Ficha Corrida

17/06/2015

HiPÓcrisia!

Lembro do dia que encontrei no Vale dos Vinhedos, na Serra gaúcha, uma excursão de coxinhas paranaenses. Era numa dessas eleições em que Olívio Dutra era candidato e eu estava com um adesivo de apoio no para-brisa traseiro do meu Corolla. A malta curitibana achou por bem me molestar. Perguntaram porque, sendo comunista (o bico grande e cérebro pequeno dos tucanos cria estas confusões) não andava de Lada. Com um namorada bem mais jovem do eu e vendo que eram casais bem mais velhos, respondi: “De que serve seu capitalismo de mercado se, com tanta mulher bonita por aí, escolhem barangas”. Não fui linchado porque um Corolla anda mais rápido do que um Lada. Não é algo de que deva me orgulhar, mas é exatamente isso que penso desses que vivem achacando órgãos públicos. O Gerdau, por exemplo, pego na Operação Zelotes, não fabrica um parafuso sem algum tipo de isenção ou incentivo fiscal, do tipo FUNDOPEM.

Na época o Nivaldo T. Manzano havia publicado um artigo se perguntando porque o besouro, contra todas as leis da aerodinâmica, voa?! Ele falava da falência técnica da RBS, mas que sobrevivia sob ajuda de aparelhos, do Banco do Brasil. Eram os tempos de FHC. Depois, quando o amante da Miriam Dutra foi apeado do poder, Pedro Parente desembarcou na RBS. Outros menos notáveis, também aportaram por esta bandas. São os mesmos que fazem questão de apontar, quando há algum problema no serviço público, que, se fosse privado, seria melhor. Pois bem, o serviço privado é uma grande Operação Leite Compensado. E depois do Leite Compensado, há agora o Queijo Compensado… E por que não há campanha para recrudescimento nas penas para este tipo de criminoso. Por que os mesmos que pedem aumento das penas para jovens não pedem o mesmo para quem põe veneno em alimentos?!

Hoje, nos estados do sul, há mais empresários envolvidos em botar toda sorte de porcaria no leite que nossas crianças tomam, do que jovens de 16 a 18 anos envolvido em crimes de mesma natureza. Não é sem razão que são os mesmos empresários e mesmos grupos de comunicação que se perfilam com políticos toxicômanos para aprovarem a maioridade penal.

Infelizmente, nos governos Lula e Dilma nada foi feito para combater os bandidos a$$oCIAdos ao  Instituto Millenium.

Os 12% que os grupos mafiomidiáticos conquistaram com campanhas de ódio são os mesmos que adquirem casa própria com financiamento da CAIXA. Jamais o fazem com o Santander ou com o HSBC.

Nassif lembra o dia em que a Globo foi salva pelo BNDES

:

No jornal GGN, Luis Nassif destaca o projeto de capitalização da Globocabo; ‘O BNDES detinha 4% do seu capital. A proposta era elevar a participação para poder salvar a empresa. A megacapitalização elevou para 22,1% a participação do banco. Tempos depois, ela foi vendida para o bilionário mexicano Carlos Slim, tirando a Globo do sufoco’

17 de Junho de 2015 às 07:14

247 – O colunista Luis Nassif lembra o episódio da capitalização da Globocabo, como o dia em que o BNDES salvou a Globo.

“O fato é que houve uma megacapitalização que elevou para 22,1% a participação do BNDES na Globocabo, salvando a empresa. Tempos depois, ela foi vendida para o bilionário mexicano Carlos Slim, tirando a Globo do sufoco”, destaca.

Leia abaixo o post de Nassif sobre o assunto:

Em 2002 fui procurado por Fernando Gentil, diretor do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).

Gentil me tomou quase uma hora de conversa para expor o projeto de capitalização da Globocabo pelo BNDES. A empresa estava literalmente quebrada, sem conseguir honrar seus compromissos com financiamentos externos. A geração de caixa não cobria sequer o serviço da dívida. Sua dívida era de R$ 1,6 bilhão e precisaria rolar anualmente de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões.

O BNDES detinha 4% do seu capital. A proposta era elevar a participação para poder salvar a empresa. A proposta parecia razoável. Sem a capitalização, a Globocabo fecharia e o banco perderia o dinheiro investido.

Na época, ainda havia relativa competição na mídia e alguns colunistas tinham independência inclusive para fiscalizar abusos de outros veículos de mídia. Por isso tinha sido procurado por ele para explicar antecipadamente a operação.

Sem condições de analisar mais profundamente, julguei razoável a ideia de capitalizar a empresa para posterior venda, para evitar a perda total dos ativos. Disse-lhe que, da minha parte, achava razoável a capitalização (http://migre.me/qjUqo)

Deve ter procurado outros colunistas independentes. O fato é que houve uma megacapitalização que elevou para 22,1% a participação do BNDES na empresa, salvando a empresa.

Tempos depois, ela foi vendida para o bilionário mexicano Carlos Slim, tirando a Globo do sufoco.

Não foi a primeira vez que a Globo se aventurou em outros territórios, valendo-se de sua influência política.

