Ficha Corrida

16/06/2013

Trabalho escravo enriqueceu Civita

Filed under: Civita,Elio Gaspari — Gilmar Crestani @ 11:24 am
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Jacob Gorender traduzia filósofos alemães numa cela do presídio Tiradentes e Pedro Paulo publicava seu trabalho com o nome da mulher, Idealina.” Sobe quanto os gênios perseguidos receberam e quanto a Abril faturou nenhuma palavra…

ELIO GASPARI

A página esquecida da cultura brasileira

Jacob Gorender, no presídio, traduzia filósofos alemães para um maluco chamado Victor Civita

Morreu Jacob Gorender, tendo deixado seu magnífico "Combate nas Trevas", em que conta as ilusões armadas da esquerda brasileira nos anos 70. Com ele foi-se um pedaço da memória da usina de livros e fascículos da editora Abril, produto da visão empresarial de Victor Civita.

"Seu" Victor achava que a história segundo a qual brasileiro não lê era uma lenda e decidiu lançar uma coleção intitulada "Gênios da Literatura Universal". A cada semana, punha nas bancas de jornais um grande romance, acompanhado por um fascículo com a vida do autor. Começou com Irmãos Karamazov, anunciando que a série teria 50 volumes. Deram-no por doido, pois se o primeiro livro vendesse menos de 50 mil exemplares a coleção iria a pique. Ele informou: "Vocês são contra, mas eu tenho 51% das ações e isso será feito". Dostoiévski vendeu 270 mil exemplares. Seguiram-se os "Gênios da Literatura Brasileira", os "Economistas" e os "Pensadores". Platão vendeu 250 mil exemplares. As coleções da Abril levaram para as bancas de jornais cerca de 12 milhões de livros e ela tornou-se a maior editora de livros de filosofia do mundo.

Nesse empreendimento estiveram o diretor da operação, Pedro Paulo Poppovic, e a rede de intelectuais por ele mobilizada. Nela havia 300 professores que a ditadura deixara sem trabalho. Jacob Gorender traduzia filósofos alemães numa cela do presídio Tiradentes e Pedro Paulo publicava seu trabalho com o nome da mulher, Idealina. Libertado, tornou-se funcionário da Abril Cultural, trabalhando ao lado de uma jovem que gostava de teatro, chamada Maria Adelaide Amaral. A coleção dos pensadores foi dirigida pelos filósofos José Américo Motta Pessanha (posto para fora da UFRJ), com o apoio de José Arthur Giannotti (cassado pela USP). A redação dos fascículos era dirigida por Ari Coelho, professor de química expulso da Universidade de Brasília.

Poppovic calcula que a polícia visitou a Abril Cultural em pelo menos quinze ocasiões. Em alguns casos os redatores valiam-se de uma rota de fuga. Ele lembra que em nenhum momento Civita perguntou-lhe quem trabalhava lá, nem o que a polícia queria.

Um dia alguém resgatará a história do maior empreendimento cultural ocorrido durante a ditadura, com o mais absoluto sucesso.

16/05/2013

Vou rezar para Lúcifer recebe-lo bem

Filed under: Civita,Golpismo,Grupos Mafiomidiáticos,Roberto Civita — Gilmar Crestani @ 9:58 pm
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Agrava-se estado de saúde de Roberto Civita

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Presidente afastado do Conselho de Administração do Grupo Abril tem piora em seu quadro de saúde; Roberto Civita está internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sob regime de divulgação restrita de informações; editores da revista Veja se reuniram na tarde de hoje para discutir o modo mais adequado de transmitir as notícias a respeito do quadro clínico do empresário

16 de Maio de 2013 às 17:37

247 – O estado de saúde do empresário Roberto Civita, de 76 anos, presidente afastado do Conselho de Administração do Grupo Abril, registrou uma piora nas últimas horas. Ele está internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sob regime de divulgação restrita de informações.

Na tarde desta quinta-feira 16, editores da revista Veja fizeram uma reunião de pauta extraordinária para decidir a melhor maneira de dar uma ampla cobertura sobre a situação do empresário.

