Ficha Corrida

02/07/2015

Se comparado à Rede Globo, Fernandinho Beira-Mar deveria ser canonizado

O ódio a Lula, Dilma e ao PT pela Rede Globo está vazando mais que a Lava Jato. E, vindo de onde vem, é perfeitamente explicável. Afinal, quem fez editorial saudando a chegada da ditadura senão uma concessão pública a bandidos?!

Globo dá vexame na Casa Branca e leva chinelada de Obama.

A repórter Sandra Coutinho, da GloboNews, foi questionada pelo presidente dos EUA, Barack Obama, durante coletiva de imprensa concedida por ele e pela presidenta Dilma Rousseff, nesta terça-feira (30/06), na Casa Branca.

Sandra Coutinho tinha feito uma pergunta maldosa a Dilma: “O Brasil se vê como um ator global e liderança no cenário mundial, mas os EUA nos veem como uma potência regional. Como você concilia essas duas visões?.”

Obama interveio, pediu licença para responder à pergunta feita a Dilma, e disse à repórter brasileira:“Responderei em parte a pergunta que você acabou de fazer à presidenta. Nós consideramos o Brasil como uma potência mundial, e não como uma potência regional, como você disse

O vexame da jornalista da Globo começa no minuto 23.

Que vexame passou a GloboNews na coletiva de imprensa dada pela presidenta Dilma e pelo presidente Obama, após o encontro para assinatura de acordos na Casa Branca.
A jornalista Sandra Coutinho, da GloboNews, já começou fazendo uma piada depreciativa sobre a desclassificação da seleção brasileira na Copa América, mas isso passa.
O vexame veio depois. Fez duas perguntas, uma a cada presidente. Mas as perguntas foram de quem tem complexo de barata.

Perguntou para Obama: "O senhor falou de uma nova relação baseada na confiança e a presidenta Dilma mencionou que quando cancelou a viagem anterior era por uma questão de confiança [referindo-se a espionagem denunciada por Edward Snowden na pergunta anterior]. E o Brasil também está no meio de uma crise política e econômica muito profunda. O senhor pode confiar neste momento em construir este novo capítulo?"
[Observe que a repórter tentou induzir Obama a falar em desconfiança da economia e do governo brasileiro].
Perguntou para Dilma: "Presidenta, o Brasil se vê como um líder global no cenário mundial, e os Estados Unidos vêem o Brasil como um líder regional. Como conciliar essas duas visões?"
Obama respondeu "nocauteando" Sandra Coutinho:
"Bem, eu vou responder em parte a questão que você só perguntou para a presidenta. Vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar sobre o fórum econômico proeminente para a coordenação entre as principais economias – o G20 – Brasil é um grande voz nisso. As negociações que vão ter lugar em Paris em torno das alterações climáticas só pode ter sucesso com o Brasil como um líder-chave . E os anúncios que foram feitos hoje sobre os seus objectivos em matéria de energia renovável é indicativo da liderança do Brasil. O Brasil é um importante player global."
– Vemos o Brasil não como um poder regional, mas como potência global (…) O Brasil é um grande player global – afirmou o presidente Barack Obama. – Reconhecemos que não podemos fazer sozinhos. Se quisermos ser bemsucedidos em saúde global, mudança climática, combate ao terrorismo, redução da extrema pobreza, consideramos o Brasil um parceiro absolutamente indispensável nesses esforços. 
E continuou falando sobre outros temas em que o Brasil tem exercido papel fundamental no cenário global como combate à pobreza e à fome, cooperação em saúde, esforços pela paz.
Depois prosseguiu na resposta sobre confiança:
"Com relação à confiança, eu digo que a presidenta Dilma Rousseff e eu tivemos um excelente relacionamento desde que ela assumiu o cargo. Eu confio nela completamente . Ela sempre foi muito sincera e franca comigo sobre o interesse do povo brasileiro e como podemos trabalhar juntos. Ela cumpre compromissos. Quando nos conhecemos no Panamá discutimos, por exemplo, os acordos de cooperação de defesa que acabamos de mencionar. Ela conseguiu aprovar no Congresso. Como alguém que conhece algo sobre Congressos, eu sei que nunca é fácil. Então, para ela usar capital político a fim de obter esse feito eu acho que é indicativo do tipo de parceiro confiável que ela é.
E por isso acreditamos que esta reunião que tivemos esta semana baseia-se em uma série de passos que continuaram a aprofundar a cooperação entre os nossos dois países. Há e ainda vai haver diferenças ocasionalmente , mas isso ocorre com cada um de nossos amigos e aliados. Nenhum país vai ter interesses idênticos. Existirão sempre alguns atritos . Mas os nossos valores comuns, as fortes relações pessoa- a-pessoa de que dispomos , o fato de que somos os maiores países do hemisfério com histórias semelhantes – Eu acho que tudo isso significa que devemos ser parceiros muito fortes para os próximos anos
".
A jornalista da Globo saiu da coletiva igual a uma barata cascuda depois da chinelada.

Os Amigos do Presidente Lula

E ABAIXO A MATÉRIA SOBRE A TENTATIVA DE GLOBO DE DEMONIZAR LULA PARA CANONIZAR FHC EM PARIS

Na Carta Capital em 2011:

Lula em Paris: imprensa sabuja dá vexame


Circula há alguns dias na internet um debate sobre o mérito de o ex-presidente Lula ter recebido o título de Doutor Honoris Causa do Instituto de Estudos Políticos de Paris, mais conhecido como Sciences-Po, na terça-feira 27.

Em seu blog Balaio do Kotscho, no R7, o experiente jornalista resume a vergonhosa cobertura dos colegas brasileiros. Confira:
Por que Lula e não Fernando Henrique Cardoso, seu antecessor, para receber uma homenagem da instituição?
Começa assim, acreditem, com esta pergunta indecorosa, a entrevista de Deborah Berlinck, correspondente de O Globo em Paris, com Richard Descoings, diretor do Instituto de Estudos Políticos de Paris, o Sciences- Po, que entregou o título de Doutor Honoris Causa ao ex-presidente Lula, na tarde desta terça-feira. Para outro colega, pareceu estranho premiar um presidente que se orgulha de nunca ter lido um livro.
Resposta de Descoings:
“O antigo presidente merecia e, como universitário, era considerado um grande acadêmico (…) O presidente Lula fez uma carreira política de alto nível, que mudou muito o país e, radicalmente, mudou a imagem do Brasil no mundo. O Brasil se tornou uma potência emergente sob Lula, e ele não tem estudo superior. Isso nos pareceu totalmente em linha com a nossa política atual no Sciences- Po, a de que o mérito pessoal não deve vir somente do diploma universitário. Na França, temos uma sociedade de castas. E o que distingue a casta é o diploma. O presidente Lula demonstrou que é possível ser um bom presidente, sem passar pela universidade.”
A entrevista completa de Berlinck com Descoings foi publicada no portal de O Globo às 22h56 do dia 22/9. Mas a história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal Página 12.
Tomei emprestada de Mino Carta a expressão imprensa sabuja porque é a que melhor qualifica o que aconteceu na cobertura do sétimo e mais importante título de Doutor Honoris Causa que Lula recebeu este ano. Sabujo, segundo as definições encontradas no Dicionário Informal, significa servil, bajulador, adulador, baba-ovo, lambe-cu, lambe-botas, capacho.
Sob o título “Escravocratas contra Lula”, Granovsky relata o que aconteceu durante uma exposição feita na véspera pelo diretor Richard Descoings para explicar as razões da iniciativa do Science- Po de entregar o título ao ex-presidente brasileiro.
“Naturalmente, para escutar Descoings, foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático (…). Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado(…).
“Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção”, foi a pergunta seguinte. O professor sorriu e disse: “Veja, Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais, nem tira conclusões apressadas. Deixa para o julgamento da história este assunto e outros muito importantes, como a eletrificação das favelas em todo o Brasil e as políticas sociais (…). Não desculpamos, nem julgamos. Simplesmente, não damos lições de moral a outros países.”
Outro colega brasileiro perguntou, com ironia, se o Honoris Causa de Lula era parte da ação afirmativa do Sciences Po. Descoings o observou com atenção, antes de responder. “As elites não são apenas escolares ou sociais”, disse. “Os que avaliam quem são os melhores, também. Caso contrário, estaríamos diante de um caso de elitismo social. Lula é um torneiro-mecânico que chegou à presidência, mas pelo que entendi foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas.”
No final do artigo, o jornalista argentino Martin Granovsky escreve para vergonha dos jornalistas brasileiros:
“Em meio a esta discussão, Lula chegará à França. Convém que saiba que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, deve pedir desculpas aos elitistas de seu país. Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria exercer o recato. No Brasil, a Casa Grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terra e escravos. Assim, Lula, silêncio por favor. Os da Casa Grande estão irritados.”
Desde que Lula passou o cargo de presidente da República para Dilma Rousseff há nove meses, a nossa grande imprensa tenta jogar um contra o outro e procura detonar a imagem do seu governo, que chegou ao final dos oito anos com índices de aprovação acima de 80%.
Como até agora não conseguiram uma coisa nem outra, tentam apagar Lula do mapa. O melhor exemplo foi dado hoje pelo maior jornal do País, a Folha de S. Paulo, que não encontrou espaço na sua edição de 74 páginas para publicar uma mísera linha sobre o importante título outorgado a Lula pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris.
Em compensação, encontrou espaço para publicar uma simpática foto de Marina Silva ao lado de Fernando Henrique Cardoso, em importante evento do instituto do mesmo nome, com este texto-legenda:
“AFAGOS – FHC e Marina em debate sobre Código Florestal no instituto do ex-presidente; o tucano creditou ao fascínio que Marina gera o fato de o auditório estar lotado.”
Assim como decisões da Justiça, critérios editoriais não se discute, claro.
Enquanto isso, em Paris, segundo relato publicado no portal de O Globo pela correspondente Deborah Berlinck, às 16h37, ficamos sabendo que:
“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com festa no Instituto de Estudos Políticos de Paris – o Sciences- Po -, na França, para receber mais um título de doutor honoris causa, nesta terça-feira. Tratado como uma estrela desde sua entrada na instituição, ele foi cercado por estudantes e, aos gritos, foi saudado. Antes de chegar à sala de homenagem, em um corredor, Lula ouviu, dos franceses, a música de Geraldo Vandré, “para não dizer que eu não falei das flores”.
“A sala do instituto onde ocorreu a cerimônia tinha capacidade para 500 pessoas, mas muitos estudantes ficaram do lado de fora. O diretor da universidade, Richard Descoings, abriu a cerimônia explicando que a escolha do ex-presidente tinha sido feita por unanimidade.”
Em seu discurso de agradecimento, Lula disse:
“Embora eu tenha sido o único governante do Brasil que não tinha diploma universitário, já sou o presidente que mais fez universidades na história do Brasil, e isso possivelmente porque eu quisesse que parte dos filhos dos brasileiros tivesse a oportunidade que eu não tive.”
Para certos brasileiros, certamente deve ser duro ouvir estas coisas. É melhor nem ficar sabendo.

1 Comentário »

  1. Chega ou querem mais?

    Comentário por pintobasto — 02/07/2015 @ 6:20 pm | Responder


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