Ficha Corrida

10/06/2016

PSDB é filho da imunidade com a impunidade

aécio 801_nDesde que Mário Covas chegou ao governo paulista, o PSDB botou o pé no erário e não largou mais. Está aí, atuante e operante, apesar da farta documentação vinda da Suíça, o famoso Robson Marinho no TCE/SP. Neste caso, a imunidade partiu do MPF, na sempre lembrada figura do esquecido Engavetador II, Rodrigo de Grandis.

No Governo FHC, as mutretas eram tantas e públicas que cita-las todas levaria pelo menos 45 anos. Mas uma basta para dar ideia do tamanho do atentado contra o Estado Democrático de Direito e à Democracia, a compra da reeleição. Nem os dividendos distribuídos entre filhos, bastardos  e amantes, tudo somado, ultrapassam esta ignomínia. Nem o fato de ter sido finanCIAdo pelo sistema financeiro, nem o compadrio da Rede Globo, com sua Lei Rubens Ricúpero, perpetrada em parceria com Carlos Monforte, nada disso ultrapassa o ultraje contra a Democracia. O golpe não foram apenas aquele de 1964 e este de 2016. Estuprar a Constituição, o objeto mais sagrado de uma nação, foi feito às claras e testemunhada. Foi um estupro coletivo em que a Rede Globo portou-se como onanista. E todo mundo sabe que a mão que balança o berço do golpe é a do PSDB, mas quem balança o PSDB ao golpe é a mídia. Quer uma prova? Veja, após o golpe, de onde saiu Pedro Parente e para onde foi? Da RBS diretamente para a Petrobrás. Até parece que, como ficou provado com a participação do PP gaúcho, a Petrobrás já nos pertence…

Tudo isso é de domínio público, dispensa interpretação, a ponto do deputado do PSDB gaúcho, Jorge Pozzobom, marcar com ferro em brasa na própria paleta a máxima jamais refutada: “Eu entro no Poder judiciário e por não ser petista não corro o risco de ser preso”. Portanto, claro e meridiano o comportamento de Gilmar Mendes em relação ao Aécio Neves, o sempre lembrado dos delatores, aquele que seria o primeiro a ser comido… E a proteção parece se estender a familiares.

Neste caso, há diferença de tratamento até em relação à família do Eduardo CUnha. Enquanto em relação à mulher e filha deste já haja sinal de que vão ser investigadas, como se a Suíça já não tivesse entregue todas as provas, nem sinal de que Andrea Neves venha a ser “coercitada”. Em relação ao seu irmão até se poderia entender, já que é Senador e tem foro privilegiado, mas em relação a ela, que não detém cargo algum, nem Jorge Pozzobom conseguiria explicar. A menos que ela seja filiada ao PSDB, aí, sim, teríamos a contra-prova.

Como gravou o delator Sérgio Machado, ex-filiado como Romero Jucá  ao PSDB, os esquemas do Aécio e do PSDB todo mundo conhece. Agora vá encontrar esta declaração na Veja, Época, Globo, Folha, Estadão e Zero Hora. Silêncio ensurdecedor. O que fica claro é que a imunidade que o PSDB goza junto ao Poder Judiciário conta sempre com o endosso dos A$$oCIAdos do Instituto Millenium. Sem o eco das cinco irmãs (Veja, Folha, Estadão, RBS & Rede Globo), o STF não move um inciso… Até parece que há uma cláusula pétrea na Carta Magna que impede de punir os assaltos do PSDB. Só isso explica porque as transações com Alstom e Siemens, embora provadas e condenadas nos países sedes (Alemanha e Suíça), no Brasil as investigações ainda dormem em berço esplêndido.

Eu, se fosse a Cláudia Cruz, pediria isonomia de tratamento com a Andrea Neves…

Estatal de Minas fez parceria com firma de pai de Aécio

Termo com a Epamig, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, assinado 11 dias antes de Aécio Neves (PSDB) renunciar ao mandato de governador para concorrer ao Senado em 2010, previa pagamento de R$ 250 mil para a plantação de 1.400 kg de sementes de feijão na fazenda de Aécio Ferreira da Cunha (1927-2010), em Montezuma; a empresa foi herdada pelo atual senador e por sua irmã, Andrea Neves, após a morte do pai

10 de Junho de 2016 às 05:45

247 – A estatal Epamig, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, fechou termo de parceria com o pai do senador Aécio Neves (PSDB), Aécio Ferreira da Cunha (1927-2010), quando o tucano ainda era governador.

O termo, assinado 11 dias antes de Aécio renunciar ao mandato para concorrer ao Senado em 2010, previa pagamento de R$ 250 mil para a plantação de 1.400 kg de sementes de feijão na fazenda de Cunha em Montezuma.

A empresa foi herdada pelo atual senador e por sua irmã, Andrea Neves, após a morte do pai. As informações foram reveladas pelo jornal "O Tempo".

Na quarta (8), um deputado do PT de Minas entrou com pedido de investigação sobre o termo de parceria para apurar se Aécio beneficiou familiares no episódio.

Leia aqui reportagem de José Marques sobre o assunto.

Estatal de Minas fez parceria com firma de pai de Aécio | Brasil 24/7

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