Ficha Corrida

23/08/2015

Boimate, a ciência segundo a Veja

Filed under: Boimate,Elio Gaspari,Eurípdes Alcântara,Paulo Nilson,Veja — Gilmar Crestani @ 11:01 am
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imageA história do Boimate constitui-se no exemplo pronto e acabado do tipo de informação que a revista Veja mais preza. Não foi o primeiro nem o último caso.

Tempos depois também embarcou no caso da cidade Paraguaia colonizada só com alemães da cidade natal de Kant, Nueva Konigsberg.  É claro que a cidade só existe no imaginário da Veja.

Todo dia surge uma nova patacoada perpetrada pela revista finanCIAda pelo grupo racista NASPERS. Felizmente, a Veja só serve de adubo para uma manada cujo maior mérito é não perder o ódio por quem desenvolve políticas públicas de integração e promoção social. Eles odeiam a situação atual dos aeroportos e o tipo de convivência nos vôos, cuja maior representante é Danusa Leão.

Graças às Danusas, aos Luis Carlos Prates e ao Luis Carlos Heinze, a manada amestrada pasta bovinamente. Vida longa ao imbecis, para que possam apreciar em vida o sucesso das políticas de esquerda, tanto mal fazem ao cruzamento do Boimate com a Nueva Konigsberg…

32 anos depois, ilustrador confessa que desenhou o Boimate da Veja

Postado em 22 de agosto de 2015 às 2:31 pm

Em seu Facebook, o ilustrador Paulo Nilson desfez um mistério de mais de três décadas: ele foi o autor do desenho do Boimate.

Foi uma das maiores barrigadas da história da imprensa brasileira.

A Veja tomou como verdade uma nota de 1.o de abril de uma revista estrangeira que dissera que os cientistas tinham conseguido cruzar um boi e um tomate.

A versão de Paulo:

CONFESSO! EU DESENHEI O BOIMATE!

Eu trabalhava na Veja, na zona da senzala, onde ficavam os ilustradores, os diagramadores e digitadores. Ouvi um zun-zun sobre uma descoberta fan-tás-ti-ca, e meus pelos se arrepiaram. Logo veio o jovem foca, recém promovido a Editor de Ciência e Tecnologia, Eurípedes Alcântara, brandindo uma revista amarrotada, exigindo uma ilustração. Coube a mim ilustrar (na época não existia o neologismo “infográfico”). A Dorrit deu de ombros, como sempre fazia. Elio Gaspari veio com suas gracinhas sem graça, e o velho Guzzo, o mão peluda, rosnou: “Bate o martelo”. Fui obrigado a desenhar, mas não coloquei meu crédito, que não nasci ontem. Deu no que deu…

Diário do Centro do Mundo » 32 anos depois, ilustrador confessa que desenhou o Boimate da Veja

23/07/2015

Necrópsia, Veja o corpo estendido no tatami

NASSIF: EDITORA ABRIL CAMINHA PARA A RECUPERAÇÃO JUDICIAL

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Jornalista Luís Nassif, que escreve a trajetória da editora que, "de tentativa em tentativa, foi afundando", diz que "aumentam os rumores de que nos próximos dias a Editora Abril deverá entrar na Justiça com pedido de recuperação judicial"; e que "ingressa, assim, na penúltima fase da agonia um grupo que dominou o mercado editorial brasileiro nas últimas décadas"

23 DE JULHO DE 2015 ÀS 16:06

Por Luís Nassif, do Jornal GGN – Aumentam os rumores de que nos próximos dias a Editora Abril deverá entrar na Justiça com pedido de recuperação judicial.

Ingressa, assim, na penúltima fase da agonia um grupo que dominou o mercado editorial brasileiro nas últimas décadas.

Ao lado das Organizações Globo, a Abril foi o primeiro grupo editorial brasileiro a adotar o modelo dos grupos de mídia norte-americanos. Começou no país representando os quadrinhos da Disney e da Marvel. Depois, seguiu o modelo Time-Life, tendo como carros-chefes revistas que seguiam padrão similar: Veja, seguindo o estilo Time; Placar emulando o Sporteds Illustred, Exame copiando a Fortune e Quatro Rodas.

Defensora intransigente do modo de vida norte-americano, do primado da iniciativa privada, em várias fases de sua vida valeu-se da influência política para conquistar as benesses do poder.

Nos governos militares montou a Rede Quatro Rodas de Hotel contando com os benefícios fiscais criados por Delfim Netto. No governo Sarney, conseguiu concessões de TV a cabo. No governo Collor quase conseguiu o monopólio das Listas Telefônicas da Telerj, negociadas pelo então presidente Eduardo Cunha.

A Abril começou a se perder ainda nos anos 90, devido a sucessivos erros estratégicos. Liderada por Roberto Civita, montou um canal de TV, a MTV, entrou na TV a cabo, através da TV A, e saiu na frente com o segundo portal do país, o BOL.

O BOL acabou perdendo a iniciativa para a UOL devido a alguns erros estratégicos – a extrema lentidão em montar a rede de telefonia, na fase pré banda larga e em pretender ser a única provedora de conteúdo. Mas, principalmente, pelo boicote conduzido pelos executivos da área de impressos, preocupados em não perder posição no grupo.

A BOL acabou fundida com a UOL e Roberto Civita passado para trás por Luiz Civita, da UOL. Houve a fusão e a gestão da empresa ficou com o grupo Folhas. Luiz acabou aliando-se aos portugueses da Portugal Telecom e montando um aumento de capital inesperado, avisando Civita só na véspera. Civita perdeu o controle compartilhado e, mais tarde, vendeu sua parte para a UOL, por uma fatia do valor que a empresa viria a ter no decorrer dos anos seguintes.

Junto com o velho Otávio Frias, ainda tentou juntar forças para adquirir metade da TV Bandeirantes. Acompanhei de perto essa história pois fui incumbido por Frias de fazer a ponte com João Saad, com quem tinha boas relações.

O caso Naspers

De tentativa em tentativa a Abril foi afundando. Ganhou algum fôlego quando aceitou a sociedade com o grupo sul-africano Naspers, em uma história mal contada. O grupo assumiu 30% do capital, máximo permitido pela legislação brasileira. Outros 20% foram adquiridos por duas holdings sediadas em Delaware, EUA, e representadas no Brasil pelo escritório Mattos-Filho. Mais tarde, quando a Abril vendeu a TV A para a Telefonica, as duas holdings desaparecem da sociedade.

Os anos 2.000 marcam o início da decadência final do grupo. Globalmente, a Internet vitimiza o segmento de revistas. Civita decide, então, importar o estilo Rupert Murdoch. Incorpora o linguajar agressivo da ultradireita, inaugurando o estilo com a campanha contra o desarmamento; passa a vender sua opinião de forma imprudente (como ocorreu com o banco Opportunity), alia-se à organização criminosa de Carlinhos Cachoeira, beneficiando-se da complacência do Ministério Público Federal, e tenta se valer do temor que infundia para se aventurar no mercado de livros didáticos e, mais à frente, de cursos didáticos.

A Abril da coleção Os Pensadores, da revista Realidade, da HGistória da Música Popular e de outros feitos culturais, cede lugar ao mais pernicioso jornalismo de esgoto da história da imprensa brasileira.

Recorre ao discurso macarthista para tentar afastar concorrentes e impor suas publicações. Fecha contratos importantes tanto no MEC (Ministério da Educação) quanto com o governo de São Paulo.

Quando explode a bolha dos cursos universitários – no rastro do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) – sai imprudentemente à caça de cursos, com total falta de discernimento.