No governo Sarney, ganhou a NEC de graça, em uma barganha com Antônio Carlos Magalhães, Ministro das Comunicações, em troca de passar para ela a concessão da emissora na Bahia. E com o valioso auxílio da Veja, ajudando a crucificar Garnero.

No governo Collor, quando as teles caminhavam para a digitalização, foram tentadas duas jogadas para viabilizar a NEC.

No Rio, a Telerj, presidida por Eduardo Cunha, tentou impor os equipamentos da NEC na implantação do serviço celular. O inacreditável Ministro da Infraestrutura João Santana tentou fazer o mesmo junto à Telesp.

Colunista da Folha, Jânio de Freitas ajudou a bloquear a jogada da Telerj. Também colunista do jornal, tive papel no bloqueio da jogada da Telesp.

A jogada de ambos consistia em uma pré-seleção de cinco empresas que tivessem equipamentos compatíveis. Depois, caberia a eles selecionar a vencedora.

Jânio escreveu uma coluna pesada contra a manobra de Cunha, e eu outra coluna denunciando a jogada de João Santana.

Uma semana depois Santana me chamou a Brasília. Entrei na sua sala e ele pediu para o chefe de gabinete entrar e me estendeu uma nova minuta:

– Mudamos o edital. Veja o que acha deste novo.

Disse-lhe que não era consultor de governo. Ele que divulgasse a nova minuta, eu consultaria minhas fontes e apresentaria minha opinião através do jornal.

Essa capacidade de auto-regulação da imprensa acabou com a gradativa aproximação dos grupos de mídia, associando-se e, depois de 2005, montando o grande pacto.

A partir daí, houve ampla liberdade e quase nenhuma transparência para os negócios públicos e privados.

Nassif lembra o dia em que a Globo foi salva pelo BNDES | Brasil 24/7

26/03/2015

HSBC rima com FHC

Primeiro foi descoberto o nome do Senhor X, Narciso Mendes,  agora aparece também o Banco por onde transitou  o dinheiro da compra…

fhc-valoriza-deputadosComo no samba do Gonzaguinha, “Não dá mais pra segurar”. Explode o coração do HSBC. E nele encontram a rima rica e outras aves de rapina.

É verdade que este costume de povo aculturado, colonizado, de investir em países do hemisfério norte é um ímã para “novo rico”. Que o diga o capitão-de-mato da Rede Globo, Joaquim Barbosa e sua Assas JB Corp. Contra qualquer princípio de ética, JB comprou um apartamento em Miami por U$ 10 (dez) dólares, dando o endereço funcional em Brasília. No que ele difere destes coxinhas pegos no HSBC?!

Tucano, nas mãos de alguns membros do Poder Judiciário, não é ave, é enguia. Liso. Cresce entre os dedos, se esvai e foge. Difícil encontra-los no autos. Veja se não é verdade.

Na Operação Rodin, a égua madrinha era tucana. Está solta. Na CPI da Petrobrás tinha dois tucanos. A Lava Jato pegou só o morto. O vivo, sobrevive sob ajuda de aparelhos. No Paraná.

O catão das araucárias está sumido. Sumido da internet, do Congresso, do Paraná, dos jornais. Deve ter atravessado a Ponte da Amizade, afinal, como já dizia o Língua de Trapo, para o Paraguai tudo pode, pó de cocaína, pó de guaraná…

Márcio Fortes é FHC no HSBC

Marcio Fortes Revista ExameA sugestão do dia, no google, é pesquisar “FHC, Serra e Márcio Fortes”. Lá m 2002, Serra se viabilizou candidato do PSDB graças aos seus Fortes. Se o seu forte era Márcio, seu fraco era a arapongagem. Teria sido a arapongagem contratada, vejam só, pelo Márcio Fortes, que montou o flagra na Lunus. Foi isso que detonou sua principal concorrente no campo da direita, Roseana Sarney, naquilo que ficou conhecido como o Caso Lunus. Assim como na força tarefa da Lava Jato há os delegados aecistas, no Caso Lunus tinha os delegados serristas sob coordenação de Marcelo Itagiba… 

O mesmo grupo viria a montar o caso que ficou conhecido como os aloprados do PT. Os aloprados caíram na armadilha, mas a Máfia dos Sanguessugas existiram. Claro, só não existiriam onde, segundo o deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, o PSDB não sofre punição…

Márcio Fortes, com o BNDES numa mão e o FHC na noutra, tinha tanta grana que comprou, só para si, uma capa da revista exame.

A Lista Falciani tem alhos  e bugalho, mas bugalhos. A maioria fez parte da marcha dos zumbis, como o próprio Agripino Maia, égua madrinha do catão dos pampas, Onyx Lorenzoni

Hoje, O Globo, tentando se antecipar à CPI, solta um pitadinha da biografia do tesoureiro desta gente emplumada sempre acobertada, que aparece de corpo inteiro no Swissleaks: “Fortes é empresário da construção civil e um tradicional doador de campanha. Em 2000, foi a pessoa física que mais doou ao PSDB — o equivalente a 21% do total arrecadado. Fortes já foi presidente do BNDES (1987-1989) e secretário municipal de Obras do Rio (1993-1994).” O Globo aplica a lei Rubens Ricúpero para esconder o nome por trás da prática, FHC. Era ele o presidente no período em que Márcio Fortes lubricava as engrenagens do PSDB, inclusive aquela que comprou a reeleição.

