Ficha Corrida

17/07/2015

Sopa de letras: ExFrias e Chupe Folha

chupa folha
Folha não gostou do “Chupa Folha”

Por Altamiro Borges
Como sempre dizia o jornalista Cláudio Abramo, a liberdade de imprensa nas redações só existe para o dono. Na segunda-feira (13), o jornalista Pedro Ivo Tomé, que pediu demissão na Folha, publicou seu último artigo no jornal com uma mensagem “escondida”. Responsável pela sessão de obituários do diário, ele fez com que a inicial de cada parágrafo formasse a frase “Chupa Folha”. A truculenta famiglia Frias, que adora sacanear os seus inimigos políticos, mas não tolera qualquer tipo de crítica – que o digam os editores do site satírico “Falha de S.Paulo” –, ficou irritadinha com a brincadeira e já anunciou que processará o seu ex-repórter. Na época mais sombria da ditadura militar, a mesma famiglia dedurava e transportava os presos políticos para a tortura. Agora, ela processa!
Em nota divulgada nesta quinta-feira (16), a Folha condenou a atitude “antiprofissional” do jornalista demitido. “Ele foi irresponsável e antiético. Além disso, desrespeitou os leitores e a memória da pessoa falecida que era personagem do texto. O jornal estuda as ações legais que tomará contra o ex-funcionário", afirma a empresa, que já demitiu sumariamente vários profissionais, arrocha os salários, desrespeita a legislação trabalhista através do nefasto expediente da PJ (Pessoa Jurídica, sem vínculos empregatícios e direitos) e transformou a redação num verdadeiro presídio. Haja cinismo da “democrática” famiglia Frias, que adora bravatear sobre democracia e liberdade de expressão. Reproduzo abaixo o texto de Pedro Ivo Tomé só para irritar os ranzinzas da Folha:
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Assistente social vocacionada e pianista
Chamadas aos fins de semana não tiravam a assistente social Therezinha Ferraz Salles do sério: segundo a família, cuidar dos funcionários da Caixa Econômica Federal, onde trabalhou a vida toda, era sua vocação.
Habituou-se também às ligações noturnas, para ajudar quem tinha ficado doente e precisava de cuidado, fazendo a ponte com o banco.
Uma infância tranquila era a memória que tinha de Amparo, a 133 km da capital, onde a paulistana foi criada por causa da função do pai, Octávio, promotor de Justiça.
Pianista, formou-se no antigo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, hoje Escola Municipal de Música de São Paulo, no centro, durante a adolescência, quando a família retornou à cidade.
Assim como as duas irmãs mais novas, formou-se professora em uma escola normal, mas deu poucas aulas.
Fez a graduação em Serviço Social na PUC-SP. Pouco depois de concluir o curso, no início dos anos 1960, começou a trabalhar na Caixa.
Ouvia muito as obras de Schubert e Chopin, executando-as para os sobrinhos quando eles iam visitá-la.
Logo depois de se aposentar, na década de 1980, passou a assistir mais concertos. Aproveitava sempre as apresentações com música clássica do Theatro Municipal.
Há alguns anos, vinha sofrendo com bronquite e asma, males que a acompanhavam desde a juventude.
Após ficar 15 dias internada devido aos problemas pulmonares, que pioraram por causa da idade, morreu no dia 2, por insuficiência respiratória, aos 87 anos. Deixa duas irmãs e sobrinhos.

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