Ficha Corrida

26/03/2014

E a Folha ainda tem coragem de chamar de Ditabranda

Filed under: Animais,Ditabranda,Ditadura,Gorilas,Paulo Malhães — Gilmar Crestani @ 8:49 am
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Uma dita bem dura para quem defende ditadura! Todos os que, como o DCE da UFRGS, admitem a ditadura merecem uma sessão, ou secção, com o Coronel Paulo Malhães…

ditando a duraCoronel admite ter matado na ditadura

Em depoimento à Comissão da Verdade, Paulo Malhães diz que corpos eram mutilados para evitar reconhecimento

Oficial reformado contraria entrevistas e diz ter descumprido ordem para sumir com ossada de Rubens Paiva

BERNARDO MELLO FRANCO, DO RIO, para a FOLHA

Em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, o coronel reformado do Exército Paulo Malhães, 76, admitiu ontem que torturou, matou e ocultou cadáveres de presos políticos durante a ditadura militar (1964-1985).

Ele disse não se arrepender de nada e narrou como funcionava a chamada Casa da Morte, em Petrópolis (RJ), centro de torturas clandestino onde teriam sido assassinadas cerca de 20 pessoas.

Levado em cadeira de rodas e usando camisa cinza, terno bege e óculos escuros, o militar chocou integrantes da comissão pela frieza com que respondia às perguntas.

"Quantas pessoas o senhor matou?", quis saber o ex-ministro José Carlos Dias. "Tantas quanto foram necessárias", respondeu o coronel. "Arrepende-se de alguma morte?" "Não." "Quantos torturou?" "Difícil dizer, mas foram muitos", devolveu.

Sem demonstrar incômodo, Malhães defendeu a tortura como método de investigação e explicou como mutilava cadáveres para evitar que fossem identificados.

"A tortura é um meio. Se o senhor quer saber a verdade, tem que me apertar", disse, acrescentando que aprova o método para presos comuns.

Questionado sobre as mutilações de cadáveres, descreveu a prática como uma "necessidade" e disse que os corpos não eram enterrados "para não deixar rastros".

"Naquela época, não existia DNA. Quando você vai se desfazer de um corpo, quais partes podem determinar quem é a pessoa? Arcada dentária e digitais", disse.

"Quebrava os dentes. As mãos, [cortava] daqui para cima", explicou, apontando as próprias falanges.

Chamando as vítimas da repressão de "terroristas", Malhães disse não ter remorsos. "Quando vejo uma pessoa reclamar que um ente querido morreu, pergunto: se tivesse ficado ao lado da esposa e dos filhos, isso teria acontecido?", acrescentou.

Parentes de desaparecidos, ex-presos políticos e a única sobrevivente da Casa da Morte, Inês Etienne Romeu, foram à sede do Arquivo Nacional para ouvir o oficial. Ele só aceitou falar diante da comissão e dos jornalistas.

Confrontado com nomes e fotos de vítimas, Malhães alegou que não conseguia reconhecê-los. Também se recusou a indicar colegas da repressão, com raras exceções.

Numa delas, disse ter recebido ordem do coronel Coelho Neto, então subchefe do CIE (Centro de Informações do Exército), para ocultar a ossada do ex-deputado Rubens Paiva, morto em 1971. Mas afirmou não ter executado a tarefa, contrariando o que disse recentemente aos jornais "O Dia" e "O Globo".

Ele também apontou o coronel Cyro Guedes Etchegoyen, chefe de contrainformações do CIE, como comandante da Casa da Morte.

"Mesmo com tantos anos de advocacia, me choquei com a descrição da mutilação de arcadas dentárias e digitais", disse o ex-ministro José Carlos Dias. "Eu não diria que ele foi corajoso. É um exibicionista, um sádico."

Em depoimento à Comissão da Verdade no dia 15, a ex-presa política Inês Etienne Romeu, apontou seis agentes da ditadura como torturadores que trabalhavam na Casa da Morte.

16/05/2013

Cães que só mordem tornozelo preso

Filed under: Animais,Brilhante Ustra,Cães,Energúmenos,Golpe Militar — Gilmar Crestani @ 10:08 pm
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Os cães da guerra

Luis Fernando Veríssimo – O Estado de S.Paulo

A Convenção de Genebra pode ser vista como um monumento à hipocrisia. Ela propõe regras para a barbárie e infere que o que Shakespeare chamou de "os cães da guerra", uma vez soltos, podem ser controlados. E que guerras podem ser cavalheirescas, desde que regulamentadas. Um conceito que por pouco não morreu na Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, as convenções de Genebra, desde a primeira, no século 19, tentam preservar o que, numa guerra, nos distingue de cachorros raivosos. No caso, a hipocrisia é necessária. É outro nome para civilização.

Uma das regras explícitas na atual Convenção de Genebra diz respeito ao tratamento de prisioneiros. O argumento principal de quem defende a repressão e seus excessos durante a ditadura militar no Brasil é que se tratava de uma guerra aberta entre o regime e seus contestadores armados, que sabiam no que estavam se metendo. Só aos poucos estamos conhecendo as atrocidades cometidas na luta contra a guerrilha no Araguaia, da qual a maioria não sobreviveu nem seus corpos foram encontrados. Mas quanto ao que aconteceu nas salas de tortura da repressão não existem dúvidas ou apenas suposições, está vivo na memória dos torturados e suas famílias. Foi quando os cães sem controle da guerra estraçalharam o que poderia haver de simples humanidade no tratamento de prisioneiros, ou o simples respeito a regras convencionadas, por um estado civilizado.

