Ficha Corrida

12/09/2016

Araponga se revela pantera cor-de-rosa

Filed under: Arapongas,Espionagem,Exército — Gilmar Crestani @ 7:44 am
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O impagável Inspetor Clouseau reencarnou no Brasil na pele de um Botelho. Numa rápida análise semiológica o nome e o codinome facilitam por demais as trapalhadas do agente de burrice. Botelho, como todo portuga, escolhe outro nome de Trás-os-Montes, Baltazar Nunes. Não, não é piada de português, é piada de uma instituição que protege os interesses externos contra o interesse dos brasileiros, nosso glorioso exército nacional. Como diria o anti-militar convicto, Barão de Itararé, de onde menos se espera de lá mesmo é que não sai nada.

O exército gasta nossa grana para mandar estas antas caçarem jovens que protestam contra os que praticam crimes de lesa-pátria? Claro, o glorioso exército nacional precisa mostrar que é capacitado. Só venceu a guerra contra o Paraguai porque contou com a colaboração da Argentina e da Inglaterra, a quem esteve a serviço. Como não vence guerra externas, cria inimigos internos para treinar tiro ao alvo. Foi assim na ditadura, está assim de novo. Esse sujeito aí encarna o que Dionísio da Silva romanceou no seu livro Avante, soldados; para trás

E não é que na República das Bananas tucano vira ave de rapina e araponga, toupeira?!

Exército promete apurar ação de agente secreto entre jovens

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Denúncias de que o capitão de inteligência do Exército Willian Pina Botelho tentava se aproximar de manifestantes e movimentos sociais com uma identidade falsa pelo aplicativo de paquera Tinder e pelas redes sociais serão investigadas pelo Exército; no domingo passado (4), quando ele foi preso com 21 jovens pela Polícia Militar em São Paulo antes de um ato contra Temer, sua identidade foi revelada na internet; no Tinder, o agente aparece com o nome Baltazar Nunes, o Balta; a controversa prisão do grupo de manifestantes, considerada ilegal pela Justiça 24 horas depois, foi motivada por uma denúncia anônima; “Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”, informou o Exército

11 de Setembro de 2016 às 07:14 // Receba o 247 no Telegram

SP 247 – O Exército informou que irá apurar as circunstâncias da provável infiltração de um capitão da inteligência em movimentos sociais e grupos de manifestantes de esquerda, revelada nesta semana após a prisão controversa de um grupo de 21 jovens pela Polícia Militar em São Paulo antes de um ato contra Temer no domingo passado.

O site ‘Ponte Jornalismo’, especializado em direitos humanos, Justiça e segurança pública, divulgou inicialmente a suspeita em relação a um homem que se identificava no aplicativo de paquera Tinder e nas redes sociais como Baltazar Nunes, o Balta, de 37 anos. A identidade dele foi revelada após confirmação de pessoas diferentes: era o capitão de inteligência do Exército Willian Pina Botelho.

No último domingo 4, quando ele foi preso com os jovens manifestantes, em uma ação considerada ilegal pela Justiça de São Paulo 24 horas depois, quando o grupo foi solto, o agente levantou suspeitas dos manifestantes. Ao Jornal Nacional, um dos manifestantes, que não quis ser identificado, disse que os jovens foram encaminhados para uma delegacia, mas que Balta não foi levado como eles.

“A gente foi enviado direto para o Deic, e quando a gente entrou no camburão, o Balta não foi junto. E aí, no chat que a gente tinha ali no Whatsapp, ele falou que o estavam mandando para tal DP porque estava com documento falso, que não sei o quê… Meio que morreu o contato. Ele insistiu um pouco na ideia e a gente achou suspeito. Como assim só ele vai para outro DP porque estava com documento falso?”, contou.

O nome do capitão do Exército não está no Boletim de Ocorrência da prisão, que foi motivada por uma denúncia anônima, como consta no documento. À TV Globo, o Exército informou em nota: “(…) O Centro de Comunicação Social do Exército informa que o Cap William Pina Botelho é oficial do Exército Brasileiro, lotado no Comando Militar do Sudeste. Com relação aos fatos questionados, as circunstâncias estão sendo apuradas”.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo diz que desconhece qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por qualquer outro órgão de segurança.

“O Comando da Polícia Militar de São Paulo nega a existência de uma operação conjunta na ocasião citada pela reportagem. A PM desconhece qualquer ação de inteligência que tenha sido realizada por outro órgão de segurança. A instituição também não conhece o homem apontado pela reportagem como um suposto oficial das Forças Armadas. O Deic desconhece a existência de um oficial infiltrado e garante que todos os detidos apresentados no departamento foram qualificados no boletim de ocorrência”, informou em nota.

Exército promete apurar ação de agente secreto entre jovens | Brasil 24/7

30/03/2016

Quem finaCIA a caçada ao Lula?

Sim, temos de perguntar o preço da caçada. Afinal, como disse Milton Friedman, “não existe almoço grátis”. A mobilização deste exército de incursão alma a dentro de um homem tem, para além da remuneração de seus agentes, o preço da logística. A invasão de sua vida e de seus familiares já é, por si só, um excesso. Executar várias vezes, pelos mais variados vieses, denota uma obsessão para lá de doentia. Nenhuma ficção conseguiu prever tamanho arsenal envolvido numa caçada humana. Nem nos faroestes se viu tamanha obsessão na perseguição a bandidos. O drama é que o caçado não tem sequer uma acusação formal da qual possa se defender.

Qual o custo em diárias, auxílio refeição, auxílio alimentação, hospedagens, gastos com aluguéis, combustíveis, telefones? Quantas bolsas famílias poderiam ter sido pagas com o salário dos seus perseguidores? Afinal, se em tanto tempo não conseguiram sequer uma açãozinha que justificasse tantos gastos, temos de admitir que ou são incompetentes, ou que, sim, é só perseguição?! Não seria o caso de se pensar pelo desligamento do serviço público deste exército de incompetentes?! Até porque são os impostos que a população paga que sustenta esta matilha de incompetentes.

Quanto tempo os agentes de perseguição perderam perseguindo Lula? Por que não houve o mesmo afinco para esclarecer quem era o dono do jatinho que vitimou Eduardo Campos? Por que ninguém se interessou para esclarecer a quem pertencia os 450 kg de cocaína do heliPÓptero? Por que estes mesmos agentes não fizeram e não fazem o mesmo em relação ao Aécio Neves, octa deletado? Por que Eduardo CUnha, mesmo com a avalanche de documentos repassados pela Suíça continua sendo o agente executor deste complô?

Por que todos os delatados nas enésimas operações da Vaza a Jato não são devassados como o foi Lula? O que a mulher de Eduardo CUnha, Cláudia Cruz, e a irmã de Aécio Neves, Andrea Neves, não são devassadas se existe contra elas acusações e provas consistentes? Seria porque fazem parte do exército de caça ao Lula os crimes praticados pelos comparsas não vem ao caso?

Por que tanto ódio? Simples, e tomando por parâmetro as pessoas próximas a mim que o odeiam, o ódio a Lula deve-se a sua ousadia de implementar políticas sociais. A decisão da Rede Globo em publicar um petardo chamado “Não somos racistas” só para servir de instrumento contra as políticas raciais já demonstra de onde vem o ódio. As cotas raciais, as políticas públicas que permitem a ascensão e emancipação de classes sociais menos privilegiadas via acesso às universidades públicas foi como se Lula tivesse dado um soco no estômago de quem tinha na universidade pública seu direito adquirido.

Os privilegiados odeiam dividir o que eles entendem como sendo seus por direito divino, com “subalternos”… Como se em cidadania houvesse hierarquia!

Eraldo Peres:

Instituto Lula divulgou nesta terça-feira uma nota em três idiomas (português, inglês e espanhol) para rebater as suspeitas levantadas contra o ex-presidente pelo Ministério Público e pela Polícia Federal:  ‘O ex-presidente Lula não é réu, ou seja: não responde a nenhuma ação judicial que o acuse de ter praticado algum crime. Levar o ex-presidente Lula ao banco dos réus é, sim, o objetivo da plutocracia, do mass media e de agentes partidarizados da Polícia e do Ministério Público, que representam exceções dentro destas Instituições’, afirma o ex-presidente

30 de Março de 2016 às 05:14

247 – O Instituto Lula divulgou nesta terça-feira uma nota em três idiomas (português, inglês e espanhol) para rebater as suspeitas levantadas contra o ex-presidente pelo Ministério Público e pela Polícia Federal:  ‘O ex-presidente Lula não é réu, ou seja: não responde a nenhuma ação judicial que o acuse de ter praticado algum crime. Levar o ex-presidente Lula ao banco dos réus é, sim, o objetivo da plutocracia, do mass media e de agentes partidarizados da Polícia e do Ministério Público, que representam exceções dentro destas Instituições’, afirma o ex-presidente. Leia abaixo:

NOTA À IMPRENSA

1) LULA NÃO É RÉU, NÃO COMETEU NENHUM CRIME NEM É INVESTIGADO PELA JUSTIÇA

Em inglês: http://www.institutolula.org/en/lula-is-not-a-defendant-nor-is-he-being-investigated-by-justice

Em espanhol: http://www.institutolula.org/es/lula-no-es-acusado-y-no-ha-sido-investigado-por-la-justicia

No Brasil, a função de investigar é da Polícia e do Ministério Público. A função de denunciar é exclusiva do Ministério Público, de seus promotores e procuradores.

No Brasil, juízes não investigam, não acusam, não denunciam. Juízes julgam. E só participam de investigações indiretamente, autorizando ou não atos invasivos (apreensões, escutas) e coercitivos (conduções, prisões temporárias) formalmente solicitados pelo Ministério Público e pela Polícia.

Somente depois que o Ministério Público apresenta denúncia formal, e se essa denúncia for aceita por um juiz, é que um cidadão torna-se réu, ou, como se diz popularmente, torna-se acusado.

O ex-presidente Lula não é réu, ou seja: não responde a nenhuma ação judicial que o acuse de ter praticado algum crime.

A denúncia apresentada contra ele por três promotores de São Paulo notoriamente facciosos, a partir de um inquérito considerado ilegal pelo Conselho Nacional do Ministério Público, não foi aceita pela Justiça. Portanto, não há ação nem réu.

O ex-presidente Lula não é acusado nem mesmo investigado, porque esta figura não existe no direito brasileiro. Aqui investigam-se fatos, não pessoas. Policiais e promotores que fazem acusações a pessoas em entrevistas, fora dos autos, cometem crime.

Levar o ex-presidente Lula ao banco dos réus é, sim, o objetivo da plutocracia, do mass media e de agentes partidarizados da Polícia e do Ministério Público, que representam exceções dentro destas Instituições.

Mas nenhum desses agentes apresentou uma acusação fundamentada para justificar a abertura de ação penal contra o ex-presidente. E não apresentou porque Lula sempre agiu dentro da lei, antes, durante e depois de ser presidente da República.

Os únicos juízes que um dia condenaram Lula eram membros de um tribunal de exceção, criado pela odiosa Lei de Segurança Nacional da ditadura militar.

Em 1980, Lula foi preso porque lutava pela democracia e pelos trabalhadores.

2) LULA É O ALVO DE UMA CAÇADA PARAJUDICIAL

Em mais de 40 anos de vida pública, a vida do ex-presidente Lula foi vasculhada em todos os aspectos: político, fiscal, financeiro e até pessoal.

Desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, um exército de jornalistas, policiais, promotores, procuradores e difamadores profissionais está mobilizado com o objetivo de encontrar um crime – qualquer um – para acusar Lula e, dessa forma, afastá-lo do processo político.

Nada menos que 29 procuradores e promotores de 5 instâncias já se envolveram nesta verdadeira caçada parajudicial, além de 30 auditores fiscais da Receita Federal e centenas de policiais federais.

Os movimentos desse exército tornaram-se frenéticos em meados do ano passado, quando ficou claro que as investigações da Operação Lava Jato não alcançariam o ex-presidente.

Nenhuma conta bancária, nenhuma empresa, nenhuma delação, nada liga Lula aos desvios investigados em negócios milionários com poços de petróleo, navios, sondas, refinarias. Nada.

Desde então, Lula, sua família, o Instituto Lula e a empresa LILS Palestras tornaram-se alvo de uma avalanche de inquéritos e fiscalizações por parte de setores do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal:

  • 4 inquéritos abertos por procuradores federais de Brasília e do Paraná;
  • 2 inquéritos diferentes sobre os mesmos fatos, abertos por procuradores federais e do estado de São Paulo, o que é inconstitucional;
  • 3 inquéritos policiais abertos pela Polícia Federal em Brasília e no Paraná;
  • 2 ações de fiscalização da Receita Federal;
  • Quebra do sigilo fiscal e bancário de Lula, do Instituto Lula, da LILS Palestras e de mais 12 pessoas e 38 empresas de pessoas ligadas ao ex-presidente;
  • Quebra do sigilo telefônico e das comunicações por internet de Lula, de sua família, do Instituto Lula e de diretores do Instituto Lula; até mesmo os advogados de Lula foram atingidos por esta medida ilegal;
  • 38 mandados de busca e apreensão nas casas de Lula e de seus filhos, de funcionários e diretores do Instituto Lula, de pessoas ligadas a ele, executados com abuso de autoridade, apreensões ilegais e sequestro do servidor de e-mails do Instituto Lula;

Nos últimos 10 meses, Lula prestou 4 depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público e apresentou informações por escrito em 2 inquéritos.

Lula prestou informações ao Ministério Público sobre todas as suas viagens internacionais, quem o acompanhou, onde e quando se hospedou, como foram pagas essas despesas, as pessoas com quem se encontrou nessas viagens, inclusive chefes de estado e de governo; sobre as palestras que realizou, onde, quando e contratado por quem; o Instituto Lula e a empresa LILS Palestras prestaram informações ficais, bancárias e contábeis de todas suas atividades;

Apesar de ter cumprido todos os mandados e solicitações e de ter prestado esclarecimentos às autoridades até voluntariamente, Lula foi submetido, de forma ilegal, injustificada e arbitrária, a uma condução coercitiva para depoimento sem qualquer intimação anterior;

Lula foi alvo de um pedido de prisão preventiva, de forma ainda mais ilegal, injustificável e arbitrária, pedido que foi prontamente negado pela Justiça.

Ao longo desses meses, agentes do estado vazaram criminosamente para a imprensa dados bancários e fiscais de Lula, de seus filhos, do Instituto Lula e da LILS Palestras.

Por fim, o juiz Sergio Moro divulgou ilegalmente conversas telefônicas privadas do ex-presidente Lula, sua mulher, Marisa Letícia, e seus filhos, com diversos interlocutores que nada têm a ver com os fatos investigados, inclusive com a presidenta da República.

Conversas entre advogados e clientes também foram divulgadas pelo juiz Moro, rompendo um dogma mundial de inviolabilidade das comunicações.

Nenhum líder político brasileiro teve sua intimidade, suas contas, seus movimentos tão vasculhados, num verdadeiro complô contra um cidadão, desrespeitando seus direitos e negando a presunção da inocência.

E apesar de tudo, não há nenhuma ação judicial aberta contra Lula, nenhuma denúncia do Ministério Público Federal, nenhuma ação da Receita Federal por crime tributário ou fiscal.

O resultado desse complô de agentes do estado e meios de comunicação é a maior operação de propaganda opressiva que já se fez contra um homem público no Brasil.

Foi a incitação ao ódio contra a maior liderança política do País, num momento em que o Brasil precisa de paz, diálogo e estabilidade política.

3) LULA NÃO FOGE DA JUSTIÇA; LULA RECORRE À JUSTIÇA

O ex-presidente recorreu sistematicamente à Justiça contra os abusos e arbitrariedades praticadas por agentes do estado, difamadores profissionais e meios de comunicação que divulgam mentiras a seu respeito.

A defesa de Lula solicitou e obteve a abertura de Procedimentos Disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público contra dois procuradores da República que atuaram de forma facciosa;

Apresentou ao CNMP e obteve a confirmação de ilegalidade na abertura de inquérito por parte de promotores do Ministério Público de São Paulo;

Apresentou ao STF e aguarda o julgamento de Ação Cível Originária, com agravo, para definir a quem compete investigar os fatos relacionados ao sítio Santa Bárbara e ao Condomínio Solaris;

Recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo e aguarda julgamento contra decisão da juíza da 4a Vara Criminal sobre o mesmo conflito de competência;

Apresentou ao STF habeas corpus contra decisão injurídica do ministro Gilmar Mendes, corrigida e revogada pelo ministro Teori Zavascki em mandado de segurança da Advocacia Geral da União;

Apresentou ao STF recurso contra decisão do ministro Gilmar Mendes que o impede de assumir o cargo de Ministro de Estado, embora Lula preencha todos os requisitos constitucionais e legais para esta finalidade;

Apresentou ao juiz Sergio Moro 4 solicitações de devolução de objetos pessoais de noras e filhos de Lula, apreendidos ilegalmente pela Polícia Federal.

É nas instituições que Lula se defende dos abusos e, neste momento, quem deve explicações ao STF não é Lula, é o juiz Sergio Moro; e quem tem de se explicar ao Conselho Nacional do Ministério  Público são dois procuradores do Ministério Público Federal.

Contra seus detratores na imprensa, no Congresso Nacional e nas redes subterrâneas de difamação, os advogados do ex-presidente Lula apresentaram:

  • 6 queixas crime;
  • 6 interpelações criminais;
  • 9 ações indenizatórias por danos morais;
  • 5 pedidos de inquéritos criminais;
  • e formularam duas solicitações de direito de resposta, uma das quais atendida e outra, contra a TV Globo, em tramitação na Justiça.

Quem deve explicações à Justiça e à sociedade não é Lula; são os jornais, emissoras de rádio TV que manipularam notícias falsas e acusações sem fundamento de procuradores e agentes de estado notoriamente facciosos.

4) LULA NÃO PEDIU NEM PRECISA DE “FORO PRIVILEGIADO”

É importante esclarecer que a prerrogativa de foro (erroneamente chamada de foro privilegiado) do STF se exerce sobre parlamentares, ministros do governo, presidente e vice-presidente da República e membros dos tribunais superiores.

Neste caso, processos e julgamentos são feitos diretamente na última instância, o que não permite recursos a outras cortes ou juízes.

Lula tem o compromisso de ajudar a presidenta Dilma Rousseff, de todas as formas possíveis, para que o Brasil volte a crescer e gerar empregos, num ambiente de paz, estabilidade e confiança no futuro.

A convocação da presidenta Dilma para Lula ser ministro veio depois, e não antes, de o juiz Sergio Moro autorizar uma série de arbitrariedades contra Lula: violação de domicílio, condução coercitiva injustificada, violação de garantias da família e de colaboradores do ex-presidente.

Não existe nenhum ato ou decisão judicial pendente de cumprimento que possa ser frustrada pelo fato de Lula assumir o cargo de ministro.

E além disso: a mais grave arbitrariedade cometida pelo juiz Sergio Moro – pela qual ele está sendo chamado a se explicar na Suprema Corte – ocorreu no momento em que o ex-presidente Lula detinha a prerrogativa de foro.

Momentos depois de Lula ter sido nomeado ministro, a Força Tarefa da Lava Jato grampeou ilegalmente uma conversa entre ele e a presidenta Dilma, conversa que foi divulgada quase instantaneamente pelo juiz Moro.

Ou seja: nem mesmo nas poucas horas em que foi ministro Lula ficou a salvo das arbitrariedades do juiz – nem ele nem a presidenta da República.

Não existe salvo-conduto contra a arbitrariedade. Contra a arbitrariedade existe a lei.

Para garantir seus direitos, Lula recorre e continuará recorrendo à Justiça em todas as instâncias, todos os tribunais, pois juízes tem de atuar como juízes desde a mais alta Corte à mais remota comarca.

Além disso, as fortes reações – dentro e fora do Brasil – à condução coercitiva de Lula e ao grampo ilegal da presidenta servem de alerta para que novas arbitrariedades não sejam cometidas neste processo.

5) SÃO FALSAS E SEM FUNDAMENTO AS ALEGAÇÕES CONTRA LULA

Em depoimentos, memoriais dos advogados e notas do Instituto Lula, o ex-presidente Lula esclareceu os fatos e rebateu as alegações de seus detratores.

Lula entrou e saiu da Presidência da República com o mesmo patrimônio imobiliário que possuía adquirido em uma vida de trabalho desde a infância.

Não oculta, não sonega, não tem conta no exterior, não registra bens em nome de outras pessoas nem de empresas em paraísos fiscais.

Um breve resumo das respostas às alegações falsas, com a indicação dos documentos que comprovam a verdade:

Apartamento no Guarujá: Lula não é nunca foi dono do apartamento 164-A do Condomínio Solaris, porque a família não quis comprar o imóvel, mesmo depois de ele ter sido reformado pelo verdadeiro proprietário. Informações completas em: http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa

Sítio em Atibaia: Lula não é nunca foi dono do Sítio Santa Bárbara. O Sítio foi comprado por amigos de Lula e de sua família com cheques administrativos, o que elimina as hipóteses de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. As reformas feitas no sítio nada têm a ver com os desvios investigados na LavaJato.

Informações completas e documentos sobre Atibaia e o patrimônio de Lula em:

http://www.institutolula.org/o-que-o-ex-presidente-lula-tem-e-o-que-inventam-que-ele-teria

Palestras de Lula: Depois que deixou a presidência da República, Lula fez 72 palestras contratadas por 40 empresas do Brasil e do exterior, recolhendo impostos por meio da empresa LILS Palestras. Os valores pagos e as condições contratuais foram os mesmos para as 40 empresas: tanto as 8 investigadas na Lava Jato quanto às demais 32, incluindo a INFOGLOBO, da Família Marinho. Todas as palestras foram efetivamente realizadas, conforme comprovado nesta relação com datas, locais, contratantes, temas, fotos, vídeos e notícias:

http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf

Doações ao Instituto Lula: O Instituto Lula recebe doações de pessoas e empresas, conforme a lei, para manter suas atividades, e isso nada tem a ver com as investigações da Lava Jato. A Força Tarefa divulgou ilegalmente alguns doadores, mas escondeu os demais e omitiu do público como esse dinheiro é aplicado, o que se pode ver no Relatório de Atividades Instituto Lula 2011-2015:

http://www.institutolula.org/conheca-a-historia-e-as-atividades-do-instituto-lula-de-1993-a-2015

Acervo presidencial: O ex-presidente Lula não desviou nem se apropriou ilegalmente de nenhum objeto do acervo presidencial, nem cometeu ilegalidades no armazenamento. Esta nota esclarece que a lei brasileira obriga os ex-presidentes a manter e preservar o acervo, mas não aponta meios e recursos:

http://www.institutolula.org/acervo-presidencial-querem-criminalizar-o-legado-de-lula

É falsa a notícia de que parte do acervo teria sido desviada por Lula ou que ele teria se apropriado de bens do palácio. A revista que espalhou essa farsa é a mesma que desmontou o boato numa reportagem de 2010:

http://www.institutolula.org/epoca-faz-sensacionalismo-sobre-acervo-que-ela-mesmo-noticiou-em-2010

6) O INTERROGATÓRIO DE LULA

Neste link, a íntegra do depoimento de Lula aos delegados e procuradores da Operação Lava Jato, prestado sob condução coercitiva no aeroporto de Congonhas em 4 de março de 2016.

http://www.institutolula.org/leia-a-integra-do-depoimento-de-lula-a-pf-em-14-03

Em nota, Lula afirma ser vítima de ‘complô’ | Brasil 24/7

30/09/2015

Maucaratismo e golpismo, duas faces da mesma moeda

golpistas da ciaQuanto Antônio Britto era governador do RS, entregou a CRT para a RBS. O Correio do Povo, por semanas, bateu em editoriais e na capa, sem-vergonhice do estafeta da RBS. De nada adiantou. Ninguém investigou, ninguém mais se importou e hoje temos a telefonia de pior qualidade aliada aos preços mais escorchantes.

O mesmo Antônio Britto deu dinheiro público para que a GM se instalar em Gravataí. Quando Olívio Dutra se elegeu governador, interrompeu a derrama de dinheiro público para que uma das maiores montadoras do mundo, a FORD, se instalasse me Guaíba. Até hoje a mesma direita golpista, insuflada pela Rede Baita Sonegora, incriminam Olívio Dutra por ter impedido a derrama de recursos públicos numa empresa que tem faturamento mundial superior ao próprio RS. Hoje o RS está quebrado, e a mesma RBS e seus ventríloquos jogam a culpa no Tarso Genro. Não lembram dos recursos públicos jogado nas privadas.  Sem contar o FUNDOPEM, que até a GERDAU, pega na Operação Zelotes, recebia para fabricar parafusos.

Agora, quando o Lula faz isso, sem jogar dinheiro público, vira crime. É perseguido como um cão sarnento, como se tivesse cometido um crime de lesa pátria.

Recentemente o governado do RS esteve na Europa com um grupo de empresários gaúchos. Nas dependência da Veja, em São Paulo, juntamente com outros governadores, Sartori se reuniu com empresários para traze-los ao RS. Para a RBS, por exemplo, quando a viagem é feita por seus apadrinhados, viajar se torna importante

Por que ninguém se escandalizou com a concessão do SIVAM aos EUA para vigiarem nossa Amazônia? Caíram até alguns envolvidos(o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra), mas nem por isso houve investigação, muito menos criminalizaram FHC. O convescote em Foz do Iguaçu em que FHC e José Serra prometem a entrega da Petrobrás à Chevron caso Serra vencesse as eleições é o quê? Sínodo?

Udenismo golpista do PSDB

Os fatos aqui apontados me levam a pensar que o ódio a Lula só será aplacado quando ele se filiar ao PSDB. Como estamos cansados de ver, o PSDB detém, desde sempre, uma licença especial para roubar e para entregar nossas riquezas às empresas estrangeiras e, por extensão, destruir nosso país. O PSDB, como diria Jorge Pozzobom, tem licença para tudo porque o Judiciário lhe dá salvo-conduto. Quando alguém ligado ao governo federal compra tapioca com cartão de crédito, é malhado como Judas em Sábado de Aleluia. Já o Aécio Neves pode construir aeroporto em terras de familiares, fazer 124 viagens pagas com dinheiro público, de Minas para o Rio, que nenhum golpista se escandaliza.

Quando Lula, ao contrário de FHC, sai em defesa das empresas brasileiras, vira criminoso e passa a ser perseguido. Como não acreditar de que seus caçadores sejam instrumentos dos EUA para manter nosso país como nos tempos em que ditavam, via FMI, as meditas econômicas que deveríamos adotar?!

Reportagem da Revista Istoé de 2002 mostrava a atuação da CIA, infiltrada na Polícia Federal, no Brasil. As revelações de espionagem feita pelo funcionário da NSA, Edward Snowden comprovam a continuidade da espionagem bem como o alvo, a Petrobrás. Será que deu pra entender ou precise que desenhe? Chevron + Petrobrax + Foz do Iguaçu + José Serra + Projeto de entrega do Pré-sal no Senado…

PF tenta mais um tiro contra ex-presidente Lula

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E-mail interceptado pela Polícia Federal na fase Erga Omnes da Operação Lava Jato envolve o ex-ministro do Desenvolvimento do governo Lula, Miguel Jorge, que escreveu a dois executivos da Odebrecht, em fevereiro de 2009, que "PR fez o lobby" para a empreiteira ao presidente da Namíbia, com quem havia se encontrado na época; para os investigadores, a frase é uma "provável referência" ao Presidente da República; ao comentar o caso, Miguel Jorge foi tranquilo e defendeu que fazer lobby para as empresas do país é papel dos chefes de Estado e ministros; "A primeira visita da rainha da Inglaterra ao Brasil nos anos 70 foi especificamente para vender aviões ingleses, de uma empresa que depois foi uma das que formaram a Airbus. Acho que esse é o papel dos governantes, de realmente se esforçarem para ter um comércio exterior maior para os seus países", disse

29 de Setembro de 2015 às 19:26

247 – A Polícia Federal acaba de disparar mais um petardo contra o ex-presidente Lula. Um e-mail interceptado na fase Erga Omnes da Operação Lava Jato e divulgado nesta terça-feira 29 no blog do jornalista Fausto Macedo envolve o ex-ministro do Desenvolvimento do governo Lula, Miguel Jorge, que teria revelado a dois executivos da Odebrecht que o petista fez lobby para a empreiteira em um encontro com o presidente da Namíbia em fevereiro de 2009, na época Hifikepunye Pohamba.

"PR fez o lobby", escreveu Miguel Jorge a Marcos Wilson e Luiz Antonio Mameri, dois executivos da Odebrecht. A empresa também tem o seu presidente, Marcelo Odebrecht, preso no âmbito da Lava Jato. "Miguel Jorge afirma que esteve com os presidentes (do Brasil e da Namíbia) e que ‘PR fez o lobby’, provável referência ao presidente Lula", registra trecho da análise da PF.

Ao comentar o caso, segundo o Estadão, Miguel Jorge foi tranquilo e defendeu que fazer lobby para as empresas do país é papel dos chefes de Estado e ministros. "A primeira visita da rainha da Inglaterra ao Brasil nos anos 70 foi especificamente para vender aviões ingleses, de uma empresa que depois foi uma das que formaram a Airbus. Acho que esse é o papel dos governantes, de realmente se esforçarem para ter um comércio exterior maior para os seus países", lembrou o ex-ministro.

Questionado especificamente sobe o episódio envolvendo Lula e o presidente da Namíbia, o ex-ministro disse não se recordar.

15/08/2015

Mutação genética: ódio a Lula transforma vira-lata em rato

ratosA caça ao grande molusco continua. Para tentar dar um empurrãozinho na marcha dos zumbis, as ratazanas que perseguem Lula vazaram uma arapongagem de fundo de quintal.

Pior, os voyeurs grampeando Lula sem autorização judicial. E como se este crime não bastasse, os elementos, usando da desfaçatez de quem vê no crime glória e redenção num céu de mil virgens, à moda dos suicidas da Al Qaida, entregam o produto do crime para ser jogado no ventilador. E os vira-latas ainda entregam o produto surrupiado ao vira-bostas.

Como ninguém está isento de ser investigado”, o que estão esperando para botar uma ratoeira no queijo do Carlos Fernando Lima?!

À luz da Constituição, o grampo e o vazamento já são crimes. E qual é a autoridade de um criminoso?

Polícia capta conversa de Lula com diretor de empreiteira

Executivo que foi preso fala em combinar posicionamento sobre pagamento de viagens ao ex-presidente feito pela Odebrecht

MARIO CESAR CARVALHODE SÃO PAULO

Pela primeira vez nas investigações da Operação Lava Jato, a Polícia Federal captou uma conversa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com um investigado que logo depois foi preso.

No diálogo, com um diretor da Odebrecht chamado Alexandrino Alencar, o executivo avisa o ex-presidente que irá combinar um posicionamento conjunto com o Instituto Lula sobre as viagens à África que a empreiteira bancou. Alexandrino fez seis viagens com Lula à África, entre 2011 e o início de 2015.

Na época do diálogo, Lula e a Odebrecht estavam sendo questionados sobre os motivos que levaram a empreiteira a bancar as viagens do ex-presidente depois de ter recebido recursos do BNDES.

A conversa ocorreu em 15 de junho deste ano, quatro dias antes de Alexandrino ser preso pela PF, sob suspeita de pagar propina a políticos e funcionários de estatais.

"Eu conversei hoje com o Paulo, pra gente acertar o posicionamento nosso junto com o de vocês, tá? Combinado?", diz Alexandrino, referindo-se provavelmente a Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. "Tá bom, tá bom. Um abraço, meu irmão. Tchau", responde Lula.

Lula não é investigado pela Lava Jato. Ao ser questionado se o ex-presidente poderia ser alvo da apuração, o procurador Carlos Fernando de Lima disse que "ninguém está isento de ser investigado".

Na conversa telefônica, de 3 minutos e 42 segundos, Lula e Alexandrino conversam sobre um seminário realizado pelo jornal "Valor Econômico" no qual Marcelo Odebrecht defendeu os empréstimos do BNDES.

Lula liga a Alexandrino para saber como foi o evento. "Muito bom, muito bom", diz Alexandrino. "O Marcelo andou distribuindo umas verdades lá".

Marcelo Odebrecht, que também foi preso em junho, criticou o que chamou de "desinformação" e "politização" sobre os empréstimos do BNDES para empresas brasileiras que atuam fora do país.

Alexandrino conta a Lula que até um "tucano de primeira plumagem", o economista Eduardo Giannetti da Fonseca, defendeu as viagens ("isso não é matéria para politizar, nós temos que estar preocupados com o Brasil").

Lula diz que falou com o economista Delfim Netto sobre a mesma questão: "Ele vai publicar um artigo no ‘Valor’ dando o cacete", conta.

No artigo "Exportação de serviços e o ‘complexo de vira-lata’", publicado um dia após a conversa, Delfim diz que "a maior miopia é não enxergar que ‘exportar é o que importa’" e que demonizar os empréstimos do BNDES é "a maior afirmação do famoso ‘complexo de vira-lata’".

Em nota, a Odebrecht disse que "lamenta que as informações sejam colocadas fora de contexto, traçando conclusões equivocadas que confundem a opinião pública".

O Instituto Lula não se pronunciou a respeito.

Colaborou GRACILIANO ROCHA

12/07/2015

Incêndio do Reichstag

E agora, Romário? A farsa acabou. Tens razão, calado és um poeta. Caiu o castelo da Pantera Cor-de-Rosa das araucárias… Teriam visto uma dupla caipira, Inspetor Clouseau & Vampiro de Curitiba, cruzando o Rubicão, digo, a Ponte da Amizade cantando Arapongas

E agora a pergunta que não quer calar: as acusações de possíveis manipulações das provas que justificavam a prisão da cunhada do Vaccari também serve para os carcereiros travestidos de delegados?!

Delegado pede que sindicância sobre grampo da PF seja refeita

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O delegado Mário Fanton, da Polícia Federal, que foi a Curitiba apurar vazamentos da Operação Lava Jato, relatou ter sofrido pressão dos colegas do Paraná no trabalho e recomendou que a sindicância sobre a escuta na cela do doleiro Alberto Youssef fosse refeita; ele afirma ter presenciado "uma participação direta do DPF [delegado de Polícia Federal] Igor [Romário de Paula]" e de outra delegada "para quererem ter ciência e manipular as provas"; ele sugeriu que MPF reanalise as provas, inclusive a sindicância da escuta clandestina, se possível refazendo-a, e conduza diretamente a presente investigação ou com grande proximidade a um novo delegado a se indicar, "pois não acreditamos mais nas provas antes constituídas"

12 de Julho de 2015 às 08:19

247 – O delegado Mário Fanton, da Polícia Federal que foi a Curitiba apurar vazamentos da Operação Lava Jato, relatou ter sofrido pressão dos colegas do Paraná no trabalho e recomendou que a sindicância sobre a escuta na cela do doleiro Alberto Youssef fosse refeita.

O relato está em um despacho interno de maio deste ano, no qual ele afirma ter presenciado "uma participação direta do DPF [delegado de Polícia Federal] Igor [Romário de Paula]" e de outra delegada "para quererem ter ciência e manipular as provas".

O caso da escuta na cela de Youssef voltou aos holofotes depois que dois policiais federais disseram à CPI da Petrobras, no último dia 2, que o equipamento foi instalado sem autorização judicial e captou conversas do doleiro.

As declarações contrariaram sindicância interna da PF do ano passado, que apontou que a escuta era inativa.