Liderado por um CEO megalomaníaco, a Abril se endivida, adquire cursos superavaliados que não lhe proporcionam retorno financeiro e acaba vendendo a Abril Educacional para um fundo de investimento. Não há indícios de que o dinheiro amealhado tenha sido utilizado para resgatar a Editora Abril do mar de dívidas em que se meteu.

Enquanto isto, o faturamento editorial despencava. Para preservar a publicidade de Veja, a editora recorre ao subterfúgio de turbinar a tiragem com promoções gratuitas, burlando as regras de auditoria do mercado publicitário.

Há quatro anos, o mercado trabalhava com uma hipótese de tiragem de 850 mil exemplares para a Veja, enquanto o IVC (Instituto Verificador de Circulação) apontava ainda mais inexistentes 1,2 milhão de exemplares. Esse fosso deve ter aumentado mais ainda, já que o IVC continua sustentando a tiragem de 1,2 milhão de exemplares.

De lá para cá possivelmente a tiragem caiu mais ainda, tornando mais custosa a operação de turbina-la com assinaturas gratuitas.

Gradativamente começa a se desfazer de seus principais títulos. A crise do mercado publicitário acelerou sua agonia.

Dos quatro grandes grupos de mídia tem-se o seguinte quadro:

1. Editora Abril, com escassa possibilidade de sobrevivência.

2. Estadão, tendo como único produto viável a Agência Estado.

3. Folha, sendo absorvida pela UOL, que torna-se cada vez mais um grupo de datacenter, tendo de concorrer com os gigantes globais. E com o modelo de portal entrando em crise, com a audiência corroída pelas redes sociais, que tornaram-se a porta de entrada principal dos usuários.

4. Globo, que permanecerá com seu enorme poder.

05/07/2015

Depois do Boimate, a tiragem milionária

Filed under: Boimate,Golpismo,Golpistas,Tiragem,Veja — Gilmar Crestani @ 10:43 am
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A Veja atende, e bem, um único requisito: fazer capas para servir de prova nos Processos de Moscou que bota no Gulag das Araucárias os que podem servir de boi de piranha para criminalizar o PT e derrubar o Governo.

O mistério das tiragens da Veja

dom, 05/07/2015 – 08:49

Atualizado em 05/07/2015 – 08:56

Por Conejo 10

Mais um dado sobre o número de revistas que devem circular pelo país

Outro dia este blog informava que a VEJA, com UM MILHÃO E CEM MIL EXEMPLARES semanais levava, por isso mesmo, a maior parte da publicidade governamental.

Outro dia, num consultório médico, caiu-me às mãos um exemplar recente da Veja, acho que de 01 de julho de 2015.

Procurei, no expediente, a tiragem, mas a informação não aparece.

Contudo levei um tremendo susto: ali consta que aquela VEJA foi impressa na Gráfica Coan, em Tubarão, minha cidade natal.

Tubarão é a quinta ou sexta cidade catarinense, mas é bem pequena para o tamanho do Brasil.

Tem mais ou menos 100 mil habitantes, menos do que um bairro carioca ou paulista.

Como então manter um parque gráfico capaz de imprimir, num fim de semana, UM MILHÃO DE EXEMPLARES DA VEJA?

E o resto da semana? Gráfica parada?

Além disso Tubarão não tem voos, não tem porto, e fica longe de tudo – como escoar tantas revistas, do Oiapoque ao Chuí?

Daí que aquele post que eu coloquei no comentário, de um ex-editor da Veja, que sua tiragem não passa de 100 mil, começou a me aparecer verdadeira.

O mistério das tiragens da Veja | GGN

29/11/2014

Não há o que não haja

Gilmar Mendes será provocado a defender um segundo Rodrigo De Grandis no Ministério Público. Depois da PEC-37, a única consequência das manifestações de junho de 2013, o Ministério Púbico tem licença para vestir a fantasia da Pantera Cor-de-Rosa. Bem lembrado pelo Miguel do Rosário, o caso Boimate e o Nueva Konigsberg catapultaram a Veja para o antro do Instituto Millenium.

Dia sim outro também, as cinco irmãs vão se estatelando. Como no samba, está lá O Globo estendido no chão. Ailton Benedito de Souza junta-se ao seleto grupo de Rodrigo Constantino, Rodrigo de Grandis, Lobão, Bolsonaro e outros quadrúpedes de menor expressão. Diante do que informa Miguel a pergunta que não quer calar: como anda o processo seletivo no Ministério Público? Não tem teste psiquiátrico, não?! E pensar que, acima deles todo, está o Silenciador-Geral do STF para dar cobertura a este tipo de sanguessuga do Estado.

Será que ele não é uma das vítimas, um sequelado do acidente com Césio 137 em Goiânia?! Ou teria sido contagiado pela epidemia de anencefalia que acomete os a$$oCIAdos do Instituto Millenium?

Os boimates bolivarianos do Ministério Público

29 de novembro de 2014 | 06:07 Autor: Miguel do Rosário

venezuela_criancas_goias01

Democracia é expor todas as instituições à crítica livre e transparente da sociedade.

Inclusive o Ministério Público, uma instituição fundamental ao combate à corrupção, mas que também deve ser vigiada.

Quem vigia os vigilantes?

O procurador exibicionista que expôs o MPF ao ridículo

SEX, 28/11/2014 – 23:41
ATUALIZADO EM 28/11/2014 – 23:49
Luis Nassif, em seu blog.

Não há nada que comprometa o esforço geral de uma corporação, do que o exibicionismo de um de seus membros – especialmente quando dispõe de prerrogativas de poder de Estado.

É o caso do Procurador da República em Goiás Ailton Benedito de Souza.

Ontem expôs o MPF ao ridículo, ao agir contra decisão do governo venezuelano de convocar 26 jovens do Brasil para compor uma tal Brigadas Populares de Comunicação.

Imediatamente o procurador Ailton intimou o Itamaraty, em um prazo de dez dias, a levantar a identidade dos jovens sequestrados e investigar uma possível rede de tráfico humano.

Era uma mera notícia de Internet, mencionando a comunidade Brasil, um bairro popular da cidade venezuelana de Cumaná que, com exceção do nome, não tem a menor relação com o país Brasil.

A barriga repercutiu no mundo todo, sendo ironizada em vários idiomas.

Uma barriga desse tamanho basta. Mas a atitude do Procurador em se basear em qualquer factoide para propor ações já virou compulsão.

Tornou-se membro do Instituto Millenium, valendo-se das prerrogativas do cargo para desmoralizar o Ministério Público.

Em maio passado tentou suspender toda a publicidade da Copa do Mundo (http://migre.me/nabDB) por estar “absurdamente divorciada da realidade”.

Montou um catatau de 50 páginas argumentando que “de fato, os brasileiros ficaram bastante esperançosos e que as obras da Copa, que consumiram bilhões de recursos públicos, proporcionassem um legado auspicioso, a ser usufruído nos anos vindouros pela sociedade, que, afinal paga a conta”.. No entanto, “vários empreendimentos projetados para o transporte público e o trânsito foram cancelados ou substituídos por outros de menor impacto, que, primeiro, não serão concluídos a tempo; e, segundo, visam, exclusivamente, mitigar os efeitos da desorganização, da falta de planejamento, da incompetência em executar o que se planejou, relativamente à infraestrutura e aos serviços voltados à realização da Copa, a fim de evitar que o pior”.

Consultasse o próprio MPF, esse despreparado saberia do enorme trabalho que juntou praticamente todos os poderes – do Executivo aos estados, da Polícia ao Ministério Público – na organização do evento. Baseou-se em meras notícias não confiáveis da mídia para sair atirando.

Em novembro de 2011, processou professores por desacato, depois de terem ido ao MPF-GO denunciar supostos desvios de verba do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico) pela prefeitura de Goiânia.

Quando foi lançado o programa Mais Médicos, viu mais uma oportunidade de aparecer. Com base em notas de jornal, instaurou um inquérito civil-público para apurar “possíveis ações e omissões das administrações públicas – em todas as esferas – a respeito do programa Mais Médicos” (http://migre.me/nabUf).

Baseava-se exclusivamente em reportagens mal apuradas, sem a preocupação em aprofundar as investigações. Indagado sobre a razão do inquérito, alegou que:

“Primeiro: a notícia de que municípios estariam substituindo profissionais próprios por médicos do “Mais Médicos”. Segundo: a notícia de que profissionais originários de Cuba estariam sofrendo algum tipo de violação aos seus direitos, principalmente o direito de se locomover no território nacional. Terceiro: a situação de abandono do programa por médicos que se inscreveram no programa e ingressaram na atividade”( http://migre.me/nac3x).

Se amanhã um jornal noticiar que há indícios de propina no escavamento das crateras da Lua, não se tenha dúvida e que o bravo procurador atuará firmemente em defesa da moralidade intimando os lunáticos.

O procurador tem um blog, o “Bendito Argumento”, onde elabora textos assim:

“Portanto, todos nós, queiramos ou não, participamos ou omitamos, ajamos ou quedamos, ativos ou passivos, independentemente de nossos sonhos e pesadelos, virtudes e vícios, desejos e repulsas, crenças e incredulidades, saberes e ignorâncias, bravura e covardia, riquezas e misérias etc., somos seres políticos. E, como tais, responsáveis perante nós mesmos, as famílias, a sociedade, o mundo no qual vivemos”.

(…) Se eu fosse cruel, torceria pela vitória daqueles que almejam transformar a democracia do Brasil numa cópia dos regimes ditatoriais bolivarianos, para que eles fossem devorados pelo Saturno dos seus sonhos”.

Em seus textos, Ailton denuncia a “propaganda eleitoral subliminar”, “sobretudo a que se utiliza da máquina pública”.

Define a tal propaganda eleitoral subliminar como aquela que “consubstancia mensagem que não ultrapassa o limiar da consciência, que não é suficientemente intenso para penetrar na consciência, mas que, pela repetição ou por outras técnicas, pode atingir o subconsciente, afetando as emoções, desejos, opiniões; subconsciente. Nessa perspectiva, a propaganda política também se serve das técnicas subliminares para chegar à inconsciência dos cidadãos, sobretudo os eleitores, especialmente durante os processos eleitorais. Todavia, não é incomum que tais processos perdurem todo o período que medeia entre a posse dos eleitos num pleito e o próximo. Noutras palavras, políticos estão sempre em campanha, muitas das vezes sem que o cidadão-eleitor tenha consciência”.

Em um dos artigos, deblaterou contra a afirmação de Dilma Rousseff, de que poderia utilizar as Forças Armadas nas manifestações contra a Copa:

“Por que, em lugar usar que “o Exército pode agir contra manifestações anti-Copa”, não se determinar aos órgãos competentes, responsáveis pela segurança pública, que façam uso da apropriado da Lei de Segurança Nacional para punir os que atentam contra a democracia, o Estado de Direito, os direitos fundamentais dos brasileiros, seja antes, durante ou depois da Copa? Pois que, sendo necessário, que se invoquem as Forças Armadas para defender a sociedade, a democracia, o Estado de Direito, não a #CopaDasCopas” (http://migre.me/nacLy)”.

Os boimates bolivarianos do Ministério Público | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

27/09/2014

Biografia bonsai da inVeja

Filed under: Boimate,Instituto Millenium,InVeja,Nueva Konigsberg,Veja — Gilmar Crestani @ 11:54 pm
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Veja chegou

A Veja constrói suas patacoadas com muita verossimilhança. Costuma, para dar sentido às matérias, entrevistar personagens que ninguém conhece. Aí não se sabe se existem ou não. Mas há duas matérias a Veja que para mim são emblemáticas: Nueva Konigsberg e Boimate. Não é que a Veja conseguiu entrevistar os dois personagens que dão sentido ao artigo científico que provava o cruzamento do boi com o tomate? Veja entrevistou o boi e o tomate…
Publicado em 27/09/14 às 17h31

Melancólico fim da revista “Veja”, de Mino a Barbosa

20 Comentários

Uma das histórias mais tristes e patéticas da história da imprensa brasileira está sendo protagonizada neste momento pela revista semanal "Veja", carro-chefe da  Editora Abril, que já foi uma das maiores publicações semanais do mundo.

Criada e comandada nos primeiros dos seus 47 anos de vida, pelo grande jornalista Mino Carta, hoje ela agoniza nas mãos de dois herdeiros de Victor Civita, que não são do ramo, e de um banqueiro incompetente, que vão acabar quebrando a "Veja" e a Editora Abril inteira do alto de sua onipotência, que é do tamanho de sua incompetência.

Para se ter uma ideia da política editorial que levou a esta derrocada, vou contar uma história que ouvi de Eduardo Campos, em 2012, quando ele foi convidado por Roberto Civita, então dono da Abril, para conhecer a editora.

Os dois nunca tinham se visto. Ao entrar no monumental gabinete de Civita no prédio idem da Marginal Pinheiros, Eduardo ficou perplexo com o que ouviu dele. "Você está vendo estas capas aqui? Esta é a única oposição de verdade que ainda existe ao PT no Brasil. O resto é bobagem. Só nós podemos acabar com esta gente e vamos até o fim".

É bem provável que a Abril acabe antes de se realizar a profecia de Roberto Civita. O certo é que a editora, que já foi a maior e mais importante do país, conseguiu produzir uma "Veja" muito pior e mais irresponsável depois da morte dele, o que parecia impossível.

A edição 2.393 da revista, que foi às bancas neste sábado, é uma prova do que estou dizendo. Sem coragem de dedicar a capa inteira à "bala de prata" que vinham preparando para acabar com a candidatura de Dilma Rousseff, a uma semana das eleições presidenciais, os herdeiros Civita, que não têm nome nem história próprios, e o banqueiro Barbosa, deram no alto apenas uma chamada: " EXCLUSIVO – O NÚCLEO ATÔMICO DA DELAÇÃO _ Paulo Roberto Costa diz à Polícia Federal que em 2010 a campanha de Dilma Rousseff pediu dinheiro ao esquema de corrupção da Petrobras". Parece coisa de boletim de grêmio estudantil.

O pedido teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da então candidata Dilma Rousseff, ao ex-diretor da Petrobras, para negociar uma ajuda de R$ 2 milhões junto a um doleiro que intermediaria negócios de empreiteiras fornecedoras da empresa.

A reportagem não informa se há provas deste pedido e se a verba foi ou não entregue à campanha de Dilma, mas isso não tem a menor importância para a revista, como se o ex-todo poderoso ministro de Lula e de Dilma precisasse de intermediários para pedir contribuições de grandes empresas. Faz tempo que o negócio da "Veja" não é informar, mas apenas jogar suspeitas contra os líderes e os governos do PT, os grandes inimigos da família.

Veja e escolhas

E se os leitores quiserem saber a causa desta bronca, posso contar, porque fui testemunha: no início do primeiro governo Lula, o presidente resolveu redistribuir verbas de publicidade, antes apenas reservadas a meia dúzia de famílias da grande mídia, e a compra de livros didáticos comprados pelo governo federal para destinar a esc0las públicas.

Ambas as medidas abalaram os cofres da Editora Abril, de tal forma que Roberto Civita saiu dos seus cuidados de grande homem da imprensa para pedir uma audiência ao presidente Lula. Por razões que desconheço,  o presidente se recusava a recebe-lo.

Depois do dono da Abril percorrer os mais altos escalões do poder, em busca de ajuda, certa vez, quando era Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República, encontrei Roberto Civita e outros donos da mídia na ante-sala do gabinete de Lula, no terceiro andar do Palácio do Planalto."

"Agora vem até você me encher o saco por causa deste cara?", reagiu o presidente, quando lhe transmiti o pedido de Civita para um encontro, que acabou acontecendo, num jantar privado dos dois no Palácio da Alvorada, mesmo contra a vontade de Lula.

No dia seguinte, na reunião das nove, o presidente queria me matar, junto com os outros ministros que tinham lhe feito o mesmo pedido para conversar com Civita. "Pô, o cara ficou o tempo todo me falando que o Brasil estava melhorando. Quando perguntei pra ele porque a "Veja" sempre dizia exatamente o contrário, esculhambando com tudo, ele me falou: `Não sei, presidente, vou ver com os meninos da redação o que está acontecendo´. É muita cara de pau. Nunca mais me peçam pra falar com este cara".

veja-revista do reacaA partir deste momento, como Roberto Civita contou a Eduardo Campos, a Abril passou a liderar a oposição midiática reunida no Instituto Millenium, que ele ajudou a criar junto com outros donos da imprensa familiar que controla os meios de comunicação do país.

Resolvi escrever este texto, no meio da minha folga de final de semana, sem consultar ninguém, nem a minha mulher, depois de ler um texto absolutamente asqueroso publicado na página 38 da revista que recebi neste final de semana, sob o título "Em busca do templo perdido". Insatisfeitos com o trabalho dos seus pistoleiros de aluguel, os herdeiros e o banqueiro da "Veja" resolveram entregar a encomenda a um pseudônimo nominado "Agamenon Mendes Pedreira".

Como os caros leitores sabem, trabalho faz mais de três anos aqui no portal R7 e no canal de notícias Record News, empresas do grupo Record. Nunca me pediram para escrever nem me proibiram de escrever nada. Tenho aqui plena autonomia editorial, garantida em contrato, e respeitada pelos acionistas da empresa.

Escrevi hoje apenas porque acho que os leitores, internautas e telespectadores, que formam o eleitorado brasileiro, têm o direito de saber neste momento com quem estão lidando quando acessam nossos meios de comunicação.

Ricardo Kotscho – Brasil, mundo, economia e mais – R7

20/09/2014

Depois do Boimate da Veja, o Ramate da Knorr

Filed under: Boimate,Incompetente,Inflação,Instituto Millenium,Privada,Recall,Tomate — Gilmar Crestani @ 12:16 pm
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inflaçao da epocaCoisas muito estranhas andam acontecendo no mercado de notícias e de alimentação. Depois que a VEJA descobriu o maior avanço científico jamais visto, a cruza do boi com o tomate, batizado de Boimate, parecia que a fome acabaria. Não é por acaso que em italiano tomate se chama pomodoro, maçã de ouro. No Brasil, a Veja saiu na frente, como de costume, comprovante com entrevistas de ambas as partes (o boi e o tomate). Depois foi a Ana Maria Braga que, para justificar o pedido de juros altos, elevava o tomate ao símbolo inflacionário. Agora a Knorr que mata o rato e tira o pelo, mas não evita de vende-lo.

O mesmo grupo (Globo) que publica a Vogue, que vende crianças em poses sensuais, também publica a Época, que elegeu o tomate como símbolo da escalada inflacionária no Governo Dilma.

Todos estes que estão aí, cavalgando na mentira, pisaram no tomate. Aos golpistas de sempre, vai toma te cru!

Anvisa interdita lote de extrato de tomate com pelo de roedor

O ESTADO DE S. PAULO

19 Setembro 2014 | 16h 57

Na imagem, o ser inteligente não usa colar!!

tomateResolução foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira, 19, a interdição cautelar de um lote do extrato de tomate da marca Knorr-Elefante após laudo de fiscalização apontar a presença de fragmentos de pelo de roedor. A resolução foi publicada nesta sexta no Diário Oficial da União.

A interdição, que tem duração de 90 dias, foi aplicada para o lote LG, com validade até 21 de maio de 2015. O produto é fabricado pela Cargill Agrícola S.A.

A Cargill informou que está tomando todas as medidas cabíveis para avaliar o caso junto à Anvisa e à Vigilância Sanitária de Minas Gerais para comprovar a adequação do produto. A empresa também afirmou que os demais lotes não foram afetados pela interdição e estão aptos à comercialização./COM AGÊNCIA BRASIL

07/09/2014

Factoides da inVeja

Gilmar Mendes comanda reunião de trabalho para abastecer  Veja de factóides

Gilmar Mendes comanda reunião partidária

Depois do Boimate, da Nueva Konigsberg, a Veja ressuscita o Delegado Bruno e  seus arapongas para atender interesse da Naspers

A lista dos Honoráveis Bandidos da Veja começa com Demóstenes Torres, Carlinhos Cachoeira, Policarpo Jr., José Roberto Arruda… e segue por outros (Daniel Dantas, Rober Abdelmassih) que Gilmar Mendes já soltou…

Nem vamos falar do grampo sem áudio, da ligação de FHC para Gilmar Mendes ou de como José Roberto Arruda deu a volta por cima do mensalão do DEM, ou do fato do jagunço de Diamantino chamar o Tribunal onde ele dá expediente de nazista. Mas tudo isto não teria acontecido se, ao invés de Gilmar Mendes, FHC tivesse posto lá alguém decente. Mas aí já seria pedir demais a quem foi capturado, com a ajuda de Miriam Dutra, pela Rede Globo.

Os cuidados com as jogadas da revista Veja

Jornal GGN

É sempre útil ter cautela com a embalagem que Veja usa para embrulhar suas “denúncias”.

No final da tarde de sexta-feira, depois da primeira matéria da Agência Estado sobre o suposto depoimento de Paulo Roberto Costa, o comentário geral era que a revista Veja divulgaria todo o depoimento e a lista de políticos citados (que chegava a 62).

A revista estimulou o boato, antecipando para as 18h a divulgação da capa da semana.  Uma capa genérica, sem nomes. O texto anunciava que eles viriam na edição impressa, junto com informações exclusivas sobre o “esquema de corrupção da Petrobras”.

Mais uma vez, Veja vendeu o que não tinha, ou muito mais do que tinha. Quanto a nomes, dois ex-governadores, a governadora Roseana, o ministro Lobão, um ex-ministro do PP, oito parlamentares e o tesoureiro do PT. Os suspeitos de sempre.

A revista não traz as prometidas informações sobre negociatas na Petrobras. O único exemplo mencionado é uma notícia requentada sobre uma operação de debêntures, que supostamente envolveria a Postalis (e que não se realizou porque os supostos autores foram presos).

Sobrou a embalagem. Sobrou? Veja não mostra papel, não mostra vídeo, não mostra um indício sequer de que botou a mão na massa. Tanto quanto o Estado e a Folha, ouviu um relato sobre o depoimento. A revista não cita fontes, reais ou fictícias. Não ousa escrever que “teve acesso ao depoimento”. Sequer recorre ao surrado “uma fonte ligada às investigações”.

Veja blefa, mais uma vez. Mas alguém conversou sexta-feira com a revista e com os portais, e vendeu um prato requentado.  E quase simultaneamente, o Valor  informava sobre mais um advogado que deixava a defesa de Paulo Roberto. Assim, de repente, sem explicações.

Um advogado à solta, neste momento, é conveniente para ocultar e lançar pistas falsas sobre a fonte do vazamento. Fonte criminosa, posto que a delação corre em sigilo.

A bola está com a direção da PF, com o PGR e com o ministro Teori, que podem dar um basta nesses vazamentos seletivos.

SQN

21/06/2014

Veja bunda e cara do Felipão

A Veja é um portfolio de negócios. Pagou, lavou e levou. Basta estar embrulhado, pagou, a Veja limpa a Ficha. E se precisar sujar, a Veja escala Policarpo Jr e limpa a barra do Carlinhos Cachoeira.  Hoje a Veja só tem dois tipos de consumidores: os safados e os ignorantes. Depois do Boimate, da Nueva Konigsberg, o Sócia de Felipão

Mário Sérgio Conti entra para a história como a pena de aluguel que converte em realidade a profecia do Barão de Itararé: “O homem que se vende sempre recebe mais do que vale.”

DCM: Conti inaugurou o padrão Veja de jornalismo

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"Por trás de tudo, de todas as maldades jornalísticas praticadas pela Veja, estava Mario Sergio Conti, uma das figuras mais amplamente detestadas pelos jornalistas brasileiros", diz Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo, ao comentar a entrevista de Conti com um sósia de Felipão; "a origem do horror em que a Veja se transformou nos últimos anos estava ali, sob as mãos malévolas de Mario Sergio Conti, o cara do Felipão"

21 de Junho de 2014 às 06:37

247 – O jornalista Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo e ex-diretor da Exame na mesma época em que Mario Sergio Conti dirigiu a revista Veja, ambas do grupo Abril, comenta a falsa entrevista que Conti publicou com um sósia de Felipão. Segundo Nogueira, Conti criou, com suas "mãos malévolas", o atual padrão Veja de jornalismo. Leia abaixo:

Por Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo

A entrevista com o falso Felipão entra na crônica do jornalismo brasileiro como uma das maiores besteiras já cometidas.

A pergunta que emerge para o autor, Mario Sergio Conti, é a seguinte: em que planeta ele vive?

Mas é algo no terreno da anedota.

Conti tem razão quando diz que ninguém morreu por conta do erro, e nem a bolsa se movimentou, ou coisas do gênero.

Conti, é verdade, vai passar para a história como aquele jornalista do Felipão.

Mas seu real pecado, na carreira, é algo muito mais sério.

Conti, como diretor de redação da Veja, comandou uma das coberturas mais abjetas e mais canalhas do jornalismo nacional: a que levou ao impedimento de Collor.

Ali a Veja mostrou, sem que ninguém percebesse, o que faria depois: o abandono completo do compromisso com os fatos na sede de derrubar inimigos.

É uma opinião que tenho desde sempre, e a compartilhei várias vezes com jornalistas da Abril nos anos em que trabalhei lá – durante e depois  do crime jornalístico feito pela Veja.

A Veja se baseou, essencialmente, em declarações. Mais que tudo, o depoimento envenenado e raivoso de Pedro Collor foi vital no material jornalístico que a revista produziu naqueles dias.

Nasceu da vingança de Pedro a célebre capa cujo título era: “Pedro Collor conta tudo”.

Meu ponto, desde o início, era o seguinte. Imagine que o irmão do presidente dos Estados Unidos batesse na porta do diretor de redação da revista Time e dissesse que tinha coisas hirríveis para contar.

A Time publicaria?

Jamais. Antes, caso achasse que ali coisas críveis, investigaria profundamente as acusações. Só publicaria com provas, primeiro porque de outra forma sua imagem jornalística ficaria arranhada. Depois porque a Justiça americana, ao contrário da brasileira, não aceita blablablás como evidências.

Num caso notável, Paulo Francis chamou diretores da Petrobras de corruptos. Como a acusação foi feita no Manhattan Connection, os executivos puderam processar Francis na Justiça americana, a despeito da pressão de FHC, então presidente, para que não agissem assim.

Os americanos pediram provas a Francis e ele nada tinha além de sua verve. Na iminência de uma multa que talvez o arruinasse, ele se atormentou. Morreu de enfarto durante o processo, e amigos atribuíram o coração quebrado ao pavor da sentença iminente.

Não espanta que, anos depois da queda de Collor, ele tenha sido absolvido no STF por ausência de provas.

Este fato é, em si, uma prova espetacular da inconsistência da cobertura da Veja.

Por trás de tudo, de todas as maldades jornalísticas praticadas pela Veja, estava Mario Sergio Conti, uma das figuras mais amplamente detestadas pelos jornalistas brasileiros.

Mario Sergio posaria, depois, como “derrubador de presidente”, o que não fez bem a sua carreira na Veja.

O dono da Veja, Roberto Civita, também gostou do título de “derrubador de presidente”, e a revista, embora grande, era pequena demais para dois derrubadores.

RC, pouco depois, deu um jeito de mandar embora Conti. (Antes de ser demitido, ele teve a chance de inventar Mainardi como colunista.) Foi uma demissão florida: Conti teve dois anos remunerados ao longo dos quais escreveu Notícias do Planalto, um livro sobre o episódio Collor.

É um livro no qual ele bajulava todos os donos de jornais e revistas, e ao mesmo tempo atacava jornalistas dos quais não gostava, a começar pelo homem a quem devia o cargo de diretor da Veja, JR Guzzo.

Um dia o jornalismo brasileiro haverá de realizar um trabalho arqueológico sobre o caso Collor.

E então se perceberá que a origem do horror em que a Veja se transformou nos últimos anos estava ali, sob as mãos malévolas de Mario Sergio Conti, o cara do Felipão.

DCM: Conti inaugurou o padrão Veja de jornalismo | Brasil 24/7

19/06/2014

Folha é sósia do boimate

Filed under: Boimate,Judith Brito,Nueva Konigsberg,Sósia de Felipão — Gilmar Crestani @ 8:11 pm
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Folha HoróscopCredibilidade é tudo. Confiança é o segredo basilar do mercado onde se negocia informação. Depois do Boimate e Nueva Konigsberg pela Veja, a Folha entrevista sócia de Felipão. Não fosse a internet, que desmente dia a dia toda manipulação organizada pelos a$$oCIAdos do Instituto Millenium e ainda estaríamos acreditando que não houve ditadura, mas ditabranda

Essa Judith Brito e sua oposição astrológica…

Erramos: Felipão não falou com colunista da Folha

DE SÃO PAULO

19/06/2014 00h18

Diferentemente do que foi publicado no site da Folha, o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, não falou com o colunista Mario Sergio Conti.

Quem falou ao jornalista foi um sósia do treinador, Vladimir Palomo.

Felipão não estava em um voo do Rio para São Paulo. Ele passou o dia em Fortaleza.

O texto também foi publicado pelo site do jornal "O Globo", do qual Conti é colunista.

Mario Sergio Conti pede desculpas a Scolari, a Palomo e aos leitores pela confusão.

Erramos: Felipão não falou com colunista da Folha – 19/06/2014 – Folha na Copa – Esporte – Folha de S.Paulo

11/04/2014

Do boimate aos golfinhos assassinos

A seriedade e a honestidade do PIG só existia durante a ditadura. É que naquela época não havia internet. Como se viu agora com a morte de José Wilker e a diversidade de idade que com que nos presentearam… O Estadão é aquela empresa decadente da famiglia Mesquita que desencadeou uma campanha contra blogs

E não é que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium entraram em “delirium extremis”. Depois do sucesso do boimate e da descoberta da Nueva Konigsberg, o Estadão embarrigou com estes tais de “golfinhos assassinos”…

É a tal de seriedade levada ao extremo, em delírio. Extremo mesmo foi aquela parada do Pimenta Neves, que a famiglia Mesquita colocou de Diretor de Redação, mas não sabia que ele assediava moral e sexualmente a colega Sandra Gomide. Ou sabiam? Como todo mundo sabe, Pimenta Neves assassinou a colega por quem tinha taras, com um tiro pelas costas.

Uma espécie de metáfora de chumbo do peso dos editoriais do Estadão contra qualquer coisa que seja de esquerda.

‘Golfinhos assassinos’ da Ucrânia estão à solta

13 de março de 2013 | 10h 14

O Estado de S.Paulo

Três golfinhos treinados pelas forças especiais da Ucrânia para desarmar minas e assassinar mergulhadores inimigos fugiram da base naval de Sebastopol. Em suas missões, os amáveis cetáceos carregam facas e armas de fogo – não está claro se os "fugitivos" estavam com o armamento. Os golfinhos teriam saído a procura de pares para acasalar.

Veja também:
link CORREÇÃO:notícia sobre golfinhos na Ucrânia era falsa

Credibilidade é tudo. Como disse o Veríssimo, tem dias em que a única coisa verdadeira num jornal é a data…

José Wilker

‘Golfinhos assassinos’ da Ucrânia estão à solta – internacional – versaoimpressa – Estadão

08/10/2013

Cubanos x Policarpo Junior

Filed under: Boimate,Cubanos,Nueva Konigsberg — Gilmar Crestani @ 9:10 pm
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Depois que a Veja tornou pública a miscigenação do tomate com o boi, o tal de Boimate, todos os celetistas da Veja deveriam ser internados na Nueva Konigsberg

O Roda Viva e a fábula dos lutadores cubanos deportados

ter, 08/10/2013 – 11:59

Luis Nassif

Atualizado às 12:00

Participei ontem do Roda Viva entrevistando o governador gaúcho Tarso Genro.

Tarso é um dos bons formuladores do PT, empenhado em prospectar o que seria o novo tempo político, para se fugir da polarizzação política atual.

É crítico da atuação do PT e é crítico da atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento da AP 470.

No geral, um programa de bom nível, onde a velha polarização se fez presente através de um dos entrevistadores. Um dos pontos levantados foi o caso dos boxeadores cubanos – que vieram para o Panamericano. Repetiram-se todas as acusações formuladas na época.

Que os boxeadores pediram asilo e o asilo lhes foi recusado; que tanto eles queriam fugir de Cuba que voltaram mas, logo depois, fugiram novamente; que o Brasil concedeu asilo a Battisti, que é criminoso, e deportou os cubanos.

Tarso explicou rapidamente que o pedido para voltar para Cuba partiu deles; que os depoimentos foram acompanhados por representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do Ministério Público. E mais não disse, porque havia outros temas a serem tratados. Mas o jornalista insistiu que, se fosse da vontade deles voltar paa Cuba, não haveria por quê, pouco tempo depois, terem fugido novamente.

As versões e o fato

O episódio é um dos exemplos clássicos da manipulação da notícia, naqueles tempos em que o contraponto se limitava a poucos blogs. Os  quatro grandes grupos bateram por semanas na tese de que o asilo tinha sido negado aos cubanos.

Coube ao Extra – o tabloide das Organizações Globo – o furo jornalístico da época. E pela única razão de que, não fazendo parte do mainstream da opinião, não ficou sob vigilância estrita. Com isso, ganhou  alguma liberdade para fazer jornalismo.

Repórteres do Extra reconstituiram o período entre o abandono da delegação cubana e a chegada na delegacia de polícia – na qual, solicitaram a volta para Cuba.

Os dois boxeadores foram na conversa de um manager alemão malandro. O sujeito contratou algumas prostitutas e o grupo ficou alguns dias na esbórnia em um motel dos arredores.

Terminada a farra, caiu a ficha dos cubanos sobre o risco de ir para a Europa com o tal manager. Entraram em pânico, não conheciam nada do Rio, pegaram um táxi e foram parar em uma delegacia, pedindo para voltar para Cuba.

Seguiu-se o imenso alarido da imprensa, mesmo o Ministério da Justiça informando que já havia concedido asilo a outros atletas, que o depoimento dos cubanos foi acompanhado por representantes da OAB e do Ministério Público.

De nada adiantaram os fatos – ora, os fatos -, as explicações e a reportagem do Extra. Foram deportados – e não se fala mais nisso… Para se ver livre do estorvo, o Ministério da Justiça enviou-os em avião oficial para Cuba. O alarido aumentou mais ainda. Era como se eles tivessem sido despachados presos e algemados para a ilha.

Nada disso foi contado por Tarso, até por respeito aos cubanos. E lhe valeu o questionamento final do entrevistador que insistia na tese da deportação: Se eles queriam voltar para Cuba, porque fugiram logo depois?

A resposta de Tarso foi óbvia: obviamente porque não lhes agradou voltar.

Poderia ter sido mais específico: fugiram porque, na segunda vez, encontraram um manager mais confiável.

Mas a falta de respeito ao "senhor fato", produto maior e mais nobre do jornalismo, permite até hoje que susbsistam essas versões da "deportação".

Do Extra

Cubanos foram deixados por olheiros em Araruama

Camilo Coelho e Gabriela Moreira – Extra

RIO – Rigondeaux e Lara ficaram a maior parte do tempo em companhia do agenciador alemão Thomas Doering e de um olheiro cubano, que vive fora do país e foi identificado apenas como Alex. Foram os dois que aliciaram a dupla, planejaram uma fuga e lhe prometeram vida milionária na Alemanha. A convivência entre os dois boxeadores e os dois agenciadores foi harmônica até um determinado momento (participe do fórum: Qual mensagem você gostaria de enviar aos boxeadores cubanos que fugiram da Vila do Pan e depois se entregaram para voltar à ilha de Fidel Castro?).

Eles ficaram hospedados na Pousada Pedras Brancas, em Itaipu, Niterói, e diariamente pegavam um táxi para se divertir.

Foram dias de farra: compras de roupas, videogames, tênis, relógios, perfumes e muitas prostitutas. O grupo fez orgias em motéis e boates de Copacabana, Niterói e Araruama.

Ele passou a perna numa conhecida agência européia que estava de olho nos cubanos

Um taxista, que pediu para não ter o nome revelado, serviu de guia para o grupo durante todo o tempo. Ele revelou que o alemão negociava o passe dos boxeadores com alguém por telefone.

– Ele passou a perna numa conhecida agência européia que estava de olho nos cubanos. Como ele chegou primeiro, começou a fazer leilão – contou.

Esse, no entanto, não foi o único problema. Assustado com a repercussão do caso e temendo que os boxeadores fossem reconhecidos, o grupo decidiu trocar de cidade: em 30 de julho, o alemão Thomas, o olheiro cubano e os dois boxeadores se bandearam para Araruama.

Rigondeaux e Lara acabaram abandonados pelo alemão e pelo olheiro no dia 1º de agosto. Eles deixaram uma mala de dinheiro com os cubanos, pegaram um táxi e embarcaram para a Alemanha. Um dia após serem abandonados, os boxeadores desistiram da fuga e pediram socorro.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/cubanos-foram-deixados-por-olheiros-em-araruama-715366.html#ixzz2h8tQPtUR

Ra a ilha

O Roda Viva e a fábula dos lutadores cubanos deportados | GGN

07/04/2013

Meu reino por um tomate

Filed under: Boimate,Energúmenos,Tomate — Gilmar Crestani @ 8:51 am
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E o novo cavalo de batalha dos grupos mafiomidiáticos é o … tomate. Muitos cavalos famosos ganharam a história. De Bucéfalo, de Alexandre Magno, a Incitatus, do Calígula, o Blanc, do Napoleão, passando pelo cavalo paraguaio e o cavalo do comissário. Agora surge um novo cavalo de batalha dos golpistas. Com exceção da Veja, que nunca mais se recuperou do Boimate e tem medo do tomate como o diabo na cruz, os demais montaram no tomate na batalha pelo aumento dos juros. Tudo vale a pena se a imprensa é pequena…

E de repente a arte culinária ficou mais pobre porque o tomate aumentou. E a culpa é do governo porque a criatividade dos gourmets desconhecem vida fora do tomate. É como se o tomate, de repente, tivesse se tornado item imprescindível do nosso cardápio, como se, na ausência do tomate, fôssemos passar fome!?

Fazer do tomate uma guerra para justificar a financeirização da economia não é só uma demonstração de imbecilidade pública, mas também menosprezo pela inteligência alheia, a tal de abstração que, por exemplo, distingue seres humanos das lebres.

Se o governo der importância à casca de banana jogada pelos bananas da imprensa, aí sim estará pisando no tomate.

VINICIUS TORRES FREIRE

Pisar no freio ou no tomate

Impaciência com inflação ganha um símbolo popular, o tomate, mau sinal para o governo

O POVO ainda parece feliz feito pinto no lixo e adora Dilma Rousseff, algo alienado que está dos efeitos de uma economia mal parada, ou que mal se move. Mas a inflação persistente tem seu primeiro símbolo mais ou menos popular, o tomate, que está caro para chuchu e se tornou motivo de conversa e chacota nas praças da internet, as ditas "redes sociais".

Não dá, claro, para explicar o preço do tomate pelos desarranjos macroeconômicos. Mas o fruto tornou-se o bode expiatório da alta geral dos preços da comida, com perdão pela dissonância biológica, e de certo cansaço com três anos de inflação rodando em torno de 6%.

Nos últimos 12 meses, o preço de comer em casa subiu quase 14%. Na média geral da economia, os preços subiram 6,3%. O preço dos alimentos não subia tanto assim em 12 meses desde 2008. A inflação da comida também tem sido maior que o aumento dos salários, o que também não ocorria fazia uns cinco anos.

Os aumentos de alguns produtos básicos talvez reforcem o mal-estar do tomate. O preço da comida pesa mais na memória e especialmente no bolso dos mais pobres.

Farinhas e massas ficaram 32% mais caras nos últimos 12 meses; batata e legumes, 69%; o grupo de arroz e feijão, 27%; o óleo, 18%. As carnes estão bem comportadas, abaixo da inflação média, mas aves e ovos subiram 21%.

Claro que nem todos os preços sobem assim. Bens duráveis estão mais baratos, carros e eletroeletrônicos, por exemplo. São importados ou enfrentam concorrência do mercado internacional (e tiveram uma mãozinha da redução de impostos).

O preço dos eletroeletrônicos caiu quase 1% em 12 meses. Serviços, como despesas pessoais, médicos e dentista, encarecem mais de 10%.

Os custos domésticos crescem, os salários vão atrás, a indústria nacional padece da carestia, fica menos competitiva, perde mercado, desanima e segura investimentos. E estamos assim algo encalacrados.

Outro sinal de consumo excessivo é o aumento do deficit externo (deficit em conta-corrente, a diferença do valor de bens e serviços que exportamos e importamos). Neste 2013, o deficit deve passar de 3% do PIB, depois de três anos flutuando em torno de 2,2% do PIB (2007 foi o último ano de uma série rara de anos de superavit).

Para piorar, estamos mais e mais financiando o deficit com dívida externa.

Os economistas do governo e adeptos acham que o preço da comida disparou devido a safras ruins pelo mundo e não tão boas no Brasil. O aumento grande do salário mínimo no ano passado teria colocado lenha na fogueira dos preços de comida e serviços (mais dinheiro, mais consumo, mais oportunidade de repasse de preços para o consumidor), coisa que não vai se repetir daqui por diante até 2014, pelo menos.

O problema é que há mais fogo sob a frigideira da inflação que em 2008. O nível de preços teria subido ainda mais agora não fossem controles artificiais como reduções de impostos, do preço da energia elétrica e do adiamento do reajuste da passagem de ônibus. Além do mais, tais medidas estimulam ainda mais o consumo.

Enfim, o mercado de trabalho está muito mais apertado agora do que em 2008.

vinit@uol.com.br

21/09/2012

Ao vivo, direto da cidade paraguaia de Nueva Konigsberg

Filed under: Boimate,Federico Franco,InVeja,Nueva Konigsberg,Paraguai,Roberto Civita — Gilmar Crestani @ 8:40 am

Como sabemos, Federico Franco nasceu na cidade de Nueva Konigsberg. Este lugar foi criado pela Veja especialmente para que lá pudesse nascer o modelo Civita de cidadão. A assoCIAção de Federico Franco com a Veja derivam do consumo do Boimate!

Será que Civita vê o Brasil como um grande Paraguai?

Edição 247:

Uma nota assinada por seis partidos políticos enxergou na última capa de Veja o embrião de um golpe, semelhante ao que levou Getúlio Vargas ao suicídio e afundou o Brasil numa ditadura de 21 anos. Um precedente acaba de ocorrer no país vizinho, agora governado por Federico Franco. Acusada de golpista, Veja tem, agora, a obrigação de provar suas acusações contra Lula, apresentando a fita que, aparentemente, não tem

21 de Setembro de 2012 às 06:23

247 – O empresário Roberto Civita, dono do grupo Abril, decidiu jogar truco com a democracia no Brasil. Na semana passada, Veja publicou uma capa em que o ex-presidente Lula é acusado de chefiar o mensalão, numa “entrevista” já negada pelo próprio “entrevistado”, o empresário Marcos Valério de Souza. Ato contínuo, diversos colunistas de meios de comunicação relevantes passaram a tratar como “declarações”, aquilo que o próprio “declarante” negava. Na terceira etapa, presidentes de três partidos políticos (PSDB, DEM e PPS), anunciaram a propositura de ações judiciais contra o ex-presidente Lula após o período eleitoral.

Há, portanto, um movimento em marcha para conter a força de Lula, que, segundo uma pesquisa recente da CNT/Sensus, se reelegeria com quase 70% dos votos, caso fosse candidato em 2014. Essa manobra acaba de ser denunciada numa nota conjunta assinada por seis partidos: PT, PSB, PMDB, PDT, PC do B e PRB. “Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada por Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação. As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova”, diz o documento, dirigido pelos partidos à “sociedade brasileira”.

O documento compara ainda a situação atual a dois momentos trágicos da história brasileira: o que levou Getúlio Vargas ao suicídio, com as denúncias udenistas do “mar de lama”, e o que derrubou João Goulart, empurrando o Brasil para uma ditadura de 21 anos. Há, ainda, na América Latina, um ambiente neogolpista, desde a deposição de Fernando Lugo, no Paraguai, que foi sucedido por Federico Franco – personagem que, com cara de bom moço, concedeu entrevista às páginas amarelas de Veja dizendo que “os generais foram leais à pátria”.

No jogo de truco, a carta mais forte é o Zap. E Veja, aparentemente, não a possui. A tal “entrevista” com Marcos Valério, ao que tudo indica, não possui fita ou registro. Seria apenas um amontoado de declarações supostamente ditas a supostos interlocutores. Como tudo indica que Veja blefou no seu truco antidemocrático, os partidos agora devolveram a bola para a revista Veja. Para negar suas intenções golpistas, a revista, desafiada por várias forças políticas, só tem uma alternativa: apresentar a fita e provar suas acusações contra Lula.

Caso contrário, a tentativa de golpe paraguaio terá sido desmascarada já no nascedouro.

