Ficha Corrida

24/10/2014

Meritocracia ou Bolsa Família à moda do Aécio

Aecio hjPOcrita

Mais parentes: Aécio governador indicou o pai, aos 76 anos, para conselho da Cemig.

Aécio Ferreira da Cunha — pai de Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB — exerceu diversos cargos públicos ao longo da vida. Foi duas vezes eleito deputado estadual e seis vezes deputado federal. Além disso, também integrou o conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Morto em 2010, o último cargo que exerceu em vida foi a partir de uma nomeação realizada pelo governo de Minas Gerais no Conselho de Administração da Companhia Energética de MG (Cemig) durante a gestão do filho como governador.

Na ata da nomeação ao qual o DIA teve acesso consta que na reunião do dia quatro de junho de 2003, primeiro ano de governo de Aécio, Cunha foi um dos escolhidos para integrar o conselho da empresa. O nome dele está relacionado em uma lista de oito “eleitos pelo acionista Estado de Minas Gerais”. Outros dois acionistas privados elegeram mais seis conselheiros. A remuneração paga para o comparecimento a uma reunião mensal, conhecido como jeton, é atualmente de R$ 6.090,91.

A Cemig é uma empresa de economia mista e de capital aberto, com mais de 130 mil acionistas particulares brasileiros e internacionais. No entanto, o governo mineiro possui a maioria das ações. O pai de Aécio Neves trabalhou no conselho entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado.

Procurada, a Cemig disse que os membros do Conselho de Administração são eleitos pelos acionistas da companhia em Assembleia Geral. “Não existe conflito de interesse”, informou por meio de nota. Aécio Neves disse também, por nota, que o pai foi escolhido de forma “transparente” e por “unanimidade”. Ele morreu aos 83 anos de insuficiência hepática.

Saiba Mais: O DIAme

24/10/2014 00:23:51 – Atualizada às 24/10/2014 08:38:03

Pai de Aécio foi nomeado para conselho de estatal mineira durante seu governo

Ele trabalhou no conselho da Cemig entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado

Juliana Dal Piva

Rio – Aécio Ferreira da Cunha — pai de Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB — exerceu diversos cargos públicos ao longo da vida. Foi duas vezes eleito deputado estadual e seis vezes deputado federal. Além disso, também integrou o conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Morto em 2010, o último cargo que exerceu em vida foi a partir de uma nomeação realizada pelo governo de Minas Gerais no Conselho de Administração da Companhia Energética de MG (Cemig) durante a gestão do filho como governador.

Clique na imagem acima para ver o infográfico completo

Foto:  Reprodução

Na ata da nomeação ao qual o DIA teve acesso consta que na reunião do dia quatro de junho de 2003, primeiro ano de governo de Aécio, Cunha foi um dos escolhidos para integrar o conselho da empresa. O nome dele está relacionado em uma lista de oito “eleitos pelo acionista Estado de Minas Gerais”. Outros dois acionistas privados elegeram mais seis conselheiros. A remuneração paga para o comparecimento a uma reunião mensal, conhecido como jeton, é atualmente de R$ 6.090,91.

A Cemig é uma empresa de economia mista e de capital aberto, com mais de 130 mil acionistas particulares brasileiros e internacionais. No entanto, o governo mineiro possui a maioria das ações. O pai de Aécio Neves trabalhou no conselho entre 2003 e 2009 — mesmo período em que o tucano era governador do estado.

Procurada, a Cemig disse que os membros do Conselho de Administração são eleitos pelos acionistas da companhia em Assembleia Geral. “Não existe conflito de interesse”, informou por meio de nota. Aécio Neves disse também, por nota, que o pai foi escolhido de forma “transparente” e por “unanimidade”. Ele morreu aos 83 anos de insuficiência hepática.

Ao longo do segundo turno, Aécio foi acusado pela adversária, a presidenta Dilma Rousseff (PT) de nepotismo devido ao trabalho da irmã Andrea Neves no núcleo de Comunicação do governo durante sua gestão no governo de Minas Gerais. Andrea detinha controle sobre o reparte de verba publicitária e a família possui três rádios, além de um jornal no estado. Aécio também nomeou um tio e seis primos em outros cargos do governo. Ele refutou as acusações de nepotismo feitas por Dilma por considerar o trabalho da irmã voluntário.

