Ficha Corrida

26/10/2015

RBS & Globo, muito além da corrupção

RBS Ana ALCada dia que passa fica mais fácil de entender porque a RBS e a Rede Globo tanto apoiaram a Marcha dos Zumbis. A divulgação da Agenda 2020 também ajudam a entender o modus operandi da RBS. Com tudo isso, ainda não está fácil de entender como um grupo pode por tanto tempo corromper tanta gente.

A manada de midiotas amestrados, que se perfilam ao padrão de sonegação da RBS, a ponto de defenderem que sonegação não é crime, é ainda algo inexplicável à luz da razão. Mas, no mundo dos mortais, há explicações que a própria razão desconhece. O ódio desmedido com que a RBS se atirou contra Olívio Dutra e Diógenes de Oliveira é como meia palavra a bom entendedor. A RBS, cria da ditadura, não tem aptidão para viver na democracia. Alguns fatos provam isso. Quando Luis Fernando Veríssimo chamou Fernando Collor de Mello de ponto de interrogação bem penteado, a Zero Hora suspendeu-o. Como explicar que um jornal não só sobreviva a uma ditadura como cresce com ela, sem nunca ser importunado por ela, a ditadura, mas seja apreendido nas primeiras eleições livres após a ditadura? Simples, a RBS é fruto podre da ditadura. A caçada ao Olívio Dutra se explica pelo mau costume da RBS vive das tetas do Estado. A mudança na distribuição das verbas publicitárias foi uma facada nas costas da RBS.

O ódio ao Olívio começou quando desbancou o cavalo paraguaio, Antonio Britto, que havia doado a CRT à RBS.

A RBS conseguiu em Vieira da Cunha, uma pessoa com sobrenome e costume parecidos com o atual Presidente da Câmara Federal, para tentar desmoralizar o Governo Olívio. Afinal, como podia um governador do RS não só se negar a transferir recursos públicos a uma montadora, como também criar uma Universidade Estadual, a UERGS? Então inventaram uma CPI da Segurança. E foi nela que apareceu pela primeira vez que a RBS tinha uma subsidiária nas Ilhas Cayman…

Para resumir, Vieira da Cunha trouxe para o PDT quem fazia com ele dobradinha na RBS, Lasier Martins. Vieirinha virou Secretário do pior governo de Estado que já tivemos, e olha que Yeda Crusius, outra cria da RBS, já foi um desastre estupendo. E Lasier Martins é o segundo senador da RBS em Brasília. Já tinha Ana Amélia Lemos, cujo passado se confunde com a RBS.

O ódio a Lula, Dilma e ao PT pode ser explicado pela derrocada econômica da RBS, mas muito mais pela derrocada moral. Como não odiar quem disse que, para combater a corrupção, não deixará “pedra sobre pedra”, doa a quem doer?!

As provas: Globo (RBS) deu R$ 12 milhões na Zelotes

publicado 24/10/2015 –

A Zelotes tem muito mais roubalheira que toda a Vara do Moro – PHA

operação zelotes

O Conversa Afiada reproduz matéria de Najla Passos, na Carta Maior:

RBS, afiliada da Globo, pagou R$ 11,7 milhões para conselheiro do CARF

A Operação Zelotes apura o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões
Najla Passos
Documentos sigilosos vazados nesta quinta (22) comprovam que o Grupo RBS, o conglomerado de mídia líder no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pagou R$ 11,7 milhões à SGR Consultoria Empresarial, uma das empresas de fachada apontadas pela Operação Zelotes como responsáveis por operar o esquema de tráfico de influência, manipulação de sentenças e corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga administrativamente os recursos das empresas multadas pela Receita Federal.
A SCR Consultoria Empresarial é umas das empresas do advogado e ex-conselheiro do CARF, José Ricardo da Silva, indicado para compor o órgão pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e apontado pela Polícia Federal (PF) como o principal mentor do esquema. Os documentos integram o Inquérito 4150, admitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na  última segunda (19), que corre em segredo de justiça, sob a relatoria da ministra Carmem Silva, vice-presidente da corte.
Conduzida em parceria pela PF, Ministério Público Federal (MPF), Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda e Receita Federal, a Operação Zelotes, deflagrada em março, apurou o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal e venda de decisões do CARF que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões aos cofres públicos. Segundo o MPF, 74 julgamentos realizados entre 2005 e 2013 estão sob suspeição.
As investigações apontam pelo menos doze empresas beneficiadas pelo esquema. Entre elas a RBS, que era devedora em processo que tramitava no CARF em 2009. O então conselheiro José Ricardo da Silva se declarou impedido de participar do julgamento e, em junho de 2013, o conglomerado de mídia saiu vitorioso. Antes disso, porém, a RBS transferiu de sua conta no Banco do Rio Grande do Sul, entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, quatro parcelas de R$ 2.992.641,87 para a conta da SGR Consultoria Empresarial no Bradesco.
Dentre os documentos que integram o Inquérito 4150 conta também a transcrição de uma conversa telefônica entre outro ex-conselheiro do Carf, Paulo Roberto Cortez, e o presidente do órgão entre 1999 e 2005, Edison Pereira Rodrigues, na qual o primeiro afirmava que José Ricardo da Silva recebeu R$ 13 milhões da RBS. “Ele me prometeu uma migalha no êxito. Só da RBS ele recebeu R$ 13 milhões. Me prometeu R$ 150 mil”, reclamou Cortez com o então presidente do Carf.
Suspeitos ilustres
Os resultados das investigações feitas no âmbito da Operação Zelotes foram remetidos ao STF devido às suspeitas de participação de duas autoridades públicas com direito a foro privilegiado: o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes. O deputado foi vice-presidente jurídico e institucional da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul. Os termos de sua participação no esquema ainda são desconhecidos.
Nardes, mais conhecido por ter sido o relator do parecer que rejeitou a prestação de contas da presidenta Dilma Rousseff relativa ao ano de 2014, por conta das polêmicas “pedaladas fiscais”, é suspeito de receber R$ 2,6 milhões da mesma SGR Consultoria, por meio da empresa Planalto Soluções e Negócios, da qual foi sócio até 2005 e que ainda hoje permanece registrada em nome de um sobrinho dele.
Processo disciplinar
Nesta quinta (22), a Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda anunciou a instalação do primeiro processo disciplinar suscitado pelas investigações da Operação Zelotes. Em nota, o órgão informou que o caso se refere a uma negociações para que um conselheiro do CARF pedisse vistas de um processo, sob promessa de vantagem econômica indevida, em processo cujo crédito tributário soma cerca de R$ 113 milhões em valores atualizados até setembro.



As provas: Globo (RBS) deu R$ 12 milhões na Zelotes — Conversa Afiada

1 Comentário »

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