Depois disso, a CPI aprovou a convocação dos delegados da Lava Jato, incluindo Igor, para esclarecimentos. O caso é objeto de nova investigação interna da PF, conduzida por Brasília.

Fanton foi a Curitiba depois que a sindicância interna havia terminado. Esse não era o foco inicial de sua missão, mas ele também apurou fatos relacionados à escuta.

Seu objetivo na superintendência era apurar boatos de que ocorriam vazamentos das investigações para a confecção de um dossiê com o objetivo de anular a Lava Jato.

Sua atuação provocou insatisfação e desconfiança dos delegados da operação.

Nesse período, Fanton obteve novo depoimento do agente Dalmey Werlang, um dos que falou à CPI, no qual ele mudou a versão sobre a escuta e apontou ilegalidade.

O delegado Fanton escreveu: "Sugiro que o MPF [Ministério Público Federal] reanalise as provas, inclusive a sindicância da escuta clandestina, se possível refazendo-a, e conduza diretamente a presente investigação ou com grande proximidade a um novo delegado a se indicar, pois não acreditamos mais nas provas antes constituídas".

Em outro trecho, Fanton conta que foi informado pelo delegado Igor de que a PF de São Paulo não havia prorrogado sua permanência em Curitiba e, quando entrou em contato com SP, responderam-lhe que sequer houve pedido de renovação da missão.

Delegado pede que sindicância sobre grampo da PF seja refeita | Brasil 24/7

Delegado da PF relata pressão de colegas em investigação no Paraná

Policial investigava escuta colocada na cela de Alberto Youssef na sede do órgão em Curitiba

Agentes disseram à CPI que grampo foi instalado sem autorização judicial; PF não comenta caso

AGUIRRE TALENTODE BRASÍLIA

Um delegado da Polícia Federal que foi a Curitiba apurar vazamentos da Operação Lava Jato relatou ter sofrido pressão dos colegas do Paraná no trabalho e recomendou que a sindicância sobre a escuta na cela do doleiro Alberto Youssef fosse refeita.

O relato está em um despacho interno do delegado Mário Fanton de maio deste ano, no qual ele afirma ter presenciado "uma participação direta do DPF [delegado de Polícia Federal] Igor [Romário de Paula]" e de outra delegada "para quererem ter ciência e manipular as provas".

O caso da escuta na cela de Youssef voltou aos holofotes depois que dois policiais federais disseram à CPI da Petrobras, no último dia 2, que o equipamento foi instalado sem autorização judicial e captou conversas do doleiro.

As declarações contrariaram sindicância interna da PF do ano passado, que apontou que a escuta era inativa.

Depois disso, a CPI aprovou a convocação dos delegados da Lava Jato, incluindo Igor, para esclarecimentos. O caso é objeto de nova investigação interna da PF, conduzida por Brasília.

DESCONFIANÇA

Fanton foi a Curitiba depois que a sindicância interna havia terminado. Esse não era o foco inicial de sua missão, mas ele também apurou fatos relacionados à escuta.

Seu objetivo na superintendência era apurar boatos de que ocorriam vazamentos das investigações para a confecção de um dossiê com o objetivo de anular a Lava Jato.

Sua atuação provocou insatisfação e desconfiança dos delegados da operação.

Nesse período, Fanton obteve novo depoimento do agente Dalmey Werlang, um dos que falou à CPI, no qual ele mudou a versão sobre a escuta e apontou ilegalidade.

O delegado Fanton escreveu: "Sugiro que o MPF [Ministério Público Federal] reanalise as provas, inclusive a sindicância da escuta clandestina, se possível refazendo-a, e conduza diretamente a presente investigação ou com grande proximidade a um novo delegado a se indicar, pois não acreditamos mais nas provas antes constituídas".

Em outro trecho, Fanton conta que foi informado pelo delegado Igor de que a PF de São Paulo não havia prorrogado sua permanência em Curitiba e, quando entrou em contato com SP, responderam-lhe que sequer houve pedido de renovação da missão.

A Folha pediu para ouvir o delegado Igor por meio da PF em Curitiba. O órgão respondeu que não iria comentar o caso. A PF em Brasília também não comentou.

18/05/2015

Jornal argentino descobre o que sempre soubemos: FHC é um mercenário!

Las opiniones de Cardoso son apreciadas por Washington, según los archivos revelados por Wikileaks.

Imagen: EFE

EL MUNDO › EN BRASIL, EL EX PRESIDENTE CARDOSO REDOBLO SU APOYO A LA OPOSICION VENEZOLANA

La diplomacia paralela no descansa

Lilian Tintori y Mitzy Capriles, esposas de los opositores presos López y Ledezma, fueron recibidas por Cardoso, quien se comprometió a visitar Venezuela. Para los socialdemócratas es urgente erradicar la política “ideológica y bolivariana”.

Por Darío Pignotti

Página/12 En Brasil

Desde Brasilia

De San Pablo a Nueva York, con la atención puesta en Caracas. El ex presidente y efímero ex canciller Fernando Henrique Cardoso ha redoblado su apoyo a la oposición venezolana procesada por instigar a la insurrección armada, sumándose a las presiones encabezadas por el español Felipe González, considerado persona no grata por las autoridades caraqueñas.

Cardoso y González, jefe del gobierno español hasta mediados de los años ’90, integran el Club de Madrid, embarcado en una escalada contra el gobierno de Nicolás Maduro, al que acusan de violar los derechos humanos por la detención de Leopoldo López y Antonio Ledezma.

La visita de Cardoso a Venezuela quedó por lo pronto suspendida, dado que Felipe González frenó provisoriamente el viaje que estaba agendado para hoy, según las informaciones recogidas al cierre de esta crónica.

“No no nos equivoquemos, el Club de Madrid no es Felipe González, ni José María Aznar, ni Alvaro Uribe, ni Fernando Henrique Cardoso, el que realmente lo dirige es Obama, él es el dueño de ese circo”, afirmó el defensor del Pueblo de Venezuela, Tarek William Saab, en diálogo con Página/12, cuando aseguró que su gobierno respeta las garantías de los presos.

Lilian Tintori y Mitzy Capriles, esposas de los opositores presos López y Ledezma, fueron recibidas por Cardoso en el instituto que lleva su nombre, en San Pablo. Durante el encuentro Cardoso se comprometió a visitar Venezuela, informó ayer el sitio de noticias UOL, del diario Folha de S. Paulo. Se llegó a especular con que el líder histórico del Partido de la Socialdemocracia Brasileña (PSDB) podría viajar desde Nueva York, donde recibió el premio a la personalidad del año junto Bill Clinton, con quien cultiva una amistad desde los tiempos en que ambos eran presidentes.

Diez días atrás Brasil fue escogido por los enemigos de Maduro para una ofensiva diplomática que incluyó un encuentro con Aécio Neves, candidato presidencial del PSDB en 2014. El senador Neves calificó como “bochornosa” la posición de Dilma Rousseff ante la crisis venezolana y anunció que viajará al país caribeño junto a otros parlamentarios.

Rousseff es parte del Grupo de Amigos de Venezuela, junto a Colombia y Ecuador, creado a instancias de la Unasur, que trabaja para descomprimir la crisis y la realización de elecciones parlamentarias este año.

Para Neves Venezuela vive bajo una “dictadura”, circunstancia que legitima cualquier estrategia para desalojarla del Palacio de Miraflores, una posición en la que no se disimula el apoyo a la desestabilización violenta que en 2014 dejó 43 muertos, en su mayoría militantes chavistas y miembros de las fuerzas de seguridad.

Cardoso también ha pedido mano dura con Maduro y llegó a decir que el Palacio del Planalto –presidencia– ha sido “omiso” ante Maduro. Las opiniones de Cardoso son apreciadas por Washington, según se desprende de varios documentos liberados por Wikileaks en los que se liberaron reportes diplomáticos. Según indican esos papeles, hubo varias reuniones de funcionarios norteamericanos en el Instituto Fernando Henrique Cardoso, y en algunas fue analizada la situación de Venezuela y cuestionada la posición “tolerante” de los gobiernos del Partido de los Trabajadores.

En otros encuentros entre norteamericanos y dirigentes socialdemócratas hubo opiniones críticas sobre la legislación petrolera que fortaleció a Petrobras. Y los interlocutores del PSDB prometieron trabajar para reformarla y garantizar más ventajas a las multinacionales.

Lula y Correa

Los gestos de Cardoso, Neves y la derecha brasileña en respaldo a la oposición venezolana se inscriben en una serie de movimientos dirigidos a lo que el ex presidente Lula denominó como intento de restaurar “un nuevo ciclo conservador” en la región. Lula admitió el riesgo de que las fuerzas conservadoras retomen el poder en una región conmocionada por intentos de desestabilización de gobiernos constitucionales.

Coincidió con el alerta pronunciado recientemente por el mandatario ecuatoriano Rafael Correa sobre los ataques lanzados contra “los gobiernos progresistas de nuestra América que están tratando de cambiar las cosas”.

Cardoso tuvo conceptos severos contra los gobiernos del PT al recibir la condecoración en Nueva York y esta semana posiblemente acusará a Lula de haber tenido conocimiento de casos de corrupción, según adelantó ayer el diario Folha de S. Paulo.

Para los socialdemócratas es perentorio erradicar esta política externa “ideológica y bolivariana”, al tiempo que legisladores de esa agrupación exigen la creación de una comisión que investigue el préstamo del Banco Nacional de Desarrollo Económico y Social para construir el puerto de Mariel en Cuba, inaugurado este año por los presidentes Rousseff y Raúl Castro. “Los conservadores están criticando el financiamiento del puerto de Mariel y del aeropuerto de Caracas, ellos tienen una visión de la política internacional marcada por la sumisión (a Estados Unidos)”, disparó Lula refiriéndose a Cardoso y los suyos, pero sin mencionarlos. Lo hizo durante un seminario junto al secretario general de Unasur, Ernesto Samper, que recordó la “pesadilla neoliberal” de los años ’90 y su efecto pernicioso para la integración.

A las discrepancias entre Lula y Cardoso se las puede entender en el contexto de una disputa mayor sobre el destino de la integración regional.

Cardoso no hesita en inclinarse por el modelo de librecambista subordinado a Estados Unidos que defendió en su reciente gira por aquel país.

Incluso, según lo han manifestado algunos economistas que integraron el gobierno cardosista (1995-2003), como André Lara Resende, mientras defienden retomar las negociaciones para un Aérea de Libre Comercio de las América. Neves llegó a calificar de “anacrónico” al Mercosur y prometió revisarlo si hubiera sido electo en los comicios de 2014, en los que resultó vencido por Dilma.

Durante el evento encabezado por Lula y Samper en San Pablo hubo cuestionamientos al Banco Interamericano de Desarrollo y al Banco Mundial. “Estoy comenzando a pensar que los chinos pueden resolver nuestros problemas de financiamento en América del Sur, dado que ni el Banco Mundial ni el Banco Interamericano de Desarrollo liberan recursos suficientes”, afirmó Lula. Precisamente mañana Dilma Rousseff recibirá en Brasilia al primer ministro chino, Li Keqiang, con quien analizará inversiones chinas en infraestructura del orden de los 53.000 millones de dólares.

Página/12 :: El mundo :: La diplomacia paralela no descansa

08/01/2015

A vestal Messalina, o estafeta e o advogado

O quebra-cabeça da Lista de Furnas está quase montado. As peças vão se encaixando de forma lenta, porém, inexorável.  Basta que se siga as vituperações das vestais da honestidade alheia, todos sempre albergados pelos grupos mafiomidiáticos. O jogo do esconde-esconde começou com a Ação 470, como se pode ver da pista deixada pelo magarefe do direito: “foi feito pra isso, sim”…

Há uma cena repetida no âmbito do futebol. É a posição do zagueiro que levanta o braço para pedir o impedimento do autor do gol é quem deu condições ao .

Os fatos recentes explicam porque a dupla Cheeg & Chong do Paraná está quebrando os pratos. De repente, não mais que de repente, Álvaro Dias tomou chá de sumiço. E por aí temos mais uma pista das epilepsias e sinapses no araponga das araucárias, Fernando Francischini. A outra margem do rio, como diria o também mineiro Guimarães Rosa, está para ser encharcada. No sumiço de um helicóptero com 450 kg de cocaína, casada com a informação da ADPF de que Juiz de Fora virou centro de distribuição de drogas para o Nordeste, podem estar as peças que faltam no tabuleiro.

Para quem já comemorava vitória, antes do término da eleição, o histerismo de Napoleão de Hospício em tapete voador já está sob controle. Outras arestas estão sendo aparadas para deixar o mundo do jeito que ele é, redondo. Além de figurar com vitória folgada o ranking da Veja de pior Senador, agora também passa a ter de conviver com um estafeta de perna amputada. Como desgraça nunca vem só, está saindo de cena o teatro de ventríloquos, montados na administração do Estado, devido ao bullying da nova administração.

Observe o tom sóbrio, quase asséptico, que a Folha dá ao fato. Não há aquelas manchetes apocalípticas, de condenação prematura. Pelo contrário, estão cheio de dedos, quase como que dizendo que não é nada disso do que você está pensando…. Pois é, este é o estilo dos assoCIAdos do Instituto Millenium: aos adversário, a condenação; aos correligionários, o perdão!

Na imagem, o fio de Ariadne

anastasia Aecio joaquimESCÂNDALO NA PETROBRAS

Em depoimento, policial cita senador eleito pelo PSDB

À PF, homem que levava dinheiro para doleiro diz ter entregue R$ 1 mi ao ex-governador Antonio Anastasia

Tucano negou com veemência ter recebido a verba e classificou a acusação de ‘fora da realidade’

ANDRÉIA SADIDE BRASÍLIA

O depoimento que faz menção ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na apuração da Operação Lava Jato traz um novo político para o rol de citados no caso: o senador eleito Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas Gerais.

A citação está sob análise na Justiça Federal do Paraná. Não foi encaminhada à Procuradoria Geral da República até agora porque Anastasia só recuperou o chamado foro privilegiado às vésperas do recesso judicial, quando foi diplomado senador.

Já a citação a Cunha está com a Procuradoria, pois ele já era deputado à época do depoimento. A acusação foi apurada por investigadores, que concluíram ser necessário abrir um inquérito para detalhar se há de fato algo concreto contra o peemedebista.

Políticos têm foro privilegiado e, por isso, só podem ser processados na área criminal por tribunais superiores.

No depoimento de 18 de novembro passado, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, disse que entregou R$ 1 milhão ao então candidato a governador Anastasia a mando do doleiro Alberto Youssef em 2010.

O tucano negou com veemência o teor do depoimento e disse desconhecer o policial e o doleiro. "É totalmente fora da realidade. Meu único patrimônio é moral, tenho toda uma reputação de honestidade. Qual seria o propósito disso? Fica até difícil comentar algo tão absurdo”, disse.

Na declaração, o policial afirma que levou o dinheiro a uma casa em Belo Horizonte e que Youssef tinha dito que o destinatário era o então candidato tucano, que se elegeu governador.

"Tempos mais tarde, vendo os resultados eleitorais, identifiquei que o candidato que ganhou a eleição em Minas era a pessoa para quem eu levei o dinheiro”.

A polícia mostrou então uma foto do tucano. "A pessoa que aparece na fotografia é muito parecida com a que recebeu a mala enviada por Youssef, contendo dinheiro”, disse ele.

Youssef triangulava as operações investigadas envolvendo funcionários da Petrobras, empreiteiras contratadas pela estatal e políticos. Careca, diz a PF, era responsável por entregar dinheiro em espécie a pessoas indicadas pelo doleiro.

OUTRAS MENÇÕES

O policial cita também outro parlamentar, Luiz Argôlo (SD-BA), cujo nome já havia sido mencionado no curso da investigação e que nega ter cometido irregularidades.

Também há uma menção a Tiago Cedraz, filho do presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Aroldo Cedraz. Careca disse ter levado dinheiro "duas vezes” no escritório de Cedraz, que, segundo ele, "fica numa casa no lago, no final de uma rua sem saída em Brasília”.

A assessoria de Cedraz disse que ele não conhece e nunca esteve com Careca ou com o doleiro Youssef e que coloca à disposição das autoridades o acervo de imagens da casa no Lago Sul de Brasília e o sigilo bancário.

Colaboraram GABRIEL MASCARENHAS e SEVERINO MOTTA, de Brasília

11/08/2014

Bomba! Petrobrás não sabe escolher advogado!

Filed under: Arapongas,Petrobrás,Pré-Sal — Gilmar Crestani @ 11:06 pm
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Há milhares de piadas envolvendo operadores do Direito. Agora, descobre-se que a piada é o próprio operador. Se foi induzido ou agiu por vontade própria, pouco interessa. Uma empresa como a Petrobrás deveria selecionar melhor uma banca para protegê-la, e não convidar a raposa para defende-la. Com este olhar esbugalhado e topete arrepiado, pode-se ter uma ideia onde o elemento guardou a caneta.

A Polícia Federal deveria ser acionada para fazer uma investigação para saber quem finanCIA o sujeito da caneta. A parceria com a Veja é suficiente para saber que, no mínimo, é mal informado.

Na ditadura, arapongas viravam putas em busca de proteção aos milicos. Na democracia, são ainda mais baratas. BARATAS!

Íntegra da fita serviu para Petrobras achar espião

:

Cobrada por ter editado a fita sobre a suposta farsa na CPI da Petrobras, a revista Veja publicou, neste fim de semana, a íntegra das imagens de uma reunião ocorrida da empresa; ao que tudo indica, o dono da caneta espiã é o advogado Bruno Ferreira; é ele quem, nos momentos mais importantes da gravação, tenta induzir seus superiores a indicar a suposta trama denunciada pela revista; perícia contratada pelo senador Delcídio Amaral (PT-MS) contestou edição das imagens; em entrevista, o ministro Ricardo Berzoini classificou o escândalo como "cortina de fumaça" para encobrir o que chamou de "aécioporto"; internamente, na Petrobras, o caso foi classificado como "molecagem"

11 de Agosto de 2014 às 16:58

247 – A direção da Petrobras já tem praticamente a convicção formada sobre quem utilizou uma caneta espiã para filmar uma reunião interna da empresa e repassar as imagens, em tom de escândalo, para a revista Veja. Trata-se, ao que tudo indica, do advogado Bruno Ferreira.

As provas foram fornecidas pela própria revista Veja, que, nesta semana, decidiu publicar a íntegra da fita. Veja se viu forçada a publicar as imagens completas depois que uma reportagem do 247 contestou a sua edição parcial. Uma perícia realizada por um dos principais institutos do Mato Grosso do Sul, a pedido do senador Delcídio Amaral (PT-MS), demonstrava inconsistência nos diálogos divulgados pela revista (leia mais aqui).

Nas imagens, o advogado Bruno Ferreira, em diversas ocasiões, tenta induzir seu superior, o chefe do jurídico da Petrobras, José Eduardo Barrocas, a confirmar algum tipo de armação. É ele, por exemplo, quem tenta, em vários trechos, demonstrar alguma proteção ao ex-diretor Nestor Cerveró.

Assista aqui a íntegra da reunião e confira também aqui as imagens antes divulgadas pela revista.

Na edição da semana passada, os trechos em que Bruno Ferreira tenta induzir respostas foram suprimidos, o que parece ter sido uma tentativa da publicação de proteger sua fonte.

Nesta semana, a revista volta a falar em “farsa”, mas a tese não é corroborada pelas imagens, nem pelos áudios. A denúncia, classificada pelo jornalista Janio de Freitas como "escândalo da banalidade", tende a cair no vazio. Segundo o ministro Ricardo Berzoini, foi publicada apenas para criar uma "cortina de fumaça" destinada a encobrir o que chamou de "aécioporto".

Internamente, na Petrobras, o caso foi classificado como "molecagem".

Íntegra da fita serviu para Petrobras achar espião | Brasil 24/7

20/05/2014

Como se escreve Edward Snowden em mandarim?

Filed under: Arapongagem made in USA,Arapongas,Edward Snowden — Gilmar Crestani @ 8:13 am
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espiaEUA acusam China de espionagem industrial

Cinco pessoas trabalhariam numa unidade especial do Exército e teriam hackeado empresas americanas

Denúncia é ‘absurda’, diz Pequim; chineses lembram revelações de Snowden: ‘é ladrão gritando pega-ladrão’

RAUL JUSTE LORESDE WASHINGTON

O governo dos EUA anunciou nesta segunda-feira (19) a abertura de uma ação criminal contra cinco militares chineses, acusados de espionagem industrial e invasão de computadores de grandes empresas americanas.

O secretário de Justiça, Eric Holder, anunciou o processo dizendo que o indiciamento é a "primeira acusação contra membros do Estado chinês por infiltrar alvos comerciais americanos por meios tecnológicos".

"Temos que dar um basta. O governo não vai tolerar atos de nenhum país que procure sabotar empresas americanas e minar a integridade da livre concorrência", disse Holder em entrevista coletiva.

As acusações se referem a seis casos envolvendo grandes empresas americanas, como Westinghouse, Alcoa e US Steel –indústrias dos setores de energia nuclear, solar e de mineração.

Se julgados, os chineses podem sofrer sentenças de dois a 15 anos de prisão –algo hipotético, porém, dado que dependeria de extradição pelo governo chinês aos EUA, o que é bastante improvável.

Os cinco militares chineses, segundo a investigação do governo americano, são membros de uma unidade especial 61938 do Exército Popular de Libertação.

Sediada em Xangai, a instalação foi descoberta no ano passado como especial por empresas privadas de segurança cibernética como uma das centrais de espionagem industrial da China.

EFEITO SNOWDEN

No ano passado, o presidente Barack Obama falou publicamente sobre a espionagem industrial chinesa, tema que dominou seu primeiro encontro com o colega chinês, Xi Jinping, em junho.

Dias antes, entretanto, estourou o escândalo da espionagem da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA), revelada pelo ex-técnico Edward Snowden, o que fez com que as autoridades americanas deixassem a controvérsia com a China de lado, ao menos publicamente.

Durante o período das denúncias de Snowden, o governo americano repetiu algumas vezes que seu foco era "segurança", não "espionagem industrial".

RESPOSTA CHINESA

Em resposta postada no site do Ministério das Relações Exteriores da China, o porta-voz Qin Gang disse que as acusações são "absurdas" e "sem fundamento".

Qin pediu ao governo americano que retire o processo imediatamente e acrescentou que o governo chinês estava suspendendo a participação chinesa em uma comissão bilateral sobre internet.

"Estão fabricando fatos e usando desculpas para nos acusar de roubar segredos".

Nas redes sociais chinesas, internautas chamaram os hackers de "heróis" e disseram que se tratava de "um ladrão gritando pega-ladrão".

Muitos também lembraram que, nas acusações feitas por Snowden, a NSA teria espionado a gigante empresa de telecomunicações Huawei.

28/04/2014

O ovo da serpente, de novo

RICARDO MELO

A direita levanta a cabeça

As condições são diferentes hoje, o mundo não é o mesmo de 1964, mas é sempre bom ficar esperto

Os sinais estão à vista. A disposição de enxergá-los depende de cada um.

1- Numa afronta à democracia, a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber decide que a CPI da Petrobras tem que ser assim, e não assado. Pouco importa a decisão do Senado. A propósito, quantos votos teve a magistrada para imaginar que a opção de milhões de eleitores, que, mal ou bem, escolheram seus representantes no Congresso, vale menos que a dela?

2- A Petrobras aprovou uma compra mais do que polêmica de uma refinaria em Pasadena, nos EUA. Isso já é sabido de todos. Mas alguns detalhes são interessantes: o conselho que aprovou a operação reunia representantes do "mercado" e do governo. Uma espécie da tal parceria público-privada sonhada e idolatrada por 11 entre 10 teóricos neoliberais. Pois bem: onde foram parar nessa história toda Fábio Barbosa, Cláudio Haddad, Jorge Gerdau, expoentes do "empresariado" brasileiro que, com Dilma Rousseff e outros, aprovaram o negócio? Serão convocados a depor, ou deixa pra lá?

