Ficha Corrida

07/07/2015

Rã que dá carona a escorpião está sujeita a chuvas e ferroadas

Filed under: Dilma,Entrevista,Folha de São Paulo,Manipulação — Gilmar Crestani @ 10:04 am
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fsp 07072015A Dilma não precisava dar esta entrevista para a Folha. Bastava botar estas mesmas explicações no Blog do Planalto ou mandar para sites fora dos eixo golpista. Dar entrevista para as cinco irmãs (Globo, Estadão, Folha, Veja & RBS) é legitimar quem sempre esteve ao lado dos golpistas e ditadores e contra a democracia. Dilma presta um desserviço à democracia. Queremos menos Dilma e mais Tsipras; menos PT e mais Syriza. Dilma deveria ter feito com a Folha o que o povo grego fez com os colonialistas europeus: OXI!

A Folha faz às vezes de porta-voz do PSDB e só a Dilma não vê. Na mesma edição em que publica esta entrevista, a Folha sai-se com esta pérola: “Petista monta operação de defesa prévia do Planalto”. Por este texto, até parece que a Folha sequer leu a entrevista que publicou. Como assim “monta operação de defesa prévia” se o tCU teria dado 30 dias para o governo explicar o que o tCU jamais pediu para governante algum?! O tCU, pra começo de conversa, é órgão auxiliar do Congresso. O tCU não condena, recomenda! Só um boçal sem nenhum caráter não sabe disso.

Devido a este tipo de jornalixo é que fica difícil de entender porque Dilma deu entrevista à Folha. Sinceramente, não dá para entender, a não ser pela Síndrome de Estocolmo, que petistas continuem dando entrevistas para os grupos mafiomidiáticos.

Como na fábula da rã e do escorpião, o veneno é da natureza da Folha. Foi só a Dilma dar a costas que eles tascaram a primeira ferroada Petista monta operação de defesa prévia do Planalto”.

Pedaladas foram adotadas antes de nós, afirma Dilma

Presidente diz não ver risco de enfrentar impeachment com base em julgamento sobre contas do governo no tcu

DA COLUNISTA DA FOLHA DE BRASÍLIA

Em entrevista à Folha, a presidente Dilma reconhece ter cometido erros no seu primeiro mandato (2011-2014), mas não coloca na lista as pedaladas fiscais –pagamento de contas do Tesouro Nacional por bancos públicos.

"Eu não acho que houve o que nos acusam", afirmou a petista sobre a análise que o TCU (Tribunal de Contas da União) está fazendo sobre as pedaladas fiscais.

Segundo ela, o governo dará "uma resposta circunstanciada" sobre o assunto. "É interessante notar que o que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós."

Diz ainda não temer que a oposição use o caso para abrir um processo de impeachment contra ela. "Acho que vão tentar e podem até fazê-lo. [Mas] É necessário provar."

ENTREVISTA – DILMA ROUSSEFF

‘Eu não vou cair, isso aí é moleza’, afirma Dilma

presidente chama a oposição de ‘um tanto golpista’, diz que ‘o pmdb é ótimo’ e que não se sente no volume morto

MARIA CRISTINA FRIASCOLUNISTA DA FOLHAVALDO CRUZNATUZA NERYDE BRASÍLIA

No auge da pior crise de seus quatro anos e meio de governo, a presidente Dilma Rousseff desafiou os que defendem sua saída prematura do Palácio do Planalto a tentar tirá-la da cadeira e a provar que ela algum dia "pegou um tostão" de dinheiro sujo.

"Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política", disse a presidente nesta segunda-feira (6), durante entrevista exclusiva àFolha, a primeira desde que adversários voltaram a defender abertamente seu afastamento do cargo.

Apesar do cerco político que parece se fechar a cada dia, Dilma chamou os opositores para a briga. "Não tem base para eu cair, e venha tentar. Se tem uma coisa que não tenho medo é disso", afirmou a presidente, acusando setores da oposição de serem "um tanto golpistas".

Com dedo indicador direito erguido, foi mais enfática: "Não me atemorizam". A presidente tirou o PMDB da lista de forças políticas que tentam derrubá-la. "O PMDB é ótimo", disse Dilma, esquivando-se de responder sobre o flerte de figuras do partido com a tese do impeachment.

Dilma descartou a hipótese de renúncia e comentou o boato disseminado na internet, e prontamente desmentido por ela, de que havia tentado se matar. "Eu não quis me suicidar na hora que eles estavam querendo me matar lá [na cadeia, durante a ditadura militar], a troco de que eu quero me suicidar agora?".

Folha – O ex-presidente Lula disse que ele e a sra. estavam no volume morto. Estão?
Dilma Rousseff – Respeito muito o presidente Lula. Ele tem todo o direito de dizer onde ele está e onde acha que eu estou. Mas não me sinto no volume morto não. Estou lutando incansavelmente para superar um momento bastante difícil na vida do país.

Lula disse que ajuste fiscal é coisa de tucano, mas a sra. fez.
Querido, podem querer, mas não faço crítica ao Lula. Não preciso. Deixa ele falar. O presidente Lula tem direito de falar o que quiser.

A sra. passa uma imagem forte, mas enfrenta uma fase difícil.
Outro dia postaram que eu tinha tentado suicídio, que estava traumatizadíssima. Não aposta nisso, gente. Foi cem mil vezes pior ser presa e torturada. Vivemos numa democracia. Não dá para achar que isso aqui seja uma tortura. Não é. É uma luta para construir um país. Eu não quis me suicidar na hora em que eles estavam querendo me matar! A troco de quê vou querer me suicidar agora? É absolutamente desproporcional. Não é da minha vida.