A compra da reeleição por FHC não deu tempo suficiente para nomear um Gilmar Mendes na Suíça. Em compensação, sempre há um Rodrigo De Grandis para engavetar as informações que a justiça da Suíça liberou ao MP, este Mistério Púbico que só chuta, na esquerda, com a direita. Robson Marinho é uma prova viva das falcatruas do PSDB, mas os arapongas dos pinhais só encontram peessedebista morto. Deve ser pelo cheiro. Urubu só encontra carniça pelo cheiro.

Essa massa cheirosa é muito engraçada. Hoje FHC sabe de tudo. Mas como confiar num cara que é traído até pela amante. FHC assumiu como seu um filho com a funcionária da Rede Globo, Miriam Dutra, que selou a sua captura pela Globo. Os filhos da D. Ruth, desconfiando daquele que, segundo a mãe, seria o pai, pediram exame de DNA. Bingo! Esse é o cara que, hoje, sabe de tudo e, por isso é onipresente no coronelismo eletrônico. Esta diuturnamente nas páginas dos grupos mafiomidiáticos tentando surfar na marcha golpista dos zumbis.

21/09/2014

Das duas, uma: ou Marina é burra ou é mal assessorada!

Filed under: BNDES,Ignorante!,Ignorância,Marina Mala Faia,Marina Silva,MariNeca — Gilmar Crestani @ 9:16 am
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O populismo barato de Marina sobre o BNDES

Miguel do Rosário

MIGUEL DO ROSÁRIO 20 de Setembro de 2014 às 18:56

O BNDES não “dá” dinheiro para ninguém. Ele financia e recebe de volta. E lucra com isso. No primeiro semestre de 2014, registrou o maior lucro de sua história

Marinafaia, no twitter:

É uma falácia sem tamanho.

Um populismo barato de candidato a vereador.

O BNDES existe para emprestar. É a sua função social. Marina Silva iria usar o BNDES para quê? Para trocar figuras com o Itaú?

As grandes empresas, naturalmente, pegam mais dinheiro. Nas gestões Lula/Dilma, porém, a quantidade de pequenas e médais empresas que obtiveram acesso a financiamentos do BNDES multiplicou-se por várias vezes, se comparada à gestão anterior.

O BNDES não “dá” dinheiro para ninguém. Ele financia e recebe de volta. E lucra com isso. No primeiro semestre de 2014, registrou o maior lucro de sua história.

Reproduzo abaixo um trecho de texto publicado no site do BNDES, e um gráfico.

*

Evolução do lucro líquido do BNDES – R$ milhões

BNDES tem lucro recorde em 2014

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 5,471 bilhões no primeiro semestre de 2014. O resultado é o maior já apresentado para o período e 67,8% superior aos R$ 3,261 bilhões obtidos no mesmo semestre de 2013. O lucro foi influenciado pelo bom desempenho da BNDESPAR, empresa de participações do BNDES, que registrou lucro de R$ 2,148 bilhões, superando em 236,4% o valor do primeiro semestre do ano passado.

Os demais indicadores do período também foram muito positivos. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio do Sistema BNDES alcançou 8,53%, acima dos 6,73% do mesmo semestre de 2013; e o índice de Basileia atingiu 18,4%, situação confortável diante dos 11,0% exigidos pelo Banco Central e superior aos 17,1% de março deste ano e dos 15,8% apurados em junho de 2013.

Além do desempenho da BNDESPAR, o lucro do Sistema BNDES foi composto pelos resultados do Banco e da Finame, respectivamente, de R$ 2,994 bilhões (R$ 1,969 bilhão em junho de 2013) e R$ 330,9 milhões (R$ 443,9 milhões em junho de 2013).

O principal impacto positivo sobre o lucro do Sistema BNDES veio do crescimento de 108,2% do resultado com participações societárias, que passou de R$ 1,779 bilhão no primeiro semestre de 2013 para R$ 3,703 bilhões no mesmo período deste ano. Historicamente, o desempenho obtido por meio da boa gestão das operações da carteira da BNDESPAR tem permitido ao BNDES reduzir ao máximo os custos de seus créditos em renda fixa.

O aumento do lucro líquido consolidado do BNDES foi decorrente, basicamente, de três fatores: alta de 31,8% da receita com dividendos e juros sobre capital próprio, que saiu de R$ 1,999 bilhão em 2013 para R$ 2,634 bilhões em 2014; melhora do resultado com derivativos, que passou de R$ 187 milhões no primeiro semestre de 2013 para R$ 657 milhões no mesmo semestre de 2014; e redução de 57,7% da despesa com provisão para perdas em investimentos no montante de R$ 795 milhões, ante R$ 336 milhões no semestre corrente.

Outro fator que influenciou positivamente o lucro de junho foi o aumento de 19,3% do resultado de intermediação financeira, que passou de R$ 5,025 bilhões no primeiro semestre de 2013 para R$ 5,994 bilhões em igual período de 2014. A expansão foi consequência do crescimento da carteira de crédito e repasses, da gestão dos recursos de tesouraria e da melhora do resultado com provisão para risco de crédito.

