Ficha Corrida

16/11/2015

A Rede Globo tem princípios; coincidência, Beira-Mar e Mar-Cola também

Eu digo que ninguém o obrigado a consumir os produtos oferecidos pela dupla Fernandinho Beira-Mar e Marcola. Assim como FHC não foi obrigado pela Revista Trip a fazer apologia de drogas ilícitas. Não foi nenhum petista que pediu para o Mauro Chaves escrever “Pó pará, governador”. E, como qualquer pessoa bem informada sabe, Juca Kfouri não só não é petista como é tucano.

Por que esta digressão incluindo drogas e personagens vendidos em embalagens que fazem lembrar o atentado da bolinha de papel?! Simples, a linha editorial da Rede Globo parece desenvolvida por toxicômanos inveterados. Só lesões cerebrais explicam a cruzada da Globo contra a lei que pune quem age sem ética na divulgação de informação. Se a Rede Globo se pautasse com respeito, ética e bom senso não teria porque se preocupar com a lei que busca garantir que pessoas não sejam enxovalhadas por máfias travestidas de órgãos de imprensa.

A respeita da Rede Globo basta dizer que não só esteve à frente dos golpistas, como saudou a chegada da ditadura. A ditadura, via EMBRATEL, fez da Globo o maior grupo de comunicação do Brasil. De braço dado com ditadores, Roberto Marinho é a estrela do documentário Muito Além do Cidadão Kane.

Na democracia, a Rede Globo captura, mediante estatuetas, pessoas que possam de alguma forma se submeterem aos seus interesses. Assim, as denúncias de sonegação nos pagamentos relativos às transmissões da Copa de 2002, ficam sem repercussão. Nenhum veículo, com medo da mão pesada da Rede Globo, ousa apontar as relações da famiglia Marinho com J. Hawilla, Ricardo Teixeira, João Havelange ou José Maria Marin.

A Globo, quando fala no heliPÓptero, não diz que Zezé Perrella é amigo de Aécio Neves, mas quando fala de Bumlai, diz “amigo do Lula”. A Globo não só não fala sobre a Operação Zelotes como jamais diria, RBS, filiada da Rede Globo, foi pega na Operação Zelotes pagando R$ 11 milhões para se livrar de R$ 110 milhões em impostos. O Jornal Nacional não sabe do que se trata na CPI do CARF. Jamais deu atenção à Lista Falciani do HSBC. Não precisa dizer porque. A Lei Rubens Ricúpero, promulgada via Parabólica, sob os auspícios do global Carlos Monforte, explica tudo.

A má vontade reina na imprensa, por Sidney Rezende

A má vontade reina na imprensa, por Sidney Rezende

dom, 15/11/2015 – 08:43

Atualizado em 15/11/2015 – 08:48

Do blog do Sidney Rezende

Chega de notícias ruins

por Sidney Rezende

Em todos os lugares que compareço para realizar minhas palestras, eu sou questionado: "Por que vocês da imprensa só dão ‘notícia ruim’?"

O questionamento por si só, tantas vezes repetido, e em lugares tão diferentes no território nacional, já deveria ser motivo de profunda reflexão por nossa categoria. Não serve a resposta padrão de que "é o que temos para hoje". Não é verdade. Há cinismo no jornalismo, também. Embora achemos que isto só exista na profissão dos outros.

Os médicos se acham deuses. Nós temos certeza!

Há uma má vontade dos colegas que se especializaram em política e economia. A obsessão em ver no Governo o demônio, a materialização do mal, ou o porto da incompetência, está sufocando a sociedade e engessando o setor produtivo.

O "ministro" Delfim Netto, um dos mais bem humorados frasistas do Brasil, disse há poucas semanas que todos estamos tão focados em sermos "líquidos" que acabaremos "morrendo afogados". Ele está certo.

Outro dia, Delfim estava com o braço na tipoia e eu perguntei: "o que houve?". Ele respondeu: "está cada vez mais difícil defender o governo".

Uma trupe de jornalistas parece tão certa de que o impedimento da presidente Dilma Rousseff é o único caminho possível para a redenção nacional que se esquece do nosso dever principal, que é noticiar o fato, perseguir a verdade, ser fiel ao ocorrido e refletir sobre o real e não sobre o que pode vir a ser o nosso desejo interior. Essa turma tem suas neuroses loucas e querem nos enlouquecer também.

O Governo acumula trapalhadas e elas precisam ser noticiadas na dimensão precisa. Da mesma forma que os acertos também devem ser publicados. E não são. Eles são escondidos. Para nós, jornalistas, não nos cabe juízo de valor do que seria o certo no cumprimento do dever.

Se pesquisarmos a quantidade de boçalidades escritas por jornalistas e "soluções" que quando adotadas deram errado daria para construir um monumento maior do que as pirâmides do Egito. Nós erramos. E não é pouco. Erramos muito.

Reconheço a importância dos comentaristas. Tudo bem que escrevam e digam o que pensam. Mas nem por isso devem cultivar a "má vontade" e o "ódio" como princípio do seu trabalho. Tem um grupo grande que, para ser aceito, simplesmente se inscreve na "igrejinha", ganha carteirinha da banda de música e passa a rezar na mesma cartilha. Todos iguaizinhos.

Certa vez, um homem público disse sobre a imprensa: "será que não tem uma noticiazinha de nada que seja boa? Será que ninguém neste país fez nada de bom hoje?". Se depender da imprensa brasileira, está muito difícil achar algo positivo. A má vontade reina na pátria.

É hora de mudar. O povo já percebeu que esta "nossa vibe" é só nossa e das forças que ganham dinheiro e querem mais poder no Brasil. Não temos compromisso com o governo anterior, com este e nem com o próximo. Temos responsabilidade diante da nação.

Nós devemos defender princípios permanentes e não transitórios.

Para não perder viagem: por que a gente não dá também notícias boas?

A má vontade reina na imprensa, por Sidney Rezende | GGN

2 Comentários »

  1. […] Sourced through Scoop.it from: fichacorrida.wordpress.com […]

    Pingback por A Rede Globo tem princípios; coincidência, Beira-Mar e Mar-Cola também | Q RIDÃO... — 17/11/2015 @ 7:05 am | Responder

  2. E o governo ou governos que sofrem grande bombardeamento dessa midia fajutona, deveriam cortar-lhes toda a publicidade e criar o jornal ~ O Brasil ~, passando a dar-lhes o mesmo tratamento.

    Comentário por pintobasto — 17/11/2015 @ 1:23 am | Responder


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