08/10/2014

Preconceito, ignorância, má fé

Tenho dois cursos superiores e uma especialização, feitos todos com recursos próprios. Não passo necessidades, tenho plano privado de saúde e ainda pago meu cardiologista particular. Mas tenho que dizer que sou terceiro filho de uma família de oito, criados na roça. Todos nascidos em escadinha, de ano em ano. Quando o segundo depois de mim nasceu, minha mãe estava com cinco filhos e a mais velha tinha seis anos. Com apenas dois anos, minha avó me levou e me criou até os sete anos.

Bolsa Família e preconceito socialSe minha família tivesse Bolsa Família talvez minha mãe pudesse ter comprado pílulas anticoncepcionais. Ou então poderia ter me criado junto com os demais. Não existia Bolsa Família ou qualquer outro programa social.

Não havia Mais Médicos. O hospital mais próximo distava 14 km e fui ao médico com meu pai, com quase 40º de febre, na garupa de cavalo. Saímos de manhã, chegamos à noite.

A escola distava 4km, que fazíamos à pé, morro abaixo para ir, morro acima pra voltar. Inverno ou verão, chuva ou sol.

Passei por tudo isso, mas não desejo que outros passem. O fato de ter passado por isso não me leva a desejar isso a outros. Pelo contrário, gostaria que este tipo de situação fosse eliminada. O valor do Bolsa Família é até pequeno. Os juros bancários, que levaram o Banco Itaú a apoiarem Marina Silva, consomem muito mais recursos públicos que o Bolsa Família. É a tal de dívida pública…

Quando vejo postagens de pessoas que também passaram por isso dizer que “no meu tempo, Bolsa Família era foice, pá, enxada”, fico a imaginar o que o tamanho do egoísmo que corrói o autor da postagem. É um misto de despeito, inveja e desinformação. Isso sim me envergonha!

Negar algo hoje só porque não tivemos não é só egoísmo de quem diz, mas uma atitude abjeta, de negar a outrem por birra. Negar a quem precisa porque não se teve demonstra o quão pequeno é um ser na escala humana. Pior, se dão ao luxo de cometer tamanha ignorância em público, espraiando para que o mundo o tamanho de suas limitações intelectuais. São os que não dizem uma vírgula aos empréstimos subsidiados que salvam grandes empresas, como RBS.

Isso, gente, é preconceito em relação às políticas sociais. Eu não preciso disso. Quando precisei, não tive. Agora, se devemos odiar quem recebe o Bolsa Família, porque não odiamos os empréstimos subsidiados para a classe média comprar apartamento. Aí pode, né! Tem gente, no serviço público, que ganha R$ 751,00 de auxílio alimentação mas acha abominável pagar R$ 173,00 de Bolsa Família. Que nome se pode dar a isso?

Há poucos anos atrás as sinaleiras, esquinas e proximidades de restaurantes eram habitadas por mães que empurravam crianças pedindo esmolas. As mães se entrincheiravam em algum esconderijo esperando o resultado da coleta das crianças. Por que será que não se vê mais crianças nas sinaleiras? Não seria pelo fato de que agora há Bolsa Família? Será que é tão difícil entender que a mãe só recebe a bolsa se o filho frequentar a escola? Para onde foi a sensibilidade das pessoas que notam esta diferença tão cristalina? Uma mãe receber um ajuda para manter a criança na escola merece execração, mas os bancos não merecem o mesmo desprezo por terem se beneficiado por um programa criado por FHC chamado PROER? A GERDAU não fabrica um parafuso sem algum tipo de incentivo, seja isenção, financiamento via FUNDOPEN, estímulos via parcelamento de recolhimento de tributos, empréstimos a fundo perdido. Ninguém condena a GERDAU que, mesmo sendo uma das maiores empresas brasileiras e quiçá do mundo, opera também com dinheiro público. Por que GERDAU pode receber dinheiro público e a mãe não pode receber um auxílio, condicionado à frequência escolar do filho?

26/05/2013

Dois editoriais, duas medidas

Filed under: Bolsa Crack,Bolsa Família,Bolsa PSDB,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 8:52 am
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Nada melhor que os dois editorias da Folha deste domingo, 26/05/2013. Um, contra o que o Governo Federal faz ou deixa de fazer. Outro para elogiar seja lá que o fizer ou deixar de fazer o colega de oposição de D. Judith Brito, Geraldo Alckmin (PSDB/SP). Neste grenal, o Bolsa Família não presta mas em compensação o Bolsa Crack é supimpa! O Bolsa Família “acelera as despesas governamentais”, já o Bolsa Crack vai “remunerar instituições privadas”. Simples assim!

