Ficha Corrida

20/08/2015

O ódio cega

Filed under: Ódio de Classe,Manipulação,Marcha dos Zumbis,Preconceito — Gilmar Crestani @ 9:27 am
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O ódio cega. E esta cegueira embota o raciocínio. Um ser humano com ódio faz coisas que nenhum animal faria. E não se trata apenas da violência gratuita. Trata-se, principalmente, de atitudes que só um ser humano com cérebro embotado consegue.

Nas touradas, o pano vermelho açula o touro. E contra ele se atira de forma ensandecida. Na ditadura estimulou o ódio. E este ódio a tudo o que fosse vermelho levou os censores e proibirem alguns livros como Chapeuzinho Vermelho e o Vermelho e o Negro, do Stendhal.

As cores do meu Inter são vermelho e branca. Domingo não pude sair com minha camisa do Inter. Para ser aceito, teria de sair com as cores da CBF. A CBF é um símbolo que só poderia ser escolhida por cérebros embriagados de ódio.

O problema do ódio não se resolve com a remoção do objeto contra o qual se lançam. Por que o ódio não está no objeto, está nele, em quem odeia. É por isso que na ditadura não bastava prender. O ódio leva sempre a outro passo. A prisão era apenas o primeiro passo. Prendia-se por suspeição, sem qualquer mandado, e isso era só o começo de um via crucis. Uma vez preso, o “objeto” era torturado. Não fosse o ódio, terminaria na tortura. Mas o ódio do torturador quer mais. Quem odeia estupra. Porque o ódio lhes retira qualquer humanidade. E quem perde a humanidade prende, tortura e estupra.

Veja que os estupradores se satisfazem com o estupro. Mas os que odeiam, não. Eles vão além. Eles esquartejam suas vítimas. A única coisa que eles tem além do ódio é medo. Por isso que depois de prender, torturar, estuprar e assassinar, eles esquartejavam os corpos. Não era só porque isso lhes dava prazer. Mas também porque tinham medo que o corpo do seu objeto de prazer fosse encontrado e reconhecido com suas digitais. Então esquartejavam e distribuíam as partes por valas clandestinas. Como aquela localizada no cemitério de Perus, em São Paulo.

A Comissão da Verdade descobriu que os que finanCIAvam a Operação BandeiranteOBAN, também participavam das sessões de tortura e estupro. Alguns, inclusive, emprestavam peruas para que os corpos dilacerados pela orgia ensandecida, fossem desovados de forma clandestina.

O que leva a tanto ódio? Não é só a televisão. São os diabos interiores da frustração. Algumas pessoas que conheço, que viram animais ferozes quando veem uma bandeira vermelha, têm histórico de traições familiares e frustrações sexuais. Algumas foram estupradas quando crianças. Os meios midiáticos só fizeram canalizar esse ódio. Mas ele já existia. Só estava lá esperando um dedo que lhes apontasse uma direção.

A grande dama vermelha, por Luciano Marra

ter, 18/08/2015 – 19:13

Por Luciano Marra, via facebook

Putinha do Lula, putinha do Lula". Mais respeito, minha filha, mais respeito. "Vagabunda, vagabunda!!!" Não, minha filha, você não me conhece… "Velha doida, velha doida!". Não, vocês são irracionais, precisam conhecer nossa história. "Deve ser filha de ladrão!!" Não, rapaz, vivi a época da ditadura, vou morrer lutando contra ela. Você não sabe o que está dizendo… vocês são formados pela televisão. Sem encostar, não tenho medo de nada, já enfrentei coisa pior, você não sabe de nada, é preguiçoso!! Encosta que eu devolvo!!! "Filha da puta!!" Me respeite, eu vivi a história, você é um desinformado.

E foi assim que conheci uma heroína a ponto de entender com quantos filamentos se faz a fibra de uma grande mulher. Por falta de melhor nome, anotei na caderneta de fotos: agosto de 2015, Avenida Paulista, A GRANDE DAMA VERMELHA, a quem devo uma lição de extrema coragem, paciência e lucidez.

A grande dama vermelha, por Luciano Marra | GGN

1 Comentário »

  1. Quem é esta corajosa e nobre Senhora que enfrentou a matilha de mabecos esfomeados, vomitando palavrões e muito raivosos porque aparentando tanta valentia, não metiam medo à valente Senhora que necessita ter seu nome divulgado como cidadã muito consciente. Seu corajoso ato necessita ser premiado com o conhecimento de todos nós.

    Comentário por pintobasto — 20/08/2015 @ 10:53 pm | Responder


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