Ficha Corrida

08/07/2015

Crime premeditado: cacetada pode; pedalada, não!

Beto BurristaQuem é o sujeito de “Geha foi repreendido e destituído do comando da ação”? Lula, claro, ou a Dilma. Se não foi nenhum destes, certamente foi alguém do PT, diria Fernando Francischini, Beto Richa, Aécio Neves, Álvaro Dias, FHC, José Serra, Geraldo Alckmin ou a Folha. Claro, e onde mais isto poderia estar acontecendo senão no Estado onde os sociopatas estão na vitrine?!

Como foi premeditado no seio do partido queridinho da mídia, Poder Judiciário, Polícia Federal e Ministério Público, o jornal porta-voz da bandidagem tucana também se encarrega de construir, no meio da reportagem, a justificativa: “A lei gerou uma economia bilionária ao governo, que enfrenta uma crise financeira.” Quer dizer dar pedaladas fiscais é crime, se feitas pela Dilma, mas se forem pauladas nos professores, pelo PSDB, pode? Esse é o sentido da frase da Folha. A voz passiva empregada é a sentença de absolvição de quem exonerou o comandante: “Na terça, porém, após conduzir negociação para aproximar o carro de som dos manifestantes da Assembleia, Geha foi repreendido e destituído do comando da ação.” Embora o tCU ainda sequer tenha se manifestado, todo dia a velha mídia insiste em dizer que Dilma deu uma pedala fiscal. Criam na cabeça das pessoas aquilo que os a$$oCIAdos do Instituto Millenium querem usar de subterfúgio lacerdista para cassar o poder, e quiçá o mandato, e colocar no lugar o toxicômano das alterosas. Aquele que acha que a Presidência lhe pertence por direito divino.

Lei Rubens Ricúpero 

O que me deixa indignado em relação ao comportamento de nossa velha mídia é este tergiversionismo quanto envolve violência de seus parceiros ideológicos. E é um comportamento que vem desde sempre, a começar pelo Massacre de Eldorado dos Carajás

Fosse um governo de esquerda, no título já estaria a criminalização do partido e o nome de quem os coxinhas precisariam linchar. Para o PSDB, continua a aplicação da lei perpetrada nos estúdios da Rede Globo, entre Carlos Monforte e Rubens Ricúpero: “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.

Estou convencido que os bandidos mais perigosos não são os entregadores de pó, como Fernandinho Beira-Mar. Estes só entregam aos celerados que consomem. Quem, além de consumir o produto do Beira-Mar endossa crimes e incentiva golpe, criminaliza inocentes e alcovita bandidos é criminoso infinitamente mais perigoso. Afinal, o que é pior, entregar cocaína ao Casagrande ou insuflar golpe de Estado? Até porque Casagrande se limpou, mas seus patrões, não. Continuam fazendo editorial clamando por golpe de Estado.

Como no caso do helipóptero, que, num passe de mágica, virou pó no noticiário, as barbaridades do PSDB em direção ao golpe, inclusive o massacre de professores, são todas perdoadas. É por isso que um Napoleão de hospício, como Aécio Neves, como um alucinado pela síndrome de abstinência, perpetra os mais absurdos atropelos éticos, linguísticos e institucionais e, como se fosse um inimputável, nada lhe é cobrado, como se o aloprado das alterosas não fosse um ex-candidato à Presidência e Presidente do PSDB.

Ou o Brasil acaba com as bestas golpistas encasteladas nos grupos mafiomidiáticos, ou eles ainda vão reimplantar outra ditabranda, digo, ditadura.

Coronel alertou sobre ‘abuso’ antes de ação policial no Paraná

Geha foi afastado no dia anterior ao confronto com professores

ESTELITA HASS CARAZZAIDE CURITIBA

Comandante inicial da operação que deixou quase 200 feridos num protesto contra o governo Beto Richa (PSDB), o coronel da Polícia Militar do Paraná Chehade Elias Geha alertou os superiores sobre o "flagrante abuso de autoridade" da ação e acabou afastado um dia antes do confronto, em abril.

Geha depôs ao Ministério Público do Estado sobre o episódio, no qual manifestantes, a maioria professores, foram alvos de balas de borracha.

Ele era um dos militares a cargo da operação, que pretendia impedir a invasão da Assembleia e permitir a votação do projeto que alterou a previdência dos servidores. A lei gerou uma economia bilionária ao governo, que enfrenta uma crise financeira.

Em mensagem de celular ao então subcomandante-geral da PM, Geha disse que impedir o acesso aos arredores do prédio criaria "um grave problema" para "a imagem do Estado, governo, PM e da segurança da Assembleia".

"Não vejo como impedir o acesso de pessoas, caminhão de som, montagem de barracas. Nossa missão é garantir que a Assembleia não seja invadida e, caso ocorra, reintegrar a mesma. Outras providências caracterizam abuso de autoridade", escreveu ele.

O plano das autoridades era impedir a circulação e manifestação de pessoas no entorno da Assembleia. O governo queria "blindar" o prédio, invadido no início do ano por manifestantes.

Geha se opôs ao plano. "Gostaria que reestudassem o que planejaram anteriormente", escreveu no domingo, a três dias da operação.

Na segunda, Geha se reuniu com o então secretário de Segurança, Fernando Francischini, e com o comando da polícia e fez novos alertas.

Na terça, porém, após conduzir negociação para aproximar o carro de som dos manifestantes da Assembleia, Geha foi repreendido e destituído do comando da ação.

Segundo a Promotoria, a "abrupta e temerária" mudança no comando mostra que as autoridades estavam dispostas "a utilizar seu poderio militar para impedir qualquer manifestação democrática".

Na semana passada, o órgão ingressou com ação de improbidade contra Richa, Francischini e quatro comandantes da operação, por violarem o direito à reunião e à livre manifestação.

OUTRO LADO

A PM informou que não iria comentar a troca de comando, pois investiga a operação num inquérito próprio, que deve ser concluído até o final do mês. Richa refuta as acusações. Geha não quis dar entrevista.

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