Ficha Corrida

30/06/2016

Quando delação incentiva corrupção

Filed under: Celso Russomano,STF — Gilmar Crestani @ 9:30 am
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OBScena: montagem de capa com as façanhas do amigo do Edir Macedo no IURD.

russomano-candidato-da-universalVirou piada. A plutocracia não cansa de nos surpreender. Primeiro foi a estranha manifestação do José Tarja Preta Serra, como ato falho de sua participação no propinoduto tucano dos Trens (Alstom & Siemens), afirmando que cartel não é crime. Rodrigo de Grandis ajudou a segurar o mastro desta bandeira quando sentou sobre as provas enviadas pela Suíça. 

Depois a marcha dos zumbis recrutada, sob o slogan “Somos Todos Cunha”, pela Rede Globo, abraçou a bandeira do ator da bolinha de papel estendo o conceito de que o PSDB tem direito à tudo, inclusive que sonegação não é crime. Agora vem este paulistano da gema, legítimo representante dos patos da FIESP, buscando endosso do STF para sua prática delituosa.

Mas a pergunta que se faz é o que leva alguém a pensar que o STF é um guichê de lavanderia?!

Se delatar outros pode resultar em perdão, porque se auto-delatar não poderia ter o mesmo resultado, deve raciocinar o religioso trambiqueiro. Quando a interpretação da lei atende um fim, sentido teleológico, o das intenções do operador, todos se acham no direito de utilizar-se dessa jurisprudência.

Induzido pela fábrica de delações, Russomanno esqueceu de jurisprudência acolhida pelos midiotas. Trata-se da leis Luciana Cardoso. A filha de FHC também ficou hospedada nos holerites do STF enquanto tricotava em casa. Mas como o hóspede era Heráclito Fortes e o pai é o guru da cleptocracia, não houve manchete de jornais, capas de revistas nem minutos no Jornal Nacional. Agora imagine se fosse um filho do Lula ou da Dilma. Iriam caçar pai, filho, neto e espírito santo. Russomanno é o ápice da da política da igreja sonegadora universal e a confirmação de uma prática abençoada pelos caçadores do grande molusco.

Russomanno ao STF: “Se eu te devolver o dinheiro que eu não desviei, você me absolve?”

O deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP) fez uma proposta inusitada ao Supremo Tribunal Federal. Em um processo que acusa o político de desviar verba da Câmara para pagar uma funcionária fantasma, Russomanno propôs ao Supremo a devolução do dinheiro que ele diz que não…

29 de junho de 2016

O deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP) fez uma proposta inusitada ao Supremo Tribunal Federal. Em um processo que acusa o político de desviar verba da Câmara para pagar uma funcionária fantasma, Russomanno propôs ao Supremo a devolução do dinheiro que ele diz que não ter desviado para ajudar a provar sua inocência. Se condenado, parlamentar cai na lei Ficha Limpa e fica proibido de se candidatar a prefeitura de São Paulo neste ano

Por Redação*

O deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP), pré-candidato à prefeitura de São Paulo, fez uma proposta inusitada ao Supremo Tribunal Federal. Em um processo que acusa o político de desviar verba da Câmara para pagar uma funcionária fantasma, Russomanno propôs ao Supremo a devolução do dinheiro que ele diz que não ter desviado para ajudar a provar sua inocência.

A funcionária fantasma Sandra de Jesus recebeu pagamento da Câmara entre 1991 e 2007. O parlamentar foi condenado em primeira instância, mas a pena foi convertida em prestação de serviço e pagamento de 25 cestas básicas (aproximadamente R$ 11 mil).

Se Russomanno for condenado ele ficará proibido de concorrer as eleições de 2016. O deputado e apresentador do programa “Patrulha do Consumidor” na Rede Record é apontado em primeiro lugar nas pesquisas para prefeito de São Paulo.

A defesa de Russomanno diz que ele “está convicto de sua inocência” e propõe o pagamento para que não haja “dúvidas de sua lisura no agir e de dua conduta como homem público”.

