Ficha Corrida

22/10/2014

Agência de absorventes entra na disputa eleitoral

petrobras-x-petrobrax_tucanoAgência Moody’s rebaixa nota da Petrobras

Motivo foi alto endividamento, agravado pela queda no preço do petróleo; classificação serve de baliza para investidores

Nota da Petrobras está ainda a dois degraus de perder o grau de investimento, selo de bom pagador da dívida

TONI SCIARRETTADE SÃO PAULOSAMANTHA LIMADO RIO

A cinco dias da eleição presidencial, a agência de classificação de risco Moody’s decidiu reduzir a avaliação da Petrobras, a maior estatal brasileira. A nota mede a capacidade de uma empresa pagar suas dívidas e serve de baliza para os investidores.

Embora as agências de classificação tenham cometido erros de avaliação na crise global de 2008, notas menores atribuídas por ela tendem a afastar investidores e a derrubar o preço das ações.

Em nota, a Petrobras ressaltou que foi mantido o grau de investimento –espécie de selo de bom pagador– da estatal. A Moody’s rebaixou a nota da Petrobras de Baa1 para Baa2, considerada mediana, e colocou a avaliação em perspectiva negativa (pode ocorrer novo rebaixamento).

Para perder o grau de investimento, a avaliação precisa cair ainda mais dois degraus: Baa2 e Baa3.

O motivo para o rebaixamento foi o alto endividamento da estatal, que se torna mais difícil de administrar com a queda nos preços do petróleo. Para a agência, a capacidade da Petrobras de honrar sua dívida piorou nas últimas semanas, após o petróleo descer ao menor valor em quatro anos.

O rebaixamento da Petrobras foi comunicado após o fechamento da Bolsa e só deve ter impacto nesta quarta (22) nos mercados.

Nesta terça (21), as ações preferenciais (sem voto) recuaram 6,92%, para R$ 16,68. Os papéis ordinários (com voto) caíram 5,43%, para R$ 16,19. A baixa foi atribuída à vantagem numérica da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas (leia ao lado).

A Moody’s afirmou que só "bem depois" de 2016 a Petrobras conseguirá reduzir seu endividamento, o que contraria as expectativas originais da agência.

"Enquanto a Petrobras tem sido relativamente bem-sucedida na execução do seu programa de capitais ambicioso e cumpriu metas de produção agressivas, a alavancagem continuou a crescer em 2014, dada principalmente a sua incapacidade de repassar os custos relacionados com derivados de petróleo importados, além da desvalorização da moeda local", disse Nymia Almeida, responsável pela avaliação na Moody’s.

A dívida líquida da Petrobras está em R$ 241,3 bilhões –cresceu R$ 20 bilhões em três meses. A empresa tem uma alavancagem estimada em 40% –ou seja, usa 40% de capital de terceiros em relação ao seu patrimônio líquido, o capital próprio. O recomendável para grau de investimento é de 35%.

A relação entre dívida e Ebitda, importante medida de dívida (demonstra quantos anos a empresa precisa trabalhar para gerar caixa para cobrir sua dívida), aumentou de 3,52 para 3,94 em apenas seis meses. A meta era baixar para 2,5 até 2015.

As maiores dificuldades para reduzir a dívida são o enorme plano de investimento (US$ 44 bilhões por ano) e a defasagem no repasse de preços, que agora não existe mais. A defasagem custou R$ 59,3 bilhões nos últimos três anos, de acordo com a corretora Gradual.

Nesta terça (21), o petróleo do tipo Brent fechou a US$ 86,23 o barril, com alta de 0,97%. No ano, porém, a queda é de 22,5%. O real também se desvalorizou 4,7% no ano, até agora.

No Brasil, diz-se que a exploração do pré-sal se torna inviável com o petróleo cotado entre US$ 50 e US$ 60.

Agência de absorventes entra na disputa eleitoral

petrobras-x-petrobrax_tucanoAgência Moody’s rebaixa nota da Petrobras

Motivo foi alto endividamento, agravado pela queda no preço do petróleo; classificação serve de baliza para investidores

Nota da Petrobras está ainda a dois degraus de perder o grau de investimento, selo de bom pagador da dívida

TONI SCIARRETTADE SÃO PAULOSAMANTHA LIMADO RIO

A cinco dias da eleição presidencial, a agência de classificação de risco Moody’s decidiu reduzir a avaliação da Petrobras, a maior estatal brasileira. A nota mede a capacidade de uma empresa pagar suas dívidas e serve de baliza para os investidores.

Embora as agências de classificação tenham cometido erros de avaliação na crise global de 2008, notas menores atribuídas por ela tendem a afastar investidores e a derrubar o preço das ações.

Em nota, a Petrobras ressaltou que foi mantido o grau de investimento –espécie de selo de bom pagador– da estatal. A Moody’s rebaixou a nota da Petrobras de Baa1 para Baa2, considerada mediana, e colocou a avaliação em perspectiva negativa (pode ocorrer novo rebaixamento).

Para perder o grau de investimento, a avaliação precisa cair ainda mais dois degraus: Baa2 e Baa3.

O motivo para o rebaixamento foi o alto endividamento da estatal, que se torna mais difícil de administrar com a queda nos preços do petróleo. Para a agência, a capacidade da Petrobras de honrar sua dívida piorou nas últimas semanas, após o petróleo descer ao menor valor em quatro anos.

O rebaixamento da Petrobras foi comunicado após o fechamento da Bolsa e só deve ter impacto nesta quarta (22) nos mercados.

Nesta terça (21), as ações preferenciais (sem voto) recuaram 6,92%, para R$ 16,68. Os papéis ordinários (com voto) caíram 5,43%, para R$ 16,19. A baixa foi atribuída à vantagem numérica da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas (leia ao lado).

A Moody’s afirmou que só "bem depois" de 2016 a Petrobras conseguirá reduzir seu endividamento, o que contraria as expectativas originais da agência.

"Enquanto a Petrobras tem sido relativamente bem-sucedida na execução do seu programa de capitais ambicioso e cumpriu metas de produção agressivas, a alavancagem continuou a crescer em 2014, dada principalmente a sua incapacidade de repassar os custos relacionados com derivados de petróleo importados, além da desvalorização da moeda local", disse Nymia Almeida, responsável pela avaliação na Moody’s.

A dívida líquida da Petrobras está em R$ 241,3 bilhões –cresceu R$ 20 bilhões em três meses. A empresa tem uma alavancagem estimada em 40% –ou seja, usa 40% de capital de terceiros em relação ao seu patrimônio líquido, o capital próprio. O recomendável para grau de investimento é de 35%.

A relação entre dívida e Ebitda, importante medida de dívida (demonstra quantos anos a empresa precisa trabalhar para gerar caixa para cobrir sua dívida), aumentou de 3,52 para 3,94 em apenas seis meses. A meta era baixar para 2,5 até 2015.

As maiores dificuldades para reduzir a dívida são o enorme plano de investimento (US$ 44 bilhões por ano) e a defasagem no repasse de preços, que agora não existe mais. A defasagem custou R$ 59,3 bilhões nos últimos três anos, de acordo com a corretora Gradual.

Nesta terça (21), o petróleo do tipo Brent fechou a US$ 86,23 o barril, com alta de 0,97%. No ano, porém, a queda é de 22,5%. O real também se desvalorizou 4,7% no ano, até agora.

No Brasil, diz-se que a exploração do pré-sal se torna inviável com o petróleo cotado entre US$ 50 e US$ 60.

