Ficha Corrida

19/09/2015

Nem Goebbels ousaria tamanha filhadaputice

Não há dúvida, o crescimento das manifestações nazi-fascistas tem pai, mãe e avós e todos moram no mesmo endereço. Uma vez anunciada a derrota, sem necessidade de bafômetro ou exame de antidoping, a síndrome de abstinência eleitoral abriu a porteira dos mais baixos instintos que julgávamos extintos. Desde sempre a Rede Globo é a nave mais dos golpistas, desde antes de 1964. O Instituto Millenium apenas coordena o que Judith Brito já havia verbalizado, os velhos grupos mafiomidiáticos são os verdadeiros golpistas. O ninho da serpente está nas redações.

A mentira é o fio condutor, e a Lei Rubens Ricúpero constitui-se de fundamento jurídico. Não contentes com isso, passam a dar ares de verdade para qualquer coisa que venha a se encaixar nas pretensões golpistas.

Nestas horas como não lembrar do bandido mitológico, Procusto, o bandido grego que tinha uma cama como medida de justiça. Estendia suas vítimas sobre a cama: os maiores, cortava para ficarem do tamanho da cama. Os menores, espinhava. Tem mais gente honesta no PCC que nas reações das cinco irmãs. Diante dos editorialistas dos assoCIAdos do Instituto Millenium, Fernandinho Beira-Mar era um santo.

O “puxa-saquismo” de O Globo ao MP da Lava-Jato

Por Fernando Brito · 18/09/2015

bajula

Tem gente sem um pingo de, dizia a minha mãe, simancol.

O Globo dá uma chamada na primeira página do seu site que é um primor de bajulação aos procuradores da Operação Lava-Jato:

Fim das doações de empresas é conquista da Lava-Jato

É?

A ação foi apresentada em setembro de 2011, três anos antes da deflagração da Lava Jato, com a prisão de Alberto Yousseff e, dias depois, de Paulo Roberto Costa, em março de 2014.

Prisões que ocorreram quatro meses depois de ter começado o julgamento,  em  11 de dezembro de 2013, quando o relator Luís Fux e o ex-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, deram seus votos acolhendo a posição da Ordem dos Advogados.

No dia seguinte, 12 de dezembro, Luís Roberto Barroso e Dias Tóffoli votaram no mesmo sentido e o julgamento foi paralisado por um pedido de vistas de Teori Zavascki.

Quatro a zero.

Em 2 de abril de 2014, quando a Lava Jato ainda era um zumbido, Zavascki libera seu voto contrário e votam com a OAB os ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello, fazendo seis a um e formando maioria na corte.

No mesmo dia, Gilmar Mendes pede vistas e, aí sim, senta-se durante um ano e cinco meses sobre o processo, impedindo sua eficácia nas eleições de 2014.

Então onde é que a decisão do Supremo foi “conquista da Lava-Jato”? Aliás, nem isso é  sequer  dito na matéria, mas serve de pretexto para algum editor “malandro” enganar leitores incautos.

E para colocar os ministros do Supremo de cordeirinhos da turma do Paraná, como se muito constrangidamente, pela repercussão do caso, tenham abolido a grana de empresas da campanha.

É justamente o contrário e que pegou carona na Lava-Jato foi Gilmar Mendes, num voto-panfleto, para tentar manter as doações empresariais na legalidade.

Não é só mau jornalismo, não. É mau caráter na edição de um jornal.

O “puxa-saquismo” de O Globo ao MP da Lava-JatoTIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

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