Ficha Corrida

28/06/2016

Entenda porque a Folha ama odiar o PT e odeia amar o PSDB

OBScena: entrou numa Frias porque cospe pra cima

O editorial desta terça-feira da Folha de São Paulo fornece, para quem tiver algum neurônio em funcionamento, porque o PSDB é o queridinho dos plutocratas. Até quando o PSDB rouba merenda a culpa recai sobre o PT. Por aí se entende a obsessiva caça ao grande molusco. Enquanto as baterias estiverem apontadas contra pedalinhos, os inúmeros escândalos estrelados pela cleptocracia peessedebista corre solta. O tom do editorial já diz tudo. Conta o roubo da merenda escolar em tom de conversa de sacristia. Tudo no condicional. Não há criminalização do PSDB nem as cores apocalípticas com que sempre pinta o PT. Não há ataque aos mandantes nem aos beneficiados, muito menos relacionada com a violência da polícia contra os estudantes que denunciaram o roubo da merenda.

Enquanto caçam Lula e fazem teatro com prisão de Paulo Bernardo, Eduardo CUnha e seu vice decorativo se encontram às escuras no Palácio do Jaburu. Ora, é assim que funciona a plutocracia. Uma cortina de fumaça serve para esconder os atos dos usurpadores. Cadê a prisão de Eduardo CUnha? Ah, ele tem foro privilegiado. É, mas o Delcídio Amaral também tinha. E a mulher e filha do CUnha? O que elas têm de diferente da cunhada do Vaccari? Claro, é a mulher do bandido mais protegido da República das Bananas.

A prova da merenda

28/06/2016 02h00 – Editorial

Está marcada para esta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa de São Paulo, a segunda sessão da CPI da merenda. Em tese, a comissão parlamentar deveria fortalecer as investigações do escândalo na alimentação escolar, conduzidas desde janeiro pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.

Têm-se esquadrinhado contratos celebrados entre a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) e dezenas de prefeituras, além da Secretaria Estadual da Educação.

Suspeita-se de um esquema de superfaturamento na distribuição de suco de laranja para a rede pública, com propinas que atingiriam até 30% dos valores contratados.

Por meio de delações premiadas, alguns investigados implicaram membros do governo Geraldo Alckmin (PSDB), além de deputados federais e estaduais. Entre eles, Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia.

Apesar disso —ou por causa disso—, são diversos os sinais de que a investigação parlamentar caminha para não cumprir seu papel.

Não só 8 de seus 9 integrantes são de partidos da base de apoio de Alckmin, como o presidente e o vice da comissão pertencem ao PSDB e ao PSB (partido do vice-governador), respectivamente. Tal domínio alimenta temores de que a apuração se concentrará em prefeituras do PT, desviando o foco do governo estadual e de Capez.

Como se não bastasse, um dos titulares da comissão, Barros Munhoz (PSDB), notabilizou-se há alguns anos por afirmar: "CPI, no Brasil, só vocês da imprensa acreditam, mais ninguém. (…) É conversa mole, coisa para enganar".

A frase infame tem sido confirmada nos âmbitos federal, estadual e municipal. Há tempos os políticos aprenderam a domesticar CPIs —quando não utilizá-las para extorsões e propinas—, tornando ultrapassada a máxima de que se sabe como tais comissões começam, mas não como terminam.

No Estado de São Paulo, nos últimos anos, a ampla base de apoio dos governos do PSDB tem agido para impedir que a Assembleia apure escândalos envolvendo políticos do partido. As poucas investigações que conseguem superar essa barreira terminam desidratadas e sem resultados.

No escândalo da merenda, o governo do Estado se considera vítima, segundo declarou Alckmin. Tanto o governador como seus aliados deveriam, portanto, ser os maiores interessados em esclarecer o episódio, não importa a coloração partidária dos envolvidos.

Se a alegação fosse sincera, caberia dar força à CPI na condição de instrumento para elucidar os fatos.

editoriais@uol.com.br

3 Comentários »

  1. […] > https://fichacorrida.wordpress.com/2016/06/28/entenda-porque-a-folha-ama-odiar-o-pt-e-odeia-amar-o-p… […]

    Pingback por Entenda porque a Folha ama odiar o PT e odeia amar o PSDB | Gustavo Horta — 29/06/2016 @ 10:06 am | Responder

  2. Republicou isso em Gustavo Hortae comentado:
    PRIMEIRAMENTE, #FORATEMER

    Mas, e daí? Qual é o problema?
    Esta gente veio mesmo para “botar pra f*der”!
    Quem não sabia disso?
    Eles não são do PT!
    Eles não estão nem aí para o povo!
    Eles somente olham os interesses próprios e os dos grandalhões oportunistas.

    Portanto, não importa que um deles seja o temerário presidente intestino cheio e bosta, ele nada teve Temer. TEMOR algum, só da MORTE.
    Também não importa que o outro, seu alterego CU-nha, seja réu em inúmeros processos, bandido não confesso, mas com farta documentação.
    GOLPISTAS TRAIDORES, SABOTADORES DA PÁTRIA, ENTREGUISTAS DA NAÇÃO.

    SERIA UM GOLPE? É SIM, É UM GOLPE DE ESTADO
    >> https://gustavohorta.wordpress.com/2016/03/30/seria-um-golpe-e-sim-e-um-golpe-de-estado/

    Comentário por gustavo_horta — 29/06/2016 @ 10:00 am | Responder

  3. […] OBScena: entrou numa Frias porque cospe pra cima O editorial desta terça-feira da Folha de São Paulo fornece, para quem tiver algum neurônio em funcionamento, porque o PSDB é o queridinho dos plutocratas. Até quando o PSDB rouba merenda a culpa recai sobre o PT. Por aí se entende a obsessiva caça ao grande molusco.…  […]

    Pingback por Entenda porque a Folha ama odiar o PT e odeia a... — 29/06/2016 @ 6:40 am | Responder


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