Ficha Corrida

17/07/2015

MP – engenho de moer honestidade alheia

Filed under: Engenho,MPF,Valdan Timbó Mendes Furtado — Gilmar Crestani @ 10:01 am
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engenhoSou filho de lavrador. Quando eu era criança, meu pai fazia açúcar mascavo para consumo familiar. Tínhamos um engenho como este da imagem. Eram três roldanas movidas por uma junta de bois. Além dos bois, do engenho e da cana, havia necessidade de mais três trabalhadores. Um para tocar a junta de bois, um de cada lado do engenho para colocar a cana e retirar o bagaço.

Lembrei-me disso vendo a imagem do bonito prédio do MP, esta obra-prima do Oscar Niemayer. A cana do MP tem sido os quatro PPPP: preto, pobre, puta e petista. Estas roldanas não moem donos dos meios de comunicação, nem políticos de outros partidos. O deputado gaúcho do PSDB, Jorge Pozzobom, já disse isso em letras formais.

Faz horas que o Ministério Público, virou, pra mim, um Mistério Púbico. Púbico e com chatos pegos com putas, desocupados. Estas parcela de mariposas do MP se refestela com outra parcela do Poder Judiciário, capturada com holofotes e/ou com estatuetas compradas com dinheiro sonegado.

Sei que estou generalizando, pois há muitos e bons, mas estes não terão espaço na mídia. Há por lá ex-colegas dos tempos do meu segundo grau, ex-colegas de faculdade e ex-colegas do meu atual trabalho. Portanto, sei do que estou falando.

Este gigante de um só olho, ideológico, serve apenas para ver e incriminar os 4 “pês”. O MP está escrevendo o próprio epitáfio como asseverou Sepúlveda Pertence: aqui jaz um “monstro”.

 

Procurador que atacou Lula acabou de ser autuado por negligência

sex, 17/07/2015 – 09:23

Jornal GGN –  O procurador Valdan Timbó Mendes Furtado, que alegou urgência para pedir abertura de inquérito contra Lula, levou três anos para apresentar denúncia contra os indiciados pela Polícia Federal na Operação Sentinela, que investigou corrupção em contratos do TCU em 2004:

http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/406531/noticia.htm?sequence=1

http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/403715/complemento_1.htm?sequence=2

E levou 9 meses para apresentar denúncia contra os vândalos que foram presos depredando o Palácio do Itamaraty em 2013:

http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=10883445924

http://www.clebermonteiro.com.br/2014/03/21/ministerio-publico-denuncia-jovens-envolvidos-na-depredacao-do-itamaraty/

A negligência contumaz do procurador Valtan levou a Corregedoria do Ministério Público a instaurar contra ele Processo Administrativo Disciplinar, por não ter atuado tempestivamente em 245 feitos ao longo de 11 anos:

http://www.jusbrasil.com.br/diarios/95221398/dou-secao-2-06-07-2015-pg-59

CORREGEDORIA NACIONAL DO MINISTÉRIO

PÚBLICO

PORTARIA Nº 62, DE 3 DE JULHO DE 2015

O CORREGEDOR NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO, com fundamento no artigo 130-A, parágrafo 2º, inciso III, e parágrafo 3º, inciso I, da Constituição da República e nos artigos 18, inciso VI, 77, inciso IV, e parágrafo 2º e 89, parágrafo 2º, todos da Resolução nº 92, de 13 de março de 2013 (Regimento Interno do Conselho Nacional do Ministério Público) e com base na Reclamação Disciplinar nº CNMP 0.00.000.001022/2014-09,resolve:

1. Instaurar Processo Administrativo Disciplinar em face do Procurador da República no Distrito Federal, VALTAN TIMBÓ MARTINS MENDES FURTADO, em razão dos seguintes fatos:

“No período compreendido entre 05 de maio de 2004 a julho de 2015, portanto, por mais 11 (onze) anos, o Procurador da República no Distrito Federal, VALTAN TIMBÓ MARTINS MENDES FURTADO, foi negligente no exercício das suas funções ministeriais, tendo em vista o atraso ao dar andamento em 245 (duzentos e quarenta e cinco) feitos que estavam sob a sua responsabilidade, conforme conclusão da Comissão de Inquérito Administrativo, composta por Membros do ministério Público Federal, e de acordo com a tabela em anexo.”

2. Indicar, atendendo à exposição das circunstâncias dos fatos acima realizada, que o Procurador da República no Distrito Federal, VALTAN TIMBÓ MARTINS MENDES FURTADO, em virtude de prática, em tese, da falta funcional prevista no art. 241, inciso I, da Lei Complementar n. 75/93, punível com advertência, uma vez que foi negligente no exercício da função, tendo em vista o atraso ao dar andamento em 245 (duzentos e quarenta e cinco) feitos que estavam sob a sua responsabilidade.

ALESSANDRO TRAMUJAS ASSAD

Ministério Público da União

Procurador que atacou Lula acabou de ser autuado por negligência | GGN

 

Os abusos que colocam em risco o Ministério Público

sex, 17/07/2015 – 00:36  – Atualizado em 17/07/2015 – 08:04 – Luis Nassif

O Ministério Público Federal é um poder intemporal, que independe de governos ou de meras situações conjunturais. Desde a Constituição de 1988 transformou-se em salvaguarda dos direitos sociais e individuais, um esteio na luta civilizatória – apesar dos exageros cometidos em alguns momentos da história.

