Ficha Corrida

01/07/2015

Grécia vive o momento Brasil de FHC

Filed under: Colonialismo,FHC,FMI,Grécia — Gilmar Crestani @ 8:46 am
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Quem quiser ter uma ideia de como era o Brasil no tempo em que o amante de Miriam Dutra ocupava o Planalto em nome da Rede Globo basta observar o que está acontecendo na Grécia. Um espirro de um tigre asiático levava o Brasil a passar o pires no FMI. Crise no México, lá ia FHC de calças arriadas pedir dinheiro para deixar lá como pagamento da dívida. Voltava com os fundilhos ainda mais rotos. A subserviência foi tanta que os diplomatas brasileiros tinham de tirar os sapatos para entrar no EUA.

É isso que os bandidos golpistas querem de volta ao Brasil. O método é, enquanto gritam “pega ladrão”, ir passando a mão leve no erário da viúva.

A Rayuela de FHC!

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Grécia é primeiro país desenvolvido a dar calote no FMI

Governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras não paga dívida de € 1,6 bi; programa de socorro do BCE expira

País fica impedido de receber novos recursos do Fundo enquanto estiver devedor; medo de colapso se agrava

LEANDRO COLONENVIADO ESPECIAL A ATENAS

A expectativa se confirmou, e a Grécia não pagou a dívida de € 1,6 bilhão com o FMI (Fundo Monetário Internacional) vencida nesta terça-feira (30), transformando-se no primeiro país desenvolvido a dar um calote no Fundo.

Segundo o FMI, o país fica impedido de receber novos financiamentos enquanto estiver devedor. O drama aumenta porque expirou também o socorro de € 245 bilhões dado pelo FMI e pelo BCE (Banco Central Europeu): os gregos ficaram pela primeira vez desde 2010 sem ajuda financeira externa.

O temor de um colapso econômico gera apreensão pelas ruas de Atenas, capital de um país com o maior desemprego da Europa (25%) e dívida pública de quase 180% do PIB.

Os bancos seguem fechados em razão do controle de capital (restrição para transações financeiras, com limite no saque em caixas automáticos) imposto pelo governo há dois dias para evitar a insolvência de suas instituições.

PROTESTO E PLEBISCITO

Um grande protesto ocorreu à noite no centro de Atenas a favor de um acordo com os credores, aumentando a pressão sobre o governo do primeiro-ministro Alexis Tsipras, do partido de esquerda Syriza, eleito em janeiro.

Um plebiscito foi convocado para o domingo (5) para aprovar ou não um acordo.

O problema é que, em tese, a proposta em votação –medidas discutidas até sexta passada– não existe mais.

Tsipras tentou uma última cartada na tarde desta terça: propôs estender o prazo do programa de resgate, que expirou ontem. Sem essa extensão, eles perdem o direito de receber a última parcela (de € 7,2 bilhões), necessária para pagar ao FMI, ao funcionalismo e aos pensionistas.

Pediu ainda um socorro de dois anos ao ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira), fundo vinculado à União Europeia e que foi criado há três anos depois que a crise grega contaminou outros países da região.

Não deu certo. Os ministros de Finanças do bloco da moeda única, que tem 19 países incluindo a Grécia, negaram a prorrogação. O bloco avisou que deve rediscutir o novo socorro nesta quarta (1º), mas não deu brecha para salvar o país do calote.

O governo da Alemanha se posicionou imediatamente contra o socorro emergencial. A chanceler Angela Merkel quer esperar o plebiscito porque aposta na vitória do "sim", a favor de uma negociação com a zona do euro, enfraquecendo o premiê grego, que faz campanha pelo "não". Na segunda (29), Tsipras, que faz campanha abertamente pelo "não", insinuou que pode renunciar se o "sim" vencer.

Como ainda está aberta a negociação para um novo socorro até sexta-feira (3), não se descarta que o plebiscito seja cancelado –por ora, no entanto, está mantido.

O calote no FMI é o capítulo mais dramático de uma novela de cinco meses de negociação, em que credores exigiam medidas de austeridade fiscais não aceitas pela Grécia. Tsipras foi eleito com discurso contrário a esses cortes, negociados pelos governos de centro-direita durante a crise que atingiu o país nos últimos anos.

Ele chegou a propor um ajuste, considerado insuficiente. As negociações romperam-se de vez no sábado (27), depois que o premiê anunciou na noite anterior a decisão de convocar um plebiscito para o dia 5.

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