No mês passado, Roberto Civita passou o comando do Grupo Abril para seu filho Giancarlo. Internado, ele considerou que não teria condições, neste momento, de seguir à frente da organização que edita, entre outras publicações, Veja, a revista de maior circulação do País.

Agrava-se estado de saúde de Roberto Civita | Brasil 24/7

14/03/2013

Setubal: CANSEI!

Filed under: Banco Itaú,Bancos,Civita — Gilmar Crestani @ 9:08 am
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Ou será o cérebro com envelhecimento precoce. Tudo cheira a passadismo, do tempo em que banco financiava e a mídia conduzia o golpe.

Exame, da Editora Abril, chora a saída de Setubal

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Em sua reportagem de capa desta quinzena, a revista de economia e negócios de Roberto Civita lamenta que o banqueiro Roberto Setubal, do Itaú Unibanco, esteja “no auge e de saída”; na verdade, ele deixará a instituição depois de cometer trapalhadas políticas e perder a queda de braço com o governo federal relacionada à nova política de juros; “com a taxa de juros em seu patamar historicamente mais baixo, ganhar dinheiro está ficando mais difícil”, reconhece a reportagem, que faz lobby por sua permanência

14 de Março de 2013 às 05:24

247 – Nos últimos meses, o banqueiro Roberto Setubal, de 58 anos, viveu duas guerras paralelas. Internamente, no Itaú Unibanco, ele venceu a batalha. Mudou as regras e o estatuto da instituição financeira para que sua aposentadoria compulsória, que deveria acontecer aos 60 anos, ocorra aos 62. Assim, ele conseguiu adiar um pouco sua saída. Do lado de fora, Setubal protagonizou um isolamento crescente do banco, que foi identificado pelo governo Dilma como a principal trincheira de resistência à nova política de juros baixos. Acostumado a lucrar bilhões com ganhos de tesouraria, e não com crédito à economia real, o Itaú Unibanco teve dificuldades para se adaptar aos novos tempos. Mais do que isso, Setubal chegou até a conceder entrevistas ao Financial Times, jornal inglês, criticando a política econômica e as "mudanças de regras" no Brasil ­– e logo ele que havia mudado o estatuto do banco.

O banqueiro, no entanto, não parece estar totalmente contente com a sua saída do comando de um grupo com 121 mil funcionários e 15 milhões de correntistas. E talvez tenha iniciado um movimento para postergar ainda mais sua saída. Nesta quinzena, a revista Exame, da Editora Abril, de Roberto Civita, que também se destaca pelo lobby dos juros altos, questiona se Setubal é “velho demais para liderar?”, na sua capa, indagando ainda “como as empresas devem aproveitar executivos como ele”.  Internamente, a revista lamenta que Setubal esteja no “auge e de saída”.

O auge, no entanto, é questionável. Ao comprar uma briga direta com o Palácio do Planalto, e especialmente com a política de juros baixos que é uma das marcas do governo Dilma, o Itaú se isolou. A própria reportagem da revista Exame reconhece que “com a taxa de juro em seu patamar historicamente mais baixo, ganhar dinheiro está ficando mais difícil”. Mas o texto, no entanto, não comenta as trapalhadas políticas do Itaú. E diz que “é justamente nessas horas que executivos como Setubal têm mais valor para uma empresa”, no que parece ser quase um lobby por uma nova mudança de regras no estatuto do banco, adiando ainda mais a aposentadoria de Setubal.

Dificilmente, no entanto, o atual presidente do Itaú Unibanco terá forças para vencer mais este embate. Quando ocorreu a fusão com o banco dos Moreira Salles, Setubal, que não é o maior acionista, ganhou espaço sobre o grupo de Milu Vilella, que tem a maior quantidade de ações. Vários executivos do Unibanco foram importados, mas os resultados não foram os melhores. Alguns, como Marcos Lisboa, por exemplo, acabam de deixar a instituição. E tudo indica que Milu Vilella fará de tudo para emplacar seu filho, Ricardo Marino, bisneto do fundador Alfredo Egydio de Souza Aranha, como novo presidente. Exame, no entanto, aponta como favoritos os executivos Candido Bracher e Marcio Schettini, numa reportagem feita aparentemente para defender a permanência de Setubal ou, ao menos, fritar o filho de Milu Vilella.

