Ficha Corrida

18/07/2015

Direita golpista cospe mais um bagaço: Eduardo CUnha

EduardoCunhaJornalNacionalFoi-se o poder da velha mídia em dar golpes. Nunca antes neste país os golpistas tiveram tanto apoio dos grupos mafiomidiáticos como agora, mas ainda assim, como num castelo de cartas, um a um vão ganhando o ostracismo. A mídia venal está caindo de pobre, como uma fruta temporã.

Será que agora os coxinhas vão se dar conta de que seu ódio ao PT, Dilma e Lula deve-se mais aos acertos do que aos erros, que os há, mas jamais pelos motivos a velha mídia divulga?!

O caso Eduardo CUnha é emblemático para entender o modus operandi dos assoCIAdos do Instituto Millenium. Note que sempre que algum político do PT é denunciado os jornais, rádios e tvs logo buscam demonizar o denunciado e o partido, linkando-os à Dilma e Lula. Quando o denunciado é ligado aos partidos de sustentação da bandidagem mafiomidiáticas, há apenas o fato. Nada de demonizar. Se puderem, ainda dão um jeito de ligarem a Lula e Dilma.

É a sempre lembrada Lei Rubens Ricúpero, revelada por Carlos Monforte no Escândalo da Parabólica: o que é bom para a direita golpista os jornais mostram; o que é ruim eles escondem!

Este bagaço que a direita está cuspindo não é pelos malfeitos, que a mídia escondeu enquanto pode. São notórios os vínculos de CUnha com a Rede Globo, desde os tempos de Collor/PC Farias. No entanto, tudo o que ele fazia a Globo acobertava. Os demais parceiros da Globo seguem as orientações do Instituto Millenium. Só divulgam o que não os prejudicam.

Aqui no RS, por exemplo, a RBS sempre dá um jeito de incriminar o PT por qualquer denúncia de alguém político ligado à sigla. Quando os denunciados são de sua base, faz de conta que é com ela. Quando Tarso Genro era governador os veículos dos Sirotsky sempre davam um jeito de ligar o nome do governador às denúncias. Agora, com um governador que é uma piada de mau gosto, em nenhum momento liga Cunha ao PMDB, muito menos ao governador José Ivo Sartori. E ainda são capazes de dizer que o PMDB é da base do governo federal esquecendo que o PMDB gaúcho esteve sempre ao lado de Aécio Neves.

Mas o tempo é senhor da razão. Se ainda houver justiça, os golpistas, larápios de todos os matizes, incluindo os do CARF, da Operação Zelotes, Operação Pavlova, da Lista Falciani e do HSBC se encontrarão na prisão. Espero que Jorge Pozzobom esteja errado e ainda veremos alguém do PSDB sendo investigado e punido.

Cunha rompe com governo; PMDB e oposição silenciam

Presidente da Câmara retalia o Planalto ao autorizar criação de CPI do BNDES

Acusado de ter recebido US$ 5 milhões do petrolão, deputado corre risco de ficar isolado, dizem aliados

DE BRASÍLIA

Acuado pela acusação de que recebeu US$ 5 milhões de propina do petrolão, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), elevou a temperatura da crise política ao anunciar seu rompimento com o governo Dilma Rousseff e começar a tomar medidas de retaliação contra a presidente.

Desafeto do governo desde que chegou à presidência da Câmara, no início do ano, Cunha acusa os petistas de incentivar as investigações sobre as suspeitas de que foi beneficiado pelo esquema de corrupção na Petrobras, revelado pela Operação Lava Jato.

Mas o deputado chegou ao fim da sexta-feira (17) sem receber o apoio do próprio partido à decisão de romper com o governo, e com aliados temendo que ele fique isolado –apenas com seu grupo mais fiel– na trincheira que abriu contra o governo Dilma.

O peemedebista começou o dia cumprindo as ameaças feitas na véspera, quando foi divulgada a informação de que o lobista Julio Camargo afirmou ter pago a ele propina de US$ 5 milhões por contratos feitos com a Petrobras.

"Estou oficialmente rompido com o governo a partir de hoje. Teremos a seriedade que o cargo ocupa. Porém, o presidente da Câmara é oposição ao governo", afirmou em entrevista às 11h de sexta, último dia antes do recesso do Congresso, que só voltará ao trabalho em agosto.