Será que Civita vê o Brasil como um grande Paraguai? | Brasil 24/7

15/05/2012

A revista lisérgica: Lucy in the Sky

Filed under: Boimate,CPI da Veja,Lucy in the Sky,Nueva Konigsberg — Gilmar Crestani @ 10:03 am

Veja: do Boimate à Lucy in The Sky, passando por Nueva Konigsberg, no Paraguai…

publicada segunda-feira, 14/05/2012 às 16:02 e atualizada segunda-feira, 14/05/2012 às 18:48

Lucy in the Sky with Diamonds: jornalismo lisérgico

por Rodrigo Vianna

A revista “Veja”, antes da curiosa parceria com o bicheiro Cachoeira, era conhecida pela criatividade. Não deixa de ser uma boa qualidade no jornalismo: textos, títulos, ilustrações criativas são sempre benvindos. Desde que se baseiem em fatos.

Fatos não são o forte de “Veja”: dólares para o PT trazidos em caixas de whisky (que ninguém nunca viu), contas no exterior de gente ligada ao lulismo (jamais  encontradas, mas noticiadas como verdadeiras), queda de Hugo Chavez em 2002 (comemorada antes da hora,  com uma capa vergonhosa), grampo sem áudio (hoje, graças a outros grampos com áudio do esquema cachoeira, sabe-se porque o grampo sem áudio virou notícia na “Veja”)…

A lista é enorme, e não se restringe à política.  A “Veja” é crédula. Acreditou no Boimate  (o episódio, ridículo, foi estrelado por um rapaz chamado Eurípedes Alcântara, então editor de “Ciência” da revista), uma brincadeira de primeiro de Abril de uma agência internacional. Por conta de tanta credulidade, a revista noticiou como verdadeio o cruzamento de boi com tomate. Genial. Tão genial que o rapaz depois viraria diretor de redação da revista.

A “Veja” – é bom lembrar – acredita em recomendar remédios (milagrosos) para emagrecer, na capa. De forma irresponsável. O remédio na verdade serve para diabetes, e sumiu das prateleiras. Uma história até hoje mal explicada.

A revista mais vendida do país, com pouco apego aos fatos, tornou-se também sisuda, malcriada, irascível. O fígado dos Civita e de seus rapazes deve doer demais. Eles deveriam relaxar um pouco.  Na última edição até que tentaram. Para responder às críticas avassaladoras contra a estranha parceria Abril-Cachoeira – que levaram “Veja”, 4 semanas seguidas,  para os “TTs” no twitter – os editores decidiram atacar. Acusaram o PT (Globo e Veja são os únicos órgaõs de comunicação do país, na companhia do Professor Hariovaldo, que acreditam piamente na existência dos “radicais do PT”) de comandar uma campanha orquestrada no twitter.

O malvado Rui Falcão (presidente do PT) teria chefiado tudo. Utilizando, vejam só, perfis falsos no twitter. Ou seja: os radicais lulopetistas utilizaram “robots” para atacar a revista dos homens bons da pátria. A “Veja” faz bem em gritar. Radicais! Mosquitos stalinistas! Formigas esquerdistas! Quem sabe esses gritos diminuam o ruído da cachoeira… Um dos “robots” lulopetistas a “Veja” decidiu nomear: tem o nome sugestivo de @Lucy_in_Sky_.

Pois bem. O twitteiro @página2 decidiu fazer o que Veja não gosta de fazer: checar informações. Descobriu que @Lucy_in_Sky_ existe sim! A entrevista da twitteira – que existe, contra a vontade da revista – pode ser lida aqui, no blog do Eduardo Guimarães.

O resumo de tudo isso é o seguinte: “Veja” dá destaque – de forma criativa – a fatos que jamais existiram. Em contrapartida, agora acusa (!?) de não existir pessoas que de fato existem!

Engraçadíssima a “Veja”. Deixou-se embalar pelo jornalismo lisérgico.  Cachoeira já sabia: esses rapazes da marginal estão à frente de seu próprio tempo. Brigar com as redes sociais é, de fato, atitude muito inteligente!

Lucy in the sky with diamonds!!!

===

PS: na primeira versão desse texto, o Escrevinhador cometeu uma falha gravíssima – confundiu Mario Sabino com Eurípedes Alcântara. Alertado por “robots” stalinistas que já estiveram inscrustrados na editora Abril, acabamos de fazer a correção, dando crédito pelo brilhante Boimate ao homem bom Eurípedes Alcântara.

Leia outros textos de Radar da Mídia

A revista lisérgica: Lucy in the Sky – Escrevinhador

13/05/2012

Boimate 2

Filed under: Boimate,CPI da Veja — Gilmar Crestani @ 11:24 pm

Faltou lembrar outra façanha da Veja, aos moldes do boimate, o da Nueva Konigsberg

Veja cria o Boimate 2. É Reivaldo Azeprado, mistura de Reinaldo com Prof. Hariovaldo, que escreveu editorial sobre Twitter

Arte feita a partir de capa original da Veja,
que peguei no Blog do Nassif

Todo mundo se lembra da maior mancada da imprensa brasileira de todos os tempos, o caso boimate.

O " fruto da carne", derivado da fusão da carne do boi e do tomate, batizado com o sugestivo nome de boimate, constituiu-se, sem dúvida, no mais sensacional " fato científico" de 1983, pelo menos para a revista Veja, em sua edição de 27 de abril. Na verdade, trata-se da maior " barriga" (notícia inverídica) da divulgação científica brasileira.
Tudo começou com uma brincadeira – já tradicional – da revista inglesa New Science que, a propósito do dia 1º de abril, dia da mentira, inventou e fez circular esta matéria.
A fusão de células vegetais e animais entusiasmou o responsável pela editoria de ciência da Veja que não titubeou em destacar o fato. E fez mais: ilustrou-o com um diagrama e entrevistou um biólogo da UPS, para dar a devida repercussão da descoberta.
Para a revista, " a experiência dos pesquisadores alemães, porém, permite sonhar com um tomate do qual já se colha algo parecido com um filé ao molho de tomate. E abre uma nova fronteira científica". [divirta-se com a íntegra aqui]

Agora a edição desta semana da revista mais vendida do Brasil lançou um editorial fingindo tratar-se de matéria não assinada, mas que descobrimos ter sido escrita por uma mistura tão improvável quanto a de um boi com um tomate, Reivaldo Azeprado, uma fusão de Reinaldo Azevedo com o Professor Hariovaldo Almeida Prado.
A mistura das duas figuras extravagantes produziu um texto esquizofrênico, com pitadas escatológicas, ao gosto do blogueiro do esgoto, e tiradas completamente fora da realidade, a la Professor Hariovaldo, como o trecho a seguir, retirado do quarto parágrafo do Boimate 2:

Nas últimas semanas, o vazamento de informações da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e a subsequente instauração de uma CPI para investigar o contraventor Carlinhos Cachoeira puseram sangue nos olhos de certa militância petista. Adversários históricos do partido e desafetos do ex-presidente Lula, como o senador Demóstenes Torres e o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, podem sofrer graves punições políticas por sua proximidade com operadores do esquema de Cachoeira. Eles se tornaram alvo da artilharia de esquerda, que também se voltou contra outro alvo de longa data: a imprensa independente, e VEJA em particular.

É  ou não é puro Professor Hariovaldo afirmar que o que há contra Demóstenes e Perillo não são as inúmeras ligações comprometedoras, os presentes, a corrupção, o senador agindo a mando do bicheiro, mas apenas "proximidade com operadores do esquema de Cachoeira"?
E o estilo "ingênuo" do Professor acaba envolvendo a revista, que se coloca em pé de igualdade com os dois. Se a relação da Veja com o esquema Cachoeira for tão próxima como a de Demóstenes e Perillo, mais gente vai para a Papuda, onde já se encontram  alguns repórteres investigativos da mais vendida.
O Boimate 2 pode ser lido na íntegra aqui.

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