Ficha Corrida

20/09/2014

Diga-me com quem andas e direi quem és, Pedro Simon!

Filed under: 171,Ética,Clésio Andrade,Dentadura,Marcelo Miranda,Pedro Simon,PMDB — Gilmar Crestani @ 8:49 am
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Pedro Simon boca de ouroTodo dia um colega do Senador da dentadura reluzente é pego em alguma falcatrua. Não é por acaso que o chefe do Pedro Simon tenha merecido um livro chamado Honoráveis Bandidos. Ontem foi a informação de que o correligionário de Pedro Simon e candidato ao governo de Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB/TO), foi pego um avião com R$ 500 mil e santinhos do candidato.

Pedro Simon está sempre de dedo em riste para apontar a sujeira dos outros por puro diversionismo. A cortina de fumaça, especialidade do Simon, serve apenas para desviar a atenção de todos seus próximos, para que possam agir tranquilamente. Foi assim com Eliseu Padilha Rima Rica, com Antonio Britto, com Yeda Crusius, com Ana Amélia Lemos, com José Sarney, com Renan Calheiros. Por que Simon nunca diz nada a respeito das falcatruas do seus correligionários do PMDB?

Por que, simplesmente, se sente muito bem na companhia deles. Tua vez vai chegar, Pedro Simon! Depende só do povo gaúcho de deixar de ser sua manada.

 

Ex-senador do PMDB é suspeito de comandar desvios em entidades

Esquema movimentou R$ 20 mi, diz polícia

Operação no DF investiga suspeita de fraude em duas entidades de apoio a trabalhadores do setor de transportes

Policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG)

MATHEUS LEITÃODE BRASÍLIA

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou nesta sexta (19) a Operação São Cristovão, que investiga suposto esquema de desvio de ao menos R$ 20 milhões do Sest (Serviço Social do Transporte) e Senat (Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte), entidades sem fins lucrativos de apoio a trabalhadores do setor de transportes.

Entre os suspeitos de envolvimento nas fraudes está o ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG), que prestou depoimento em Minas Gerais. Não havia mandado de prisão para ele, mas os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão em sua casa.

"Existe uma clara divisão de tarefas [no esquema] e, ao que tudo indica, comandada [pelo] ex-senador da República [Clésio]", afirmou Luiz Fernando Costa de Araújo, chefe adjunto da Deco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado).

O delegado chefe da Deco, Fábio Santos de Souza, explicou que a suspeita de sua participação no esquema veio "quando analisamos um documento fraudado encaminhado por ele à polícia para justificar gratificações pagas". A Folha não conseguiu contato com o advogado de Clésio, nem com os diretores das entidades citadas.

Em segredo de justiça, a investigação do Sest/Senat foi realizada em parceria com o Ministério Público do DF, de Minas Gerais e da CGU (Controladoria-Geral da União). Quatro pessoas foram presas e outros 24 envolvidos prestaram depoimentos de forma coercitiva no DF e em Minas.

Segundo a investigação, a qual a Folha teve acesso, os envolvidos são acusados de peculato, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Os desvios milionários aconteciam após a contratação de prestadores de serviço de fachada, ligadas aos investigados.

Nas investigações, a CGU também apontou remunerações superiores as declaradas à Receita Federal e pagamentos milionários para trabalhadores autônomos, parentes dos investigados.

A secretária da diretoria executiva do Sest/Senat, Andressa Passos, foragida até o fechamento desta edição, exemplifica um desses casos, segundo a polícia. Sua mãe, Elmira Passos, recebeu R$ 428 mil e sua irmã, Valesca Passos, R$ 590 mil por "serviços autônomos".

Em depoimentos ontem à Polícia, Elmira e Valesca afirmaram que nunca prestaram serviço e não sabiam da existência dinheiro.

No total, foram apreendidos na casa dos acusados R$ 1,4 milhões em espécie, R$ 500 mil em moeda estrangeira, 18 carros de luxo e 1,5 milhão em joias.

O Sest e o Senat foram criados em 1993 para apoiar trabalhadores do setor de transporte com orçamento de R$ 1 bilhão. Desde então, são administradas pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), comandada por Clésio até abril deste ano.

Clésio foi vice do presidenciável Aécio Neves no primeiro mandato do governo do tucano em Minas Gerais, entre 2003 e 2006. Atualmente, ele apoia o governo Dilma.

O ex-senador foi acusado de participar do mensalão tucano. Ex-sócio da SMPB e do publicitário Marcos Valério, ele responde pelos crimes de peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro em desvio para o financiamento da campanha de Eduardo Azeredo, de quem foi candidato a vice em 1998.

17/07/2014

Entenda porque Joaquim Barbosa adiou sua aposentadoria…

Joaquim Barbosa pediu adiamento à sua aposentadoria para resolver as últimas providências de livrar o PSDB dos últimos entraves judiciais. Além de ter postergado o julgamento de fatos que antecederam os da Ação 470, Joaquim Barbosa viveu um compadrio com o PSDB, Aécio, Rede Globo, com quem mantém relações umbilicais.

PSDB e MidiaEDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Nova manobra tucana

É difícil deixar de ver na renúncia do senador Clésio Andrade (PMDB-MG), réu do chamado mensalão tucano, um artifício para postergar a conclusão do julgamento do caso, em tramitação no Supremo Tribunal Federal.

Embora tenha alegado problemas de saúde, Clésio repetiu a estratégia adotada pelo ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que abdicou de seu mandato em fevereiro. Abandonando a função, deixam de figurar na lista de autoridades que, segundo a Constituição, devem ser julgadas pelo STF.

O objetivo é transferir o processo para a primeira instância da Justiça, onde o amplo repertório de recursos permite que a análise do caso se estenda. Faz parte desse cálculo a expectativa de eventual prescrição dos crimes.

Empresário do ramo de transporte, Clésio Andrade, à época filiado ao PFL (atual DEM), foi vice-governador mineiro de 2003 a 2006, durante mandato de Aécio Neves, atual candidato tucano à Presidência da República.

Ainda na década de 1990, tornou-se sócio, em agências de publicidade, de Marcos Valério –que viria a ser condenado por participar do esquema de corrupção petista.

Essa associação tornou-se peça central da engrenagem do mensalão tucano, que, segundo a Procuradoria-Geral da República, envolveu empréstimos fraudulentos, lavagem de dinheiro e desvio de verbas estatais com vistas a financiar a campanha de Eduardo Azeredo ao governo de Minas, em 1998.

Por tais razões, o escândalo mineiro é considerado precursor, em menores proporções e valores, do petista –e mesmo assim não teve um desfecho. Tudo leva a crer que o desenlace ainda demorará.

Quando Azeredo renunciou, o STF, embora estivesse prestes a julgá-lo, remeteu os autos do tucano à primeira instância. Num episódio também recente, mas anterior, a corte decidiu de forma diversa, com o que Natan Donadon (ex-PMDB-RO) logo foi condenado.

Quanto a Clésio Andrade, o mais provável é que seu caso vá parar na Justiça mineira. Logo ele, que começou a ser julgado em Minas e viu seu processo ser transferido para o Supremo depois de assumir a vaga de senador como suplente de Eliseu Resende (DEM-MG), morto em 2011.

Sem um critério objetivo para se balizar nessas circunstâncias, o STF estimula manobras como a de Azeredo e Clésio; ao permitir o vaivém procrastinador, encoraja enunciados segundo os quais o Judiciário não atua, no mensalão tucano, com a mesma diligência demonstrada no esquema petista.

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