Ficha Corrida

28/08/2015

Um PMDB com a cara de RBS

zhnNo RS é assim, e no Brasil não é diferente, por uma razão muito simples: quem governa o Brasil, desde o golpe de 1964, é a Rede Globo.

É claro que para isso ela tem de capturar ou fazer alguma transação. Na ditadura fez parceria profícua. Enquanto negava as Diretas-Já, negociava a composição com Tancredo e Sarney. Foi assim, por exemplo, que emplacou o porta-voz, Antonio Britto, e o Ministro das Comunicações, ACM.

Aliás, coincidência não gratuita, Roberto Marinho, capo di tutti i capi, comandava sua rede via família de coronéis nos estados: no Maranhão, Sarney; RN, Garibaldi Alves; Alagoas, Collor de Mello; Bahia, ACM; RS, Sirotsky.

Não foi sem motivo que no RS Pedro Simon, embora nunca tenha apresentado um projeto sequer em benefício do RS, foi eleito sob os auspícios da RS. Depois do Amaral de Souza e Pedro Simon, e na mesma trilha, a RBS conduziu ao Piratini Antonio Britto e dele ganhou a CRT. Parceiro do Aécio nos costumes, quando foi saído foi se limpar na Espanha.

Olívio Dutra fez um governo milhares de vezes melhor, mas a RBS não deu tréguas. Achincalhou, em parceria com a Veja (corpos espalhados pelas vilas). Inventaram, com parceria conspícua do Vieira da CUnha, outro comensal da RBS, uma CPI. Todos perderam, inclusive e principalmente o Estado.

Mas deu tempo para Olívio legar uma UERGS e um atestado de honestidade que ninguém pode negar.

Olívio continua morando no mesmo lugar, usando ônibus e bicicleta para se locomover, e com reconhecimento quanto à sua integridade moral, já a RBS está na Operação Zelotes

ZH VejaA perseguição ao Olívio rendeu a eleição de um medíocre chamado Rigotto, cuja acusação mais simples tinha a ver com cocaína na família. Depois RBS conseguiu emplacar a Yeda Crusius, também sob a parceria do PMDB de Pedro Simon & José Ivo Sartori. Cansado de tanta mediocridade, os gaúchos elegeram Tarso Genro. Recuperou o poder do Estado, fortaleceu os servidos e organizou as finanças.

O bombardeio implacável rendeu a eleição de dois funcionários da RBS para o Senado, Ana Amélia Lemos, do PP gaúcho, e Lasier Martins, com um partido de aluguel emprestado por Vieira da Cunha. É o único grupo de comunicação que tem dois senadores.

No governo do Estado a manada amestrada que segue bovinamente a RBS elegeu aquele que tinha por projeto mandar resolver os problemas na tumeleiro. Com os crescentes problemas do Estado, inversamente aos da RBS e da famiglia Sartori, a violência ganhou proporções dantescas. Mas agora a Veja, sempre parceira de qualquer patife, não dá as caras por aqui.

Claro, a Veja no RS atende por Zero Hora. Irmãs-siamesas, via Instituto Millenium, na patifaria.

A RBS e Veja que sempre atentam contra o PT, fazem um silêncio sepulcral em ralação aos patifes do PMDB. A RBS não se dignou a condenar o PP gaúcho pela participção em massa na Operação Lava Jato, nem agora serve para desmascarar a obtusidade do Tiririca da Serra. Se não consegue fazer isso, como já não conseguiu informar sobre a Operação Rodin, nada fará para mostrar o lado do PMDB no apodrecimento das instituições.

O único crime para os grupos mafiomidiáticos é a existência do PT. Marcola, PCC, Aécio Neves, Helipóptero, Alstom, Siemens, Fernando Baiano se inscrevem na Lei Rubens Ricúpero da bandidagem. O silêncio dos assoCIAdos do Instituto Millenium entorno da informação do Alberto Youssef de que Aécio Neves recebia R$ 150 mil mensais pela Lista de Furnas é o suficiente quem são os verdadeiros bandidos.

PETROLÃO

Lobista que negocia delação indica que entregará a cúpula do PMDB

Fernando Baiano citou Renan, Cunha e Henrique Alves nas tratativas com o Ministério Público

Termos da delação devem ser assinados na próxima semana; tempo de prisão é o principal entrave

GABRIEL MASCARENHASDE BRASÍLIABELA MEGALEDE CURITIBA

Apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, o lobista Fernando Soares, o Baiano, disse a integrantes do Ministério Público Federal que pode entregar informações sobre suposta participação de três figuras de peso do partido e de um petista nos desvios de recursos da estatal.

A Folha apurou que ele citou os nomes dos peemedebistas Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (RN), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e do senador petista Delcídio do Amaral (MS).

O lobista também adiantou que pode dar mais elementos sobre o papel de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, no esquema. Embora não tenha detalhado a atuação dos políticos ou de Cerveró, Baiano adiantou que pode contribuir com informações novas.

Essa é a condição imposta pelos investigadores para fechar o acordo, que garantiria ao lobista penas atenuadas.

As conversas com Baiano começaram há cerca de um mês, em Curitiba, onde o lobista está preso numa cela da Superintendência da PF desde novembro. Na última semana, ele teve dois encontros com os procuradores.

Apesar de não ter assinado os termos da delação, o que deve ser feito na próxima semana, o acordo está praticamente fechado, segundo fontes ligadas à Polícia Federal e à defesa do lobista.

Os maiores entraves aconteceram devido ao tempo de prisão. A defesa queria que, com a colaboração, Baiano saísse imediatamente da cadeia, mas a Procuradoria não cedeu. O mais provável é que ele saia apenas em novembro.

Baiano também tentou negociar morar fora do Brasil, já que sua mulher tem cidadania americana. O argumento do operador era que gostaria de reconstruir a vida no exterior com a família. O Ministério Público vetou o pedido.

ALVOS

Cunha, Renan e Cerveró já são alvos da Lava Jato. Cunha foi denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na última semana, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. Cerveró foi condenado pelos mesmos crimes. Renan é alvo de inquérito no STF.

Procurados, Renan e Henrique Alves informaram que não iriam se pronunciar. O advogado de Cunha não retornou os contatos da reportagem. A assessoria do PMBD disse que jamais autorizou alguém a se apresentar como operador da legenda.

Delcidio Amaral disse que conhece Baiano da época em que foi diretor da Petrobras, nos anos 90, mas que não teve mais contato com ele. Questionado sobre a possibilidade de ser citado na delação do lobista, o senador afirmou que "desconhece esse assunto".

Já Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, disse que informações colhidas em delações de suspeitos presos não têm credibilidade. Para ele, eles sofrem terror psicológico e só aceitam falar para se verem livres da carceragem.

Questionado sobre a possibilidade de Cerveró se tornar delator, Ribeiro disse que "não haverá delação premiada".

Segundo a Folha apurou, no entanto, a defesa de Cerveró preparou um material volumoso, com 25 anexos, e até o filho do ex-diretor vem acompanhando as reuniões com a Procuradoria. Mesmo assim, as conversas não evoluem, já que os procuradores consideram insuficiente o que ele vem relatando.

O executivo comoveu os companheiros da carceragem ao passar a madrugada desta quinta (27) chorando ao receber a notícia de que sua negociação não estava indo bem. Cerveró tem assistência semanal de um psiquiatra.

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