urnas é o PT, desgastado pelas condenações do mensalão, perder espaço nas capitais mas crescer no interior. Será mais um passo para virar o novo PMDB.

http://blogs.estadao.com.br/vox-publica/2012/09/24/consumismo-mensalao-e-voto/

8. Rogério Gentile (20//9)

O julgamento no STF tem afetado Haddad, que está com um desempenho inferior ao tradicional do PT.Uma eventual condenação de José Dirceu pode agravar sua situação, por mais que ele tente se desvincular do colega de partido.

http://arquivoetc.blogspot.com.br/2012/09/russomanno-e-erundina-rogerio-gentile.html

9. Cláudio Humberto (22/8)

SÓ NO TRANCO

Apadrinhado de Lula, Haddad esperava atropelar Serra com a entrada da presidente Dilma e de Marta Suplicy na campanha. Deu chabu.

http://avaranda.blogspot.com.br/2012/09/claudio-humberto_22.html

10. Marco Antonio Villa (7/10)

O grande perdedor é o Lula. Até agora, ele fracassou em suas principais movimentações. Se a candidata fosse Marta Suplicy em São Paulo, ela estaria no segundo turno.

http://www.marcovilla.com.br/2012/10/o-grande-perdedor-e-lula.html

11. Tuíte da revista "Veja" (7/10)

@VEJA: Derrocada do PT e disputas acirradas marcam eleições

Altamiro Borges: Folha confessa: PSDB saiu fragilizado

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