Ficha Corrida

23/10/2015

Ai que saudade da ditadura, quando se roubava com lisura

OBScena: santinho da santinha da RBS 

RBS Ana ALAgora, não. Depois do Geraldo Brindeiro, o Engavetador Geral da República, sétimo na lista dos procuradores, primo do Marco Maciel, não tivemos mais a mesma compreensão. Se pelo menos fosse o Roberto Gurgel… Agora, não. É azar por cima de azar. Apesar de não termos tido a sorte de ter sido o Rodrigo de Grandis, ainda assim tiramos leite de pedra com o Ricardo Leite, mas aí o PT manipulou para botar lá outro juiz. Ah, como odeio o PT, a Dilma e principalmente o Lula. Eles só pensam em punir quem rouba. Basta ver que todos os homens honestos deste Brasil querem o impeachment da Dilma e também odeiam o Lula. Veja a lista de homens honoráveis que estão do nosso lado: Eduardo CUnha, Aécio Neves, Demóstenes Torres, Agripino Maia, Lasier Martins, Ana Amélia Lemos, Luis Carlos Prates, José Maria Marin, FHC, Marco Polo del Nero, Ricardo Teixeira, J. Hawilla, Fernando Francischini, Beto Richa, Geraldo Alckmin, Ronaldo Caiado, Augusto Nardes, todo o PP gaúcho, Yeda Crusius, Jorge Pozzobom. Uma legião de anjos como esta é difícil de reunir outra vez. Se não for agora, quando?!

Para ver como são as coisas, os R$ 113 milhões sonegados eles jogariam fora pois pagariam a bagatela de 1.547.945 (um milhão, quinhentos e quarenta e sete mil, novecentos e quarenta e cinco) Bolsas Família. É muito dinheiro para esses miseráveis.  

Temos de exigir que nossos dois senadores ressuscitem a marcha dos zumbis para ver se conseguimos derrubar a Dilma e atiçar nossos parceiros do MPF para caçar o Lula. Seria um desastre para nossos interesses mais quatro anos de Lula. Vai que ele mande investigar o dinheiro da Lista Falciani lavado no HSBC.

RBS pagou R$ 11,7 milhões para conselheiro do Carf

Documentos sigilosos vazados nesta quinta (22) comprovam que o conglomerado de mídia do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e afiliada da Rede Globo repassou o dinheiro à SGR Consultoria Empresarial, uma das empresas de fachada apontadas pela Operação Zelotes como responsáveis por operar o esquema; empresa pertence ao advogado e ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva, apontado pela PF como o principal mentor da venda de decisões do órgão que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões aos cofres públicos

23 de Outubro de 2015 às 17:53

Najla Passos, da Carta Maior – Documentos sigilosos vazados nesta quinta (22) comprovam que o Grupo RBS, o conglomerado de mídia líder no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pagou R$ 11,7 milhões à SGR Consultoria Empresarial, uma das empresas de fachada apontadas pela Operação Zelotes como responsáveis por operar o esquema de tráfico de influência, manipulação de sentenças e corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que julga administrativamente os recursos das empresas multadas pela Receita Federal.

A SCR Consultoria Empresarial é umas das empresas do advogado e ex-conselheiro do CARF, José Ricardo da Silva, indicado para compor o órgão pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e apontado pela Polícia Federal (PF) como o principal mentor do esquema. Os documentos integram o Inquérito 4150, admitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na  última segunda (19), que corre em segredo de justiça, sob a relatoria da ministra Carmem Silva, vice-presidente da corte. 
Conduzida em parceria pela PF, Ministério Público Federal (MPF), Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda e Receita Federal, a Operação Zelotes, deflagrada em março, apurou o envolvimento de funcionários públicos e empresas no esquema de fraude fiscal e venda de decisões do CARF que pode ter causado um prejuízo de R$ 19,6 bilhões aos cofres públicos. Segundo o MPF, 74 julgamentos realizados entre 2005 e 2013 estão sob suspeição. 
As investigações apontam pelo menos doze empresas beneficiadas pelo esquema. Entre elas a RBS, que era devedora em processo que tramitava no CARF em 2009. O então conselheiro José Ricardo da Silva se declarou impedido de participar do julgamento e, em junho de 2013, o conglomerado de mídia saiu vitorioso. Antes disso, porém, a RBS transferiu de sua conta no Banco do Rio Grande do Sul, entre setembro de 2011 e janeiro de 2012, quatro parcelas de R$ 2.992.641,87 para a conta da SGR Consultoria Empresarial no Bradesco. 
Dentre os documentos que integram o Inquérito 4150 conta também a transcrição de uma conversa telefônica entre outro ex-conselheiro do Carf, Paulo Roberto Cortez, e o presidente do órgão entre 1999 e 2005, Edison Pereira Rodrigues, na qual o primeiro afirmava que José Ricardo da Silva recebeu R$ 13 milhões da RBS. “Ele me prometeu uma migalha no êxito. Só da RBS ele recebeu R$ 13 milhões. Me prometeu R$ 150 mil”, reclamou Cortez com o então presidente do Carf.
Suspeitos ilustres
Os resultados das investigações feitas no âmbito da Operação Zelotes foram remetidos ao STF devido às suspeitas de participação de duas autoridades públicas com direito a foro privilegiado: o deputado federal Afonso Motta (PDT-RS) e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes. O deputado foi vice-presidente jurídico e institucional da RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul. Os termos de sua participação no esquema ainda são desconhecidos.
Nardes, mais conhecido por ter sido o relator do parecer que rejeitou a prestação de contas da presidenta Dilma Rousseff relativa ao ano de 2014, por conta das polêmicas “pedaladas fiscais”, é suspeito de receber R$ 2,6 milhões da mesma SGR Consultoria, por meio da empresa Planalto Soluções e Negócios, da qual foi sócio até 2005 e que ainda hoje permanece registrada em nome de um sobrinho dele.
Processo disciplinar
Nesta quinta (22), a Corregedoria Geral do Ministério da Fazenda anunciou a instalação do primeiro processo disciplinar suscitado pelas investigações da Operação Zelotes. Em nota, o órgão informou que o caso se refere a uma negociações para que um conselheiro do CARF pedisse vistas de um processo, sob promessa de vantagem econômica indevida, em processo cujo crédito tributário soma cerca de R$ 113 milhões em valores atualizados até setembro.


RBS pagou R$ 11,7 milhões para conselheiro do Carf | Brasil 24/7

3 Comentários »

  1. Republicou isso em O LADO ESCURO DA LUA.

    Comentário por anisioluiz2008 — 24/10/2015 @ 9:19 am | Responder

  2. […] Sourced through Scoop.it from: fichacorrida.wordpress.com […]

    Pingback por Ai que saudade da ditadura, quando se roubava com lisura | Ficha Corrida | Q RIDÃO... — 24/10/2015 @ 6:30 am | Responder

  3. […] OBScena: santinho da santinha da RBS Agora, não. Depois do Geraldo Brindeiro, o Engavetador Geral da República, sétimo na lista dos procuradores, primo do Marco Maciel, não tivemos mais a mesma compreensão. Se pelo menos fosse o Roberto Gurgel… Agora, não. É azar por cima de azar. Apesar de não termos tido a sorte de…  […]

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