Ficha Corrida

13/08/2014

Filho da mãe

Filed under: Ana Arraes,Eduardo Campos,Nepotismo,Patrimonialismo,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 8:16 am
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ELEIÇÕES 2014

Eduardo Campos PoA Campos diz não ver erro em articular ida de mãe ao TCU

No ‘Jornal Nacional’, candidato promete acabar com cargo vitalício no Judiciário

‘Só porque você apoiou, não está condenado a apoiar quando já não acredita’, afirmou sobre ruptura com o PT

DE SÃO PAULO

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, afirmou que não vê "nada de errado" em seu empenho pessoal para eleger a mãe, Ana Arraes, como ministra do TCU (Tribunal de Contas da União), em 2010.

À época, o presidenciável era governador de Pernambuco e foi o principal articulador da candidatura da então deputada federal à vaga vitalícia em um dos cargos mais cobiçados da Esplanada.

Em entrevista ao vivo nesta terça-feira (12) no "Jornal Nacional", da TV Globo, Campos minimizou sua influência na eleição da mãe.

Questionado se considerava ser "um bom exemplo para o país" ter usado "seu prestígio e poder em uma campanha para que um parente ocupasse um cargo público e vitalício", disse que "simplesmente torceu para que ela ganhasse". A atribuição do TCU é fiscalizar o governo federal.

O candidato defendeu uma "reforma constitucional" para acabar com os cargos vitalícios no Judiciário. Campos justificou que a medida serviria para "oxigenar os tribunais" e garantir um processo de escolha "impessoal".

Ao falar sobre sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro da Ciência e Tecnologia (2004-2205), e sobre a ruptura com a presidente Dilma Rousseff, a quem apoiou até setembro do ano passado, Campos disse que "só porque você apoiou, não está condenado a apoiar quando já não acredita e não se sente representado naquele governo". Ele justificou sua candidatura ao Planalto como um "direito".

O candidato atacou a presidente Dilma, a quem citou nominalmente para dizer que os eleitores que votaram nela estão "frustrados", e disse que a petista não cumpriu o que prometeu.

PENSAMENTO

Campos aproveitou a entrevista para exaltar sua aliança com a ex-senadora Marina Silva. Ele afirmou que sua chapa "não é feita de opinião, mas de pensamento".

Dilma e o Pastor Everaldo (PSC) serão entrevistados pelo telejornal nesta quarta (13) e quinta (14), respectivamente. O critério da TV Globo é o mesmo de 2010. O candidato precisa ter 3% para ser entrevistado na bancada e 6% para aparecer na cobertura diária da emissora.

17/03/2014

De mãe para filho

Filed under: Ana Arraes,Eduardo Campos,Jorge Bornhausen,Marina Silva,Paulo Bornhausen — Gilmar Crestani @ 7:50 am
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bananaA mãe, Ana Arraes, conta pro filho, Eduardo Campos, onde pôs a banana que ganhou do Governo!!!

Até outro dia, Eduardo Campos tinha um cacho de bananas… Hoje, joga as cascas no caminho de Dilma. É o que se diz: cuspindo no prato em que comeu! Este é o partido socialista da famiglia Bornhausen

Governo dá cargos como se fossem bananas, diz Campos

Governador volta a atacar petista Dilma Rousseff no interior de Pernambuco

Pré-candidato do PSB diz que presidente e ex-aliada ‘não soube fazer o que estava encarregada de fazer’

DANIEL CARVALHOENVIADO ESPECIAL A SURUBIM (PE)

O presidenciável e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse ontem, em viagem pelo interior do Estado, que o governo Dilma entrega cargos "como se estivesse distribuindo bananas ou laranjas".

"Não podemos deixar que o Brasil derreta na inflação, no populismo", afirmou durante ato político em Surubim (a 130 km do Recife). Ele disse também que Dilma "não deu conta de melhorar o país".

Na semana passada, em viagem ao interior, Campos já havia dito que o Brasil "não aguenta" mais quatro anos de governo Dilma e que a presidente "não sabe de nada".

Em Surubim, antes de apresentar candidatos da chapa governista em Pernambuco, Campos disse fazer críticas baseadas "em fatos concretos".