10/09/2014

Moddy’s usava minha avó, agora todo mundo usa OB

Filed under: Agências de Qualificação,Moddy's,PIBe,Pibinho — Gilmar Crestani @ 10:02 am
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EUAGloboQue coincidência, todas as agências de risco são dos EUA… E tem tanta credibilidade quanto aquela informação de que o Iraque tinha armas de destruição em massa… Pior, são tão competentes que não conseguiram prever a quebra dentro de casa. Afinal, a crise de 2008 começou pelos EUA e se alastrou pela Europa e continua provocando vítimas. Será que a Moddy’s ameaçou a Alemanha agora que foi divulgado que o PIB daquele país está em 0,2%.

Agência com nome de absorvente só poderia absorver e divulgar o que é bom para seus clientes. Esta aí um bom exemplo do mau exemplo fornecido pela parceria da Rede Globo com o Rubens Ricúpero, via Parabólica… “O que é ruim a gente aumenta, o que é bom a gente esconde”.

Agência cita PIB fraco e ameaça rebaixar nota de risco do Brasil

Ação pode implicar em aumento do custo da dívida do país, de estatais e de empresas brasileiras no exterior

Mesmo se mudança for confirmada, país ainda manteria o grau de investimento, selo de bom pagador de dívida

TONI SCIARRETTADE SÃO PAULO

A agência americana de classificação de risco Moody’s ameaçou rebaixar a avaliação do Brasil, uma ação que, se for confirmada, pode implicar em um aumento sensível do custo de financiamento no exterior do governo e das empresas estatais, além de bancos e empresas.

Os motivos para a revisão, que ocorre a menos de um mês do primeiro turno da eleição presidencial, são o baixo crescimento da economia, o abalo na confiança do investidor e a deterioração das contas do governo.

Tecnicamente, a Moody´s manteve a nota "Baa2" (considerada mediana), mas colocou em perspectiva negativa, o que a coloca mais perto de um rebaixamento.

Com a reavaliação, foram colocadas em perspectiva negativa as notas de 22 empresas e bancos –entre eles BNDES, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco– que têm as avaliações diretamente referenciadas na nota do país.

Mesmo se forem rebaixados, o país e as empresas continuariam com o grau de investimento, espécie de selo de bom pagador. Estariam, porém, a um passo de se tornar "grau especulativo", de alto risco de calote.

Apesar das críticas aos erros das agências de risco, principalmente no pico da crise global, em 2008, essas avaliações ainda servem de parâmetro para grande parte do mercado internacional.

Suas avaliações, porém, pesam nas decisões de investidores e tendem a causar impacto no dólar e na Bolsa.

A rival Standard & Poor´s reduziu em março a nota do Brasil, que está no limite de se tornar grau especulativo.

A terceira grande agência, Fitch reafirmou em julho a nota do país, que segue no segundo passo do grau de investimento. "Revisamos constantemente as avaliações e poderemos alterá-las se houver mudança material nos indicadores", disse Shelly Shetty, chefe de risco da Fitch para a América Latina.

Foi a segunda vez que a Moody’s mexeu na perspectiva da nota do país em menos de um ano. Em outubro de 2013, mudou a perspectiva de positiva para estável.

Mauro Leos, responsável na Moody’s por avaliar o Brasil, dissera em março que não haveria rebaixamento antes da eleição. Afirmara, na ocasião, que o processo eleitoral limita a ação do governo ao ajustar políticas públicas.

ESTAGNAÇÃO

A decisão da Moody’s ocorre após a divulgação, no fim do mês passado, de que a economia encolheu nos dois primeiros trimestres deste ano. A projeção dos analistas é que o PIB do Brasil cresça 0,48% em 2014.

Para a Moody’s, o país tem pouco espaço para retomar o crescimento potencial de 3%. A previsão da agência é de avanço inferior a 1% em 2014.

A Moody’s cita a deterioração acentuada da confiança na economia e aponta a formação bruta de capital, componente do PIB que mede investimento em máquinas e na expansão dos negócios.

O índice caiu a 16,5% do PIB, o pior desde 2006 e algo que a agência americana afirma ser discrepante entre países similares.

"Os níveis fracos de confiança do empresariado e do investimento irão impor obstáculos à recuperação", disse Leos, em nota. O crescimento baixo, afirmou, desafia a arrecadação e dificulta gerenciar os gastos públicos.

24/03/2013

Moody’s é absorvente?

Filed under: Agências de Qualificação,Moody's — Gilmar Crestani @ 6:39 pm
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Estas agências com nome e sobrenome em inglês, fazem avaliações ao gosto de quem paga. Sabe-se que o Itaú anda investindo bastante no mercado inglês, principalmente no The Economist e no Financial Times. Gostaria de sabe qual foi a previsão desta tal de Moody’s a respeito do Lehman Brothers… Ou dos bancos espanhóis, franceses, italianos.

Expansão do crédito custou 7,8% do PIB

Para estimular economia, Tesouro reforçou bancos estatais; estratégia interrompeu queda do endividamento público

Moody’s rebaixou notas de BNDES e Caixa, na semana passada, devido à multiplicação de financiamentos

GUSTAVO PATUDE BRASÍLIA

Lançada há quatro anos em caráter temporário para combater efeitos da crise econômica internacional, a política de reforço aos bancos oficiais já acumula um impacto na dívida pública do país equivalente a 7,8% do PIB (Produto Interno Bruto).

Dados do Banco Central mostram que os custos dessa estratégia interromperam a trajetória de queda contínua do endividamento ao longo da administração petista.

No final de 2008, o dinheiro injetado pelo Tesouro Nacional em suas instituições financeiras chegou a pouco mais de R$ 40 bilhões. Ao fim de 2012, o total equivalia a R$ 407 bilhões.

Destinada a ampliar o crédito e acelerar a economia, a medida foi bancada com emissões de títulos da dívida federal, entregues, na grande maioria, ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Enquanto a crise econômica se revelava mais duradoura que o esperado, os sucessivos aportes ao banco de fomento se tornaram o principal motor de expansão do volume de papéis do Tesouro em poder do mercado.

No período, a dívida pública bruta -indicador de solidez das contas fiscais mais observado no mercado global- subiu de 63% para 67% do PIB, pela metodologia adotada internacionalmente.

Por esse critério, o Brasil tem um dos governos mais endividados fora do mundo desenvolvido. Entre as 20 maiores economias emergentes, apenas Egito e Índia apresentam dívidas mais altas.

Os resultados contrastam com os medidos pelo conceito de dívida líquida, ou seja, deduzindo do endividamento total os valores que União, Estados e municípios têm a receber na forma de créditos ou aplicações financeiras.

Nessa conta, tradicionalmente mais utilizada no país, a dívida pública se mantém em queda, porque o Tesouro é credor do BNDES e dos demais bancos oficiais favorecidos pela política de fortalecimento do crédito.

DISCREPÂNCIA

É consenso entre analistas que as contas públicas brasileiras são muito mais sólidas hoje do que há dez anos, mas a recente discrepância dos indicadores suscita as primeiras dúvidas sobre o progresso fiscal do país.

Análise assinada por Markus Jaeger, do Deutsche Bank, diz que a dívida bruta brasileira poderia ser de dez a 15 pontos percentuais do PIB mais baixa não fossem as intervenções do governo.

Tais ações -que incluem compra de dólares para reservas do BC, também bancada pela emissão de títulos- elevam as despesas financeiras do governo, segundo Jaeger.

"Esses dois ativos [os créditos contra os bancos federais e as reservas em dólar] têm baixa rentabilidade", diz estudo de Josué Pellegrini, consultor do Senado Federal.

Em outras palavras, o Tesouro recebe menos dos bancos e das aplicações das reservas do que paga pelos títulos de sua dívida.

E há ainda o perigo de os financiamentos concedidos pelos bancos federais serem malsucedidos e resultarem em inadimplência.

Na semana passada, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou as notas de BNDES e Caixa devido justamente à política de multiplicação de financiamentos.

19/12/2012

A Suíça lava mais banco

Filed under: Agências de Qualificação,Bancos,Lavagem de Dinheiro,UBS — Gilmar Crestani @ 8:54 am

Se na Suíça é assim, imagina no Brasil… Como disse o Lula, político tem foto no jornal e tv, banqueiro, não, porque são eles que financiam.

El banco suizo UBS deberá pagar unos 1.170 millones por manipular el líbor

La entidad deberá pagar a los reguladores financieros de EE UU, Reino Unido y Suiza

Varios empleados manipularon información de indicadores para beneficiar sus negociaciones

EP Londres19 DIC 2012 – 08:59 CET16

Sede de UBS en Zúrich, en Suiza. / STEFFEN SCHMIDT (AP)

El banco suizo UBS ha llegado a un acuerdo con las autoridades de EE UU, Suiza y Reino Unido por el que se compromete a pagar unos 1.400 millones de francos suizos (1.170 millones de euros) para resolver las investigaciones abiertas a nivel internacional por la manipulación del índice interbancario líbor, una cantidad que triplica los 450 millones de dólares (347 millones de euros) pactados en junio por Barclays en relación con esta cuestión.

Asimismo, como parte de este acuerdo, la filial japonesa de la mayor entidad bancaria de Suiza ha aceptado a propuesta del Departamento de Justicia de EE UU declararse responsable de un fraude electrónico relacionado con la manipulación de determinados índices de referencia, incluyendo el líbor en yenes. En concreto, la entidad helvética abonará 160 millones de libras (197 millones de euros) a la Autoridad de Servicios Financieros (FSA) de Reino Unido y 59 millones de francos suizos (50 millones de euros) al regulador helvético, así como otros 1.200 millones de dólares (923 millones de euros) a las autoridades de Justicia y Comercio de EE UU.

Las conductas del primer banco suizo se traducirán en el despido de entre 30 y 40 empleados

Las conductas del primer banco suizo se traducirán en el despido de entre 30 y 40 empleados como consecuencia del escándalo por la manipulación de la tasa interbancaria líbor, según ha informado hoy el director general del organismo, Sergio Ermotti. El máximo dirigente del organismo se declaró "decepcionado" por el escándalo y por "el comportamiento inaceptable de algunos empleados", razón que justifica plenamente los despidos, señaló. Varios trabajadores colaboraron con otras entidades e intermediarios para influir en dichos índices y sacar partido de ello.

"Durante el curso de las investigaciones descubrimos un comportamiento inaceptable por parte de algunos empleados, cuya conducta no refleja los valores de UBS", declaró Ermotti, quien subrayó la plena cooperación que ha mantenido UBS con las autoridades durante las investigaciones. "Lamentamos profundamente estos comportamientos inadecuados. No hay cifra de beneficio que sea más importante que la reputación de esta firma", aseguró.

Por su parte, el presidente de UBS, el exconsejero del BCE y expresidente del Bundesbank, Axel Weber, subrayó que la entidad tendrá "tolerancia cero" los comportamientos inadecuados.

Como consecuencia de estos acuerdos y tras analizar la actividad del banco en lo que va de trimestre, UBS adelantó que prevé registrar pérdidas por importe aproximado de entre 2.000 y 2.500 millones de francos suizos (1.655 y 2.070 millones de euros) en el cuarto trimestre. Este resultado negativo se explica principalmente por las provisiones de 2.100 millones de francos suizos (relacionadas con asuntos judiciales, incluyendo la investigación del líbor y denuncias por la comercialización de productos respaldados por hipotecas residenciales, así como de otros 500 millones de francos suizos por cargos de reestructuración y ajustes en el valor de la deuda de la entidad por valor de 400 millones de francos suizos.

El banco suizo UBS deberá pagar unos 1.170 millones por manipular el líbor | Economía | EL PAÍS

14/12/2012

Vamos relembrar a frase do Lula

Filed under: Agências de Qualificação,BVA,Erivelto Rodrigues — Gilmar Crestani @ 7:31 am

A Folha não disponibilizou a foto porque não quis. Esta aí no Google, é só procurar.

"Quando político é denun­ciado, a cara dele sai nos jornais de manhã, de tarde e de noite. Mas vocês já viram a cara de al­gum banqueiro no jornal?", dis­se ele. "Sabem por que não? Por­que são eles que pagam a propa­ganda nos jornais", completou. Entendeu ou precisa que desenhe?

CONFLITO DE INTERESSE

Presidente de agência de risco tem negócio em empresa com banco BVA

DE SÃO PAULO – O presidente da agência de avaliação de risco Austin Rating, Erivelto Rodrigues, é sócio de uma empresa em que o banco BVA tem participação.

A Austin fazia a classificação do risco do BVA, que está sob intervenção do Banco Central desde outubro.

Segundo o jornal "Valor", Rodrigues é membro do conselho e detém 33% da Novo e-pay, companhia que desenvolve pagamento por celulares. A BVA Serviços, subsidiária do banco BVA, é dona da SDG 16 Participações que, por sua vez, tem mais 33% da companhia.

Segundo Rodrigues, a sociedade nunca teve influência na classificação de risco do BVA, que foi rebaixado duas vezes antes da intervenção.

09/12/2012

O risco de se acreditar nas agências de risco

Filed under: Agências de Qualificação — Gilmar Crestani @ 8:25 am

Ou a desclassificação das agências de qualificação… Só servem, sem riscos, a interesses escusos.

Empresas escolhem melhor avaliação

A partir de 1º de janeiro, CVM obrigará classificação de risco, mesmo que preliminar, a ficar disponível ao público

Nova regra impedirá que empresas façam cotações em várias agências e divulguem só as mais favoráveis

PATRÍCIA CAMPOS MELLOTONI SCIARRETTADE SÃO PAULO

Agências de classificação de risco deram notas altas e consideraram "seguros" vários bancos brasileiros que quebraram recentemente.

O Banco BVA, por exemplo, ganhava da classificadora LF Rating nota BBB ("moderada segurança") quatro dias antes de sofrer intervenção do BC, em 19 de outubro.

Da Austin Rating, o BVA ganhava nota BBB+ ("risco baixo") menos de dois meses antes da intervenção.

O mesmo ocorreu com bancos como o Cruzeiro do Sul, que foi liquidado em setembro com um rombo de R$ 3,1 bilhões, e o Panamericano, que sofreu intervenção em 9 de novembro de 2010.

Tais notas afetam as empresas de duas formas. De um lado, investidores usam ratings para se guiar. Alguns fundos só aplicam em papéis tidos como seguros. De outro, financiadores avaliam o risco por meio delas: quanto menor a nota, mais caro fica tomar dinheiro emprestado.

Com a chancela das agências de rating, fundos de pensão como a Petros, segundo maior do Brasil, podiam investir em papéis mais arriscados, que levavam o carimbo de "seguros". A Petros tinha R$ 80 milhões em três fundos ligados ao BVA e aplicava em papéis do banco.

SHOPPING DE RATING

Uma prática permitida no mercado agravava a insegurança das notas: o chamado "shopping de ratings". As empresas que precisam de ratings bons pedem uma avaliação preliminar a uma agência. Se recebem uma nota baixa, tentam em outra, até conseguir uma nota satisfatória.

Como hoje não é obrigatório divulgar os ratings preliminares, o investidor nem desconfia que a empresa teve uma nota ruim.

Para impedir os efeitos prejudiciais dessa prática, a partir de 1º de janeiro passa a valer uma instrução da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que torna obrigatório divulgar os ratings preliminares nos sites das agências.

"Essa instrução da CVM deve mitigar esse shopping de ratings", diz Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch Ratings no Brasil.

"No Brasil, cada agência tem seus critérios de avaliação e há grandes discrepâncias", diz Sergio Garibian, diretor de ratings da Standard & Poor’s na América Latina.

Em fevereiro de 2006, o banco Cruzeiro do Sul encerrou seu contrato com a Fitch, que lhe dava nota BB+(bra), "elevado risco de inadimplência". No mesmo ano, assinou contrato com a Moody’s, que lhe deu Baa1 para depósitos de longo prazo e meses depois elevou a A3 (ambos grau de investimento, considerados seguros).

Por causa dessas contradições, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou um projeto de lei prevendo que as agências respondam por "prejuízos causados por conduta dolosa (com intenção) ou culposa nas classificações de risco".

"Não é normal que algumas agências classifiquem um banco como tendo baixo risco e ele quebre alguns dias depois", diz Fonte. "Ou a agência foi cooptada pelo banco ou não tem condições de classificar ninguém."

Segundo Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating, o "shopping de rating" está restrito a operações estruturadas como FIDC (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios). "Não acho que isso ocorre com empresas e bancos", disse.

Para Paulo Rabelo de Castro, presidente da SR Rating, que não classificava nenhum desses bancos, "é importante uma regulamentação rígida, no momento em que o governo quer estimular o mercado de debêntures".

Maior fundo de pensão do país, a Previ só aceita ratings de três agências: S&P, Moody’s e Fitch. Já a Funcef, da Caixa, compra títulos de dívida privada que sejam avaliados por pelo menos uma agência de rating, não importando qual. A Funcef tinha papéis do PanAmericano e Cruzeiro do Sul. No caso do Cruzeiro, recebeu todo o investimento porque tinha garantia especial (DPGE).

05/05/2012

Risco Espanha rebaixa “Marca Espanha”

Filed under: Agências de Qualificação,Crise Financeira Européia,Espanha — Gilmar Crestani @ 8:31 am

Ou da mudança de linguagem segundo o tamanho da vítima…

Riesgo España

Por Alfredo Zaiat

Durante varios años el indicador riesgo país actuó como termómetro de la economía dominada por la lógica financiera. Ese índice mostraba la diferencia entre la tasa de interés del bono del Tesoro de Estados Unidos a diez años con la de uno similar argentino. La brecha era sinónimo de una mayor o menor confianza de los acreedores para prestar dinero en nuevos bonos o en refinanciación de vencimientos de deuda. El riesgo país intervenía como un factor de disciplinamiento del poder político para que aplicara medidas de austeridad que, en búsqueda del respaldo de los mercados, asegurasen el pago de la deuda. Argentina pudo romper ese círculo vicioso de deterioro y sometimiento a los financistas con el default y la renegociación de la deuda con quita, disminución de la tasa de interés y extensión de los plazos de pago.

El lenguaje es más amigable para las economías europeas en crisis. El indicador “riesgo país” lo denominan “prima de riesgo”. Los financistas en esos casos son más cuidadosos con la palabra. No humillan taladrando con un indicador de creación de sentido simbólico de inviabilidad de un país, aunque no se inhiben de los ataques especulativos sobre esas economías. En Europa, la prima de riesgo tiene como base de comparación la tasa de interés de bonos de Alemania a diez años. España registró un máximo de 436 puntos (4,36 puntos porcentuales) el 23 de abril pasado, sobretasa para financiar vencimientos de deuda. Alemania colocó un bono a diez años a 1,75 por ciento anual.

El “riesgo España” no es un indicador financiero como el “riesgo país” o “prima de riesgo”. No se puede medir en puntos porcentuales. Es un estado de la situación económica que puede generar inestabilidad. Para los europeos, significa poner en jaque la moneda comunitaria euro. Para Argentina, incorpora un factor inquietante para su economía porque España es uno de los principales inversores extranjeros en el país. Por caso, la debacle griega puede afectar a la economía por su impacto global en expectativas y ciclo recesivo en el comercio internacional. No tiene una derivación particular en Argentina, como en cambio puede ocurrir con una debacle española.

El sector privado sufre cuando un país ingresa en un sendero de retroceso con políticas de ajuste, que son presentadas como la llave para salir de la crisis que, en realidad, agudizan la recesión. Si la estrategia suicida, como calificó Paul Krugman a la política de austeridad europea, sólo afectara su propia economía, sería un problema exclusivo de los españoles y los europeos. Sin embargo, las compañías españolas han pasado a ocupar un lugar importante en la economía argentina a partir de los años de privatizaciones y desregulación. El riesgo aparece cuando la crisis doméstica aumenta las posibilidades de repercusiones negativas en las actividades desarrolladas en el exterior. Empresas españolas ejercen posiciones dominantes en sectores sensibles de la economía argentina. De acuerdo con el relevamiento más reciente realizado por la Cámara Española de Comercio de la República Argentina, existen 319 compañías locales bajo control español. Entre ellas, Cemento Avellaneda, Autopista del Sol, YPF, Metrogas, Banco Santander, Banco BBVA Francés, Gas Natural, Edesur-Endesa, Dycasa, Telefónica.

El informe “Las inversiones directas en empresas residentes” elaborado por el Banco Central revela la magnitud de la presencia española en la economía argentina. La inversión extranjera directa (IED) global sumó 88.249 millones de dólares al 31 de diciembre de 2010. De este monto, 65.638 millones de dólares (74,3 por ciento) correspondieron al valor contable de las participaciones de los inversores en el patrimonio neto de las empresas del Sector Privado No Financiero y del Sector Privado Financiero, y los restantes 22.611 millones fueron por endeudamientos brutos de esas firmas con sus matrices y/o filiales del exterior. El stock de IED a fines de ese año representó un 23,9 por ciento del Producto Interno Bruto. “Valor similar a la mayoría de las economías de la región”, indica el documento. De acuerdo con el origen geográfico, el 53,9 por ciento de las inversiones extranjeras provino del continente europeo, 21,2 de América del Norte, 16,1 de América del Sur, 6,1 de América Central y Caribe, y el 2,6 por ciento restante de otras regiones.

España ocupa el primer lugar en ese ranking. Reúne el 26,3 por ciento del total de las inversiones extranjeras directas, con 23.242 millones de dólares, seguida por Estados Unidos (14.814 millones, 16,8 por ciento del total), Holanda (7328 millones, 8,3), Chile (5509 millones, 6,2) y Brasil (5367 millones, 6,1).

La investigación del Banco Central destaca que en 2010, luego de dos años de estancamiento, las inversiones españolas en el país aumentaron 646 millones de dólares, 3 por ciento más respecto del año previo. “El incremento en el stock de la IED de España se dio a pesar de la disminución en la posición pasiva bruta del sector petrolero, el principal sector de actividad al que se orientan las inversiones españolas, caída que alcanzó un valor de 500 millones de dólares (6,9 por ciento)”, apunta el informe. La posición del sector petrolero pasó de representar el 54 por ciento de las inversiones españolas en el país en 2005, a un 28,9 por ciento en 2010.

Ese recorrido es elocuente de la política de desinversión de la española Repsol en YPF. La expropiación de las acciones de la petrolera nacional en manos de Repsol fue, además de iniciar el camino de la recuperación de la soberanía energética, una medida preventiva frente al “riesgo España”. Los sectores que explicaron el incremento del stock de IED española fueron Bancos, con una suba de 240 millones de dólares; Comunicaciones, 221 millones de dólares; y Metales comunes y elaboración, 206 millones de dólares. “Dichas variaciones se encuentran relacionadas con el aumento en el nivel de actividad en esos sectores”, se explica en el documento del Banco Central.

La debacle española puede ser un factor perturbador de la economía argentina. La fragilidad de su economía deriva en pérdida patrimonial de sus empresas. Más allá de solicitadas y declaraciones de altos ejecutivos, la estrategia corporativa no tiene opción que ser defensiva por la caída de las ventas internas, aumento de los pasivos, estrangulamiento financiero y consiguientes quebrantos. Si bien sus filiales en el exterior son muy rentables, como las que operan en Argentina, la desmejora de la casa matriz obliga a reducir y hasta suspender planes de inversión por falta de fondos o por dificultad para conseguir financiamiento en el mercado.

El saldo de esos problemas se traduce en menos inversiones, decadencia de la infraestructura que opera y pretensión de girar a la sede central toda la ganancia posible. La extensión de ese ciclo negativo puede concluir en el abandono de la prestación del servicio o de la producción, con la posibilidad de, ante el atolladero, terminar entregando la empresa a acreedores o vendiendo a fondos buitre. Pueden generarse así situaciones complicadas por cierres traumáticos, por una venta desesperada de la compañía o por la decisión de no pagar deudas.

España es líder en inversión extranjera directa en Argentina en los siguientes sectores: comunicaciones, metales comunes y elaboración, sector privado financiero (bancos), comercio, construcción. Y es segundo en industria química, caucho y plástico, alimento, bebida y tabaco, electricidad, inversora holding, transporte.

El naufragio del modelo español, elogiado por sectores conservadores, obliga a varias áreas de la gestión de gobierno, como el Banco Central, los ministerios de Economía e Industria y diversos organismos de control de servicios públicos, a permanecer alertas y proyectar un monitoreo cercano de las firmas españolas para evitar sorpresas desagradables. Es el denominado “riesgo España”.

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Página/12 :: Economía :: Riesgo España

23/03/2012

A quem servem as desqualificadas agências qualificadoras? A quem paga mais!

Filed under: Agências de Qualificação,América Latina — Gilmar Crestani @ 7:48 am

 

Las calificadoras de riesgo y el secreto bancario, en el punto de mira

Por: Alejandro Rebossio | 23 de marzo de 2012

El fraude corporativo de las tiendas chilenas La Polar demostró que Latinoamérica no está exenta de casos como los de Enron o Madoff. Las calificadoras de riesgo crediticio, tan criticadas en la actual crisis europea, llevan más años recibiendo reproches por estas latitudes. El secreto bancario también supone un obstáculo en la región para que los reguladores de los crecientes mercados de capitales puedan investigar delitos. En una Latinoamérica en la que aumentan las inversiones en acciones, bonos y fondos, los desafíos de las autoridades de control también se agigantan, según quedó evidenciado ayer en el encuentro anual del Consejo de Reguladores de Valores de las Américas, que se celebra hasta hoy en Buenos Aires. Varias de las máximas autoridades reunidas dialogaron con El País.

Entre los retos planteados por las autoridades latinoamericanas figuran las necesidades de mayores controles a las calificadoras de riesgo, de un mejor gobierno corporativo de las empresas para proteger sus intereses y los de los accionistas, de aprobar leyes que permitan a los reguladores investigar sin que el secreto bancario sea un obstáculo y de darle más seguridad a los pequeños ahorradores que comienzan a sumarse a los mercados de capitales. Así como en su momento sucedió en España, también el crecimiento en Latinoamérica está llevando a que cierta clase media en ascenso pueda invertir sus ahorros en herramientas más sofisticadas que el depósito a plazo o una caja fuerte con dólares. Por ejemplo, en Brasil, la mayor economía de la región, en 2003 había unas 20.000 personas con cuentas activas en las bolsas. En la actualidad suman 600.000, según la presidenta de la Comisión del Mercado de Valores brasileña, Maria Helena Santana. Pero más que las acciones a los brasileños les interesan los fondos de inversión, que en 2003 gestionaban una cartera que suponía el 30% del PIB y que ahora representan el 45% de una economía mucho más grande, la sexta del mundo.

La presidenta del Consejo de Reguladores de Valores de las Américas, la uruguaya Rosario Patrón, comenta que uno de los desafíos de la región radica en que todos los países firmen un memorándum de entendimiento que establece estándares internacionales para el intercambio de información en la investigación de presuntos delitos en los mercados de capitales. Para rubricarlo, los países deben aprobar leyes que permitan a los reguladores el levantamiento del secreto bancario para descubrir si en determinadas operaciones se cometieron irregularidades como el uso de información privilegiada. “No es sencillo cambiar la ley porque el secreto bancario está relacionado con el cuidado de los ahorros y el derecho a la privacidad”, admite Patrón, también intendenta de Regulación Financiera del Banco Central de Uruguay. Los 182 países miembro de la Organización Internacional de Comisiones de Valores deben firmarlo antes del 1 de enero de 2013. Es decir, faltan algunos meses. De momento solo Uruguay, Brasil y México lo han sellado. Colombia lo hará en mayo y Perú también está en condiciones de hacerlo. En el Caribe ya lo han rubricado las islas Caimán y Vírgenes Británicas. “Si Caimán pudo hacer el cambio…”, reflexiona Patrón.

Brasil y Argentina están poniendo buena parte de sus energías para controlar a las calificadoras, las mismas que tanto fallaron dando excelentes notas a activos tóxicos de EE UU antes de 2008 y que en la actualidad descalifican las deudas soberanas de ciertos países europeos como España. La Comisión Nacional de Valores de Argentina ya ha obligado a las Fitch, Moody’s y Standard & Poor’s (S&P) a que publiquen sus metodologías de calificación y transparenten sus costes, de modo de ayudar al emisor de acciones o bonos a elegir cuál le conviene. El presidente de la Comisión de Valores de Argentina, Alejandro Vanoli, ha elevado al Gobierno de Cristina Fernández de Kirchner un proyecto de ley para regular las ofertas públicas. La iniciativa contempla mayores facultades para ese organismo y controles adicionales sobre las calificadoras. Vanoli critica la nota que las calificadoras le ponen a la deuda soberana de Argentina: “Está tres o cuatro niveles por debajo de países comparables en relación a su deuda. Está en B+ o BB-". El Congreso de Buenos Aires sancionó el pasado miércoles una ley para reforzar el pago de la deuda pública con reservas del Banco Central.

Santana cuenta que este mes Brasil está discutiendo en audiencias públicas una serie de medidas que se adoptarán en abril y que obligan a las agencias calificadoras a registrarse en ese organismo y a difundir en Internet su metodología, sus posibles conflictos de interés con los gobiernos o empresas analizadas y su desempeño (habrá tablas que recuerden la evolución de las notas que reparten). Además, Santana está negociando con la Unión Europea la posibilidad de que las calificadoras brasileñas como Austin, SR y LF actúen en ese mercado, lo que quebraría el oligopolio de las tres firmas norteamericanas.

Chile, a diferencia de Brasil y Argentina, se muestra más contemplativo con las agencias de calificación. El jefe de la Superintendencia de Valores y Seguros chilena, Fernando Coloma, opina que el reto radica en “cómo aprovechar su aporte al mercado porque agregan valor, pero debe hacerse cargo de los conflictos de interés y de la necesidad de rigor”. Coloma advierte de que sin las calificadoras, los inversores deberían hacer sus propios análisis sobre acciones o bonos. “Está bien que ausculten la situación de las empresas. Si se desprecia su actividad, pierde la sociedad”, dice Coloma, después de escuchar las críticas del argentino Vanoli contra las agencias en la apertura de la reunión. “Hay que darles incentivos para que hagan bien sus aportes”, propone el regulador chileno.

Brasil también está analizando nuevas regulaciones para los fondos de inversión. Quiere someterlos a pruebas de resistencia, que demuestren la liquidez de los activos de sus carteras y sean sujetos de nuevas reglas de auditoría. Otra preocupación de Santana consiste en que a medida en que la deuda soberana brasileña paga menores tipos de interés, los inversores buscan activos más rentables y entonces las autoridades deben “garantizar que los actores del mercado sean responsables”. Para eso Brasil ha adoptado medidas para transparentar más la información al ciudadano. El superintendente de Valores y Seguros de Chile también aboga por una mayor transparencia del mercado, en el que fluya mejor la información, de modo que aumente la confianza y bajen los costes del capital. En especial le preocupan los mercados de derivados.