Contra:

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Sístoles de diástoles

Enquanto o BC se prepara para elevar a taxa de juros, Fazenda se permite pisar fundo no acelerador das despesas governamentais

A favor:

EDITORIAIS

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Recomeço difícil

Vai no sentido correto o programa do governo do Estado de São Paulo que prevê remunerar instituições privadas especializadas no tratamento de dependentes de crack. São muitos os desafios para a correta implantação dessa iniciativa, contudo.

24/05/2013

Bolsa PSDB, sem preconceito

Filed under: Bolsa PSDB,Folha de São Paulo — Gilmar Crestani @ 7:58 am
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Nem vou entrar no mérito das premiações do Governo Alckmin. São iniciativas que falam por si, em que se o esforço dos grupos mafiomidiáticos para dourarem a pílula. Depois do Bolsa Crack, o Bolsa Trabalho, a Folha volta a vender a Bolsa PSDB. Quem trabalha, ganha. Aliás, o final do editorial da Folha não poderia ser mais revelador do “modus operandi” da Folha: “que o governo paulista busque novos modos de articular as duas esferas é algo a ser recebido sem preconceitos”. Primeiro, pelo retrospecto da Folha, só está autorizado a buscar novos modos de articular duas esferas “o governo” paulista. Os demais, se de esquerda, estão terminantemente proibidos. E para constatar isso basta ler a virulência com que a Folha ataca iniciativas do Governo Federal. Pior, confessa seu viés preconceituoso para excetuar apenas as iniciativas dos correligionários da Judith Brito, pois só estes são recebidos “sem” preconceitos. Aliás, bem que a Folha poderia fazer uma lista de iniciativas de que deveriam ser recebidas “com” preconceito.

EDITORIAIS

editoriais@uol.com.br

Bônus para policiais

Iniciativa do governo de São Paulo de premiar policiais que reduzam criminalidade deve ser vista sem preconceito, mas ainda precisa ser aperfeiçoada

Frente aos números preocupantes da criminalidade em São Paulo, cujo aspecto mais visível tem sido a frequência dos arrastões em restaurantes –para nada dizer dos episódios na Virada Cultural–, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) apresenta um pacote de medidas contra a violência.

Como não poderia deixar de ser em anúncios do tipo, são iniciativas pontuais. Merecem, assim, mais registro do que debate. É o caso da promessa de novas contratações de policiais.

O ponto mais polêmico, entretanto, surge na ideia de pagar um bônus semestral em dinheiro aos policiais que conseguirem reduzir a criminalidade nos seus setores de atuação.

Para Luís Sapori, ex-secretário-adjunto de Segurança Pública de Minas Gerais, há a possibilidade de que o bônus estimule a maquiagem das estatísticas.

Seria também um absurdo, diz a Associação dos Delegados de São Paulo, premiar o policial por cumprir sua obrigação. Não necessariamente. Em muitas atividades, seja na iniciativa privada, seja na esfera pública, diferencia-se o mero cumprimento de um dever da superação de metas de desempenho fixadas previamente.

Nesse sentido, seria interessante acrescentar aos critérios de avaliação que o decréscimo na criminalidade por região seja acompanhado de uma redução no emprego de violência pelas próprias autoridades. Polícia boa investiga e prende, sem bater nem matar (a não ser em situações extremas).

Com auxílio de organismos técnicos e da sociedade civil, é possível obter indicadores de eficácia da conduta policial que não degradem a política de bônus a uma espécie de caça à recompensa.

Muito menos se trata de substituir a necessidade de que os policiais paulistas tenham remuneração fixa compatível com os extremos riscos a que são submetidos.

Na Polícia Civil, o salário de um delegado paranaense corresponde a mais do que o dobro do vigente em São Paulo. Na Polícia Militar, onde também são grandes as disparidades regionais, o salário de um soldado de segunda classe paulista é de cerca de R$ 2,5 mil. No mais recente edital do Distrito Federal, a remuneração após o curso de formação chegava a R$ 4,3 mil.

Números injustamente desiguais, com certeza, para uma situação de risco que não difere tanto assim de um Estado para outro. De todo modo, é a realidade da violência, e não suas estatísticas, o que mais preocupa; que o governo paulista busque novos modos de articular as duas esferas é algo a ser recebido sem preconceitos.

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