O patrimônio de referência (PR), que determina a capacidade de financiamento do Banco, atingiu R$ 110,458 bilhões em junho de 2014, superior aos R$ 108,669 bilhões registrados em dezembro de 2013 e dos R$ 96,021 bilhões de junho do ano passado.

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O populismo barato de Marina sobre o BNDES | Brasil 24/7

07/07/2014

BNDES vai continuar faturando com a Copa

bndesSem querer querendo, a Folha mostra que o dinheiro público aplicado na Copa se deu mediante empréstimos do BNDES a quem construiu os estádios. Portanto, dinheiro que volta aos cofres do BNDES com juros e correção monetária. Por que só agora? Por que não mostraram isso quando a turba insana gritava contra os gastos públicos que faltariam à educação e à saúde? Só porque d. Judith Brito não deixou?!

Na insana tentativa de continuar batendo na Copa, a Folha mostra o contrário do que pretendia. Além de todos os benefícios já trazidos ao Brasil, a Folha mostra que o dinheiro público investido na construção dos Estádio retornará com juros com e correção monetária. Isto é, o BNDES vai receber de volta todo dinheiro emprestado, com juros e correção monetária. Os clubes ou estados que ficarão com os estádios, como o Beira-Rio e Arena da OAS, que tomaram dinheiro emprestado do BNDES, devolverão com juros e correção monetária.

Seria interessante que a Folha fizesse o mesmo levantamento com as empresas privadas que recebem dinheiro do BNDES. Será que elas estão pagando corretamente, em dia, os empréstimos que tomaram do BNDES.

O que a Folha não consegue entender é que a Copa deu lucro a todos os que nela investiram. E perderam todos os brasileiros com Complexo de Vira-latas.

Espero que a próxima reportagem da Folha seja para mostrar o empréstimo que o BNDES deu à Rede Globo no tempo de FHC e consiga que a Globo mostre o DARF dos pagamentos ao BNDES.

Juros de empréstimos para obras de estádios pagariam dois Itaquerões

Valor, de R$ 2,4 bi, está incluso nos R$ 6,7 bi a serem quitados por Estados, empresas e clubes

Fatura será cobrada por bancos públicos e fundo de desenvolvimento; parcela do Corinthians será de R$ 4,8 mi ao mês

DIMMI AMORADE BRASÍLIA

Assim que o apito final soar no Maracanã no próximo domingo (13), a maior parte da fatura da Copa começa a ser cobrada de Estados, empresas e clubes de futebol que se endividaram para construir ou reformar os estádios usados durante o Mundial.

O carnê é caro. Para garantir arenas com o padrão Fifa, os responsáveis pelas obras pegaram emprestados R$ 4,3 bilhões de bancos públicos e de um fundo de desenvolvimento regional.

O valor total do financiamento chegará a R$ 6,7 bilhões, considerando os juros que serão cobrados nos próximos 13 anos.

A estimativa de gastos com juros –R$ 2,4 bilhões– foi feita a pedido da Folha por Jorge Augustowski, diretor-executivo de economia da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), com base na cópia dos contratos disponíveis na página da Transparência do governo federal na internet.

Com esse dinheiro, seria possível construir duas arenas como o Itaquerão.

Dos 12 estádios usados durante o torneio, 11 tiveram suas obras bancadas, em parte, com o dinheiro emprestado pelos bancos. Apenas o Mané Garrincha, o mais caro (R$ 1,4 bilhão), foi erguido usando somente recursos do caixa do Distrito Federal.

No total, os 11 estádios custaram R$ 7,1 bilhões. Nessa conta está incluído o custo dos juros de quatro arenas.

O dinheiro dos primeiros empréstimos começou a ser liberado em 2011. Como os contratos previam carência de dois a três anos (prazo para o início do pagamento), as prestações só começaram a ser cobradas neste ano.

Para os que bateram na porta dos bancos mais tarde –como Corinthians, Internacional e Atlético Paranaense–, a conta só começará a ser cobrada em 2015.

E ela não será barata. A primeira parcela do Corinthians terá de ser quitada em junho do ano que vem. O valor é estimado em R$ 4,8 milhões. Se a taxa de juros não mudar, o clube pagará o valor até o fim do contrato, de 155 meses.

Apesar da conta salgada, o governo federal destaca que as obras geraram empregos e garantiram a realização de um evento que trouxe dividendos para a economia.

Segundo o Ministério do Esporte, a construção e a reforma das arenas geraram 50 mil empregos diretos. A projeção de renda que será adicionada à economia brasileira com a Copa é de R$ 30 bilhões.

18/11/2012

Denúncia, Dilma usa banco de fomento para fomentar

Filed under: BNDES,Grupos Mafiomidiáticos — Gilmar Crestani @ 8:06 am

FS_18112012Que saudade dos tempos em que o BNDES só tinha dinheiro para emprestar a quem quisesse comprar alguma empresa estatal mas não tinha dinheiro… A diferença está no “S”. No governo do prof. Cardoso, o “S” era de sacanagem. No de Lula e Dilma, Social. Mas para os grupos mafiomidiáticos, deveriam ser dois: SS

BNDES amplia crédito para socorrer Estados e municípios

Banco de fomento à produção empresta cada vez mais para governos regionais

Além de tapar buracos nos orçamentos locais, medida é usada para estimular aprovação de reforma tributária

GUSTAVO PATUDE BRASÍLIA

Com crescentes dificuldades de caixa, o governo petista passou a recorrer ao banco federal de fomento à produção para outra finalidade: socorrer Estados e municípios e intervir nos crescentes conflitos federativos.

Levantamento feito pela Folha mostra que, em menos de três anos, o volume de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) comprometido com governos regionais saltou de R$ 10 bilhões para mais de R$ 17 bilhões.

A tendência, a julgar pelas medidas recentes da área econômica, é de um crescimento ainda mais acelerado daqui para a frente. Só neste ano, foram criadas novas linhas de crédito cujo valor se aproxima dos R$ 30 bilhões.

E, no movimento mais inusitado, a gestão de Dilma Rousseff ofereceu neste mês aos governadores até R$ 129 bilhões em financiamentos do banco, nos próximos 16 anos, na tentativa de acordo em torno da nova proposta oficial de reforma tributária.

Pela proposta, o dinheiro do BNDES faria parte de um fundo de desenvolvimento regional, destinado a compensar Estados mais pobres prejudicados pela mudança a ser promovida na repartição da receita do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

HISTÓRICO

Em negociações anteriores do gênero, como no projeto de reforma de 2008, as perdas estaduais seriam integralmente cobertas com recursos da arrecadação de impostos da União.

Argumentava-se, na época, que o momento excepcionalmente favorável das contas do Tesouro Nacional viabilizaria a reforma. De lá para cá, a tese foi enterrada.

O agravamento da crise internacional tornou irrealistas as expectativas de receita do governo petista -nos últimos quatro anos, as metas fiscais foram descumpridas em três.

O BNDES, chamado a multiplicar seus desembolsos para o setor privado, também ganhou o papel de cobrir sucessivos buracos orçamentários no setor público.

A utilização heterodoxa do banco começou na recessão de 2009, quando a piora da arrecadação derrubou os repasses da União aos Estados e municípios. Na época, os governadores ganharam um volume "emergencial" de R$ 4 bilhões em empréstimos a juros favorecidos.

O atraso das obras para a Copa de 2014 levou o BNDES a financiar a reforma e a construção de estádios, na maior parte dos casos em parceria com os governos locais -R$ 400 milhões foram destinados, por exemplo, para a reforma do Maracanã.

Diante da escassez de investimentos em infraestrutura e da frustração das metas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), os governos Lula e Dilma autorizaram a ampliação da capacidade de endividamento dos governos regionais, que é monitorada por regras legais desde a década de 1990.

Foi o que permitiu, por exemplo, o lançamento neste ano de uma linha de R$ 20 bilhões para o financiamento de obras estaduais. São Paulo, por exemplo, tomou quase um décimo do montante para projetos de mobilidade urbana.

Outras operações têm motivação mais explicitamente política: Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás ganharam direito a uma linha especial de crédito por terem sido derrotados na votação que impediu a concessão de benefícios fiscais para bens importados.

19/03/2012

Telefônica à espanhola

Filed under: BNDES,Corruptores,Espanha,REPSOL,Telefônica,Zara — Gilmar Crestani @ 7:56 am

Nunca é demais lembrar. A Telefônica entrou no Brasil de mãos dadas com a RBS. O grupo mafiomidiático do sul tinha no Palácio Piratini o papa-defunto Antonio Britto, o porta-voz que toda noite entrava no Jornal Nacional e dizia, quanto Tancredo Neves já estava morto, “Srs., trago-vos boas notícias”. Com estas credenciais a RBS o emplacou no governo do RS para, com isso, conseguir embolsar a CRT, a primeira companhia telefônica privatizada. O jornal Correio do Povo denunciou, à época, todas as maracutaias da Telefônica & RBS. Depois a Telefônica deu um ponta-pé na bunda da famiglia Sirotsky e ficou só com Antônio Britto na algibeira. Tanto que quando foi saído do Piratini, pela porta dos fundos, foi se desintoxicar na Espanha.

TELEFÓNICA RECEBE RECURSOS DO BNDES, DEMITE MILHARES, E AINDA PEDE À ANATEL LICENÇA PARA ALIENAR O PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO

A desfaçatez das empresas espanholas no Brasil não tem limites. Ajudados por decisões do setor público, no mínimo incompreensíveis, os acionistas controladores da Telefônica auferem, aqui , lucros espantosos. Cem por cento desses lucros sobre o investimento estrangeiro, mais juros sobre esse capital, são repatriados via remessa de lucros . A empresa está, agora, procurando, com esse dinheiro, comprar as poucas ações ainda em mãos de brasileiros (cerca de 20%), para atingir a totalidade do controle acionário.

A Telefônica obteve empréstimo, junto ao BNDES, de 3 bilhões de reais no ano passado, destinado à “expansão de infra-estrutura”. Ora, se ela tem dinheiro para comprar mais ações por que o empréstimo? Por que não usar o lucro a fim de cumprir suas obrigações de expansão da rede? Ou seus controladores, na realidade, vai usar o dinheiro do BNDES para comprar mais ações? Esses investimentos para expandir a infra-estrutura deveriam ter saído dos lucros que envia ao exterior. A empresa nada investe de seus ganhos, que escoam para fora do país, comprometendo nosso balanço de pagamentos.

Em contradição com esse pretenso movimento de “expansão da infra-estrutura”, e apesar desse gigantesco empréstimo público, a Telefônica está demitindo, no Brasil, segundo informa a imprensa, mil e quinhentos empregados.

Sabe-se que, por agora, na área técnica, ela já demitiu setenta dos funcionários mais antigos, mediante Plano de Demissão "voluntária".

Mas, em seu cabide de empregos, no Conselho de Administração, pendura-se Iñaki Urdangarin, genro do Rei da Espanha – que está sendo processado por corrupção naquele país .

A ambição de lucro e de benefícios por parte do setor público, no entanto, não tem limites. Os meios de comunicação informam que a Telefônica do Brasil está pleiteando, agora, junto à ANATEL, a retirada de duas casas e de seu edifício sede – localizados no centro de São Paulo – da “ lista de bens reversíveis “, isto é, que devem, por força do contrato, retornar à posse da União quando acabar a concessão, e que fazem parte do patrimônio de todos os brasileiros.

Essa exclusão possibilitaria a venda dos imóveis, que, embora valendo milhões, são pálida migalha do que foi saqueado e entregue, a preço de banana, na farra do boi das privatizações dos anos noventa – realizada no governo FHC, pelo PSDB de São Paulo.

Maior do que a cara de pau da empresa em pedir a liberação dos imóveis para alienar o patrimônio e levar o dinheiro para a Europa- onde está devendo mais de 50 bilhões de euros (140 bilhões de reais) – será o escândalo que se vai armar se a ANATEL, Agência Nacional de Telecomunicações, atender a esse pedido.

O Congresso, os cidadãos, o Judiciário, precisam agir e impedir a agência de considerar com leviandade o caso. Pelo que se comenta, o Ministério Público já pensa determinar pesquisa cartorial, em todo o território nacional, que estabeleça a verdade em relação ao rol das propriedades das antigas estatais. Aceitar a possibilidade da exclusão dessas propriedades da Lista de Bens Reversíveis seria escandaloso crime de Lesa Pátria, sobretudo no momento em que a Vivo – cada vez mais “viva” – está demitindo centenas de trabalhadores.

Quando se esquartejou a Telebrás, uma das maiores empresas de telefonia do mundo, que concorria, por meio do CPQD, de forma direta, à época, com os grandes grupos de telecomunicações internacionais no desenvolvimento de tecnologia de ponta, como o cartão indutivo, as Centrais Trópico R, ou o BiNA, alegou-se que a entrega desse patrimônio estratégico nacional às empresas estrangeiras proporcionaria os capitais e a tecnologia necessários à universalização das telecomunicações no Brasil.

Nada disso ocorreu. Não houve praticamente investimentos em telefonia fixa, e o filé da telefonia celular foi entregue de mão beijada aos estrangeiros. Com acesso ao dinheiro do BNDES e aos benefícios concedidos às empresas estrangeiras depois da privatização – entre eles um brutal aumento das tarifas – técnicos e empresas nacionais já teriam alcançado, com folga, esse objetivo.

Os espanhóis não possuem tecnologia na área de telecomunicações e não desenvolvem nova tecnologia. A prova disso é que a maioria dos equipamentos usados aqui pela Telefônica são importados da China.

As empresas estrangeiras que atuam neste momento, no Brasil, na área de telecomunicações, não conseguem competir por seus próprios meios. O BNDES, sob controle do Ministério do Planejamento, e alimentado com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador e parcela dos impostos de todos os brasileiros, tem que parar de ficar tratando a pão-de-ló as empresas estrangeiras. É urgente investir na recuperação institucional da Telebrás – que precisa voltar a trabalhar no varejo.

A ficar assim, daqui a pouco o Brasil estará trabalhando apenas para conseguir dólares para continuar garantindo – via remessa de lucros – a sobrevivência e o statu-quo, ou seja, a manutenção dessas elites desumanizadas neoliberais que estão submetendo seus povos à miséria – e colocaram seus países em crise, e neles, parte do povo é levada, por elas, a exacerbado ânimo colonialista.

Mauro Santayana: TELEFÓNICA RECEBE RECURSOS DO BNDES, DEMITE MILHARES, E AINDA PEDE À ANATEL LICENÇA PARA ALIENAR O PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO

03/03/2012

BNDES: um banco pra chamar de nosso

Filed under: BioBrasil,BNDES — Gilmar Crestani @ 9:41 am

 

BNDES será padrinho da ‘BioBrasil’, a superfarmacêutica brasileira

Banco investe em nova empresa de medicamentos que terá como sócios tradicionais fabricantes

02 de março de 2012 | 23h 15 – Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo

RIO – Sem sucesso na tentativa de criar uma superfarmacêutica brasileira incentivando fusões no setor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o padrinho da criação da BioBrasil, uma nova empresa de medicamentos que terá como sócios tradicionais fabricantes do setor: Aché, EMS, União Química e Hypermarcas.

