Ficha Corrida

08/06/2014

Banrisul em alta, privadas em descarga

Filed under: Bancos,Banrisul — Gilmar Crestani @ 9:21 am
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O PSDB da Yeda Crusius não confundia apenas pantalha com bombacha, mas banco público com banco de conforto. Depois de ter escapado por um triz da privatização, Olívio Dutra deu ao Banrisul, com a introdução do Banricompras, a qualidade que faltava. De quase falido e vendido, o Banrisul desponta como um dos melhores bancos públicos. Sem contar que todo lucro do Banrisul é investido no RS. Sem contar que é o banco estadual que mais investe nos esportes locais. A RBS continua desovando filhotes com vistas a mais uma oportunidade de desmanche do RS.

O Santander investe todo lucro auferido nas costas dos gaúchos para enriquecer a família real mais corrupta da Europa, a da Espanha, do rei caçador de elefantes…

Banco de gaudérioBanco gaudério é isso aí…

Banco público agrada mais, diz pesquisa

Estudo mostra que cliente aceita qualidade inferior de atendimento se puder pagar menos por tarifa e empréstimo

No segmento premium, correntistas querem comodidade para falar com gerente e evitar problemas nas agências

TONI SCIARRETTADE SÃO PAULO

Os clientes da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do gaúcho Banrisul estão mais satisfeitos com o banco do que os correntistas das instituições privadas Itaú, Bradesco e Santander, segundo pesquisa da consultoria CVA Solutions.

A satisfação do cliente, segundo o estudo, está mais ligada ao preço de tarifas, juros do financiamento, anuidade do cartão e taxas de administração do que com a qualidade do atendimento.

O custo responde por 68% da "nota" dada, e os benefícios –fila, variedade de produtos, acesso ao gerente, site amigável, eficiência do call center etc.– somam 32%.

A pesquisa foi feita em abril com 5.651 pessoas em todo o país, via internet. A margem de erro é de 1,3 ponto, com 95% de confiabilidade (o resultado se repetiria em 95% das vezes em que a pesquisa fosse refeita).

Na Caixa, o cliente admite que o banco deixa a desejar na consultoria de investimentos, mas "empata" com a média do mercado na gestão da conta-corrente, seguros e cartão. O BB tem o serviço mais próximo dos rivais privados.

A situação muda um pouco para o cliente de alta renda –Itaú Personnalité, Bradesco Prime, Santander Van Gogh, BB Estilo, Citibank e HSBC Premier. "Esse cliente continua preocupado com preço, mas aceita pagar mais pelo atendimento", disse Sandro Cimati, da CVA.

A qualidade do atendimento chega a 40% da avaliação dos benefícios na alta renda, enquanto o varejo soma 35%.

CUSTO X BENEFÍCIO

Banrisul, Caixa e BB se destacam, nessa ordem, na relação entre custo e benefício dos empréstimos. Receberam notas 1,09, 1,05 e 1,02 –todos acima de 1,00, a média do mercado.

Acima de 1,00 implica desempenho superior. O mesmo vale no sentido inverso.

Itaú e Bradesco ficam abaixo da média, ambos com 0,98, seguidos por HSBC (0,97) e Santander (0,96).

A situação se repete na avaliação da conta-corrente, em que o Banrisul, BB e Caixa superam os rivais privados.

A disputa fica mais equilibrada na avaliação do cartão de crédito. A Caixa está um pouco melhor (1,02), enquanto BB, Itaú e Santander empatam com 1,01. O cartão é ainda o único serviço em que o Banrisul aparece abaixo da concorrência.

Nos investimentos, BB, Itaú e Caixa empatam, mas estão atrás do Banrisul.

PREMIUM

Bradesco Prime, HSBC Premier e Citibank são os bancos mais bem avaliados, nessa ordem, pelo cliente na gestão da conta-corrente no segmento de alta renda.

Os três também aparecem bem classificados nos investimentos e nos empréstimos e financiamentos.

Um dos pioneiros da segmentação, o Itaú Personnalité está mais próximo da média do mercado na maioria dos serviços. O destaque fica para o cartão de crédito, que tem a melhor avaliação do mercado, com exceção do HSBC Premier.

Apesar da boa avaliação no grande varejo, o BB fica abaixo dos rivais privados no segmento de alta renda –o BB Estilo. Os serviços do banco estão abaixo do média em todos os itens avaliados, com exceção do cartão de crédito, em que empata com a média do mercado.

    03/03/2012

    Privada com jeito de privada: Banrisul deu descarga!