“Embora esteja convicto de sua inocência e acredite que esta corte dará provimento ao recurso de apelação interposto, a fim que não se tenha dúvidas quanto a sua lisura no agir e de sua conduta como homem público, requer seja expedida guia de recolhimento, com a devida atualização monetária, do valor que, segundo a acusação teria sido indevidamente pago pela Câmara dos Deputados à senhora Sandra de Jesus, a fim de que o requerente [Russomanno] proceda ao seu pagamento.”

O jornal Folha de S.Paulo fez uma matéria em novembro do ano passado revelando que funcionários registrados no gabinete de Russomanno, em Brasília, trabalhavam na ONG do deputado em São Paulo, o Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor). Na época, o candidato à prefeito disse que seu escritório político funciona no mesmo edifício que o Inadec. A legislação da Câmara permite que os servidores trabalhem nos Estados de origem dos políticos.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot enviou uma manifestação ao STF pedindo que o deputado seja condenado e que o tribunal negue o pedido de Russomanno para devolver o dinheiro.

“Há a pretensão em ver reduzida a pena imposta na sentença [de primeira instância], tendo em vista a alegada devolução de verba de gabinete e o agora sinalizado compromisso de recolhimento dos valores pagos à ex-servidora Sandra de Jesus. No entanto, essa pretensão não merece acolhida”.

*BuzzFeed Brasil

Foto: Câmara dos Deputados

Russomanno ao STF: "Se eu te devolver o dinheiro que eu não desviei, você me absolve?" – Portal Fórum

01/10/2012

Vai ficar russo, mano!

Filed under: Celso Russomano — Gilmar Crestani @ 8:40 am

 

As duas faces do Celso Russomanno que eu conheci em 1992″

Kiko Nogueira25 de setembro de 2012109

O jornalista Joaquim de Carvalho, paulista de Assis, fez em 1994 o primeiro grande perfil de Celso Russomanno. Foi para a revista Veja São Paulo, onde eu trabalhava como repórter. Russomanno era um campeão de audiência no programa sensacionalista Aqui Agora e havia se elegido deputado federal com mais de 200 mil votos. A convite do Diário, Joaquim escreveu sobre os bastidores dessa matéria. Ele conta que Russomanno lhe suplicou, de mãos juntas, para não publicar uma denúncia. “Se você acredita que eu posso fazer alguma coisa boa por este país, pelo direito do consumidor, não publica isso. Vai ficar difícil para mim.”

Joaquim passou pelo Estadão, Veja e Jornal Nacional. Hoje, aos 49 anos, faz reportagens para a produtora Memória Magnética. É autor do livro Basta! Sensacionalismo e Farsa na Cobertura Jornalística do Assassinato de PC Farias, finalista do Prêmio Jabuti de 2005.

Celso Russomanno é Celso Russomanno.

Russomanno: o justiceiro e o baladeiro na mesma pessoa

Eu conheci Celso Russomanno quando recebi da revista Veja a tarefa de cobrir o assassinato do governador do Acre Edmundo Pinto, no hotel Della Volpe, em São Paulo. Era maio de 1992. Russomanno havia se tornado celebridade depois de estrelar uma reportagem que mostrava sua mulher morrendo no hospital São Camilo, supostamente por erro médico, dois anos antes. No Della Volpe, Russsomanno fazia as vezes de assessor de imprensa, mas não viabilizou uma única entrevista com os proprietários ou diretores do hotel. Sua preocupação era com a imagem do lugar, o que é natural na função que desempenhava, mas soava estranho que o mesmo profissional tivesse dupla militância. Depois de passar manhãs e tardes barrando repórteres no saguão, Russomanno pulava o balcão, pegava o microfone do SBT e saía atrás de notícias para o programa Aqui Agora, cujo elenco passou a integrar depois da cobertura do falecimento de sua esposa.

No Aqui Agora, Russomanno fazia reportagens sobre pessoas lesadas. Brigava com lojistas, corria atrás de devedores na rua e até levou uma surra dos funcionários de uma empresa que comprava e vendia telefones, denunciada por ele. Uma de suas maiores façanhas foi obter aposentadoria para 11 000 velhinhos, depois que denunciou a burocracia do INSS e entrevistou em Brasília o então ministro da Previdência Social, que lhe deu uma espécie de procuração para resolver o problema das aposentadorias. Russomanno passou a receber e a despachar pedidos de pensão, que tinham atendimento instantâneo. Na sua área preferida, a defesa do consumidor, procurava mediar acordos no ar, e criou um bordão: “Estando bom para ambas as partes, está bom para Celso Russomanno.” Ele ficou famoso. Sempre que havia uma situação de aparente desrespeito a direitos, em qualquer parte do Brasil as pessoas ameaçavam chamar Celso Russomanno.

