Ficha Corrida

01/07/2015

A redução da maioridade é vingança de lobotomizado

Filed under: Lobotomia,Menoridade Penal — Gilmar Crestani @ 10:05 am
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lobotomiaConcordo com o blogueiro de Xangri-Lá. Aliás, também tenho uma contribuição à selvageria. Sou favorável à pena de morte. Para banqueiro e empreiteiro condenados judicialmente, com decisão transitada em julgado por mais de um instância. E desde que eles tenham curso superior. Também sou favorável à pena capital aos donos de meios de comunicação sonegadores. Na minha lista também entram pastores que usam o nome de Jesus para pedir dinheiro em troca de benefício pós-morte. Jesus expulsou os vendilhões do templo, e agora os templos só enchem de vendilhões. Para esses, sim, deveria haver pena maior. Inclusive a morte, de forma que possam comprovar mais rapidamente a própria fé, indo mais rapidamente ao encontro de quem eles eles usam o nome em vão.

A vingança do lobotomizados é reduzir a idade penal. De minha parte apenas desejo plantar flores no espaço vazio onde deveria haver massa cinzenta.

“Diz o blogueiro: aos que não são afeitos com a legislação penal explico que o número dado a esse Projeto de Emenda Constitucional (PEC 171) coincide com o artigo do Código Penal Brasileiro que define o crime de estelionato (vigarice). O grande exemplo de comportamento em todos os sentidos pelos que defino como sacoleiros de Miami são os Estados Unidos da América. Esses sacoleiros geralmente não nasceram em berços onde a cultura era um dos ingredientes principais. Cresceram, estudaram um pouco e se deram bem na vida, logo se julgam melhores que os demais. Nos Estados Unidos da América o país do sonho deles a incidência de pratica de crimes entre menores de idade é infinitamente menor que aqui sim, mas lá os pobres são muitos e miseráveis poucos. Aí reside o busilis da questão, pois lá bens de consumo como esses malditos telefones que idiotizam os que os possuem são acessíveis a todos. Aqui não. E não me venham dizer que não é assim. O projeto desses políticos que tentaram jogar menores nas cadeias caiu por terra. O que esses mesmos políticos sabem, mas fazem de conta desconhecer é que nosso sistema prisional não recupera ninguém. Urge uma completa reforma em nosso sistema penal, mas isto assim como enterrar canos para coleta e tratamento de esgoto não se traduz em votos. Essa é a verdade nua e crua e o restante nada mais do que perfumaria.”

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padre Julio Lancellotti

Nesta semana a Câmara Federal inicia o processo de aprovação da Proposta de Emenda Constitucional, PEC, nº 171 (número sugestivo) para a redução da maioridade penal.

As discussões são acaloradas e as pesquisas mostram o alto índice de aprovação popular da idéia. Por trás de tudo, movem-se interesses inconfessáveis e eleitoreiros, lobbies da privatização dos presídios (afinal, a clientela vai aumentar).
Todos querem a diminuição da violência e da impunidade, muitos desconhecem o Estatuto da Criança e do Adolescente, criticam-no e são seus opositores ferrenhos.
Tudo isso num quadro de agudo individualismo, pragmatismo, busca de soluções imediatas, de espetacularização do crime pela grande mídia e de sensação de insegurança — muitas vezes fabricada e manipulada.
Todo texto tem que ser entendido no contexto.
Para entender a proposta de redução temos que considerar o conjunto de medidas e mudanças que reduzem as conquistas duramente aprovadas dentro de um sistema que escraviza e pune, elitista e competitivo.
As propostas de redução estão passando por adaptações e acordos políticos , todos querem ser o pai da criança, mas não sabem que essa criança vai crescer e se tornar adolescente também.
Uma lei não tem efeito retroativo, também não é instrumento de vingança, não inibe a criminalidade que o sistema fabrica, incentiva e impõe.
Uma juventude sem qualidade de vida e sem possibilidades não qualifica a vida.
A frustração acumulada, a falta de cuidado, o crime organizado na lógica do sistema empurram os jovens para o sofrimento e alguns, ainda que sejam a minoria, reagem e se tornam “em conflito com a lei “.
Esta minoria causa o clamor pela adoção de medidas cada vez mais punitivas e restritivas .
Nossa geração passará para a história como a geração que não soube lidar com a violência a não ser sendo mais violenta ainda .
A redução da maioridade penal é a nossa redução e incapacidade de sermos mais humanos e de lidarmos com situações complexas com a complexidade que merecem .
Os mais pobres serão como sempre os penalizados; a questão dos crimes hediondos, como tráfico de drogas, é polêmica e controversa.
A precariedade de dados e o desconhecimento dos dados que existem entorpecem e distorcem a capacidade de refletir e agir .
Reduzir a maioridade penal é um ato político, mais do que uma decisão técnica numa cultura tecnicista. Mas trata-se de uma ação política que reduz a responsabilidade de todos, que nos desumaniza e que, no horizonte, só nos levará a ter de continuar reduzindo para controlar, vigiar e punir .
Neste momento grave somos chamados à lucidez , ao sentido histórico de nossas ações, à tomada de posição e sobretudo a humanizar nossa reflexões e ações.
A história será testemunha deste 171 que estão passando em nós!

Praia de Xangri-Lá

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