    Filed under: Andrade Gutierrez,Banrisul — Gilmar Crestani @ 1:25 pm

     

    Operação bancária

    Blog do Kayser

    Troços das privadas

    Filed under: Andrade Gutierrez,Banrisul,Caso Ford — Gilmar Crestani @ 12:32 pm

     

    Andrade Gutierrez e Banrisul: um caso Ford ao contrário

    Mar 1st, 2012 by Marco Aurélio Weissheimer.

    O Rio Grande do Sul assiste hoje a uma novela repleta de suspense, intrigas e acusações. A empreiteira Andrade Gutierrez é a protagonista central da trama que tem a Copa do Mundo de 2014 como pano de fundo. Não demorou muito para que alguns espectadores dessa novela estabelecessem comparações com outra que marcou época no Estado, a novela Ford. Nos últimos dias, algumas notas mais ou menos tímidas em jornais e na internet falaram do medo do governador Tarso Genro reviver a novela Ford se a Andrade Gutierrez não iniciar logo a reforma do estádio Beira Rio. A comparação é curiosa e irônica sob vários aspectos. A considerar o tom da cobertura midiática dos últimos dias e a narrativa oficial dominante sobre aquele episódio trata-se, na verdade, de um caso Ford ao contrário, ao menos na percepção predominante sobre o caso.

    O governo Olívio Dutra foi duramente criticado por não ter aceitado os termos do acordo que teria sido feito pela Ford com seu antecessor, Antonio Britto. Olívio e o PT acabaram carimbados com a acusação de ter “mandado a Ford embora”, para a Bahia, para ser mais preciso. Agora, aparecem vozes dizendo que, mais uma vez, um governo do PT vai mandar um empreendimento embora, no caso, a Copa do Mundo de 2014. A comparação é esdrúxula, obviamente, pois se trata de duas situações completamente distintas, desde a natureza do negócio envolvido, passando pelos personagens e chegando as respectivas responsabilidades do setor público e da empresa envolvida. Mas, paradoxalmente, essa comparação esdrúxula tem um aspecto didático, inclusive para refletir sobre o caso Ford.

    A desastrada nota da Andrade Gutierrez acusando o Banrisul pelo atraso na retomada das obras no Beira Rio mexeu com os brios do povo gaúcho, a começar pelos de sua mídia que passaram 24 horas por dia, nos últimos dias, destacando a gravidade da atitude da empreiteira e elogiando a atitude da direção do Banrisul que se nega a conceder um empréstimos sem as garantias bancárias consideradas adequadas. E eis que de repente, não mais do que repente, vários de nossos bravos comunicadores descobrem que grandes empresas capitalistas têm uma predileção por correr poucos riscos e usar o máximo de dinheiro público. Mas, alguém poderá se perguntar, o caso Ford não tinha algo a ver com isso: riscos (poucos) privados, dinheiro (muito) público?

    Como assim, uma grande empresa querer fazer um grande negócio com dinheiro público? Com o nosso dinheiro? Assim até eu sou empresário…Essas são algumas das declarações que se repetem nos últimos dias em vários meios de comunicação. E a direção do Banrisul é saudada, com justiça e correção, pelo seu zelo com o dinheiro público. O mesmo Banrisul que, naquele período onde se começou a discutir a vinda da Ford para o Estado, foi incluído na lista das privatizações.

    De repente descobrimos que é bom termos um banco público e dirigentes que zelam pela coisa pública; e que é ruim termos grandes corporações querendo maximizar lucros minimizando riscos e usando recursos públicos para tentar atingir esse objetivo. Agora, que redescobriram a importância do interesse público, nossa valorosa mídia poderia dar um passo adiante e dedicar um pouco de atenção aos milhares de portoalegrenses que já estão sendo afetados pelas obras da Copa e que permanecem quase que completamente invisíveis nos noticiários diários. E permanecem invisíveis por conta da mesma lógica que anima a obsessão pelo lucro máximo com o risco mínimo.

    A atitude da Andrade Gutierrez não é um ponto fora da reta. Alavancar negócios privados com recursos públicos, correndo o mínimo risco possível, é uma das molas mestras do nosso capitalismo. A empreiteira só deu azar. Montou sua estratégia e divulgou sua nota no lugar errado e na hora errada. Fosse alguns anos atrás, aqui no Rio Grande do Sul, poderia ter encontrado um Banrisul privatizado e governantes menos contaminados por esse ranço do interesse público.

    Marco Weissheimer

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