Ficha Corrida

29/09/2014

Por que não fala do 20 anos de PSDB em São Paulo?

VINICIUS MOTA

Joguinho do Juventus

SÃO PAULO – Não é fácil evitar a reeleição de um presidente da República, dadas as prerrogativas e as condições de disputa extraordinárias do mandatário no Brasil. Quando, além disso, a continuidade é defendida por um partido forte, como o PT, destroná-lo torna-se uma façanha.

A supremacia da campanha de Dilma Rousseff neste primeiro turno sobre a de Marina Silva faz imaginar uma partida de futebol entre o Barcelona de Messi e Neymar, de um lado, e o Juventus de Osman e Fernandinho, do outro.

Não se trata da poderosa Juventus de Turim. Falo do clube paulistano da rua Javari, na Mooca, da camisa púrpura, pelo qual tantas lágrimas derramou o professor Pasquale, colunista desta Folha.

Meu avô tinha uma definição para o estilo de jogo dos times que atuavam com 11 atletas recuados, apenas para se defender, destruir os lances do rival e mandar a bola para o mato. Chamava de "joguinho do Juventus". Zero a zero era o objetivo.

Uma bobeada do adversário mais forte e habilidoso às vezes rendia uma magnífica vitória por 1 a 0. Daí vem a fama adquirida pela esquadra juventina, carinhosamente apelidada de Moleque Travesso.

Marina Silva não tinha alternativa a não ser praticar o joguinho do Juventus no primeiro turno. Nanica no rádio e na TV, desarticulada das principais campanhas estaduais e carente de penetração partidária, a candidata do PSB recuou e tenta aguentar o tranco do ataque barcelonista.

Tome bola na área da independência do Banco Central, tabelinha contra programas sociais, lançamento na relação com banqueiros. A zaga de Marina está com a cabeça inchada de tanto rebater bolas do acachapante volume de jogo adversário.

A seis dias da eleição, o Juventus entretanto ainda resiste ao Barcelona. Se não terminar o primeiro tempo em grande desvantagem, talvez ainda se mantenha capaz de fazer travessura na etapa final.

vinimota@uol.com.br

    10/02/2014

    CFM: Cafajestes Fazendo Merda

    Filed under: Cafajestes,Mais Médicos — Gilmar Crestani @ 9:02 am
    Tags:

    Depois de tentarem desviar os médicos cubanos para os serviços domésticos, o CFM tenta novamente desviar da função e larga-los no seu lugar: servidores de cafezinho do CFM! Eu já muita imbecilidade, mas nem a Ku Klux Klan ousou tanto.

    CFM quer que cubanos “escravos” deixem de atender doentes e sirvam cafezinho para “médicos livres”

    10 de fevereiro de 2014 | 00:29 Autor: Fernando Brito

    empregada

    Chega a ser nojenta a notícia de que o Conselho Federal de Medicina fará uma campanha entre os médicos brasileiros para que ofereçam “empregos administrativos” em seus consultórios e hospitais para os médicos cubanos que “desertem” e abandonem seus postos de atendimento na periferia e no interior do Brasil.

    — Vamos dar apoio aos cubanos, mas eles não poderão trabalhar como médicos. Primeiro, eles terão de buscar refúgio e asilo em embaixadas não alinhadas ideologicamente com Cuba. Enquanto isso, com a rede de 400 mil médicos brasileiros, vamos conseguir contratos de trabalho administrativo, para que eles então tentem o Revalida — afirmou neste domingo o presidente do CFM.

    O que estes “doutores” querem? Não se contentam em ser desprezados pelo povo brasileiro, querem levar as pessoas pobres que viram um médico pela primeira vez na vida, de volta ao abandono total?

    Afinal, quem quer reduzir quem à condição de escravos, de seres inferiores e incapazes senão de servir aos senhores?

    Vão lhe servir cafezinho e vocês tolerarão, por isso, que usem a roupa branca?

    Vão ser os seus “negrinhos”? Como aquela imbecil que disse que as médicas cubanas tinham cara de “empregada doméstica”.

    E que beleza, não é, nem direitos trabalhistas terão, porque não têm visto de trabalho no Brasil para nada senão o que são: médicos de família, doutores em medicina social.

    Ou será que os estão provocando até que um deles, em nome de sua dignidade, lhes esbofeteie?

    E aqueles brasileiros que estão lá, onde vocês não querem ir, nem ganhando quatro vezes mais do que os cubanos?

    É gente simples, que não tem ninguém que olhe por ela, que suplica, implora , se ajoelha, até, para que se cuide de um filho doente.

    Os dirigentes destas instituições não fizeram o Juramento de Hipócrates?

    Não é possível que tenham prometido nunca  ”causar dano ou mal a alguém.”

    A mesquinhez e a crueldade de parte da elite brasileira chegou ao extremo.

    Já não lhes basta viver na abundância: é preciso que os pobres morram na doença e no abandono.

    CFM quer que cubanos “escravos” deixem de atender doentes e sirvam cafezinho para “médicos livres” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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