A capa da Veja São Paulo

Em 1994, o senador Mário Covas, candidato a governador, o convidou para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Celso Russomano saiu da eleição como o campeão das urnas, com 233 482 votos. Bateu veteranos da política, como o ex-governador Franco Montoro, e seu desempenho chamou a atenção da imprensa. Uma semana depois da eleição, os jornais publicaram perfis de Russomanno, todos destacando a faceta de justiceiro. A revista Veja São Paulo também quis retratar o campeão das urnas e me pautou para essa tarefa. Passei três dias na companhia de Russomanno e levei outros dois ouvindo pessoas que o conheciam.

O retrato que saiu dessa apuração revelava a convivência de dois personagens completamente distintos em um mesmo RG: o primeiro era um homem que mantinha uma caprichada coleção pessoal de fotos 3 por 4, admitia nunca ter lido uma única obra literária, estudava propor uma lei para obrigar os ônibus e caminhões a colocar os escapamentos voltados para o alto como forma de combater a poluição, pois “essa fumaça é insuportável”, e definia o regime militar da seguinte forma: “Em 1964, dizem os livros de História, os navios americanos estavam cercando o Brasil e, se não houvesse uma solução, o Brasil seria invadido. Foi uma decisão soberana.” O mesmo Russomanno, na época com 38 anos, revelava sua preferência por mulheres mais jovens com o argumento de que as da sua faixa etária eram “encrenca” – “desquitada ou encalhada”. Na época, tinha saído de um namoro com Simony, que anos antes era a estrela do programa infantil Balão Mágico (Simony já tinha 18 anos).

No "Aqui Agora": fama de justiceiro

O segundo personagem era um cidadão intelectualmente simples, de voz baixa e macia e que costuma falar com as pessoas bem de perto, quase tocando. Este utilizava o microfone para caçar comerciantes que vendiam mercadoria e não entregavam, pessoas que compravam e não pagavam, planos de saúde que prometiam o paraíso e entregavam o purgatório. Este Russomanno tinha muita audiência. Ele também usava o microfone num programa noturno, o Night and Day, no estilo coluna social, que cobrava por entrevistas. Vez ou outra, o Russomanno baladeiro encontrava o Russomanno justiceiro. Um desses cruzamentos resultou na propaganda da Ibirapuera, empresa que comprava e vendia telefone. O rosto de Russomano ficou meses num anúncio na traseira dos ônibus, acompanhado da frase: “Esta linha eu garanto”. Celso Russomanno tinha conseguido esse anúncio depois de uma série de reportagens sobre trambiques de empresas do setor. A Ibirapuera nunca apareceu nas denúncias apresentadas.

No Night and Day, a audiência de Russomanno era traço. Já no Aqui Agora ele era uma locomotiva de audiência. Cada vez que aparecia, a emissora ganhava de 8 a 10 pontos no Ibope. Seu recorde aconteceu quando a audiência do SBT saltou de 20 para 32 pontos. Um diretor da emissora que me deu entrevista revelou que o SBT desconfiava de uma prática de Russomanno não recomendada: ele ameaçava denunciar no programa diurno empresas que não anunciassem em seu programa noturno. Mas o canal de Silvio Santos fazia vista grossa, de olho nas vantagens que ele trazia ao Aqui Agora toda vez que aparecia.