A empresa será uma estrutura nova, independente das atividades dos sócios, que começará do zero, até na construção de fábricas e laboratórios para a produção de medicamentos biológicos (desenvolvidos a partir de células vivas).

O BNDES deverá ser o principal financiador, podendo atuar como um dos sócios por meio da sua subsidiária de participações, BNDESpar. As conversas só chegaram a uma definição há duas semanas, mas a participação do banco ainda está em negociação.

O capital inicial seria de pelo menos R$ 400 milhões. Eurofarma e Cristália, também cortejadas pelo banco, decidiram ficar de fora. O BNDES não quis comentar, mas fontes envolvidas nas conversas com os laboratórios explicaram que o banco entendeu que era preciso um caminho alternativo para criar a superfarmacêutica.

A maior parte das empresas do setor é dirigida pelas famílias fundadoras, que relutam em mudar a governança e abrir mão da direção para se unir a concorrentes. O BNDES tentou virar sócio de laboratórios para tentar influenciar por dentro, mas concluiu que há problemas na administração de alguns deles que inviabilizam as fusões.

O BNDES tem sido parceiro mais frequente da Hypermarcas, que tem capital aberto e vem aumentando seu portfólio de medicamentos comprando outras empresas. É dona de marcas como Doril, Coristina e Engov. Em 2009, a companhia comprou o laboratório Neo Química numa operação de R$ 1,3 bilhão, viabilizada pela compra de títulos da Hypermarcas pela BNDESpar.

A insistência do BNDES em dar maior musculatura financeira às farmacêuticas é uma forma de criar condições de elas investirem na pesquisa de novos medicamentos e resistirem ao avanço das multinacionais em meio ao crescimento do mercado brasileiro com renda em alta e maior acesso à medicina.

A estratégia segue as diretrizes do Plano Brasil Maior, a política industrial do governo Dilma Rousseff, que, a exemplo da Política de Desenvolvimento Produtivo de Lula, elegeu o setor farmacêutico como prioritário.

BNDES será padrinho da ‘BioBrasil’, a superfarmacêutica brasileira – vida – geral – Estadão

21/10/2011

Herança Maldita

Filed under: BNDES — Gilmar Crestani @ 8:48 am
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As privatizações foram feitas assim, o BNDES dava o dinheiro para o empresário comprar a empresa. O que importava era vender. Se não desse para vender, doar. E parece que o lema continua. É dinheiro público descendo pela privada. Mudam as moscas, mas o mau cheiro continua. É a herança do PSDB que sempre retorna, como Freddy Krueger!

BNDES ABRE A BOLSA PARA OS ESPANHÓIS DA VIVO. E SE FOSSE A TELEBRAS?

O BNDES aprovou um empréstimo de 3 bilhões de reais à VIVO, para expansão da rede e telefonia 3G. O dinheiro seria para reduzir a dependência de terceiros com relação a backbone, um novo centro de dados, e à ampliação da rede de 2G e 3G, para cobrir 85% do território nacional até 2013.

Esse tipo de operação ajuda um grupo estrangeiro que está mandando bilhões de dólares como remessa de lucro ao exterior. Esse dinheiro, além de remunerar acionistas na Espanha e impedir a quebra da matriz, serve para fechar a boca de quem, dentro e fora do Brasil, acusa o governo de usar o Banco para “interferir no ambiente econômico” ou promover “concorrência desleal” quando apóia, ou tenta apoiar, empresas unicamente nacionais, em fusões no Brasil ou em aquisições no exterior.

Imaginem se amanhã o BNDES emprestasse, eventualmente, a mesma quantia para a expansão e consolidação da TELEBRAS, qual não seria o pandemônio em certos setores da imprensa e da opinião “pública” a respeito dessa atitude – e quantos pedidos de esclarecimento não seriam feitos no Congresso – pelos que fingem ignorar esse empréstimo do nosso principal banco de fomento aos espanhóis.

Por essas e por outras, o Estado chinês tem a maior companhia de telecomunicações do mundo, e está comprando empresas no exterior, enquanto nós pagamos as maiores tarifas de telefonia e banda larga do planeta, por obra e graça do irresponsável desmonte, esquartejamento e desnacionalização da telefonia nacional nos anos 1990.

Mauro Santayana

04/10/2011

Um presidente que sabe voltar atrás

Filed under: BNDES,Bolívia,Evo Morales,OAS — Gilmar Crestani @ 6:42 am
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O Presidente boliviano Evo Morales deu exemplo para os demais dirigentes de como se pode voltar atrás em determinadas circunstâncias. Uma estrada que passaria pelo  Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS) foi contestada por indígenas que consideravam a obra, financiada pelo brasileiro Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), atentatório ao meio ambiente e divisória de suas terras.

Uma dura repressão, segundo informaram as agências de notícias, não ordenada por Morales se abateu sobre os manifestantes. Morales não pensou duas vezes, suspendeu a obra e agora quer que seja submetida ao julgamento popular através de um plebiscito. O Presidente boliviano garantiu que não foi dele a ordem da repressão, fato que será investigado e os responsáveis punidos.

Embora em um primeiro momento a culpa tenha recaído sobre Evo Morales, quem se lembra de como os movimentos sociais na Bolívia eram reprimidos não poderia acreditar que a ordem da repressão tenha partido dele. Afinal, como líder dos cocaleiros antes de ser Presidente, conheceu de perto a repressão ordenada por governos neoliberais em episódios que remontam o ano 2000, como, por exemplo, a Guerra da Água em Cochabamba e assim sucessivamente. 

É possível que a construção da tal estrada sem consultar os indígenas da região tenha sido precipitada. Deve-se cobrar do BNDES como liberou verbas para uma obra que seria executada pela empresa brasileira OAS e é denunciada como atentatória ao meio ambiente. Isso é contra os princípios e a legislação que regula o próprio banco de fomento.  Como o BNDES ainda não tinha propriamente liberado a verba para a construção, agora se espera que os técnicos responsáveis do setor sejam mais prudentes e voltem atrás, bem como daqui para frente analisem melhor os projetos polêmicos na hora de dar o sinal verde para a sua execução.

Se assim procedesse no caso da estrada na Bolívia, críticas ao Brasil do tipo expansionista e único interessado na obra em questão poderiam ter sido evitadas. E não percam por esperar, a mídia de mercado do Rio e São Paulo provavelmente vai cair em cima de Morales acusando-o de não respeitar compromissos assumidos e coisas do gênero. Claro, os editoriais deverão defender os interesses da empreiteira OAS. Faz parte do DNA da mídia de mercado.

De qualquer forma, uma análise sobre os acontecimentos na Bolívia não pode deixar de considerar o recuo de Morales atendendo os apelos dos seus irmãos índios. Em qual país da América Latina e do resto do mundo tal fato acontece?

O acontecimento na Bolívia remete à usina de Belomonte, onde indígenas e movimentos sociais estão denunciando que os moradores do local não foram consultados para a realização das obras e mesmo assim elas estão sendo tocadas sem obedecer preceitos de conservação do meio ambiente, o que o IBAma nega.

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Já na Espanha, segundo o jornal El Pais, depois de 75 anos foi descoberta uma vala comum com restos de republicanos assassinados sumariamente pelas forças do fascista Francisco Franco, que acabou vitorioso na guerra civil e governou o país ibérico por mais de 40 anos.  Familiares de vítimas de massacres em lugarejo próximo de Cádiz e Málaga não desistiram das buscas dos restos mortais, finalmente encontradas.

Tal fato também remete ao Brasil, onde familiares das vitimas da repressão da guerrilha do Araguaia não desistem de encontrar os restos de opositores que foram mortos fora de combate. O Estado brasileiro por sinal tem até o mês de dezembro para responder uma petição da Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos sobre onde se encontram os restos das vítimas do Araguaia.

A luta de 75 anos dos espanhóis serve para demonstrar os que pensam ao contrário, ou seja, como é importante não desistir no meio do caminho, mesmo que o Estado não se mostre tão interessado em desvendar os mistérios sobre vítimas da repressão. Esse raciocínio é válido para todos os quadrantes do mundo onde a repressão truculenta predominou. O Brasil do pós 64 está enquadrado nesse contexto.

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Nem bem o líder palestino Mahmoud Abbas apresentou formalmente na Assembleia geral da ONU o pedido de reconhecimento com Estado membro das Nações Unidas, o governo extremista de Benyamin Netanyahu ordenou a construção de 1.100 casas na parte oriental de Jerusalém, em Gilo, área os palestinos residem e Israel ocupa.

Nem preciso dizer que se trata de uma pura provocação de quem não quer a criação do Estado Palestino e usa de sofismas do tipo que em vez de pedir o reconhecimento na ONU os palestinos deveriam negociar com os israelenses. Trata-se de uma mentira deslavada, porque negociações ocorrem desde 1990 e os resultados são praticamente nulos.  É o caso também de perguntar: que tipo de negociação deseja o troglodita político Netanyahu e seus correligionários?

Este teatro do absurdo tem o respaldo do governo estadunidense, que não exerce nenhum tipo de pressão sobre Israel e na prática também não quer a criação de um Estado Palestino livre e soberano. O que querem Israel e os Estados Unidos é apenas um Estado que nasça condenado a ter seu território dividido e totalmente submisso aos interesses sionistas.

Esta é uma realidade que não se pode fugir e que Israel tenta evitar utilizando como argumento que críticas ao desempenho de qualquer governo do país, seja ele Netanyahu ou trabalhista, é de tendência antissemita. Este é o exemplo típico de como o oprimido de ontem vestiu hoje a camisa do opressor.

Mário Augusto JakobskindÉ correspondente no Brasil do semanário uruguaio Brecha. Foi colaborador do Pasquim, repórter da Folha de São Paulo e editor internacional da Tribuna da Imprensa. Integra o Conselho Editorial do seminário Brasil de Fato. É autor, entre outros livros, de América que não está na mídia, Dossiê Tim Lopes – Fantástico/IBOPE

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