Ficha Corrida

18/11/2015

Golpe paraguaio cruzou a Ponte da Amizade e se fixou no Paraná

PMDBO golpe paraguaio não é contra Dilma. Nem contra Lula, é contra o Brasil. Não foi por acaso que a NSA, conforme denúncias do Edward Snowden, grampeou Dilma e a Petrobrás. Também não é mera coincidência que a entrega da Petrobrás pelos golpistas tenha sido acordada em convescote em Foz do Iguaçu. Foi lá que FHC prometeu entregar a Petrobrás à Chevron. José Serra, quando apresentou seu projeto no Senado, cumpriu com o acordado. Todos os passos para transformar a Petrobrás numa Vale do Rio Doce e ser entregue de bandeja sem sendo dados de forma muito bem arquitetada. Inclusive a mudança de nome para Petrobrax.

O golpe paraguaio consiste em passar um verniz legal na capa do golpe. Primeiro buscam denegrir a imagem da empresa, depois caçam todo aquele que sair a público para defende-la, por último se aliam à CIA e grupos mafiomidiáticos para criar no público ódio à empresa e a quem luta por ela. Se observarmos bem, todos os conflitos no Oriente Médio só existem em função do petróleo. Na América Latina os problemas internos são frutos de influência externa também devido ao petróleo. O que tem em comum os seguintes países: Líbia, Egito, Síria, Iraque, Ucrânia, Venezuela e Brasil? Petróleo.

Na história da humanidade, pelo menos desde os registros bíblicos e as lutas entre medos e persas, sempre há quinta coluna que, por trinta dinheiros, se voltam contra o próprio país. Tanto Xerxes como Dario contaram com mercenários gregos. Atenienses e espartanos venais se juntaram aos exércitos persas para lutarem contra os gregos. Alexandre Magno teve de primeiro sufocar os golpistas internos para só depois botar abaixo o império persa. E na sua luta contra os persas, por onde andou, sempre tinha um contingente de mercenários persas à serviço dos império persa. Antes como agora, lá como cá, os cães ladram mas caravana passa.

Não é sintomático que ninguém criminalize o PMBD por abrigar tanto corrupto, mas odeiam o PT e sempre relacionam qualquer problema à sigla. Tanto ou tantos mais acusam, mais claro fica que se trata de estratagema para aligar quem ousa impedir a contínua apropriação do Estado. O que os corruptos querem é eliminar a concorrência. Eduardo CUnha é a prova mais evidente deste estratagema. Todos o elevaram a condição de salvador da pátria. Claro, a corrupção só consegue eleger para herói um dos seus… corruptos! Quem está chocando o ovo da serpente peemedebista são os grupos mafiomidiáticos a$$oCIAdos à parcela golpista do MPF/PF.

Ódio de classe é o outro nome que se pode dar ao golpe paraguaio. Em qualquer caso, deve-se à abstinência eleitoral. É choro de derrotado!

Poder econômico troca impeachment de Aécio por golpe do PMDB

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A jornalista Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual, afirma que "depois de passar um ano só tentando reverter a derrota nas urnas, sem sucesso, o senador Aécio Neves e o PSDB, descobrem que foram destituídos do posto de principais representantes do poder econômico em Brasília"; ela avalia que "bastou os primeiros sinais da derrocada do movimento pelo impeachment de Dilma para o PMDB "roubar" a agenda política original dos tucanos e lançar um documento com propostas pretensamente "pensadas" para o país retomar o crescimento de sua economia"; para a jornalista, "a capa da revista Veja desta semana é sintomática da nova confrontação de forças dos bastidores da política"; "A semanal da Abril destitui Aécio do posto de líder do impeachment e aposta tudo nas propostas peemedebistas, que chama até de Plano Temer", ressalta

17 de Novembro de 2015 às 21:32

Helena Sthephanowitz, da RBA – Depois de passar um ano só tentando reverter a derrota nas urnas, sem sucesso, o senador Aécio Neves (MG) e seu partido, o PSDB, descobrem agora que foram destituídos do posto de principais representantes do poder econômico em Brasília.

Desde a proclamação do resultado das eleições presidenciais no ano passado, Aécio passou o tempo todo ora estimulando e recebendo o apoio de tresloucados como os grupos "Revoltados Online" e "Vem Pra Rua", em sua tentativa de emplacar um golpe paraguaio contra um governo legitimamente eleito, ora comandando os parlamentares do PSDB para votar medidas que sabotam a economia do Brasil, na base do "quanto pior, melhor".

A barca dos "impichadores" furou, como já se sabe.

E bastou os primeiros sinais da derrocada do movimento pelo impeachment de Dilma para que o PMDB "roubar" a agenda política original dos tucanos e lançar um documento com propostas pretensamente "pensadas" para o país retomar o crescimento de sua economia.

O estudo peemedebista, é pomposamente chamado "Uma ponte para o futuro", mas há controvérsias quanto a chamar de futuro o que aconteria no país, em caso de aplicação incondicional das políticas neoliberais dos anos 1990 que quebraram o Brasil três vezes durante os anos FHC.

O que se vê agora é as raposas políticas do PMDB cada vez mais tomando os postos dos tucanos nos salões da Febraban (Federação de Bancos Brasileiros) e da Fesp (Federação da Indústrias do Estado de São Paulo) .

A capa da revista Veja desta semana é sintomática da nova confrontação de forças dos bastidores da política. A semanal da Abril destitui Aécio do posto de líder do impeachment e aposta tudo nas propostas peemedebistas, que chama até de "Plano Temer".

Com a experiência que tem, Michel Temer sabe que o sonho de destituir e interromper o mandato de Dilma Rousseff, para que ele assuma a Presidência da República, está cada vez mais longe da realidade. O próprio documento tem propostas impopulares demais, como congelar o salário mínimo, para serem implementadas por um vice que chegasse à Presidência sem o respaldo das urnas.

Mas Temer e o PMDB têm muito mais sangue frio para esperar por 2018 do que o ansioso Aécio. O jogo do PMDB agora é ganhar terreno nos redutos conservadores de domínio tucano e buscar resultados já nas eleições de 2016.

O PSDB sentiu o golpe. O senador José Serra (SP) criticou publicamente Aécio por ter imposto aos tucanos a agenda do "quanto pior, melhor". O próprio Aécio fala, tardiamente, em apresentar também uma versão tucana de propostas para vencer a crise econômica – nem quem votou nele aguenta vê-lo falando só de impeachment e pesquisas de opinião pública já apontam o desgaste e a rejeição das principais liderança tucanas.

Maquiavel recomendava fazer o mal de uma vez e o bem aos poucos. A oposição, com ajuda da ala do PMDB comandada por Eduardo Cunha, sabotou o ajuste fiscal – por si só impopular – para impor a Dilma o "sangramento" de fazer "o mal" aos poucos, na certeza de que a levariam ao impeachment.

Mas o impeachment também é um mal que só beneficiaria os banqueiros e empresários golpistas se fosse feito de uma vez. Ao fracassar neste tento e ver Aécio passar um ano tentando fazê-lo, os golpistas do poder econômico também passaram a ver seus negócios "sangrarem" com a crise e, para que seus negócios sobrevivam, abandonaram essa agenda política tucana para sobreviver.

Voltando ao PMDB, há uma boa dose de cara de pau do partido ao apresentar propostas completamente diferentes daquelas defendidas na campanha eleitoral há apenas um ano atrás. Mais cara de pau ainda negar as políticas populares bem sucedidas nos governos Lula e Dilma, das quais os peemedebistas se aproveitaram nos palanques para eleger prefeitos, governadores e parlamentares peemedebistas.

E o PMDB não propõe medidas apenas emergenciais e transitórias, como é o caso do ajuste fiscal em curso no governo Dilma. O PMDB propõe reformas neoliberais permanentes, retirando direitos trabalhistas, dos aposentados, arrochando o salário mínimo, retirando verbas da educação e saúde, e adotando políticas que levam à ainda maior concentração de renda nas mãos dos mais ricos e à submissão do Brasil à acordos comerciais do interesse de países imperialistas, inclusive no pré-sal.

O documento poderia (e talvez devesse) se chamar "Marcha a ré ao passado, na contramão da história".

Mais do que cara de pau, é um documento que os governadores e prefeitos eleitos pelo partido simplesmente não aplicam em suas gestões. No papel, para agradar banqueiros, empresários e "barões da mídia", o PMDB fala em reduzir impostos, mas o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, está aumentando impostos estaduais para fazer frente à queda de arrecadação. Ele também defende a volta da CPMF. O prefeito Eduardo Paes aumentou o IPTU acima da inflação durante seu governo. O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, também aumenta impostos estaduais para equilibrar as contas gaúchas.

Mas quem disse que cara-de-pau é problema para o PMDB? Basta o "plano Temer" fazer trocar a agenda do "quanto pior, melhor" no Congresso Nacional pela agenda neoliberal pregada pela Febraban, Fiesp e pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), que o golpe paraguaio deixa de ser interessante para o poder econômico.

Afinal, vem muito a calhar que Dilma pague o pato da impopularidade de medidas tomadas no Congresso, mesmo com ela sendo contra, enquanto a imprensa tradicional, antes demotucana, agora escreve uma narrativa favorável ao PMDB para 2018.

Poder econômico troca impeachment de Aécio por golpe do PMDB | Brasil 24/7

4 Comentários »

  1. E uma grande parte de brasileiros vive hipnotizada pelas manobras golpistas dessa corja de bandidos que se intitulam políticos!

    Comentário por pintobasto — 20/11/2015 @ 3:49 am | Responder

  2. Enviado por BlueMail

    Comentário por Cunha — 18/11/2015 @ 10:20 pm | Responder

  3. […] Sourced through Scoop.it from: fichacorrida.wordpress.com […]

    Pingback por Golpe paraguaio cruzou a Ponte da Amizade e se fixou no Paraná | Q RIDÃO... — 18/11/2015 @ 12:07 pm | Responder

  4. […] O golpe paraguaio não é contra Dilma. Nem contra Lula, é contra o Brasil. Não foi por acaso que a NSA, conforme denúncias do Edward Snowden, grampeou Dilma e a Petrobrás. Também não é mera coincidê…  […]

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