El fortalecimiento de las agencias de regulación es otra tarea pendiente. Argentina quiere una nueva ley al respecto. “Tenemos que terminar con la autorregulación de los mercados”, opina Vanoli. Santana considera que Brasil precisa “fortalecer las reglas, los procesos disciplinarios y los planes de supervisión pública”, pero destaca que en los últimos años su comisión pasó de tener solo poderes a contar con recursos e independencia. También elogia las reformas que en ese sentido han emprendido Chile, Colombia y México. Patrón opina que algunos países pequeños requieren que se aumente la capacidad de acción de los reguladores: “Tienen facultades, pero necesitan un aprendizaje y recursos para supervisar”. Los paraísos fiscales también suponen un problema para la regulación de los mercados de capitales de Latinoamérica, según Vanoli.

Un mejor gobierno corporativo es la obsesión de Coloma para Chile. En sentido contrario de Argentina, allí se fomenta la autorregulación mediante códigos de buenas prácticas porque se considera que éstos colaboran con la supervisión oficial y penetran en la cultura de las compañías. Coloma añade la tarea de “afinar” los procesos de auditorías interna y externa de las empresas.

Pero más allá de tantas tareas pendientes, los mercados de capitales de Latinoamérica no sufrieron grandes contagios por los escándalos que rodearon la crisis financiera mundial de 2008. El caso Madoff constituye una de las excepciones. “Por lo visto no estábamos tan atrasados en materia de supervisión de mercados”, destaca Patrón.

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14/02/2012

Europa virou uma zona, com o perdão das putas

Filed under: Agências de Qualificação,Crise Financeira Européia,Eurozona — Gilmar Crestani @ 9:14 am

Alguém ainda lembra o que acontecia quando um tigre asiático rosnava? O Brasil de FHC miava… e corria com o pires na mão pedir “ajuda” ao FMI. Eram tempos em que o presidente estava com os pés, os quatro, no chão. Queria parecer um tigre, mas miava e as orelhas ficavam ainda maiores por fora da máscara. O tempora! O mores!

Los mercados ignoran los recortes de las agencias de calificación

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La prima de riesgo abre al alza condicionada por la subasta de hoy del Tesoro español, que busca 5.000 millones. La amenaza a la AAA de Londres reaviva dudas sobre la crisis

EL PAÍS: el periódico global en español

23/01/2012

A desqualificação das agências de qualificação

Filed under: Agências de Qualificação,Crise Financeira Européia — Gilmar Crestani @ 7:33 am

 

ENTREVISTA: La crisis del euro ANTONIO TAJANI Vicepresidente de la Comisión Europea

"Las agencias de calificación trabajan a favor del dólar"

GEORGINA HIGUERAS – Madrid – 23/01/2012

    Es italiano, tiene 58 años y lleva 18 dedicado a la construcción europea, lo que permite al vicepresidente de la Comisión y comisario de Industria, Turismo y Espacio, Antonio Tajani, afirmar con rotundidad: "No me gusta el trabajo de las agencias de calificación, porque no lo hacen con transparencia y han cometido muchos errores. Es necesario un cambio. Estoy a favor de que se les impongan reglas".

      El comisario ve "chantajistas" a las firmas calificadoras y pide una europea

      Tajani defiende las medidas de ajustes anunciadas por el Gobierno español

      Tajani acusa abiertamente a estas agencias de "trabajar a favor del dólar" con sus continuas degradaciones de la deuda de los países de la Unión Europea. Además, las considera "chantajistas" porque sus últimos movimientos se realizaron antes de que el Consejo de la UE examinara la posibilidad de aprobar la tasa Tobin (el impuesto a las transacciones financieras).

      De ahí, su defensa de que se acelere la puesta en marcha de una agencia de calificación europea, que actúe de forma efectiva, con autonomía y transparencia y que "no trabaje al servicio del partido de la especulación", ni lance "ataques con precisión de relojería" como los que vemos ahora.

      En cuanto al descontento ciudadano que se vive en muchos países de la UE contra las medidas de ajuste para reducir el déficit -que parece el único interés de Bruselas- y al crecimiento de los partidos antieuropeos, Tajani sostiene que "es necesario dar una respuesta política y esa respuesta es más Europa". "Porque", dice, "lo que sufrimos es un ataque global contra el euro y la vuelta a nuestras antiguas monedas no resolvería nada. Esa no es la solución. Sería un desastre".

      Tajani afirma que hay que hacer un mayor esfuerzo de explicación de la realidad de nuestro entorno a los 500 millones de europeos, para que, por ejemplo, "los alemanes entiendan que los eurobonos también serían buenos para ellos porque les permitirían seguir produciendo y exportando al resto de la UE". O a los británicos, a quienes disgusta el nuevo tratado, pero con los que hay que hacer un mayor esfuerzo de explicación "porque Reino Unido es parte esencial de Europa".

      Asegura que no es cierto que Bruselas haya dejado de lado el empleo para concentrarse en la deuda. "Solo en el capítulo de investigación en innovación hemos previsto 80.000 millones de euros para el presupuesto 2014- 2021, lo que supone un aumento de 24.000 millones, con el objetivo de que nuestros jóvenes no tengan que emigrar".

      Considera que la preocupación de la Comisión por crear empleo queda patente en su empeño por apoyar a los 23 millones de pequeñas y medianas empresas (pymes) europeas con la promulgación de una directiva contra el retraso del pago. La directiva, que obliga a los Gobiernos a pagar a las pymes en un plazo máximo de 60 días, será obligatoria a partir del final de marzo de 2013. Señala, como comisario de Industria, Turismo y Espacio, que también hay mucho por hacer en el sector turístico, el "único que ha resistido a la crisis". Y apunta que es necesario mejorar el sistema de visados para facilitar la entrada de turistas de China, Brasil y Rusia, que son los que más gastan.

      Estuvo en Madrid la semana pasada para asistir a la apertura de Fitur, pero fue la primera autoridad europea en entrevistarse con Mariano Rajoy tras la victoria electoral del 20 de noviembre. El miércoles pasado volvió a reunirse con el presidente del Gobierno y asegura que le gustan "muchas de las medidas adoptadas" por el nuevo Ejecutivo español.

      Según Tajani, "estamos en un momento en el que se necesita que todos aunemos fuerzas para superar la crisis", que no considera de las "más duras" que ha atravesado Europa. "Europa está mejor políticamente, aunque atraviese por las dificultades de esta crisis económica global".

      En este sentido, señala que Silvio Berlusconi está desempeñando un papel importante en la "transición" italiana, ya que "mantiene la unidad del partido", el Pueblo de la Libertad, necesaria para respaldar la acción de Mario Monti. Argumento con el que desmiente que Berlusconi esté obstaculizando las duras medidas que Monti se ve obligado a tomar. Sin querer pronunciarse sobre si Il Cavaliere (del que fue portavoz en 1994 y 1995) debe renunciar a volver al poder, Tajani señala que ha sido el propio Berlusconi el que ha dejado el partido en manos de Angelino Alfano, quien como secretario general encabezará las listas en las elecciones de 2013 y "lógicamente será el candidato a primer ministro".

      Pero es tajante en cuanto a las desviaciones de Hungría o de cualquier otro país: "Las reglas del Tratado de la Unión están para cumplirlas. La Comisión es como la Guardia Civil y sanciona a quien no cumple. No es ninguna cuestión política en contra o favor de un Gobierno. Las leyes de un país no pueden ir en contra del Tratado de la UE. Estoy totalmente de acuerdo con los expedientes abiertos a Hungría".

      Tajani, sin embargo, se manifiesta a favor de ayudar al Gobierno húngaro a través del fondo de rescate a superar sus graves problemas de deuda, así como de colaborar con el Fondo Monetario Internacional en la entrega de un paquete de ayuda financiera que permita a Hungría salir del pozo en que se ha sumido.

      "Las agencias de calificación trabajan a favor del dólar" · ELPAÍS.com

      22/01/2012

      As agências de risco não correm riscos

      Filed under: Agências de Qualificação,Moody's,Standard & Poor’s — Gilmar Crestani @ 9:05 am

       

      La crisis pasa de largo en las agencias de calificación

      Moody’s, Fitch y S&P logran aumentar sus beneficios

      A. GONZÁLEZ – Madrid – 22/01/2012

      El tono bajista impregna de forma mayoritaria las calificaciones que emiten las principales agencias de valoración de riesgo, pero sus cuentas de resultados no dejan entrever ni atisbo de ese pesimismo. Fitch, Moody’s y Standard & Poor’s (S&P) han registrado notables beneficios en plena tormenta económica y financiera, lo que les convierte en uno de los sectores más beneficiados de la crisis.

        "La crisis hace que la gente esté aún más pendiente de las calificaciones. Por eso se suscriben más a nuestros informes y análisis. Por ese lado, la empresa no se ha visto afectada", admitía esta semana en Madrid Fernando Mayoral, director gerente de Fitch.

        Los últimos datos publicados por Fimalac, empresa propietaria del 60% de Fitch, desglosan los beneficios obtenidos por la agencia de calificación en el año fiscal 2011 (que en su caso va desde el 1 de octubre de 2010 al 30 de septiembre pasado), que ascendieron a 525,6 millones de euros, lo que supone un aumento del 9,4% en términos comparables. "Todos los segmentos del negocio de calificación generaron mayores ingresos, en todas las regiones", precisa la nota. Eso permitirá a la matriz, Fimalac, pagar un dividendo por acción de 1,5 euros a partir del próximo 20 de febrero.

        S&P y Moody’s aún no han presentado sus cuentas anuales, pero ambas registraron notables crecimientos de ingresos hasta septiembre, los últimos datos oficiales presentados.

        Primera agencia europea

        Standard & Poor’s ganó en los nueve primeros meses de 2011 442,3 millones de euros, apenas un aumento del 2,6% respecto al mismo periodo del año anterior debido, básicamente, "al descenso de las emisiones de deuda (salvo la soberana), el aumento de los diferenciales de crédito, la crisis de deuda europea y la lenta recuperación económica", dice su empresa matriz, McGraw Hill, en la documentación presentada ante las autoridades estadounidenses.

        En ese periodo, Moody’s declaró beneficios netos por 367,3 millones de euros, un 28,2% más que entre enero y septiembre de 2010. No solo eso. En las estimaciones de beneficios para el ejercicio que ha presentado ante el regulador estadounidense, Moody’s espera terminar el año con un beneficio de 444,4 millones para el conjunto de 2011, en la parte alta de las previsiones del mercado y no se descarta, incluso, que pueda superar esos niveles.

        Estas dos compañías comparten, además, muchos accionistas cruzados. Algunos de los principales fondos de alto riesgo del mundo controlan buena parte del capital, como Capital World Investment, Vanguard Group Inc., T Rowe Price Associated o State Street Corporation, lo que ha suscitado críticas sobre la independencia de sus calificaciones. Ninguno de ellos tiene inversiones en Fitch, controlada en un 60% por la francesa Fimalac y en un 40% por el grupo de medios de comunicación Hearst.

        Por otra parte, la revista Euro am Sonntag publica hoy que la primera agencia de calificación europea, impulsada por la asesoría alemana Roland Berger, cuenta ya con 300 millones de euros de una treintena de inversores institucionales para echar a rodar antes del verano, según informa Efe.

        La crisis pasa de largo en las agencias de calificación · ELPAÍS.com

        18/01/2012

        Agências de cotação de risco em debate na Europa

        Filed under: Agências de Qualificação,Standard & Poor’s — Gilmar Crestani @ 8:02 am

        Enquanto a Europa discute a criança de suas próprias agências, o que faz o Brasil e a América do Sul? Se submete às americanas.

        Vers une agence de notation européenne ?

        Moody's a annoncé, lundi 16 janvier, qu'elle poursuivait son examen de la perspective "stable" du triple A français.

        Défendue par François Hollande, mais aussi avec des variantes par le MoDem et les écologistes, l’idée d’une agence de notation européenne fait débat.

        Berlin conservera son triple A même en cas de récession en 2012

        Les agences de notation, 150 ans de polémiques

        Le travail des agences, de A à Z

        Désintoxiquons-nous enfin des agences de notation !

        Le Monde.fr : Actualité à la Une

        28/10/2011

        Em lugar das agências de qualificação, juízos de ética

        Filed under: Agências de Qualificação,Juízos de Ética — Gilmar Crestani @ 7:34 am
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        Transnacionales al banquillo

        Intelectuales, científicos y organizaciones sociales desarrollan un inédito espacio donde evaluarán el accionar de las grandes empresas en Latinoamérica. El “Juicio ético” se hará en la UBA y durará todo el fin de semana.

        Por Darío Aranda

        Monsanto. Barrick Gold. Repsol. Minera Alumbrera. Ledesma. Alto Paraná. Cargill. Sólo algunas de las grandes empresas que sustentan un modelo de extracción de recursos no renovables, con consecuencias sociales, ambientales y sanitarias. A ellas apunta el “Juicio ético a las transnacionales”, espacio donde un centenar de organizaciones sociales, intelectuales y científicos convergen desde hoy y hasta el domingo en Buenos Aires para demostrar, en base a decenas de testigos y pruebas, que la acción de las compañías “viola derechos humanos”. También se analizará el rol de los diferentes poderes del Estado, las universidades y los grandes medios de comunicación respecto del modelo extractivo.

        Siete grandes cerealeras concentran el 85 por ciento de la exportación de granos del país: Nidera, Cargill, Noble, Molinos, ADM, Louis Dreyfus y Bunge. Sólo ocho compañías manejan el 87 por ciento de la extracción petrolera: Repsol-YPF, Pan American Energy, Chevron, Petrobras, Occidental, Tecpetrol, Petro Andina y Total.

        En la década del ’80 había siete mil empresas que se repartían la producción de semillas en el mundo. En la actualidad sólo veinte compañías dominan el 50 por ciento del mercado. Un relevamiento del Grupo ETC (Erosión, Tecnología y Concentración) alerta que diez compañías dominan el 57 por ciento del mercado de semillas. Las tres principales son Monsanto, Dupont y Syngenta, que dominan el 39 por ciento del mercado mundial.

        Son sólo algunos de los datos investigados y sistematizados para el Juicio ético a las transnacionales y que dan dimensión del poder del sector privado sobre ámbitos clave de la geopolítica actual.

        “Las grandes corporaciones transnacionales constituyen un eslabón clave de las cadenas contemporáneas del neocolonialismo. Son operadoras centrales del extractivismo, del saqueo de los bienes de la naturaleza, de la destrucción y contaminación de los territorios y de la vulneración de los derechos de las poblaciones”, resume la convocatoria del Juicio ético, promovido por el proyecto de “Resistencias Populares a la Recolonización del Continente”, impulsado por el Centro de Investigación y Formación de los Movimientos Sociales Latinoamericanos y el Equipo de Educación Popular Pañuelos en Rebeldía.

        Forman parte de la actividad numerosas organizaciones territoriales. Asamblea Ciudadana Riojana, Comunidad Diaguita Calchaquí de Tafí del Valle, Asamblea Socioambiental del NOA, Asamblea del Algarrobo y Vecinos Autoconvocados de Andalgalá, Observatorio Petrolero del Sur, Unión de Trabajadores Desocupados de General Mosconi, Foro Ambiental y Social de la Patagonia, Movimiento Nacional Campesino Indígena (MNCI), Observatorio de Conflictos Mineros, Asamblea Popular por el Agua de Mendoza, Frente Popular Darío Santillán, Foro Permanente por el Medio Ambiente y Acción por la Biodiversidad, entre otros.

        El juicio cuenta con una “fiscalía popular” y también con un “tribunal ético”, conformado por Adolfo Pérez Esquivel, Alcira Daroqui, Alejandra Ciriza, Andrés Carrasco, Liliana Daunes, Javier Rodríguez Pardo, Marcelo Ruiz, Maristella Svampa, Mirta Antonelli, Nora Cortiñas, Norma Giarracca, Roberto Gargarella y Vicente Zito Lema, entre otros. También participan referentes de organizaciones de Brasil, Uruguay, Colombia, Chile, Honduras y Paraguay.

        El juicio tuvo una primera instancia regional, con audiencias realizadas en la Patagonia, en el NOA y en la Triple Frontera, cuyas conclusiones e información se sistematizarán en el encuentro de Buenos Aires. Desde hoy y hasta el domingo se valorará la legitimidad y consistencia de las denuncias de los casos presentados, y se emitirá una sentencia que será remitida tanto a los medios de comunicación como a las instancias políticas y jurídicas que puedan asumir un nivel de intervención política frente al accionar de las corporaciones.

        “El proyecto busca aportar argumentos, pruebas, materiales y herramientas que fortalezcan los procesos de resistencia de los movimientos populares que sufren de manera especial las consecuencias de estas políticas”, explicó Claudia Korol, integrante de Pañuelos en Rebeldía. Korol anunció que al finalizar la actividad se fundamentará y aprobará una “sentencia popular que analizará las responsabilidades políticas de los diferentes poderes del Estado, de los medios de comunicación y de las universidades en el establecimiento del actual modelo, hecho a medida de las transnacionales”.

        Las actividades tendrán dos sedes, que se irán alternando. La Facultad de Ciencias Sociales de la UBA (Santiago del Estero 1029) y la sede de Pañuelos en Rebeldía (Carlos María Ramírez 1469, Pompeya).

        También estarán en el banquillo las mineras Pan American Silver (impulsa el proyecto “Navidad”, que vulnera derechos de pueblos indígenas de Chubut), Río Tinto-Vale (proyecto Potasio Río Colorado, en Mendoza) y Agua Rica (Catamarca).

        Modelo agropecuario, industria forestal, obras de infraestructura (represas y carreteras, entre otras que vulneran derechos de poblaciones locales), petróleo y gas y megaminería a cielo abierto son algunas de las actividades que avanzan en toda Latinoamérica y que estarán bajo análisis durante los tres días. Se analizará el perfil corporativo de cada empresa, la característica de los territorios donde se instalan, el tipo de explotación que realizan y el modus operandi frente a la sociedad, los impactos sociales y ambientales, la criminalización de la protesta y la violación de derechos humanos.

        Página/12 :: Sociedad :: Transnacionales al banquillo

        21/10/2011

        Elas já foram deusas

        Filed under: Agências de Qualificação — Gilmar Crestani @ 7:29 am
        Tags:

        No tempo do Consenso de Washington, quando os três patetas (Menem, Fujimori & FHC) se ajoelharam para implantar o Neoliberalismo, as agências eram para estes governantes o que foi o Oráculo de Delfos 25000 e quinhentos anos atrás. Foi também como, em só oito anos, Brasil e Argentina retrocederam dois mil e quinhentos anos.

        Poderosos e irresponsables

        Las autoridades europeas juzgaron que la calificación de las agencias a deudas soberanas y bancos agrava la crisis y podrían prohibir su difusión. En América latina, la opinión de estas agencias en los ’80 y los ’90 era palabra sagrada.

        Por Raúl Dellatorre

        La acción de las agencias calificadoras preocupa a las autoridades europeas, a punto tal que evalúan seriamente prohibir la publicación de sus informes. Según el comisario de Servicios Financieros y Mercado Interno de la UE, Michel Barnier, la medida se justificaría “cuando un país está negociando” una salida a su crisis, cuando las calificaciones negativas lleguen “en un momento inoportuno” o cuando provocan “inestabilidad en el país endeudado o, incluso, en el mundo”. No les faltan razones a las autoridades europeas, pero repasándolas surge claramente que son las mismas razones que ya existían en las décadas del ’80 y del ’90. Sólo que entonces los países endeudados y sometidos a las condiciones de refinanciación que imponían las calificadoras se llamaban Argentina, Ecuador o México. Ahora, en cambio, se llaman Italia y España.

        Las tres principales calificadoras internacionales, Moody’s, Fitch y Standard & Poor’s, tienen a maltraer a bancos y países europeos. La última semana se produjo una sucesión de bajas de calificación que afectaron la deuda soberana de España, la banca italiana y amenazó con alcanzar a la banca francesa. Ayer se agregó una nota de Moody’s que, en tono de “advertencia”, pone en duda la solvencia de las aseguradoras europeas ante una “eventual crisis de las deudas soberanas de Italia y España”.

        Las calificadoras de riesgo, cuya opinión era palabra sagrada en los años de apertura y privatizaciones, ahora han caído bajo la condena de las autoridades europeas, que parecen haber descubierto recién ahora que, detrás de estas entidades se encubren intereses económicos. Y no de los más sanos, o de los que marchan en el mismo sentido que los de la mayoría de la población.

        “Las agencias de rating no vieron llegar la crisis, no calificaron correctamente determinados productos y empresas. Las agencias de rating deben considerarse probablemente una de las causas de esta crisis por malas evaluaciones que hicieron de ciertos riesgos y que tuvieron efecto procíclico”, dijo Barnier ayer, al explicar las razones por las que la Unión Europea promoverá un mayor control de las calificadoras, que no excluye la posibilidad de prohibir la divulgación de sus informes.

        Para Barnier, el impacto negativo de las agencias de rating es incluso mayor en el caso de la deuda pública, porque “el efecto procíclico y sobre la estabilidad financiera puede verse agravado por calificaciones que se emiten de cualquier manera, sin que se sepa cómo se establecen, sin que se esté seguro de que hubo un diálogo con el país calificado”. Agregó que “no es el termómetro lo que provoca la fiebre, pero el termómetro debe funcionar correctamente para no agravarla y medirla correctamente, en el buen momento”.

        En países en que, como Argentina, la deuda externa ha sido instrumento de dominación y sometimiento al poder financiero internacional, las noticias provenientes de Europa pueden resultar a la vez paradójicas e irritantes. Paradójicas, porque son las autoridades europeas las que recogen ahora los argumentos que, en condiciones desfavorables, pretendían sostener por estas tierras y sin éxito durante dos décadas quienes se resistían y combatían al “pensamiento único” neoliberal. Irritantes, porque la falacia de “las señales del mercado”, en el que se tenía que “generar confianza” y no provocar “malhumor”, justamente siguiendo los dictados de las calificadoras de riesgo, dejó un tendal de destrucción del tejido social, con hambre y muertes por desatención del Estado incluidos.

        La reacción del pueblo griego, con una huelga de 48 horas y las manifestaciones de sus intelectuales condenando “la política irresponsable y criminal de austeridad y privatización” (carta abierta de Mikis Theodorakis y Manolis Glezos del 13 de octubre), deja en claro que el combate es contra el poder financiero concentrado. Las autoridades europeas pelean con ese mismo capital, histórico socio, pero sólo para evitar que los desbordes terminen desmoronando el imperio. Condenan la codicia del poder que expresan con su accionar las calificadoras, pero no el modelo económico y político que ellas representan. Esa disputa sigue pendiente.

        Página/12 :: Economía :: Poderosos e irresponsables

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