À medida que a apuração da matéria avançava, menor ficava a figura do campeão de votos. Amigos de Adriana Torres Russomanno, sua mulher, revelaram o espanto com a capacidade dele de realizar uma reportagem enquanto ela morria. Adriana ficou na companhia de parentes quando Russomanno deixou o hospital para apanhar uma câmera de televisão. Ele poderia buscar um médico e obrigá-lo a atendê-la. Também poderia transferi-la para outro hospital. Esses mesmos amigos contaram que ele já não vivia com Adriana quando fez a reportagem. Na época, Russomanno admitiu que havia se separado, mas que, quando do episódio do hospital, os dois estavam reatados. Ele contou que seu casamento era cheio de turbulências, fato que atribuía ao ciúme dela. A reportagem de Russomanno sobre Adriana deu origem a um processo que durou quatro anos. No final, por unanimidade, o Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu o São Camilo e concluiu que não houve erro médico.

No "Circuito Night and Day", a coluna social eletrônica

Na época, Russomanno vivia com a filha numa casa ampla no Real Parque, distrito do Morumbi, avaliada em 400 mil dólares. Ali foi feita a maior parte da entrevista. Já era noite e faltavam poucas horas para o fechamento da edição quando perguntei a ele sobre rumores de que a compra daquele imóvel tinha virado caso de polícia. Em resumo, a história era a seguinte: Russomanno comprara a casa por 300 mil dólares, com a facilidade de que a proprietária era mãe do segundo marido de sua sogra, Márcia Torres. O contrato tinha sido assinado por Berenice Ribeiro, cunhada de Márcia e procuradora da mãe. A dívida deveria ter sido quitada em cinco parcelas, mas Russomanno havia pago apenas 10 000 dólares e se recusava a discutir o restante até Berenice ameaçar levar o caso à imprensa. Russomanno deu mais 34 000 dólares e teria ameaçado matar um irmão de Berenice, José Carlos, se o caso se tornasse público.

Eu sabia que a ameaça tinha sido registrada em boletim de ocorrência, mas não conhecia a data nem o distrito policial. Portanto, com as informações de que dispunha, seria difícil publicar essa história. Ao ouvir o relato dos rumores, Russomanno fez cara de espanto e atribuiu o fato à uma fofoca. Numa tentativa de comprovar o que dizia, telefonou na minha frente para proprietária Berenice, e falou: “Imagina o que estão dizendo de mim, que eu ameacei seu irmão e não paguei a casa. O repórter está aqui. Fala para ele que isso não é verdade.” Russomanno me passou o telefone. Depois de me apresentar, Berenice afirmou, sem hesitar: “Ele é um farsante que está agindo de má-fé e colocou o dinheiro da minha casa na campanha política.” Em seguida, Berenice contou que temia que Russomanno dificultasse as visitas da família à filha de Adriana no caso de um processo na Justiça para reaver a casa. “Ele é capaz de tudo”, disse. À medida que Berenice falava, eu repetia as palavras, para que ela confirmasse e Russomanno soubesse da gravidade dos fatos que eu ouvia.

Quando desliguei o telefone, Russomanno ameaçou: “Isso não pode ser publicado. Sou devedor inadimplente e a lei proíbe que se escrache quem deve, e eu vou pagar”. Vendo que não teria efeito, Russomanno fez um apelo. De mãos juntas, ele pediu: “Se você acredita que eu posso fazer alguma coisa boa por este país, pelo direito do consumidor, não publica isso. Vai ficar difícil para mim.” Respondi: “Sou um repórter e o que eu apuro é para ser publicado. Você também é repórter e, no meu lugar, o que faria?” A reportagem terminava com a frase: “O rolo do comprador Celso Russomanno seria um prato cheio para o repórter Celso Russomanno”. As informações publicadas nunca foram desmentidas, Russomanno disputou outras eleições, venceu mais três para deputado federal, perdeu uma para prefeito em Santo André e outra para governador do Estado. Hoje, lidera com folga as pesquisas de intenção de voto para a prefeitura de São Paulo.

Joaquim, autor da reportagem: “Se você acredita que eu posso fazer alguma coisa boa por este país, pelo direito do consumidor, não publica isso", ouviu de Russomanno

Diário do Centro do Mundo – “As duas faces do Celso Russomanno que eu conheci em 1992″

20/09/2012

Para ajudar Serra, Folha bate em Russomano

Filed under: Celso Russomano,Folha de São Paulo,José Serra — Gilmar Crestani @ 7:58 am

cagando_na_folha_de_sao_paulo-300x269Em Editorial deste dia 20/09, aa Folha de São Paulo, como de costume, assume o papel auxiliar de José “bolinha de papelSerra e bate em Russomano. Indendentemente dos méritos ou deméritos de Russomano, Folha embrulha-se no seu verdadeiro papel.

A preferência por Russomanno refletiria, ainda, certa fadiga em relação à polaridade que domina há tanto tempo a política paulistana, opondo o PT ao malufismo (nos anos 1990) e aos tucanos do PSDB (na década passada).

De um prisma sociológico, chegou-se a cogitar se a ascensão do candidato -famoso como apresentador de programas de defesa do consumidor na TV- não seria reflexo de outra ascensão, a do contingente que vem sendo chamado de "classe C" ou "nova classe média".

É plausível que todos esses fatores estejam a exercer influência. No entanto, se fica patente, na inclinação da maioria, um vago desejo de mudança, não está definido que tipo de mudança Russomanno poderia oferecer, nem mesmo se sua preponderância, caso confirmada nas urnas, não seria um retrocesso.

Receia-se que o candidato seja tutelado pela Igreja Universal, entidade evangélica e empresarial que não apenas controla a emissora de TV onde ele trabalhava, mas está por trás do diminuto partido que o abriga. Se tal receio tem alguma pertinência, entretanto há outro maior.

Deputado federal em quatro mandatos, Russomanno não tem experiência administrativa. Sem apoios expressivos na sociedade civil e no sistema partidário, sem equipe de nomes reconhecidos e sem programa discernível de governo, sua postulação tem ingredientes de personalismo e voluntarismo que a aproximam de aventuras eleitorais de má memória.

O desfecho segue incerto, numa eleição mais imprevisível que o habitual. Como líder nas pesquisas, Celso Russomanno deve ser levado a sério. Como candidato menos conhecido entre os eleitoralmente viáveis, tem a obrigação de responder a esses questionamentos e de se submeter ao crivo severo da opinião pública.

14/09/2012

Bispadas ou chutes?

Filed under: Celso Russomano,Igreja Católica,Igreja Universal,Religião — Gilmar Crestani @ 7:33 am

Bispo Católico chuta bispo da Universal que chutou a santa…

ELEIÇÕES 2012

Igreja Católica ataca Universal e chefe da campanha de Russomanno

Em nota, Arquidiocese de São Paulo insinua que eleição do candidato ameaça a democracia

Texto é uma resposta a artigo publicado, em 2011, pelo pastor que hoje coordena a chapa de Russomanno

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

A três semanas da eleição, a Igreja Católica fez ontem um duro ataque à campanha de Celso Russomanno e à Igreja Universal do Reino de Deus insinuando que eventual vitória do candidato do PRB representa uma ameaça à democracia.

Russomanno lidera as pesquisas de intenção de voto para prefeito de São Paulo e tem o apoio da Universal, que é ligada ao PRB.

Em nota, a Arquidiocese de São Paulo ressalta o vínculo do candidato com a igreja neopentecostal, que acusa de incitar a intolerância religiosa, e expõe preocupação com sua possível eleição.

"Se já fomentam discórdia, ataques e ofensas sem o poder, o que esperar se o conquistarem pelo voto? É para pensar", diz a nota assinada pela arquidiocese, que é comandada pelo cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.

A nota acusa o bispo da Universal Marcos Pereira, que é presidente do PRB e chefia a campanha de Russomanno, de disseminar posições "ridículas, confusas e desrespeitosas" sobre os católicos.

Ela é uma resposta a texto que Pereira publicou em maio de 2011 em seu blog e que voltou a circular recentemente nas redes sociais.

No artigo, o presidente do PRB vincula a Igreja Católica à proposta de distribuição do chamado "kit gay".

Idealizado na gestão de Fernando Haddad (PT) -hoje também candidato a prefeito de São Paulo- no Ministério da Educação, o tema despertou reações negativas de evangélicos, o que levou a a presidente Dilma Rousseff a determinar sua suspensão.

O "kit gay" tinha o objetivo de combater a homofobia nas salas de aula com vídeos e material didático.

O texto de Pereira tem sido vinculado, nas redes sociais, à campanha de Russomanno. A arquidiocese disse que só agora conheceu o seu teor.

"Estamos vivendo a política da catequização da Igreja de Roma. (…) Dias de absurdos e depravações. Dias em que filhos e netos chegam à escola e recebem ‘kits’ distribuídos pelos próprios professores lhes ensinando como serem gays ou como optarem por serem gays", diz Pereira no artigo. de 2011

"Precisamos salvar o Brasil e torná-lo um país verdadeiramente laico, completamente livre da influência da religião", conclui o bispo.

A arquidiocese classificou o texto de Pereira como "destempero". "Atribuir o malfadado ‘kit gay’ e os males da educação no Brasil à Igreja Católica não faz sentido e cheira a intolerância."

PERFIL FALSO

Procurado, Pereira disse que o texto foi escrito em "outro contexto" e que, hoje, é letra morta. "Esse texto não diz nada sobre o momento atual, e a mim não interessa ressuscitá-lo", afirmou.

"Criaram um perfil falso e começaram a divulgar no Twitter. A quem interessa trazer isso de volta agora?", questionou. A assessoria de Russomanno disse que ele não comentaria.

Esse não é o primeiro embate entre a Igreja Católica e a Universal. O episódio mais rumoroso ocorreu em 1995.

No feriado de Nossa Senhora Aparecida, o bispo Sérgio Von Helde, da igreja evangélica, chutou uma imagem da santa em um programa da Universal transmitido ao vivo pela TV Record.

A emissora pertence ao bispo Edir Macedo, líder da denominação -que também já atacou a Igreja Católica em diversas ocasiões.

Colaborou DIÓGENES CAMPANHA, de São Paulo

11/09/2012

Tá russo, mano!

Filed under: Celso Russomano,Humor — Gilmar Crestani @ 9:29 am

JOSÉ SIMÃO

Russomanno! Dízimo na catraca!

"Petrobras encontra Serra no pré-sal". Seria possível a retirada. Caso ele fosse mais simpático! Rarará!

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Feriadão SBT: um amigo se hospedou no Sofitel Guarujá, do Silvio Santos, e o Celso Portiolli bateu no carro dele! Rarará! Se hospede no hotel do Silvio Santos e leve uma batida do Celso Portiolli!

E um amigo meu fez cem novas amizades nesse feriadão, 99 eram cobradores de pedágio! E esta: "Ladrões assaltam pedágio". Não é assalto, é restituição! E uma amiga voltou só com o braço bronzeado. De tomar sol na janela do carro!

E o Hilário Eleitoral? Tá todo mundo louco! OBA! "Eu sou o Dr. Farah, advogado do programa do Ratinho." Isso é bom ou ruim? Prefiro o cirurgião plástico da Ana Maria Braga! E este: "Sou Augusto, dentista e amigo do padre Marcelo Rossi". Isso é bom ou é ruim? Péssimo! "Lívia Fidelix, veja minhas propostas no Facebook." É pra votar ou pra adicionar? Nem um nem outro, é pra deletar e denunciar. Rarará!

E este, direto de Ubatuba: "João, amigo do Clodovil". Sem comentários porque eu não mexo com coisas do além! E mais esta: "Thabata, defendo a classe G. G de gente". Pensei que ela defendia a classe R. R de ratos! E a classe O. O de Otários!

E a manchete do "Sensacionalista": "Petrobras encontra Serra no pré-sal". Técnicos afirmaram que seria possível a retirada. Caso ele fosse mais simpático! Rarará! E o Fernando Henrique? Com aquela cara de rei no exílio? É impressão minha ou ele tá conclamando o povo pra Revolução de 32? "São Paulo! São Paulo! São Paulo NÃO ACEITA." Com aquela boca de bater bolacha.

E o Russomanno vai instalar catraca da Universal pra recolher dízimo em ônibus e metrô! É o DZM! E adorei o comitê informal do Russomanno: Igreja Universal. Maior que o shopping JK e com muito mais vagas. É mole? É mole, mas sobe!

E esse calor? Sensação térmica: "Quero morrer". Bafo dos infernos! A Argentina não serve mais nem pra mandar frente fria! Tem gente chegando mais cedo no trabalho pra filar o ar-condicionado da firma!

Votem em mim! Pelo PGN! Partido da Genitália Nacional! Vou instalar ar-condicionado ecológico em todos os ônibus, trens e metrôs: um respirando na cara do outro. Bem ecológico: um respira e o outro aspira! E por causa do calor, o marido perguntou pra mulher: "Se eu dormir pelado no terraço, o que os vizinhos vão falar?". "Que eu me casei por dinheiro." Nóis sofre, mas nóis goza! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

simao@uol.com.br

@jose_simao

Saiba mais: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/65604-russomanno-dizimo-na-catraca.shtml

Disputa eleitoral ou ringue de vale-tudo?

Filed under: Celso Russomano,Eleições,Isto é PSDB!,José Serra,São Paulo — Gilmar Crestani @ 7:10 am

Campanha de Serra faz cartilha para desqualificar Russomanno

Material, que também traz críticas a Haddad (PT), tem objetivo de orientar cabos eleitorais

Texto diz que rival do PRB tem fortuna de R$ 2 bi -ele declara patrimônio de R$ 2 mi- e o compara a Collor

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO

A campanha de José Serra (PSDB) produziu cartilha para municiar cerca de 200 cabos eleitorais com informações contra rivais do tucano, principalmente Celso Russomanno (PRB).

No material, Russomanno, que lidera as pesquisas, é comparado ao ex-presidente Fernando Collor -que foi eleito também por um partido pequeno e caiu após suspeita de corrupção- e apresentado como representante do "projeto de poder" do bispo Edir Macedo.

O bispo comanda a Igreja Universal do Reino de Deus, que é ligada ao partido de Russomanno.

A apostila foi produzida para orientar os cabos eleitorais a, nas palavras da própria cartilha, "desconstruir" a imagem de adversários em investidas porta a porta, na casa dos eleitores.

Cerca de 200 cabos eleitorais ligados à UGT (União Geral dos Trabalhadores) participaram ontem de aulas com base no material, no comitê central de Serra. Eles vestiam camisetas da entidade, que nega ter dado o adereço especialmente para o evento.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, é do PSD e aliado do tucano.

A apostila mistura informações erradas -diz, por exemplo, que Russomanno declarou patrimônio de R$ 2 bilhões quando, na verdade, o candidato afirmou ter R$ 2 milhões em bens- com notícias e ilações.

O material conta com cinco módulos. Um deles ensina a abordar o eleitor em casa.

Orienta os cabos eleitorais a se apresentar como "representantes de Serra" e a descobrir qual é o candidato do eleitor. Caso seja um rival, a ordem é ‘desconstrui-lo".

"Use argumentos como: ‘Sabia que o Russomanno se passa por pobre, mas declarou ao Tribunal Superior Eleitoral bens de R$ 2 bilhões?’".

Em um outro módulo, intitulado "As verdades sobre Russomanno", a apostila dá "informações" a serem usadas contra o rival.

Afirma que a primeira "grande reportagem" de Russomanno foi "filmando a morte da própria esposa" e que "em vez de buscar socorro", o candidato "optou por gravar o drama".

Na década de 90, Russomanno acusou um hospital de São Paulo de responsabilidade na morte da mulher. Ele filmou o périplo pelo hospital e exibiu o caso na TV. Processou o hospital, perdeu e teve que indenizar a instituição por danos morais.

A apostila ainda compara Russomanno a Collor -"Também era novo, pertencia a um partido pequeno e deu no que deu"- e insinua que, se eleito, o candidato do PRB defenderá interesses da Universal.

"Celso faz parte do projeto político do bispo Edir Macedo", diz o texto. "O sonho de Edir Macedo é introduzir a Igreja Universal como referência evangélica para os estudantes da rede municipal."

Fernando Haddad (PT) também é citado como "boneco de Lula" e criador da taxa do lixo na gestão petista.

Mentor da apostila e dirigente do PSDB, Edson Marques admitiu o teor da cartilha, mas disse ter suprimido da aula algumas críticas. Pessoas que foram à reunião, no entanto, relataram os ataques. Ele isentou a coordenação da campanha que, diz, não conhecia o material.

Para saber mais: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/65670-campanha-de-serra-faz-cartilha-para-desqualificar-russomanno.shtml

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