"Estamos correndo sério risco de desconstruir conquistas que foram feitas com muitas lutas", afirmou o governador, tratado por blogueiros e jornalistas do município como "futuro presidente".

No palanque, Campos voltou a criticar a presidente para uma plateia de cerca de 400 pessoas. "Ela não soube fazer o que ela estava predestinada, encarregada de fazer."

Para a plateia, o presidenciável disse esperar reverter o percentual de pessoas que não o conhecem. "O povo brasileiro sabe que quer mudança. Não sabe ainda o nome e as ideias da mudança."

Em 2006, no início da campanha pelo governo de Pernambuco, Campos tinha apenas 3% das intenções de voto e ganhou as eleições. Agora, de acordo com a última pesquisa Datafolha, tem 12%.

CRISE COM PMDB

Durante entrevista coletiva, Campos também criticou os gastos do governo federal para evitar reajustes nas contas de energia e nos preços da gasolina e do diesel.

O governador disse criticar a presidente de forma mais honesta que integrantes do próprio partido de Dilma.

"A única questão é que eu digo isso publicamente, com respeito, e muitos ficam dizendo isso pelos cantos."

Campos também apontou estranhamento na crise entre o governo federal e o PMDB.

"A presidenta não pode chegar agora, na véspera da eleição, e parecer que tem uma divergência de fundo com o PMDB porque ela escolheu o caminho desse PMDB para ser o principal aliado do governo dela", disse o governador.

19/01/2014

Afinal, quem é o filho da mãe?

Filed under: Ana Arraes,Eduardo Campos,PS(d)B — Gilmar Crestani @ 10:22 am
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Eduardo CamposNão há que se condenar a mãe por ajudar ao filho, mas que não venha o filho falar em ética, justiça ou qualquer outra moral de carochinha. Será o tal de socialismo familiar?!

 

No TCU, mãe de Campos tira multa de órgão ligado a aliado

Ministra relatou processo que envolve entidade da família de secretário de PE

Ana Arraes diz que agiu com imparcialidade ao analisar convênios firmados entre instituto e Ministério da Saúde

AGUIRRE TALENTODE BRASÍLIA

Mãe do governador Eduardo Campos (PSB-PE), a ministra do TCU (Tribunal de Contas da União) Ana Arraes rejeitou uma multa contra a entidade da família do secretário de Saúde do filho.

A ministra foi relatora de processo sobre convênios entre o Imip (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira) e o governo federal. Ela apresentou relatório contra o parecer técnico que pediu a aplicação de multa de até R$ 43 mil por descumprimento a uma determinação do tribunal.

O voto, de dezembro, foi seguido pelos outros três ministros da 2ª Câmara do TCU. Arraes disse à Folha que foi imparcial.

O secretário de Saúde de Pernambuco, Antônio Figueira (PSB), foi presidente do Imip até 31 de dezembro de 2010. No dia seguinte, tornou-se secretário. Hoje, é um dos possíveis candidatos de Campos à sua sucessão.

O TCU havia determinado ao Imip, em 2010, que constasse a descrição detalhada dos contratos com terceiros para cumprir dois convênios com o Ministério da Saúde. No total, a auditoria analisou sete convênios com a pasta no valor de R$ 21 milhões.

Após a determinação, foram firmados outros 68 contratos e os técnicos do TCU entenderam que a descrição deles continuava genérica e dificultava a fiscalização.

O parecer técnico pediu a aplicação de multa que pode chegar a R$ 43 mil, segundo resolução interna do TCU.

No voto, a ministra Ana Arraes concorda que a determinação foi descumprida, mas diz que o Imip depois criou norma interna obrigando o detalhamento dos contratos.

CONTRATOS ESTADUAIS

Fundado pelo pai do secretário, Fernando Figueira, o Imip mantém como superintendente de administração e finanças a irmã, Maria Sílvia Figueira Vidon, e tem contratos com o governo estadual para gerir unidades de saúde.

Por isso, ação na Justiça Federal obteve, em novembro, decisão anulando a nomeação do secretário, sob o entendimento de que fere "a moralidade e a impessoalidade".

No dia seguinte, o governo conseguiu suspender a sentença. Os autores da ação, dois médicos, tentam levá-la ao Superior Tribunal de Justiça.

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