Por ser intemporal, tem não apenas o dever funcional, mas a responsabilidade institucional de manter-se neutro, de não exorbitar de seus poderes, de não embarcar em ondas, de não se comportar como um partido político.

Pelo fato de haver garantias constitucionais de independência de atuação do procurador, cada qual é responsável direto pela imagem, pela credibilidade e pela garantia de independência futura do órgão. E essa garantia está diretamente relacionada com a capacidade do órgão – através de suas associações e de seus órgãos de controle – de não permitir o uso desmedido da força.

***

Por tudo isso, não se compreende como um procurador , Valtan Furtado, com histórico de pouca assiduidade ao trabalho, consegue se apropriar de um caso delicado, e abrir uma ação preliminar de investigação contra o ex-presidente Lula, com repercussão nacional e internacional.

O caso estava nas mãos de uma procuradora, que admitiu ter pouca consistência e solicitou um prazo de 90 dias para despachar. Nesse ínterim, tira dez dias de férias, e sabe-se lá porque artes da burocracia, o tal Valtan se apossa do processo e abre a ação.

Foi uma medida extremamente abusiva e com agravantes.

Primeiro, pelos motivos invocados.

Segundo ele, Lula é suspeito de ter influenciado agentes públicos de outros países, em favor da Construtora Odebrecht. O Procurador lança suspeitas sobre atividade exercida por praticamente todos os ex-presidentes de países desenvolvidos, sobre um trabalho de lobby legítimo praticado por George Bush pai e filho, por Bill Clinton, Tony Blair.

Crime é autoridade pública valer-se de seu cargo para influenciar decisões em seu próprio país. Como criminalizar a atuação de um ex-presidente, sem cargo público, influenciando autoridades de outros países em favor de uma empresa brasileira?

E o que seria essa influência? As “evidências” divulgadas ontem pelos jornais são ridículas:

  1. Na viagem para Cuba, Republica Dominicana e Estados Unidos, em janeiro de 2013, Lula foi acompanhado pelo ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar. Onde o crime?
  2. A empresa teria pagado as despesas de voo do ex-presidente, mesmo não sendo uma viagem de trabalho para a empreiteira. Ora, Lula viajou na qualidade de ex-presidente, sem nenhum cargo público. Qual a irregularidade? (http://migre.me/qNnZm).
  3. Lula é acusado de usar sua influência para facilitar negócios da Odebrecht com governos estrangeiros (http://migre.me/qNo2m).

Não se fica nisso. O tal Valtan quer comprovação de que Lula de fato fez palestras nesses países, para justificar o pagamento de cachês.

***

Contra qualquer outra pessoa, esse tipo de procedimento seria abusivo. Contra um ex-presidente da República – seja ele FHC ou Lula – denota uma absoluta falta de limites e de respeito institucional.

É falta de respeito com os milhões de brasileiros que votaram em Lula, e falta de respeito com o próprio país, na medida em que Lula tornou-se a personalidade pública brasileira internacionalmente mais conhecida. E falta de respeito em relação ao próprio MPF, ao comprovar que qualquer procurador sente-se à vontade para investir até contra ex-presidentes, armado de argumentos inconsistentes.

Não se pode banalizar de forma tão extremada o poder individual de um Procurador.

A incapacidade da corporação de coibir essas demonstrações de poder constitui-se em veneno na veia do MPF.

Procuradores passam, o MPF fica. E seus inimigos também.

Os abusos que colocam em risco o Ministério Público | GGN

3 Comentários »

  1. Se o Lula não deve nada, porque ele simplesmente não depõe, invés de exigir a punição para o Procurador.
    Mostre que não deve nada e depois ridicularize o procurador.

    Comentário por Miton Hanashiro — 22/07/2015 @ 12:08 pm | Responder

  2. O Lula dava palestra sobre o que? Futebol? É logico que os US$ 120,000.00 por palestra é o acerto de comissões de quando ele era presidente. Ninguém em sã consciência pagaria uma quantia desta para o Brama da Silva.
    Palhaço, com empresas é um caso. Com governos é outro caso. O Luizinho não sabe nem falar português direito, como ele seria útil em uma negociação internacional sem representar algum poder?

    Comentário por Miton Hanashiro — 22/07/2015 @ 12:00 pm | Responder

    • A questão é simples. Por que só Lula? Pelo visto para um segmento do MP, Lula dar palestras é crime. FHC, não. Hora, se não for crime. O que custa o FHC depôr?
      Balela, só ódio, a inveja, e o despeito levam uma parcela do MP, atrelados a velha mídia golpista, buscar incriminar tudo o que Lula faz, mesmo que faça exatamente como FHC. Por falar nisso, que fim deu o helicóptero com 450 kg de cocaína? Se Aécio não tem nada a ver com isso, não tem problema ir lá depor, não é?!

      Comentário por Gilmar Crestani — 22/07/2015 @ 3:18 pm | Responder


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