3- Num atentado às regras mais elementares da Justiça, o Supremo mantém encarcerado o ex-ministro José Dirceu em regime fechado, embora sucessivas sentenças do mesmo tribunal tenham condenado o réu a cumprir regime semiaberto. Aliás, Dirceu vive uma situação "sui generis": foi condenado como chefe de uma quadrilha que, depois, o próprio Supremo concluiu que não existia.

4- Uma promotora do Distrito Federal, Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, com a maior sem-cerimônia, pede a quebra de sigilo telefônico não apenas de pessoas determinadas, mas de uma área geográfica que envolve o Palácio do Planalto, o STF etc., ao melhor estilo NSA de Obama. A desculpa oficial: apurar se José Dirceu usou ou não um celular na prisão –na qual, nunca é demais frisar, está detido ilegalmente. Qual a base para o pedido da sra. Corrêa? Denúncias informais, feitas por gente que não quis se identificar ou prestar um depoimento. Está certo que nossas faculdades de direito não são nenhuma maravilha, mas chegar a esse ponto para justificar a arapongagem desavergonhada é fazer pouco do mais ingênuo dos brasileiros.

5- Depois de anos e anos, o STF absolve o ex-presidente Fernando Collor da montanha de crimes de que era acusado. Detalhe: o processado sofreu um impeachment por causa daquelas acusações, de resto muito mais evidentes e escancaradas do que, por exemplo, as do chamado mensalão. Bem, o "caçador de marajás" foi deposto, lembram-se? Dona Rosa Weber vai querer devolver o cargo a ele?

6- Pouco tempo depois de confessar as atrocidades cometidas durante a ditadura militar, o coronel reformado Paulo Malhães foi assassinado no Rio de Janeiro. Malhães é aquele que ensinou como sumia com vestígios das vítimas na época anterior aos exames de DNA. Bastava tirar a arcada dentária, cortar os dedos para desaparecer com as digitais e lançar o cadáver, ou o que sobrou, num rio. Diante disso, não é preciso ser nenhum Eliot Ness para saber que a morte de Malhães foi uma queima de arquivo –como, aliás, ele próprio antecipou em seus depoimentos.

Dizem os compêndios: dias antes do golpe militar de 1964, lideranças pró-governo faziam pouco dos que alertavam para o risco de uma quartelada contra Jango Goulart. Uma das frases célebres: "Se a direita levantar a cabeça, ela será cortada". Deu no que deu. As condições são diferentes, o mundo não é o mesmo, mas, pelo sim, pelo não, é sempre bom ficar esperto. Ou então esperar mais 50 anos para ouvir outra ladainha de "autocríticas".

30/01/2014

República dos arapongas de Serra rebrota com a verde Marina

Filed under: Arapongas,José Serra,Marina Silva — Gilmar Crestani @ 9:33 am
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JANIO DE FREITAS

Um pouco de vida

A agitação atual serve apenas para mostrar que a sociedade vive. Mas, pode-se acrescentar, não muito

A desordem da ordem pública provoca uma situação curiosa. Nada, nos muitos acontecimentos simultâneos, tem gravidade que indique descontrole das inconvivências de sempre, mas a projeção dos incidentes dissemina a impressão inquietante de que o país avança com rapidez para um estado caótico e de insegurança generalizada.

Os 58 incendiados ou depredados até ontem, só neste janeiro da Grande São Paulo, são um número expressivo, de fato. Mas nada sugere algum desdobramento, do qual essa violência suburbana seja parte planejada e preparatória. Nem, tampouco, sugere que não esteja inscrito na regra brasileira das ondas: os incidentes podem até surpreender no surgimento, mas também surpreenderão no murchar repentino, quando ascendiam com aparência indomável. Ocupações de terras, as diversas modalidades de arrastões entre os praieiros e os rodoviários, sucessão de greves tentadas ou efetivadas, as ondas vêm e vão por aí afora. Mesmo o "black bloc" do ano passado.

Em menor número, que no Rio não nos atreveríamos a comparar-nos com a pujança de São Paulo, os ataques a ônibus fizeram a sua fase de perturbação carioca, e de repente reduziram-se a esporádicas reações à ação policial, quase sempre só por obediência aos bandidos. No momento, por sinal, eles estão criando uma onda, esta contra as unidades de PM instaladas em várias favelas: voltam a infiltrar-se e criam conflitos para restabelecer-se. Sem êxito, ainda bem.

No Rio Grande do Sul, em Minas, Goiás, Santa Catarina, em vários Estados, maiores e menores desordens urbanas sucedem-se com a mesma cara: ataques a ônibus, interrupção de estradas e baderna urbana. E até os rolezinhos promovidos a grande ameaça por duas semanas de previsões na imprensa. Mas, além de tudo isso muito localizado, sempre, o seu grau verdadeiro de reflexos institucionais ou apenas políticos tem sido, por toda parte, nenhum. Nem sequer efeitos administrativos, dependentes só de alguns jamegões, têm sido necessários: bastaram-se nas passagens de ônibus de São Paulo e Rio, como obra do susto de sete meses atrás.

Por ora, a agitação serve apenas, como Caetano Veloso disse à Folha, para mostrar que a sociedade vive. Mas, pode-se acrescentar, não muito.

JÁ CONHECIDO

O pretendido candidato de Eduardo Campos e Marina Silva ao governo do Tocantins, como Ranier Bragon informou na Folha, não é um neófito na política. Como procurador da República, Mário Lúcio Avelar teve papel ativo na denúncia política e policial do que ficou chamado de "escândalo dos aloprados". É um caso até hoje embrulhado em muitas obscuridades e muitos transformismos, nascido em Mato Grosso, mas com incidência nas eleições de 2006 ao governo paulista, quando fez de José Serra a alegada vítima de um complô petista. Mário Lúcio Avelar servia na regional da Procuradoria da República em Mato Grosso.

Marina Silva só pôde sugeri-lo para candidato do PSB porque o PSDB, com muito mais razão para fazê-lo, não o fez.

    20/12/2012

    Isto é PSDB: assunto que não vira capa

    Filed under: Arapongas,Isto é PSDB! — Gilmar Crestani @ 9:12 am

    Já vimos este comportamento em outra prócer do PSDB, a ex-funcionária da RBS, Yeda Crusius. Por aqui também a relação do PSDB com os grupos mafiomidiáticos resultou na pior simbiose possível. Além de destruírem o Estado, com o tal de déficit zero, também espionavam políticos adversários e entregavam futricas aos colonistas ventríloquos. Que os há e são muitos e raivoso! Esta mesma prática foi festivamente usada por José Serra no Ministério da Saúde, usando da expertise de Marcelo Itagiba, chefe da arapongagem, que resultou no Caso Lunus.

    ROGÉRIO GENTILE

    Grampolândia

    SÃO PAULO – O governador Alckmin deveria prestar mais atenção ao que diz o orador Alckmin. Como é comum na política, o comportamento do primeiro não está em exata sintonia com a pregação do segundo.

    Na semana passada, ao receber um prêmio, o tucano fez uma defesa enfática da transparência no serviço público. "A sociedade tem o direito de saber o que é feito, como é feito, quando é feito", afirmou.

    Três dias depois, no entanto, foi possível perceber que a prática não é bem essa em sua administração. Sem grandes explicações, o governo paulista começou a desmontar uma central de escutas instalada, desde 2006, num prédio da Polícia Militar no interior de São Paulo com o objetivo original de investigar o crime organizado.

    O problema é que pairam muitas desconfianças sobre a tal central de escutas. Suspeita-se que, além de criminosos, delegados, políticos e até mesmo jornalistas foram espionados pelo órgão sem a devida autorização legal. Em 2012, ao menos 81,8 mil grampos foram feitos no Estado.

    Tempos atrás, o deputado estadual Campos Machado (PTB), aliado do governador, externou o assunto na Assembleia, criticando o então secretário da Segurança Pública, Ferreira Pinto: "Todos ficaram receosos, senhor secretário, receosos do seu poder. Ou alguém tem alguma dúvida sobre o grampeamento que existe em todo o Estado?".

    Questionado sobre o desmonte da central de escutas e as suspeitas de espionagem, o governo Alckmin limitou-se a lavar as mãos, dizendo que o órgão é de responsabilidade do Ministério Público, que, por sua vez, nega ter relação com o assunto.

    Ou seja, além de não investigar eventuais crimes cometidos ali, o governo simplesmente afirma não ter nada a ver com a central, que operava num prédio da PM, era formada por policiais e coordenada por um coronel da reserva. Como diria o orador Alckmin: "A sociedade tem o direito de saber o que é feito, como é feito, quando é feito".

    16/12/2012

    O araponga da ditadura

    Filed under: Alberto Conrado Avegno,Arapongas,Ditadura — Gilmar Crestani @ 8:46 am

    O araponga uruguaio

    Exclusivo: espião da ditadura fala à Folha

    Lula Marques/Folhapress

    Alberto Conrado Avegno com a mulher, Teresa

    Alberto Conrado Avegno com a mulher, Teresa

    RESUMO Folha localiza agente infiltrado pela ditadura militar entre exilados no Uruguai. Por 14 anos, araponga municiou órgão de informação do Itamaraty com relatórios, cartas interceptadas e investigações no exterior. Em entrevista exclusiva, disse que dossiê do Arquivo Nacional sobre ele é "parte mentira, parte verdade".

    RUBENS VALENTE

    MATHEUS LEITÃO

    foto LULA MARQUES

    O PASTOR SAI DO TÁXI, no centro de Montevidéu, e caminha com vagar até a igreja evangélica Centro El Shadday, que comanda desde 1998. São 20h, mas ainda faz sol. Aos 85 anos, ele curva seu 1,90 m, com o braço esquerdo ligeiramente inerte, sequela de um princípio de derrame. É magro e tem uma ferida na cabeça, causada por uma queda na rua, em agosto.

    É a primeira vez que o vemos. Na entrada, estende a mão e o olhar, que esquadrinha demoradamente o rosto do interlocutor. Na véspera havíamos combinado ouvi-lo para uma reportagem sobre exilados brasileiros no Uruguai nas décadas de 60 e 70. Ele quis falar conosco na igreja, na hora do culto, pondo fim a 40 anos de silêncio.

    De 1967 a 1980, Alberto Conrado Avegno teve intensa atividade secreta, como infiltrado da ditadura militar (1964-85) entre os exilados brasileiros no Uruguai. Interceptava e copiava cartas, produzia relatórios com nomes, endereços e planos, dando subsídios a 361 informes da ditadura apenas entre 1974 e 75. Fez viagens internacionais para cumprir "missões" do governo brasileiro. Foi detido duas vezes, no Uruguai e no Brasil, e liberado ao revelar-se infiltrado.

    Identificado nos relatórios sob diferentes codinomes -"Altair", "Johnson", "Mário", "Carlos Silveira" e até mesmo "Zuleica"-, ao longo de 14 anos ele se firmou como "único homem infiltrado no meio subversivo e peça fundamental do esquema de segurança do Brasil no Uruguai". As palavras são de um homem da ditadura, o delegado Rui Dourado, que ajudou o ex-embaixador Manoel Pio Corrêa a montar o Ciex (Centro de Informações do Exterior), máquina de espionagem do Itamaraty.

    Em junho, quando o Arquivo Nacional, em cumprimento à Lei de Acesso à Informação, abriu o acesso a centenas de milhares de páginas sigilosas, permitindo que fossem pesquisadas por nomes -até então, isso só era possível com autorização da família-, a atuação de Conrado veio à tona num dossiê de 814 páginas. Foi então possível entender que todos aqueles codinomes apontavam para aquele uruguaio nascido em 1927, filho do diplomata brasileiro Octávio Conrado, já morto.

    Nem sempre, porém, a marca de Conrado foi a discrição que pautou sua atuação no Uruguai. Ele foi parar em Montevidéu após uma barulhenta confusão no Rio de Janeiro. Em agosto de 1960, o cineasta Elzevir Pereira da Silva matou-se a tiros. A viúva denunciou à polícia que ele estaria sendo chantageado pelas revistas "Escândalo" e "Confidencial", nas quais Conrado trabalhava como repórter e diretor.

    Abriu-se um inquérito que fez a revelação: outros artistas, como o cantor Nelson Gonçalves (1919-98), haviam sido alvo de pressões semelhantes -ou pagavam, ou teriam seus nomes jogados na lama. De quebra, descobriu-se ainda que Conrado e outros três jornalistas tinham empregos no governo federal (logo foram demitidos).

    Conrado não foi condenado: guarda até hoje a cópia da sentença da Justiça do Rio que determinou o arquivamento do inquérito. Mas não voltaria a morar no Brasil. Em 1964 juntou-se à família, que já vivia em Montevidéu, aonde seu pai escolhera ir ao se aposentar.

    PASSADO Conrado nos examina com seus olhos azuis e estrábicos. Convidou-nos para uma conversa ao lado de Teresa, sua terceira mulher, que ele conheceu nos anos 90. Ela admite pouco saber sobre a vida pregressa do marido: "Ele não conta. Quando você [repórter] ligou ontem, ele ficou muito nervoso. Ele não quer falar do passado".

    Não foi exatamente o que se verificou na primeira sessão de entrevista, de quase duas horas. Ouvindo com dificuldade, muitas vezes misturando português e espanhol, demonstrou interesse pelos documentos enfim liberados no Brasil, mas disse ter esquecido certas coisas. Volta e meia fitou o ar em silêncio por longos segundos, como se procurasse na memória uma informação que não vinha.

    O que permanece intacto é o clima maniqueísta da Guerra Fria: "Eu ‘luchava’ intensamente contra o comunismo. ‘Siempre’. Sempre", disse ele à Folha. E por quê? "O comunismo é uma ‘porquería’. A direita é boa. É gente de bem".

    Mas tinha amigos nos dois lados. Como fazia? "Eu me ‘adapté’, me adaptava. É simples".

    Sua família tinha muitos contatos na alta sociedade do Uruguai, onde seu avô servira como embaixador do Brasil. Aos parentes: apresentava-se como jornalista de rádio. Sua irmã, Stella, nascida no Rio e criada no Uruguai desde os anos 1950, afirma ter tentado conhecer a verdade.

    "Depois que morreram meus pais, eu perguntei, mas perguntei com veemência: ‘Mas o que é que você faz?’. ‘Ah, não posso dizer, não posso dizer’", contou Stella, em seu apartamento no bairro de Pocitos. "Foi o que ele me falou."

    Os primeiros documentos sigilosos sobre o araponga datam da segunda metade dos anos 60. Até 1973, quando sobreveio a ditadura militar uruguaia, foram parar em Montevidéu dezenas de militantes e perseguidos no Brasil, incluindo o presidente deposto, João Goulart, que viveu em fazendas no interior do país a partir de 1964, o ex-governador do RS Leonel Brizola, o ex-ministro Darcy Ribeiro, o almirante Cândido Aragão e os coronéis cassados Emanuel Nicoll e Jefferson Cardim Osório.

    Conrado se aproximou de todos eles valendo-se de sua dupla nacionalidade -nasceu no prédio do consulado do Brasil em Salto- e do prestígio de sua família de diplomatas. Em 1968, reportagem da revista "Veja" fez uma rápida referência a ele, descrevendo-o como alguém que prestava serviços aos esquerdistas brasileiros: "É acusado de servir de pombo-correio, com 27 passagens pela fronteira".

    Na entrevista à Folha, ele confirmou que esteve "várias vezes" na fazenda de Jango em Maldonado (a 128 km de Montevidéu). O "dossiê" do espião no Arquivo Nacional registra que ele entregou ao Ciex, em 1974, um "informe sobre João Goulart", cujo conteúdo não foi transcrito. Em relatório de 1971, o agente descreve conversas com José Gomes Talarico, um dos fundadores do PTB e importante aliado de Brizola e de Goulart.

    O agente se aproveitou de um descuido, no hotel Alhambra, e conseguiu ler os papéis, mas não fotografá-los. Reportou à ditadura que Talarico "trazia consigo um excelente relatório do PCB [Partido Comunista Brasileiro]" e "um informe sobre o estado das organizações de ação direta no Brasil".

    Em agosto de 1967, já se apresentava como secretário do almirante Aragão. O ex-marinheiro Guido Gurgel, 78, que se exilou por 12 anos no Uruguai, sempre o via quando ia visitar o almirante. "Sei que ele era muito amigo do Aragão", disse. "Havia comentários, sim, suspeitas de que Alberto era, digamos, uma ‘persona non grata’. Mas nunca tivemos provas. Averiguar essas coisas cabia aos oficiais [exilados] mais graduados. Os marinheiros eram arraia-miúda."

    Os brasileiros exilados no Uruguai não eram mais de 200 na segunda metade dos anos 60, conforme estimativas da época, mas eram fonte de preocupação para a ditadura. Brizola tinha planos de criar focos guerrilheiros no Brasil e para isso costumava se reunir em Montevidéu com aliados -em sua maioria, militares cassados, portanto treinados em técnicas de combate- para elaborar colunas revolucionárias. Anunciava que iria receber recursos de Cuba para desfechar o "contra-ataque".

    CIEX Conrado e os homens do Ciex encontravam-se em cinemas e ruas de Montevidéu, em conversas de no máximo 15 minutos. Há 38 encontros documentados, com hora, local e resultados. O agente levava relatórios, cartas e documentos. Em troca, recebia o dinheiro.

    Em maio de 68, antes da fase mais repressiva da ditadura, o Ciex já se entusiasmava com o investimento em Conrado: "Contaremos no futuro com uma excelente infiltração positiva", diz um relatório. O agente informou que, a cada dia, "mais se afirmava" na esquerda.

    Conrado recebia em média US$ 400 mensais ao longo da década de 70. No dossiê, há inúmeras cobranças do araponga por aumentos ou pagamento de atrasados.

    Documento do Ciex que consta do "dossiê Conrado" mostra que o chanceler Azeredo da Silveira (1917-90) sabia das ações do agente. "O ministro de Estado tomou conhecimento do assunto, aprova e elogia a decisão correta de utilizar o canal do Ciex para o trato do mesmo, mas lembra a ‘Queiroz’ que tal canal tem regras próprias."

    O ministro não queria que o tema fosse tratado nos telegramas diplomáticos enviados de Montevidéu para Brasília. Era preciso apagar as pistas. A orientação de Brasília foi a seguinte: "Os telegramas devem ser ou simplesmente anulados ou substituídos por outros mais inofensivos, de preferência ostensivos, anódinos, sobre assuntos de menor importância". Poucas vezes ficou demonstrada de forma tão clara a atuação do alto escalão para adulterar a história documental do Itamaraty.

    Em seu livro "O Mundo em Que Vivi" (Expressão e Cultura, 1995), o ex-embaixador Manoel Pio Corrêa, capitão da reserva do Exército, contou a origem do Ciex sem lhe dar esse nome. Ainda em 1960, ele se tornou vice-presidente da Junta Coordenadora de Informações, criada pelo governo para reunir os diversos órgãos de espionagem.

    Em reunião com chefes de órgãos de inteligência, na presença do futuro presidente Ernesto Geisel, Corrêa anunciou que ia "organizar" seu "próprio núcleo de ‘pronta intervenção’".

    Para essa tarefa, pediu à Polícia Civil do Rio a cessão do delegado Rui Lisboa Dourado, seu ex-colega no Exército. "Rui era um policial destemido -e temido", escreveu Corrêa. Dourado foi enviado para o Uruguai. O nome dele e o de Corrêa são citados no dossiê sobre Conrado como pessoas que conheciam o trabalho do agente duplo.

    Aos 94, o ex-embaixador vive no Rio, mas sua família informou que ele, acamado, não teria condições físicas de comentar os documentos. Dos quatro embaixadores que serviram em Montevidéu no período de ação de Conrado, dois já morreram e dois não foram localizados. Outros diplomatas que teriam tido contato com Conrado também já morreram. Um dos poucos ainda vivos é o embaixador André Guimarães, que serviu em Montevidéu na Associação Latino-Americana de Livre Comércio (Alalc, hoje Aladi) entre 1967-71. Ele diz que se "lembrava vagamente de Conrado" e o teria visto na embaixada. "Após 40 anos, a memória começa a desaparecer."

    PORTUGAL Duas das mais ousadas ações de Conrado foram viagens ao Brasil e a Portugal. A "Missão Portugal" ou "Neuzona" custou US$ 7,62 mil, divididos entre Itamaraty e o Cenimar (Centro de Informações da Marinha). De acordo com os preparativos da operação, "totalmente planejada e integralmente conduzida pelo Cenimar", Conrado passaria de quatro a seis meses em Lisboa, para "levantar em Portugal as atividades subversivas em execução ou a serem executadas no Brasil, a fim de prover dados e informes".

    Dois homens da ditadura, "Paulo", baseado em Londres, e "Antonio", no Brasil, manteriam contatos esporádicos com ele. Para encontros "tête à tête", Conrado deveria ligar e indicar um local. Ao se aproximar dos agentes, ele devia perguntar sobre "a loja da Varig" e mostrar um pedaço de uma nota de um cruzeiro. Segundo os documentos, Conrado esteve em Portugal entre março e outubro de 1976, mantendo estreito contato com o almirante Aragão.

    Em dezembro, já de volta a Montevidéu, entregou ao Ciex um relatório de dez páginas com os nomes de 76 "subversivos detectados" em Portugal, Itália e França ou "em trânsito" por Portugal. Havia desde anônimos a gente conhecida, como o ex-deputado Márcio Moreira Alves e o futuro presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Não é fácil estimar o número de militantes que os informes de Conrado levaram à prisão, à tortura ou à morte. Os serviços de inteligência não costumam usar de imediato informações de infiltrados para preservá-los. Assim, um nome indicado por Conrado poderia ser monitorado por meses a fio até sofrer o bote final.

    PEGADAS Em pelo menos um caso as pegadas de Conrado ficaram perigosamente evidentes. O ex-coronel Jefferson Cardim foi preso em dezembro de 1970 ao desembarcar em Buenos Aires, vindo de Montevidéu, onde havia se reunido com Conrado. "Em poder de Jefferson encontrou-se profusa e abundante documentação", festejou o Ciex. Já o agente "mostrou-se muito assustado" e disse não ter "mais condições de ‘trabalhar’". A prisão ocorrera muito perto do encontro, deixando-o vulnerável. Ainda por cima, Cardim carregava uma carta com o nome "Alberto".

    A esquerda jamais conseguiu ligar os pontos. As primeiras suspeitas levantadas sobre ele vieram com perguntas feitas por torturadores brasileiros a presos que haviam morado no Uruguai, nas quais havia detalhes demais.

    Gualter de Castro Mello, militante da MNRN (Movimento de Resistência Militar Nacionalista), criado pelo almirante Aragão, regressou a Montevidéu em 1968 certo de que havia "pelo menos três infiltrados" entre seus parceiros. Suas suspeitas acabaram chegando aos ouvidos de Conrado e aos do Ciex, que produziu um documento classificado como "ultrassecreto", a mais alta forma de sigilo. "É indispensável dar aos interrogatórios de asilados detidos no Brasil forma mais adequada às peculiaridades do trabalho de informações", dizia o documento, que apontava "sérias ameaças à segurança operacional de agentes infiltrados no meio dos mesmos."

    Uma dessas sérias ameaças veio em dezembro de 1972, quando Conrado foi detido pela Polícia Federal, durante uma viagem a Santana do Livramento (RS). Acuado, ele viu-se obrigado a revelar sua verdadeira atividade. Indagado sobre quais pessoas conhecia "dos serviços de informação", citou três, entre os quais Cecil Borer (1913-2003), o temido ex-diretor do Dops da Guanabara. Foi liberado após ser reconhecido por um oficial ligado à inteligência da Marinha.

    Três anos depois, o agente infiltrado foi novamente detido, dessa vez pela repressão no Uruguai. O país já vivia sob a ditadura civil-militar (1973-85) do presidente Juan Maria Bordaberry (1928-2011). Segundo os documentos, em 1975 a casa de Conrado foi cercada por um aparato militar. Ele disparou telefonemas para a Embaixada brasileira, pedindo proteção, mas teve que se entregar, pois corria o risco de ser torturado ou morto. No interrogatório, assumir trabalhar para o Cenimar.

    Esses eventos levaram Conrado a tomar uma atitude extraordinária. Numa rara carta assinada com seu nome verdadeiro, ele escreveu ao então embaixador brasileiro, de nome não identificado no papel. "Nestas especiais circunstâncias, sou obrigado a declinar para Vossa Excelência a minha qualidade de integrante do Serviço de Informações e Segurança do Itamaraty. Devido a essas atividades em pró [sic] de nosso Brasil, as autoridades de Inteligência do Uruguai se lançaram em minha procura, pois não sabem minha real qualidade, pensando evidentemente tratar-se de uma coisa de subversão."

    O interrogador de Conrado na polícia uruguaia, Víctor Castiglioni, morto em 2000, foi um homem forte da repressão no Uruguai. Diretor de inteligência da DNII, um braço da polícia nacional, ele e Conrado realizaram nos dias seguintes reuniões com membros do temível Side (Serviço de Informações de Defesa) do Uruguai, uma espécie de DOI-Codi local. Os uruguaios também queriam Conrado como seu informante. A aproximação incomodou o Ciex.

    Não foi a primeira vez. Em mensagem enviada ao órgão do Itamaraty, Conrado contou que vinha sendo assediado por americanos, uruguaios e brasileiros do CIE. Todos queriam os seus serviços. Havia indícios de que ele passara a receber recursos de várias fontes. Em 75, o Ciex desabafou: "Como agente, é (desculpe a imagem) uma verdadeira ‘vaca’ em cujas tetas mamam (sabemos nós) pelo menos o Cenimar e o SID [Side] e (suspeitamos) o serviço alemão".

    Em 1980, já no ocaso da ditadura, Conrado apontou para o Ciex o nome de 12 oficiais da repressão uruguaia com os quais mantinha "contatos frequentes". A Folha leu esses nomes para o pesquisador Mauro Tomasini, do Serpaj (Serviço de Paz e Justiça) do Uruguai, semelhante ao projeto Brasil Nunca Mais, que recolheu testemunhos sobre abusos da ditadura. "Esses são todos militares do primeiro plano da repressão no Uruguai. Todos estão basicamente vinculados a violação de direitos humanos. Todos", respondeu Tomasini.

    Um está preso; outro foi acusado do sequestro do bebê de uma militante; Castiglioni, por sua vez, é associado a um esquadrão da morte paraestatal e clandestino.

    Em 86, finda a ditadura, o Uruguai aprovou o que ficou conhecida como Lei de Caducidade, o equivalente à Lei da Anistia no Brasil. Cresceu, contudo, o coro dos que defendiam a investigação de cerca de 160 mortes e 200 desaparecimentos. No governo de Tabaré Vasquez (2005-10), as investigações se intensificaram. Hoje há 13 militares na prisão de Montevidéu, à espera de julgamento ou já condenados por crimes contra os direitos humanos na ditadura.

    Quem não se esquece de Conrado são os exilados que com ele conviveram. No final dos anos 60, ele se aproximou da família do ex-coronel Nicoll, que integrava o grupo do almirante Aragão e sonhava em criar no Brasil um grupo armado para derrotar a ditadura.

    "O Conrado vivia na minha casa, muito. Era tido assim como um tipão, um galã. Mas ele apareceu assim do nada, e era muito questionado", relembra Lena Nicoll, que conheceu Conrado aos 15 anos. "Esse comentário rolava, sim, de ele ser suspeito por alguns exilados de ser uma pessoa infiltrada no nosso meio." Ao saber do conteúdo dos documentos, Lena concluiu que seu pai foi enganado.

    Alberto Conrado e Teresa aceitaram uma segunda conversa. No apartamento do casal, no centro de Montevidéu e a poucos metros da praia, ele estava ansioso para conhecer os documentos. Colocou os óculos e os leu num notebook.

    A respeito de um papel que o indicava como "agente da comunidade setorial de informações da Marinha", Conrado disse: "Está correto, está correto". E por que fazia esse trabalho? "Porque aceitei. Aceitei porque aceitei. Nada mais." E o que dizer dos contatos com Castiglioni e outros oficiais da repressão? "Sim, eu conheci Castiglioni. Foi chefe de segurança do [ex-presidente uruguaio] Pacheco Areco. Falávamos sobre várias coisas, nada específico."

    Durante a entrevista, Teresa se disse surpresa com as declarações do marido, a quem conheceu muitos anos depois do fim da ditadura, em 1998. Conrado então passou a voltar atrás e disse que não, não trabalhou para serviços de informação brasileiros. Não recebeu dólares pelo seu trabalho, não foi detido pelas polícias do Uruguai e do Brasil e não manteve encontros em cinemas de Montevidéu com gente da Embaixada brasileira.

    Conrado afirmou que os documentos expressam "parte verdade, parte mentira", sem contudo apontar uma e outra. Contraditoriamente, voltou a dizer que combateu o comunismo "intensamente". Disse que chegou a escrever um livro, com cerca de cem páginas, no qual contou "tudo" sobre sua vida. Mas o escrito, intitulado "Conhecendo o Inimigo", encontra-se perdido. Indagado sobre quem seria o seu "inimigo", Conrado respondeu: "Satanás".

    Acompanhando os repórteres até a saída, ele se despediu com um tapinha nas costas, e repetiu: "Parte é verdade, parte é mentira".

    Em um relatório de 1976 o Ciex traçou um perfil psicológico de Conrado, identificado pelo codinome "Altair". Há 36 anos, os diplomatas do Itamaraty escreveram:

    "O comportamento profissional de Altair reflete em grande parte as peculiaridades de seu perfil psicológico, marcado por uma ambiguidade característica que desorienta as pessoas que com ele são forçadas a relacionar-se direta ou indiretamente. Aliás, essa duplicidade se estende a quase todos os aspectos dominantes de sua vida, que apresenta às vezes uma natureza contraditória: Altair mantém relações de amizade com elementos reconhecidamente perigosos de esquerda e, no entanto, sente a necessidade de justificar sua atitude para que o se ligou aos Serviços de Informações. Essa ambiguidade é uma forma de permitir-lhe fazer o que deseja, sem os percalços inerentes às atividades e às ligações que porventura tenha".

    "Eu ‘luchava’ intensamente contra o comunismo. ‘Siempre’. Sempre", disse ele àFolha. E por quê? "O comunismo é uma ‘porquería’. A direita é boa. É gente de bem"

    Conrado recebia em média US$ 400 mensais ao longo da década de 70. No dossiê, há inúmeras cobranças do araponga por aumentos ou pagamento de atrasados

    "Esse comentário rolava, sim, de ele ser suspeito por alguns exilados de ser uma pessoa infiltrada no nosso meio", diz Lena, filha do coronel exilado Emanuel Nicoll

    04/07/2012

    Questão de lógica

    Filed under: Arapongas,Fernando Collor de Mello,PT — Gilmar Crestani @ 9:18 am

    Nem poderia ser diferente. Imagina se Collor e Veja, podendo, não alvejariam o PT. Está tudo dentro da lógica política. Ilógico seria seguir Carlinhos Cachoeira e Policarpo Júnior. Quem ousaria imaginar que a Veja se associaria ao banditismo?

    Governo Collor seguiu cubano ligado ao PT

    Arapongas seguiram e fotografaram Sergio Padilla, que teve encontros com José Dirceu

    RUBENS VALENTE
    LUCAS FERRAZ
    DE BRASÍLIA

    Documentos do serviço de inteligência do governo Fernando Collor (1990-1992) revelam que o cubano Sergio Cervantes Padilla, conhecido da cúpula do PT e descrito como "conselheiro político" da Embaixada de Cuba no Brasil, foi seguido e fotografado pelos arapongas nos anos 90.

    Os documentos integram um conjunto de 30 mil relatórios liberados anteontem pelo Arquivo Nacional.

    Os arapongas do governo Collor mapearam as relações de Padilla com líderes petistas, incluindo Lula, com quem ele teria jantado em São Bernardo do Campo (SP), e José Dirceu. Em outubro de 1991, Padilla teria passado dez dias hospedado com a família no apartamento de uma assessora de Dirceu, então deputado estadual. Na ocasião, o cubano foi fotografado pelos agentes da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), a sucessora do Serviço Nacional de Informações.

    Padilla ficou conhecido em 2005 quando a revista "Veja" o apontou como ligado a uma suposta doação de US$ 3 milhões do governo cubano à campanha de Lula em 2002. A doação -contestada pelo PT- nunca foi comprovada.

    No início da década de 90, Padilla tinha encontros frequentes com a cúpula do PT.

    José Dirceu informou, por meio da assessoria, que Padilla é "um velho conhecido da esquerda brasileira" e que foi apresentado a ele quando viveu em Cuba, nos anos 60.

    O ex-ministro disse que o acompanhamento da SAE foi "indevido", pois Padilla era vinculado ao serviço diplomático. A assessoria de Lula não foi localizada ontem.

    Além da cúpula petista, Padilla procurava outros grupos. Em março de 1990, a SAE registrou que ele conversou com o historiador Valério Arcary, então na organização Convergência Socialista (que foi expulsa do PT em 1992), sobre índices sociais de Cuba.

    Arcary disse que é "um escândalo" ter sido monitorado num regime democrático, mas que não falou "nada que não pudesse ser dito em público": "Ele estava preocupado com o isolamento de Cuba e procurava acompanhar a esquerda brasileira".

    28/05/2012

    Cachoeira grampeou o Supremo?

    Filed under: Arapongas,Carlinhos Cachoeira,Dadá,Gilmar Mendes,STF — Gilmar Crestani @ 9:24 am

    Enviado por luisnassif, dom, 27/05/2012 – 22:47

    Autor: Luis Nassif

    À medida em que as peças do quebra-cabeça Cachoeira vão se juntando, vislumbra-se um quadro inédito na história do país. Tão inédito que ainda não caiu a ficha de parte relevante da opinião pública e, especialmente, do Judiciário. O desenho que se monta é uma conspiração contra o Estado brasileiro (não contra o governo Lula, especificamente), através de três vértices principais.

    Havia o chefe de quadrilha Carlinhos Cachoeira. Sua principal arma era a capacidade de plantar matérias e escândalos, falsos ou verdadeiros, na revista Veja – o outro elo da corrente.

    Durante algum tempo, graças ao Ministro Gilmar Mendes, seu principal operador – o araponga Jairo Martins – monitorou o sistema de telefonia do Supremo. E Cachoeira dispunha da revista Veja para escandalizar qualquer conversa, fuzilar qualquer reputação.

    Essa é a conclusão objetiva dos fatos revelados até agora.

    O que não se sabe é a extensão das gravações. Veja demonstrou em várias matérias – especialmente no caso Opportunity – seu poder de atacar magistrados que votavam contra as causas bancadas pela revista.

    A falta de discernimento das denúncias, o fato da revista escandalizar qualquer conversa, a perspectiva de virar capa em uma nova denúncia da revista, seria capaz de intimidar o magistrado mais sólido.

    A dúvida que fica: qual a extensão das conversas do STF monitoradas e gravadas por Jairo? Que Ministros podem ter sido submetidos a ameaças de denúncia e/ou constrangimento?

    Gilmar colocou a mais alta Corte do país ao alcance de um bicheiro.

    Cachoeira grampeou o Supremo? | Brasilianas.Org

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