Ficha Corrida

02/07/2015

300 picaretas amestrados por um sociopata

eduardocunhalobistaQuando Lula falou nos 300 picaretas ainda não imaginava no que poderia virar quando um sociopata os amadrinhasse.

Eduardo CUnha é a expressão do momento atual da nossa sociedade. É o verdadeiro fruto das manifestações de 2013 e da marcha dos zumbis de 2014.

A louca cavalgada do Aécio Neves, montado na imprensa golpista, só poderia resultar no fortalecimento desta triste e lamentável figura-símbolo do PMDB com quem o PT se aliou. O PT se aliou ao PMDB más é o PSDB quem conduz a boiada do PMDB.

Veja que os grupos mafiomidiáticos tratam suas manobras como se fossem acontecimentos da natureza, algo normal como dia e noite. Claro, este é o típico político que faz a cabeça do coronelismo eletrônico. É com eles que negociam nas sombras as perpétuas benesses que os sustentam. Note que a Folha chama patifaria de manobra. Quando se trata de fatos com os quais ela comunga, não criminaliza. Trata como simples peraltice, uma brincadeira de malandro.

Para quem achava que não haveria nada mais deprimente do um Severino Cavalcanti, hoje, como Eduardo CUnha, a patifaria ganha ares imperiais.

Como disse o Paulo Pimenta, se o Congresso fosse o Brasileirão, Eduardo CUnha seria o Fluminense. Só ganha no tapetão estendido por Gilmar Mendes.

Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
Se eu fosse dizer nomes, a canção era pequena
Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Aécio Neves
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Rádio FM e televisão

Diminuição da maioridade penal avança na Câmara após manobra

Um dia após ser rejeitado, plano de baixar idade para 16 anos para crimes graves passa em 1ª votação

Mais brando, novo texto exclui tráfico de drogas; críticos falam em golpe; Cunha diz não haver motivo para contestar

MARIANA HAUBERTNATÁLIA CANCIANDE BRASÍLIA

Em 24 horas, a Câmara dos Deputados reverteu a rejeição à proposta de baixar a maioridade penal e aprovou, em primeira votação, texto que reduz de 18 para 16 anos a idade para a imputação penal em casos de crimes hediondos (como estupro e sequestro), homicídio doloso (com intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.

O texto, que ainda precisa ser votado em segundo turno e passar por duas votações também no Senado, foi resultado de uma manobra costurada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para reverter a derrota do dia anterior.

Ele é mais brando que a proposta que foi rejeitada –porque excluiu a possibilidade de redução da maioridade para os crimes de tráfico de drogas, terrorismo, tortura e roubo qualificado (com armas de fogo, por exemplo).

Na madrugada desta quinta-feira (2), foram 323 votos a favor, 155 contrários e 2 abstenções. Por se tratar de mudança na Constituição, eram necessários ao menos 308 votos a favor para a aprovação.

Na quarta-feira (1º), os deputados rejeitaram a aprovação da proposta por 303 votos a favor e 184 contrários –ou seja, faltaram cinco votos para que ela avançasse.

A nova emenda aprovada pelos deputados foi fruto de um acordo entre líderes partidários favoráveis à redução da maioridade penal, capitaneados pelo PMDB, mas assinado por PSDB, PSC, PHS e PSD.

A manobra de votar um texto semelhante ao que havia sido rejeitado horas antes foi chamada de "golpe" por parlamentares contrários à redução da maioridade.

Alguns entenderam que ela fere as regras da Casa. "Ele está criando uma nova interpretação do regimento que nunca existiu, que torna o processo legislativo absolutamente frágil e que será interminável", afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS).

Esses parlamentares, parte dos quais ligados ao governo Dilma Rousseff, argumentam que a emenda não poderia ser apresentada agora porque não tem suporte nos destaques apresentados durante a discussão da matéria, na noite de terça (30). Eles prometem ir ao Supremo Tribunal Federal contra a medida.

Ao final da sessão, Cunha rebateu as críticas feitas ao processo de votação. "Não há o que contestar. Ninguém aqui é maluco. […] Estamos absolutamente tranquilos com a decisão tomada. Só cumprimos o regimento e eu duvido que alguém tenha condições de contestar tecnicamente uma vírgula do que eu estou falando", disse.

A líder do PC do B, Jandira Feghali (RJ), disse que pode ser criado um "precedente perigoso". "Se hoje serve a alguns, amanhã servirá a outros. Ganhar no tapetão não serve a ninguém", afirmou.

O líder do DEM, Mendonça Filho (PE), argumentou que o "caminho" escolhido era "legítimo". "PECs não votadas podem ter partes de seu texto aglutinadas em um texto de consenso", disse.

Durante a sessão, o PT e deputados contrários à redução apresentaram o chamado "kit-obstrução": requerimentos de adiamento da votação ou de retirada de pauta do projeto que têm como objetivo postergar a votação.

Após a comemoração de movimentos contrários à redução da idade penal na galeria do plenário na madrugada de quarta, Cunha proibiu a entrada do público para acompanhar a nova sessão.

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: