Ficha Corrida

27/09/2015

Aula prática de manipulação golpista

imprensaA Folha sabe que seu público paulistano é idiota e faz de tudo para se parecer com ele. Os vasos comunicante e auto-alimentantes estão aí a toda prova. O paradoxo é de simples solução.

A Folha diz na manchete da edição impressa que “Economia fraca reduz o trânsito em São Paulo”, o que faz supor que em determinado momento a Folha tenha também posto na capa que “Economia forte aumenta o trânsito em São Paulo”. Ora, ganha um supositório de Itu quem encontrar nas páginas da Folha, desde janeiro de 2003 uma única manchete de reconhecimento à política econômica de Lula e Dilma.

O comportamento da Folha não diferente dos demais grupos mafiomidiáticos. Eles cumprem ao pé da letra a Lei Rubens Ricúpero, promulgada por Carlos Monforte via Parabólica. Até hoje a Folha não atribui a Geraldo Alckmin a responsabilidade administrativa pelo racionamento d’água em São Paulo. A SABESP continua sem merecer nenhuma matéria crítica. Se quiseres saber como o Estado mais rico da Federação, há mais de 20 anos nas mãos do PSDB, permitiu que houvesse até cortes de fornecimento d’água para 60% dos paulistanos, procure pelas lacunas de Veja, Estadão, Folha ou no site do Fernando Gouveia

Fica evidente que a Folha não digeriu a matéria do The Wall Street Journal que reconhece nas iniciativas do prefeito Fernando Haddad, por suas ciclovias, um  “visionário urbano”. Aí resolve perpetrar uma matéria em que tenta iludir seus midiotas de que o paulistano deixa o carro em casa ou por preguiça de botar a chave na ignição  ou devido à crise econômica. Não é só uma visão simplória, é comprovação perfeita do tamanho do despeito que têm para com o sucesso do atual prefeito. Os assoCIAdos do Instituto Millenium acusam o golpe e reagem, como de costume, de pior forma possível. Lá pelas linhas tantas a Folha se entrega: "As pessoas mudam hábitos, desistem do carro e vão para o ônibus, para as ciclovias." É claro que a Folha conta com o fato de que a maioria das pessoas só leem as manchetes. O azar da Folha é que nem todo mundo é como seus midiotas.

Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesmaJoseph Pulitzer

Economia fraca reduz o trânsito em São Paulo

Velocidade subiu e lentidão caiu à tarde; melhora se deve
a ações como faixa de ônibus e ciclovia, diz prefeitura

Paulistanos deixam o carro em casa, e trânsito diminui

Para especialistas, crise econômica reduz presença de automóveis nas ruas

Velocidade subiu e lentidão caiu à tarde; melhora se deve a ações como faixa de ônibus e ciclovia, diz prefeitura

ANDRÉ MONTEIROFELIPE SOUZADE SÃO PAULO

Pela primeira vez nos últimos três anos, os indicadores do trânsito paulistano melhoraram no primeiro semestre.

A lentidão no pico da tarde, das 17h às 20h, caiu de 137 km para 113 km. A velocidade média dos deslocamentos no mesmo período do dia passou de 14 km/h para 18 km/h.

Em outras palavras, o desempenho do trânsito ainda fica abaixo do de um modelo de patinete elétrico, mas deixou de ser igual ao de um medalhista da marcha atlética.

A gestão Fernando Haddad (PT) defende que a melhora é reflexo de ações como a redução de limites de velocidade e a implantação de faixas de ônibus.

Já especialistas dizem que a desaceleração da economia é a principal hipótese para a melhora, porque tira veículos das ruas: o número de entregas diminui, desempregados passam a não usar o veículo e quem quer economizar deixa o carro em casa.

No primeiro semestre do ano, o PIB (Produto Interno Bruto) do país teve queda de 2,1%. No mesmo período, a venda de automóveis caiu 20% no Estado, e a de combustíveis subiu 0,9%, menor alta em dez anos. A gasolina teve queda de 12% nas vendas.

As entregas também recuaram, e estacionamentos registram queda na procura. "Os preços dos estacionamentos estão um absurdo, então resolvi mudar", diz a empresária Cláudia Lopes, 34, que trocou o carro pelo ônibus (leia texto na pág. B9).

CRISE

Para o consultor Sergio Ejzenberg, a maior velocidade média no trânsito de São Paulo é resultado da redução do número de veículos, que, por sua vez, tem ligação direta com a atividade econômica. "O comportamento do trânsito é reflexo direto da crise, que deixa as lojas vazias e reduz o comércio."

Paulo Cesar Marques da Silva, professor de engenharia de tráfego da UnB (Universidade de Brasília), também vê a crise como fator que diminui o número de viagens.

Mas acredita que a saturação do trânsito nos últimos anos pode estar levando à busca de alternativas. "As pessoas mudam hábitos, desistem do carro e vão para o ônibus, para as ciclovias."

Luiz Carlos Néspoli, da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), afirma que fatores como a Copa, greves e protestos influenciaram nos indicadores de trânsito do ano passado. "São variáveis externas que impactaram a lentidão", diz.

MARGINAIS

Os indicadores que apontam a melhora do trânsito na cidade não captam o impacto da redução dos limites de velocidade em diversas vias da cidade, que ocorreu a partir de julho. Nas marginais Pinheiros e Tietê, a máxima caiu de 70 km/h para 50 km/h na pista local.

A gestão Haddad diz que a medida melhora a fluidez do trânsito por fatores como redução de acidentes. Segundo a prefeitura, nas oito semanas após a mudança, o congestionamento caiu 11% no pico da manhã e 14% no da tarde nas marginais.

Para Tadeu Duarte, diretor da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a melhora nos indicadores de trânsito da cidade no primeiro semestre é resultado de medidas implantadas pela gestão, como faixas de ônibus, a reforma na rede de semáforos, as áreas com limite de 40 km/h e as ciclovias.

Ele reconhece que há menos carros na rua, mas diz que a explicação não é a crise. "As pessoas perceberam o beneficio de usar outros meios."

4 Comentários »

  1. […] A matéria da Folha de São Paulo de hoje é caudatária do pensamento MBLiano… […]

    Pingback por MBL toma Rogerio Jelmayer por Fernando Gouveia | Ficha Corrida — 27/09/2015 @ 2:38 pm | Responder

  2. A Folha esqueceu de declarar que a culpa do excesso de veículos na cidade de S.Paulo é de Dilma! A falta de água na Cantareira também é culpa da Dilma e uma verdade que a Folha Suja não publica, mas nós sabemos: A Folha ainda existe porque Dilma assim quer!

    Comentário por pintobasto — 27/09/2015 @ 12:31 pm | Responder

  3. […] Sourced through Scoop.it from: fichacorrida.wordpress.com […]

    Pingback por Aula prática de manipulação golpista | Q RIDÃO… — 27/09/2015 @ 10:12 am | Responder

  4. […] A Folha sabe que seu público paulistano é idiota e faz de tudo para se parecer com ele. Os vasos comunicante e auto-alimentantes estão aí a toda prova. O paradoxo é de simples solução. A Folha diz …  […]

    Pingback por Aula prática de manipulaçã... — 27/09/2015 @ 10:12 am | Responder


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