Se a discussão entre os que sustentam que salvaram o Brasil com seus excessos e os que querem que o Brasil conheça a verdade enterrada sem lápide daqueles tempos parece um diálogo de surdos, o grande mudo desta história toda é a instituição militar, que nunca fez uma autocrítica consequente, nunca desarquivou voluntariamente seus arquivos ou colaborou nas investigações sobre o passado, o dela e o nosso, para evitar a cobrança atual. E o que foi feito não era inevitável. Na Itália, por exemplo, na mesma época, o governo enfrentou uma violenta contestação armada sem sacrificar um direito civil, ameaçar uma instituição democrática ou recorrer ao seu próprio terror. Sem, enfim, soltar os cachorros.

A diferença, claro, é que lá era um governo legítimo.

02/01/2013

Era uma vez quem já errou outras

Filed under: Animais,Zero Hora — Gilmar Crestani @ 6:50 am

Neste Vale, todo gato é Pardo. Então, nada demais se aparecerem outros espécimes desta história animalesca. De fato, há burro para todo lado e até Coelho erra o caminho da escrita onde Passa Sete.

Contrariando decisão judicial, prefeito de Passa Sete chega de burro para posse

Contrariando decisão judicial, prefeito de Passa Sete chega de burro para posse Divulgação/Arquivo Pessoal

Prefeito pegou um burro emprestado para cumprir a promessa Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal

Álisson Coelho

alisson.coelho@zerohora.com.br

Eram por volta das 9h quando um burro apontou na Avenida Pinheiro, em Passa Sete, no Vale do Rio Pardo.

23/12/2012

FEBRABAN: sociedade de animais com espírito de porco

Filed under: Animais,Bancos,FEBRABAN — Gilmar Crestani @ 12:46 pm

ROBERTO SETUBAL, na Folha d Sao Paulo, hoje:

Governo tem que oferecer mais para acordar espírito animal do empresariado

Para o presidente do Itaú, Dilma acerta ao permitir capital privado na infraestrutura, mas precisa acelerar investimentos

ANA ESTELA DE SOUSA PINTOEDITORA DE “MERCADO”

A equação é simples: possibilidade de lucros maiores = mais interesse em investir = obras de infraestrutura = ganho de produtividade = mais crescimento do PIB.

Se a presidente Dilma Rousseff quer chegar a um crescimento de 4% em 2013, precisa completar os termos: permitir uma taxa de retorno maior para atrair "bons empresários" às obras dos pacotes de infraestrutura.

O teorema sai da prancheta de um engenheiro de produção: Roberto Setubal, 58, presidente do maior banco privado do Brasil, o Itaú Unibanco. "Há uma coisa que desperta o espírito animal como nada mais: o retorno que o empresário obtém."

Para Setubal, a situação da infraestrutura é dramática e o ganho que o país teria com a aceleração das obras torna irrelevante a intenção de limitar a taxa de retorno dos investidores. "O retardamento desses investimentos tem um custo muito maior."

Em entrevista na sede do banco no Jabaquara (zona sul de SP), ele falou sobre a política macroeconômica, os desafios do setor bancário, as estratégias do Itaú e seus planos pessoais para o futuro.

Folha – o que ainda está segurando o crescimento?

Roberto Setubal – Além da crise global, dois fatores muito importantes: um arrefecimento na demanda e no próprio preço de commodities, que tinham sido um impulso importante na década passada, e o fato de que saímos de um baixo nível de crédito para um nível razoável, com níveis de endividamento que não permitem mais o mesmo crescimento e impulso.

O vigor vai voltar?

A economia está se reajustando a um novo ambiente internacional. Corretamente, o governo identifica que é importante uma parcela maior de investimento. O Brasil tem muita oportunidade de crescimento, especialmente na área de infraestrutura. O governo tem procurado criar as condições: a redução da taxa de juros, medidas de flexibilização da presença do setor privado. Até pouco tempo nada disso era possível. Está havendo uma mudança que terá um impacto enorme, mas não será da noite pro dia.

A reação do setor privado não tem sido favorável a modelos que o governo apresentou.

Estamos ainda na fase de encontrar os modelos melhores. Essas coisas não nascem prontas. O importante é a flexibilização no sentido de permitir o capital privado. Isso é extremamente relevante. A direção está correta. Aperfeiçoamentos são necessários.

Pensando do outro lado: os governos costumam pedir mais espírito animal dos empresários. Falta espírito animal ao empresariado?

Há uma coisa que desperta o espírito animal como nada mais: o retorno que o empresário obtém. Quando tem possibilidade de retorno sobre investimento, o empresário reage imediatamente. Talvez o governo esteja sendo um pouco restritivo demais.

O retardamento desses investimentos tem um custo muito maior para o país. É imperativo para o Brasil que se melhore rapidamente a infraestrutura. Isso daria ganhos de produtividade muito, muito relevantes para nossa economia. O Brasil precisa dramaticamente de ganhos de produtividade.

O sr. falou em dois pontos percentuais, o governo tem oferecido 5%, 6%. Se chegar a 8% seria atrativo?

É o pacote todo que tem que ser interessante -o retorno, o financiamento, as questões fiscais todas- para atrair bons empresários, que queiram de fato investir e ter o justo retorno. Temos que ser realistas: os retornos serão aqueles que os empresários, de acordo com os níveis de mercado, demandam. Se não, os investimentos vão para outros lugares e não para aqueles em que o Brasil precisa mais agora.

Não estamos em outro cenário, de custo de capital mais baixo? [Custo de capital é o rendimento que a empresa tem que oferecer a acionistas para captar recursos. Ela só investe num projeto se puder lucrar mais que esse custo.]

Sem dúvida. O custo de capital caiu no Brasil. Mas ainda é muito mais que 6%.

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