Ficha Corrida

07/07/2015

Povo grego: no nosso Cavani, NÃO!

Filed under: Capacho,Grécia,Oxi,Referendum,Tsipras,Ventríloquo — Gilmar Crestani @ 9:20 am
Tags:

OBScena: dedo do FMI no nosso Cavani!

cavaniNão é de admirar que a imprensa brasileira seja esse lixo que temos aí. Eles só tem um lado, como o dedo do caguete,  para analisar. O lado de trás.

A mesma tática revelada pelas lentes indiscretas da Copa América. O FMI é a mão boba do Jara que, disfarçadamente, mete o dedo no nosso Cavani. E aí o colonista dos bancos e da direita tupiniquim entende que a vitória do OXI(não) pode ser explicada pela afluência de público num lugar sempre abarrotado de turistas. Andei a pé, ao pé da Acrópolis, bairro Taberna, desde a praça Sintagma. Está sempre cheia de turistas do mundo todo. Claro que pode haver turistas gregos e atenienses, mas a imensa maioria é de não gregos.

Só a má fé pode justificas esta tentativa canhestra do seu Clóvis de tentar associar o Não à Eurozona pelo Corralito. Até parece que Alexis Tsipras não havia ganho as eleições mesmo sem corralito?! É não ter noção do que seja o povo grego e se deixar levar pelo costume de ser capacho.

Com jornalixos deste naipe entendemos porque FHC não propôs plebiscito para ver se nós brasileiros queríamos pagar o FMI? Hoje entendemos ainda melhor do que na época, em virtude deste viés direitista do PSDB, como se não bastasse o entreguismo vira-lata do José Serra, o triste papel colonista da nossa direita. Nossa elite consegue ser ainda pior do que a grega, e olha que isso parecia algo difícil de acontecer.

Se a elite grega conhecesse o Aécio Neves e o Eduardo CUnha, dois baluartes do golpismo brasileiro, estariam pedido recontagem dos votos e a eleição continuaria enquanto o SIM não vencesse. Pelo menos a elite grega está se submetendo ao voto da maioria. Algo que nossa elite, insuflada serviçais da casa grande como Clóvis Rossi, não consegue entender. CUnha e Neves são os exemplos prontos e acabados para entendermos o ódio a Lula e ao PT. Eles não sabem perder, e sempre contam com um tapetão golpista estendido pelos grupos mafiomidiáticos. O exemplo grego serve de parâmetro desta pilantragem na nossa direita hidrófoba.

Café vazio em Atenas ajuda a explicar voto no ‘não’ dos gregos

CLÓVIS ROSSICOLUNISTA DA FOLHA

A melhor explicação para o "não" dos gregos a acordo com os credores está no movimento do Elaea Cafe, ao pé da Acrópolis, um dos incontáveis –e deliciosos– cafés da não menos deliciosa Atenas.

O movimento despencou desde que o governo Alexis Tsipras fechou os bancos, para evitar que quebrassem, e estabeleceu o "corralito", com o consequente limite diário de € 60 (R$ 209) para retiradas.

Não havia dinheiro, como é óbvio, para passar horas sorvendo um café e lambiscando docinhos –um saudável esporte nacional para os gregos.

O "corralito" violentou, portanto, não só o bolso dos gregos mas um modo de vida (não há espaço aqui para discutir esse modo de vida).

Como, na versão do governo, que pedia o "não", o "corralito" foi imposto por pressão dos credores, votar "não" equivaleria a repudiá-lo e à violência a ele associada.

O problema com o resultado é que não está à vista quando o Elaea voltará a ficar cheio. A reação europeia, de novo inflexível, mostra que a Grécia está hoje como antes do referendo: sem poder ir ao Elaea e inteiramente dependente da boa (ou má) vontade dos credores.

Antes de mais nada, estes precisarão admitir que houve austeridade demais, o que é praticamente consenso entre os analistas que não estejam embriagados de ideologia.

Depois, terão de ouvir Vicky Pryce, conselheiro econômico chefe do Centro para Pesquisas Econômicas e de Negócios, veiculado pela "Economist": Pryce pede "um acordo que reconheça as novas realidades gregas e inclua, como o FMI agora diz, uma reestruturação da dívida que todo economista sabe que é insustentável".

Alexis Tsipras, o primeiro-ministro, incluiu formalmente a reestruturação da dívida como condição essencial para aceitar um acordo.

Se será ouvido ou não, não impede que se reconheça o voto como vitória da democracia. Primeiro pelo simples fato de ter sido convocado. Quando se chega a uma situação aguda, como na Grécia, é mais razoável chamar o eleitorado para decidir que deixar a decisão nas mãos de uns poucos, ainda que tenham sido legitimamente eleitos.

Além disso, a democracia premia quem sintoniza com o sentimento coletivo.

A "rationale" deles deve ter sido a que expôs, nesta segunda (6), Paola Subacchi, diretora de pesquisas sobre economia internacional do centro de pesquisas Chatam House: "Com a taxa de desemprego do país em 25%, com o tamanho da economia 25% menor do que era nos anos pré-crise, com a dívida pública grega em 177% do PIB, quando era de 157% em 2012, por que o povo grego deveria votar ‘sim’? Para que continuassem as mesmas dolorosas e inconclusivas medidas?".

1 Comentário »

  1. Republicou isso em O LADO ESCURO DA LUA.

    Comentário por anisioluiz2008 — 07/07/2015 @ 9:35 am | Responder


RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: