Ficha Corrida

11/10/2015

Paradoxos

Lula está sendo caçado porque pode viajar para qualquer lugar do mundo e onde quer que vá é sempre bem recebido.

Eduardo CUnha, José Maria Marin, Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero não podem podem mais viajar para o exterior sob o risco de não voltarem mais. Aliás, o Marin está na Suíça com possibilidade de parar nos EUA. J. Hawilla nunca foi importunado pelos investigadores pátrios. Está preso nos EUA. E se der com a língua nos dentes vai impedir que gerações atuais e futuras de Marinho e Sirotsky levem seus filhos para a Disney…

O que explica este paradoxo?

Simples, nossas instituições adoram proteger corruptos e perseguir quem combate a corrupção. Não é sem outro motivo que a compra da reeleição e todos os casos de corrupção nas privatizações não deram em nada. O pior Senador no ranking da Veja utiliza recursos públicos para construir aeroportos nas terras de familiares para uso particular, usa avião do Estado para passar fins de semana para namorar no Rio ou em Florianópolis e continua solto.

A mulher do Eduardo CUnha tem contas na Suíça. A própria Suíça informou. Ela goza da mesma imunidade do Robson Marinho, investigado na Suíça, solto no Brasil e no TCE/SP. E CUnha não chegou à Presidência da Câmara com o voto do Kim Kataguiri, mas da manada amestrada pelos grupos mafiomidiáticos, a começar pelo PSDB. Cunha é a repetição, como farsa, do Severino Cavalcanti, o breve. Escolhidos para algozes, são os que na feliz afirmação do Gregório Duvivier, vão “limpar o chão com merda”.

Por que todo corrupto que veste o papel de paladino da moralidade contra Lula, Dilma e PT recebe os serviços de um Rodrigo de Grandis?! Mas a cunhada do Vaccari foi presa porque, que beleza, o cunhado é do… PT! Os fundamentos jurídicos são de afrouxar as pregas de tanto rir: “a literatura jurídica me permite”, chicanas “foi feito pra isso, sim”. Chegaram ao cúmulo de importar da Alemanha o nome de uma teoria para estuprá-la: domínio do fato. Que curioso. José Genoíno foi preso porque era presidente do PT. Um helipóptero com 450 kg de cocaína com valor  de mercado milhares de vezes superior o patrimônio do José Genoíno é como se fosse apenas mais um chopp de saideira.

Marin nunca foi investigado no Brasil. Está preso na Suíça. Ricardo Teixeira nunca foi sequer investigado para uma possível explicação. Hoje está foragido. Paulo Salim Maluf continua inocente no Brasil. Mas Genoíno e a cunhada do Vaccari, pelo crime de serem do PT, foram presos.

Por que ninguém da Operação Zelotes foi preso? Porque ninguém deles é do PT.

E se tudo isso é muito, não é tudo! Estes são os cavaleiros que pretendem derrubar Dilma para colocarem no lugar dela o Napoleão das Alterosas. Para isso não nos faltam Alienistas

A derrota de Cunha é a derrota de Moro, da Lava Jato e da mídia. Por Paulo Nogueira

Postado em 10 out 2015 -por : Paulo Nogueira

Agora vai ser difícil rir

Agora vai ser difícil rir

O grande azar de Cunha foi ter ficado ao alcance de quem não está sob seu domínio nem de seus amigos e aliados: a Suíça.

Foi o mesmo azar de Marin.

No Brasil, Cunha permaneceria impune como sempre aconteceu nestes anos todos de uma carreira obscura e cheia de acusações de delinquência.

Nem Moro e nem a Polícia Federal têm alguma ação sobre tipos como Cunha.

Isso mostra a face real do combate à corrupção que se trava no Brasil da Lava Jato.

Quem acredita nos propósitos redentores dessa cruzada demagógica acredita em tudo.

O alvo é um, e ele não inclui figuras como Cunha ou Marin.

Isso significa que, passado o circo da Lava Jato, nada de efetivo terá mudado – a não ser que se alterem profundamente a estrutura de fiscalização a roubalheiras no Brasil de forma que fiquem desprotegidos os plutocratas e amigos seus como Cunha.

O episódio deixa também exposta a imprensa.

O que ela fez para investigar Cunha nestes anos todos, e sobretudo nos últimos meses quando ele acumulou um poder extraordinário no Congresso graças a seu gangsterismo?

Nada. Nada. Mais uma vez: nada.

Não por inépcia, ou não por inépcia apenas. Mas por má fé, por desonestidade.

Cunha era aliado, porque significava um ataque permanente ao governo Dilma.

E aos aliados a imprensa não cobra nada. Veja como Aécio tem sido tratado. Como ele escapou de ser sequer citado como amigo de Perrela no caso (abafado por jornais e revistas) do helicóptero de meia tonelada de pasta de cocaína.

A derrota de Cunha frente às autoridades suíças é, também, a derrota de Moro, da Lava Jato e da imprensa, não necessariamente nesta ordem.

Tanto estardalhaço nas prisões dos suspeitos de sempre, e tanta permissividade em relação a tipos como Eduardo Cunha.

É preciso destacar também o papel patético, nesta história criminosa, do PSDB.

Já eram cabais as evidências contra Cunha e seus líderes, num universo paralelo, diziam que era preciso dar a ele o benefício da dúvida.

Este benefício jamais foi dado a ninguém fora do círculo de interesses do PSDB.

É uma demonstração incontestável de que a lengalenga anticorrupção do PSDB é a continuação da mesma estratégia golpistas que matou Getúlio e derrubou Jango.

É a velha UDN de Lacerda ressuscitada nos tucanos.

Na condição de morto vivo, ou morto morto, Eduardo Cunha cala sobre o que deveria ser dito – a questão das contas – e tagarela sobre o que é ridículo dizer.

Ele está se fazendo de vítima. Diz que está sendo perseguido pelo governo e pelo PT.

Não foi ele que roubou, não foi ele que barbarizou, não foi ele que criou contas secretas expostas pelas autoridades suíças: é o PT que está perseguindo.

A isso se dá o nome de doença.

É preciso louvar, por último, o papel de Janot.

Fosse nos tempos de FHC com seu engavetador geral, sabemos onde ia dar o dossiê dos suíços.

Na gaveta.

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Paulo Nogueira

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Diário do Centro do Mundo » A derrota de Cunha é a derrota de Moro, da Lava Jato e da mídia. Por Paulo Nogueira

1 Comentário »

  1. […] Deixe um comentário Paradoxos […]

    Pingback por Q RIDÃO... — 12/10/2015 @ 7:12 am | Responder


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