Ficha Corrida

15/03/2015

Rede Globo rima roubo

Muito Além do Cidadão kane é tão antigo quanto os primeiros desvios a Globo. Roberto Marinho, que saudou a chegada dos ditadores em editorial, fez a parceria que lhe daria o Brasil. A simbiose com a ditadura fez a Globo crescer como mosca no estrume. Se isso já era ruim, some-se a isso a reunião di tutti i capi. Na mesa e pelas mãos de Roberto Marinho comeram e comem suas filiais: Sarney, no Maranhão; Jereissati, no Ceará; Alves & Maia, no Rio Grande do Norte; Collor, em Alagoas; Neves, em Minas; Sirotsky, em Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para aumentar o poder, criaram o Instituto Millenium para albergar as famiglias Civita (Veja), Frias (Folha), Mesquita (Estadão).

Pelo menos desde o início deste milênio que venho chamando os velhos grupos de mídia de coronelismo eletrônico. Usei esta expressão várias vezes no Observatório da Imprensa, o que me valeu a ira do do, Alberto Dines, que, atendendo um telefonema dos Sirotsky, achou por bem caçar minha palavra. Saí do Observatório mas minha opinião continua a mesma, inclusive sobre Alberto Dines. O que mudou, só agora, foi ele, Alberto Dines: “Canalhices”. É, seu Dines, pimenta no dos outros é refresco…

Como na fábula da rã e do escorpião, a natureza perversa da Globo picou Dines. Quem cria cuervos

Grupo Globo: o supremo coronel do Brasil

Alessandre de Argolo -dom, 15/03/2015 – 08:12

A Rede Globo e, por extensão, o grupo econômico integrado pelas diversas empresas a ela vinculadas, é uma tirania. Não tenho a menor dúvida disso. A Rede Globo não abre espaço para o contraditório. Quando ela coloca no ar, em seus telejornais, um político de esquerda, é sempre editando e cortando a fala.

Uma das experiências mais nauseantes na televisão brasileira é ver aquele Carlos Alberto Sardenberg falar. O jornalista em questão é de uma manipulação grosseira dos dados econômicos, sonega informações importantes, direciona a conversa, enfim, uma coisa absolutamente lamentável em termos de jornalismo econômico, um verdadeiro desserviço ao direito do cidadão de se informar razoavelmente bem sobre a realidade econômica. Isso é a Rede Globo.

Uma empresa tirana, que cerceia a liberdade e quer impor os seus interesses sobre os outros. A Rede Globo faz isso há 50 anos e domina praticamente todo o cenário, monopolizando a mídia no Brasil. Alguém tem que começar a pôr um fim nisso.

A questão não é a Rede Globo ou o Grupo Globo existir. A Rede Globo tem o direito de existir, de ter a sua linha editorial etc. A questão é ela ocupar a esmagadora parte do espaço midiático no Brasil. É preciso que as pessoas, os cidadãos brasileiros em geral, tenham mais opções para formar a sua opinião. E com o atual papel da Rede Globo e do seu grupo de empresas, essa necessidade de democratizar a mídia cada vez se torna mais óbvia, mais urgente, mais estratégica.

O jornalista Paulo Henrique Amorim falou, recentemente e de forma acertada, em seu programa Conversa Afiada, que a maior parte das pessoas se informa sobre o caso da corrupção na Petrobras pelos telejornais da Rede Globo, com ênfase no Jornal Nacional. Ou seja, a maior parte das pessoas se informa pelo ponto de vista da Rede Globo. O resultado disso é o que Paulo Henrique Amorim chamou de "massacre".

Reitero, o problema é monopolizar a mídia. A Globo manda ou lidera em tudo, nas verbas publicitárias, é a emissora mais presente no Brasil e por aí vai. Como fica a democracia neste cenário? Não fica, é claro. É rádio, jornal impresso, Internet, televisão por assinatura, televisão aberta, tudo na mão dela em termos de uma maior participação mercadológica, esmagadoramente. Vira uma luta desigual. Todos nós somos reféns da Rede Globo, direta ou indiretamente. Brizola estava absolutamente certo em sua cruzada contra a Rede Globo.

O Brasil é um feudo, um curral da Rede Globo, sinto reconhecer isso. O Grupo Globo é o grande, o maior de todos, o supremo "coronel" do Brasil. É o principal adversário político do desenvolvimento nacional em termos de igualdade e da democracia brasileira. O Brasil precisa se libertar desse poder tirânico da Rede Globo. Enquanto ele existir, não haverá espaço para a verdadeira democracia neste país.

Grupo Globo: o supremo coronel do Brasil | GGN

14/03/2015

A fina flor do fascio

milhão Impeachment02Como diria a RBS: “Saiba” quem, no Brasil, encabeça a Lista Falciani: todos os a$$oCIAdos do Instituto Millenium!

Pode parecer um peixe fora do ninho, mas Dines faz jus à comparecência… O Alberto Dines explora o mercado de comentários da Velha Mídia apenas como filão mercadológico. Não tem nenhum interesse em emparedar seus financiadores. Sim, porque o Observatório da Imprensa só observa o que pode ser publicado. Quando aparece o bandido de corpo inteiro, Alberto Dines foge. E digo isso por experiência própria. Fui convidado e participei como colaborador por dois anos. Quando minhas “observações” davam nomes aos bois, Alberto Dines achou por bem me corrigir. Bastou um telefonema do Sirotsky pedindo minha cabeça para correr me censurar.

Não ganhava nada, mas também não aceitava e não aceito patrulhamento. E Alberto Dines passou a me patrulhar, para impedir que continuasse mostrando todas as “virtudes” da famiglia que tem até estuprador.

De repente aparece atolada na lama, nua, toda a fina flor do fascio. Como diria Lula, essa gente branca de olhos azuis

É essa gente branca de olhos azuis que insufla e fomenta manifestações contra a corrupção. Eu sempre disse, eles não contra a corrupção. São contra a concorrência na corrupção. Até porque são filhos da corrupção. Sem a corrupção, estes grupos mafiomidiáticos não existiriam. O que é a derrubada de uma democracia senão a mãe de todas as corrupções. E eles não só saudaram a chegada da ditadura em editorial como deram sustentação ideológica, condenando os que combatiam a ditadura, e defendendo os ditadores. Graças a esta simbiose se tornaram do tamanho que apareceram ao ressurgir a democracia.

E até se pode entender porque têm comportamento antidemocrático e buscaram derrubar governos. Eles, que cresceram graças a ditadura, estão quebrando na democracia. O ódio nasce da incompetência de sobreviverem na democracia. A liberdade, vejam só, faz mal a quem diz defender a liberdade…

Quem são os finanCIAdores ideológicos?

Na abertura da copa do mundo, no Itaquerão, a AMBEV, Multilaser e Banco Itaú financiaram uma manada para vaiarem Dilma. Demonstraram ao mundo todo o quanto nossa “gente branca de olhos azuis” é mal educada. Está aí o Luis Carlos Heinze, do honorável PP Gaúcho, para servir de prova. Brancos de olhos azuis, mancomunados com os grupos mafiomidiáticos, e atolados até medula na Lista Janot.

listamidiaOs Frias, Saad e Ratinhos da lista do HSBC. É a mídia com “a mão na massa”

14 de março de 2015 | 08:52 Autor: Fernando Brito

Um ótimo repórter (Chico Otávio) e a quebra do “monopólio” do UOL e de Fernando Rodrigues sobre a lista do HSBC começam a fazer a diferença e a mostrar que os “donos mundiais” da lista perceberam que acabariam se desmoralizando quando esta – como inevitavelmente acontecerá – cair no conhecimento geral.

Na manchete de O Globo, hoje, há os nomes que Rodrigues não acreditava terem “interesse público”.

A começar por toda a oligarquia Frias,  proprietários do Grupo Folha, ao qual pertence o UOL.

“Tiveram conta conjunta naquela instituição os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, que foi criada em 1990 e oficialmente encerrada em 1998. Em 2006/2007, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas, no período, ela estava inativa e zerada”.

E os da família Saad, dona da Rede Bandeirantes.

E da de Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares – donatária da capitania Globo no Ceará – e do “Diário do Nordeste”, que tinham US$ 83,9 milhões em 2006/2007.

E como tem “café no bule” estão Carlos Massa, o  Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) e sua mulher, Solange, com umsaldo  de US$ 12,5 milhões.

Aloysio de Andrade Faria, dono da Rede Transamérica, tinha US$ 120,6 milhões, provavelmente de outra origem, pois é banqueiro e vendeu o Banco Real para os holandeses do ABN-Amro, fundando o Banco Alfa.

E mais um destacamento de coleguinhas: Arnaldo Bloch (“O Globo”), José Roberto Guzzo (Editora Abril), Mona Dorf (apresentadora da rádio Jovem Pan), Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines. Fernando Luiz Vieira de Mello (1929-2001), ex-rádio Jovem Pan.

Para os Marinho, sobrou apenas um “beliscão”, que o velho Roberto jamais teria consentido dar, mas que os irmãos aceitaram até com algum prazer, para a memória de Lily de Carvalho, depois Marinho, paixão outonal do velho patriarca. Lily, viúva do também rico Horácio de Carvalho, dono do extinto Diário Carioca, um marco na evolução dos jornais brasileiros.

Sem problemas, porque os negócios “pra valer” do Grupo Globo são em outro meridiano, o cálido Caribe.

E assim, ficamos combinados que a mídia é imparcial.

Mas é divertido ver a reações de nossos valentes combatentes da moralidade: “não temos conta nenhuma”.

Então “tá”…

O HSBC suíço pôs os nomes deles lá por engano…

Os Frias, Saad e Ratinhos da lista do HSBC. É a mídia com “a mão na massa” | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

23/05/2014

Alberto Dines não passa de pena de aluguel

Dines ser arvora em discutir a mídia, mas só em platitudes. Mas está terminantemente proibido dar nome aos bois. Quando fui convidado para colaborar com Observatório, não me impuseram condições. Contudo, conforme ia mostrando os podres da família Sirotsky a coisa mudou. Bastou um telefonema de Porto Alegre para Dines me censurar. A raiva do Dines foi ter sido defenestrado pela Folha, a quem servia como Labão pai da Raquel, serrana bela, mas não servia aos Frias, e só a ela, a mídia.

A entrevista camarada de João Roberto Marinho a Alberto Dines

Postado em 20 mai 2014

por : Paulo Nogueira

O pior momento de Dines

O pior momento de Dines

Ao ver a entrevista que Alberto Dines fez com João Roberto Marinho no seu Observatório de Imprensa, me lembrei, rindo, da ira que acometeu, aspas, o Globo quando Lula conversou com blogueiros.

O ponto do Globo é que Lula fizera uma “entrevista camarada”.

Pergunto: será que eles viram a entrevista de seu patrão? Pode haver entrevista mais “camarada”? Ou entrevista “camarada” só é um problema quando um inimigo a concede?

Não é uma entrevista exatamente nova. Foi feita há alguns meses, mas por algum motivo só agora ela foi assunto na internet.

É um tema complicado para mim. Dines foi um dos meus heróis no começo da carreira, o pioneiro da crítica da mídia no Brasil com seu Jornal dos Jornais aos domingos na Folha, na década de 1970.

Vi a entrevista inteira. Com dificuldade. Primeiro desisti, depois da apresentação bajuladora e dos sorrisos servis de Dines. (Lição número 1 de entrevista: não ria. Não aquiesça com a cabeça a cada resposta. Seja altivo.)

Depois decidi ir adiante, por motivos profissionais.

É, provavelmente, a pior coisa que Dines fez na carreira.