Renúncia também?
Também. Eu não sou culpada. Se tivesse culpa no cartório, me sentiria muito mal. Eu não tenho nenhuma. Nem do ponto de vista moral, nem do ponto de vista político.

A sra. fala que não tem relação com o petrolão, mas está pagando a conta?
Falam coisas do arco da velha de mim. Óbvio que não [tenho nada a ver com o petrolão]. Mas não estou falando que paguei conta nenhuma também. O Brasil merece que a gente apure coisas irregulares. Não vejo isso como pagar conta. É outro approach. Muda o país para melhor. Ponto.

Agora excesso, não [aceito]. Comprometer o Estado democrático de direito, não. Foi muito difícil conquistar. Garantir direito de defesa para as pessoas, sim. Impedir que as pessoas sejam de alguma forma ou de outra julgadas sem nenhum processo, também não [é possível].

O que acha da prisão dos presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez?
Olha, não costumo analisar ação do Judiciário. Agora, acho estranho. Eu gostaria de maior fundamento para a prisão preventiva de pessoas conhecidas. Acho estranho só.

Não gostei daquela parte [da decisão do juiz Sergio Moro] que dizia que eles deveriam ser presos porque iriam participar no futuro do programa de investimento e logística e, portanto, iriam praticar crime continuado. Ora, o programa não tinha licitação. Não tinha nada.

A oposição prevê que a sra. não termina seu mandato.
Isso do ponto de vista de uma certa oposição um tanto quanto golpista. Eu não vou terminar por quê? Para tirar um presidente da República, tem que explicar por que vai tirar. Confundiram seus desejos com a realidade, ou tem uma base real? Não acredito que tenha uma base real.

Não acho que toda a oposição que seja assim. Assim como tem diferenças na base do governo, tem dentro da oposição. Alguns podem até tentar, não tenho controle disso. Não é necessário apenas querer, é necessário provar.

Delatores dizem que doações eleitorais tiveram como origem propina na Petrobras.
Meu querido, é uma coisa estranha. Porque, para mim, no mesmo dia em que eu recebo doação, em quase igual valor o candidato adversário recebe também. O meu é propina e o dele não? Não sei o que perguntam. Eu conheço interrogatórios. Sei do que se trata. Eu acreditava no que estava fazendo e vi muita gente falar coisa que não queria nem devia. Não gosto de delatores.

Mesmo que seja para elucidar um caso de corrupção?
Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher. Mas acho ruim a instituição, entendeu? Transformar alguém em delator é fogo.

Tem gente no PMDB querendo tirar a sra. do cargo.
Quem quer me tirar não é o PMDB. Nã-nã-nã-não! De jeito nenhum. Eu acho que o PMDB é ótimo. As derrotas que tivemos podem ser revertidas. Aqui tudo vira crise.

Parece que está todo mundo querendo derrubar a sra.
O que você quer que eu faça? Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam.

E se mexerem na sua biografia.
Ô, querida, e vão mexer como? Vão reescrever? Vão provar que algum dia peguei um tostão? Vão? Quero ver algum deles provar. Todo mundo neste país sabe que não. Quando eles corrompem, eles sabem quem é corrompido.

    Folha – A sra. não teme que possa ser vítima de um processo de impeachment com base nas pedaladas fiscais ou no processo do PSDB no TSE?
    Dilma Rousseff – Não. Acho que vão tentar e podem até fazê-lo. [Mas] É necessário provar. Ou então não vivemos num regime democrático de direito. No passado, como é que se provavam as coisas? Desafiava-se para um duelo: quem morria era culpado, quem sobrevivia era inocente. Aí houve a instauração dos processos e investigações.

    E aí se criou um conceito chamado prova objetiva. A partir daí, a partir da revolução francesa, os processos têm que ser fundamentados.

    Com relação ao TCU, que resposta o governo dará?
    O governo dará uma resposta circunstanciada, item a item, para o TCU.

    O TCU diz que a responsabilidade é da presidente, não do secretário ou do ex-ministro.
    O TCU não diz isso, porque ainda não votou nada.

    Reservadamente, dizem isso.
    Não discuto off [jargão jornalístico que define fonte de reportagem que dá informação mediante anonimato]. O que eu vou discutir?

    Vou discutir oficialmente com o TCU. Estamos levantando respostas tanto técnicas quanto jurídicas para cada uma das questões.

    E se o julgamento for político?
    De quem? Do TCU? Aí não tem base. Aí é que eu estou te falando: não vivemos na Idade Média. Tem que provar circunstanciadamente, e vou me defender circunstanciadamente, com provas objetivas.

    Mas a responsabilidade é de quem?
    Eu não acho que houve o que nos acusam.

    Aliás, é interessante notar que o que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós.

    Não na proporção que foi adotada em seu governo.
    Eu gostaria de saber em que legislação está em que a proporção altera a qualidade. Quero saber onde está isso. Aliás, a nossa proporção é porque o PIB mudou, e o orçamento também.

    A sra. é muito criticada, e ouvimos muito na rua, que a sra. não reconheceu erros. É uma reivindicação até um pouco inócua, porque a sra. já mudou a condução da política econômica, isso parece refletir alguma mudança na sua avaliação. Isso não ajudaria na popularidade e deixaria de dar combustível à crítica?
    Você acha que a sociedade merece respostas inócuas? Eu não acho.

    Mas por que a sra. não reconhece seus erros?
    Mas eu reconheço todos os meus erros. Não tenho o menor compromisso em não mudar. A gente, quando acha que não é daquele jeito, muda.

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