Ficha Corrida

02/07/2015

Nem Lula nem José Serra

raposa-galinheiroTão logo a Presidenta reage aos contínuos vazamentos, a Folha recruta seu estafeta para se defender. Ou teria sido ele que vestiu o chapéu o correu à procura da Folha para dar satisfação?!

A parceria entre os cabos eleitorais do Aécio Neves e os grupos mafiomidiáticos fica mais uma vez provado com esta entrevista. Eles já falam mais nos espaços mafiomidiáticos  que nos autos. E vazam, como vazam! E os vazamentos são “indícios” de que têm direção certa…

A Revista Istoé já fez uma matéria explicando quem é  Carlos Fernando Lima, confira:  Raposa no galinheiro. Mas podemos tirar, se achar melhor

Se indícios valessem para todo mundo, este delegado também teria sido preso, não é mesmo?!

Mas a Folha também esqueceu de perguntar por que se “Neste momento, não falamos de provas, mas de indícios” os executivos estão presos.

Exatamente quando José Serra se aproveita dos ataques à Petrobras para entrar com um projeto com vistas à entrega-la, à sorrelfa, à Chevron, o procurador fala em Judas. Isto é mais que indício. É uma triste coincidência.

Suspeita é condição suficiente para levar alguém a prisão? Sei não, mas acho que faltei à esta aula. Aprendi no curso de Direito que para se levar alguém à prisão, na regularidade da democracia, haveria de ter se provas. Agora descubro que também se pode prender apenas por indícios.

Golpe? Só indícios…

“ENTREVISTA – CARLOS FERNANDO LIMA

Não existe Jesus Cristo nem Judas no petrolão

Ideólogo das delações da Lava Jato diz que colaboração de Ricardo Pessoa, no STF, desmonta tese de coação de réus

GRACILIANO ROCHADE SÃO PAULO

Ideólogo e principal negociador das delações premiadas da Operação Lava Jato no Paraná, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima disse que a presidente Dilma Rousseff fez uma "comparação infundada" ao igualar a Joaquim Silvério dos Reis, o traidor de Tiradentes, os delatores que negociaram com a Justiça em troca de redução de pena no caso do petrolão.

Segundo ele, a delação do dono da UTC, Ricardo Pessoa, desmonta a tese de advogados de que prisões preventivas viraram instrumento de coação. Lima diz que não existem indícios suficientes para investigar Lula, mas que a situação de José Dirceu ficou "muito difícil".

Folha – Como o sr. interpreta as declarações da presidente Dilma Rousseff que comparou delatores da Lava Jato a Joaquim Silvério?
Carlos Fernando Lima – A comparação com Joaquim Silvério ou com Judas Iscariotes, como já vi, é totalmente infundada porque não vivemos nem na Roma imperial nem nos tempos de Maria Louca [rainha de Portugal, 1777-1816]. Vivemos na democracia. Como não há [entre delatados da Lava Jato] nem Jesus Cristo nem Tiradentes, não há entre os delatores nem Judas nem Silvério.

Advogados de defesa vêm reiterando que as prisões preventivas decretadas pelo juiz Sergio Moro são uma forma de coagir para obter delações.
É absolutamente inverídico. Dois terços das delações feitas foram de pessoas sem foro, que não estavam presas. Seria o caso da delação do Ricardo Pessoa, por exemplo, que se deu no STF. As pessoas optam por colaborar muito mais medo do processo e da prisão no futuro do que pelo encarceramento preventivo.

Qual o impacto da delação do Pessoa para as investigações?
Não sei até onde ela existe e os elementos colhidos. O que vejo são notícias a respeito. O que tranquiliza é que foi feita com o empresário com a garantia de um habeas corpus –o derruba a tese de que prisões são decretadas para coagir. Se ele estava solto e decidiu delatar é porque sabe o nível de prova. É uma delação que nos fortalece porque não foi feita pela nossa força-tarefa em Curitiba nem homologada pelo juiz Moro. Portanto, nenhuma pecha que as defesas usam para denegrir as investigações se aplica.

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) também aventou possibilidade de anulação da delação premiada se ficar comprovado que Pessoa deu informações falsas.
Fico preocupado quando vejo que alguns advogados considerem o Ministério da Justiça como uma extensão de seus escritórios. O ministério deveria agir como órgão superior do Executivo que tem encargo de providenciar meios materiais para que a Justiça seja feita.

O ex-presidente Lula tem dito a pessoas próximas que é o próximo alvo da Operação Lava Jato. Ele é?
Não há investigação sobre o ex-presidente. O que existe é investigação sobre prestadoras de serviços para as empreiteiras. Entre elas, surgiu o nome da empresa dele, a Lils. A princípio, nenhum colaborador ou análise indica que as palestras dele não foram prestadas. O fato de estar na lista de prestadores não caracteriza crime.

Mas a empresa do ex-ministro José Dirceu também recebeu de empreiteiras e ele é investigado.
Ele [Dirceu] recebeu de empresas que operavam lavagem de dinheiro. Uma coisa é receber da Camargo Corrêa ou UTC e ter justificativa. Agora, receber da Jamp Engenharia [do lobista e delator Milton Pascowitch], aí fica difícil.

Em nota e por meio de advogados, a Odebrecht diz que não existem provas que sustentem a prisão de seus executivos.
Temos elementos significativos das atividades da Odebrecht na direção do cartel e no pagamento de propina no exterior. Não temos dúvidas que o Marcelo Odebrecht mantinha contato muito próximo com os executivos do grupo nas atividades de cartel e corrupção. Tanto é verdade que o pedido de habeas corpus dele foi rejeitado, também, pelo Tribunal Regional Federal. Neste momento, não falamos de provas, mas de indícios.

Colaborou FLÁVIO FERREIRA, de São Paulo

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