Ficha Corrida

01/04/2016

As viúvas do DOI-CODI estão sem “consolo”

Fazendo coro à mãe do golpe, a Rede Globo, José Serra, o ator do atentado da bolinha de papel, perpetrou mais uma raciocinada tão comum na quadrilha dos golpistas. O choro porque o exército não os guindou aos píncaros do golpe paraguaio, é não só o reconhecimento de uma derrota, como mais uma boçalidade de quem só estava na tocaia para assaltar o Estado. O Tarja Preta da Operação Lava Jato, que só não lhe acontece nada porque, segundo Jorge Pozzobom, o PSDB é inimputável perante o Poder Judiciário, desvelou a alma das vivandeiras, assim como a dos patrocinadores das felações premiadas, que gostam de bolinar os bivaques..

“A EXPRESSÃO "VIVANDEIRA" veio do marechal Humberto Castello Branco, há 45 anos, no alvorecer da anarquia militar que baixou sobre o Brasil a treva de 21 anos de ditadura. Referindo-se aos políticos civis que iam aos quartéis para buscar conchavos com a oficialidade, ele disse:
"Eu os identifico a todos. São muitos deles os mesmos que, desde 1930, como vivandeiras alvoroçadas, vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias ao Poder Militar"

O pior Senador do Ranking da Veja deveria apresentar, em homenagem ao Exército de Brancaleone que desembarcou em Lisboa, um projeto proibindo, em território nacional, que seus correligionários cantem piada de português.

Pior do que ser um vira-latas, é não ter vergonha de demonstrar o Complexo de Vira-lata em evento internacional. Serra proporcionou um momento de verdadeira vergonha alheia. Ir a Portugal para lastimar que os tanques do exército não o colocam no lugar da Dilma não deixa de ter sido um favor à publicidade externa do baixo nível dos nossos golpistas.

O estranho conceito de “força” do Exército de José Serra

Por Fernando Brito · 01/04/2016

lisboa

Participando do Semi-Golpe de Lisboa, a vergonhosa e fracassada conspiração promovida pela empresa de Gilmar Mendes em Portugal, José Serra disse hoje, segundo a BBC, que “uma intervenção militar só não aconteceu nos dias atuais porque o Exército não tem mais a força política de antigamente.”

Serra tem uma visão ainda “banana republic” do papel das Forças Armadas.

A força que elas têm de ter – e deveriam ter muito mais – é a força militar, porque seu papel é a defesa nacional, não a política.

Os militares brasileiros, em mais de um governo chefiado por gente da caserna, viram como a obsessão pela política foi danosa a isso, embora vez por outra os governos militares – corretamente – tenham investido em alguma independência em tecnologia bélica.

Curioso que, quando se fale no Exército dos EUA, da França, da Inglaterra – para não entrar no terreno pantanoso de regimes que não simbolizam a democracia convencional – ninguém se preocupa em discutir sua “força política”, por que será?

Força política dos militares é fazer com que os governos lhes forneçam meios de equipar-se, de terem desenvolvimento operacional e tecnológico que não as tornem meros enfeites, mas vetores capazes de projetarem-se onde a soberania do país estiver ameaçada ou vulnerável.

A outra política, por definição, divide. E divisão, entre os militares, é – paradoxalmente – uma unidade de tropas sob comando único.

O Exército, como a Marinha e a Aeronáutica, têm muitos – e entre seu melhores – oficiais que compreendem que imiscuir-se no jogo político é importar a cizânia para dentro das organizações militares.

Claro que se preocupa, como é seu dever aliás, com situações de conflito interno, E justamente por isso não deixa de estar atento a quem as provoca.

Políticos, como o senhor Serra, não devem trazer o nome do Exército para a política, a não ser para que ela lhes garanta os recursos para, dentro da realidade do país, qualificar-se como escudo da Nação.

Do contrário, é expô-lo à divisão que há na política.

O que representa apoio aos militares, e seus líderes sabem muito bem, não são uma dúzia de transtornados que pedem que coloquem  um tenente em cada repartição pública.

Estamos, pela primeira vez em um século, vendo o Exército se portar como a uma força de todos, não de uma facção ou, muito menos, de si mesma.

Se José Serra tivesse uma visão um pouquinho mais generosa das instituições, veira que não podem nunca voltarem-se contra a pária aqueles que são “por ela armados”, como está no hino do Exército.

O Exército, ao contrário do que diz Serra ao afirmar que “se o Exército brasileiro ainda tivesse a força que tinha naquele momento, não tenha dúvida de que já teria tido uma militarização no país” está muito mais forte.

Inclusive em relação aos que o querem usar politicamente.

O estranho conceito de "força" do Exército de José Serra – TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

4 Comentários »

  1. Republicou isso em Luizmuller's Blog.

    Comentário por luizmullerpt — 07/04/2016 @ 10:24 am | Responder

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    Pingback por As viúvas do DOI-CODI estão sem “consolo” | Q RIDÃO... — 01/04/2016 @ 12:32 pm | Responder

  3. […] Fazendo coro à mãe do golpe, a Rede Globo, José Serra, o ator do atentado da bolinha de papel, perpetrou mais uma raciocinada tão comum na quadrilha dos golpistas. O choro porque o exército não os guindou aos píncaros do golpe paraguaio, é não só o reconhecimento de uma derrota, como mais uma boçalidade de…  […]

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  4. Menu do jantar da Comemoração do Golpe de 64 pela Mônica Leal

    Galinha ao Pau-de-Arara
    Testículos de Boi Fritos em 110 volts
    Vitela Enforcada no Xadres

    Sobremesa
    Ameixa Esmagada a Pancadas

    Vinho
    Sangue, muito Sangue de Boi

    Comentário por Rekern — 01/04/2016 @ 11:31 am | Responder


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