O fato é que, qualquer que seja o futuro presidente, ele terá que reconstruir suas relações institucionais e adotar uma visão mais popular e menos elitista.

Exame, da Editora Abril, chora a saída de Setubal | Brasil 24/7

06/09/2011

O império do crime faz escola

Filed under: Civita,Murdoch — Gilmar Crestani @ 8:46 pm
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Cadeia para Murdoch. E para o Civita?

Por Altamiro Borges
A situação de Rupert Murdoch, dono do maior império midiático do planeta, está cada vez mais complicada. Em audiência na Câmara dos Comuns, em Londres, nesta terça-feira, o ex-conselheiro-chefe de assuntos jurídicos da News International, Tom Crone, garantiu que o fundador do grupo e seu filho, James Murdoch, sabiam dos grampos ilegais praticados pelo jornal The News of the Word.
Mentiras e jogo de cena
Em julho passado, também em audiência no parlamento e sob juramento, Murdoch negou que soubesse das escutas e dos subornos. O arrogante barão da mídia tentou se passar por vítima; chorou e lamentou os atos mafiosos do seu jornal. Tudo não passou de jogo de cena. Agora, a Câmara dos Comuns não descarta chamá-lo para nova audiência e alguns deputados já falam até em pedir sua prisão.
O depoimento de Tom Crone foi devastador. Ele disse que informou a James Murdoch, presidente do grupo, sobre a existência de um e-mail, intitulado “Para Naville”, que aconselhava a prática de escutas ilegais. Nesta mensagem havia a transcrição de uma informação obtida ilegalmente sobre Gordon Taylor, diretor de uma federação de futebol. James e o pai foram informados sobre o ato criminoso.
Polícia e audiência na Câmara dos Comuns
Na mesma reunião em que Murdoch foi informado sobre o e-mail, ele teria autorizado o pagamento de cerca de 480 mil euros como indenização pelas escutas ilegais. Quando a mensagem circulou, em abril de 2008, o então correspondente da família real do The News of the World, Clive Goodman, já havia sido preso por ter grampeado telefones para obter informações exclusivas.
Em entrevista à BBC de Londres, o presidente do Comitê de Cultura da Câmara dos Comuns, John Whittingdale, disse que deve chamar Rupert Murdoch novamente para depor. Por sua vez, a Polícia Metropolitana segue investigando as escutas ilegais praticadas pelo jornal, que fechou as suas portas no dia 10 de julho em decorrência do escândalo após 168 anos de história.
Ação criminosa da revista Veja
Já no Brasil, a famiglia Civita, cópia rastaqüera do império Murdoch, segue a vida tranquilamente. O repórter Gustavo Ribeiro, da Veja, tentou invadir o quarto usado pelo ex-ministro José Dirceu no Hotel Naoum, em Brasília. Barrado pela camareira Jôse Maia Medeiros, o “jornalista” fugiu sem pagar as diárias. O crime foi lavrado num boletim de ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia de Brasília.
Além da tentativa de invasão, a revista Veja também teria instalado câmeras de filmagem no corredor do andar utilizado por Dirceu, o que caracteriza outro crime gravíssimo. Com base nestas práticas criminosas, a publicação da famiglia Civita publicou “reporcagem” sobre “O poderoso chefão”, com críticas ao ex-ministro. Já na edição desta semana, a revista Veja se fingiu de morta. A coisa fedeu!
Apesar dos crimes, os donos da Veja não foram chamados para depor no Congresso Nacional. O Ministério da Justiça continua calado. O repórter Gustavo Ribeiro, conhecido por suas práticas antiéticas e direitistas, segue impávido. E a famiglia Civita ainda aciona os seus “calunistas” hidrófobos para criticar qualquer tentativa de regulação da mídia no Brasil. Haja impunidade!

Altamiro Borges

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