Dines simplesmente ignorou quanto a ditadura alavancou uma empresa que se resumia a um jornalzinho de segunda linha, O Globo, muito inferior ao Jornal do Brasil e ao Correio da Manhã, os grandes diários do Rio de Janeiro nos anos 1960.

A Globo virou grande ao receber, dos generais, uma tevê com a finalidade de apoiar a ditadura.

“Somos os maiores amigos do regime na imprensa”, dizia Roberto Marinho aos poderosos da ditadura quando lhes ia pedir favores e mamatas, conforme está registrado num livro que traz os papeis pessoais de Geisel.

Dines perde também uma chance inestimável de indagar uma coisa de João Roberto quando este se queixa dos “impostos pesados” que recaem sobre as empresas de mídia.

Se são pesados os impostos, como se explica que a família Marinho seja a mais rica do Brasil? Com o dinheiro da geleia de mocotó Colombo, que no passado fez parte dos negócios da família?

Dines serve o tempo todo de escada para João Roberto. Ele ouve, sem retrucar, que o Globo é “pluralista” porque publica articulistas de esquerda.

Pausa para rir.

Faça uma conta. Quantos colunistas conservadores as Organizações Globo têm em suas variadas mídias? Agora conte os colunistas progressitas.

Um para dez?

É a mesma defesa ridícula que a Folha faz de sua “pluralidade”. Para cada dez conservadores, a Folha abria um Saflatle, e isso dá direito a ela de se definir “plural”.

Dines, ao tocar na regulamentação, ouve sorrindo JRM dizer que os Estados Unidos erraram ao não permitir a concentração de mídia.

A entrevista já começa torta. Dines pergunta se a Globo não sente falta de concorrência.

Ora, a Globo é famosa por tentar exterminar de todas as formas a concorrência.

Adolfo Bloch, da Manchete, foi pedir ajuda a Roberto Marinho quando estava perto de quebrar. Depois de uma espera de horas na ante-sala de RM, Bloch foi despedido assim: “Passar bem.”

E quebrou.

Este é o amor à concorrência da Globo. Como você imagina que o Jornal do Brasil foi conduzido à morte depois que a Globo, com a televisão, ficou muito maior?

Agora mesmo, a Globo luta para complicar a vida do Google no Brasil porque é uma ameaça à sua receita publicitária.

Tudo bem, o Google declara o faturamente publicitário em paraísos fiscais, o que é péssimo para o Brasil. Mas e a Globo, que ela tem a dizer no capítulo da sonegação?

Cadê a Darf?

Dines, naturalmente, não fez esta pergunta.

Repito: lembrei o rigor do Globo em relação à “entrevista camarada” de Lula aos blogueiros.

Para o Globo, parece, “entrevista camarada” deve ser mais um monopólio da Globo.

Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

14/03/2013

Alberto Dines e seus limites

Filed under: Alberto Dines — Gilmar Crestani @ 9:50 am
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Conheço pouco  Alberto Dines. O suficiente, para mim. É tão detestável quanto qualquer outro. Se é verdade que introduziu modificações, também é verdade que, politicamente, suas mudanças são lampedusianas: mudar tudo para que tudo continue como está. Tomaso de Lampedusa botou isso na boca de Tancredi, no Leopardo, quando Garibaldi revolucionário entrava na Sicília para consolidar a unificação italiana. Sofri na carne o estilo mafioso do Dines. Em resumo, para Dines tudo pode ser dito, se dito genericamente. Dar nome aos bois só se forem os bois do rebanho dele. Para seus protegidos, ele é égua-madrinha. Depois que foi defenestrado pela Folha, encetou uma luta contra os ex-patrões. Nada dizia enquanto os ex-patrões lhe entregavam o holerite. Convidado que fui para o Observatório, escrevi tudo o que queria. Mas Dines tentou direcionar para que eu fizesse acusações infundadas contra a Fundação Piratini, que reproduzia a TV Cultura, de São Paulo. E, instado por telefone pela famiglia Sirotsky, o autor do Vínculos de Fogo mostrou quais eram seus vínculos. O pedido de um Sirotsky, para Dines era uma ordem, como de quem mantém “vínculos de fogo”. Não para mim. Quem quiser saber mais, leia AQUI!

O triunfo de Alberto Dines

Paulo Nogueira10 de março de 201318

Um crítico histórico da “Hípica”

O jornalista Alberto Dines tinha uma boa definição sobre o código de conduta da grande imprensa brasileira. Era como se as publicações pertencessem à “Hípica”, um clube fechado no qual, por mais que os sócios se detestassem, ninguém falava publicamente nada de reprovável de ninguém.

Era bom para eles próprios, mas não, necessariamente, para o interesse público.

Dines foi, ele próprio, uma exceção de breve mas luminosa duração ao fazer, nos anos 1970, o ‘Jornal dos Jornais’ na Folha, uma crítica domenical da mídia.

Não é exagero afirmar que a carreira profissional de Dines nas grandes corporações foi praticamente liquidada por causa do inovador ‘Jornal dos Jornais’, uma das experiências mais fascinantes da história do jornalismo nacional. Dines teve que esperar a internet para, nela, construir o Observatório da Imprensa, uma espécie de versão digital do ‘Jornal dos Jornais’.

Quando diretor da Editora Globo, propus certa vez a João Roberto Marinho uma reportagem na Época sobre denúncias na internet contra a grande imprensa. Num email a JRM, que é na prática o editor das Organizações Globo, lembrei a frase de Dines sobre a Hípica. Bem, para encurtar a história, a recomendação – ordem, usemos a palavra certa – foi para não dar o texto. Também fui impedido  por JRM de reagir a uma agressão desonesta de Diego Mainardi, um pseudojornalista e pseudoescritor que fez um enorme mal ao jornalismo brasileiro.

Pois a Hípica foi invadida.

Na televisão e no mundo do papel, a Record e a Carta Capital estão publicando coisas que jamais seriam levadas ao público antes – excetuado o da internet.

Há interesses claros por trás da Record e da Carta, e o público deve levá-los em consideração. A Record quer derrubar a Globo, e tem um problema específico com a Abril, que publica a Veja. A Carta, fora a simpatia por Lula, é dirigida por Mino Carta. Mino jamais superou o trauma de sua saída da Veja, no final dos anos 1970. A cada dia, parece detestar mais Roberto Civita, ao qual atribui sua saída. Se pudesse, Mino marcaria um encontro com Civita numa próxima vida para um acerto de contas.

Do ponto de vista jornalístico, e estilístico, o material da Carta é superior ao da Record. Basicamente, porque Mino tem um talento extraordinário. E, ideologicamente, sua simpatia pelos chamados “99%” – semelhante à social democracia europeia, representada no presidente francês François Hollande – está muito acima da exploração da fé feita pela igreja que controla a Record.

Fique, ainda uma vez, claro: há, claro, viés no conteúdo da Record e da Carta sobre o que Dines chamou de “Hípica”. Não existe nele o que os idealistas chamam de objetividade e imparcialidade.

Mas, mesmo com essa ressalva, o público lucra com o novo quadro. Sobre isso não é dúvida. Da troca de tiros vai nascer, na marra, um debate indispensável sobre quais são os limites éticos e legais do jornalismo – até que ponto jornalistas podem ir na busca de informações.

Uma descarga de transparência na mídia – nos nomes que estão aí e nos que porventura chegarem com a nova era digital – pode não ser do interesse da “Hípica” de que falava Dines, mas é de absoluto interesse público.

Diário do Centro do Mundo – O triunfo de Alberto Dines

31/07/2012

Tudo o que Dines e Casoy disserem um do outro, acredito!

Filed under: Alberto Dines,Boris Casoy — Gilmar Crestani @ 9:18 pm

 

Barraco na imprensa

Barraco na imprensaFoto: Edição/247

Alberto Dines ataca Boris Casoy no programa Roda Viva e na revista da ABI: "ele me demitiu da Folha"; mas Casoy contra-ataca em carta que 247 publica com exclusividade: "ele é um pobre diabo"; entre ambos, uma histórica demissão na Folha feita pelo "seo" Frias (centro) em pessoa; não perca: os cardeais estão em guerra! Por Claudio Julio Tognolli

31 de Julho de 2012 às 20:18

Claudio Julio Tognolli _247 – Por duas vezes seriadas, Alberto Dines, pai da crítica de mídia no Brasil, sagrado pelo disputadíssimo prêmio Moors Cabot, o Nobel do Jornalismo, atacou outro peso-pesado do jornalismo, o âncora Boris Casoy. No programa Roda Viva, da TV Cultura, e na revista da ABI, a Associação Brasileira de Imprensa, um rancoroso Dines apareceu de dedo em riste: acusando Boris de tê-lo cortado a cabeça, enquanto diretor da Folha de S. Paulo.

Boris Casoy mandou sua carta-resposta para a ABI, que não a publicou. Casoy sentiu-se censurado, e mandou o repique para alguns amigos. O Brasil 247 publica a resposta de Casoy com exclusividade.

A verdadeira história nem Dines nem Casoy relatam. Que é a seguinte: Dines era chefe da Sucursal da Folha no Rio de Janeiro. E nos anos 80 mandou para São Paulo a famosa história de que um empregado da Coca-Cola havia caído num tonel da bebida, e acabou afogado e derretido. A Folha publicou. Meses depois, confirmou-se que a história era falsa. Boris ficou na cola de Dines, que endossou a veracidade da história, mas acabou esquecendo.

Meses depois Dines escreveu na página dois da Folha um violento artigo contra Paulo Maluf. Boris o mandou para o dono do jornal, Octavio Frias de Oliveira. E decidiu-se que o artigo de Dines sairia publicado à página cinco do jornal, bem no abre. O que não aconteceu.

Nesta altura Boris Casoy estava em viagem à China. Na sua ausência, um secretário de redação alertou a Octavio Frias de Oliveira que Dines vinha mandando diariamente o artigo a São Paulo, "até que fosse publicado". Ao ler o artigo, finalmente, o finado seu Frias resolveu pela demissão do Alberto Dines: pelo fato de Dines insistir tanto em peitar uma ordem.

A história acima é o que se passou: nem Dines, nem Casoy, gostam de vê-la contada. E quem demitiu Dines não foi Casoy: foi o dono do jornal.

Leia a carta, com exclusividade:

Resposta de Boris Casoy a Alberto Dines.

Alberto (ou Abraão ?) Dines, mais uma vez abre sua cloaca para atacar.

De conhecido caráter, destituído de qualquer sentido moral ou ético, esse indivíduo tenta justificar com uma história da carochinha o fato de ter sido interventor da ditadura no Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro. Sua "explicação" não passa de um atentado à inteligência alheia. Imagine: em plena época de caça às bruxas, um grupo de jornalistas ligados ao Partido Comunista procura esse" ínclito" profissional pedindo sua intercessão junto ao gabinete do então presidente Castelo Branco, com o objetivo de destituir a direção do sindicato, legitimamente eleita. O governo aceita a sugestão e o nomeia interventor militar. É essa a versão que Dines tenta nos impingir

É evidente que só eram nomeados interventores aqueles que tinham a total confiança do regime. Dines, de maneira covarde, tentando dividir culpas com os comunistas, assume a sua ditadura particular. Tira um desafeto pessoal da presidência da entidade e , como se não bastasse, faz um sem número de cassações. É claro que zelosamente oculta esses fatos de sua biografia (ou folha corrida?) Se escapou da lei graças a Anistia, será  inscrito entre  os réus quando a ação da ditadura nos sindicatos tiver sua história levantada. Mais tarde demonstrou toda a  sua "consideração " com comunistas ao pedir – e por duas vezes – que eu os demitisse da sucursal da Folha de S.Paulo  no Rio de Janeiro.

Não satisfeito, esse senhor assaca contra mim a "informação " (gabola, ele sabe tudo!) de que  a diretoria do jornal considerou um erro eu ter sido convidado para editor da Folha de S.Paulo. Se foi erro, o jornal errou duas vezes. Fui convidado – e assumi a função por duas vezes. Certamente, o grande equívoco do sr Frias foi não ter convidado esse  "monumento" da imprensa nacional para dirigir a Folha.(" Por que não eu?") Aliás, em minha gestão , além do prestígio ganho, a Folha ultrapassou a circulação de todos os seus concorrentes. Ao contrário, o sr. Dines deu o tiro de partida na morte do Jornal do Brasil, o que levou Nascimento Brito a sacá-lo do comando da redação. A partir daí,um a um, Dines foi defenestrado de todos os órgãos de impresa em que trabalhou.

Ressentido, montou à sombra do Estado uma "dineslêndia" , na qual, brincando de Deus, dedica-se  biliosamente a atacar os órgãos de imprensa em que trabalhou e os colegas.

Ninguém melhor do que ele para falar sobre censura. Julga os demais seres humanos  tendo como modelo seu próprio caráter. Além da sua "mão de ferro" no JB, foi protagonista , mais recentemente, de um vergonhoso episódio censório .Depois de anunciar fartamente, cancelou a participação em seu programa  numa  TV estatal, do autor de um livro sobre o senador Antonio Carlos Magalhães.

Esse pobre diabo, primeiro mente ao afirmar que foi demitido pessoalmente por mim.  Depois diz que fui covarde ao solicitar que o secretário de redação o fizesse. Eu não poderia fazê-lo. Estava na China. A demissão desse ruinoso indivíduo deu-se com plena concordância do sr. Frias. Dines era uma das poucas "vacas sagradas" do jornal e sua saída só poderia ser decidida com a direção maior.

Não foi apenas o fato de recusar-se a assinar um artigo contra Paulo Maluf que levou a sua demissão. Num ato falho, em meio a uma discussão sobre a sucursal do Rio, Dines acabou revelando que uma série de reportagens endossadas por ele sobre a Coca Cola era falsa. Ele fazia essa confissão anos e anos depois dos fatos. Ocultou durante muito tempo sua grave falha. Nessa série de reportagens forjadas, contava-se que um operário da Coca Cola havia caído num recipiente destinado ao fabrico do refrigerante. A empresa sofreu enormes prejuízos com isso. E Dines manteve seu erro em segredo. E mais: não teve a coragem de afastar o repórter que, segundo ele, forjara até documentos. A bem da verdade, Alberto (ou Abraão?) nada tinha contra a Coca. Era até apreciador. A partir daí, chegava ao ponto final a confiança que se depositava nesse senhor.

Há poucos dias, recebo em minha casa uma dessas almas de peregrinas virtudes. Propõe-se a "selar a paz" entre Boris e Dines. Tenta me convencer, pedindo compreensão, pois Alberto segundo ele, se submete a tratamento psiquiátrico. Respondo sentir muito. E que nenhuma demência , nem a senil, altera o caráter do indivíduo.

Isso me leva a um fato relatado pelo jornalista Julio Lerner.  Julio pretendia escrever um livro sobre Stefan Zweig. E me perguntou se poderia receber sugestões de Dines, autor de um livro sobre aquele escritor.Recomendei. Dias depois, Julio veio a minha procura. Tinha sido recebido por Dines, a quem não conhecia. Quando Lerner relatou que trabalhara na Folha, Dines lançou uma gravíssima e odiosa série de difamações sobre diretores do jornal, Em seguida, ao saber da intenção de Julio Lerner de escrever algo sobre Zweig, não suportou a concorrência e respondendo com um sonoro "ponha-se para fora" saiu da sala. Constrangida, a mulher de Dines pediu desculpas e justificou o ato dizendo que o marido estava sendo submetido a tratamento psiquiátrico.

Louco ou mau caráter? Provavelmente os dois!

Ass: Boris Casoy

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