Cunha disse que sua posição não o levará a patrocinar o "fim da governabilidade". Nos bastidores, ele indicou que pretende criar desconforto para a presidente, mandando organizar e atualizar os vários pedidos de impeachment de Dilma apresentados à Câmara neste ano.

Minutos depois da entrevista de Cunha, o PMDB veio a público dizer que continuará apoiando o governo. Principal aliado dos petistas no Congresso, o partido afirmou por meio de nota que a escolha do deputado é "a expressão de uma posição pessoal, que se respeita pela tradição democrática do PMDB".

A nota do partido enfatizou que a decisão de deixar a base governista só poderia ser tomada "após consulta às instâncias decisórias do partido: comissão executiva nacional, conselho político e diretório nacional".

CALMA

Eduardo Cunha sabia que não teria a companhia da cúpula do seu partido ao abandonar o barco governista. Na noite de quinta (16), ele foi ao encontro do vice-presidente Michel Temer, principal articulador político do governo e presidente do PMDB, na base aérea de Brasília, onde ele embarcaria para São Paulo.

Acompanhado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Cunha foi logo propondo a Temer que o PMDB fosse para a oposição. A seu estilo, o vice-presidente pediu calma ao deputado e disse que essa era uma decisão que não podia ser tomada de forma isolada por eles.

Presente ao encontro de quinta-feira, Renan preferiu não endossar o tom bélico de seu colega nesta sexta e desmarcou entrevista que convocara para fazer um balanço das atividades do semestre.

Em conversas reservadas, Renan, que tem imposto seguidas derrotas ao governo no Senado, confidenciou que prefere manter-se em silêncio temporariamente.

Principal alvo da ira de Cunha, que acusou o Planalto de abrigar um "bando de aloprados", o governo Dilma começou o dia sabendo da opção pelo rompimento do peemedebista e baixando ordem para que ninguém respondesse às provocações de Cunha.

Em nota divulgada no início da tarde, o Planalto disse esperar que a posição de Cunha "não se reflita nas decisões e nas ações" da presidência da Câmara, que "devem ser pautadas pela imparcialidade e pela impessoalidade".

Indiferente ao apelo do Planalto, Cunha autorizou na tarde de sexta a criação de duas CPIs que podem criar constrangimento para o governo, com a missão de investigar o BNDES e os fundos de pensão das empresas estatais. Elas devem começar a funcionar em agosto.

SILÊNCIO

A oposição, que tem andado de mãos dadas com Cunha desde que ele derrotou o PT e o governo e conquistou a presidência da Câmara, em fevereiro, também não saiu em defesa do peemedebista.

Líderes oposicionistas classificaram como grave o anúncio do rompimento, afirmando temer uma crise institucional no país. "Há uma instabilidade institucional agravada", afirmou o líder do Democratas na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE).

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), não se manifestou. Até a noite desta sexta-feira, Cunha havia obtido o apoio oficial apenas do Solidariedade. Já o PSOL pediu o seu afastamento da presidência da Câmara.

O maior temor do peemedebista é que lhe seja retirada a principal fonte de seu poder, a presidência da Câmara. O deputado recebeu a informação de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá pedir seu afastamento do cargo.

O argumento seria que Cunha usa a posição para intimidar testemunhas e atrapalhar as investigações da Lava Jato. Se isso ocorrer, Cunha ficaria isolado e mais vulnerável às acusações feitas pelos delatores contra ele.

O aumento da tensão entre o governo e o Congresso gerou preocupação no meio empresarial. Dois empresários de grande porte disseram à Folha que Eduardo Cunha, para não afundar sozinho, está querendo levar quase todo mundo junto. O problema, segundo eles, é que a crise econômica já é grave o suficiente e pode ficar ainda pior se houver uma crise institucional.(MARIANA HAUBERT, VALDO CRUZ, GABRIELA GUERREIRO, ANDRÉIA SADI E MARINA DIAS)

    1 Comentário »

    1. ” Eduardo Cumha rompe com o Governo”! Mas esse escroque alguma vez foi aliado do Governo? Tem feito de tudo para tumultuar o Governo de D.Dilma portanto, se o corrupto afirmar que rompeu, deve ter sido com os doleiros que lhe entregavam o dinheiro da corrupção. Era com os doleiros que Cunha se governava.

      Comentário por pintobasto — 19/07/2015 @ 4:56 pm | Responder


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